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Carnaval da Portela

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Por Redação

Porta-bandeira das mais premiadas da história do Carnaval, Lucinha Nobre vai experimentar uma nova função na festa. É que a dançarina da Portela será comentarista dos desfiles da Série A, pela TV Globo. O contrato já foi assinado com a emissora, e a artista vai dividir espaço, por exemplo, com o carnavalesco Leandro Vieira (Mangueira) nas análises da transmissão do canal carioca na Sexta e no Sábado de agito no Sambódromo.

Lucinha Nobre foi confirmada pela Globo nesta terça-feira, 16 – Fotos: Marcos Salles

A bailarina ficou radiante com a novidade.

– Eu sonho com isso desde sempre. Não chorei na assinatura, mas chorei quando fui confirmada – festejou Lucinha, dona de quatro Estandartes de Ouro (prêmio concedido pelo Jornal O Globo aos melhores do Carnaval) – 1993, 2003, 2006 e 2007.

Além dela e de Leandro Vieira, já estão confirmados no time de comentaristas o carnavalesco Chico Spinosa e o cantor Mumuzinho. A apresentação dos desfiles na emissora oficial dos desfiles das escolas de samba da Série A será, pelo segundo ano seguido, dos jornalistas Carlos Gil e Mariana Gross.

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Por Redação

A Portela divulgou na noite desta segunda-feira, 15, imagens registradas pelas câmeras de segurança do barracão da escola na Cidade do Samba, no Rio, que revelam a ação de menores baderneiros na noite do último domingo, 14, que tocaram o terror nas dependências da azul e branco. As crianças picharam as paredes e o chão da fábrica de alegorias portelense.

A agremiação divulgou uma nota oficial, na qual tranquiliza os torcedores e admiradores da Portela em relação ao desfile, frisando que nenhuma estrutura do próximo carnaval da escola foi afetada.

Apesar disso, a atual campeã do Carnaval carioca reforçou a segurança no local.

NOTA OFICIAL (na íntegra)

“A diretoria da Portela informa que um grupo de menores entrou no barracão da escola, na Cidade do Samba, por volta das 19h20 deste domingo (14), e fez algumas pichações no chão e em paredes do local. Nenhuma alegoria ou fantasia do Carnaval 2018, no entanto, foi danificada, conforme comprovam as imagens das câmeras de segurança do barracão, que registraram a ação das crianças

Nesta segunda-feira, os trabalhos no barracão transcorreram

normalmente, com intensa movimentação de alegorias e o içamento da escultura da Estátua da Liberdade na parte externa do barracão.

A escola aproveita para esclarecer também que as ‘marcas’ no corpo da escultura da Estátua da Liberdade, vistas em fotos que circulam em grupos de whatsapp, são resultado do encaixe da obra que foi esculpida em três partes. Posteriormente, as emendas serão corrigidas pelo pintor de arte. Já as ‘marcas pretas’ da escultura são o efeito proposital de envelhecimento da pintura.

A direção da Portela nega os boatos que circulam em redes sociais dando outras versões para o incidente. Por fim, a diretoria informa que já reforçou a segurança no barracão após o episódio.

Segunda escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, a Portela segue totalmente focada na luta pela conquista do seu 23º título”.

Por Luiz Felippe Reis

Campeã depois de 33 anos e dona de uma fanática torcida espalhada pelo mundo, a Portela tem buscado – e tem todos os atributos pra conseguir – a necessária autossuficiência financeira. A escola quer ‘cair’ no mercado e atrair parceiros, através da valorização da pesada marca, uma das mais fortes do Carnaval. Entre os pilares dessa busca, ainda incipiente no universo da festa, o marketing se impõe.

A Portela investe no setor e tem tentado melhorar as relações comerciais. Em 2015, a diretoria portelense implementou o programa de sócio-torcedor “Águia no Coração”, voltado para a imensa legião de torcedores. O método de geração de receitas é um sucesso no futebol, e a águia foi buscar empresas experientes na área visando também ser bem-sucedida. Há dois meses, a azul e branco fechou um contrato com a Saravah Branding, Comunicação e Design, que terá a responsa de cuidar da marca da agremiação e traçar novas estratégias, num plano inédito em terras carnavalescas. Com mais de 316 mil pessoas conectadas, a página oficial da azul e branco no Facebook também é um retrato da atenção especial dada à valorização da marca. Parcerias, intercâmbios, palestras… ajudam a fortalecer o trabalho nessa direção.

A águia quer voar mais alto: ‘A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí’ – Foto: Michele Iassanori
A marca do programa de sócio-torcedor portelense – Foto: Divulgação

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães sabe que é fundamental pras escolas diminuir as dependências das canetas municipais, nem sempre tão generosas.

– Fiz essa aposta: no título e na marca. O título eu acreditava pelo trabalho que estava sendo feito, e a marca é gigantesca. A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí, e os resultados só vêm a médio prazo. Não é questão de ser pessimista, mas nunca mais seremos os mesmos. Tem que ter recursos públicos, mas as escolas precisam ter recursos alternativos. Queremos ‘cair’ no mercado – comentou o dirigente, que foi palestrante na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior congresso de cientistas e inovadores brasileiros, há cinco meses.

‘Tem que chegar mais gente, tem espaço’, comentou o presidente portelense, Luís Carlos Magalhães – Foto: Irapuã Jeferson

Comentarista de Carnaval antes de assumir a presidência – após a trágica morte de Marcos Falcon -, Magalhães acredita que a chegada de novos perfis de dirigentes podem contribuir com o samba.

– Tem que chegar mais gente, tem espaço. Dá pra administrar sem ser patrono. Eu tô animado por tudo, mas, olha, cansa pra caramba, e tem a cobrança em casa também – concluiu, aos risos.

De olho no bicampeonato que não rola desde os anos 1960, a Portela será a segunda a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De repente de lá pra cá e “dirrepente” daqui pra lá”, assinado pela professora Rosa Magalhães.

Por Redação

A playlist do Carnaval 2018 vai ficando perto de se completar. Nona escola do Especial a definir samba-enredo pro ano que vem, a Portela encerrou o concurso de obras escolhendo a trilha sonora de Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão.

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

O samba vencedor já era apontado como favorito pela internet, ganhando adesão de portelenses e até de torcedores de outras escolas. Líder da parceria, Samir fatura a terceira disputa seguida.

A final de samba-enredo foi transmitida ao vivo pelo Facebook oficial da Portela. A azul e branco foi a quarta escola a abraçar a iniciativa. Em agosto, a Unidos do Viradouro presentou os seguidores com todos os detalhes ao áudio e vídeo na página da vermelho e branco. Em parceria com o Sambarazzo, a Grande Rio e Vila Isabel também exibiram suas finais pro mundo todo, através da rede social.

Confira o samba:

Na quadra, o frenesi, já causando pelo samba-enredo nas fases eliminatórias do concurso, se repetiu, o que selou o destino vencedor da obra.

Fotos: Irapuã Jeferson

Por Kaio Sagaz

Título recém-conquistado, torcida das mais fanáticas do Carnaval, e uma comunidade que vive intensamente tudo o que acontece nas dependências da azul e branco. Esses ingredientes da Portela são pra lá de positivos, mas nada fáceis de administrar. Ciente disso, o presidente Luís Carlos Magalhães não faz rodeio. Vai direto ao ponto na hora de falar dos problemas provocados pela lotação esgotada da quadra, em Madureira, durante a final de samba-enredo que rola na madrugada deste sábado, 14.

Segundo o dirigente, o controle de acesso aos camarotes foi uma missão quase impossível de ser executada.

– Infelizmente, a gente não tem mais estrutura profissional pra isso. No camarote, tem gente que não era pra estar ali e quem deveria estar, não está, não consegue entrar. O samba é isso, não tem estrutura profissional. Todo mundo dá carteirada, aí eu teria que brigar, e eu não posso brigar com ninguém. O samba é isso – disse Luís, com boa dose de sinceridade, em conversa com o Sambarazzo.

Presidente da Portela admite problemas de organização nos camarotes: ‘tem gente que não era pra estar ali e quem deveria estar, não está, não consegue entrar’ – Foto: Irapuã Jeferson

Briga do lado de fora da quadra

Outro registro de confusão foi na parte externa da quadra. Um vídeo que circula na internet mostra seguranças agredindo uma pessoa que tentava entrar na quadra, mas que foi impedida por causa do fechamento dos portões. Luís Carlos lamentou o incidente, registrado por uma pessoa que tentava entrar na quadra.

Veja o vídeo:

– Eu tenho que lamentar, se houve isso realmente. Repito, se houve isso realmente. Não tava sabendo. Não tenho como cuidar de tudo – explicou.

Na final de samba-enredo do ano passado, uma pancadaria tomou conta da quadra, assustando quem estava acompanhando a festa. A confusão gerou diversas expulsões da Portela, inclusive de Noca, importante compositor portelense.

Samba de Samir Trindade vence disputa

playlist do Carnaval 2018 vai ficando perto de se completar. Nona escola do Especial a definir samba-enredo pro ano que vem, a Portela encerrou o concurso de obras escolhendo a trilha sonora de Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão.

O samba vencedor já era apontado como favorito pela internet, ganhando adesão de portelenses e até de torcedores de outras escolas. Líder da parceria, Samir fatura a terceira disputa seguida.

A Portela será a segunda a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”, da carnavalesca Rosa Magalhães.

Por Redação

Um dos homens mais importantes da história da Portela, Marcos Falcon, que morreu assassinado há exatamente um ano, será celebrado nesta terça-feira, 26, onde mais gostava de ficar: na quadra da azul e branco. A escola vai realizar uma missa em memória do líder portelense. A cerimônia, que será comandada pelo padre João Paulo, irá ocorrer na quadra às 20h.

A Portela prepara uma homenagem a Marcos Falcon, que foi eleito presidente da Águia em maio de 2016. Com a morte do dirigente, o vice dele, Luís Carlos Magalhães, assumiu o comando e dedicou a Falcon o título que viria meses depois, já no Carnaval 2017.

A missa é aberta a todos os segmentos da azul e branco e torcedores em geral. A escola pede que o público compareça usando camisa da escola.

Exatamente há um ano, no dia 26 de setembro de 2016, o líder foi assassinado a tiros dentro do comitê de campanha – ele era candidato a vereador no Rio de Janeiro -, em Madureira, na Zona Norte do Rio.

Por Redação

A “Portelinha”, quadra histórica da Portela – atual campeã do Carnaval -, passou por uma recauchutada esperta nas suas dependências. A Velha Guarda botou as mãos à obra e deixou o lugar um brinco aos visitantes. A sede ainda é usada pela escola de samba em eventos de menor porte.

A casa oficial da Águia é o chamado “Portelão”, que tem capacidade maior e costuma receber as principais atividades da principal campeã da festa.

Fotos: Reprodução/Facebook da Portela/PH

Por Luiz Felippe Reis

Dominado pela intolerância e ausência quase que total de amor ao próximo, o mundo atual ainda guarda espaço para boas ações, que valem muito em tempos tão difíceis. A Portela, dando o exemplo, vai dar oportunidade a um jovem compositor – portador de uma deficiência mental – de apresentar o seu samba na disputa de obras concorrentes para o Carnaval 2018 no próximo domingo, 20. Mário Henrique, de 15 anos, vive às vésperas de uma tarde certamente inesquecível pra ele na quadra.

O menino não vai estar na competição oficial por não ser da ala de compositores, mas a diretoria portelense abriu uma exceção e vai deixar o compositor soltar a voz e mostrar pro mundo como traduziu em forma de música o enredo ‘De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá”, de Rosa Magalhães.

Portador de uma deficiência mental, Mário Henrique vai participar da apresentação de sambas concorrentes da Portela – Foto: Arquivo pessoal

Companheira em todas as jornadas de Mário Henrique, a mãe dele, Dona Rose Fagundes, está radiante com a chance que o filho tem na Águia de Madureira.

– Nós ficamos assim… nossa… muito felizes. Parece até brincadeira. A gente nem sabe como explicar o que sentimos. Ele é portelense, adora samba, viu a sinopse e resolveu fazer e gravou em casa. Ele já está ansioso, tá doido pra se apresentar. Não esperava essa ação da Portela, foi muito bonito o que eles fizeram de dar esse apoio pra ele. Não sabia que ele seria tão bem acolhido. Eu fiquei emocionada por tudo – diz, agradecida.

Auxiliar administrativo de uma empresa de ônibus, Rose sempre viu de perto a paixão de Mário Henrique pelo Carnaval do Rio de Janeiro. Há três anos, foi ela mesmo que levou o menino pra escola mirim Filhos da Águia. Lá, durante esse tempo, ele toca tamborim. Mas foi agora, em 2017, que o garoto se entendeu compositor e resolveu escrever para a Portela. Conhecendo melhor neste ano os bastidores das disputas de samba, Dona Rose espera planejar junto do filho os próximos passos na função de compor.

– Nós chegamos na quadra pra mostrar o samba sem saber de nada. Nem como mostrar o samba, nem sobre os custos da disputa, nós simplesmente fomos lá. Pro ano que vem, a gente vai planejar melhor isso. Acho que ele tem que começar pela mirim, ou talvez entrando numa parceria. Mas isso tudo é maravilhoso. Fiquei feliz pela repercussão toda e eu espero que outras pessoas que nem ele possam se animar também, existem pessoas boas no mundo. Eu tô muito feliz com a Portela – finaliza.

Mário Henrique (ao centro), com a família! A mãe, Dona Rose, e o pai, Seu Mário – Foto: Arquivo pessoal

Presidente do conselho deliberativo da Portela, Fábio Pavão vê a solidariedade e a inclusão como deveres não só das escolas como da sociedade e também vê importância na entrada dos mais jovens no samba.

– Tem duas questões envolvidas isso. A primeira é a inclusão de pessoas portadoras de deficiência na sociedade. Isso é um dever nosso como cidadão. E não envolve só as escolas de samba, mas a sociedade como um todo. E sobre as escolas de samba… É um jovem querendo participar. E no momento que nós vivemos hoje é fundamental que haja uma renovação, que as escolas despertem nos jovens o interesse pelas atividades das escolas de samba. Todo jovem que queira participar tem que ser incentivado, e a Portela fez isso – comentou Pavão, que também integra a comissão de carnaval portelense, junto de Júnior Schall, Claudinho Portela e Marco Aurélio Fernandes.

A repercussão do menino especial compositor começou forte pela campanha feita pela página no Facebook “Sambistas da Depressão”, que ficou sabendo da história do menino e resolveu ajudar, convocando os cantores do Carnaval para auxiliar Mário Henrique na gravação. E, daí, foi uma chuva de solidariedade. Diversos intérprete se prontificaram a entrar nessa:

Wander Pires (Mocidade), Zé Paulo Sierra (Viradouro), Leonardo Bessa (Salgueiro), Diego Nicolau (Renascer), Leozinho Nunes (São Clemente), Lucas Donato (Império Serrano), Hudson Luiz (Salgueiro), Thiago Brito (Unidos de Bangu), Igor Vianna (Alegria da Zona Sul), Tem-Tem Jr. (Caprichosos), Luizinho Andanças… e outros

No Domingo, na quadra, ele abre a apresentação dos sambas concorrentes. Mário Henrique terá no palco com ele os cantores Celsinho e Rafael Faustino, que é da Filhos da Águia.

Confira o samba do menino com a gravação original dele:

A quadra fica na Rua Clara Nunes 81, em Madureira. A entrada é franca. Mesas vão custar R$ 20. Camarotes inferiores e superiores (ambos com 15 lugares) sairão por R$ 150 cada. A classificação é livre. Mais informações: 3256-9411.

Por Redação

Ex-diretor de carnaval de Vila Isabel e Mangueira, Júnior Schall acertou nesta quarta-feira, 26, ida pra Portela. Outro reforço da campeã de 2017 é Marco Aurélio Fernandes, que é representante da Águia na Liesa. Os dois integram a partir de agora a comissão de carnaval da azul e branco ao lado de Claudinho e Fábio Pavão, que analisou a chegada dos dois ao time.

– O Marquinhos já faz parte da Portela como um dos nossos representantes na Liesa. Ele também já atuou nessa função, dentro da comissão em outra época. Agora ele retorna trazendo sua experiência. O Schall também é um profissional qualificado, que já foi campeão e tem passagem por várias escolas. Ele chega à Portela para somar à nossa comissão – comentou Pavão, que também é presidente do Conselho Deliberativo.

Comissão formada! Marco Aurélio Fernandes, Claudinho, Fábio Pavão e Júnior Schall vão trabalhar nos bastidores da azul e branco de Madureira – Foto: Divulgação

Júnior Schall é o quinto reforço da Portela para o campeonato de 2018. Antes dele, a escola encorpou a equipe de carnaval com a carnavalesca Rosa Magalhães, o coreógrafo Sérgio Lobato, o mestre-sala Marlon Lamar e a porta-bandeira Lucinha Nobre.

A Portela será a segunda a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…”.

Por Redação

Pra continuar subindo pelos grupos de acesso da Estrada Intendente Magalhães, a Rosa de Ouro, escola do Grupo C do Carnaval Carioca, vai pegar carona no espírito vencedor da Portela, atual campeã da festa e maior colecionadora de campeonatos no Grupo Especial – são 22 canecos. É que a agremiação, afilhada da azul e branco, vai reeditar o enredo “Tributo à vaidade”, apresentado pela Águia de Madureira em 1991.

Vice-campeã do Grupo D em 2017, a Rosa de Ouro terá a assinatura do carnavalesco Luciano Moreira, que chegou nesta temporada para tentar botar a escola na Série B, divisão de acesso imediato aos desfiles da Sapucaí.

De autoria de Sílvio Cunha, o enredo “Tributo à vaidade” deu o 6° lugar à Portela há 26 anos.

Carnaval de 1991 da Portela será reeditado pela Rosa de Ouro, do Grupo C do Carnaval – Foto: Reprodução/Blog Compositores da Portela

 

Lembre o samba:

Eu sou vaidosa
Eu sou assim
Vaidade não tem preço
Mas eu tenho seu apreço
Pois você gosta de mim

Eu sei que faço seu corpo arrepiar
Eu sei que você não vai sem me ver passar
Eu já vi você chorar
Na hora do meu desfile encerrar

Perguntei ao espelho meu
Qual delas é mais linda do que eu
Ele então me respondeu
Mas linda do que eu só eu

O meu azul veio lá do infinito
O meu canto é mais bonito
Salve Oswaldo Cruz e Madureira
Me chamam celeiro de bamba
A majestade do samba
Da velha guarda formosa e faceira

Eu sou e sei que sou
Mais fascinante, deslumbrante, mais amor
Bem sei que você aprova
Pois meu visual comprova
Eu sou luxo e esplendor

Olha eu aí
Cheguei agora
Cheguei pra levantar o seu astral
Posso perder, posso ganhar, isso é normal
Vinte uma vezes campeã do carnaval

 

Por João Paulo Saconi

Este Carnaval poderia ser apenas mais um na vida do artista catarinense Jaison Duarte, de 27 anos. Poderia, não fosse a mensagem que ele enviou para o carnavalesco Paulo Barros através das redes sociais pedindo uma vaga no time do veterano, que comanda pelo segundo ano consecutivo os trabalhos no barracão da Portela.

O desejo atendido fez o novato se mudar de Florianópolis para o Rio de Janeiro em setembro, pronto para mergulhar de cabeça nos preparativos do desfile portelense, que tem como enredo as histórias dos rios do mundo.

– Larguei tudo por causa do Carnaval. Pedi uma oportunidade (ao Paulo) independentemente da função. Eu só queria estar no meio. Mostrei meus trabalhos e ele me deu a oportunidade de fazer a ficha de exatidão das fantasias (relação rigorosa dos materiais utilizados na confecção). Tá sendo uma experiência incrível! Tudo que posso fazer aqui no barracão, eu faço – conta o jovem, que é formado em moda e, entre outras tarefas, ajudou na produção da fantasia que a triatleta Fernanda Keller vai vestir durante a apresentação da azul e branco na Sapucaí.

No barracão da Portela na Cidade do Samba, Zona Portuária da “Cidade Maravilhosa”, Jaison posa ao lado de Fernanda Keller durante a prova da fantasia que ele ajudou a produzir. Paulo Barros o contratou através das redes sociais para trabalhar no Carnaval do Rio | Fotos: Reprodução/Instagram

“Cheguei no Rio na cara e na coragem”, afirma artista

Além do diploma de graduação e da experiência como diretor de alegorias numa agremiação da folia catarinense, Jaison também tinha no currículo e no portfólio alguns desenhos de fantasias desenhadas por ele. O material, que acabou sendo vendido para países da Europa, foi enviado para Paulo Barros e deu base para a contratação via internet que, conforme os relatos do mais novo carioca do pedaço, não poderia estar funcionando melhor.

– Tudo aconteceu muito rápido. Cheguei no Rio na cara e na coragem. Estou morando no Centro da cidade. Independentemente das dificuldades, o meu foco é o meu sonho – diz.

Abraçado pelo Rio e pela águia! Jaison Duarte já tinha turistado no Rio em outras ocasiões, mas agora fez da cidade um novo lar | Foto: Reprodução/Instagram

Quinta a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, a Portela – Jaison, cheio de frio na barriga, garante estar “sentindo que vai ser a campeã” – apresenta o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”. A comunidade de Oswaldo Cruz e Madureira, na Zona Norte, quer quebrar o jejum que já dura mais de 30 anos.

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Por Renan Rodrigues

São 84 anos de vida, mais de 60 dedicados ao samba e 50 de amor à Portela. O sobrenome, inclusive, mudou ao chegar em Madureira para marcar a forte identificação com a “Majestade do Samba”. Nem mesmo essa relação foi o bastante para garantir Noca da Portela no desfile da agremiação de Madureira em 2017.

A relação entre Noca e a escola ficou estremecida na final de samba portelense, quando o compositor se envolveu numa polêmica ao questionar a derrota na competição. Na ocasião, uma briga tomou conta da quadra, após a escola anunciar que a parceria de Samir Trindade era a vencedora do concurso. O experiente músico botou em dúvida a lisura da escolha da obra vencedora.

Sem sinalização da direção de que poderia desfilar, o baluarte conta que se apresentará em São Paulo na Segunda-feira de carnaval, dia em que a Águia pisará na Sapucaí.

Após briga, baluarte Noca está fora do desfile da Portela: ‘Meu posto era na Velha Guarda’ – Foto: Irapuã Jeferson

– Já marquei o show e assinei contrato. Fui expulso (da Velha Guarda). Meu orgulho maior foi ser chamado pra Velha Guarda. Esse ano, infelizmente, como fui expulso, não sairei na escola porque o meu posto era na Velha Guarda. Eu tenho uma sala de troféus com mais de 200 prêmios. Tudo isso tem menos valor que ser componente da Velha Guarda – reclama Noca.

“Jamais farei samba por outra escola”

A separação, entretanto, não chega a ser um divórcio definitivo. O artista reforça que, mesmo distante, a relação de torcedor não será alterada. Além disso, Noca garante que não sairá por outra escola:

– A escola não tem nada a ver com isso. É intocável. A Portela está acima do bem ou do mal. Eu jamais farei samba ou sairei por outra escola. Estarei em São Paulo torcendo pra que a Portela volte a ganhar.

“Quando ele não ganha, a Portela é uma escola antiquada”, diz presidente

Nos corredores da Portela, o assunto Noca é dado como encerrado. Embora ressalte a qualidade inquestionável do compositor, Luís Carlos Magalhães, presidente da azul e branco, acredita que a atitude de Noca durante a final foi autoritária.

– Todo o processo da escolha do samba da Portela foi proposta pelo próprio Falcon (ex-presidente da Portela, que morreu em setembro do ano passado). Quando o Noca ganha, a escola é uma escola moderna, vencedora. Quando ele não ganha, a Portela é uma escola antiquada, que precisa ser renovada. O Noca me conhece há 50 anos. Ele sabe muito bem quem eu sou e quem o Monarco é pra saber que jamais entraríamos em uma trapalhada de cartas marcadas. A escolha foi democrática. Contrariou o Noca? Contrariou. A forma como ele reage não é republicana. O compromisso da Portela foi com uma decisão republicana – explica o dirigente, que aproveita para exaltar o samba composto por Noca “Gosto que me enrosco”, que deu o vice-campeonato para a agremiação em 1995.

Presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães diz: ‘Ele criou um clima muito ruim’

Dirigente sobre Noca: ‘Ele criou um clima muito ruim’

Para Luís Carlos Magalhães, foi o próprio Noca quem se excluiu da Velha Guarda Show quando, no dia seguinte ao resultado, o compositor declarou ao jornal “O Globo” que estava deixando a escola e que não passaria nem mesmo na porta da agremiação.

– Ele criou um clima muito ruim pra disputa. O Noca é que se excluiu da Velha Guarda. Disse que só era uma questão de oportunidade de comunicar. O Monarco simplificou. Consultou os membros da Velha Guarda e por unanimidade dos votos ele resolveu me telefonar e disse: ‘Meu filho, você faz o que quiser na Portela, mas aqui nós decidimos. Saiba que o Noca não vai ser mais convidado. Nós não vamos mais convidar o Noca por tudo o que ele falou nos jornais’ – conta o presidente.

“A instituição Noca pra gente é sagrada, agora o homem Noca é complicado”, pontua Magalhães

O bairro de Madureira, conhecido como a capital do samba, está parado no tempo quando o assunto é Carnaval, segundo a visão de Noca: ‘A mentalidade tem que mudar’

As duas agremiações de Madureira somam 30 títulos, incontáveis enredos antológicos e marcas históricas na festa carioca. O longo jejum de campeonatos, porém, atinge as duas escolas vizinhas. Se o Império Serrano, que venceu pela última vez em 1982, não desfila no Grupo Especial desde 2009, a Portela voltou a sonhar em títulos nos últimos anos. Noca, entretanto, critica o longo período sem títulos da Portela – o último título conquistado foi em 1984, dividindo o troféu com a Mangueira.

– A esperança nossa de um dia a Portela ser campeã não morre nunca. Com o Falcon (ex-presidente) eu tinha quase certeza que voltaríamos a ganhar. Outro dia dei uma entrevista e falei que Madureira já foi a Capital do Samba. Atualmente, me parece que tá meio parada no tempo. A Portela não ganha título sozinha há 47 anos. Império Serrano tá vivendo de passado. A mentalidade tem que mudar, sem perder sua história. Minha briga na Portela é por isso. As pessoas não escutam muito a razão. Sambódromo faz 33 anos e até agora a Portela nunca ganhou um título sozinha lá. Como pode isso? – questiona.

Luís Carlos Magalhães, entretanto, defende que não se pode jogar o peso do longo período sem títulos da escola em cima da nova diretoria.

– Não é a vitória da Portela o problema dele (Noca). O problema dele é a perda do samba. Nós temos um dos melhores carnavalescos (Paulo Barros), uma das melhores baterias (Nilo Sérgio comanda a ‘Tabajara’), um dos melhores cantores (Gilsinho). Temos um carnaval competitivo. Não tem como jogar isso de que não ganha há muito tempo nas costas da nova diretoria. O Noca não entende nada da operacionalidade do carnaval. Ele entende, e muito bem, de samba-enredo. O Noca não faz isso por maldade. Ele faz isso porque ele não consegue reagir democraticamente à perda do samba. A instituição Noca pra gente é sagrada, agora o homem Noca é complicado por causa das reações dele – critica o presidente da Portela.

Presidente portelense aponta real descontentamento de Noca: ‘O problema dele não é a Portela, foi ele ter perdido o samba’ – Foto: Nayra Halm / Divulgação

Com 42 de 50 votos dos jurados, o samba dos compositores Samir Trindade, Elson Ramires, Neizinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, Girão e J.Sales foi o vencedor da disputa. A Portela é a quinta escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval e levará para a Sapucaí o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”.

“Eu não tenho ala em 2017. É uma grande tribo que vai passar na Avenida e que será representada através de seis atos. São diferentes grupos formados, que vão sendo exibidos ao longo do nosso desfile

Laíla, diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, ao anunciar ao site Carnavalesco a nova lógica de desfile da azul e branco no Carnaval 2017.

 

 

“Eu não ficaria chateada se arrumassem uma rainha que pudesse ajudar financeiramente. Eles (dirigentes) não querem, querem pessoas que têm amor pela escola. Disseram pra eu tirar isso da cabeça”

Mel Brito, rainha de bateria da Caprichosos de Pilares, ao revelar que chegou a colocar à venda o posto de rainha para ajudar a escola de samba a capitalizar o Carnaval 2017.

 

 

 

“Vinha pedindo isso para a presidente há uns três anos, mas eu queria que viéssemos na frente do abre-alas. Isso vai ajudar o desfile a fluir melhor. Gosto muito da ideia, acho que trabalhando isso direitinho, como estamos, vai dar certo”

Marcão, mestre de bateria do Salgueiro, ao anunciar o novo posicionamento da “Furiosa” na Avenida: atrás do abre-alas salgueirense.

 

 

 

“A Portela não tem musa. As mulheres se apresentam assim, mas não tem nada disso”

Paulo Barros, carnavalesco da Portela, ao decretar que na Águia de Madureira ninguém pode se intitular musa da escola.

 

 

 

“Eu sei como proceder em diversas situações, mas é na direção de carnaval que me sinto bem e que gosto de verdade”

Wilsinho Alves, diretor de carnaval da União da Ilha e ex-presidente da Vila Isabel, ao analisar as funções que já exerceu na carreira dentro do Carnaval e declinar da possibilidade de voltar ao poder maior dentro de uma agremiação.

 

 

 

“Estão usando o nome da Liesa e de outras empresas também, como Antarctica e Brahma, como se estivéssemos ofertando essas vagas. É golpe sujo”

Jorge Castanheira, presidente da Liesa, ao negar que a entidade esteja oferecendo vagas para o Carnaval 2017, tampouco cobrando por quem está em busca de serviço temporário na Marquês de Sapucaí.

 

 

“Não acreditam no meu poder de liderança. Não posso me sentir diminuída. No Carnaval, a gente não pode criar estereótipos. A minha aparência não me diminui. Eu sou uma profissional. Mas, ao mesmo tempo que tem gente machista, tem gente torcendo por mim”

Annik Salmon, uma das carnavalescas da Unidos da Tijuca, ao criticar o machismo que já sentiu na pele dentro do universo do samba.

 

 

“É a mínima vontade de sair da mesmice”

Alex de Souza, carnavalesco da Unidos da Vila Isabel, ao comentar carro abre-alas que promete levar uma nova linguagem afro para a Sapucaí.

 

 

“Eu estava muito bem na Nenê, ganhando bem, feliz. Mas a Mancha Verde tinha caído e precisava de mim. Voltei ganhando menos, a metade do que eu ganhava. O presidente queria cobrir a proposta, queria que eu ficasse, mas não tinha a ver com dinheiro”

Pedro Alexandre Magoo, carnavalesco da Mancha Verde, ao lembrar retorno para a escola palmeirense, que estava no Grupo de Acesso, quando recusou o dobro salário para permanecer na Nenê, do Especial.

 

Alegrias e tristezas, vitórias e derrotas… O ano de 2016 deixou suas marcas positivas e negativas na vida de cada um. Há quem diga que foi bom, há quem diga o contrário e há quem não avalie o que passou.

Mas, para se despedir do ano velho, o Sambarazzo quis voltar ao passado e recordar as notícias mais marcantes que foram contadas por aqui durante os últimos 12 meses e que agitaram o mundo do samba.

Nesta primeira parte da “Retrospectiva 2016” vamos ao momento que a gente mais adora e, mesmo quando faltam incontáveis dias para chegar, não sai da nossa cabeça: o Carnaval. Os desfiles começaram no dia 5 de fevereiro, com as agremiações da Série A.

Pra abrir o baú de memórias com alegria, que tal a Mangueira, hein? Uma das maiores campeãs do Carnaval, a verde e rosa não ganhava um título fazia 14 anos e, mesmo fora da lista de favoritas para 2016, faturou o campeonato com a homenagem à cantora Maria Bethânia, que emprestou a predestinação ao sucesso para o desfile. Num reencontro fabuloso entre bom gosto e a clássica explosão mangueirense, a Estação Primeira não deu chances para as rivais.

Venceu a menina de Oyá! Mangueira é a campeã do Carnaval 2016

Houve quem apontasse, pelos desfiles emocionantes que fizeram, Viradouro e Império Serrano como as favoritas para a disputa do campeonato da Série A e a vaga no Especial de 2017. A Sapucaí gritou “É campeã” para a escola de Niterói. Já a da Serrinha ganhou o crivo de campeã dos jurados do “Estandarte de Ouro”, prêmio oferecido pelo Jornal O Globo. Os mais técnicos diziam que a vitória ficava entre Tuiuti e Unidos de Padre Miguel. Na frieza das notas do júri da Lierj, o paraíso ficou mesmo com a Tuiuti, que retorna à elite depois de 16 anos.

Tudo azul (e amarelo) no Paraíso! Tuiuti é campeã da Série A

Aclamada! Viradouro deixa a Avenida aos gritos de é campeã

Império Serrano leva Estandarte de Ouro de melhor escola da Série A

Nem tudo são flores

Uma das tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, a Caprichosos de Pilares se viu num drama particular. Atolada em dívidas, a azul e branco, que já foi considerada a “campeã do povo” em tempos já distantes, se achou numa atualidade das mais angustiantes e fez um desfile muito aquém de sua história, amargando o primeiro rebaixamento para o Carnaval da Estrada Intendente Magalhães. E como desgraça pouca é bobagem, a angústia se estendeu por toda a preparação da escola, incluindo as horas que antecederam o desfile, ainda na concentração.

S.O.S. Caprichosos! No desespero, escola tenta terminar carros na concentração

Dois anos de rainha de bateria, e Claudia Leitte não conseguiu ganhar a simpatia dos ritmistas da Mocidade. Foi a cantora chegar com o seu já habitual batalhão de seguranças, movimentando além da conta a concentração da verde e branco, que os percussionistas começaram a hostilizar a moça. Ao fim de tudo, sobrou para a gata uma saída pela direita da escola de samba.

Amor perfeito? Ritmistas da Mocidade hostilizam Claudia Leitte

Uma dupla que também não teve motivos para sorrir enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel cruzava a Avenida foi a de ex-presidentes, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. É que a dupla petista era colocada na cadeia, numa encenação da comissão de frente da verde e branco. A brincadeira do grupo de bailarinos comandados por Jorge Texeira e Saulo Finelon era simular a retomada da Petrobras por Dom Quixote, salvando o país da corrupção na empresa petrolífera.

PT saudações! Mocidade botou Lula e Dilma na cadeia

O jurado de Bateria Fabiano Rocha, alegando motivos pessoais, não apareceu para julgar o Carnaval do Grupo Especial. Ele deveria conceder notas às agremiações da primeira cabine, que fica no Setor 3 da Passarela do Samba. Com a baixa, a nota mais alta do júri foi repetida, o que ocasionou uma enxurrada de notas 10 no quesito. Ao todo, nove baterias ficaram sem perder décimos no item.

Faltou! Jurado de bateria não apareceu para julgar desfiles

Os consagrados

Só um deles saiu o campeão na Quarta-feira de Cinzas, mas é certo que o carnavalesco Paulo Barros (Portela) e a porta-bandeira Squel (Mangueira) foram as duas figuras mais festejadas pelo público naquela inesquecível Segunda-feira de Carnaval. Enquanto a dançarina encantou a galera desfilando careca, usando uma toca de silicone, o artista portelense mostrou que o casamento dele com a azul e branco de Madureira não só era possível como capaz de emocionar. A Mangueira de Squel bordou, naquela noite, os rumos da vitória; a Portela de Paulo sentiu a consagração ali mesmo, na Apoteose, mas terminou na terceira colocação.

Máquina zero? Porta-bandeira da Mangueira, Squel desfilou careca

Pinto no lixo! Paulo Barros deixa Sapucaí consagrado

A confiança de véspera

Homenageado ao lado do irmão Zezé Di Camargo pela Imperatriz Leopoldinense, Luciano esteve na apuração da Quarta-feira de Cinzas, e foi confiante na vitória. Nenhum mal, mas a escola acabou com o sexto lugar, levemente decepcionante para quem esperava lutar pelo título.

‘Já me sinto campeão’, dispara Luciano Camargo, homenageado pela Imperatriz

Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla estava confiante no bicampeonato nilopolitano. E, se não desse pra levar que o título, que não fugisse das cores azul e branco: ele só aceitaria perder para a Portela. Depois das notas, o jeito foi aceitar a vitória da Mangueira.

‘Só aceito perder pra Portela’, diz Laíla, da Beija-Flor

Acostumados a acompanhar as aventuras de Paulo Barros em território nacional, como Búzios, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, onde mora a família do artista, e principalmente em território internacional – estamos falando das temporadas de diversão do artista na Disney, nos Estados Unidos, e das andanças que ele fez pela Europa, com passagens inspiradoras por Grécia, Itália e Turquia –, os leitores do Sambarazzo agora têm a oportunidade de conhecer a aconchegante e linda casa que ele possui em Itaipu, no município de Niterói.

O imóvel  de Paulo Barros foi decorado com o mesmo capricho que inspira os trabalhos que ele prepara para os desfiles da Sapucaí. Marca registrada do carnavalesco, o toque internacional se faz presente e pode ser encontrado até no chinelo do anfitrião, estampado por ninguém menos que Mickey Mouse (detalhe) | Fotos: Irapuã Jeferson

O imóvel, comprado em 2003 pelo artista, é resultado de um desejo antigo de resgatar os tempos em que era morador de Nilópolis, na Baixada Fluminense, onde vivia num lugar com espaço de sobra para curtir o dia a dia com a família e os amigos. A vida na capital, ambientada em apartamentos há uma década, levou o responsável pelo desfile da Portela a adquirir o imóvel, cujas portas ele abre exclusivamente para a seção “Lá em Casa”.

– Queria algo como era a casa em que morei em Nilópolis. Tinha espaço pra tudo. Uma casa pra todas as possibilidades. Venho pra cá, geralmente, aos fins de semana. E quando sinto falta de algo, não deixo de fazer. Se sinto saudades da casa, venho. Se me der na telha, vou lá e faço – conta Paulo, que durante a semana mora num apê em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A busca por um “pedacinho de chão” que pudesse ser mais aproveitado do que um apartamento motivou a compra da casa, há mais de uma década | Fotos: Arquivo Pessoal

Área externa é o xodó do carnavalesco

Se há um ambiente da casa em que é possível receber convidados de maneira confortável, conforme a vontade de Paulo, esse lugar é a parte externa do casarão. Uma cozinha superequipada – com direito à churrasqueira e forno à lenha – se junta a uma extensa área de jantar onde são servidas deliciosas refeições, preparadas pelo próprio anfitrião, que tem a inicial do nome do carnavalesco grafada nos guardanapos personalizados que contribuem para a decoração, dando um toque de requinte à mesa.

– Sou apaixonado por cozinhar. Gosto de fazer de tudo um pouco. Adoro feijoada, cozido, risotto, moqueca e churrasco – enumera o mestre-cuca, que preparou não só um saboroso café da manhã para a equipe do site como também um risotto de camarão para deixar os internautas com água na boca.

Mesa farta! É do lado de fora que a “hora do rango” acontece: o café da manhã não deve em nada para os banquetes servidos por grandes hotéis. E o risotto preparado pelo artista, sem exageros, poderia ser o prato principal de um restaurante cinco estrelas | Fotos: Irapuã Jeferson

Além da comilança garantida, a bela piscina banhada por uma cascata garante a diversão dos convidados, além de uma confortável rede e um sofá desenhado pelo dono da casa, indispensáveis para as visitas concentradas em colocar os pés para cima e curtir aquela preguicinha. A sauna, localizada também no quintal, é outra opção para garantir o “momento relax”.

Sombra e água fresca! A tranquilidade é companheira do lugar: o sofá em que Paulo gosta de ler, a rede, a piscina e a sauna são opções ideais para ficar “de boa” numa tarde ensolarada | Fotos: Irapuã Jeferson e arquivo pessoal

Bagunça! Labradores são a alegria da casa

A dupla Bel e Rodolfo, os cachorros de Paulo Barros, não é nada disciplinada como os componentes que participam dos desfiles cheios de detalhes do carnavalesco. Aliás, os animais de estimação protagonizaram as cenas mais divertidas do dia de visita: acostumados a tomar banho de piscina, eles se juntaram ao dono para dar aquele “tchibum” sob o sol quente que acompanha o verão do Rio de Janeiro.

A disputa por uma bola tornou tudo ainda mais interessante e rendeu até um festival de saltos (quase) ornamentais por parte da cachorrada.

Lembranças marcam a decoração da casa

A premiada carreira na Marquês de Sapucaí (são três títulos e três vice-campeonatos conquistados pela Unidos da Tijuca) rendeu tantas memórias marcantes que elas se tornaram parte da decoração da sala de estar e do quarto de Paulo Barros.

Decorados por Paulo Barros – que desenhou até os móveis do espaço –, os cômodos carregam as lembranças da trajetória do artista, desde os tempos em que era comissário de bordo | Foto: Irapuã Jeferson

Chamam a atenção, na parede do dormitório, uma foto ao lado da apresentadora Adriane Galisteu (que foi rainha de bateria da agremiação do Borel enquanto Paulo atuava por lá) e um registro com o capacete de Ayrton Senna em mãos, datado do Carnaval de 2014, quando a homenagem ao campeão da Fórmula 1, idealizada por Barros, garantiu a vitória tijucana na Quarta-feira de Cinzas.

A amizade com Adriane Galisteu, o tributo a Ayrton Senna e a profissão anterior (comissário de bordo) têm vez na galeria de honras do carnavalesco, que reúne ainda imagens de viagens a Nova York (na Times Square), Roma (no Coliseu) e Grécia I Fotos: Irapuã Jeferson

A primeira credencial a gente nunca esquece

O sistema “cara-crachá” que envolve a entrada e saída dos profissionais do Carnaval na “Passarela do Samba” inspirou a coletânea de credenciais que Paulo reúne em um dos ambientes da sala. A primeira delas é de 2003 e foi expedida pela Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro (Aesm-Rio), quando o carnavalesco era responsável pelo desfile da tradicional Vizinha Faladeira e ainda era conhecido pelo sobrenome Braga, antes do surgimento do nome artístico.

As passagens de Barros – ou Braga – pela Viradouro e pela Tijuca (além da Mocidade e da Vila Isabel) podem ser relembradas através das credenciais, que guardam a primeira vez que o artista portou um crachá do Sambódromo

Presente do pai dá o toque final: “Nunca tive coragem de jogar fora”

Um lampião a gás chegou até a casa em Itaipu graças à preocupação paterna de Valdir, o pai de Paulo Barros. Como a região é um pouco afastada de áreas mais urbanizadas, as quedas de abastecimento de energia elétrica são comuns e até frequentes, fato que deu origem ao presente inusitado.

– Meu pai me deu quando eu vim morar aqui, porque faltava luz muitas vezes. Mania de pai, né? Ele me deu um relógio também. Nunca tive coragem de jogar fora – recorda o filhão, que diante da perda de Seu Valdir, em 2013, fez questão de prestar uma saudosa homenagem em plena Sapucaí (veja abaixo).

O paizão, Seu Valdir, também contribuiu para a decoração da casa de Paulo. O artista vestiu uma camiseta em homenagem ao pai, após perdê-lo em 2013 (detalhe) | Fotos: Irapuã Jeferson e Reprodução/Instagram

Artista não optaria entre a casa e o apartamento

Conhecido pela personalidade forte e pela postura de quem sabe o que quer dentro dos barracões das escolas de samba em que trabalha, Paulo tem em seus dois lares o calcanhar de Aquiles. É que ele garante que não saberia decidir entre a espaçosa casa em Itaipu e o luxuoso apartamento em Ipanema.

– Se eu tivesse que escolher entre morar no Rio ou em Itaipu, não escolheria. Tenho meus motivos e momentos para estar em cada um dos dois lugares – finaliza.

Vida boa! Paulo Barros aproveita a piscina de sua casa em Itaipu | Foto: Irapuã Jeferson

Texto: João Paulo Saconi

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Por João Paulo Saconi

Assunto da vez pelas bandas de Oswaldo Cruz e Madureira, o posto de rainha de bateria da Portela segue indefinido. Pelo menos é o que garantiu o presidente Luis Carlos Magalhães na noite da última quarta-feira, 20, durante a gravação da faixa da azul e branco para o CD das Escolas de Samba. Apesar das especulações de que Patrícia Nery teria sido dispensada para dar lugar à musa da escola Gracyanne Barbosa, o dirigente não confirmou nenhuma das duas na posição de estrela da bateria “Tabajara do Samba” para 2017.

Ao Sambarazzo, Magalhães afirmou conhecer a preferência do ex-presidente Marcos Falcon (assassinado a tiros no mês passado) por Gracyanne Barbosa como nova ocupante da cobiçada posição. Apesar disso, ressaltou a dificuldade para definir quem será a dona do título de rainha. Segundo o dirigente, a questão é delicada e envolve fatores diversos, incluindo as finanças da agremiação e a viabilidade da execução do projeto proposto pelo carnavalesco Paulo Barros, que assina pelo segundo ano consecutivo o desfile da escola.

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O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, revela em entrevista a dificuldade de definir a ocupante do posto de rainha de bateria para 2017. Este ano, Patrícia Nery ocupou a posição pelo quarto ano consecutivo, enquanto Gracyanne Barbosa, Adriane Galisteu e Shayene Cesário desfilaram como musas | Foto: Leandro Andrade/Divulgação

Acompanhe o papo com o presidente da Portela!

Sambarazzo: Entre as decisões difíceis que foram tomadas até agora por você na Portela, a Patrícia Nery não está aqui hoje.

Luis Carlos: Vai ser uma decisão difícil. Não foi uma decisão difícil porque ainda não foi (tomada). Mas é uma decisão difícil. No tempo que eu tava do mesmo lado que você (repórter), era muito fácil. Tem que botar uma rainha da comunidade… Quantas mil vezes eu falei isso? Só que quando você muda de lado e tem o orçamento da escola e uma meta, o projeto do carnavalesco, e vê que pra fazer aquele projeto ali você precisa de mais 50% em recursos… Você tem que ficar atento a tudo. Tem que ver se tem um carro (alegórico) velho lá pra vender, se tem que comprar tecido em outra praça, se tem que usar coisa do carnaval passado… Tudo isso entra. Tem que fechar o projeto. O importante, como nós acreditamos no carnavalesco, é apostar no projeto dele. Pra apostar no projeto, tem que ter dinheiro. Eu mesmo já paguei mico há uns três anos porque a Portela entrou na Avenida como um furacão e eu falei que era campeã. Porque não tinha a menor dúvida. Quando chega no meio da escola, a escola afunda. Porque não teve dinheiro pra bancar o projeto de Carnaval.

Sambarazzo: O “Jornal Extra” divulgou nesta quarta, 19, uma notícia dizendo que a decisão foi tomada e que a Patrícia está fora e a Gracyanne é a nova rainha.

Luis Carlos: Teve até uma declaração de uma delas dizendo que não foi convidada e que, portanto, está tudo como tá. Essa é a resposta: ninguém foi convidado. Uma série de elementos entra nisso. Nenhuma delas foi convidada.

Sambarazzo: O jornal dizia também que era vontade do ex-presidente Marcos Falcon que a Gracyanne ocupasse o posto. Você tem conhecimento disso?

Luis Carlos: É… Eu participei disso. O Falcon tinha o critério dele, passou pro filho dele (Falconi Souza) que queria assim. Agora, há outras versões também. Enfim, na hora certa nós vamos sentar e conversar, não é agora. Nós passamos por outros momentos complicados, que foi a morte dele e o que aconteceu na quadra. Estamos agora gravando o samba e talvez na semana que vem vamos nos debruçar sobre outros assuntos.

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Por João Paulo Saconi, Luiz Felippe Reis e Rafael Arantes

De tão apaixonado pela Portela, o presidente Marcos Falcon fazia de tudo na azul e branco. Das funções administrativas mais complexas até os momentos mais descontraídos na quadra. Há quase um ano, em novembro de 2015, abraçado com o então presidente Serginho Procópio, Falcon pegou o microfone e cantou, durante 30 minutos, o samba oficial da escola para o desfile que viria, numa dobradinha bem inusitada.

Nesta sexta-feira, 14, durante a final de samba portelense rumo ao Carnaval 2017, foi inevitável lembrar do dirigente, que morreu há menos de um mês, quando Marcos Falconi, um dos filhos de Falcon, resolveu cantar em conjunto com o intérprete oficial da azul e branco, Gilsinho, e outros integrantes do carro de som. O jovem de 22 anos ficou no palco praticamente durante toda a noite e , enquanto cantava, mostrou domínio das letras de alguns sambas históricos da maior campeã da festa.

Falconi quer dar sequência ao trabalho deixado pelo pai na Portela | Foto: Irapuã Jeferson
Falconi repete cena do pai, Marcos Falcon, e cantou na quadra da Portela | Foto: Irapuã Jeferson

O novo diretor portelense promete dar continuidade à gestão do pai ao lado do atual presidente, Luis Carlos Magalhães, e garante não poupar forças para honrar o tão elogiado trabalho do pai à frente da azul e branco:

– O sentimento que eu tenho é único de tentar superar isso da melhor maneira possível e tentar fazer toda essa dor e essa saudade se transformar em força. Ele era um cara com muitos sonhos, mas também com muita estabilidade emocional e assim ele conseguiu deixar a escola muito bem encaminhada, deixou tudo preparado para que a gente desse continuidade. O meu maior desejo aqui é dar sequência a tudo que ele começou.

Falconi quer dar sequência ao trabalho feito pelo pai na Portela | Foto: Irapuã Jeferson
Falconi quer dar sequência ao trabalho feito pelo pai na Portela | Foto: Irapuã Jeferson

Fiel companheiro de Falcon em quase todos os compromissos da gestão portelense, Falconi foi um verdadeiro aprendiz dos passos do pai. Dos ensinamentos deixados, o herdeiro prefere escolher uma das qualidades de Falcon para embalar a sequência do trabalho na escola.

– De tudo que eu aprendi com ele, a determinação foi o que mais vai me inspirar daqui para frente – completou.

Falconi ainda participou de uma cerimônia de apresentação e premiação do novo presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães. Sem alongar o discurso, o herdeiro de Marcos Falcon deu um abraço no novo comandante portelense, deixando evidente o momento de união após a morte de Falcon, que chocou os portelenses no fim do mês passado.

 

Luiz Carlos Máximo permanece na disputa da São Clemente _ Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

“A Portela tem história de vanguarda e perdeu a oportunidade de encerrar com uma hipocrisia. Vários compositores colocam samba e não assinam. Só não pode assinar? Isso é hipocrisia.Sempre agi com transparência e verdade. Não estou julgando ninguém, mas não é meu feitio fazer samba sem assinar”

Luiz Carlos Máximo, compositor da Portela, que foi eliminado da disputa de samba portelense por também concorrer na São Clemente, questionando os critérios para a desqualificação da obra da parceria dele, que ainda é composta por Gustavo Henrique, Flavio Viana, Charles Braga, Camilo Jorge, Valtinho Botafogo, Gustavo Albuquerque, Rafael Cavaliere, Júnior Falcão e Thiago Gotelip. A declaração foi dada ao site Carnavalesco.

 

 

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Foto: Diego Mendes

“Não tenho nada contra nenhum tipo de religião. O dia que eu não quiser ficar por algum tipo de enredo, eu posso sair ou não. Ser evangélico é uma opção minha. Eu não vou no samba pra isso, vou na escola porque eu gosto de samba. E por ser evangélico eu não posso estar no samba?”

Rildo Seixas, braço-direito da diretoria do Império Serrano, repercutindo a polêmica em que se envolveu ao ter afirmado que um enredo sobre espiritismo não teria vez nos desfiles da verde e branco.

 

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Foto: Reprodução/Facebook

“Não confunda entretenimento com prostituição”

Janaína Azevedo, passista do Carnaval carioca, ao denunciar uma proposta indecente que recebeu de um homem que se dizia produtor de eventos.

 

Ney Filardi estava ansioso para o início do desfile da Ilha | Foto: Sambarazzo
Foto: Sambarazzo

“Sequer a conheço pessoalmente, nunca estive com ela, então não é verdade isso. Quem fala pela Ilha sou eu”

Ney Filardi, presidente da União da Ilha, ao negar um possível acordo da escola com a cantora Ludmilla, que seria, segundo diversos veículos, a favorita para assumir o posto de rainha de bateria na tricolor.

 

 

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Foto: Fernando Grilli/Riotur

“Eu não gosto muito mais de compor samba-enredo. Os últimos que fiz foi mais porque a escola pediu mesmo. Tudo o que a gente faz muito, a gente enjoa.Já disputei muito, é uma coisa que não me entusiasma mais”

Martinho da Vila, ídolo da Unidos de Vila Isabel, ao admitir que não sente mais tanto prazer para escrever sambas para a escola de samba.

 

 

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Foto: Riotur

“Sem medo de errar, eu posso falar que eu tô com inveja”

Paulo Barros, carnavalesco da Portela, reconhecendo que gostaria de desenvolver um enredo ao estilo da da Unidos da Tijuca: “Música na alma, inspiração de uma nação”, que será assinado pela comissão de carnaval, formada por Hélcio Paim, Annik Salmon, Mauro Quintaes e Marcus Paulo.

 

 

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Foto: Sambarazzo

“Esse meu enredo era pra ter sido o do Carnaval 2016, mas a escola buscou um patrocinado.Quando eu vi o da Tijuca, fiquei chateado. Porque queria que o meu fosse uma coisa inédita, mas paciência, aconteceu”

Alex de Souza, carnavalesco da Vila Isabel, comentando, em tom de lamento, a semelhança do enredo dele “O som da cor” com o da Unidos da Tijuca “Música na alma, inspiração de uma nação”.

 

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Foto: Gabriel Santos/Riotur

“Amigos, esse ano fui convidada para ser enredo de três queridas escolas que desfilam na Avenida Intendente Magalhães! Fico muito honrada e emocionada com o convite, mas creio que ainda não é chegada a hora”

Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor, revelando que negou três propostas para virar tema no Carnaval 2017.

 

 

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Foto: Facebook Oficial União do Parque Curicica

“Tenho dito que minha filha é filha do renascimento. Eu e o Lolo somos cheios de fé e sempre colocamos Deus na frente de tudo.A perda serviu pra unir nós dois ainda mais”

Mara Rosa, porta-bandeira e mulher do mestre de bateria da Imperatriz, Lolo, falando sobre a nova gravidez. Em julho de 2015, Mara esperava o primeiro filho do casal, mas acabou perdendo o bebê.

 

 

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Foto: Arquivo pessoal

“Agora ela é minha! Comprei a tocha pra ter o prazer de guardar definitivamente. Paguei R$ 2 mil”

Neguinho da Beija-Flor comentando a aquisição da tocha olímpica, que ele conduziu dois dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

 

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Foto: Reprodução/Facebook

“Explicou que entenderam errado a matéria dele, que não foi bem assim e que adorou tudo, desta vez. Ele pediu desculpas e nós pedimos pra um amigo nosso comprar um biscoito Globo. Ele gostou.

Paulinho Valença, compositor do Império Serrano, contando como foi o encontro com David Segal, o jornalista americano do “The New York Times” que criticou a culinária carioca e detonou o famoso biscoito Globo.

 

Por Redação

Tricampeão olímpico dos 100m, 200m e 4x100m, o corredor jamaicano Usain Bolt dividiu com o nadador americano Michael Phelps o status de maior ídolo mundial dos Jogos do Rio. E a despedida do homem mais rápido do mundo pode ter sido apenas um “até breve”. É que a Portela oficializou um convite para que o velocista desfile na azul e branco no Carnaval 2017.

Na última quinta-feira, 18, no Estádio Olímpico do Engenhão, quando Bolt se preparava para a final dos 200m – prova que, claro, venceu – a diretoria portelense entregou um chapéu personalizado da Velha Guarda ao supercampeão. Agora, a Portela só espera uma resposta da Embaixada da Jamaica no Brasil para poder fazer o convite pessoalmente ao atleta. Nas redes sociais, portelenses já criaram a campanha #‎VempraPortelaBolt‬.

Bolt com o presente que ganhou da comitiva portelense - Foto: Anna Legnani / IAAF
#VemproCarnavalBolt! Bolt com o presente que ganhou da comitiva portelense na última quinta-feira, 18 – Foto: Anna Legnani / IAAF

– Efetivei contato com a embaixadora da Jamaica, a fim de convidar toda a delegação jamaicana para visitar nossa quadra e provar da feijoada da família portelense. Em outro momento, participar do desfile do Carnaval 2017, considerando que o enredo da Portela falará sobre o Rio Negro da Jamaica – disse o presidente da Portela, Marcos Falcon.

Há cerca de um mês, a Portela convidou a delegação da Jamaica nos Jogos Olímpicos e membros da embaixada para visitarem a quadra, em Madureira, e o barracão, na Cidade do Samba. Honrada com o chamado, a cúpula jamaicana entrou em contato com a escola e disse que esperaria as competições da Olimpíada terminarem para tentar realizar a visita.

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O adeus de um gênio! Um dos maiores atletas olímpicos de todos os tempos, Usain Bolt se despede pra sempre dos Jogos, mas talvez não do Rio. Será que ele vai desfilar na Portela com a delegação da Jamaica? – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nesta sexta-feira, 19, Usain Bolt se despediu das Olimpíadas ao vencer o revezamento 4x100m com a equipe da Jamaica. Aos 17 anos, o jamaicano estreou nos Jogos em 2004, em Atenas, mas acabou prejudicado por uma lesão no tendão e não passou das eliminatórias. No mesmo ano, o atleta recebeu diversos convites para integrar universidades americanas, mas recusou todas, preferindo ficar no país natal, onde mora até hoje na capital Kingston.

A partir de Pequim 2008, passando por Londres 2012 e agora Rio 2016, o homem mais rápido do mundo fez história e se tornou o primeiro tricampeão olímpico dos 100m e dos 200m no atletismo.

“Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar”, de autoria do carnavalesco Paulo Barros, é o enredo da maior campeã do Carnaval em 2017. A Portela será a quinta escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval.

Por Redação

Atrás de mais tranquilidade para a criação dos figurinos que a Portela levará pra Avenida para ilustrar o enredo “Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar”, Paulo Barros embarca nos próximos dias para os Estados Unidos. Paulo Menezes, também carnavalesco e que este ano está dando expediente como assistente de luxo de Barros, será o companheiros de viagem.

Paulo Barros e Paulo Menezes
Paulo²! Barros e Menezes viajam nos próximos dias para os Estados Unidos buscando mais serenidade para desenvolver as fantasias portelenses para o Carnaval 2017 – Foto: Divulgação

– Decidi ir pra lá, porque a gente vai ficar focado só nos figurinos. Ficando no barracão, acaba chegando gente, pedidos de entrevistas, reuniões, sempre pinta alguma coisa que desvia a atenção. Precisamos aprontar tudo o quanto antes. Quase toda a pesquisa dos figurinos já está pronta, e as ideias já estão na cabeça. Só falta mesmo botar no papel – revela Paulo Barros.

O carnavalesco que assinará o segundo desfile consecutivo na azul e branco de Madureira, ainda sobre as fantasias, diz que vai manter o padrão de qualidade do que o portelense vestiu no desfile de 2016 e que rendeu notas máximas no quesito:

– As fantasias vão traduzir o enredo aliando à necessidade de luxo, quando necessário, exatamente como a Portela fez este ano, apesar de toda a dificuldade que as escolas passaram com a crise.

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A ideia de Paulo Barros é dar o mesmo luxo visto na Portela durante o desfile de 2016 – Foto: Divulgação

Paulo Menezes, que nunca esteve em terras norte-americanas, ficou surpreso com a ideia do amigo de criar os figurinos no exterior.

– Quando ele me disse, achei que era brincadeira. Gargalhei alto e tudo na hora, pois pensei que fosse mais uma das piadas dele. Só que desta vez não era. Aliás, é a segunda grande surpresa que ele apronta pra mim em pouco tempo. A primeira foi me chamar pra integrar a equipe dele na Portela. Agora, tô aguardando a próxima. Achei a ideia ótima. E chique, né? Sem brincadeira, acho que poder cair dentro dos figurinos direto vai dar uma adiantada no processo que será importante – aposta Menezes, que já assinou desfile com Barros na Renascer de Jacarepaguá, em 2009, no Grupo de Acesso.

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Made in USA! Condomínio nos Estados Unidos vai servir como um refúgio de trabalho para a dupla de artistas – Foto: Reprodução

Orlando, na Flórida, será a cidade em que a dupla vai permanecer mais tempo na viagem de duas semanas aos “States”, com embarque nos próximos dias. O “ateliê inernacional” de criação de fantasias será instalado no Lucaya Village, condomínio onde Barros costuma se instalar. Mas a dupla está se programando para “dar uma passada” também por Nova Orleans, no estado de Luisiana.