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Por Luiz Felippe Reis

Campeã depois de 33 anos e dona de uma fanática torcida espalhada pelo mundo, a Portela tem buscado – e tem todos os atributos pra conseguir – a necessária autossuficiência financeira. A escola quer ‘cair’ no mercado e atrair parceiros, através da valorização da pesada marca, uma das mais fortes do Carnaval. Entre os pilares dessa busca, ainda incipiente no universo da festa, o marketing se impõe.

A Portela investe no setor e tem tentado melhorar as relações comerciais. Em 2015, a diretoria portelense implementou o programa de sócio-torcedor “Águia no Coração”, voltado para a imensa legião de torcedores. O método de geração de receitas é um sucesso no futebol, e a águia foi buscar empresas experientes na área visando também ser bem-sucedida. Há dois meses, a azul e branco fechou um contrato com a Saravah Branding, Comunicação e Design, que terá a responsa de cuidar da marca da agremiação e traçar novas estratégias, num plano inédito em terras carnavalescas. Com mais de 316 mil pessoas conectadas, a página oficial da azul e branco no Facebook também é um retrato da atenção especial dada à valorização da marca. Parcerias, intercâmbios, palestras… ajudam a fortalecer o trabalho nessa direção.

A águia quer voar mais alto: ‘A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí’ – Foto: Michele Iassanori
A marca do programa de sócio-torcedor portelense – Foto: Divulgação

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães sabe que é fundamental pras escolas diminuir as dependências das canetas municipais, nem sempre tão generosas.

– Fiz essa aposta: no título e na marca. O título eu acreditava pelo trabalho que estava sendo feito, e a marca é gigantesca. A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí, e os resultados só vêm a médio prazo. Não é questão de ser pessimista, mas nunca mais seremos os mesmos. Tem que ter recursos públicos, mas as escolas precisam ter recursos alternativos. Queremos ‘cair’ no mercado – comentou o dirigente, que foi palestrante na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior congresso de cientistas e inovadores brasileiros, há cinco meses.

‘Tem que chegar mais gente, tem espaço’, comentou o presidente portelense, Luís Carlos Magalhães – Foto: Irapuã Jeferson

Comentarista de Carnaval antes de assumir a presidência – após a trágica morte de Marcos Falcon -, Magalhães acredita que a chegada de novos perfis de dirigentes podem contribuir com o samba.

– Tem que chegar mais gente, tem espaço. Dá pra administrar sem ser patrono. Eu tô animado por tudo, mas, olha, cansa pra caramba, e tem a cobrança em casa também – concluiu, aos risos.

De olho no bicampeonato que não rola desde os anos 1960, a Portela será a segunda a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De repente de lá pra cá e “dirrepente” daqui pra lá”, assinado pela professora Rosa Magalhães.

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Por Redação

Ex-diretor de carnaval de Vila Isabel e Mangueira, Júnior Schall acertou nesta quarta-feira, 26, ida pra Portela. Outro reforço da campeã de 2017 é Marco Aurélio Fernandes, que é representante da Águia na Liesa. Os dois integram a partir de agora a comissão de carnaval da azul e branco ao lado de Claudinho e Fábio Pavão, que analisou a chegada dos dois ao time.

– O Marquinhos já faz parte da Portela como um dos nossos representantes na Liesa. Ele também já atuou nessa função, dentro da comissão em outra época. Agora ele retorna trazendo sua experiência. O Schall também é um profissional qualificado, que já foi campeão e tem passagem por várias escolas. Ele chega à Portela para somar à nossa comissão – comentou Pavão, que também é presidente do Conselho Deliberativo.

Comissão formada! Marco Aurélio Fernandes, Claudinho, Fábio Pavão e Júnior Schall vão trabalhar nos bastidores da azul e branco de Madureira – Foto: Divulgação

Júnior Schall é o quinto reforço da Portela para o campeonato de 2018. Antes dele, a escola encorpou a equipe de carnaval com a carnavalesca Rosa Magalhães, o coreógrafo Sérgio Lobato, o mestre-sala Marlon Lamar e a porta-bandeira Lucinha Nobre.

A Portela será a segunda a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…”.

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Alegrias e tristezas, vitórias e derrotas… O ano de 2016 deixou suas marcas positivas e negativas na vida de cada um. Há quem diga que foi bom, há quem diga o contrário e há quem não avalie o que passou.

Mas, para se despedir do ano velho, o Sambarazzo quis voltar ao passado e recordar as notícias mais marcantes que foram contadas por aqui durante os últimos 12 meses e que agitaram o mundo do samba.

Nesta primeira parte da “Retrospectiva 2016” vamos ao momento que a gente mais adora e, mesmo quando faltam incontáveis dias para chegar, não sai da nossa cabeça: o Carnaval. Os desfiles começaram no dia 5 de fevereiro, com as agremiações da Série A.

Pra abrir o baú de memórias com alegria, que tal a Mangueira, hein? Uma das maiores campeãs do Carnaval, a verde e rosa não ganhava um título fazia 14 anos e, mesmo fora da lista de favoritas para 2016, faturou o campeonato com a homenagem à cantora Maria Bethânia, que emprestou a predestinação ao sucesso para o desfile. Num reencontro fabuloso entre bom gosto e a clássica explosão mangueirense, a Estação Primeira não deu chances para as rivais.

Venceu a menina de Oyá! Mangueira é a campeã do Carnaval 2016

Houve quem apontasse, pelos desfiles emocionantes que fizeram, Viradouro e Império Serrano como as favoritas para a disputa do campeonato da Série A e a vaga no Especial de 2017. A Sapucaí gritou “É campeã” para a escola de Niterói. Já a da Serrinha ganhou o crivo de campeã dos jurados do “Estandarte de Ouro”, prêmio oferecido pelo Jornal O Globo. Os mais técnicos diziam que a vitória ficava entre Tuiuti e Unidos de Padre Miguel. Na frieza das notas do júri da Lierj, o paraíso ficou mesmo com a Tuiuti, que retorna à elite depois de 16 anos.

Tudo azul (e amarelo) no Paraíso! Tuiuti é campeã da Série A

Aclamada! Viradouro deixa a Avenida aos gritos de é campeã

Império Serrano leva Estandarte de Ouro de melhor escola da Série A

Nem tudo são flores

Uma das tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, a Caprichosos de Pilares se viu num drama particular. Atolada em dívidas, a azul e branco, que já foi considerada a “campeã do povo” em tempos já distantes, se achou numa atualidade das mais angustiantes e fez um desfile muito aquém de sua história, amargando o primeiro rebaixamento para o Carnaval da Estrada Intendente Magalhães. E como desgraça pouca é bobagem, a angústia se estendeu por toda a preparação da escola, incluindo as horas que antecederam o desfile, ainda na concentração.

S.O.S. Caprichosos! No desespero, escola tenta terminar carros na concentração

Dois anos de rainha de bateria, e Claudia Leitte não conseguiu ganhar a simpatia dos ritmistas da Mocidade. Foi a cantora chegar com o seu já habitual batalhão de seguranças, movimentando além da conta a concentração da verde e branco, que os percussionistas começaram a hostilizar a moça. Ao fim de tudo, sobrou para a gata uma saída pela direita da escola de samba.

Amor perfeito? Ritmistas da Mocidade hostilizam Claudia Leitte

Uma dupla que também não teve motivos para sorrir enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel cruzava a Avenida foi a de ex-presidentes, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. É que a dupla petista era colocada na cadeia, numa encenação da comissão de frente da verde e branco. A brincadeira do grupo de bailarinos comandados por Jorge Texeira e Saulo Finelon era simular a retomada da Petrobras por Dom Quixote, salvando o país da corrupção na empresa petrolífera.

PT saudações! Mocidade botou Lula e Dilma na cadeia

O jurado de Bateria Fabiano Rocha, alegando motivos pessoais, não apareceu para julgar o Carnaval do Grupo Especial. Ele deveria conceder notas às agremiações da primeira cabine, que fica no Setor 3 da Passarela do Samba. Com a baixa, a nota mais alta do júri foi repetida, o que ocasionou uma enxurrada de notas 10 no quesito. Ao todo, nove baterias ficaram sem perder décimos no item.

Faltou! Jurado de bateria não apareceu para julgar desfiles

Os consagrados

Só um deles saiu o campeão na Quarta-feira de Cinzas, mas é certo que o carnavalesco Paulo Barros (Portela) e a porta-bandeira Squel (Mangueira) foram as duas figuras mais festejadas pelo público naquela inesquecível Segunda-feira de Carnaval. Enquanto a dançarina encantou a galera desfilando careca, usando uma toca de silicone, o artista portelense mostrou que o casamento dele com a azul e branco de Madureira não só era possível como capaz de emocionar. A Mangueira de Squel bordou, naquela noite, os rumos da vitória; a Portela de Paulo sentiu a consagração ali mesmo, na Apoteose, mas terminou na terceira colocação.

Máquina zero? Porta-bandeira da Mangueira, Squel desfilou careca

Pinto no lixo! Paulo Barros deixa Sapucaí consagrado

A confiança de véspera

Homenageado ao lado do irmão Zezé Di Camargo pela Imperatriz Leopoldinense, Luciano esteve na apuração da Quarta-feira de Cinzas, e foi confiante na vitória. Nenhum mal, mas a escola acabou com o sexto lugar, levemente decepcionante para quem esperava lutar pelo título.

‘Já me sinto campeão’, dispara Luciano Camargo, homenageado pela Imperatriz

Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla estava confiante no bicampeonato nilopolitano. E, se não desse pra levar que o título, que não fugisse das cores azul e branco: ele só aceitaria perder para a Portela. Depois das notas, o jeito foi aceitar a vitória da Mangueira.

‘Só aceito perder pra Portela’, diz Laíla, da Beija-Flor

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Por João Paulo Saconi, Luiz Felippe Reis e Rafael Arantes

De tão apaixonado pela Portela, o presidente Marcos Falcon fazia de tudo na azul e branco. Das funções administrativas mais complexas até os momentos mais descontraídos na quadra. Há quase um ano, em novembro de 2015, abraçado com o então presidente Serginho Procópio, Falcon pegou o microfone e cantou, durante 30 minutos, o samba oficial da escola para o desfile que viria, numa dobradinha bem inusitada.

Nesta sexta-feira, 14, durante a final de samba portelense rumo ao Carnaval 2017, foi inevitável lembrar do dirigente, que morreu há menos de um mês, quando Marcos Falconi, um dos filhos de Falcon, resolveu cantar em conjunto com o intérprete oficial da azul e branco, Gilsinho, e outros integrantes do carro de som. O jovem de 22 anos ficou no palco praticamente durante toda a noite e , enquanto cantava, mostrou domínio das letras de alguns sambas históricos da maior campeã da festa.

Falconi quer dar sequência ao trabalho deixado pelo pai na Portela | Foto: Irapuã Jeferson
Falconi repete cena do pai, Marcos Falcon, e cantou na quadra da Portela | Foto: Irapuã Jeferson

O novo diretor portelense promete dar continuidade à gestão do pai ao lado do atual presidente, Luis Carlos Magalhães, e garante não poupar forças para honrar o tão elogiado trabalho do pai à frente da azul e branco:

– O sentimento que eu tenho é único de tentar superar isso da melhor maneira possível e tentar fazer toda essa dor e essa saudade se transformar em força. Ele era um cara com muitos sonhos, mas também com muita estabilidade emocional e assim ele conseguiu deixar a escola muito bem encaminhada, deixou tudo preparado para que a gente desse continuidade. O meu maior desejo aqui é dar sequência a tudo que ele começou.

Falconi quer dar sequência ao trabalho feito pelo pai na Portela | Foto: Irapuã Jeferson
Falconi quer dar sequência ao trabalho feito pelo pai na Portela | Foto: Irapuã Jeferson

Fiel companheiro de Falcon em quase todos os compromissos da gestão portelense, Falconi foi um verdadeiro aprendiz dos passos do pai. Dos ensinamentos deixados, o herdeiro prefere escolher uma das qualidades de Falcon para embalar a sequência do trabalho na escola.

– De tudo que eu aprendi com ele, a determinação foi o que mais vai me inspirar daqui para frente – completou.

Falconi ainda participou de uma cerimônia de apresentação e premiação do novo presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães. Sem alongar o discurso, o herdeiro de Marcos Falcon deu um abraço no novo comandante portelense, deixando evidente o momento de união após a morte de Falcon, que chocou os portelenses no fim do mês passado.

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Por Redação

Atrás de mais tranquilidade para a criação dos figurinos que a Portela levará pra Avenida para ilustrar o enredo “Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar”, Paulo Barros embarca nos próximos dias para os Estados Unidos. Paulo Menezes, também carnavalesco e que este ano está dando expediente como assistente de luxo de Barros, será o companheiros de viagem.

Paulo Barros e Paulo Menezes
Paulo²! Barros e Menezes viajam nos próximos dias para os Estados Unidos buscando mais serenidade para desenvolver as fantasias portelenses para o Carnaval 2017 – Foto: Divulgação

– Decidi ir pra lá, porque a gente vai ficar focado só nos figurinos. Ficando no barracão, acaba chegando gente, pedidos de entrevistas, reuniões, sempre pinta alguma coisa que desvia a atenção. Precisamos aprontar tudo o quanto antes. Quase toda a pesquisa dos figurinos já está pronta, e as ideias já estão na cabeça. Só falta mesmo botar no papel – revela Paulo Barros.

O carnavalesco que assinará o segundo desfile consecutivo na azul e branco de Madureira, ainda sobre as fantasias, diz que vai manter o padrão de qualidade do que o portelense vestiu no desfile de 2016 e que rendeu notas máximas no quesito:

– As fantasias vão traduzir o enredo aliando à necessidade de luxo, quando necessário, exatamente como a Portela fez este ano, apesar de toda a dificuldade que as escolas passaram com a crise.

Paulo Barros e Paulo Menezes
A ideia de Paulo Barros é dar o mesmo luxo visto na Portela durante o desfile de 2016 – Foto: Divulgação

Paulo Menezes, que nunca esteve em terras norte-americanas, ficou surpreso com a ideia do amigo de criar os figurinos no exterior.

– Quando ele me disse, achei que era brincadeira. Gargalhei alto e tudo na hora, pois pensei que fosse mais uma das piadas dele. Só que desta vez não era. Aliás, é a segunda grande surpresa que ele apronta pra mim em pouco tempo. A primeira foi me chamar pra integrar a equipe dele na Portela. Agora, tô aguardando a próxima. Achei a ideia ótima. E chique, né? Sem brincadeira, acho que poder cair dentro dos figurinos direto vai dar uma adiantada no processo que será importante – aposta Menezes, que já assinou desfile com Barros na Renascer de Jacarepaguá, em 2009, no Grupo de Acesso.

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Made in USA! Condomínio nos Estados Unidos vai servir como um refúgio de trabalho para a dupla de artistas – Foto: Reprodução

Orlando, na Flórida, será a cidade em que a dupla vai permanecer mais tempo na viagem de duas semanas aos “States”, com embarque nos próximos dias. O “ateliê inernacional” de criação de fantasias será instalado no Lucaya Village, condomínio onde Barros costuma se instalar. Mas a dupla está se programando para “dar uma passada” também por Nova Orleans, no estado de Luisiana.