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Cidade do Samba

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Por Redação

Quem já teve a honra de conversar com Laíla sabe: o papo sempre rende. O “problema” é que quando a prosa é com um jornalista fica difícil até escolher a frase mais impactante pra virar aspa central da matéria. É que o diretor de carnaval da Beija-Flor (quase 50 anos de serviços bem prestados ao samba nas costas) sabe das coisas, e, pra alegria de quem vos escreve, também gosta de falar.

Sem fugir de pergunta alguma num ano atípico para a festa – o Carnaval 2017 foi marcado por trágicos acidentes na Sapucaí, drásticos cortes de verba pelas mãos de um prefeito evangélico e interdição dos barracões a três meses do desfile -, o mandachuva da Beija-Flor soltou o verbo na entrevista ao Sambarazzo.

“Estão querendo regredir pra 1950, quando crioulo não podia cantar samba”

Para o líder da comissão carnavalesca da azul e branco de Nilópolis, o Carnaval do Rio de Janeiro vive um período de retrocesso e censura, que remete à época em que ser sambista era coisa de marginal.

– Acho que estão querendo regredir. Estão querendo trazer o espetáculo de volta pra 1950, quando o samba era proibido, quando crioulo não podia cantar samba, quando as escolas eram perseguidas diretamente – sintetiza.

Apesar do protesto, e convicto de que há clara tentativa de esvaziar a festa, Laíla contemporiza na hora de supor os motivos que teriam levado o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) a cortar metade da grana que as agremiações vinham recebendo.

– Não quero acreditar que o prefeito seria louco de querer prejudicar o Carnaval por causa da intolerância religiosa. A gente se pegar por uma guerra religiosa… não pode ser isso. Sou espírita declarado, mas não posso acreditar que ele esteja misturando as coisas. Ele deve estar buscando dentro da cabeça dele segurar o estado, fazer a cidade voltar a ter as rendas habituais. Acho que fez mais pela administração mesmo – pondera.

Barracões interditados: “O Ministério do Trabalho não tá errado”

A respeito das interdições dos 13 barracões da Cidade do Samba, Laíla também não passa a mão na cabeça das escolas. Mas considerou inoportuno o momento para tais fiscalizações, que obrigaram as chamadas “fábricas dos sonhos” a ficar de portas fechadas a três meses do evento na Sapucaí – a liberação aconteceu esta semana.

– O Ministério do Trabalho não tá errado, só acho que essa fiscalização foi tardia e aconteceu na hora errada, faltando pouco tempo pro desfile. Mas tenho certeza de que havia necessidade disso. Estávamos habituados a trabalhar no ‘bota pra lá, bota pra cá’. Não tinha segurança. Mas que local de trabalho não deve ser seguro? Todos devem ser – frisa.

As vistorias nos barracões atrasaram – e muito – o Carnaval 2018.

– Tá tudo bastante atrasado. Hoje, estamos só com 30% da escola pronta. Mas, quando chegar na semana do Carnaval, vamos terminar tudo, como sempre – garante Laíla, adiantando que ano que vem a Beija-Flor vai desfilar com 3300 pessoas, cinco carros alegóricos e um tripé.

“Custou a acontecer”, diz Laíla sobre acidentes do Carnaval 2017

Concluídas as fiscalizações, e agora tocando o carnaval em ambiente considerado mais seguro pelos órgãos competentes, Laíla fica à vontade para falar dos chocantes acidentes da Sapucaí este ano, que tiveram contornos dramáticos e triste fim: a radialista Liza Carioca, atropelada por uma desgovernada alegoria da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, morreu após meses de internação:

– Custou a acontecer. Não deveria ter tragédia, mas, da maneira como era tocado, custou a acontecer. Infelizmente, acidentes acontecem, mas a prevenção é sempre bem-vinda. Agora, acidente sempre teve, sempre teve carro que bateu, destaque que caiu, até na Beija-Flor… Mas nada nessa proporção.

Fim de uma era? Laíla e o cancelamento dos ensaios técnicos

Outra notícia que deu um balde de água fria nos amantes do samba foi o fim dos ensaios técnicos no Sambódromo, que deixam o calendário oficial da cidade após 15 anos de treinos de graça, com arquibancadas lotadas.

– Sugeri à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) um ensaio técnico coletivo, em reunião com a presença de diretores de todas as escolas. Sugeri de, na lavagem da Sapucaí, cada escola levar componentes e fazer um grande desfile com todas, cantando sambas como um pout-pourri, emendando um no outro. Teve um ato lá da Igreja Evangélica, por que o samba não poderia se manifestar assim? Mas depende da liga. A ideia foi dada, e seria um ato lindíssimo – acredita.

Apesar de lamentar o cancelamento dos treinos técnicos no palco principal da festa, Laíla acha que as escolas pouco vão sentir, na prática, a falta do ensaio na Avenida, que pra ele tinha pouca valia no aspecto técnico:

– O ensaio é muito bom pro povo que não tem condições de assistir no dia do desfile oficial. Mas você faz um ensaio técnico hoje, e no desfile é completamente diferente. Dá até pra consertar, corrigir alguma coisa que poderia dar errado no dia do desfile, mas vale muito mais como festa. Proveito mesmo você só tira no dia. Já aconteceu da Beija-Flor fazer um ensaio ótimo e no dia do desfile estar uma escola morna. Mas é pena acabar, já tinha virado hobby pro sambista.

“Faria de novo”, garante Laíla sobre botar 100% dos componentes fantasiados de índio

Os jurados não curtiram e avaliaram mal o quesito “Fantasias” da Beija-Flor no último carnaval – foram sete décimos perdidos, sem considerar o descarte da nota mais baixa (9,7 – 9,9 – 9,9 – 9,8). Laíla acreditou que daria certo a ideia de vestir a escola inteira de índio dentro do enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”, inspirado no clássico de José de Alencar. Mas arrependimento é uma palavra que não compõe o dicionário do diretor.

– Faria de novo. Considero a ideia magnífica pra diminuir um pouco do modelo antigo, e fazer uma nova linguagem. Mas não soubemos fazer uma execução excelente. Foi um problema artístico, e nisso me incluo. A responsabilidade é minha – assume.

“Se o Paulo Barros fizer amanhã, vão dizer que ele é gênio”

Seguidor da doutrina espírita e muito atento às energias que movem o mundo, Laíla afirma que a torcida contra ajudou a fazer a ideia dos índios não dar certo.

– Foram 12 escolas de samba, e as 11 não queriam que desse certo. Porque iria revolucionar. Aí, toma-lhe porrada. Hoje, é tudo igual nos desfiles. É muito comum encher tudo de pluma e enganar trouxa. Mas aí o componente balança a cabeça e tá todo mundo emocionado. Na verdade, o desfile de escola de samba perdeu padrão artístico. Todo mundo tem direito de gostar ou não gostar dos índios, mas teve pessoas de conhecimento carnavalesco que elogiaram. Se o Paulo (Barros) fizer amanhã, vão dizer que ele é um gênio. Mas é aquilo, estou sempre tentando o diferente. Pode não dar certo, mas tô tentando – avalia.

“Não sou brigão. Defendo aquilo que faço”

Embora faça o mea-culpa em relação às fantasias pouco variadas, Laíla aproveita pra reclamar da alternância de créditos na alegria e na tristeza.

– Funciona assim: deu certo, as 'garotas' aparecem. Deu errado, o velho segura. Não me arrependo de nada na minha carreira. Sou brigão? Não sou brigão. Defendo aquilo que faço. Estou há 23 anos aqui, e se ficar mais 23 a porrada vai ser pior. Toda carreira tem altos e baixos. Mas tenho pontuado muito nesse tempo todo. Acho que tive muitos acertos – opina.

Para 2018, Laíla vai dividir a glória ou a derrota com uma comissão composta por Cid Carvalho (de volta à escola após mais de uma década longe), Victor Santos, Bianca Behrends, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco, além do luxuoso auxílio do coreógrafo Marcelo Misailidis, idealizador do enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", e Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David e que, aos 20 anos, cada vez ganha mais espaço na escola.

– Temos um pensamento coletivo. Hoje, temos poder de criação, de ideias na parte alegórica, com o Marcelo, com as novas ideias novas e modernas do Gabriel, e com o conhecimento e habilidade de cada um da equipe. Cada um tem uma função. Eu sou o da porrada e ao mesmo tempo o de passar a mão na cabeça – diz.

Crise? Que crise? “A Beija-Flor não vai parar de gastar. Não nos falta nada”

Ficar em sexto lugar na última temporada fará a Beija-Flor surgir na Passarela do Samba em 2018 mais moderna, apesar da crise financeira que assola o país.

– Depois do carnaval deste ano, decidimos que alegoricamente a gente deveria mudar. Dentro desses caminhos novos, tem que diminuir as despesas, fazer alguns ajustes. Se antes tinha 100 esculturas, passa a ter 10. Mas é muito simples: estamos em crise, mas qual é a escola que vai deixar de fazer carnaval pra ganhar? Não nos falta nada. Mas não se joga dinheiro fora como antes. A estrutura mudou – explica.

Aos 74 anos, Laíla diz que ganha bem com o carnaval: “Tô rico de experiência”

Falando em dinheiro, Laíla não revela quanto ganha, mas diz ser o suficiente para um profissional de seu gabarito. E, aos 74 anos, diz que ainda há muitos sonhos a realizar:

– Rico? Tô rico de felicidade, de experiência. Gosto de receber o que recebo, tô satisfeito. Tinha outras formas de ganhar mais, saía muito pra fazer trabalhos em escolas fora do Rio. Mas hoje a idade pesa um pouquinho.

“Jamais pensei que seria referência”

Luiz Fernando do Carmo virou Laíla e entrou pra história da festa popular mais famosa do planeta ao trilhar uma bem-sucedida trajetória. Embora não buscasse isso, é ciente de que virou referência quando o assunto é direção de carnaval. No entanto, não aponta um sucessor.

– Acho válido uma escola ter diretor de carnaval a partir do momento que esse profissional tenha conhecimento. Esse cargo surgiu pra banir a direção de harmonia. Eu, aqui na Beija-Flor, assumi direção de carnaval e harmonia pra não ter ninguém me mandando que saiba menos que eu. Jamais pensei que seria referência. Mas não indico ninguém. Ninguém me indicou pra nada – lembra Laíla, que já emprestou seu talento a outras bandeiras, como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Grande Rio.

Apesar do vasto currículo e de uma vida dedicada ao samba – em 2018, Laíla completa 50 anos como diretor de carnaval -, ele não fala em aposentadoria.

– Ninguém se realiza antes da morte. Ainda tenho muita coisa pra fazer. Na vida pessoal, não quero mais nada. Na vida profissional, estou sempre buscando – conclui.

Por Redação

Há exatos 30 dias, o Ministério do Trabalho interditava alguns barracões da Cidade de Samba e notificava outros, exigindo melhorias estruturais nos espaços. Desde então, a agonia é generalizada entre artistas, dirigentes e sambistas de toda parte. Carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Cahê Rodrigues usou as redes sociais nesta sexta-feira, 17, para esbravejar contra a situação de inércia imposta pelo órgão federal.

O enredo de Cahê e da Imperatriz homenageia o bicentenário do Museu Nacional. A escola será a quinta a desfilar na Segunda-feira de Carnaval. A temporada de 2018 marca o sexto desfile seguido do artista na verde e branco.

*Foto de Capa Michele Iassanori

 

Por Redação

Dá pra definir o ano de 2017 como um dos piores – se não for o pior – da história do Carnaval. Acidentes trágicos na Avenida, crise, cortes significativos na subvenção do Especial e da Série A, interdição nos barracões… e pra completar a Justiça Federal do Rio de Janeiro decidiu que a São Clemente tem que deixar a quadra situada na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. O despejo é decorrência de uma ação de reintegração de posse do terreno para a União.

Na noite da última terça-feira, 14, funcionários da São Clemente encheram caminhões com pertences da escola de samba que estavam na sede. O local foi lacrado pela justiça na tarde desta quarta-feira, 15.

– Preciso acatar as leis. Vamos fazer tudo que é possível para ter a quadra de volta em breve. Cada tijolo colocado foi dos clementianos. Cada momento vivido nessa quadra foi de alegria, esperança e carinho – falou o presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, nas redes sociais.

Decisão judicial despejou São Clemente de quadra na Presidente Vargas – Foto: Irapuã Jeferson

A decisão do juiz Carlos Guilherme Francovich Lugunes, da 22ª Vara Federal do Rio, do processo que se arrastava na justiça há 14 anos, não deixou outra alternativa à São Clemente, que deixou o local.

Em setembro do ano passado, a única representante da Zona Sul no Especial já havia passado pelo mesmo trauma e teve que deixar a quadra. Até a final de samba-enredo da escola foi realizada fora do local, na Cidade do Samba. Um mês depois, em outubro, outra deliberação judicial garantiu direito à agremiação de continuar na quadra por 180 dias. O processo se arrastou até a derradeira decisão tomada agora em novembro de 2018.

Por Redação

Paulo Barros já tinha mostrado, quando abriu as portas de casa para o Sambarazzo, em Itaipu, no Rio de Janeiro, o quanto é apaixonado pelos cachorros. Mas nesta terça-feira, 31, o carnavalesco caprichou na dose de amor e fez do barracão da Unidos de Vila Isabel, na Cidade do Samba, o lar provisório de sete filhotinhos abandonados.

– Nasceram aqui do lado do barracão. Estavam no meio do lixo… – lamentou o artista.

Pegou pra criar! Paulo Barros não resistiu, e acabou ficando com dois dos filhotes abandonados I Foto: Arquivo pessoal

Tão logo abrigou e alimentou os cães, Paulo Barros usou a conta pessoal do Instagram pra saber quem gostaria de adotar. Os bichinhos, claro, fizeram o maior sucesso na internet.

– Não paro de receber mensagens, mas já estão todos adotados, a procura tá imensa. E eu fiquei com dois – comemorou o autor do desfile de 2018 da Vila Isabel, “Corra que o futuro vem aí”, assinado em parceria com Paulo Menezes.

Barriga cheia! O carnavalesco, com a ajuda da equipe da Vila Isabel, resgatou os cães e os alimentou nas dependências da azul e branco na Cidade do Samba I Foto: Arquivo pessoal

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Por João Paulo Saconi

Presidentes das escolas de samba e funcionários dos barracões da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, foram surpreendidos nesta quinta-feira, 19, com uma ação do Ministério do Trabalho. Após uma inspeção feita nas instalações do complexo na última quarta-feira, 18, os dirigentes receberam hoje ofícios que impedem os barracões de funcionarem até que sejam cumpridas as adequações exigidas pelo ministério. As instalações elétricas e as condições de trabalho seriam o motivo da interdição.

Foto: Leonardo Queiroz

Presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, confirmou a informação à reportagem do Sambarazzo. Segundo ele, as agremiações estarão com os espaços lacrados já a partir de sexta, 20, quando devem se reunir novamente com representantes do ministério para apresentar seus devidos representantes legais: advogados e técnicos de trabalho. Renatinho ainda disse que a situação se estende para as outras 12 escolas do Grupo Especial do Rio.

Funcionários foram dispensados

Por ordem do Ministério do Trabalho, as luzes dos barracões foram desligadas e os profissionais dispensados, relatou uma fonte ao Sambarazzo:

– As escolas mandaram a gente pra casa e apagaram as luzes. Sobrou só o porteiro do barracão.

A Cidade do Samba foi inaugurada em 2006, na gestão do então prefeito do Rio César Maia, em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa.Em 2011, os barracões de Portela, União da Ilha e Grande Rio sofreram um incêndio a poucos dias do Carnaval. Desde então, a atuação do Corpo de Bombeiros foi reforçada.

Ocupando 92 mil m2, o projeto custou R$ 100 milhões, segundo os números disponibilizados no site oficial da Cidade do Samba. São 14 barracões à disposição das escolas, sendo que o de número 1 é ocupado pela própria liga, que também não foi poupado pelo Ministério

Por Luiz Felippe Reis

Em tempos de crise e de corte na subvenção municipal – o prefeito Marcelo Crivella reduziu a verba pras agremiações de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão -, as escolas de samba ganharam uma boa notícia na última semana. É que um projeto de lei, de autoria do deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PMN), que também é presidente da verde e rosa, foi aprovado e vai aliviar os gastos das contas de água e esgoto das escolas de todos os grupos.

As agremiações passarão a pagar apenas o que a Cedae – Companhia Estadual de Águas e Esgotos – chama de “tarifa social de água”, que reduz em aproximadamente 70% os gastos nas contas mensais desses serviços citados, normalmente cedidos pela empresa estatal aos clubes desportivos de bairro, moradores das favelas e conjuntos habitacionais populares.

– A importância é que são todas as escolas beneficiadas, até o Grupo E, lá da Intendente Magalhães. É uma maneira da gente ajudar as escolas como instituições culturais, sociais e educacionais. E ainda mais num momento desse, que o prefeito tirou a subvenção de maneira absurda. A Petrobras não patrocina mais, o governo do estado também não. Cada escola perdeu R$ 2,5 milhões nos últimos anos. Hoje, o que se arrecada não é compatível com o espetáculo que as escolas fazem. A gente precisa se reunir e discutir os gastos. A Mangueira, por exemplo, encarou uma dívida quase que impagável. Se nada for feito, o Carnaval corre sérios riscos em 10 anos – alertou Chiquinho da Mangueira, que é presidente da verde e rosa desde 2013.

Autor de projeto que vai baratear contas de água e esgoto das escolas de samba, o deputado e dirigente do samba Chiquinho da Mangueira exalta importância da lei, mas alerta: ‘O Carnaval corre riscos em 10 anos’ – Foto: Reprodução

Pra determinar o valor exato que as escolas devem pagar na “tarifa social da água”, Chiquinho ainda depende de uma reunião na Liesa e dos valores das três últimas contas de água das agremiações para que haja um cálculo preciso.

Na época mais próxima ao Carnaval, as escolas do Grupo Especial chegam a pagar de água e esgoto um valor que varia de R$ 15 mil a R$ 20 mil mensais, só no barracão. Juntando com a quadra, o gasto pode chegar aproximadamente a R$ 25 mil. Chiquinho acredita que o desconto deve possibilitar às agremiações pagamentos de apenas 30% desse valor.

Numa conta rápida, usando um gasto arbitrário: quem paga R$ 22 mil normalmente, passaria a desembolsar R$ 6,6 mil.

O projeto não teve problemas para ser aprovado na Alerj, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e fica na dependência da sanção do governador Luiz Fernando Pezão.

Os descontos são dados ao CNPJ, ou seja, vale para quadra, barracão e qualquer espaço em nome da escola de samba. A contrapartida que as agremiações devem fornecer ao estado é a cessão das quadras aos colégios públicos vizinhos para atividades estudantis.

*Foto de Capa: Alexandre Macieira/Riotur

 

 

Por Redação

A bruxa tá solta no complexo de barracões da Cidade do Samba. Depois de dois acidentes – no Império Serrano e na São Clemente -, com uma morte (Igor Sergio, escultor-assistente da São Clemente) e uma pessoa ferida (Paulo Elias, vice-presidente de carnaval do Império) em menos de uma semana, agora foi a vez da Imperatriz Leopoldinense passar por problemas. É que um incêndio de pequeno porte tomou conta do primeiro andar da fábrica de alegorias da verde e branco na manhã desta quarta-feira, 6. Desta vez, ninguém se feriu.

O fogo se alastrou no único carro alegórico que ainda não havia sido desmontado do Carnaval 2017. O diretor de carnaval Wagner Araújo informou que o incêndio por si só não chegou a assustar, mas a fumaça acabou sendo muito intensa, porque o fogo entrou em contato com uma parte de espuma da alegoria.

A fumaceira foi tanta que apavorou até os funcionários da Mangueira – vizinha da Imperatriz na Cidade do Samba – que chegaram a desocupar o barracão da verde e rosa até que a fumaça fosse debelada.

– Era um pedaço de espuma de uma alegoria que era uma cobra. Era a última que faltava desmontar. Não havia possibilidade de pegar fogo em lugar nenhum, os outros carros são só ferro. O próprio funcionário que tava cortando os ferros, desmontando, resolveu o problema. Deve ter sido fagulha da máquina de corte. Não tô no barracão, ainda não sei o que causou o incêndio – explicou Wagner.

O fogo já foi controlado, e os operários da Imperatriz aguardam a redução da fumaça para voltar ao batente no barracão.

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Por Redação

Na reta final da gravidez de Yolanda, a primeira herdeira de Juliana Alves, a atriz faz jus à frase “gravidez não é doença” e vai a todo canto que pode ostentar o belo barrigão de oito meses. Na noite desta quinta, 24, a atriz da Rede Globo, que há cinco carnavais é a dona do posto de rainha de bateria da Unidos da Tijuca, foi à quadra da escola, no Rio, e, claro, fez o maior sucesso.

O trio de carnavalescos Marcus Paulo Oliveira, Annik Salmon e Hélcio Paim (foto acima) paparicou Ju a noite toda e mostrou ansiedade para a chegada da futura sambista, que já ganhou da mamãe e do papai, o diretor de TV Ernani Nunes, um fofo quartinho em tom violeta.

Juliana Alves já aprontou o enxoval de Yolanda e mostrou detalhes do quartinho da bebê I Imagens: Reprodução Instagram/TV Globo

Aos 35 anos, Juliana Alves é uma das rainhas mais ativas das escolas de samba do Rio, e aparece com frequência nos eventos na Tijuca, como fez recentemente no anúncio oficial do enredo da agremiação para 2018, que vai homenagear o ator e escritor Miguel Falabella.

A rainha também recebeu o carinho do mestre de bateria Casagrande I Foto: Instagram

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Por Redação

Rainha de bateria da Grande Rio, a atriz Juliana Paes esteve no barracão da escola na Cidade do Samba, no Centro do Rio, nesta quinta-feira, 24, e parou o complexo de barracões. Por onde passou, a Bibi perigosa de “A Força do Querer”, novela das 21h da TV Globo, chamou atenção dos sortudos que estavam na fábrica de alegorias das agremiações do Grupo Especial.

Ela, que aproveitou a visitinha pra conhecer o figurino criado pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage para brilhar na Sapucaí, já tá toda ansiosa para o dia da grande final de samba-enredo da tricolor e também da coroação dela como realeza máxima da bateria ‘Invocada”. É que os dois acontecimentos rolam na mesma data, 2 de setembro, um sábado, na quadra em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Em maio, Juliana Paes topou o convite pra ser rainha de bateria da escola e, mesmo balançada por causa dos compromissos profissionais e da maternidade – ela é mãe de dois meninos, Antônio e Pedro -, considerou irresistível o chamado do presidente de honra da escola, Jayder Soares, e do promoter e amigo David Brazil, e disse o esperado “sim” à tricolor de Caxias.

Ela entra no lugar da também atriz Paloma Bernardi, que teve dois anos de reinado à frente dos ritmistas de mestre Thiago Diogo.

Vale prestigiar a coroação de Juliana e conhecer a trilha sonora oficial do enredo “Vai para o trono ou não vai?”, em homenagem ao apresentador de TV Abelardo Barbosa, o Chacrinha, de autoria dos carnavalescos Renato e Márcia Lage, estreantes na escola.

*Fotos: David Brazil

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Por Redação

Não foi só o elenco da Unidos de Vila Isabel que sofreu mudanças para o Carnaval 2018. A chegada dos carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes, e da comissão formada pelo trio Moisés Carvalho, Luiz Guimarães e Ricardo Fernandes também “abalou” as estruturas do barracão da escola, na Cidade do Samba.

Desde que o time ocupou as dependências da azul e branco, uma reforma geral tomou conta do espaço onde são confeccionadas fantasias e alegorias para a festa na Sapucaí. A primeira etapa foi com uma super faxina, que o Sambarazzo mostrou em maio deste ano.

– Problemas sempre vão existir, mas a organização faz você minimizá-los, faz você saber como vai gerenciar. Olhamos em volta e sabemos o que temos. Passamos mais tempo aqui do que na nossa própria casa, então não tem porque não fazermos desta forma – destaca Moisés Carvalho, que foi parceiro de Paulo Barros no último campeonato da Portela.

Entre as modificações nos quatro andares do barracão da Vila, houve a criação de um espaço exclusivo para carpintaria, uma área própria para os operários trabalharem com os ferros (antes ficam espalhados pelo pátio), uma nova pintura de todo o lugar, reforma na recepção (será inaugurada em breve), criação de um refeitório multiuso (espelhado, o local também será utilizado para treinos dos casais de mestre-sala e porta-bandeira), instalação de exaustores para amenizar o forte cheiro de tinta na área de pintura das peças que vão pra Avenida, entre outras modificações.

Atualmente, a Vila Isabel está na fase de desmonte das alegorias e, tão logo o processo acabe, dará início à produção dos carros da próxima temporada. O enredo já foi divulgado, “Corra que o futuro vem aí”, e a agremiação será a terceira a desfilar no Domingo de Carnaval.

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*Imagens: Eduardo Hollanda

Por Rafael Arantes

O Carnaval deste ano teve um sabor muito especial para mestre Ciça. O comandante da bateria da União da Ilha conseguiu três notas dez das quatro recebidas, garantindo os 30 pontos válidos para o quesito. De quebra, levou a Tricolor o Estandarte de Ouro, inédito até então para o veterano. Mesmo com as conquistas, o diretor ainda não sabe ao certo o que será de seu futuro no Carnaval. O mestre, que revelou ao Sambarazzo que pensou em se aposentar em 2018, admite que ainda não renovou seu vínculo com a Ilha, mas que o desejo inicial é de permanecer na agremiação.

– Até segunda, pelo menos, eu ainda estou na Ilha. Não sei o que vai acontecer, está cedo ainda. O Carnaval está acabando hoje e eu tenho que agradecer muito à União da Ilha. Acho que cumpri minha missão na escola. Mas vamos ver o que vai acontecer… Querer ficar, eu quero, mas sou profissional. Temos que esperar – comentou.

Foto: Rafael Arantes

Mesmo com o futuro ainda incerto, o mestre fez questão de elogiar o carinho que sempre recebeu dos integrantes da Ilha. Segundo ele, a escola foi a grande responsável por reanimá-lo após o período conturbado que enfrentou quando deixou a Grande Rio, depois do Carnaval de 2014.

– É claro que estou feliz. É um momento muito importante pra mim, uma reviravolta muito grande na minha vida. A Ilha me acolheu quando eu estava triste, abriu os braços pra mim e me jogou pra cima. Sou muito feliz de ter conseguido resgatar a alegria da rapaziada da Ilha, do “Bonde do Caveira” – disse.

 

Por Rafael Arantes

Um dos assuntos mais comentados antes do Carnaval deste ano foi a implantação da cabine dupla de julgadores e, após a apuração, nem todo mundo bateu palma para a inovação da Liesa. Coreógrafo da Mangueira e do Império Serrano, Junior Scapin foi avaliado com um 10 e um 9,9 no módulo no desfile da verde e rosa e questionou o julgamento.

– Como dois julgadores vendo a mesma coisa, separados por uma parede, me dão notas diferentes?! Respeito, mas não aceito. Acho que a Liesa precisa olhar direitinho para essa cabine. É o trabalho de um ano que passa por ali – desabafou.

Foto: Rafael Arantes

Campeão na Série A pelo Império, o coreógrafo ainda não sabe em qual das duas escolas deve permanecer, mas garante que o saldo do Carnaval em dose dupla foi muito positivo.

– Fui muito feliz nas duas escolas, mas ainda não sei o que acontecerá no ano que vem. Não conversei com nenhuma das duas ainda, mesmo o Império já tendo me procurado. São duas grandes escolas e tenho que decidir direitinho até o que eu mesmo vou querer pra mim – afirmou.

Campeão na Série A, Scapin ficou com o 4° lugar no Grupo Especial.

Por Rafael Arantes

Muito se esperou pela possibilidade de Fátima Bernardes deixar a rotina como apresentadora de lado para figurar no Carnaval como rainha de bateria neste Carnaval. O fato, no entanto, não virou realidade e a jornalista descartou até mesmo a ideia de aceitar um possível convite.

– Isso foi uma brincadeira do presidente Ney Filardi (da Ilha). Não tem nada a ver. Se fosse antigamente, mais nova, talvez eu até aceitasse se tivesse algo. Mas hoje não tem nada disso – disse.

Foto: Rafael Arantes

Se Fátima está acostumada com a rotina de transmissões do Carnaval, a apresentadora teve seu momento de foliã neste sábado das campeãs durante o desfile da Grande Rio.

– Ainda bem que estou de folga e pude desfilar. Achei a homenagem para a Ivete linda e fiquei admirando. Sou muito fã dela – acrescentou.

A Grande Rio ficou com o 5° lugar no Carnaval deste ano.

Por -

Por Rafael Arantes

O dia é de festa e a rainha de bateria da Grande Rio, Paloma Bernardi, não quer nem pensar se o futuro na escola de Caxias será ou não na frente da bateria ‘Invocada’. A atriz, que é torcedora da Tricolor, garante que sua vontade é de permanecer desfilando pela agremiação independentemente do posto.

Foto: Rafael Arantes

– Eu sou Grande Rio e quero estar na escola independentemente do posto. Se minha agenda deixar, vou desfilar. Se a diretoria quiser que eu continue como rainha, vou continuar. Mas, se não for, não terá problema nenhum. Não vou deixar de amar todo mundo – disse Paloma.

A rainha ainda aproveitou para festejar o sucesso do desfile em homenagem à Ivete Sangalo.

– Com certeza foi um marco no Carnaval. Independentemente de ser campeã ou não. Foi muito linda a participação dela. Fizemos história, sim – comentou.

A Grande Rio ficou com o 5° lugar no Grupo Especial deste ano.

Por Rafael Arantes e Sara Paixão

Mal passou da linha final do desfile, e o carnavalesco Leandro Vieira só fez comemorar seu segundo carnaval na Mangueira. Extasiado, o artista era só alegria quando viu o último carro passar pela Avenida.

– Foi um desfile incrível. Eu não vi tudo porque brinquei, curti. Assim como vi o povo gostando também. Eu acho que deu certo, né? – indagou.

No entanto, uma alegoria pode aumentar a adrenalina do artista na Quarta-feira de Cinzas, quando ele vai conhecer as notas dos jurados e ver se vai terminar o dia aos gritos de “bicampeão”. O carro que falava sobre a festa de São João emperrou e a escola abriu um imenso buraco em frente à cabine dupla de jurados.

Foto: J Ricardo

Carnavalesco deixou a Avenida orgulhoso

Leandro, que tem sido cotado como possível sucessor de Renato Lage no Salgueiro, ainda aproveitou para exaltar o momento profissional que vive graças à Estação Primeira:

– Estou muito feliz aqui. Dois carnavais que me enchem de orgulho. Saiu como esperava.

Buraco gigante pode atrapalhar os planos da Mangueira – Foto: Diego Mendes

Sobre o acidente com a segunda alegoria da Unidos da Tijuca, que desabou deixando mais de 15 feridos, dois deles em estado grave, o artista disse que a verde e rosa entrou na pista de desfiles para afastar os males.

– Mangueira é pra lavar a alma. O que tinha de ruim aqui a Mangueira mandou pra longe. Não penso em nada disso – finalizou.

A Mangueira fechou o Carnaval do Grupo Especial carioca na manhã desta terça-feira, 28. A escola teve um dos desfiles mais elogiados pela crítica especializada.

Por Rafael Arantes

A Mangueira foi a última a desfilar entre as escolas do Grupo Especial, mas foi a primeira a escutar o grito de “campeã” na Praça da Apoteose. A Verde e Rosa viu seus componentes e o público dos setores 12 e 13 protagonizarem uma grande festa na dispersão.

Uma das alegorias, já pronta para deixar a Sapucaí, serviu de palco para os componentes festejarem o desfile desta Segunda=feira de Carnaval.  O carnavalesco Leandro Vieira também deixou a Avenida fazendo a festa com os integrantes.

Foto: Rafael Arantes

Por Rafael Arantes

Renata Santos já passou vários momentos marcantes desfilando na Mangueira, mas nesta segunda-feira a musa mal conseguiu explicar o sentimento que tomou conta após deixar a Sapucaí.

– Não está dando pra pensar. Foi um desfile muito emocionante. Quero ver o VT logo, saber como foi. Pra mim foi mágico – disse.

Foto: Rafael Arantes

A gata, que já ocupou o posto de rainha de bateria da verde e rosa, ainda admitiu que entrou na Avenida muito abalada com os acidentes ocorridos com Tijuca e Tuiuti.

– Muito triste tudo isso que aconteceu e fiquei muito nervosa. Mas agora estou de alma lavada – finalizou.

Por Rafael Arantes

Enquanto o desespero tomava conta da Sapucaí pelo desabamento de uma parte da segunda alegoria da Tijuca que feriu 16 pessoas, o presidente Fernando Horta fez duras críticas à ação do Corpo de Bombeiro no atendimento às vítimas. Segundo o dirigente, o trabalho de resgate das pessoas acidentadas deixou a desejar e dificultou a sequência do desfile da escola do Borel.

– O carro não quebrou, tanto é que passou na Avenida. Só acho que houve um trabalho muito demorado dos bombeiros. Eu sei que eles têm que preservar a saúde das pessoas, mas não sei se eles tiveram interesse nenhum de resolver, de tirar meus componentes lá de dentro. Acho que eles demoraram demais. Pedi para tirar o carro pelo recuo e eles não autorizaram.  Vamos apurar isso com calma, de cabeça fria – disse.

Presidente da Tijuca reclamou da ação dos bombeiros em acidente com alegoria | Foto: Rafael Arantes

Dos 16 feridos, dois casos preocupam. Uma pessoa tem traumatismo craniano e outra com um sério trauma no abdômen. O acidente ocorreu em frente ao Setor 1 . No trabalho de resgate, a alegoria ficou parada em frente à arquibancada cerca de 30 minutos. Enquanto isso, as alas ultrapassavam o carro e seguiam pelo desfile.

Os bombeiros usaram macas e cadeiras de rodas para retirar os feridos do local. Após a saída dos acidentados, a alegoria seguiu pela Sapucaí e deixou o Sambódromo. A Polícia Civil realizará perícia no carro pelos arredores da Sapucaí.

Por Rafael Arantes

Um dos mestres mais experientes do Grupo Especial cogitou se despedir do Carnaval neste ano. Ciça, o comandante dos ritmistas da União da Ilha,  primeira escola a se apresentar nesta Segunda-feira, dia 27, no Sambódromo, revelou ao Sambarazzo que a aposentadoria foi um dos assuntos que dominou seu pensamento antes do desfile deste ano.

– Pensei em parar no ano que vem, mas pelo que estou vendo vou ficar mais uns 10 anos. Não sei viver sem isso aqui, não. Estou cansado, mas largar não dá – disse o mestre de bateria, mais uma vez muito festejado pelo público no Setor 1 da Marquês de Sapucaí.

Foto: Rafael Arantes

Ciça ainda destacou que uma das maiores felicidades que tem não é só com seu rendimento, mas das baterias que comanda em geral.

– Todas as baterias têm seus pontos altos. Eu fico muito feliz em ver o nível a que chegou essa parte da escola. Tem uma garotada nova que está arrebentando como mestre – finalizou.

Por Rafael Arantes

Não é segredo para ninguém as dificuldades que as escolas de samba encontraram para colocar o Carnaval deste ano na rua. Na Ilha, o assunto não foi diferente. Mesmo assim, a escola garantiu um trabalho de qualidade na Avenida na noite desra Segunda-feira, 27.

– Nós não trabalhamos com patrocínio, nossa única renda é a subvenção. Mas, mesmo com a crise que existe para todos, fizemos o melhor – disse o diretor de Carnaval, Wilsinho Alves.

Foto: Rafael Arantes

O dirigente ainda ressaltou que a experiência da equipe da Ilha fez a diferença na preparação do Carnaval.

– Montamos um time muito forte, com vários campeões do Carnaval. Ter uma equipe preparada assim nos ajudou muito – finalizou.