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Por Redação

Porta-bandeira das mais premiadas da história do Carnaval, Lucinha Nobre vai experimentar uma nova função na festa. É que a dançarina da Portela será comentarista dos desfiles da Série A, pela TV Globo. O contrato já foi assinado com a emissora, e a artista vai dividir espaço, por exemplo, com o carnavalesco Leandro Vieira (Mangueira) nas análises da transmissão do canal carioca na Sexta e no Sábado de agito no Sambódromo.

Lucinha Nobre foi confirmada pela Globo nesta terça-feira, 16 – Fotos: Marcos Salles

A bailarina ficou radiante com a novidade.

– Eu sonho com isso desde sempre. Não chorei na assinatura, mas chorei quando fui confirmada – festejou Lucinha, dona de quatro Estandartes de Ouro (prêmio concedido pelo Jornal O Globo aos melhores do Carnaval) – 1993, 2003, 2006 e 2007.

Além dela e de Leandro Vieira, já estão confirmados no time de comentaristas o carnavalesco Chico Spinosa e o cantor Mumuzinho. A apresentação dos desfiles na emissora oficial dos desfiles das escolas de samba da Série A será, pelo segundo ano seguido, dos jornalistas Carlos Gil e Mariana Gross.

Por Luiz Felippe Reis

Campeã depois de 33 anos e dona de uma fanática torcida espalhada pelo mundo, a Portela tem buscado – e tem todos os atributos pra conseguir – a necessária autossuficiência financeira. A escola quer ‘cair’ no mercado e atrair parceiros, através da valorização da pesada marca, uma das mais fortes do Carnaval. Entre os pilares dessa busca, ainda incipiente no universo da festa, o marketing se impõe.

A Portela investe no setor e tem tentado melhorar as relações comerciais. Em 2015, a diretoria portelense implementou o programa de sócio-torcedor “Águia no Coração”, voltado para a imensa legião de torcedores. O método de geração de receitas é um sucesso no futebol, e a águia foi buscar empresas experientes na área visando também ser bem-sucedida. Há dois meses, a azul e branco fechou um contrato com a Saravah Branding, Comunicação e Design, que terá a responsa de cuidar da marca da agremiação e traçar novas estratégias, num plano inédito em terras carnavalescas. Com mais de 316 mil pessoas conectadas, a página oficial da azul e branco no Facebook também é um retrato da atenção especial dada à valorização da marca. Parcerias, intercâmbios, palestras… ajudam a fortalecer o trabalho nessa direção.

A águia quer voar mais alto: ‘A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí’ – Foto: Michele Iassanori
A marca do programa de sócio-torcedor portelense – Foto: Divulgação

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães sabe que é fundamental pras escolas diminuir as dependências das canetas municipais, nem sempre tão generosas.

– Fiz essa aposta: no título e na marca. O título eu acreditava pelo trabalho que estava sendo feito, e a marca é gigantesca. A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí, e os resultados só vêm a médio prazo. Não é questão de ser pessimista, mas nunca mais seremos os mesmos. Tem que ter recursos públicos, mas as escolas precisam ter recursos alternativos. Queremos ‘cair’ no mercado – comentou o dirigente, que foi palestrante na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior congresso de cientistas e inovadores brasileiros, há cinco meses.

‘Tem que chegar mais gente, tem espaço’, comentou o presidente portelense, Luís Carlos Magalhães – Foto: Irapuã Jeferson

Comentarista de Carnaval antes de assumir a presidência – após a trágica morte de Marcos Falcon -, Magalhães acredita que a chegada de novos perfis de dirigentes podem contribuir com o samba.

– Tem que chegar mais gente, tem espaço. Dá pra administrar sem ser patrono. Eu tô animado por tudo, mas, olha, cansa pra caramba, e tem a cobrança em casa também – concluiu, aos risos.

De olho no bicampeonato que não rola desde os anos 1960, a Portela será a segunda a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De repente de lá pra cá e “dirrepente” daqui pra lá”, assinado pela professora Rosa Magalhães.

Por Redação

Dois velhos parceiros de Portela, Noca e Monarco resolveram reatar a aliança entre eles. A paz foi celebrada no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, na tarde da última segunda-feira, 30. Os dois, juntos, cantaram o hino portelense, escrito por Chico Santana, logo na abertura da atração e conversaram sobre música e as histórias que viram na escola de samba ao longo de várias décadas de amizade.

Amigos para sempre! Noca e Monarco reataram a amizade no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, na tarde desta segunda-feira, 30. – Foto: Reprodução/TV Brasil

Os dois baluartes da maior campeã da festa se afastaram em 2016, quando uma briga generalizada aconteceu na quadra da Águia pouco depois do anúncio do samba campeão naquela oportunidade. A torcida da obra escrita por Noca e outros compositores – derrotada no concurso – teve responsabilidade no caso, e a confusão gerou a expulsão do veterano da Velha Guarda portelense.

No programa de TV, Noca tratou de explicar que o desentendimento entre os sambistas acabou se consolidando por uma falha na comunicação entre eles. Após um ano, os dois são amigos de novo.

– Eu e Monarco jamais brigaríamos. Houve uma falta de comunicação da nossa parte. O que aconteceu na Portela, após o resultado, eu nem estava mais na Portela. Os meus netos me levaram embora. Uma jornalista me ligou, perguntando sobre o tumulto, e eu disse que iria me afastar. O Monarco ficou sabendo e botou pra quebrar no dia seguinte. Mas sempre nos respeitamos, nos admiramos – explicou Noca.

Monarco lembra do episódio, mas prefere focar no presente e no futuro dos dois. Na história, que tinha tudo pra terminar num afastamento definitivo entre os chapas, o perdão falou mais alto. O samba agradece.

– Ele dizer que nunca mais iria pisar na Portela me deixou triste. Decidimos fazer as pazes, nos falamos.  Prefiro deixar isso pra trás. Fiquei triste, porque nunca tinha visto aquilo na Portela, e a culpa caiu sobre a torcida dele, e me deixou chateado porque minha Portela não merece isso. A escola abre as portas, a Portela está sempre de braços abertos. E para o Noca não será diferente – comentou Monarco, demonstrando que perdoou mesmo o amigo.

Curiosamente, o “Sem Censura” convidou para o programa uma psicóloga para falar sobre a importância das amizades no cotidiano do ser humano. O nome dela? Mônica Portella. É, a azul e branco de Madureira tá mesmo no caminho desses dois.

Confira o programa na íntegra:

Por Kaio Sagaz

Título recém-conquistado, torcida das mais fanáticas do Carnaval, e uma comunidade que vive intensamente tudo o que acontece nas dependências da azul e branco. Esses ingredientes da Portela são pra lá de positivos, mas nada fáceis de administrar. Ciente disso, o presidente Luís Carlos Magalhães não faz rodeio. Vai direto ao ponto na hora de falar dos problemas provocados pela lotação esgotada da quadra, em Madureira, durante a final de samba-enredo que rola na madrugada deste sábado, 14.

Segundo o dirigente, o controle de acesso aos camarotes foi uma missão quase impossível de ser executada.

– Infelizmente, a gente não tem mais estrutura profissional pra isso. No camarote, tem gente que não era pra estar ali e quem deveria estar, não está, não consegue entrar. O samba é isso, não tem estrutura profissional. Todo mundo dá carteirada, aí eu teria que brigar, e eu não posso brigar com ninguém. O samba é isso – disse Luís, com boa dose de sinceridade, em conversa com o Sambarazzo.

Presidente da Portela admite problemas de organização nos camarotes: ‘tem gente que não era pra estar ali e quem deveria estar, não está, não consegue entrar’ – Foto: Irapuã Jeferson

Briga do lado de fora da quadra

Outro registro de confusão foi na parte externa da quadra. Um vídeo que circula na internet mostra seguranças agredindo uma pessoa que tentava entrar na quadra, mas que foi impedida por causa do fechamento dos portões. Luís Carlos lamentou o incidente, registrado por uma pessoa que tentava entrar na quadra.

Veja o vídeo:

– Eu tenho que lamentar, se houve isso realmente. Repito, se houve isso realmente. Não tava sabendo. Não tenho como cuidar de tudo – explicou.

Na final de samba-enredo do ano passado, uma pancadaria tomou conta da quadra, assustando quem estava acompanhando a festa. A confusão gerou diversas expulsões da Portela, inclusive de Noca, importante compositor portelense.

Samba de Samir Trindade vence disputa

playlist do Carnaval 2018 vai ficando perto de se completar. Nona escola do Especial a definir samba-enredo pro ano que vem, a Portela encerrou o concurso de obras escolhendo a trilha sonora de Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão.

O samba vencedor já era apontado como favorito pela internet, ganhando adesão de portelenses e até de torcedores de outras escolas. Líder da parceria, Samir fatura a terceira disputa seguida.

A Portela será a segunda a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”, da carnavalesca Rosa Magalhães.

Por Redação

Um dos homens mais importantes da história da Portela, Marcos Falcon, que morreu assassinado há exatamente um ano, será celebrado nesta terça-feira, 26, onde mais gostava de ficar: na quadra da azul e branco. A escola vai realizar uma missa em memória do líder portelense. A cerimônia, que será comandada pelo padre João Paulo, irá ocorrer na quadra às 20h.

A Portela prepara uma homenagem a Marcos Falcon, que foi eleito presidente da Águia em maio de 2016. Com a morte do dirigente, o vice dele, Luís Carlos Magalhães, assumiu o comando e dedicou a Falcon o título que viria meses depois, já no Carnaval 2017.

A missa é aberta a todos os segmentos da azul e branco e torcedores em geral. A escola pede que o público compareça usando camisa da escola.

Exatamente há um ano, no dia 26 de setembro de 2016, o líder foi assassinado a tiros dentro do comitê de campanha – ele era candidato a vereador no Rio de Janeiro -, em Madureira, na Zona Norte do Rio.

Por Redação

A “Portelinha”, quadra histórica da Portela – atual campeã do Carnaval -, passou por uma recauchutada esperta nas suas dependências. A Velha Guarda botou as mãos à obra e deixou o lugar um brinco aos visitantes. A sede ainda é usada pela escola de samba em eventos de menor porte.

A casa oficial da Águia é o chamado “Portelão”, que tem capacidade maior e costuma receber as principais atividades da principal campeã da festa.

Fotos: Reprodução/Facebook da Portela/PH

Por Luiz Felippe Reis

Dominado pela intolerância e ausência quase que total de amor ao próximo, o mundo atual ainda guarda espaço para boas ações, que valem muito em tempos tão difíceis. A Portela, dando o exemplo, vai dar oportunidade a um jovem compositor – portador de uma deficiência mental – de apresentar o seu samba na disputa de obras concorrentes para o Carnaval 2018 no próximo domingo, 20. Mário Henrique, de 15 anos, vive às vésperas de uma tarde certamente inesquecível pra ele na quadra.

O menino não vai estar na competição oficial por não ser da ala de compositores, mas a diretoria portelense abriu uma exceção e vai deixar o compositor soltar a voz e mostrar pro mundo como traduziu em forma de música o enredo ‘De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá”, de Rosa Magalhães.

Portador de uma deficiência mental, Mário Henrique vai participar da apresentação de sambas concorrentes da Portela – Foto: Arquivo pessoal

Companheira em todas as jornadas de Mário Henrique, a mãe dele, Dona Rose Fagundes, está radiante com a chance que o filho tem na Águia de Madureira.

– Nós ficamos assim… nossa… muito felizes. Parece até brincadeira. A gente nem sabe como explicar o que sentimos. Ele é portelense, adora samba, viu a sinopse e resolveu fazer e gravou em casa. Ele já está ansioso, tá doido pra se apresentar. Não esperava essa ação da Portela, foi muito bonito o que eles fizeram de dar esse apoio pra ele. Não sabia que ele seria tão bem acolhido. Eu fiquei emocionada por tudo – diz, agradecida.

Auxiliar administrativo de uma empresa de ônibus, Rose sempre viu de perto a paixão de Mário Henrique pelo Carnaval do Rio de Janeiro. Há três anos, foi ela mesmo que levou o menino pra escola mirim Filhos da Águia. Lá, durante esse tempo, ele toca tamborim. Mas foi agora, em 2017, que o garoto se entendeu compositor e resolveu escrever para a Portela. Conhecendo melhor neste ano os bastidores das disputas de samba, Dona Rose espera planejar junto do filho os próximos passos na função de compor.

– Nós chegamos na quadra pra mostrar o samba sem saber de nada. Nem como mostrar o samba, nem sobre os custos da disputa, nós simplesmente fomos lá. Pro ano que vem, a gente vai planejar melhor isso. Acho que ele tem que começar pela mirim, ou talvez entrando numa parceria. Mas isso tudo é maravilhoso. Fiquei feliz pela repercussão toda e eu espero que outras pessoas que nem ele possam se animar também, existem pessoas boas no mundo. Eu tô muito feliz com a Portela – finaliza.

Mário Henrique (ao centro), com a família! A mãe, Dona Rose, e o pai, Seu Mário – Foto: Arquivo pessoal

Presidente do conselho deliberativo da Portela, Fábio Pavão vê a solidariedade e a inclusão como deveres não só das escolas como da sociedade e também vê importância na entrada dos mais jovens no samba.

– Tem duas questões envolvidas isso. A primeira é a inclusão de pessoas portadoras de deficiência na sociedade. Isso é um dever nosso como cidadão. E não envolve só as escolas de samba, mas a sociedade como um todo. E sobre as escolas de samba… É um jovem querendo participar. E no momento que nós vivemos hoje é fundamental que haja uma renovação, que as escolas despertem nos jovens o interesse pelas atividades das escolas de samba. Todo jovem que queira participar tem que ser incentivado, e a Portela fez isso – comentou Pavão, que também integra a comissão de carnaval portelense, junto de Júnior Schall, Claudinho Portela e Marco Aurélio Fernandes.

A repercussão do menino especial compositor começou forte pela campanha feita pela página no Facebook “Sambistas da Depressão”, que ficou sabendo da história do menino e resolveu ajudar, convocando os cantores do Carnaval para auxiliar Mário Henrique na gravação. E, daí, foi uma chuva de solidariedade. Diversos intérprete se prontificaram a entrar nessa:

Wander Pires (Mocidade), Zé Paulo Sierra (Viradouro), Leonardo Bessa (Salgueiro), Diego Nicolau (Renascer), Leozinho Nunes (São Clemente), Lucas Donato (Império Serrano), Hudson Luiz (Salgueiro), Thiago Brito (Unidos de Bangu), Igor Vianna (Alegria da Zona Sul), Tem-Tem Jr. (Caprichosos), Luizinho Andanças… e outros

No Domingo, na quadra, ele abre a apresentação dos sambas concorrentes. Mário Henrique terá no palco com ele os cantores Celsinho e Rafael Faustino, que é da Filhos da Águia.

Confira o samba do menino com a gravação original dele:

A quadra fica na Rua Clara Nunes 81, em Madureira. A entrada é franca. Mesas vão custar R$ 20. Camarotes inferiores e superiores (ambos com 15 lugares) sairão por R$ 150 cada. A classificação é livre. Mais informações: 3256-9411.

Por Redação

Campeão pela Portela em 2017, o carnavalesco Paulo Barros, hoje na Vila Isabel, parece que não esqueceu alguns amigos que deixou na águia. Nesta quinta-feira, 17, dia do aniversário de 84 anos de Monarco, líder da Velha Guarda portelense, ficou claro o sentimento de afeto que o artista ainda carrega pelo baluarte.

É que Paulo fez questão de mandar os parabéns a Monarco pelo Instagram e se derreteu todo a quem ele chamou de ‘meu pai portelense’.

– Quem nunca teve a oportunidade de estar “perto”, em tempo algum, conseguirá mensurar o que significa este senhor. Por mais que eu tente, acho que nunca conseguirei “traduzir” a alma e o espírito desse ser humano… É simplesmente inexplicável! Que Deus nos permita ter você por perto por uma eternidade. Te amo do fundo do coração Parabéns, meu “pai” portelense – publicou o carnavalesco da Vila.

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Por Redação

Fim da linha para o período mais misterioso do Carnaval: o da escolha dos enredos. Todas as 13 escolas do Grupo Especial já sabem – e todo mundo também – sobre o que vão falar no próximo desfile.

O resgate de temas críticos se destaca. Pelo menos cinco enredos abriram as portas a reflexões de toda sorte, seja de caráter social ou cultural. Racismo (Tuiuti), xenofobia (Portela), preconceito contra mulheres (Salgueiro), desigualdade social (Beija-Flor) e até um debate mais profundo sobre os destinos da festa na Sapucaí, com a Mangueira. Outras narrativas históricas e culturais também compõem uma safra de enredos digna de aplausos.

DOMINGO

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

 

 

Jorge Silveira estreia no Especial e leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

 

 

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

 

 

Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

 

Atual campeão, Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi.

 

SEGUNDA

O multifacetado Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.

 

 

 

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

 

 

Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância.

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e mais um a lançar críticas sociais abrangentes.

 

O Carnaval do Grupo Especial começa em pouco mais de seis meses, a partir do dia 11 de fevereiro.

 

Foto de capa: Cezar Loureiro/Riotur

Por Redação

Ex-diretor de carnaval de Vila Isabel e Mangueira, Júnior Schall acertou nesta quarta-feira, 26, ida pra Portela. Outro reforço da campeã de 2017 é Marco Aurélio Fernandes, que é representante da Águia na Liesa. Os dois integram a partir de agora a comissão de carnaval da azul e branco ao lado de Claudinho e Fábio Pavão, que analisou a chegada dos dois ao time.

– O Marquinhos já faz parte da Portela como um dos nossos representantes na Liesa. Ele também já atuou nessa função, dentro da comissão em outra época. Agora ele retorna trazendo sua experiência. O Schall também é um profissional qualificado, que já foi campeão e tem passagem por várias escolas. Ele chega à Portela para somar à nossa comissão – comentou Pavão, que também é presidente do Conselho Deliberativo.

Comissão formada! Marco Aurélio Fernandes, Claudinho, Fábio Pavão e Júnior Schall vão trabalhar nos bastidores da azul e branco de Madureira – Foto: Divulgação

Júnior Schall é o quinto reforço da Portela para o campeonato de 2018. Antes dele, a escola encorpou a equipe de carnaval com a carnavalesca Rosa Magalhães, o coreógrafo Sérgio Lobato, o mestre-sala Marlon Lamar e a porta-bandeira Lucinha Nobre.

A Portela será a segunda a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De Repente de Lá Pra Cá e Dirrepente de Cá Pra Lá…”.

Por Redação

A sorte foi lançada. As 13 escolas do Grupo Especial conheceram na noite deste sábado, 15, a posição exata em que vão desfilar no Carnaval 2018. Mas Mocidade e Tuiuti foram além do sorteio, que rolou durante a quarta edição da Carnavália Sambacon, no Centro do Rio, e resolveram, em comum acordo, trocar as posições sorteadas nas bolinhas.

O apresentador da Liesa, Jorge Perlingeiro, com o vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco, e o presidente da Tuiuti, Renato “Thor. Entre eles, ainda, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta – Foto: Irapuã Jeferson

A verde e branco perdeu a disputa entre os pares com a Portela e ficou no Domingo, enquanto a Tuiuti nem testou a sorte, já que estava previamente posicionada como a última escola do primeiro dia, mas livre para alterar, caso quisesse. E assim foi. Mocidade passou ao derradeiro posto, enquanto a representante de São Cristóvão ficou na quarta posição da noite de abertura do Grupo Especial.

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco queria a Mocidade com a concentração em frente ao prédio dos correios, e o presidente da Tuiuti, Renato “Thor”, tava de olho num horário um pouco mais cedo.

– Pra gente é melhor, a gente já tem uma estrutura montada pra desfilar nos Correios, teríamos que montar uma estrutura nova no Balança. E a questão de horário também, pra Tuiuti era melhor, ele (Thor) queria desfilar mais cedo, chegamos a um denominador comum. Não houve resistência dele. A gente já deixou ajustado desde antes – revelou Rodrigo Pacheco.

Com a última posição de domingo já garantida, “Thor” era possivelmente o dirigente menos ansioso entre todos da noite de sábado. Ao fim das contas, bom pra ambas as partes.

– Tô numa posição confortável. O que for bom pra gente, a gente troca. Mas vamos fazer um belíssimo Carnaval para que a Tuiuti seja vista como uma escola do Grupo Especial. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu ano passado… acidentes acontecem. Eu não trabalhei um ano inteiro para aquilo acontecer. Mas repito hoje aqui. A Tuiuti é uma escola do Especial e quem esperar vai ver – disse “Thor” pouco antes do sorteio.

As duas escolas de samba já têm enredo. Enquanto a Mocidade vai exaltar a Índia, país da Ásia Meridional, com “Namastê: a Estrela que habita em mim, saúda a que existe em você”, de Alexandre Louzada, a Tuiuti lança um tema capaz de fazer refletir: ‘Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?”, de Jack Vasconcelos.

O Carnaval 2018 está marcado para a segunda semana de fevereiro, a partir do dia 9 (Sexta-feira).

 

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Por Redação

A Beija-Flor de Nilópolis conta com um time que reúne algumas das figuras mais famosas do Carnaval, como Neguinho da Beija-Flor e Selminha Sorriso. Mas o nome da escola a roubar a cena na noite deste sábado, 15, foi o de um cara pouco conhecido do público: Almir José Reis.

Atuando nos bastidores da azul e branco – ele é diretor financeiro da agremiação -, coube ao dirigente a missão de tirar do globo de sorteio as bolinhas que definiriam a ordem da Beija nos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial e a data de apresentação. A sorte sorriu tanto para Almir, que ele acabou sendo a estrela do evento, que rolou durante a quarta edição da Carnavália Sambacon, no Centro do Rio.

Almir conseguiu a façanha de sortear, nas duas oportunidades que teve, as bolas mais altas possíveis (10, e posteriormente 6), que colocaram a Beija-Flor de Nilópolis onde ela queria: encerrando o Carnaval 2018, sendo a sexta e última escola a desfilar no Sambódromo carioca.

– Nem dormi direito. Quando soube que seria eu a sortear, há duas semanas, já não consegui mais dormir direito, é muita responsabilidade. Fiquei nervoso na hora de tirar a bolinha, qualquer um ficaria – revelou ao Sambarazzo.

Foto: Sambarazzo
Sobre a dose elevada de sorte testemunhada pelos convidados e que impressionou os demais dirigentes, ele diz não ter sido exatamente uma surpresa: ele se intitula um sujeito sortudo.

Chiquinho da Mangueira, à direita, tirou a bola 9 e, como a maioria dos presentes, já achou que o “jogo” estava ganho. Mas a sorte de Almir falou mais alto, e ele tirou a bola 10, podendo escolher o dia da Beija-Flor entrar na Avenida: Segunda-Feira de Carnaval | Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

– Acho que isso foi resultado de amor mesmo ao Carnaval. A gente faz com tanto carinho, que acontece. Mas já me considero uma pessoa de sorte. Comprei uma rifa que nem queria uma vez, por insistência de uma senhora em Nilópolis, e não é que ganhei uma cesta básica? – lembrou.

Foto: Eduardo Hollanda

Quem curtiu a mão santa de Almir foi Neguinho da Beija-Flor, que, gaiato toda vida, pediu ao amigo as seis dezenas da Mega Sena.

– Me dá o número, porque sorte assim eu nunca vi – comentou, às gargalhadas.

Patrono da azul e branco, Anísio Abraão David foi outro a celebrar o desempenho de Almir.

– Ele já ligou, gritou no telefone. Foi muita sorte mesmo. Juro que não rolou mandinga – brincou Almir, que nunca havia representado a Beija-Flor no sorteio.

Confira a ordem completa!

Foto: Sambarazzo

Por Redação

Pra continuar subindo pelos grupos de acesso da Estrada Intendente Magalhães, a Rosa de Ouro, escola do Grupo C do Carnaval Carioca, vai pegar carona no espírito vencedor da Portela, atual campeã da festa e maior colecionadora de campeonatos no Grupo Especial – são 22 canecos. É que a agremiação, afilhada da azul e branco, vai reeditar o enredo “Tributo à vaidade”, apresentado pela Águia de Madureira em 1991.

Vice-campeã do Grupo D em 2017, a Rosa de Ouro terá a assinatura do carnavalesco Luciano Moreira, que chegou nesta temporada para tentar botar a escola na Série B, divisão de acesso imediato aos desfiles da Sapucaí.

De autoria de Sílvio Cunha, o enredo “Tributo à vaidade” deu o 6° lugar à Portela há 26 anos.

Carnaval de 1991 da Portela será reeditado pela Rosa de Ouro, do Grupo C do Carnaval – Foto: Reprodução/Blog Compositores da Portela

 

Lembre o samba:

Eu sou vaidosa
Eu sou assim
Vaidade não tem preço
Mas eu tenho seu apreço
Pois você gosta de mim

Eu sei que faço seu corpo arrepiar
Eu sei que você não vai sem me ver passar
Eu já vi você chorar
Na hora do meu desfile encerrar

Perguntei ao espelho meu
Qual delas é mais linda do que eu
Ele então me respondeu
Mas linda do que eu só eu

O meu azul veio lá do infinito
O meu canto é mais bonito
Salve Oswaldo Cruz e Madureira
Me chamam celeiro de bamba
A majestade do samba
Da velha guarda formosa e faceira

Eu sou e sei que sou
Mais fascinante, deslumbrante, mais amor
Bem sei que você aprova
Pois meu visual comprova
Eu sou luxo e esplendor

Olha eu aí
Cheguei agora
Cheguei pra levantar o seu astral
Posso perder, posso ganhar, isso é normal
Vinte uma vezes campeã do carnaval

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber – e descobriu – quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 24, encerramos a série de apuração dessa meia década chegando à definição de quais escolas têm se destacado na soma de todos os quesitos.

Salgueiro é a escola mais regular dos últimos cinco anos – Foto: Tata Barreto/Riotur

Samba-EnredoComissão de FrenteAlegorias e Adereços, BateriaMestre-Sala e Porta-BandeiraHarmoniaEvolução, Fantasias e Enredo, os nove quesitos avaliados pelo juri da Liesa foram verificados nesse levantamento estatístico. O ranking lida, portanto, com a frieza dos números, de acordo com a visão dos 36 julgadores anuais dos desfiles.

Regularidade é a palavra de ordem do Salgueiro, líder na pontuação geral, embora tenha vencido só dois rankings (Enredo e Comissão de Frente). A pior performance é em Samba-Enredo, que dá o 4° lugar à Academia. Fora isso, passando por todos itens, a escola quando não ganha, tá em 2° ou 3°. A vantagem de 2,9 pontos em relação à Portela mostra que a vermelho e branco tem sido a mais equilibrada na competição nos últimos cinco anos.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Saindo do quarto lugar para o vice, a Portela há quatro anos passou de coadjuvante para protagonista. Com Falcon, novo comandante, a azul e branco arrancou para a disputa dos campeonatos. Mas foi na continuação dessa redenção, com o presidente Luís Carlos Magalhães, que a águia ficou com o título. É impressionante a melhora nas notas, principalmente nos quesitos plásticos. Méritos aí também para Alexandre Louzada e Paulo Barros, dois carnavalescos que fizeram a diferença em Madureira.

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Com vitórias em Alegorias e Adereços, Harmonia e Evolução, a Beija-Flor de Nilópolis é a que mais vence quesitos, mas não é líder no ranking geral. Os desempenhos em Fantasias e Enredo pesam na disputa com o Salgueiro, líder na pontuação, e com a Portela. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira são mais dois quesitos que elevam a nilopolitana ao status do top3 do Ranking Geral.

 

 

Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Unidos da Tijuca ganha em Bateria e Fantasias. Até 2016, vencia também em Enredo, Comissão de Frente e Alegorias. Mas a tragédia do desfile, quando a parte superior da segunda alegoria despencou em frente ao Setor 1, prejudicou todo o carnaval tijucano, comprometendo vários quesitos. A escola caiu de 1° no Ranking Geral para o quarto lugar.

 

 

Foto: Fat Press/Liesa

 

 

 

Os quesitos plásticos, além do enredo, e o samba-enredo são os que mais se destacam positivamente na Imperatriz. A escola ainda precisa melhorar as análises de Harmonia, Evolução e Comissão de Frente para chegar mais longe e voltar a brigar diretamente pelo caneco. Nos últimos cinco anos, foram quatro participações no Sábado das Campeãs.

 

 

Foto: Cezar Loureiro/Riotur

 

 

O quesito mais tradicional dos desfiles reservou a vitória a uma das bandeiras mais pesadas do Carnaval. A Mangueira vence Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Squel e Matheus Olivério fizeram a diferença nesta temporada. Mas outros nomes como Raphael Rodrigues e Marcella Alves também ajudaram na pontuação contada de 2013 a 2017. Enredo, graças ao novo talento Leandro Vieira, e Samba-Enredo dão força para a verde e rosa, que, seguindo esse ritmo, tem tudo para brigar mais uma vez pelo título em 2018.

 

Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

 

 

 

Pra ir além e ganhar o título inédito, a Grande Rio tem esbarrado em dificuldades no Samba-Enredo. No “Petróleo” e “Maricá”, em 2013 e 2014 respectivamente, os jurados desceram a caneta. Fantasias e Enredo precisam também de crescimento. Evolução e Comissão de Frente são os melhores quesitos nas cinco temporadas mais recentes.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Mesmo com as constantes trocas, os casais de mestre-sala e porta-bandeira têm dado as melhores notas à Vila Isabel nesse recorte de 2013 a 2017 do ranking. Samba-Enredo e Bateria vem na sequência com notas razoáveis na média. A escola precisa melhorar sobretudo em Comissão de Frente. O insucesso do desfile deste ano jogou a Vila de 6° para 8° no Ranking Geral. A tricampeã tratou de mexer em 90% do time para a próxima temporada.

 

Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

Na União da Ilha, o bom desfile de 2017 deu um novo gás, mas há no que evoluir. Comissão de Frente e Samba-Enredo estão na lanterninha da escola. Enredo, Fantasias, Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira, muito pela performance deste ano, ganharam pontos e apontam uma escala ascendente nas avaliações.

 

 

 

Foto: Fernando Maia/Riotur

 

 

10ª

 

O título pra Mocidade veio logo no primeiro grande ano da verde e branco depois de um longo tempo. Ainda não deu pra ganhar posições no ranking, mas do ano passado pra este, a escola ganhou mais de cinco pontos e encostou na Ilha. A recuperação foi geral, e o campeonato, mesmo conquistado em abril, após decisão em plenária, pode dar a confiança que a turma de Padre Miguel tanto precisava pra arrancar na tabela dos quesitos.

 

Foto: Irapuã Jeferson

11ª

Em direção ao oitavo campeonato seguido na elite, a São Clemente não tem motivos para reclamar, mas tem o que apurar de olho no objetivo de se aproximar a cada ano das poderosas. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira se destacam no todo com boas pontuações. Os ritmistas de mestre Caliquinho superam tradicionais baterias: Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade. Samba-Enredo e Comissão de Frente ainda são os quesitos de notas mais carentes.

 

 

Foto: J. Ricardo/Sambarazzo

 

CONFIRA:

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis. Nas Fantasias deu Unidos da Tijuca. E neste domingo, 23, encerramos a segunda temporada da série de apuração com Enredo, que molda os caminhos de cada escola e roteiriza a apresentação na Avenida.

Foto: Tata Barreto/Riotur

A regularidade dos últimos anos bota o Salgueiro no topo do ranking. As criações de Renato Lage garantiram leituras quase perfeitas dos temas apresentados pela escola. Para os jurados, “Fama” (2013) e “Culinária mineira” (2015) ficaram devendo em relação aos outros três temas: “Gaia” (2014), “Malandro” (2016) e “Divina Comédia” (2017), o trio garantiu 40 pontos. Renato Lage se despediu, e Alex de Souza, novo carnavalesco, assume com a missão de manter a execução na excelência costumeira dos salgueirenses.

 

1° Salgueiro – Fotos: Cezar Loureiro/Riotur e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

O eterno camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira, Zico, manteve a tradição do número na Imperatriz: dez, nota dez. O melhor enredo da escola, segundo o júri da Liga, nos últimos cinco anos. Os temas do Pará (2013) e o afro Axé Nkenda (2015) deram ótimos motivos para as renovações seguidas do carnavalesco Cahê Rodrigues e serviram também para colocar a verde e branco na vice-liderança do Ranking. Nas últimas duas temporadas com “Zezé Di Camargo e Luciano” (2016) e “Xingu” (2017), a escola perdeu seis décimos no item, mas conseguiu, ainda assim, ganhar uma posição no ranking, ultrapassando a Tijuca, que caiu de 1° pra 5° após o desastre deste ano.

 

2ª Imperatriz – Fotos: Tata Barreto/Riotur e Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Já são duas notas 40 em dois anos nos carnavais da Mangueira assinados por Leandro Vieira. O novo valor da festa tem sido sinônimo de aprovação. Em Fantasias e Alegorias a verde e rosa ganhou posições, e em enredo, claro, não é diferente. “Maria Bethânia” (2016) e “Só com a ajuda do santo” (2017) não deixaram um décimo sequer pelo caminho. Antes dos dois enredos, a escola estava há cinco anos sem nota máxima no quesito. Em 2015 e 2014, ainda sem Vieira, as narrativas sobre mulheres e festas brasileiras, respectivamente, deram à verde e rosa uma coletânea de 9,9 e afastaram a Estação Primeira da ponta do Ranking.

 

3ª Mangueira – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Sofie Mentens/Riotur)

 

 

Enredo é mais um quesito que a Portela apresenta um gráfico totalmente ascendente. Se em 2013, sequer um 9,9 a azul e branco conseguiu, agora raridade é nota diferente de 10. Nas últimas 12 avaliações, dadas em três anos, 10 foram máximas. Os enredos que gabaritaram foram: “450 anos do Rio” (2015), ainda com Alexandre Louzada, e “os rios” (2017) com Paulo Barros. O pior ano foi 2013, quando Madureira, bairro natal da águia, era enredo e perdeu oito décimos dos quatro jurados daquela temporada.

4ª Portela – Fotos: Irapuã Jeferson e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Pra Tijuca, Enredo foi mais um quesito a ser avariado pelo acidente no desfile deste ano. Com a segunda alegoria empacada no Setor 1, enquanto os bombeiros prestavam socorro às vítimas do desabamento de parte do carro, as alas passavam à frente e embaralhavam a leitura da narrativa sobre a música americana. Ao todo, 11 décimos ficaram pelo caminho, derrubando a escola do Borel de 1° para 5° no Ranking de Enredo em um ano. Os melhores temas, na visão dos jurados, são os dois de Paulo Barros: “Alemanha” (2013) e “Ayrton Senna/Velocidade” (2014)

5ª Unidos da Tijuca – Fotos: Fat Press/Liesa e Michele Iassanori/Sambarazzo

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

ENREDO

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis E nesta quinta-feira, 20, seguimos a segunda edição da série de apuração pra ver como fica Fantasias, essas criações dos carnavalescos que dão cores, formas e significados aos desfiles.

Marcus Paulo, Annik Salmon, Hélcio Pain e Mauro Quintaes formaram a comissão de carnaval da Tijuca por três temporadas. Para o próximo ano, Quintaes saiu, mas deixou de legado, junto dos companheiros, ótimas notas para os figurinos tijucanos – Foto: Felipe Araújo

Unidos da Tijuca, Salgueiro, Portela e Imperatriz dominam o quesito Fantasias. Entre a líder e a quarta são apenas dois décimos. Foi no detalhe que a história se resolveu.

Se em boa parte dos rankings a Tijuca perdeu duas ou três posições pelo desfile acidentado que teve em 2017, Fantasias não sofreu impacto, e a escola do Borel ficou na liderança. É verdade que foi ali no detalhe, um décimo à frente do Salgueiro e dois adiante de Portela e Imperatriz, mas o que vale é que não dá pra negar a qualidade plástica da escola nos últimos cinco anos. De Paulo Barros à comissão de carnaval, as notas são das melhores, com destaque para 2016 com 40 pontos.

1ª Unidos da Tijuca – Fotos: Gabriel Monteiro/Riotur (2) e Michele Iassanori (1 e 3)

 

 

Os 15 anos de Renato Lage deram ao Salgueiro a certeza de desfile bonito – quase sempre até deslumbrante. Não é de se surpreender, portanto, que a vermelho e branco é uma das ponteiras. Um 9,9, que acabou descartado pela Liesa, tirou a liderança deste ranking. Nenhum mal. A escola segue nas cabeças e agora, sob o comando artístico do carnavalesco Alex de Souza, espera manter o nível pra continuar na briga pelos campeonatos.

 

2° Salgueiro – Fotos: Irapuã Jeferson, Michele Iassanori e Tata Barreto/Riotur

 

 

Mesmo em 3°, a Portela tem muito o que comemorar, principalmente ao perceber o passado recente, no qual uma nota 10 que fosse em Fantasias já era pra agradecer aos céus. Desde 2014, a Águia iniciou uma recuperação impressionante – que passou pela mudança de administração – nas avaliações de seus figurinos e saltou pro topo. Nesse recorte de cinco anos, a azul e branco de Madureira é a única a conseguir notas 40 em três anos consecutivos (2015, com Alexandre Louzada, 2016 e 2017, com Paulo Barros). Se uma nota 40 se repetir em 2018, é certo que a escola toma a ponta do ranking.

3ª Portela – Fotos: Tata Barreto/Riotur (1) e Irapuã Jeferson (2 e 3)

 

 

Recuperação também foi uma tônica para a Imperatriz no quesito. Em 2012, a verde e branco estava na rabeira do Ranking, mas mostrou a mesma força portelense para reagir. A diferença é que a escola ainda tem deixado alguns escassos décimos pelo caminho. A chegada do carnavalesco Cahê Rodrigues em 2013 deu um up na plástica da primeira tricampeã do Sambódromo e faz a verde e branco brigar na ponta da tabela.

 

 

4ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson (1 e 3) e Fat Press/Liesa (2)

 

 

Lá embaixo na classificação até pouquíssimo tempo, a Mangueira tem que agradecer ao carnavalesco Leandro Vieira pela arrancada neste quesito. A verde e rosa ficou uma década sem conseguir três notas 10 para os seus figurinos. A última vez tinha sido em 2006, com Max Lopes. Vieira não só quebrou a escrita negativa na estreia dele em 2016 como repetiu a dose em 2017. O bom índice recente, bota a Estação Primeira fechando o Top5 em Fantasias, tirando a Beija-Flor.

 

5ª Mangueira – Foto: Gabriel Monteiro, Ronaldo Nina e Raphael David/Riotur

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

 

Fantasias

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. E nesta quarta-feira, 19, seguimos a segunda edição da série de apuração pra conferir Evolução, quesito que analisa o andamento organizado e espontâneo dos milhares de componentes na Avenida.

O cara! Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla ainda mantém a ponta quando assunto é Harmonia e Evolução – Foto: Michele Iassanori

A “Deusa da Passarela” mostra soberania em mais um quesito da série: Evolução. Os incansáveis ensaios de quadra e de rua comandados por Laíla dão à Beija-Flor um ótimo escore entre os jurados e o apelido de “rolo compressor” para seus fãs. De 2013 pra cá, seguindo o regulamento de julgamento da Liesa, a azul e branco só perdeu ponto em 2014, e olha que foi um mísero décimo. Considerando todas as 20 notas aferidas, a escola que é “de fato nilopolitana” deixou 0,5 para trás, e venceu as competentes evoluções do Salgueiro e da Grande Rio.

1ª Beija-Flor – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Outra escola já conhecida pelos desfiles pra lá de esfuziantes na Avenida é o Salgueiro. Sem dar motivos para muitos descontos no quesito, a vermelho e branco é potência quando o assunto é cantar e evoluir com leveza e organização. Não à toa, é a vice-líder no Ranking de Evolução. Já há alguns anos, antes mesmo da escolha do samba oficial do Carnaval seguinte, a escola realiza ensaios técnicos com as obras finalistas e dá uma palinha pelas ruas do Andaraí, bairro da Zona Norte carioca, do que é a Academia na Sapucaí. São 10 notas 10 seguidas nos últimos três anos.

2° Salgueiro – Foto: Fernando Grilli/Riotur

 

 

Se a Grande Rio já tem sido certeira em Evolução, com Ivete Sangalo no desfile ganhou mais emoção ainda e o desfile 2017 foi mais um quase perfeito no quesito para a tricolor. Não é só a turma de Nilópolis que tira onda nos quesitos de chão representando a Baixada Fluminense. A escola de Caxias sempre tira dez. Nas três temporadas mais recentes, por exemplo, não perdeu décimos no julgamento oficial.

 

 

3ª Grande Rio – Foto: Fat Press/Liesa

 

 

Das mais tradicionais escolas do Brasil, a Portela é certeira quando o assunto é samba no pé. A nota 40 em Evolução neste ano – aliás já são duas em dois anos – não somente evidenciou a aprovação fria das canetadas do júri, como também o frenesi instantâneo do público da Sapucaí naquela Segunda-feira de Carnaval a ser memorada por algum tempo pelos portelenses. O título voltou pra Madureira, e a azul e branco não está longe das ponteiras no ranking.

4ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Além das invenções e magias dos carnavais comandados por Paulo Barros, não dá pra negar que a Unidos da Tijuca despontou entre as favoritas aos títulos também pelo chão no passado recente. O ano de 2017, ponto totalmente fora da curva na trajetória, prejudicou a escola tijucana no ranking. Em um ano, caiu da vice-liderança para o 5°.

 

 

5ª Unidos da Tijuca – Foto: Fat Press/Liesa

Imperatriz, Mangueira, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

EVOLUÇÃO

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. E nesta terça-feira, 18, continuamos a segunda edição da série de apuração pra conferir as harmonias das escolas, responsáveis pelo canto pleno e entrosamento musical entre carro de som e componentes.

A serenidade no olhar de quem só tira 10 – Foto: Irapuã Jeferson

A intensidade nos ensaios da Beija-Flor, bota a comunidade de Nilópolis no topo pela segunda vez em dois anos do Ranking de Harmonia. Quando se vai depender só do “chão” da turma da azul e branco é certeza de resultado soberano. Com a autoestima lá em cima, os nilopolitanos invadem a Sapucaí e mostram por que merecem os méritos e as atenções especiais do diretor de carnaval Laíla, que desde sempre entende o trabalho humano interno como primordial para a preservação da “Deusa” nas cabeças.

Já são duas notas 40 seguidas e 10 avaliações máximas consecutivas em três anos.

 

1ª Beija-Flor – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Com a nova administração sob a liderança de Marcos Falcon – hoje continuada por Luís Carlos Magalhães -, a Portela deu uma guinada sensível em todos os quesitos, e Harmonia foi um deles. A galera da Águia sempre desfilou bem no chão, mas agora já são 11 notas dez seguidas, um rendimento que ajudou a botar a Portela entre as favoritas nos últimos dois anos. O título de 2017 passa também pela força do canto e o entrosamento do carro de som com os componentes.

 

 

2ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

O jurado Jardel Maia viu um “desequilíbrio e falta de entrosamento entre canto e bateria”, mas ficou sozinho nessa e foi o único a descontar um décimo do Salgueiro nos últimos quatro carnavais. No julgamento oficial da Liesa, a vermelho e branco vem perfeita no quesito desde 2014. É certo dizer que se rolar uma nota 40 em 2018, a turma salgueirense vai tomar ponta no ranking. O quesito na escola é comandado por uma comissão: Jô Calça Larga, Siro e Tia Alda, com Alexandre Couto na direção de carnaval.

 

3° Salgueiro – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

Ponto forte na arrancada da Tijuca, Harmonia ficou devendo nesta temporada. O acidente com a segunda alegoria, que teve parte danificada após um desmoronamento, ainda na armação, deixou esse quesito comprometido e tirou a fluência habitual do canto da escola do Borel. Excluindo 2017, o rendimento harmônico é positivo e, mesmo com os problemas deste ano, prevaleceu o bom retrospecto.

 

4ª Unidos da Tijuca – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

 

Os anos de 2016 e 2017 deram um up na verde e rosa não só no campeonato – a escola vem de um título e um 4° lugar – mas na Harmonia, que veio no pacote desse bom momento, capaz de fazer a Mangueira se aproximar mais um pouco das ponteiras no ranking. A segunda maior campeã da festa deixou pra trás os décimos perdidos e se reencontrou com as notas máximas.

 

 

5ª Mangueira – Foto: Irapuã Jeferson

 

Imperatriz, Grande Rio, Vila Isabel, Mocidade, São Clemente e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

HARMONIA

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina.  E nesta segunda-feira, 17, continuamos a segunda edição da série de apuração inspecionando as melhores e piores em Mestre-Sala e Porta-Bandeira, item responsável por apresentar as tradicionais bandeiras do Carnaval carioca para o mundo.

Pela primeira vez juntos, Matheus Olivério e Squel fizeram bonito defendendo o manto verde e rosa; nota 40 pra eles, e Mangueira na liderança no ranking dos casais – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

E já que o assunto é pavilhão nada mais emblemático que a líder do ranking no quesito seja a Mangueira, que tem uma bandeira pesada – daquelas de vergar varal -, das mais conhecidas do mundo quando o tema é Carnaval. Em 2013, Raphael Rodrigues e Marcella Alves trilharam o início dessa liderança com quatro notas 10. Squel, logo que chegou em 2014, quando dançou com Raphael pela primeira vez, não conseguiu uma nota 10 sequer. Mas nos anos seguintes… só 40 e vários prêmios para a dupla.

O ano de 2017 deu um novo parceiro à Squel – Matheus Olivério -, mas nada de novidade nas avaliações do júri. Só 10. A verde e rosa já tem 12 notas 10 seguidas em MSPB.

1ª Mangueira – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Vinte e três anos de Beija-Flor, e a dupla Selminha Sorriso e Claudinho pode e deve, com todos os méritos, se orgulhar de toda a trajetória deles. No detalhe, eles perderam a ponta pelo dois 9,9 desta temporada. Nenhum mal para o casal, que é uma instituição do Carnaval do Rio de Janeiro.

 

 

2ª Beija-Flor – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

Em franca evolução no quesito, o Salgueiro saiu de 6° para o terceiro lugar em um ano. Resultado do trabalho eficiente de Sidclei Santos e Marcella Alves nos últimos dois anos. São nove notas dez seguidas com a dupla em três temporada. Desde de 2014 juntos, o casal é uma das principais armas salgueirenses na luta pelo campeonato.

 

 

3° Salgueiro – Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Raphael David/Riotur

Pra fechar com chave de ouro, o casal Danielle Nascimento e Alex Marcelino se desfez, mas deixou de legado finalmente uma nota 40. Das escolas mais tradicionais em casais de mestre-sala e porta-bandeira, a Portela ostenta como troféu o histórico de incríveis bailarinas que ergueram durante anos o pavilhão da azul e branco, é o caso de Dodô e Vilma Nascimento. Não à toa, a tradição se mantém, e a águia ocupa a 4ª posição no ranking.

4ª Portela – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

 

O que um casal que encaixa não faz, hein? Foi o caso de Rafaela Theodoro e Thiaguinho Mendonça, que estreou em 2017 no Especial. Três notas dez no ano e a impressão de que finalmente a Imperatriz pode dar sequência numa dupla para defender o quesito, após algumas mudanças. A alternância de mestres-salas da verde e branco deve acabar por aqui. Do ano passado para este, a rainha de Ramos saiu de 8° para o 5° lugar no ranking.

5ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Fat Press/Liesa

Vila Isabel, Grande Rio, Unidos da Tijuca, São Clemente, Mocidade e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. E nesta quinta-feira, 13, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Bateria, que ano após ano dão o tom no desfile e funcionam como o coração de uma escola na Avenida.

Tijuca segue líder no ranking de Bateria – Foto: Paulo Portilho/Riotur

A manutenção de mestre Casagrande, desde 2008 como comandante da “Pura Cadência”, deu a segurança necessária para a Unidos da Tijuca se direcionar às melhores notas nos últimos cinco anos no quesito Bateria. Ele é o cara.

Desde 2011, se aproveitando do descarte regulamentar da Liesa, que invalida a menor nota, os ritmistas de “Casão” não perderam décimos. No nosso ranking, que contabiliza todas as avaliações, a liderança não foi ameaçada, mesmo com o 0,2 ponto extraviado. 2014, 2015 e 2017 foram as três temporadas marcadas por notas 40.

1ª Tijuca – Foto: Gabriel Santos/Riotur

Rodney e Plínio, os mestres da Beija-Flor, têm, além dos ritmistas na mão, resultados expressivos para apresentar em Nilópolis. A dupla só perdeu um décimo nas Quartas-feiras de Cinzas dos últimos cinco anos, de acordo com o julgamento da Liesa, que considerada o descarte da menor nota. São 15 notas 10 em 20 possíveis. A bateria cresceu em pontos do ano passado para este, mas continuou com o vice no ranking. 0,4 ponto separa a azul e branco da Pura Cadência.

É, parece que a receita é manter o time. Beija-Flor e Salgueiro, 2ª e 3ª no ranking, são mais duas escolas que apostam na longevidade de mesmos mestres. Na “Academia”, Marcão é o cara desde 2008. Sem perder décimos há quatro anos no julgamento oficial da Liesa, a “Furiosa” é uma das referência quando o quesito é Bateria.

2ª Beija-Flor – Foto: Divulgação
3° Salgueiro – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Mestre Nilo Sérgio é outro de longa trajetória numa mesma escola. Na Portela, ele se mantém à frente dos ritmistas da “Tabajara do Samba” desde 2006. O entrosamento do exército com o comandante bota à azul e branco no pelotão de elite das baterias nas últimas cinco temporadas. Os anos de 2013 e 2016 vinham como os melhores, mas 2017 deu a sonhada nota 40, o que ajudou, e muito, na consagração do campeonato portelense.

4ª Portela – Foto: Michele Iassanori

Se os mestres experientes dão conta do recado, a nova geração tem resgatado notas em escolas com problemas nos quesito em anos anteriores. Rodrigo Explosão e Vítor Art, na Mangueira, e Lolo, da Imperatriz, mostram esse retrato, através de ótimos rendimentos em 2016 e 2017. Enquanto a dupla mangueirense conseguiu seis notas dez em oito possíveis, tirando a verde e rosa do 6° e levando para o 5° lugar, o comandante da “Swing da Leopoldina” conseguiu incríveis 80 pontos em dois anos, tirando a verde e branco do 9° e jogando para o sexto posto.

5ª Mangueira – Foto: Ricardo Pires
6° lugar – Imperatriz, de mestre Lolo – Foto: Felipe Araújo

São Clemente, Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.