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Por Redação

Quem disse que rainha famosa não pode ser do povão e integrar a comunidade também? Na Vila Isabel, a apresentadora Sabrina Sato, sempre que pode, faz questão de ficar bem pertinho dos súditos do bairro de Noel Rosa. Isso rolou no último domingo, 4, na quadra da escola de samba, dia em que a “japa” completou 37 anos e foi curtir o aniversário junto da turma que veste azul e branco.

A festa teve ensaio de rua, samba e bolo na sede, onde uma surpresa foi preparada para a majestade. A comemoração contou com um bolo de dois metros de comprimento que serviu desfilantes, ritmistas, amigos e fãs da artista. Todos cantaram “Parabéns pra você” e emocionaram a japonesa, que foi muito festejada pelas crianças da comunidade e por integrantes da torcida organizada da Vila.

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As surpresas para Sabrina foram além do bolo de aniversário. A drag queen Isabelita dos Patins marcou presença na quadra especialmente para agradecer a rainha de bateria. Na semana passada, a beldade se inspirou na drag para compor o look que vestiu no baile Glam Gay, do carnavalesco e comentarista Milton Cunha.
Dia desses, Sabrina Sato fez uma homenagem à Isabelita dos Patins, usando a mesma maquiagem e vestimenta da drag queen – Foto: Reprodução
– Ela me homenageou de uma forma tão bonita que hoje precisei vir aqui retribuir pessoalmente – contou o intérprete de Isabelita, o argentino Jorge Omar Iglesias.

Fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação

A cinco dias do desfile oficial, a Vila Isabel finalizou a maratona de ensaios até o Carnaval. No Domingo de festa, a Vila será a terceira a desfilar, pelo Grupo Especial, com o enredo “Corra que o futuro vem aí!”, dos carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes.

Por Redação

A ideia da Vila Isabel no Carnaval que se aproxima é transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018. E o destino da comunicação será abordado por uma das mirabolantes alegorias de Paulo Barros, com destaque para o apresentador Zeca Camargo, que topou desfilar com a azul e branco.

Passando pelo passado, resvalando no presente até chegar ao futuro, o desfile mostra a evolução da comunicação através dos tempos, desde o teatro de sombras na China, passando pela invenção da máquina fotográfica, rádio, TV, cinema…

Zeca Camargo já desfilou por várias escolas de samba e, sempre que pode, faz questão de participar dos carnavais de Paulo Barros – Foto: Arquivo pessoal

Zeca Camargo já desfilou 14 vezes

O apresentador da TV Globo já foi campeão desfilando com a Unidos da Tijuca e também com a Mocidade Independente. Fã do carnavalesco da Vila, Zeca – que jura não ter uma escola de coração – admite que segue o artista por onde ele vai.

– Onde ele (Paulo Barros) tá, eu vou junto. No ano passado, saí na Portela – disse Zeca, em entrevista ao Gshow em fevereiro deste ano.

O folião Zeca Camargo é figurinha certa no desfile de Paulo Barros e Paulo Menezes sobre o futuro – Foto: Arquivo pessoal

A Vila Isabel será a terceira a desfilar, no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Corra que o futuro vem aí”, desenvolvido pelos carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes

Por Redação

Ainda não é possível se teletransportar para o futuro, mas Paulo Barros, carnavalesco da Vila Isabel, foi a Paris, na França, para conhecer o Centro de Tecnologia da aliança Renault-Nissan, que é um núcleo de inovação que visa trabalhar a mobilidade do futuro, em parceria com startups, universidades e investidores.

Criador do enredo “Corra que o futuro vem aí”, o artista ganhou mais fontes de inspiração depois da viagem. Na visita, o contratado da Vila Isabel chegou a andar no carro que não precisa de motorista. Ele conheceu ainda um automóvel pra lá de futurista que deve ser lançado em 2022.

Na noite desta sexta-feira, 8, Paulo Barros participou de um jantar com o presidente da Nissan no segmento de tecnologia do futuro François Dossa, que foi há pouco tempo representante da empresa no Brasil.

Em 2018, a Vila Isabel será a terceira a desfilar no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial.

*Fotos: Arquivo pessoal

 

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Por Redação

Não foi só o elenco da Unidos de Vila Isabel que sofreu mudanças para o Carnaval 2018. A chegada dos carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes, e da comissão formada pelo trio Moisés Carvalho, Luiz Guimarães e Ricardo Fernandes também “abalou” as estruturas do barracão da escola, na Cidade do Samba.

Desde que o time ocupou as dependências da azul e branco, uma reforma geral tomou conta do espaço onde são confeccionadas fantasias e alegorias para a festa na Sapucaí. A primeira etapa foi com uma super faxina, que o Sambarazzo mostrou em maio deste ano.

– Problemas sempre vão existir, mas a organização faz você minimizá-los, faz você saber como vai gerenciar. Olhamos em volta e sabemos o que temos. Passamos mais tempo aqui do que na nossa própria casa, então não tem porque não fazermos desta forma – destaca Moisés Carvalho, que foi parceiro de Paulo Barros no último campeonato da Portela.

Entre as modificações nos quatro andares do barracão da Vila, houve a criação de um espaço exclusivo para carpintaria, uma área própria para os operários trabalharem com os ferros (antes ficam espalhados pelo pátio), uma nova pintura de todo o lugar, reforma na recepção (será inaugurada em breve), criação de um refeitório multiuso (espelhado, o local também será utilizado para treinos dos casais de mestre-sala e porta-bandeira), instalação de exaustores para amenizar o forte cheiro de tinta na área de pintura das peças que vão pra Avenida, entre outras modificações.

Atualmente, a Vila Isabel está na fase de desmonte das alegorias e, tão logo o processo acabe, dará início à produção dos carros da próxima temporada. O enredo já foi divulgado, “Corra que o futuro vem aí”, e a agremiação será a terceira a desfilar no Domingo de Carnaval.

Veja mais fotos!

*Imagens: Eduardo Hollanda

Por Redação
Quem acompanha Paulo Barros no Instagram sabe que é zero a paciência do artista com quem publica inverdades sobre os carnavais que produz.

Nesta terça-feira, 4, o carnavalesco resolveu retrucar o blogueiro Dam Menezes, que sempre tá por dentro de tudo que rola com as musas e rainhas da festa, após ler que Anitta seria destaque de uma das alegorias da Vila Isabel em 2018, e que a cantora, patrocinada pela Samsung, desfilaria tirando selfies em plena Sapucaí.


Paulo Barros ironizou o “furo” jornalístico de Dam Menezes e escreveu, também no Instagram, uma mensagem “parabenizando” o blogueiro pela “ideia maravilhosa”.

– Por que não pensei nisso antes? Sensacional! Eita, gentalha sem noção. Esse rapaz tem que procurar louça pra lavar. Até poderia se candidatar a desfilar de ‘Magda’ num carro do Falabella (Miguel Falabella, enredo da Unidos da Tijuca) – disse, entre outras coisas, Paulo Barros.


A postagem inicial de Dam Menezes foi motivada pela explicação que Paulo Barros deu ao Sambarazzo para o fato de ter retirado da logomarca do enredo “O futuro vem aí” a imagem de Steve Jobs, um dos fundadores da gigante Apple, em virtude de interesses comerciais. Daí, começou a especulação sobre qual marca estaria inserida no desfile da Vila, e a citação de Anitta como personagem de uma alegoria.

A Vila Isabel entrega aos compositores na próxima sexta-feira, 7, a sinopse detalhando o tema futurista de Paulo Barros e Paulo Menezes, que vão assinar juntos o desfile da escola.

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Por Redação

Em evento promovido pelo departamento social da Vila Isabel, o carnavalesco Paulo Barros foi Boulevard Rio Shopping, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, e respondeu a diversas perguntas dos fãs e torcedores da escola de samba. À galera, o artista comentou sobre as expectativas de faturar o quinto título da carreira no Grupo Especial, desta vez pela Vila.

Ele argumenta, no entanto, que para chegar lá com a azul e branco é necessário que o conjunto se harmonize.

–  Qualquer escola só consegue funcionar se for bem administrada. Eu não faço mágica. Não adianta chamarem o Paulo e a escola não se organizar. Ainda é cedo, mas posso dizer que hoje temos uma Vila Isabel totalmente pensada. A escola está se reestruturando e isso não acontece de uma hora pra outra. Uma nova gestão precisa de tempo. O que vai acontecer eu não sei, mas tenho certeza que vamos voltar pelo menos nas Campeãs – disse o carnavalesco, muito aplaudido pelos frequentadores do shopping.

É a segunda passagem de Paulo Barros pela Vila Isabel. A anterior foi em 2009, em parceria com Alex de Souza, e deu um 4° lugar à escola.

Por Redação

Na tarde desta segunda-feira, 20, foi dada a largada para um esporte que o sambista adora praticar: analisar, criticar e, eventualmente, até se espantar diante das justificativas dos jurados. A julgadora de Evolução Edileuza Batista de Aleluia chamou atenção mais pelas explicações de duas notas específicas. Uma para a Tuiuti – 9,7 – e outra à Vila Isabel – 9,8.

É que a avaliadora misturou as estações e, ao julgar o quesito Evolução, avaliou figurinos e acabamentos.

– Fantasias aquém dos desenhos propostos causando dificuldade de entendimento – explicou Edileuza para acrescentar à explicação da nota ofertada para a Tuiuti.

– Faltou mais capricho em alguns acabamentos causando um desconforto visual – justificou a jurada para avaliar a Vila Isabel no quesito Evolução.

É bom lembrar que Evolução compreende a coesão e uniformidade do desfile, a alegria dos componentes, a fluência da apresentação do todo… A análise não pode resvalar em outros quesitos, não permitindo considerações sobre figurinos ou acabamentos de alegorias.

* Foto de capa: montagem – fotos originais: Irapuã Jeferson e Fat Press/Liesa

Por Redação

Foi no início do mês que a nova musa da Vila Isabel, a cantora Lexa, se encontrou com a comunidade da escola do bairro de Noel Rosa. Mas seria na próxima sexta-feira, 21, que a artista poderia se aproximar de uma vez por todas com os torcedores da azul e branco. Um show da cantora estava marcado para a noite desta quinta-feira, 20, na quadra da tricampeã do Carnaval. Mas o evento foi cancelado.

O motivo foi um trauma passado por Lexa no último domingo, 16, num voo que levava a artista do Rio de Janeiro a Porto Alegre, no Sul do país, para o “Festival Nacional da Música”. O avião que transportava a musa da Vila Isabel, o namorado dela, o também músico Mc Guime, e demais passageiros passou por uma forte turbulência e deixou a celebridade assustadíssima.

Cantora Lexa foi apresentada como musa da Vila | Foto: Irapuã Jeferson
Muito abalada depois de uma turbulência no avião, a Musa decidiu cancelar o show que estava marcado para a próxima sexta-feira, 21, na quadra da Vila Isabel – Foto: Irapuã Jeferson

Através das redes sociais, a nova beldade da Vila desabafou depois do ocorrido.

– Hoje eu, Guimê e todos os passageiros do voo jj3431 (RJ – POA) passamos por momentos difíceis. Nunca vi a morte de tão perto! Foi desesperador! Você ver tudo acontecendo e não poder fazer nada é horrível! Que dia terrível! Que sensação… Você ver a sua vida diante dos seus olhos. Graças a Deus estamos bem! Hoje eu falei com Deus! Obrigada Senhor! – escreveu a cantora.

No dia 7 de outubro, Lexa participou da final de samba-enredo da Vila Isabel e foi coroada pela rainha de bateria da escola, a apresentadora Sabrina Sato, como musa da azul e branco para o Carnaval 2017.

 

Por Luiz Felippe Reis

O Carnaval 2017 precisou esperar até julho deste ano para conhecer todos os enredos que estarão na Avenida em fevereiro. Enquanto o público apaixonado esfrega as mãos de ansiedade para saber quem vai chegar com força na hora H, as escolas e, especialmente os carnavalescos, começam a tocar os trabalhos para desenvolver os temas.

A estratégia da Vila Isabel e do carnavalesco Alex de Souza para imprimir mais apelo emotivo ao desfile foi unir dois enredos campeões da escola, formatando um só. Em 1988, “Kizomba, a festa da raça”, de Milton Siqueira, Paulo César Cardoso e Ilvamar Magalhães, foi o enredo de viés afro que tomou a Avenida e conquistou o título e o público. Dezoito anos depois, em 2006, foi a vez de a azul e branco exaltar a latinidade com “Soy loco por ti America: A Vila canta a latinidade”, de Alexandre Louzada, que também consagrou mais uma vitória da agremiação do bairro de Noel.

Pois bem. Agora, para a temporada do ano que vem, a Vila Isabel terá “O som da cor”, que promete apresentar um pouco da herança cultural do negro na América latina, a partir da música – uma pitada de cultura negra, como em 1988, e um tanto de desbravamento do continente americano, como em 2006. Embora Alex de Souza não tivesse essa ideia no primeiro instante de criação da narrativa, acabou que, coincidentemente, apareceu a oportunidade de tocar o assunto que deve pegar o componente e o torcedor da escola pelas memórias mais vencedoras.

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O tetracampeonato da Vila é o que espera o carnavalesco Alex de Souza, que ainda não ganhou um título no Especial – Foto: Divulgação

– São enredos diferentes. Não é exatamente uma mistura dos dois. Mas diversas escolas já ganharam exaltando outros enredos campeões. O ideal é o nosso título, quem sabe? A ideia é trazer um pouco da energia boa daqueles carnavais. Não era minha intenção aliar esses enredos, até porque o enredo foi criado antes da minha chegada à Vila. Mas quando começou a virar realidade pra Vila, lembrei dessa coincidência e comentei com a diretoria e funcionou como argumento – conta Alex, que vai para o segundo ano na escola de coração de Martinho da Vila.

Especificamente no desfile, Alex não prepara algo especial para lembrar o título de 2006, mas a ‘Kizomba’ terá vaga cativa na apresentação da azul e branco na Passarela do Samba.

– Sobre ‘Soy loco por ti America’, não teremos algo específico durante o desfile, mas Kizomba será representado, sim, porque o enredo é sobre a herança negra da música e tem relação com a identidade da escola. A Vila tem essa cara de valorizar a cultura negra, foi o primeiro enredo campeão, então é uma homenagem à própria Vila Isabel – anuncia.

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Alex de Souza está no segundo ano de Vila Isabel – Foto: Sambarazzo

Com a dívida milionária com um fornecedor já acordada, a Vila não corre mais riscos de ter as contas bloqueadas e no momento pensa única e exclusivamente no Carnaval. A próxima sexta-feira, 7, será dia de final de samba-enredo. Em fevereiro, no Domingo de Carnaval, a escola será a quarta a desfilar, pelo Grupo Especial do Rio.

Leia também! Enredos parecidos não intimidam carnavalescos, mas um reclama: ‘Era pra ser inédito’

 

Luiz Carlos Máximo permanece na disputa da São Clemente _ Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

“A Portela tem história de vanguarda e perdeu a oportunidade de encerrar com uma hipocrisia. Vários compositores colocam samba e não assinam. Só não pode assinar? Isso é hipocrisia.Sempre agi com transparência e verdade. Não estou julgando ninguém, mas não é meu feitio fazer samba sem assinar”

Luiz Carlos Máximo, compositor da Portela, que foi eliminado da disputa de samba portelense por também concorrer na São Clemente, questionando os critérios para a desqualificação da obra da parceria dele, que ainda é composta por Gustavo Henrique, Flavio Viana, Charles Braga, Camilo Jorge, Valtinho Botafogo, Gustavo Albuquerque, Rafael Cavaliere, Júnior Falcão e Thiago Gotelip. A declaração foi dada ao site Carnavalesco.

 

 

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Foto: Diego Mendes

“Não tenho nada contra nenhum tipo de religião. O dia que eu não quiser ficar por algum tipo de enredo, eu posso sair ou não. Ser evangélico é uma opção minha. Eu não vou no samba pra isso, vou na escola porque eu gosto de samba. E por ser evangélico eu não posso estar no samba?”

Rildo Seixas, braço-direito da diretoria do Império Serrano, repercutindo a polêmica em que se envolveu ao ter afirmado que um enredo sobre espiritismo não teria vez nos desfiles da verde e branco.

 

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Foto: Reprodução/Facebook

“Não confunda entretenimento com prostituição”

Janaína Azevedo, passista do Carnaval carioca, ao denunciar uma proposta indecente que recebeu de um homem que se dizia produtor de eventos.

 

Ney Filardi estava ansioso para o início do desfile da Ilha | Foto: Sambarazzo
Foto: Sambarazzo

“Sequer a conheço pessoalmente, nunca estive com ela, então não é verdade isso. Quem fala pela Ilha sou eu”

Ney Filardi, presidente da União da Ilha, ao negar um possível acordo da escola com a cantora Ludmilla, que seria, segundo diversos veículos, a favorita para assumir o posto de rainha de bateria na tricolor.

 

 

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Foto: Fernando Grilli/Riotur

“Eu não gosto muito mais de compor samba-enredo. Os últimos que fiz foi mais porque a escola pediu mesmo. Tudo o que a gente faz muito, a gente enjoa.Já disputei muito, é uma coisa que não me entusiasma mais”

Martinho da Vila, ídolo da Unidos de Vila Isabel, ao admitir que não sente mais tanto prazer para escrever sambas para a escola de samba.

 

 

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Foto: Riotur

“Sem medo de errar, eu posso falar que eu tô com inveja”

Paulo Barros, carnavalesco da Portela, reconhecendo que gostaria de desenvolver um enredo ao estilo da da Unidos da Tijuca: “Música na alma, inspiração de uma nação”, que será assinado pela comissão de carnaval, formada por Hélcio Paim, Annik Salmon, Mauro Quintaes e Marcus Paulo.

 

 

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Foto: Sambarazzo

“Esse meu enredo era pra ter sido o do Carnaval 2016, mas a escola buscou um patrocinado.Quando eu vi o da Tijuca, fiquei chateado. Porque queria que o meu fosse uma coisa inédita, mas paciência, aconteceu”

Alex de Souza, carnavalesco da Vila Isabel, comentando, em tom de lamento, a semelhança do enredo dele “O som da cor” com o da Unidos da Tijuca “Música na alma, inspiração de uma nação”.

 

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Foto: Gabriel Santos/Riotur

“Amigos, esse ano fui convidada para ser enredo de três queridas escolas que desfilam na Avenida Intendente Magalhães! Fico muito honrada e emocionada com o convite, mas creio que ainda não é chegada a hora”

Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor, revelando que negou três propostas para virar tema no Carnaval 2017.

 

 

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Foto: Facebook Oficial União do Parque Curicica

“Tenho dito que minha filha é filha do renascimento. Eu e o Lolo somos cheios de fé e sempre colocamos Deus na frente de tudo.A perda serviu pra unir nós dois ainda mais”

Mara Rosa, porta-bandeira e mulher do mestre de bateria da Imperatriz, Lolo, falando sobre a nova gravidez. Em julho de 2015, Mara esperava o primeiro filho do casal, mas acabou perdendo o bebê.

 

 

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Foto: Arquivo pessoal

“Agora ela é minha! Comprei a tocha pra ter o prazer de guardar definitivamente. Paguei R$ 2 mil”

Neguinho da Beija-Flor comentando a aquisição da tocha olímpica, que ele conduziu dois dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

 

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Foto: Reprodução/Facebook

“Explicou que entenderam errado a matéria dele, que não foi bem assim e que adorou tudo, desta vez. Ele pediu desculpas e nós pedimos pra um amigo nosso comprar um biscoito Globo. Ele gostou.

Paulinho Valença, compositor do Império Serrano, contando como foi o encontro com David Segal, o jornalista americano do “The New York Times” que criticou a culinária carioca e detonou o famoso biscoito Globo.

 

Por Redação

Aos 78 anos, Martinho da Vila caminha para viver um dos momentos mais importantes da trajetória pessoal: conquistar um diploma. O autor de sucessos como “Devagar, devagarinho” demorou a entrar na faculdade, mas chegou lá, e vem cursando Relações Internacionais da Universidade Estácio de Sá, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

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“Sou o mais velho da turma”, diz, orgulhoso, o mais ilustre aluno do curso de Relações Internacionais da Estácio de Sá I Foto: Marcos Dantas/Divulgação

Aplicado, o sambista não perde uma aula e estuda, presencialmente, quatro vezes por semana. Por ser Embaixador da Boa Vontade da Comunidade e Embaixador Honorário e Cultural de Angola, após anos de pesquisas e relevantes serviços prestados através de intercâmbios culturais Martinho escapa do momento mais tenso para universitários de todo o mundo: passar na prova. A experiência adquirida fora de sala concedeu ao bamba um benefício e tanto com a direção da faculdade, que permite que ele seja avaliado de forma distinta dos demais estudantes.

– Sou um aluno especial, não faço prova, só trabalhos. Mas não é um privilégio por eu ser famoso, não, tem outros casos como o meu. Uma pessoa que já tenha formação em algum curso pode fazer um outro curso como ouvinte, isso acontece, é possível. Eu fiz o vestibular e depois fiz pedido pra ser aluno especial e a faculdade autorizou. Não tenho tempo pra estudar pra fazer a prova. Tenho os meus trabalhos, não tenho tempo pra isso. Estou sempre escrevendo, compondo, estou em outro patamar – justifica o mais ilustre torcedor da Unidos de Vila Isabel.

Martinho, que está no quarto período do curso, na verdade pouco liga para o tão almejado “canudo” por quem está na faculdade. O objetivo principal quando se matriculou era poder se inteirar mais nas bases das relações internacionais e se aprofundar de forma mais ampla no tema.

– Não é pra formação, é só pra conhecimento mesmo. Sou embaixador, já me chamam de embaixador. A prática das relações internacionais eu já tenho – completa o sambista bilíngue (ele fala português e francês), que já perdeu as contas das viagens internacionais que fez ao longo da vida. Só no primeiro semestre deste ano, já visitou Portugal, Holanda, Inglaterra e Suíça. O próximo destino: Estados Unidos.

“Sou o mais velho da turma”, conta Martinho

Entre as vantagens de incorporar os estudos à rotina, Martinho vê dois pontos como positivos: parou de dormir até tarde e passou a conviver – e a aprender – com os mais novos.

– Sou o mais velho da turma. Tenho colegas de 19, 20 anos, mas também tenho colega de 60. Tem muita gente da antiga na faculdade. Mas é bom, é muito bom. Gosto de ir à faculdade, mudei bastante minha forma de viver. Acordava depois do meio-dia, então está muito melhor agora. Durmo meia-noite, acordo cedo e vou pra faculdade – admite.

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Exemplo! O sambista tem inspirado pessoas mais velhas a criarem coragem de ingressar na faculdade I Foto: Marcos Dantas/Divulgação

Fama não atrapalha e Martinho faz até trabalho na casa de colegas de turma

O assédio nos corredores da universidade e em sala de aula, segundo Martinho, é discreto e educado. A maioria dos alunos já está habituada a cruzar com o artista nas dependências do campus e, muito esporadicamente, o procuram para uma foto ou um autógrafo. Quem estranha mesmo a presença de Martinho são os parentes dos colegas de turma que acabam recebendo a visita dele em casa para fazer os trabalhos que os professores requisitam:

– É engraçado. Os porteiros se espantam. Porque funciona assim: em sala nomeiam um líder para o grupo de trabalho e aí a gente vai na casa do líder do grupo. Mas o pessoal é bem tranquilo. Tenho essa coisa de conseguir caminhar no meio das pessoas numa boa. As pessoas falam comigo numa boa, uma vez ou outra pedem foto.

Martinho tem inspirado mais gente “da antiga” a entrar na faculdade

Outro benefício que a ida para a faculdade tem propiciado a Martinho da Vila é a satisfação de ouvir pessoas mais velhas dizerem que resolveram estudar por causa dele.

– Algumas pessoas me procuram, que estão na casa dos 50 anos, dizendo que tinham vontade de fazer faculdade e ficavam sem graça por estar como uma certa idade. E que depois de verem que fiz vestibular e entrei começaram a fazer também. Isso é bem legal – diz.

De recesso na faculdade por causa da Olimpíada, Martinho da Vila está às voltas com o lançamento de seu mais novo disco, intitulado “De bem com a vida” (Sony), que reúne canções inéditas e sucessos do sambista.

– Dia 26 de agosto vai estar na praça. Nem estava pensando em disco novo, não estava tão animado, mas a Sony me passou uma conversa e eu aceitei – brinca o sambista, ansioso para ver o produto nas ruas.

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Foto: Reprodução

“A escola que sobe, a primeira de domingo, é um caso a se pensar. Mas a 11° (do carnaval anterior) que vai ser a primeira de segunda, que no caso foi a Ilha, eu acho que ela deveria entrar no sorteio, porque 22h é um bom horário, é uma boa posição de desfile. A primeira de Segunda-feira é altamente privilegiada”

Fernando Horta, presidente da Unidos da Tijuca, sobre o plano de sugerir à Liesa – a Liga Independente das Escolas de Samba – uma mudança no formato do sorteio da ordem dos desfiles do Carnaval para 2018.

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Foto: Irapuã Jeferson

“Eu não desejo isso pra ninguém. Eu não fui nem procurada pela Grande Rio antes da contratação, fui pega de surpresa”

Regina Celi, presidente do Salgueiro, sobre a saída do diretor de carnaval Dudu Azevedo, que foi para a Grande Rio na última semana, em entrevista ao site Carnavalesco.

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Foto: Irapuã Jeferson

“É muito bom voltar pra casa”

Dudu Azevedo, diretor de carnaval da Grande Rio, sobre a chegada à tricolor de Caxias após anos de Salgueiro em entrevista ao portal SRZD.

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Foto: Val Di Olyvera

“A troca de olhares, sem dúvida, é o principal num casal de mestre-sala e porta-bandeira. Tem que acontecer um namoro na avenida”

Diogo Jesus, mestre-sala da Mocidade, sobre a intimidade que um casal de mestre-sala e porta-bandeira precisa demonstrar na Avenida. A declaração foi dada ao site Carnavalesco.

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Foto: Felipe Araújo

“Foi surpresa desde o primeiro momento, ainda é surpresa, ainda nem acredito, acho que é mentira ainda. A ficha vai demorar pra cair”

Thiaguinho Mendonça, mestre-sala da Imperatriz, sobre os primeiros momentos como um dançarino do Grupo Especial graças à oportunidade vinda da verde e branco de Ramos.

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Foto: Divulgação

“Todo mundo gosta da Segunda-feira, mas não tá ruim também, não. Vamos superar essa estatística do Carnaval”

Levi Júnior, presidente da Vila Isabel, sobre a posição de desfile da azul e branco, que ficou com o quarto posto no Domingo do Carnaval 2017.

 

Por Redação

Não dá pra negar que, estatisticamente, quem desfila na Segunda-feira está mais perto da vitória em relação às que se apresentam no Domingo de Carnaval. Só pra se ter uma ideia, neste Século, em 16 carnavais disputados, só por duas vezes – Vila Isabel em 2006 e Unidos da Tijuca em 2010 – a campeã saiu do primeiro dia de apresentações do Grupo Especial.

E se ganhar o Carnaval desfilando no primeiro dia é algo até incomum, a Unidos de Vila Isabel, que será a quarta escola de domingo, tá a fim de confirmar essa regra como uma exceção e faturar o caneco, mesmo na noite de abertura da festa mais popular do Brasil.

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Presidente da Vila Isabel há três meses, Levi Júnior não se fez de rogado ante a definição do desfile da Vila no domingo: ‘Vamos superar as estatísticas’ – Foto: Divulgação

Sem lamentações, o presidente da azul e branco do bairro de Noel Rosa, Levi Júnior, embora admita a predileção pelo segundo dia, saiu satisfeito do sorteio e com o otimismo em dia. E pelas ambições da Vila para 2017, trocar de posição com a Grande Rio, que caiu como segunda de domingo, estava fora de cogitação.

– Pelo menos caiu numa posição no meio ali, a quarta de domingo. Todo mundo gosta da segunda-feira, mas não tá ruim também, não. Vamos superar essa estatística do Carnaval. É uma colocação (ser segunda), no meu entender, a Sapucaí ainda está fria, mas tenho certeza que a Vila Isabel vem fazer um grande Carnaval, é lógico que todo mundo almeja o título, vamos tentar superar essa estatística do Domingo – comenta o presidente, que assumiu a Vila em março.

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A Vila Isabel já quebrou uma vez a escrita das campeãs de segunda-feira. Foi em 2006, quando a escola faturou o título após 18 anos de jejum se apresentando no domingo – Foto: Caio Guatelli/Abre Alas

 

Por Redação

O que não falta por aí é noivo enrolando noiva para adiar o casamento. Mas, no que depender da Unidos de Vila Isabel, a desculpa clássica da falta de grana vai ficar pelo caminho. É que a azul e branco promete casar gratuitamente uma centena de casais que está à espera da chance de formalizar o matrimônio.

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Para os casais que forem aproveitar a oportunidade que a Vila está dando, uma imagem inspiradora de um casamento real: William e Kate, que há cinco anos disseram o “sim” para deleite de todos os apaixonados do mundo, abalando as estruturas da monarquia britânica I Foto: BBC

A celebração conjunta vai rolar em cinco meses, mais precisamente em outubro, e os interessados devem se dirigir rapidamente para a secretária da quadra de ensaios da Vila, das 10h às 18h, e realizar as inscrições.

O departamento social da oitava colocada em 2016 é comandada por Sônia Rossi e vem realizando uma série de ações nos últimos tempos. A quadra da escola fica no Boulevard 28 de setembro, 382, em Vila Isabel.

Por Redação

Terminado o Carnaval, e todas as escolas de samba, menos a grande campeã, querem saber: “Onde foi que eu errei?”.

Com as justificativas dos jurados, divulgadas normalmente de quatro a cinco semanas após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

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Foto: Riotur

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesitos nos últimos cinco anos. E nesta quinta-feira, 14, encerramos a série de apuração dessa meia década checando as melhores e piores em Comissão de Frente, o quesito mais espetacular e surpreendente da Avenida.

Na semana passada, começamos com o ranking de Samba-Enredo e, logo na sequência foi a vez de apurarmos Enredo. Desvendamos os melhores rendimentos em BateriaHarmonia e Fantasias também já foram inspecionados. Na última segunda-feira, 11, foi a vez dos tradicionais casais de mestre-sala e porta-bandeira entrarem na lista de ranqueamento Evolução veio logo depois. Alegorias e Adereços foi o penúltimo da Série.

Embora o samba-enredo de 2010 não quisesse contar a ninguém, um dos segredos da Unidos da Tijuca já foi revelado há um tempão: começar o desfile com o pé direito e normalmente surpreendendo o público. As comissões de frente da escola do Pavão viraram referência na festa mais popular do Brasil. De 2012 a 2014 com a dupla Priscilla Mota e Rodrigo Negri, e nos anos seguintes com Alex Neoral, a representante do Borel não perdeu pontos, considerando o descarte da Liesa. Um aproveitamento de 85% de notas 10 nos últimos cinco anos. Das 20 avaliações aferidas, foram 17 máximas.

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1ª Tijuca – Foto: Fernando Maia/Riotur

Sempre com Hélio Bejani no comando da comissão de frente, o Salgueiro se faz uma potência no quesito. Além de sempre conseguir pelo menos duas avaliações máximas por ano, os bailarinos salgueirenses cresceram de rendimento nos últimos três anos. De 2014 pra cá, a vermelho e branco não perdeu décimos no julgamento oficial da Liesa, e, de quebra, faturou alguns prêmios dos veículos de comunicação.

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2ª Salgueiro – Foto: Michele Iassanori

 

Com Jorge Texeira e Saulo Finelon a Grande Rio vinha muito bem, obrigado. Mas foi com outra dupla de coreógrafos que a tricolor de Caxias atingiu as notas 40. Ex-Tijuca, o casal mais badalado das comissões de frente, Rodrigo Negri e Priscilla Mota, chegou e deu o retorno esperado. Somente avaliações máximas para a escola de Caxias, que não tem muito com o que se preocupar nas comissões de frente.

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3ª Grande Rio – Foto: Fernando Maia/Riotur

Num passado recente, pra saber qual era o principal problema da Beija-Flor era só perguntar para um nilopolitano que a resposta seria imediata: comissão de frente. Com a contratação de Marcelo Misailidis, responsável por comissões consagradas na Vila Isabel, a dificuldade crônica estava com os dias contados. Mas em 2014, ano de estreia dele, os jurados não aprovaram a integração da comissão com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, e as notas não foram a contento. A capacidade do coreógrafo foi comprovada nos anos seguintes. Em 2016, nota 40 pra enterrar os traumas de antigamente.

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4ª Beija-Flor – Foto: Michele Iassanori

Três coreógrafos passaram pela Imperatriz e deixaram suas marcas. Alex Neoral (2012 e 2013), Deborah Colker (2014 e 2016) e Fábio de Mello ajudaram a deixar a verde e branco entre as cinco primeiras, cada um a seu modo. O melhor ano dos cinco foi com Deborah em 2014. Na oportunidade, foram duas notas 10 e dois 9,9. A comissão de Fábio de Mello no ano seguinte teve notas razoáveis, mas levou o prêmio do Estandarte de Ouro.

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5ª Imperatriz – Foto: Tata Barreto

comissao de frente letreiro

comissão de frente tabela

Por Redação

Terminado o Carnaval, e todas as escolas de samba, menos a grande campeã, querem saber: “Onde foi que eu errei?”.

Com as justificativas dos jurados, divulgadas normalmente de quatro a cinco semanas após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

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Foto: Michele Iassanori

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Lie-a, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesitos nos últimos cinco anos. E nesta quarta-feira, 13, continuamos com a série de apuração dessa meia década checando as melhores e piores em Alegorias e Adereços, essas criações dos carnavalescos que dão colorido e um charme todo especial aos desfiles.

Na semana passada, começamos com o ranking de Samba-Enredo e, logo na sequência foi a vez de apurarmos Enredo. Desvendamos os melhores rendimentos em BateriaHarmonia e Fantasias também já foram inspecionados. Na última segunda-feira, 11, foi a vez dos tradicionais casais de mestre-sala e porta-bandeira entrarem na lista de ranqueamento e por último a hora foi de verificar a Evolução.

É verdade que os jurados de Alegorias e Adereços são os mais rigorosos do Carnaval carioca, mas a Unidos da Tijuca, mesmo diante de tanta austeridade, mantém uma série de quatro desfiles seguidos sem perder décimos no quesito, considerando os descartes regulamentares da Liesa. Méritos para a atual comissão do Pavão, que é formada por Hélcio Paim, Annik Salmon, Marcus Paulo e Mauro Quintaes, e também para o carnavalesco Paulo Barros, que esteve na tetracampeã da festa até 2014.

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1ª Unidos da Tijuca – Foto: Raphael David/Riotur

Em 2013 e 2014, a Beija-Flor ficou na seca de notas 10, mas a redenção viria nos dois anos seguintes. A azul e branco não perdeu pontos, e ainda sapecou um 40 no quesito no último carnaval. Com a suntuosidade de sempre, a representante de Nilópolis apostou no barroco neste ano e deu certo. Fiel ao estigma de uma das escolas mais luxuosas da festa, a “Deusa da Passarela” fica com o 2° lugar do Ranking.

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2ª Beija-Flor – Foto: Reprodução/TV Globo

A Grande Rio ainda não conseguiu faturar um título de campeã do Grupo Especial, mas uma dura missão ela já cumpriu: estar entre as melhores no quesito em que os jurados mais canetam as escolas de samba. O melhor ano da tricolor foi em 2014, na homenagem à Maricá, cidade da Região Metropolitana do Rio. Na ocasião, inapeláveis 40 pontos pra conta do carnavalesco, à época estreante na representante de Caxias, Fábio Ricardo. O pior ano foi 2013, naquele enredo sobre o Petróleo, quando seis décimos foram pro ralo.

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3ª Grande Rio – Foto: Sambarazzo

Para o salgueirense, o quesito Alegorias e Adereços não trouxe as memórias das mais felizes em 2016. Foi o último item a ser julgado na Quarta-feira de Cinzas e responsável por fazer o Salgueiro perder o vice-campeonato e acabar em quarto, sendo ultrapassado na curva final por Tijuca e Portela, e deixando a Mangueira na ponta isolada. A luz que faltou no abre-alas deste ano sobrou em 2015, quando a vermelho e branco teve o melhor desempenho dos últimos cinco anos, de acordo com o júri da Liesa.

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4ª Salgueiro – Foto: Irapuã Jeferson

Com Zézé Di Camargo e Luciano como os personagens principais, a Imperatriz Leopoldinense conseguiu as melhores notas em Alegorias e Adereços dos últimos cinco anos em 2016. Pra alegria do carnavalesco Cahê Rodrigues, os carros da verde e branco foram aprovados pelos jurados do quesito: três 10 e um 9,9. Sem dúvida, a boa pontuação colocou a representante do bairro de Ramos, na Zona Norte do Rio, entre as melhores do Ranking.

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5ª Imperatriz – Foto: Riotur

Vila Isabel, União da Ilha, Portela, Mocidade São Clemente e Mangueira, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

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Ranking alegoria

Por Redação

Terminado o Carnaval, e todas as escolas de samba, menos a grande campeã, querem saber: “Onde foi que eu errei?”.

Com as justificativas dos jurados, divulgadas normalmente de quatro a cinco semanas após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

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Fotos: Irapuã Jeferson

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesitos nos últimos cinco anos. E nesta terça-feira, 5, prosseguimos a série de apuração dessa meia-década com o item Enredo, que ano após ano molda os caminhos de cada escola naquela temporada e roteiriza a apresentação na Avenida.

Diferentemente de Samba-enredo, que a Portela pulverizou qualquer tipo de disputa acirrada, com uma sequência ininterrupta de notas dez, nos temas a competição é mais apertada de 2012 pra cá. No certame específico das narrativas, Unidos da Tijuca e Salgueiro ficaram rigorosamente empatadas na ponta da tabela, e olha que nem adiantou usar o critério desempate de maior número de notas 10. A igualdade foi estabelecida.

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Em 2016, o Salgueiro apresentou o enredo “A ópera dos malandros”, sob a batuta de Renato Lage, e conquistou os 40 pontos. “Semeando Sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado”, da comissão de carnaval formada por Mauro Quintaes, Marcus Paulo, Hélcio Pain e Annik Salmon, deu um 10 e três 9,9 à azul e amarelo – Fotos: Irapuã Jeferson e Michele Iassanori

A escola do Borel teve nos enredos construídos pelo carnavalesco Paulo Barros as três melhores avaliações: Luiz Gonzaga (2012), perdendo apenas um décimo, que foi dizimado no descarte regulamentar da Liesa; e Alemanha (2013) e Ayrton Senna/velocidade (2014), ambos nota 40. A “Academia” impulsionou a pontuação nos temas sobre a literatura de cordel (2012), a criação do universo (Gaia, 2014) e os malandros (2016), todos com avaliações impecáveis e sempre com a assinatura luxuosa de Renato Lage.

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“É o amor… que mexe com a minha cabeça e me deixa assim. Do sonho de um caipira nascem os filhos do Brasil”, por Cahê Rodrigues, homenageou os irmãos sertanejos, Zezé Di Camargo e Luciano – Foto: Michele Iassanori

O eterno camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira, Zico, manteve a tradição do número na Imperatriz: dez, nota dez. O melhor enredo da escola, segundo o júri da Liga, nos últimos cinco anos. Os temas do Pará (2013) e o afro Axé Nkenda (2015) deram ótimos motivos para as renovações seguidas do carnavalesco Cahê Rodrigues e serviram também para colocar a verde e branco no terceiro lugar do Ranking.

Jorge Amado, um dos escritores recordistas de vendas de livros no Brasil, não bateu tantos recordes no Carnaval carioca. Enredo na representante de Ramos em 2012, a história do intelectual não foi aprovada pelo júri. Sete décimos escorreram pelas quatro canetas.

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“Maria Bethânia: a menina dos olhos de Oyá” não só foi nota 40 como lançou a verde e rosa ao campeonato que não se realizava há 14 anos – Foto: Rodrigo Mesquisa

Pela primeira vez em cinco anos, a Mangueira conseguiu uma nota 40 em enredo: a cantora Maria Bethânia e Leandro Vieira, o artista responsável pela homenagem, foram os condutores desse feito inédito de 2012 até aqui. A campeã de 2016, que passou bem longe do título nos anos anteriores, não sabia o que era um 10 no quesito há duas temporadas.

Em 2015 e 2014, as narrativas sobre mulheres e festas brasileiras, respectivamente, deram à verde e rosa uma coletânea de 9,9 e afastaram a Estação Primeira da ponta do Ranking.

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“No voo da águia, uma viagem sem fim…”, do carnavalesco Paulo Barros, ajudou a Portela a voltar ao pódio do Carnaval ao faturar o terceiro lugar na festa em 2016 – Foto: Michele Iassanori

A nossa campeã no Samba, sustentando a marca de 20 notas dez seguidas no quesito, perde um pouco da “majestade” no Enredo. Quarenta pontos, de 2012 pra cá, apenas na homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, isso em 2015, sob comando de Alexandre Louzada. A segunda melhor avaliação veio no último desfile, na estreia de Paulo Barros, com as suas viagens. Apenas dois décimos ficaram para trás.

E se viajar deu certo na pontuação, ficar em casa não muito. É que em 2013, quando reverenciou o bairro de Madureira, de onde é originária, a Portela perdeu oito décimos nos quatro jurados.

Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Beija-Flor, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

ENREDO IMAGEM

ENREDO RANKING

Por Redação

Ao se despedir da União da Ilha, o coreógrafo de comissão de frente Patrick Carvalho disse: “Preciso voar”. Pois bem, o voo se encerrou com uma aterrizagem no bairro de Noel Rosa. É que ele acertou com a Vila Isabel para o próximo Carnaval.

Patrick é o segundo reforço da azul e branco para a atual temporada. Na última terça-feira, 23, o diretor de carnaval Júnior Schall, ex-Mangueira, anunciou a chegada à oitava colocada em 2016.

Coreógrafo da Ilha contará com oito cadeirantes no elenco de sua comissão de frente | Foto: Leandro Ribeiro / Divulgação
Patrick Carvalho é o novo coreógrafo de comissão de frente da Vila Isabel – Foto: Leandro Ribeiro

O coreógrafo substitui Jaime Aroxa, que não conseguiu boas notas pela Vila Isabel no quesito. Neste ano, a representante do Morro dos Macacos, na Zona Norte carioca, perdeu seis décimos só na comissão de frente, o que atrapalhou os planos da escola de voltar ao Sábado das Campeãs, que envolve as seis melhores da festa.

No Grupo Especial, Patrick Carvalho coreografou a comissão da Inocentes de Belford Roxo em 2013 e da Ilha nos últimos dois carnavais. O melhor desempenho dele foi em 2015, quando atingiu duas notas dez e perdeu apenas 0,1 ponto na Quarta-feira de Cinzas daquele ano.

Além da Vila Isabel, Patrick segue com a responsabilidade de comandar os bailarinos da Porto da Pedra agremiação da Série A.

Por Matheuz Catrinck

Reinando há seis anos à frente da bateria da Unidos de Vila Isabel, a apresentadora Sabrina Sato abusou da sensualidade no desfile da escola na segunda noite de apresentações do Grupo Especial do Rio. A apresentadora, que vestiu a fantasia de ‘Guerreira da Casa Real’, escondeu muito pouco do público da Passarela do Samba.

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Com um corpaço de fazer cair qualquer queixo, Sabrina fez graça e mostrou que está com tudo – e está prosa.

– Não tem (proteção), hoje cai! Eu acho que o público merece ver novidade, ver fantasias maravilhosas – comentou a beldade, pouco antes do início do desfile.

Sabrina, que também é rainha de bateria da Gaviões da Fiel, em São Paulo, garante que, apesar do esforço, aguenta o tranco nas duas escolas.

– Já tô craque, faz parte, a gente sempre se machuca. É samba, suor e lágrimas. Sempre me machuco e não tem essa de ‘na hora não sente’, porque sente sim! – completou.

Primeira agremiação da noite a desfilar, a Vila Isabel apresenta o enredo “Memórias do pai Arraia – Um sonho pernambucano, um legado brasileiro”, sobre o político Miguel Arraes. E a rainha da ‘Swingueira de Noel’, que se diz entusiasta do tema, não hesita em sonhar com o título.

– É uma honra ser da Vila, a escola do Martinho, da Mart’nália, do Arlindo Cruz, do André Diniz… Uma escola que faz essa mistura de culturas muito bem. Quando trouxemos o caipira, o interior, fomos campeões.

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Fotos: Rogério Domingues