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Cidade do Samba

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Por Redação

Um incêndio no barracão da Beija-Flor assustou trabalhadores da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, por volta das 18h desta terça-feira, 21. O fogo foi controlado, inicialmente, com a ajuda de funcionários da Mocidade, da São Clemente e da Mangueira, que precisaram recorrer a um hidrante do complexo carnavalesco da Gamboa, no Rio, para acabar com as chamas. O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local por volta das 18h50.

Funcionários de outras agremiações ajudaram a combater as chamas no barracão da Beija-Flor. Bombeiros chegaram depois – Fotos: Sambarazzo

Segundo testemunhas ouvidas pelo Sambarazzo, o incidente atingiu estruturas de madeira que estavam localizadas no primeiro andar do prédio da azul e branco de Nilópolis. Apenas poucos funcionários da administração da atual campeã do Carnaval estavam dentro do prédio. Não houve feridos.

NOVO INCÊNDIO! Por volta das 18h desta terça-feira, 21, começou a pegar fogo o barracão da Beija-Flor na Cidade do Samba, no Rio. Funcionários da Mocidade ajudaram a controlar as chamas com os hidrantes do complexo carnavalesco. Não houve feridos. Mais informações em breve! Vídeo: Sambarazzo #Sambarazzo

Posted by Sambarazzo on Tuesday, August 21, 2018

Chamas atingiram barracão da azul e branco na tarde desta terça-feira – Foto: Sambarazzo

Técnico de segurança do trabalho da Mocidade, Ricardo Conceição, de 39 anos, foi um dos primeiros a reparar que algo estava errado estava acontecendo no barracão vizinho. Ele mobilizou a equipe que trabalhava nas dependências da verde e branco para tentar salvar a coirmã. Até o vice-presidente da escola, Rodrigo Pacheco, colaborou no combate ao fogo.

Técnico de segurança de trabalho da Mocidade, Ricardo Conceição ajudou a apagar o fogo no barracão da coirmã | Foto: Sambarazzo

– Tava entrando no barracão da Mocidade quando vi o primeiro foco de incêndio. Tentamos combater com extintores, mas não conseguimos. Aí, quebramos o hidrante da Cidade do Samba e controlamos as chamas. Outros técnicos ajudaram, como os da São Clemente e da Mangueira. O vice-presidente Rodrigo também. As escolas se uniram pra salvar o barracão – afirma Conceição, que também destaca a importância de profissionais da mesma área que a dele para o bom funcionamento da Cidade do Samba.

Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas no barracão da Beija-Flor – Foto: Sambarazzo

No ano passado, a chamada “Fábrica de Sonhos” chegou a ficar mais de um mês interditada porque diversas agremiações não tinham responsáveis pela segurança do trabalho em seus quadros.

As instalações da brigada de incêndio da Cidade do Samba foram utilizadas pra ajudar a controlar o fogo. Os bombeiros chegaram quase 1 hora depois do primeiro chamado | Foto: Sambarazzo

*Foto de capa: Sambarazzo

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O clima é de festa na Unidos da Tijuca, que comemora o nascimento da primeira filha da carnavalesca Annik Salmon, que faz parte da comissão de Carnaval da escola. A pequena Liz veio ao mundo na noite deste sábado, 11, na maternidade Perinatal da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e foi recebida pela mãe e pelo pai, o químico Marcus Tenorio, que fez questão de compartilhar o momento da chegada através das redes sociais.

Durante a espera pela herdeira, a artista reuniu parentes e amigos para o tradicional chá de bebê e posou para um ensaio fotográfico feito pelo próprio irmão, Alain Salmon, no Parque Lage, na Zona Sul. Annik contou ao Sambarazzo que a gestação ocorreu com tranquilidade e adiantou que o grupo formado por ela, Hélcio Paim, Marcus Paulo Oliveira, Fran Sérgio e Laíla iria passar a trabalhar por chamada de vídeos após o nascimento.

— Nós estamos muito conectados. Esquematizamos um computador no barracão pra que eles possam falar comigo através do Skype — explicou a mais nova mamãe da Cidade do Samba, que em maio se reuniu junto de outras gestantes do mundo do samba no complexo de barracões da Zona Portuária da cidade.

Annik Salmon e o marido, Marcus Tenorio, deram as boas-vindas à pequena Liz, primogênita da artista da Unidos da Tijuca | Foto: Reprodução/Facebook

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O nascimento da pequena Liz será o acontecimento mais aguardado do mês de agosto pela família da carnavalesca Annik Salmon, da Unidos da Tijuca. A artista está grávida de 36 semanas, o equivalente a nove meses, e o nascimento da primeira herdeira está previsto para 13 de agosto.

Contando os dias para conhecer a filha, Annik aproveitou uma folguinha nos trabalhos da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, para ser fotografada durante os momentos finais da gestação. O ensaio vai parar naquele álbum que toda família faz questão de ter pra mostrar.

Os registros foram feitos pelo irmão dela, Alain Salmon, no Parque Lage, aos pés do Corcovado, na Zona Sul do Rio. As fotos contaram com a participação especial do maridão, Marcus, e do enteado, Felipe. Entre uma recordação e outra, a profissional do mundo do samba conta que o momento mágico envolve também o trabalho na agremiação. Ela assina os carnavais tijucanos há quatro temporadas.

— O médico até mandou que eu ficasse em casa, mas sigo indo para o barracão e não deixei de trabalhar nenhum dia. Parei de dirigir e fico na dependência das caronas do meu marido ou do meu pai. Estamos adiantando o máximo possível dos desenhos de fantasias e alegorias pra que a Liz possa chegar com tranquilidade nas próximas semanas — conta a futura mamãe da “Fábrica de Sonhos do Carnaval”, que viu a lendária cegonha passar com a notícia da gravidez de profissionais de outras escolas, conforme mostrou o Sambarazzo recentemente.

À espera de Liz! Annik Salmon é só felicidade no aguardo do nascimento da primeira filha | Fotos: Alain Salmon

Comissão de carnaval vai trabalhar pela Internet

Para permitir que Annik continue participando ativamente do processo de criação do Carnaval de 2019 da turma do Morro do Borel, na Zona Norte do território carioca, a comissão de carnaval responsável pelo desfile está se programando para trabalhar virtualmente com a mãe de Liz. O time de artistas formado por Hélcio Paim, Marcus Paulo Oliveira, Fran Sérgio e Laíla foi, segundo Annik, bastante importante nos últimos meses.

— Nós estamos muito conectados. Esquematizamos um computador no barracão pra que eles possam falar comigo através do Skype, depois que a bebê já tiver chegado — explica a carnavalesca, que está empenhada em desenvolver ao lado dos colegas um enredo sobre o pão, tema que a Tijuca vai cantar no ano que vem.

Confira as fotos do ensaio!

Fotos: Alain Salmon

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Por Redação

Por volta de 1h da manhã desta terça-feira, 24, começou a pegar fogo o barracão da Porto da Pedra, na Zona Portuária do Rio.

Segundo o presidente da escola da Série A, Fábio Montebelo, o incêndio foi criminoso.

– O vigia falou que acordou com o barulho e viu os carros pegando fogo. Ligou pra chamar o bombeiro, que chegou até rápido, e ainda viu um cara correndo. Parece que tacaram um coquetel molotov. Isso é gente que quer que a gente saia – declarou o dirigente ao Sambarazzo.

O espaço onde são produzidas as alegorias da escola de São Gonçalo fica na Rua do Equador, via que possui algumas câmeras de vigilância as quais Montebelo pretende utilizar pra identificar exatamente o quê ou quem teria provocado o incêndio.

– Foi um incêndio criminoso, com certeza. Viram um cara correndo, meu filho tá com um diretor lá, e vamos solicitar as imagens de segurança. Perdemos pelo menos três carros. Durante o dia, vou saber exatamente o prejuízo – acrescentou o presidente, durante a madrugada.

Não houve feridos

No barracão da Porto da Pedra havia seis alegorias utilizadas no último Carnaval. Embora reconheça que nas dependências de um local destinado a escolas haja bastante material inflamável, Fábio Montebelo lamenta que as agremiações do segundo grupo não possuam um espaço físico bem estruturado, como prometido diversas vezes pela prefeitura do Rio.

– Num barracão você trabalha com isopor, madeira, pano, isso acontece. Mas vir de madrugada e botar fogo, aí é sacanagem. O Carnaval nem começou direito, e a gente passa por isso. Dizem que não tem espaço pra fazer a Cidade do Samba II, mas tem, sim. A prefeitura tem espaço pra dar a grandes empresas de outros países, e não tem terreno pra fazer barracão de escola de samba? – reclamou.

Às 3h da manhã, o fogo já havia sido controlado. De acordo com o presidente da Porto da Pedra, não houve feridos.

*Fotos: Reprodução/Internet

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Por Redação

Na matemática, insistem que a ordem dos fatores não altera o produto. Mas quando o assunto é desfile de escola de samba, não há quem defenda a teoria. Todas têm sua preferência. E um dos eventos mais aguardados da temporada pré-carnavalesca é justamente o sorteio que define a sequência de apresentação das agremiações no Sambódromo. A ordem do Carnaval 2019 será conhecida na noite desta terça-feira, 17, quando a Liga Independente das Escolas de Samba promove o sorteio que encerra o assunto.

O evento, restrito a convidados e imprensa, vai acontecer na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio. Este ano, em virtude do não rebaixamento de Grande Rio e Império Serrano, quatro escolas não participarão do sorteio e já têm definidas a posição de desfile.

Numa plenária na sede da liga, no início do mês, foi acertado que as duas últimas colocadas de 2018, justamente Império Serrano e Grande Rio, e a campeã da Série A, Unidos do Viradouro, ficariam com as três primeiras posições de Domingo de Carnaval. O Império abre o desfile, seguido de Viradouro e Grande Rio. Já na segunda noite reservada à elite da festa, a São Clemente dará início aos trabalhos.

A Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, sedia hoje o sorteio da ordem de desfiles das escolas de samba para o Carnaval 2019 | Fotos: Reprodução/Internet e Leonardo Queiroz

Novidade

Além da prévia definição anunciada, neste ano não haverá o tradicional sistema de pares entre as escolas. As bolas sorteadas definirão os dias de desfile das agremiações. Ou seja, quem tirar números de 1 a 4 desfila obrigatoriamente no domingo. As bolas de 5 a 10 determinam as desfilantes de segunda. Um outro sorteio, na sequência, vai definir as posições dentro de cada dia.

Os desfiles do Grupo Especial estão marcados para os dias 3 e 4 de março de 2019.

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Por Redação

A mais jovem ganhadora da história de um Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, esteve na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, na tarde desta quinta-feira. 12, dia em que comemorou 21 anos de vida.

Malala na visita ao barracão da escola, onde conheceu os projetos sociais da Pimpolhos da Grande Rio – Foto: Rodrigo Rafael

A paquistanesa, que foi alvo de um ataque de membros do Talibã em 2012, esteve no barracão da Acadêmicos do Grande Rio para conhecer os projetos sociais da escola mirim Pimpolhos da Grande Rio e o Carnaval Experience. As ações em prol da sustentabilidade, desenvolvidas pelos projetos, chamaram atenção de Malala, que chegou acompanhada de um staff às 14h na Cidade do Samba.

Malala esteve no Pão de Açúcar para comemorar o aniversário de 21 anos – Foto: Reprodução Redes Sociais

Malaia foi recebida por dois integrantes do projeto social da escola de Duque de Caxias, que atende a mais de 1000 crianças e jovens, além de suas famílias. Dandara, de 23 anos, e King de 19, que participam da atividades sociais, recepcionaram Malala e conversaram em inglês.

A Pimpolhos da Grande Rio oferece oficinas gratuitas de diversas atividades ligadas à arte e à cultura, além de aulas de inglês, reforço escolar e, claro, samba.

*Foto: Rodrigo Rafael

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Por Redação

O retorno dos ensaios técnicos para o Carnaval 2019 está cada vez mais perto de virar realidade. Quem garante é o presidente da Liesa, Jorge Castanheira. Em entrevista ao Sambarazzo nesta quarta-feira, 20, o dirigente afirmou que a liga está desenvolvendo um projeto para captar recursos via Lei Rouanet, a lei federal de incentivo à cultura, e assim financiar os treinos que antecedem os desfiles oficiais na Marquês de Sapucaí.

– Nós estamos trabalhando num projeto, analisando datas, formato de como serão os desfiles, tudo pra darmos entrada na Lei Rouanet. A nossa expectativa é grande porque os ensaios técnicos são importantíssimos para o nosso Carnaval. Já estive com o ministro da Cultura (Sérgio Sá Leitão) e duas vezes com a Riotur. Nossa expectativa é de realidade, mas estamos com o pé no chão para a retomada desses espetáculos nos meses de janeiro e fevereiro – afirma Castanheira, que foi reeleito para comandar a Liesa até 2021.

Castanheira está confiante na volta dos ensaios técnicos para 2019 – Foto: Arquivo

Ensaios custam cerca de R$ 4 milhões

Os treinos foram cancelados para 2018 em virtude da falta de recursos financeiros. A Liesa argumentou que arcava sozinha com cerca de R$ 4 milhões para realizar o evento.  Há 15 anos os ensaios técnicos faziam parte das atividades de lazer dos cariocas, sempre com entrada franca, o que garantia a lotação máxima do Sambódromo.
Sorteio na Cidade do Samba
Outra expectativa no mundo do samba é sobre a data do sorteio que vai definir a ordem dos desfiles do Grupo Especial. Jorge Castanheira disse que ainda vai agendar uma reunião com as escolas para marcar o dia, mas já adianta que o evento só acontecerá na segunda quinzena de julho. Ele ainda garantiu a volta da festa para a Cidade do Samba – ano passado, o sorteio foi realizado durante a feira de negócios do Carnaval, a Carnavália-Sambacon.
 *Foto de capa: Alexandre Macieira/Riotur

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Por Kaio Sagaz

A uma semana da festa na Marquês de Sapucaí, o Ministério da Cultura finalmente bateu o martelo em relação à aprovação dos projetos das escolas de samba do Rio via Lei Rouanet. Em visita à Cidade do Samba na tarde desta sexta-feira, 2, o ministro Sérgio Sá Leitão garantiu que a verba das agremiações que conseguiram empresas interessadas em bancar ao menos 20% do total proposto em cada projeto através da lei de incentivo do governo chegará às contas correntes das escolas na próxima terça-feira, 6.

Em entrevista ao Sambarazzo, Leitão, que em julho do ano passado já havia sinalizado interesse em ajudar a socorrer o Carnaval do Rio, afirmou que o total autorizado para captação foi de R$ 74 milhões. Até o momento, as escolas conseguiram de patrocínio R$ 11,6 milhões.

– Queria conhecer a Cidade do Samba e ver como estão os preparativos para o desfile e, como a reunião da Comissão da Lei Rouanet (responsável pela liberação dos projetos e responsável também pela liberação do dinheiro) foi ontem à noite, eu trouxe essa notícia. Os projetos relacionados ao Carnaval do Rio foram todos aprovados. Os que captaram mais de 20% tiveram autorização para movimentação da conta. Isso vai poder ser feito a partir de terça-feira. Temos um total de 25 projetos relacionados ao Carnaval do Rio, um total de R$ 74 milhões de reais autorizados pra captação. R$ 11,6 milhões já foram captados. Até o início do desfile, essa captação vai aumentar – aposta o ministro.

O ministro da cultura e o presidente da Riotur foram à Cidade do Samba acompanhar os últimos preparativos para o desfile I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

“Estamos operando no Carnaval do Rio em estado de emergência”, diz ministro

Carioca e entusiasta de Carnaval, Sérgio Sá Leitão prometeu estreitar ainda mais a relação com a festa e detalhou a estratégia que será posta em prática logo após os desfiles de 2018.

– O que propus à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) e aos presidentes das escolas de samba é fazer uma reunião depois do Carnaval pra prepararmos, em conjunto, uma estratégia pra 2019, pra que a gente não tenha essa mesma situação que aconteceu agora. Estamos operando este ano no Carnaval do Rio em estado de emergência, tentando realmente ajudar a viabilizar os recursos pelo menos via Lei Rounaet. Mas é preciso para o ano que vem antecipar essa captação, e ver de que maneira podemos tornar esses projetos mais atraentes pras empresas patrocinarem, e patrocinarem também no estágio inicial do processo do Carnaval, não apenas na reta final. O Ministério da Cultura está à disposição – assegurou.

O ministro circulou pelos barracões das escolas do Grupo Especial na Cidade do Samba, como a Grande Rio I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Na visita à Cidade do Samba, na qual teve a companhia do presidente da Riotur, Marcelo Alves, o ministro da cultura aproveitou para adiantar que encomendou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas para desvendar o potencial e o impacto econômico do Carnaval carioca, a fim de facilitar o desenvolvimento dos projetos de captação de recursos, tão necessário às escolas, sobretudo em virtude do corte de R$ 1 milhão pra cada decretada pelo atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

– Contratamos a FGV, que vai fazer um estudo de impacto econômico do Carnaval. Vamos anunciar os resultados desse estudo no dia 21 de fevereiro, portanto logo depois do Carnaval. Além da dimensão cultural, essa dimensão econômica me interessa muito, porque é essa dimensão que a gente tem que trabalhar. O Carnaval do Rio é um fenômeno cultural importantíssimo, talvez seja a festa popular brasileira mais conhecida em território nacional e no exterior. É também um belíssimo emblema do potencial econômico da economia criativa no Brasil, é um impacto muito forte em termos de geração de rendas, geração de empregos, atração de investimentos, geração inclusive de arrecadação tributária, algo que impacta o desenvolvimento econômico da cidade, do estado e do país. O Carnaval do Rio é uma das manifestações culturais mais importantes do nosso país e deve ser vista e tratada como tal. A ideia é que, já a partir de março, a gente possa desenhar em conjunto a Liesa e as escolas uma estratégia pra utilização de recursos da Lei Rouanet. Mas isso não substitui a necessária participação da prefeitura e do governo do estado – frisa Sérgio Sá Leitão, que vai acompanhar os desfiles na Marquês de Sapucaí.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira está otimista de que o ministro carioca ajude a melhorar o cenário financeiro do Carnaval do Rio em 2019 I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Volta dos ensaios técnicos

Uma das piores consequências do corte de verba da prefeitura que atingiu os cofres das escolas de samba foi a Liesa determinar o fim dos ensaios técnicos na pré-temporada carnavalesca. O Sambódromo recebia, há mais de uma década, ensaios gratuitos das escolas na pista oficial de desfiles. Mas o custo, superior a R$ 3 milhões de reais, ficou inviável para realização em 2018.

– Precisamos ter um projeto específico para os ensaios técnicos. Mas é importantíssimo também que haja uma participação mais ativa do poder público local, tanto da prefeitura quanto do Estado. Tem que ser feito um trabalho em parceria entre a prefeitura, o governo federal, as escolas e a liga – completou.

“Quase 90% das arquibancadas vendidas”, comemora Liesa

Presidente da liga das escolas, Castanheira foi anfitrião na visita do ministro da cultura e do presidente da Riotur às dependências da Cidade do Samba e aproveitou para revelar alguns números positivos, apesar da crise que assola o país e, consequentemente, o Carnaval carioca.

– Somos otimistas. Estamos prontos pra captarmos os recursos, que ainda não conseguimos. O ministro ficou de ajudar nesse entrosamento com as empresas ligadas ao Governo Federal, e vamos aguardar as orientações dele nesse sentido. Mas é uma situação difícil que estamos enfrentando. É importante receber o ministro e o presidente da Riotur (Marcelo Alves) aqui na Cidade do Samba, pra que eles tenham em mente que, apesar das dificuldades, a gente continua trabalhando, lutando, gerando emprego, lazer pra toda a população que vai ao Sambódromo. Com todas as dificuldades, estamos conseguindo repassar semanalmente às escolas os recursos, as vendas de ingressos estão bem encaminhadas, estamos com quase 90% das arquibancadas vendidas num ano de uma crise geral no Brasil inteiro… Estamos trabalhando pra manter o status de grande festa. Mas a crise é no país inteiro, em qualquer setor, em qualquer segmento, a maioria das empresas não está dando lucro, e o Carnaval tem essa consequência porque muitas escolas não puderam comprar camarote, muitas empresas deixaram de comprar camarote, e isso dificulta um pouco. Mas nada que tire o nosso ânimo – concluiu.

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Por Redação

Quem já teve a honra de conversar com Laíla sabe: o papo sempre rende. O “problema” é que quando a prosa é com um jornalista fica difícil até escolher a frase mais impactante pra virar aspa central da matéria. É que o diretor de carnaval da Beija-Flor (quase 50 anos de serviços bem prestados ao samba nas costas) sabe das coisas, e, pra alegria de quem vos escreve, também gosta de falar.

Sem fugir de pergunta alguma num ano atípico para a festa – o Carnaval 2017 foi marcado por trágicos acidentes na Sapucaí, drásticos cortes de verba pelas mãos de um prefeito evangélico e interdição dos barracões a três meses do desfile -, o mandachuva da Beija-Flor soltou o verbo na entrevista ao Sambarazzo.

“Estão querendo regredir pra 1950, quando crioulo não podia cantar samba”

Para o líder da comissão carnavalesca da azul e branco de Nilópolis, o Carnaval do Rio de Janeiro vive um período de retrocesso e censura, que remete à época em que ser sambista era coisa de marginal.

– Acho que estão querendo regredir. Estão querendo trazer o espetáculo de volta pra 1950, quando o samba era proibido, quando crioulo não podia cantar samba, quando as escolas eram perseguidas diretamente – sintetiza.

Apesar do protesto, e convicto de que há clara tentativa de esvaziar a festa, Laíla contemporiza na hora de supor os motivos que teriam levado o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) a cortar metade da grana que as agremiações vinham recebendo.

– Não quero acreditar que o prefeito seria louco de querer prejudicar o Carnaval por causa da intolerância religiosa. A gente se pegar por uma guerra religiosa… não pode ser isso. Sou espírita declarado, mas não posso acreditar que ele esteja misturando as coisas. Ele deve estar buscando dentro da cabeça dele segurar o estado, fazer a cidade voltar a ter as rendas habituais. Acho que fez mais pela administração mesmo – pondera.

Barracões interditados: “O Ministério do Trabalho não tá errado”

A respeito das interdições dos 13 barracões da Cidade do Samba, Laíla também não passa a mão na cabeça das escolas. Mas considerou inoportuno o momento para tais fiscalizações, que obrigaram as chamadas “fábricas dos sonhos” a ficar de portas fechadas a três meses do evento na Sapucaí – a liberação aconteceu esta semana.

– O Ministério do Trabalho não tá errado, só acho que essa fiscalização foi tardia e aconteceu na hora errada, faltando pouco tempo pro desfile. Mas tenho certeza de que havia necessidade disso. Estávamos habituados a trabalhar no ‘bota pra lá, bota pra cá’. Não tinha segurança. Mas que local de trabalho não deve ser seguro? Todos devem ser – frisa.

As vistorias nos barracões atrasaram – e muito – o Carnaval 2018.

– Tá tudo bastante atrasado. Hoje, estamos só com 30% da escola pronta. Mas, quando chegar na semana do Carnaval, vamos terminar tudo, como sempre – garante Laíla, adiantando que ano que vem a Beija-Flor vai desfilar com 3300 pessoas, cinco carros alegóricos e um tripé.

“Custou a acontecer”, diz Laíla sobre acidentes do Carnaval 2017

Concluídas as fiscalizações, e agora tocando o carnaval em ambiente considerado mais seguro pelos órgãos competentes, Laíla fica à vontade para falar dos chocantes acidentes da Sapucaí este ano, que tiveram contornos dramáticos e triste fim: a radialista Liza Carioca, atropelada por uma desgovernada alegoria da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, morreu após meses de internação:

– Custou a acontecer. Não deveria ter tragédia, mas, da maneira como era tocado, custou a acontecer. Infelizmente, acidentes acontecem, mas a prevenção é sempre bem-vinda. Agora, acidente sempre teve, sempre teve carro que bateu, destaque que caiu, até na Beija-Flor… Mas nada nessa proporção.

Fim de uma era? Laíla e o cancelamento dos ensaios técnicos

Outra notícia que deu um balde de água fria nos amantes do samba foi o fim dos ensaios técnicos no Sambódromo, que deixam o calendário oficial da cidade após 15 anos de treinos de graça, com arquibancadas lotadas.

– Sugeri à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) um ensaio técnico coletivo, em reunião com a presença de diretores de todas as escolas. Sugeri de, na lavagem da Sapucaí, cada escola levar componentes e fazer um grande desfile com todas, cantando sambas como um pout-pourri, emendando um no outro. Teve um ato lá da Igreja Evangélica, por que o samba não poderia se manifestar assim? Mas depende da liga. A ideia foi dada, e seria um ato lindíssimo – acredita.

Apesar de lamentar o cancelamento dos treinos técnicos no palco principal da festa, Laíla acha que as escolas pouco vão sentir, na prática, a falta do ensaio na Avenida, que pra ele tinha pouca valia no aspecto técnico:

– O ensaio é muito bom pro povo que não tem condições de assistir no dia do desfile oficial. Mas você faz um ensaio técnico hoje, e no desfile é completamente diferente. Dá até pra consertar, corrigir alguma coisa que poderia dar errado no dia do desfile, mas vale muito mais como festa. Proveito mesmo você só tira no dia. Já aconteceu da Beija-Flor fazer um ensaio ótimo e no dia do desfile estar uma escola morna. Mas é pena acabar, já tinha virado hobby pro sambista.

“Faria de novo”, garante Laíla sobre botar 100% dos componentes fantasiados de índio

Os jurados não curtiram e avaliaram mal o quesito “Fantasias” da Beija-Flor no último carnaval – foram sete décimos perdidos, sem considerar o descarte da nota mais baixa (9,7 – 9,9 – 9,9 – 9,8). Laíla acreditou que daria certo a ideia de vestir a escola inteira de índio dentro do enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”, inspirado no clássico de José de Alencar. Mas arrependimento é uma palavra que não compõe o dicionário do diretor.

– Faria de novo. Considero a ideia magnífica pra diminuir um pouco do modelo antigo, e fazer uma nova linguagem. Mas não soubemos fazer uma execução excelente. Foi um problema artístico, e nisso me incluo. A responsabilidade é minha – assume.

“Se o Paulo Barros fizer amanhã, vão dizer que ele é gênio”

Seguidor da doutrina espírita e muito atento às energias que movem o mundo, Laíla afirma que a torcida contra ajudou a fazer a ideia dos índios não dar certo.

– Foram 12 escolas de samba, e as 11 não queriam que desse certo. Porque iria revolucionar. Aí, toma-lhe porrada. Hoje, é tudo igual nos desfiles. É muito comum encher tudo de pluma e enganar trouxa. Mas aí o componente balança a cabeça e tá todo mundo emocionado. Na verdade, o desfile de escola de samba perdeu padrão artístico. Todo mundo tem direito de gostar ou não gostar dos índios, mas teve pessoas de conhecimento carnavalesco que elogiaram. Se o Paulo (Barros) fizer amanhã, vão dizer que ele é um gênio. Mas é aquilo, estou sempre tentando o diferente. Pode não dar certo, mas tô tentando – avalia.

“Não sou brigão. Defendo aquilo que faço”

Embora faça o mea-culpa em relação às fantasias pouco variadas, Laíla aproveita pra reclamar da alternância de créditos na alegria e na tristeza.

– Funciona assim: deu certo, as 'garotas' aparecem. Deu errado, o velho segura. Não me arrependo de nada na minha carreira. Sou brigão? Não sou brigão. Defendo aquilo que faço. Estou há 23 anos aqui, e se ficar mais 23 a porrada vai ser pior. Toda carreira tem altos e baixos. Mas tenho pontuado muito nesse tempo todo. Acho que tive muitos acertos – opina.

Para 2018, Laíla vai dividir a glória ou a derrota com uma comissão composta por Cid Carvalho (de volta à escola após mais de uma década longe), Victor Santos, Bianca Behrends, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco, além do luxuoso auxílio do coreógrafo Marcelo Misailidis, idealizador do enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", e Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David e que, aos 20 anos, cada vez ganha mais espaço na escola.

– Temos um pensamento coletivo. Hoje, temos poder de criação, de ideias na parte alegórica, com o Marcelo, com as novas ideias novas e modernas do Gabriel, e com o conhecimento e habilidade de cada um da equipe. Cada um tem uma função. Eu sou o da porrada e ao mesmo tempo o de passar a mão na cabeça – diz.

Crise? Que crise? “A Beija-Flor não vai parar de gastar. Não nos falta nada”

Ficar em sexto lugar na última temporada fará a Beija-Flor surgir na Passarela do Samba em 2018 mais moderna, apesar da crise financeira que assola o país.

– Depois do carnaval deste ano, decidimos que alegoricamente a gente deveria mudar. Dentro desses caminhos novos, tem que diminuir as despesas, fazer alguns ajustes. Se antes tinha 100 esculturas, passa a ter 10. Mas é muito simples: estamos em crise, mas qual é a escola que vai deixar de fazer carnaval pra ganhar? Não nos falta nada. Mas não se joga dinheiro fora como antes. A estrutura mudou – explica.

Aos 74 anos, Laíla diz que ganha bem com o carnaval: “Tô rico de experiência”

Falando em dinheiro, Laíla não revela quanto ganha, mas diz ser o suficiente para um profissional de seu gabarito. E, aos 74 anos, diz que ainda há muitos sonhos a realizar:

– Rico? Tô rico de felicidade, de experiência. Gosto de receber o que recebo, tô satisfeito. Tinha outras formas de ganhar mais, saía muito pra fazer trabalhos em escolas fora do Rio. Mas hoje a idade pesa um pouquinho.

“Jamais pensei que seria referência”

Luiz Fernando do Carmo virou Laíla e entrou pra história da festa popular mais famosa do planeta ao trilhar uma bem-sucedida trajetória. Embora não buscasse isso, é ciente de que virou referência quando o assunto é direção de carnaval. No entanto, não aponta um sucessor.

– Acho válido uma escola ter diretor de carnaval a partir do momento que esse profissional tenha conhecimento. Esse cargo surgiu pra banir a direção de harmonia. Eu, aqui na Beija-Flor, assumi direção de carnaval e harmonia pra não ter ninguém me mandando que saiba menos que eu. Jamais pensei que seria referência. Mas não indico ninguém. Ninguém me indicou pra nada – lembra Laíla, que já emprestou seu talento a outras bandeiras, como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Grande Rio.

Apesar do vasto currículo e de uma vida dedicada ao samba – em 2018, Laíla completa 50 anos como diretor de carnaval -, ele não fala em aposentadoria.

– Ninguém se realiza antes da morte. Ainda tenho muita coisa pra fazer. Na vida pessoal, não quero mais nada. Na vida profissional, estou sempre buscando – conclui.

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Por Redação

Há exatos 30 dias, o Ministério do Trabalho interditava alguns barracões da Cidade de Samba e notificava outros, exigindo melhorias estruturais nos espaços. Desde então, a agonia é generalizada entre artistas, dirigentes e sambistas de toda parte. Carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Cahê Rodrigues usou as redes sociais nesta sexta-feira, 17, para esbravejar contra a situação de inércia imposta pelo órgão federal.

O enredo de Cahê e da Imperatriz homenageia o bicentenário do Museu Nacional. A escola será a quinta a desfilar na Segunda-feira de Carnaval. A temporada de 2018 marca o sexto desfile seguido do artista na verde e branco.

*Foto de Capa Michele Iassanori

 

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Por Redação

Dá pra definir o ano de 2017 como um dos piores – se não for o pior – da história do Carnaval. Acidentes trágicos na Avenida, crise, cortes significativos na subvenção do Especial e da Série A, interdição nos barracões… e pra completar a Justiça Federal do Rio de Janeiro decidiu que a São Clemente tem que deixar a quadra situada na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. O despejo é decorrência de uma ação de reintegração de posse do terreno para a União.

Na noite da última terça-feira, 14, funcionários da São Clemente encheram caminhões com pertences da escola de samba que estavam na sede. O local foi lacrado pela justiça na tarde desta quarta-feira, 15.

– Preciso acatar as leis. Vamos fazer tudo que é possível para ter a quadra de volta em breve. Cada tijolo colocado foi dos clementianos. Cada momento vivido nessa quadra foi de alegria, esperança e carinho – falou o presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, nas redes sociais.

Decisão judicial despejou São Clemente de quadra na Presidente Vargas – Foto: Irapuã Jeferson

A decisão do juiz Carlos Guilherme Francovich Lugunes, da 22ª Vara Federal do Rio, do processo que se arrastava na justiça há 14 anos, não deixou outra alternativa à São Clemente, que deixou o local.

Em setembro do ano passado, a única representante da Zona Sul no Especial já havia passado pelo mesmo trauma e teve que deixar a quadra. Até a final de samba-enredo da escola foi realizada fora do local, na Cidade do Samba. Um mês depois, em outubro, outra deliberação judicial garantiu direito à agremiação de continuar na quadra por 180 dias. O processo se arrastou até a derradeira decisão tomada agora em novembro de 2018.

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Por Redação

Paulo Barros já tinha mostrado, quando abriu as portas de casa para o Sambarazzo, em Itaipu, no Rio de Janeiro, o quanto é apaixonado pelos cachorros. Mas nesta terça-feira, 31, o carnavalesco caprichou na dose de amor e fez do barracão da Unidos de Vila Isabel, na Cidade do Samba, o lar provisório de sete filhotinhos abandonados.

– Nasceram aqui do lado do barracão. Estavam no meio do lixo… – lamentou o artista.

Pegou pra criar! Paulo Barros não resistiu, e acabou ficando com dois dos filhotes abandonados I Foto: Arquivo pessoal

Tão logo abrigou e alimentou os cães, Paulo Barros usou a conta pessoal do Instagram pra saber quem gostaria de adotar. Os bichinhos, claro, fizeram o maior sucesso na internet.

– Não paro de receber mensagens, mas já estão todos adotados, a procura tá imensa. E eu fiquei com dois – comemorou o autor do desfile de 2018 da Vila Isabel, “Corra que o futuro vem aí”, assinado em parceria com Paulo Menezes.

Barriga cheia! O carnavalesco, com a ajuda da equipe da Vila Isabel, resgatou os cães e os alimentou nas dependências da azul e branco na Cidade do Samba I Foto: Arquivo pessoal

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Por João Paulo Saconi

Presidentes das escolas de samba e funcionários dos barracões da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, foram surpreendidos nesta quinta-feira, 19, com uma ação do Ministério do Trabalho. Após uma inspeção feita nas instalações do complexo na última quarta-feira, 18, os dirigentes receberam hoje ofícios que impedem os barracões de funcionarem até que sejam cumpridas as adequações exigidas pelo ministério. As instalações elétricas e as condições de trabalho seriam o motivo da interdição.

Foto: Leonardo Queiroz

Presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, confirmou a informação à reportagem do Sambarazzo. Segundo ele, as agremiações estarão com os espaços lacrados já a partir de sexta, 20, quando devem se reunir novamente com representantes do ministério para apresentar seus devidos representantes legais: advogados e técnicos de trabalho. Renatinho ainda disse que a situação se estende para as outras 12 escolas do Grupo Especial do Rio.

Funcionários foram dispensados

Por ordem do Ministério do Trabalho, as luzes dos barracões foram desligadas e os profissionais dispensados, relatou uma fonte ao Sambarazzo:

– As escolas mandaram a gente pra casa e apagaram as luzes. Sobrou só o porteiro do barracão.

A Cidade do Samba foi inaugurada em 2006, na gestão do então prefeito do Rio César Maia, em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa.Em 2011, os barracões de Portela, União da Ilha e Grande Rio sofreram um incêndio a poucos dias do Carnaval. Desde então, a atuação do Corpo de Bombeiros foi reforçada.

Ocupando 92 mil m2, o projeto custou R$ 100 milhões, segundo os números disponibilizados no site oficial da Cidade do Samba. São 14 barracões à disposição das escolas, sendo que o de número 1 é ocupado pela própria liga, que também não foi poupado pelo Ministério

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Por Luiz Felippe Reis

Em tempos de crise e de corte na subvenção municipal – o prefeito Marcelo Crivella reduziu a verba pras agremiações de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão -, as escolas de samba ganharam uma boa notícia na última semana. É que um projeto de lei, de autoria do deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PMN), que também é presidente da verde e rosa, foi aprovado e vai aliviar os gastos das contas de água e esgoto das escolas de todos os grupos.

As agremiações passarão a pagar apenas o que a Cedae – Companhia Estadual de Águas e Esgotos – chama de “tarifa social de água”, que reduz em aproximadamente 70% os gastos nas contas mensais desses serviços citados, normalmente cedidos pela empresa estatal aos clubes desportivos de bairro, moradores das favelas e conjuntos habitacionais populares.

– A importância é que são todas as escolas beneficiadas, até o Grupo E, lá da Intendente Magalhães. É uma maneira da gente ajudar as escolas como instituições culturais, sociais e educacionais. E ainda mais num momento desse, que o prefeito tirou a subvenção de maneira absurda. A Petrobras não patrocina mais, o governo do estado também não. Cada escola perdeu R$ 2,5 milhões nos últimos anos. Hoje, o que se arrecada não é compatível com o espetáculo que as escolas fazem. A gente precisa se reunir e discutir os gastos. A Mangueira, por exemplo, encarou uma dívida quase que impagável. Se nada for feito, o Carnaval corre sérios riscos em 10 anos – alertou Chiquinho da Mangueira, que é presidente da verde e rosa desde 2013.

Autor de projeto que vai baratear contas de água e esgoto das escolas de samba, o deputado e dirigente do samba Chiquinho da Mangueira exalta importância da lei, mas alerta: ‘O Carnaval corre riscos em 10 anos’ – Foto: Reprodução

Pra determinar o valor exato que as escolas devem pagar na “tarifa social da água”, Chiquinho ainda depende de uma reunião na Liesa e dos valores das três últimas contas de água das agremiações para que haja um cálculo preciso.

Na época mais próxima ao Carnaval, as escolas do Grupo Especial chegam a pagar de água e esgoto um valor que varia de R$ 15 mil a R$ 20 mil mensais, só no barracão. Juntando com a quadra, o gasto pode chegar aproximadamente a R$ 25 mil. Chiquinho acredita que o desconto deve possibilitar às agremiações pagamentos de apenas 30% desse valor.

Numa conta rápida, usando um gasto arbitrário: quem paga R$ 22 mil normalmente, passaria a desembolsar R$ 6,6 mil.

O projeto não teve problemas para ser aprovado na Alerj, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e fica na dependência da sanção do governador Luiz Fernando Pezão.

Os descontos são dados ao CNPJ, ou seja, vale para quadra, barracão e qualquer espaço em nome da escola de samba. A contrapartida que as agremiações devem fornecer ao estado é a cessão das quadras aos colégios públicos vizinhos para atividades estudantis.

*Foto de Capa: Alexandre Macieira/Riotur

 

 

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A bruxa tá solta no complexo de barracões da Cidade do Samba. Depois de dois acidentes – no Império Serrano e na São Clemente -, com uma morte (Igor Sergio, escultor-assistente da São Clemente) e uma pessoa ferida (Paulo Elias, vice-presidente de carnaval do Império) em menos de uma semana, agora foi a vez da Imperatriz Leopoldinense passar por problemas. É que um incêndio de pequeno porte tomou conta do primeiro andar da fábrica de alegorias da verde e branco na manhã desta quarta-feira, 6. Desta vez, ninguém se feriu.

O fogo se alastrou no único carro alegórico que ainda não havia sido desmontado do Carnaval 2017. O diretor de carnaval Wagner Araújo informou que o incêndio por si só não chegou a assustar, mas a fumaça acabou sendo muito intensa, porque o fogo entrou em contato com uma parte de espuma da alegoria.

A fumaceira foi tanta que apavorou até os funcionários da Mangueira – vizinha da Imperatriz na Cidade do Samba – que chegaram a desocupar o barracão da verde e rosa até que a fumaça fosse debelada.

– Era um pedaço de espuma de uma alegoria que era uma cobra. Era a última que faltava desmontar. Não havia possibilidade de pegar fogo em lugar nenhum, os outros carros são só ferro. O próprio funcionário que tava cortando os ferros, desmontando, resolveu o problema. Deve ter sido fagulha da máquina de corte. Não tô no barracão, ainda não sei o que causou o incêndio – explicou Wagner.

O fogo já foi controlado, e os operários da Imperatriz aguardam a redução da fumaça para voltar ao batente no barracão.

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Na reta final da gravidez de Yolanda, a primeira herdeira de Juliana Alves, a atriz faz jus à frase “gravidez não é doença” e vai a todo canto que pode ostentar o belo barrigão de oito meses. Na noite desta quinta, 24, a atriz da Rede Globo, que há cinco carnavais é a dona do posto de rainha de bateria da Unidos da Tijuca, foi à quadra da escola, no Rio, e, claro, fez o maior sucesso.

O trio de carnavalescos Marcus Paulo Oliveira, Annik Salmon e Hélcio Paim (foto acima) paparicou Ju a noite toda e mostrou ansiedade para a chegada da futura sambista, que já ganhou da mamãe e do papai, o diretor de TV Ernani Nunes, um fofo quartinho em tom violeta.

Juliana Alves já aprontou o enxoval de Yolanda e mostrou detalhes do quartinho da bebê I Imagens: Reprodução Instagram/TV Globo

Aos 35 anos, Juliana Alves é uma das rainhas mais ativas das escolas de samba do Rio, e aparece com frequência nos eventos na Tijuca, como fez recentemente no anúncio oficial do enredo da agremiação para 2018, que vai homenagear o ator e escritor Miguel Falabella.

A rainha também recebeu o carinho do mestre de bateria Casagrande I Foto: Instagram

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Por Redação

Rainha de bateria da Grande Rio, a atriz Juliana Paes esteve no barracão da escola na Cidade do Samba, no Centro do Rio, nesta quinta-feira, 24, e parou o complexo de barracões. Por onde passou, a Bibi perigosa de “A Força do Querer”, novela das 21h da TV Globo, chamou atenção dos sortudos que estavam na fábrica de alegorias das agremiações do Grupo Especial.

Ela, que aproveitou a visitinha pra conhecer o figurino criado pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage para brilhar na Sapucaí, já tá toda ansiosa para o dia da grande final de samba-enredo da tricolor e também da coroação dela como realeza máxima da bateria ‘Invocada”. É que os dois acontecimentos rolam na mesma data, 2 de setembro, um sábado, na quadra em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Em maio, Juliana Paes topou o convite pra ser rainha de bateria da escola e, mesmo balançada por causa dos compromissos profissionais e da maternidade – ela é mãe de dois meninos, Antônio e Pedro -, considerou irresistível o chamado do presidente de honra da escola, Jayder Soares, e do promoter e amigo David Brazil, e disse o esperado “sim” à tricolor de Caxias.

Ela entra no lugar da também atriz Paloma Bernardi, que teve dois anos de reinado à frente dos ritmistas de mestre Thiago Diogo.

Vale prestigiar a coroação de Juliana e conhecer a trilha sonora oficial do enredo “Vai para o trono ou não vai?”, em homenagem ao apresentador de TV Abelardo Barbosa, o Chacrinha, de autoria dos carnavalescos Renato e Márcia Lage, estreantes na escola.

*Fotos: David Brazil

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Não foi só o elenco da Unidos de Vila Isabel que sofreu mudanças para o Carnaval 2018. A chegada dos carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes, e da comissão formada pelo trio Moisés Carvalho, Luiz Guimarães e Ricardo Fernandes também “abalou” as estruturas do barracão da escola, na Cidade do Samba.

Desde que o time ocupou as dependências da azul e branco, uma reforma geral tomou conta do espaço onde são confeccionadas fantasias e alegorias para a festa na Sapucaí. A primeira etapa foi com uma super faxina, que o Sambarazzo mostrou em maio deste ano.

– Problemas sempre vão existir, mas a organização faz você minimizá-los, faz você saber como vai gerenciar. Olhamos em volta e sabemos o que temos. Passamos mais tempo aqui do que na nossa própria casa, então não tem porque não fazermos desta forma – destaca Moisés Carvalho, que foi parceiro de Paulo Barros no último campeonato da Portela.

Entre as modificações nos quatro andares do barracão da Vila, houve a criação de um espaço exclusivo para carpintaria, uma área própria para os operários trabalharem com os ferros (antes ficam espalhados pelo pátio), uma nova pintura de todo o lugar, reforma na recepção (será inaugurada em breve), criação de um refeitório multiuso (espelhado, o local também será utilizado para treinos dos casais de mestre-sala e porta-bandeira), instalação de exaustores para amenizar o forte cheiro de tinta na área de pintura das peças que vão pra Avenida, entre outras modificações.

Atualmente, a Vila Isabel está na fase de desmonte das alegorias e, tão logo o processo acabe, dará início à produção dos carros da próxima temporada. O enredo já foi divulgado, “Corra que o futuro vem aí”, e a agremiação será a terceira a desfilar no Domingo de Carnaval.

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*Imagens: Eduardo Hollanda

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Por Rafael Arantes

O Carnaval deste ano teve um sabor muito especial para mestre Ciça. O comandante da bateria da União da Ilha conseguiu três notas dez das quatro recebidas, garantindo os 30 pontos válidos para o quesito. De quebra, levou a Tricolor o Estandarte de Ouro, inédito até então para o veterano. Mesmo com as conquistas, o diretor ainda não sabe ao certo o que será de seu futuro no Carnaval. O mestre, que revelou ao Sambarazzo que pensou em se aposentar em 2018, admite que ainda não renovou seu vínculo com a Ilha, mas que o desejo inicial é de permanecer na agremiação.

– Até segunda, pelo menos, eu ainda estou na Ilha. Não sei o que vai acontecer, está cedo ainda. O Carnaval está acabando hoje e eu tenho que agradecer muito à União da Ilha. Acho que cumpri minha missão na escola. Mas vamos ver o que vai acontecer… Querer ficar, eu quero, mas sou profissional. Temos que esperar – comentou.

Foto: Rafael Arantes

Mesmo com o futuro ainda incerto, o mestre fez questão de elogiar o carinho que sempre recebeu dos integrantes da Ilha. Segundo ele, a escola foi a grande responsável por reanimá-lo após o período conturbado que enfrentou quando deixou a Grande Rio, depois do Carnaval de 2014.

– É claro que estou feliz. É um momento muito importante pra mim, uma reviravolta muito grande na minha vida. A Ilha me acolheu quando eu estava triste, abriu os braços pra mim e me jogou pra cima. Sou muito feliz de ter conseguido resgatar a alegria da rapaziada da Ilha, do “Bonde do Caveira” – disse.

 

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Por Rafael Arantes

Um dos assuntos mais comentados antes do Carnaval deste ano foi a implantação da cabine dupla de julgadores e, após a apuração, nem todo mundo bateu palma para a inovação da Liesa. Coreógrafo da Mangueira e do Império Serrano, Junior Scapin foi avaliado com um 10 e um 9,9 no módulo no desfile da verde e rosa e questionou o julgamento.

– Como dois julgadores vendo a mesma coisa, separados por uma parede, me dão notas diferentes?! Respeito, mas não aceito. Acho que a Liesa precisa olhar direitinho para essa cabine. É o trabalho de um ano que passa por ali – desabafou.

Foto: Rafael Arantes

Campeão na Série A pelo Império, o coreógrafo ainda não sabe em qual das duas escolas deve permanecer, mas garante que o saldo do Carnaval em dose dupla foi muito positivo.

– Fui muito feliz nas duas escolas, mas ainda não sei o que acontecerá no ano que vem. Não conversei com nenhuma das duas ainda, mesmo o Império já tendo me procurado. São duas grandes escolas e tenho que decidir direitinho até o que eu mesmo vou querer pra mim – afirmou.

Campeão na Série A, Scapin ficou com o 4° lugar no Grupo Especial.