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Por Redação

A eleição deste domingo, 7, elegeu alguns representantes do samba, mas deixou outros tantos de fora. Em São Paulo, Leci Brandão (PCdoB) ganhou pouco mais de 64 mil votos e foi reeleita como deputada estadual. Ela usou as redes sociais para agradecer pelo apoio recebido.

Leci Brandão conseguiu mais de 60 mil votos e foi reeleita como deputada estadual em São Paulo – Foto: Reprodução Instagram

– Fomos reeleitos para mais um mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo. Digo sempre ‘fomos’ porque este espaço é nosso, do povo de São Paulo. A partir desta tribuna, temos denunciado e repudiado as violências contra a periferia, população negra, LGBT, indígenas e quilombolas. Este Quilombo da Diversidade tem sido a nossa trincheira de resistência contra o racismo, o machismo, a homofobia, o racismo religioso, o desemprego, as desigualdades sociais e contra qualquer tipo de preconceito e discriminação. É neste espaço de poder que vamos seguir na missão de representar os nossos. Estamos felizes, sim, porque toda vitória nossa é uma vitória do povo negro, em especial, das mulheres negras – escreveu Leci.

No Rio de Janeiro, o atual presidente da verde e rosa, Chiquinho da Mangueira (PSC) também garantiu a reeleição como deputado estadual. Ele obteve 22.141 dos votos válidos. Desta forma, o dirigente mangueirense está indo para o quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Chiquinho irá para o quinto mandato como deputado estadual no Rio – Foto: Arquivo

Sem mandato

A popularidade nas redes sociais e no Carnaval não foi suficiente para fazer com que o intérprete Ito Melodia (PTC) se elegesse deputado federal. Ele teve apenas 3.405 votos, não alcançando a meta para dar expediente na Câmara Federal.

Ito Melodia tentou uma vaga para deputado federal, mas não foi eleito – Foto: Divulgação

Viviane Araújo pediu pelo irmão, que recebeu apenas 272 votos

Nem mesmo Viviane Araújo, com seus milhões de seguidores, foi capaz de eleger o irmão mais velho, Rodrigo Guedes (PRTB), como deputado federal. A rainha de bateria do Salgueiro chegou a pedir votos para ele nas redes sociais, mas Rodrigo terminou a eleição com módicos 272 votos.

O marido da rainha de bateria da Beija-Flor, Raissa de Oliveira, também não teve sucesso. Drigão (PTB), que concorria para deputado federal, obteve 3.384 votos.

Filho do presidente da Tuiuti, Renatinho não vai desistir da política – Foto: Divulgação

Candidato pela primeira vez, Renato Júnior (PHS), filho do presidente da Paraíso do Tuiuti, Renato Thor, conseguiu 2.240 votos. Renatinho, como é chamado, tentava uma vaga para deputado estadual. Apesar da derrota, ele não pretende desistir da carreira política.

– A vitória não veio, mas tenho orgulho dos dois mil e poucos votos que eu tive. Os trabalhos não param por aqui, tenho apenas 22 anos e temos muita estrada pela frente. Até breve! – declarou ele, que na campanha usou como lema um trecho do samba da atual vice-campeã do Carnaval, “Não sou escravo de nenhum senhor…”.

*Foto de capa: Arquivo

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Sob muita tensão, os sócios do Salgueiro decidiram neste domingo, 30, que o melhor para a escola será realizar uma nova eleição ainda em outubro e então decidir quem será o novo presidente da vermelho e branco. A data do pleito ainda será divulgada. Desta forma, novas chapas deverão ser formadas para disputar o cargo, já que Regina Celi está inelegível.

Assembleia ocorreu neste domingo e decidiu por nova eleição na escola – Foto: Arquivo pessoal

A assembleia extraordinária realizada na sede salgueirense decidiria sobre a aclamação da Chapa 2, liderada por André Vaz, ou determinaria a convocação de uma nova eleição. Pelo entendimento do presidente da mesa, Jayme Syrur, a oposição só poderia ser aclamada por unanimidade. Por causa disso, houve protestos.

O advogado da oposição, William Figueiredo, afirmou que a decisão de Jayme contrariou uma ordem judicial. Portanto, a Chapa 2 irá entrar com uma representação judicial nesta segunda-feira, 1, contestando o ocorrido.

– Mesmo com a ampla maioria para que a Chapa 2 fosse a vencedora, o que aconteceu foi um total desrespeito com os associados, os beneméritos e as decisões judiciais. O que se viu aqui acho que foi algo inédito porque o presidente da assembleia emitiu um parecer sobre a aclamação, sendo que ele não tem poder sobre isso. Ele tem que ser imparcial. Ele não podia conduzir da forma que fez, dando parecer. Foi um absurdo tremendo. Vamos buscar as vias judiciais pra corrigir esse absurdo. Tudo foi filmado, vamos anexar isso aos autos do processo para que o juiz possa se manifestar. Eu entendo que houve um desrespeito, mas temos que aguardar a Justiça – disse William.

Participaram da assembleia 216 associados. Entretanto, não houve contagem dos votos para saber quantas pessoas votaram a favor da chapa 2 e quantas queriam uma nova eleição.

A presidente Regina Celi saiu do evento sem conversar com os jornalistas presentes. Mas, nas redes sociais, a dirigente já havia manifestado a preferência por realizar uma nova eleição.

Regina Celi queria a realização de uma nova eleição – Foto: Reprodução Instagram

Relembre a briga judicial salgueirense

A disputa judicial na “Academia do Samba” se arrasta desde 6 de maio, quando Regina Celi foi reeleita para o quarto mandato consecutivo. No dia 16 do mesmo mês, entretanto, a Justiça do Rio considerou a chapa da presidente inelegível, numa ação movida pela oposição antes do pleito. Entre as irregularidades consideradas pelos desembargadores estava o limite de dois mandatos consecutivos na presidência, estabelecido pelo estatuto da agremiação.

Regina Celi e André Vaz travam briga pela presidência do Salgueiro desde maio – Foto: Arquivo

Desde então, situação e oposição travam uma disputa na Justiça. No dia 1° de agosto, o desembargador Werson Rêgo havia negado recursos dos dois lados: Regina Celi pedia novas eleições, enquanto a turma liderada por André Vaz pedia posse imediata. No despacho, o magistrado justificou que cabia à escola, por meio de suas instâncias, decidir o futuro da agremiação.

Em 2018, o Salgueiro fez um enredo sobre as mulheres negras e terminou em terceiro lugar – Foto: Raphael David/Riotur

Em agosto, a comissão eleitoral do Salgueiro, presidida por Marcelo Ferreira, deu um parecer determinando o afastamento de Regina Celi da presidência. Três dias depois, no entanto, o desembargador Werson Rêgo suspendeu o efeito da liminar obtida pela chapa de oposição, que determinava a saída de Regina Celi da presidência da agremiação dentro de 48 horas.

Na última decisão, o magistrado entendeu que a comissão eleitoral da escola não tinha poder para tal avaliação.

*Foto de capa: Raphael David/Riotur

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Uma decisão da juíza Juliana Leal de Melo, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), determinou que a presidente do Salgueiro, Regina Celi, não poderá continuar comandando a escola após a Assembleia Geral do próximo domingo, 30. Declarada inelegível pela Justiça desde maio deste ano, a dirigente não poderá ser mantida no cargo pelos sócios da agremiação durante a reunião. A condição se estende a todos os membros da Chapa 1, da qual ela faz parte e com a qual se reelegeu em maio para um quarto mandato consecutivo. A multa em caso de descumprimento é de R$ 500 mil.

O grupo de oposição, a Chapa 2, liderada pelo empresário André Vaz, foi autor desta e de outras ações judiciais para barrar o mandato de Regina. Em tese, a principal opção dos sócios agora seria declarar, por aclamação, o oponente como novo gestor da instituição. Para garantir que não haja uma recondução da chapa da presidente ao poder, a juíza ainda autorizou que a Assembleia seja registrada em áudio e vídeo.

Sócios do Salgueiro não têm permissão judicial para decidir pela permanência de Regina Celi na escola | Foto: Sambarazzo

“Sairei pela porta da frente”, declarou Regina

Na noite desta quinta, 27, Regina estava na quadra da vermelho e branco na Tijuca, Zona Norte do Rio, para a festa de apresentação das fantasias para o Carnaval 2019. Lá, ela soube da decisão judicial e desabafou diante de representantes de segmentos e torcedores da própria escola, além de profissionais da imprensa.

No discurso, a mandatária disse que entrará com recurso para pedir que a decisão da magistrada seja revista pela segunda instância do TJRJ e adiantou que, se nada mudar, deixará a agremiação “pela porta da frente”.

— Nada para. A única coisa que para é quando o coração para. E o meu não vai parar, mesmo eu não tendo o título de presidente do Salgueiro. O que vale é o respeito. Não tô fazendo campanha, isso é um desabafo pra quem ficou comigo nove anos. Muitas pessoas viraram as costas. Eu vou vir no carro, no chão, empurrando, porque eu posso comprar minha fantasia e desfilar. Sou benemérita, fui eleita com 70% dos votos. Só peço que respeitem quem pode chegar onde eu cheguei por mérito. Não entrei pela janela. Entrei pela porta da frente e sairei pela porta da frente — disse Regina, que aproveitou a oportunidade para agradecer aos departamentos da chamada “Academia do Samba” pela parceria nos últimos anos e para dançar ao som da bateria “Furiosa”.

Presidente de honra deixa decisão nas mãos de Assembleia

Rafael Alves, o presidente da honra do Salgueiro, também falou sobre a decisão judicial e sobre a briga com a Chapa 2. Ele disse que está certo de que Regina permanecerá na agremiação e aproveitou para declarar publicamente aos concorrentes que “ninguém vai entrar na marra” para dirigir a escola. Alves também criticou o montante investido pela oposição nos honorários de advogados e disse que duvida que a Assembleia do próximo domingo irá eleger o grupo por aclamação.

— Eu preferia muito mais que eles pegassem o dinheiro que eles tão gastando com advogados na Justiça e ajudassem a escola pra ser campeã. Ajudassem as baianas, a velha guarda e a bateria. Mas, não. Eles preferem gastar pensando no retorno que terão depois. Eu não boto dinheiro no Salgueiro pra ter retorno. Não faço pra ganhar dinheiro. Faço pelo Carnaval — afirmou o salgueirense.

Presidente de honra do Salgueiro, Rafael Alves criticou as ações judiciais movidas pela Chapa 2 contra Regina Celi | Foto: Arquivo pessoal

*Foto de capa: Sambarazzo

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A notícia de que o intérprete da União da Ilha, Ito Melodia, está disputando uma vaga na Câmara Federal até que ganhou uma certa repercussão. Mas, a julgar pelos comentários nas redes sociais, foi o verdadeiro nome do cantor que fez mais sucesso entre os possíveis eleitores de Ito. Batizado como Acrailton Forde, o sambista contou que pensava em trocar o verdadeiro nome.

Nome verdadeiro de Ito Melodia aparece no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) | Imagem: Reprodução/TSE

De acordo com Ito, “Acrailton” foi escolhido pelo pai dele, o lendário intérprete Aroldo Melodia, para homenagear um amigo americano.

— Meu nome é o único diferente da família. Meu pai tinha um amigo americano, que tinha um nome parecido. Na hora de registrar, ficou assim. Há uns oito anos, eu pensava em trocar meu nome. Era alvo de muita risadinha. Só o pessoal da antiga que sabe. Hoje, ninguém sabe mais. O Ito, que surgiu na Ilha, é o que ficou, e o que aparecerá na urna — disse.

Ito vai disputar a primeira eleição para deputado federal | Foto: Divulgação

A próxima eleição em outubro será a primeira de Ito, pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC). Ele concorre a uma vaga para se tornar deputado federal. Segundo o cantor, a decisão foi difícil de tomar e só veio depois da aprovação da família.

Ito acredita que poderá trazer melhorias sociais através do samba. Uma das ideias do agora candidato é fazer com que os sambistas sejam mais valorizados.

— Quero ter essa oportunidade de lutar pela renovação. Meu trabalho social vem de berço, sempre fiz. Se eu não ganhar, meu trabalho social vai continuar o mesmo. Quero ser a voz do povo. Vamos ver o que vai acontecer — declarou o filho de Aroldo Melodia.

Ito com um quadro em homenagem ao pai, Aroldo Melodia | Foto: Sambarazzo

Alerta sobre o autismo

Outra bandeira defendida por Ito é sobre o autismo. Em março deste ano, ele compôs e gravou o samba “Sou um artista de um mundo solitário” pra chamar atenção a respeito do transtorno que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir de pessoas com autismo.

— Temos que conhecer melhor essa causa, em como essas mães sofrem. Temos que ter mais projetos por essa causa. Colocar o autista dentro das empresas. Ter projetos na área da saúde, educação… — completou Ito.

O cantor da Ilha revelou ao Sambarazzo que o jingle da campanha será gravado nos próximos dias e foi composto por ilustres compositores. São eles: Xande de Pilares, Gilson Bernini, e Gugu das Candongas.

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A Justiça do Rio suspendeu nesta terça-feira, 21, a liminar que determinava o afastamento da presidente Regina Celi do posto de presidente do Salgueiro. Na nova decisão, o desembargador Werson Rêgo, da 25ª Câmara Cível, sustenta que a Comissão Eleitoral da vermelho e branco não possui poder de deliberação.

Trecho da decisão judicial que suspendeu a liminar que retirou Regina Celi da presidência – Foto: Reprodução

Tal ato, de acordo com Rêgo, só pode ser feito por uma Assembleia Geral com o Conselho Deliberativo, o Conselho Fiscal e a Diretoria Executiva.

– Os atos posteriores à data do pleito teriam natureza meramente opinativa, vale dizer, a se entender pela aclamação da Chapa postulante, encabeçada pelo ora Agravado, limitar-se-ia à Comissão Eleitoral a emissão de parecer nesse sentido, seguindo-se o encaminhamento deste às instâncias administrativas com poderes de deliberação, antes já mencionadas – afirmou o magistrado.

Outros trechos da decisão judicial – Foto: Reprodução

Na semana passada,  a Comissão Eleitoral salgueirense, presidida por Marcelo Ferreira, emitiu uma posição oficial sobre o pleito realizado em maio, em que Regina foi reeleita com 63,82% dos votos para permanecer no cargo até 2022.

Segundo documento divulgado pelos conselheiros — eles  tiveram o poder de decidir sobre a questão reforçado por uma decisão do desembargador Werson Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio — a Chapa 2, liderada por Vaz, era a indicada para ser considerada como vencedora das eleições, já que a Chapa 1 foi declarada inelegível pela Justiça no início do mês de junho.

Regina conseguiu derrubar liminar que a tirava do cargo como presidente do Salgueiro – Foto: Arquivo

Quando determinou que Regina não poderia ser reeleita, o magistrado determinou que um terceiro mandato consecutivo seria contrário às “regras claras e explícitas” do Estatuto do Salgueiro e também aos “valores éticos e morais”. Para Rêgo, “uma terceira reeleição da Sra. Regina Celi significaria não só uma violação expressa à regra do art. 31 do Estatuto de 2012, senão, também, à norma que a antecede, que consagra o princípio democrático da alternância de poder”.

Presidente se manifesta

Regina Celi usou as redes sociais para se manifestar pela primeira vez após as decisões judiciais. Ela disse acreditar na justiça e que seguirá o trabalho à frente do Salgueiro.

– Recebi com serenidade a decisão do Tribunal de Justiça que reconheceu a nossa posição e restabeleceu a verdade. Continuo com a minha missão à frente do Salgueiro para manter a nossa escola no 1º lugar no ranking da LIESA, sempre confiando na justiça – afirmou Regina Celi.

Oposição vai recorrer

André Vaz, líder da oposição, diz que vai entrar com nova ação e que não pretende desistir de assumir a presidência da escola.

– Não vamos desistir nunca. Vamos brigar até o fim. Vamos entrar com uma outra ação porque a chapa dela está inelegível. Isso está ficando chato, tanto pra ela quanto pra gente e a escola – declarou André ao Sambarazzo.

Eleição conturbada

Na última sexta-feira, 17, o Tribunal de Justiça do Rio tinha determinado que a presidente Regina Celi deveria deixar em até 48h a presidência do Salgueiro. A decisão foi assinada pela juíza Renata Gomes Casanova de Oliveira e Castro, da 2ª Vara Cível e estava vinculada a um pedido feito pelo grupo de oposição representado pela Chapa 2 (“Salgueiro, minha paixão, minha raiz”), representada judicialmente pelo empresário André Vaz. Ainda segundo a magistrada, Vaz deverá ser empossado presidente da agremiação também nos próximos dois dias.

*Foto de capa: Arquivo

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Rainha de bateria do Salgueiro desde 2008, e uma das mais presentes ocupantes do cobiçado posto, Viviane Araújo afirmou que permanecerá no posto no próximo ano, mesmo com o afastamento de Regina Celi da presidência da escola. Vivi declarou ainda que as gravações da próxima novela das 21h da TV Globo não irão impedir a participação dela nos ensaios da vermelho e branco.

– Teve essa confusão toda (no Salgueiro), mas eu continuo lá. Está tudo certo. O Carnaval faz parte da minha vida. Estarei lá, independentemente de estar na novela, não vai atrapalhar em nada também. Eu acho que eu estando no ar não vai mudar em nada – disse a artista, que está no elenco de “O Sétimo Guardião”, próxima novela de Aguinaldo Silva.

Viviane declarou que “está tudo certo” para continuar como rainha de bateria do Salgueiro em 2019 – Foto: Michele Iassonori

Na última sexta-feira, 17, o Tribunal de Justiça do Rio determinou que Regina Celi deveria deixar em até 48h a presidência do Salgueiro. A decisão, que tem caráter liminar, foi assinada pela juíza Renata Gomes Casanova de Oliveira e Castro, da 2ª Vara Cível e está vinculada a um pedido feito pelo grupo de oposição representado pela Chapa 2 (“Salgueiro, minha paixão, minha raiz”), representada judicialmente pelo empresário André Vaz. Ainda segundo a magistrada, Vaz deverá ser empossado presidente da agremiação.

Através de uma nota oficial divulgada através da assessoria de imprensa do Salgueiro, Regina disse que vai cumprir a decisão da 2ª Vara Cível, mas que “as medidas cabíveis já foram tomadas para suspender a liminar”.

Vivi está presente na maioria dos ensaios da vermelho e branco – Foto: Anderson Borde/AgNews

Comissão Eleitoral do Salgueiro pediu afastamento de Regina

A Comissão Eleitoral salgueirense, presidida por Marcelo Ferreira, emitiu na última terça, 14, uma posição oficial sobre o pleito realizado em maio, em que Regina foi reeleita com 63,82% dos votos para permanecer no cargo até 2022.

Segundo documento divulgado pelos conselheiros — eles tiveram o poder de decidir sobre a questão por conta de uma decisão do desembargador Werson Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio — a Chapa 2, liderada por Vaz, era a indicada para ser considerada vencedora das eleições, já que a Chapa 1 foi declarada inelegível pela Justiça no início do mês de junho.

Regina Celi foi afastada do cargo de presidente por determinação da Justiça – Foto: Arquivo

Quando determinou que Regina não poderia ser reeleita, o desembargador determinou que um terceiro mandato consecutivo seria contrário às “regras claras e explícitas” do Estatuto do Salgueiro e também aos “valores éticos e morais”. Para Rêgo, “uma terceira reeleição da Sra. Regina Celi significaria não só uma violação expressa à regra do art. 31 do Estatuto de 2012, senão, também, à norma que a antecede, que consagra o princípio democrático da alternância de poder”.

Escola perdeu profissionais por conta da instabilidade

A incerteza política levou os coreógrafos Hélio e Beth Bejani a pedirem desligamento da chamada “Academia do Samba”, escola em que atuavam há uma década. No ano que vem, eles vão assinar a comissão de frente da Grande Rio.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidclei Santos e Marcella Alves também deixou a agremiação. Num episódio conturbado, a dançarina afirmou que foi demitida por causa da gravidez anunciada no início de julho. No entanto, Rafael Alves, presidente de honra da instituição, disse que a escola não dispensou Marcella e que havia apenas concedido uma licença para a dançarina.

*Foto de capa: Michele Iassonori

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Por Redação

A confusão jurídica envolvendo as eleições do Salgueiro continua longe do fim. Nesta terça-feira, 14, a comissão eleitoral da escola, presidida por Marcelo Ferreira, se pronunciou oficialmente sobre o pleito realizado em maio. Segundo documento divulgado, a Chapa 2, liderada por André Vaz, deve ser declarada a vencedora do processo. Além disso, o conselho determina que os membros da Chapa 1, de Regina Celi, saia “imediatamente” dos cargos.

Decisão do conselho do Salgueiro saiu nesta terça-feira – Foto: Reprodução

A decisão já começa a valer a partir desta quarta-feira, 15. Entretanto, de acordo com o presidente de honra da vermelho e branco, Rafael Alves, o texto não é válido. Ele ainda salienta a existência de um processo em andamento em Brasília, a ser julgado.

– Não tem validade nenhuma. Já se sabe que isso só vai ser determinado pela Justiça. É uma ‘forçação de barra’ da Chapa 2, que segue a cada dia inventando factoides pra criar ruído dentro da escola. Não tem a mínima chance (de a presidente sair do cargo amanhã) – declarou Rafael Alves.

Presidente de honra diz que decisão do conselho não vale e prevê batalha na Justiça – Foto: Arquivo

O advogado da chapa opositora, William Figueiredo, afirmou que já esperava a reação. Ele comentou ainda que irá entrar com uma nova ação judicial para que Regina Celi deixe a presidência do Salgueiro.

– Nós provocamos os poderes da escola, seguindo a decisão do desembargador. Todos foram intimados. A comissão eleitoral entendeu então que o correto era dar a posse imediata para o André. Queremos uma transição tranquila, que seja democrática. Mas, se isso não ocorrer, vamos tomar as medidas judiciais necessárias – explicou William.

Após a manifestação da oposição, Regina Celi fez um post no Instagram pessoal ironizando o posicionamento da chapa de André Vaz:

No Instagram, Regina ironizou a decisão – Foto: Reprodução Instagram

Conselho deve definir o caso, segundo desembargador

Na semana passada, o desembargador Werson Rêgo reafirmou que Regina Celi permanece inelegível. Entretanto, o magistrado deixou a responsabilidade sobre o futuro da administração salgueirense nas mãos do Conselho de sócios da escola.

André e Regina disputam a presidência do Salgueiro – Foto: Arquivo

“Nesse contexto, não cabe ao julgador manifestar-se sobre o que não foi demandado, competindo às esferas internas administrativas da Agremiação aplicar os efeitos jurídicos decorrentes do julgado, nos termos do que dispõe o seu estatuto”, escreveu Werson Rêgo em sua decisão.

Por causa da incerteza política vivida pelo Salgueiro, os coreógrafos Hélio e Beth Bejani pediram desligamento da escola. O casal vai assinar a comissão de frente da Grande Rio no ano que vem. 

Marcella Alves e Sidclei também anunciaram a saída da agremiação. A porta-bandeira alegou que foi demitida por causa da gravidez, no entanto o presidente de honra do Salgueiro, Rafael Alves, disse que a escola não dispensou Marcella e que havia concedido uma licença para a dançarina.

Em 2019, o Salgueiro será a quarta escola a desfilar no Domingo de Carnaval, com enredo sobre a história de Xangô, do carnavalesco Alex de Souza.

*Foto de capa: Arquivo

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Um dia depois da Justiça rejeitar, por unanimidade, um recurso de Regina Celi que pedia para anular o julgamento que a tornou inelegível, a atual mandatária do Salgueiro usou o Instagram para se manifestar sobre o assunto. Em postagem na noite desta quinta-feira, 7, Regina diz que é a presidente executiva da vermelha e branco e, inclusive, já definiu o enredo do Carnaval 2019, mesmo com o impasse judicial.

“Diante dos fatos ocorridos nos últimos dias, comunico aos Salgueirenses, a todo o mundo do samba e amantes do Carnaval, que sou a Presidente Executiva, em exercício, do Acadêmicos do Salgueiro, tendo sido eleita para o cargo com mais de 70% (setenta por cento) dos votos, numa demonstração ímpar de democracia, pois eleição se ganha nas urnas”, diz trecho da carta aberta (a íntegra da mensagem está no fim desta matéria).

Regina aproveita para tranquilizar os torcedores da agremiação dizendo que todos os principais segmentos estão renovados para o Carnaval do ano que vem.

A presidente encerra dizendo que medidas estão sendo tomadas para resolver o imbróglio salgueirense e que, como cidadã, irá cumprir “todas as determinações judiciais que venham a ocorrer”.

Vice pede novas eleições

Nesta quarta-feira, 6, o vice da chapa de Regina Celi utilizou as redes sociais para anunciar o rompimento com a mandatária. Jô Casemiro criticou a tática que Regina e os advogados adotaram para tentar mantê-la no cargo através de recursos judiciais que anulassem o julgamento do processo que a tornou inelegível, no mês de maio. Na carta que escreveu, Jô Casemiro disse que só foi procurado por Regina e pela equipe jurídica no último dia 4 de junho, 20 dias após o julgamento que decidiu pela inelegibilidade da chapa. Ao ser informado sobre a estratégia de recorrer mais vezes à Justiça pedindo uma revisão da decisão, Casemiro propôs que o grupo optasse por um novo pleito eleitoral, mas disse que a hipótese não foi aceita pelos advogados de Regina Celi.

Confira na íntegra o comunicado oficial de Regina Celi:

“Meus filhos,

Diante dos fatos ocorridos nos últimos dias, comunico aos Salgueirenses, a todo o mundo do samba e amantes do Carnaval, que sou a Presidente Executiva, em exercício, do Acadêmicos do Salgueiro, tendo sido eleita para o cargo com mais de 70% (setenta por cento) dos votos, numa demonstração ímpar de democracia, pois eleição se ganha nas urnas.

Estão enganados todos aqueles que acham que somos reféns de algum tipo de manifestação.

Nosso trabalho continua a todo vapor. Nossos segmentos estão todos renovados, dispostos a caminhar juntos para um Carnaval vitorioso, trabalho esse que é reconhecido por todos aqueles que gostam e entendem de samba. Sem sombra de dúvida, a nossa agremiação – que vem sendo por mim dirigida – é um modelo a ser seguido.

E por isso, é com muito orgulho que comunico a todos que já escolhemos o nosso enredo, e digo que será um enredo com a “ALMA” do Salgueirense. Um enredo que certamente ficará marcado na história do Carnaval.

Afirmo, também, que todas as medidas judiciais cabíveis estão sendo tomadas por grandes profissionais, e aproveito a oportunidade para esclarecer a todos que ainda não existe nenhuma decisão transitada em julgado.

Sendo assim, volto a afirmar que sou a Presidente Executiva do G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro e, sem sombra de dúvida, como cidadã digna e correta, cumprirei todas as determinações judiciais que venham a ocorrer.

Estou tornando público este comunicado porque percebo que nossos componentes, seguimentos (SIC), Diretores e torcedores precisam de um pronunciamento oficial para entender melhor tudo o que está acontecendo, pois estão sendo induzidos a erro que estamos passando.

Assim, peço a todos que tenham calma, eis que o Salgueiro tem uma missão maior, que é de fazer um desfile forte, harmonioso e destemido, pois não somos melhores nem piores do que ninguém. Somos apenas uma Escola diferente!

O tempo vai mostrar que o Salgueiro é maior do que tudo, e que a chama nunca se apagará!

Regina Celi dos Santos Fernandes
Presidente Executiva do GRES Acadêmicos do Salgueiro”.

*Foto de capa: Arquivo

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O conturbado processo eleitoral no Salgueiro parece estar longe de chegar ao fim. Na próxima segunda-feira, 4, a Justiça do Rio publica o acórdão (uma decisão colegiada) em que confirma a inelegibilidade da atual presidente da escola, Regina Celi. Ou seja, ela não poderia ter participado do pleito do dia 6 de maio, quando foi reeleita para um mandato de mais quatro anos.

Apesar disso, a decisão judicial não diz se a vermelho e branco terá de realizar uma outra eleição, tampouco quando seria o novo momento de votação.

No documento, que será publicado em Diário Oficial, o desembargador Werson Rego justificou o voto afirmando que Regina já ultrapassou o número de reeleições permitidas pelo estatuto.

“É induvidoso que uma terceira reeleição contraria, frontalmente, regras claras e explícitas, bem assim valores éticos e morais. Uma terceira reeleição da Sra. Regina Celi significaria não só uma violação expressa à regra do art. 31 do Estatuto de 2012, senão, também, à norma que a antecede, que consagra o princípio democrático da alternância de poder”, escreveu o magistrado.

Além disso, Werson Rego sustenta que a chapa liderada pela mandatária salgueirense possui membros que não poderiam disputar a eleição.

“Outra flagrante irregularidade diz respeito à formação da chapa para a composição do Conselho Deliberativo. Sem margem a dúvidas interpretativas, os Associados Fundadores e os Sócios Beneméritos já integram o Conselho Deliberativo na condição de membros natos. É, portanto, intuitivo, basilar mesmo, que os Associados Fundadores e os Sócios Beneméritos não precisam participar de qualquer processo eleitoral, ou integrar alguma chapa, para ocuparem seus assentos no Conselho Deliberativo”, disse o desembargador.

Regina disputou eleição contra André Vaz – Foto: Divulgação

Regina vai recorrer

O advogado Ubiratan Guedes, que responde pela chapa de Regina, intitulada “A chama que não se apaga”, contou ao Sambarazzo que está preparando um recurso contra essa nova derrota. Segundo ele, enquanto a batalha judicial continuar Regina Celi permanece no cargo maior do Salgueiro.

– Vamos recorrer dessa decisão contrária. Nós estamos corretos. Vamos buscar uma solução o mais depressa possível. Acho que na próxima semana tudo irá se resolver – aposta Ubiratan Guedes.

O Sambarazzo tentou ouvir representantes da chapa de oposição “Salgueiro minha paixão, minha raiz”, liderada por André Vaz, mas não conseguiu contato. Ao jornal O Globo, o advogado do grupo, William Figueiredo, explicou que, se Regina permanecesse no cargo, eles iriam acionar a justiça novamente.

–  A gente espera que a própria comissão eleitoral do Salgueiro tome uma atitude, por ela ser soberana na questão do pleito. Porém, talvez seja necessário provocar a Justiça novamente nos próprios autos, com requerimentos. Se a comissão não agir, tomaremos uma atitude. A gente não pode permitir que uma chapa ilegítima permaneça no poder — disse Figueiredo.

Entenda a briga judicial:

No dia 16 de maio, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) considerou inelegível a presidente do Salgueiro, Regina Celi. A ação, que cabe recurso, foi movida pela chapa de oposição liderada por André Vaz. Ele questionou a possibilidade do quarto mandato de Regina, já que o estatuto da escola só permite uma reeleição e também a composição da chapa da mandatária. Por 2 votos a 1, os desembargadores Werson Rêgo e Marianna Fux anularam a eleição do dia 6 de maio.

Antes disso, no dia 2 de maio, o juiz Sergio Wajzenberg, titular da 2ª Vara Civel da Capital, concedeu liminar suspendendo a eleição do dia 6 por supostas irregularidades no processo eleitoral, entre elas o fato de que Regina estaria concorrendo à reeleição pela terceira vez, o que seria proibido pelo estatuto da agremiação. Entretanto, no dia 4 de maio, a desembargadora Leila Maria Rodrigues Pinto de Carvalho e Albuquerque, da 25ª Câmara Cível, derrubou a liminar e garantiu o pleito do dia 6.

O pleito mobilizou 387 votantes (dos 580 associados fundadores, beneméritos e contribuintes). O grupo de Regina recebeu 247 votos (63,82%). A chapa opositora teve 124 votos (32,04%). Dezenove votos, equivalentes a 4,09%, foram anulados. Sendo assim, Regina foi aclamada para mais quatro anos como presidente do Salgueiro.

Regina assumiu a presidência do Salgueiro em 2009, para um mandato de três anos. Foi reeleita para outras três temporadas. Em 2012, houve uma mudança no estatuto da agremiação, ampliando para quatro anos o mandato presidencial, que passaria a vigorar na eleição seguinte. Em 2014, ano da então nova eleição, Regina disputou e venceu.

*Foto de capa: Arquivo

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Por Redação

O cantor Dudu Nobre classificou de “justiça” a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que obriga a publicitária Larissa Lage a pagar indenização ao artista e o empresário dele, Wellington Batista. Ao todo, ela terá que desembolsar R$ 40 mil por danos morais: R$ 25 mil ao artista e o restante para o agente do cantor.

Larissa foi processada por ter afirmado insistentemente nas redes sociais que não recebera o valor combinado pela produção de vídeos da campanha eleitoral a vereador do Rio, em 2016, quando Dudu tentava uma vaga na Câmara. Na época, as acusações de calote deram dor de cabeça ao sambista.

– Essa notícia mostra que a gente não estava errado. A campanha que ela fez na internet foi muito nociva. Foi muito prejudicial para a campanha que estávamos fazendo. Está sendo feita justiça – disse Dudu ao Sambarazzo.

Além de afirmar que o cantor não teria pagado o valor combinado pelos serviços, a produtora ainda fez uma “anticampanha”, pedindo para a população carioca não votar no cantor. De acordo com a sentença da juíza Ana Paula Pontes Cardoso, da 46ª Vara Cível do Rio, a publicitária não apresentou provas do contrato.

Fora da política

Apesar de convites para ser candidato nas eleições deste ano, Dudu Nobre avisa que, por enquanto, não quer se envolver no meio político novamente.

– Nunca pensei em fazer isso e acabei entrando pra política. Acho fascinante, mas não penso em militar de novo, não – concluiu o cantor.

*foto da capa:  Arquivo

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Reviravolta na eleição do Salgueiro. Nesta sexta-feira, 4, a Justiça do Rio derrubou a liminar que suspendia o pleito. Desta forma, a votação para eleger o próximo presidente da vermelho e branco acontecerá no domingo, dia 6, a partir das 9h. A nova decisão foi assinada pela desembargadora Leila Maria Rodrigues Pinto de Carvalho e Albuquerque, da 25ª Câmara Cível.

“Considerando as razões recursais, suspendo os efeitos da decisão impugnada a fim de que não seja extinto o processo sem resolução de mérito até o julgamento deste recurso”, escreveu a desembargadora.

Na última quarta-feira, 2, o juiz Sergio Wajzenberg, titular da 2ª Vara Civel da Capital, concedeu liminar na ação ajuizada pelo candidato André Vaz, da chapa de oposição, que denunciou supostas irregularidades no processo eleitoral, entre elas o fato de que a atual presidente, Regina Celi, estaria concorrendo à reeleição pela terceira vez, o que seria proibido pelo estatuto da agremiação.

Na ação, André também argumenta que vários sócios beneméritos estão impedidos de ser eleitos para o Conselho Deliberativo, por já integrarem o conselho como membros natos, além de denunciar a existência de uma lista de associados que já teriam morrido ou que constam no cadastro de eleitores com nome em duplicidade.

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A Justiça do Rio concedeu liminar nesta quarta-feira, 2, suspendendo a eleição para a presidência do Salgueiro, marcada para o próximo domingo, dia 6 de maio. O juiz Sergio Wajzenberg, titular da 2ª Vara Civel da Capital, concedeu liminar na ação ajuizada pelo candidato André Vaz, da chapa de oposição, que denunciou supostas irregularidades no processo eleitoral, entre elas o fato de que a atual presidente, Regina Celi, estaria concorrendo à reeleição pela terceira vez, o que seria proibido pelo estatuto da agremiação.

Até o momento, a chapa da situação não foi notificada sobre a decisão judicial, o que deve ocorrer nesta quinta-feira, 3. Por causa disso, a atual presidente da vermelho e branco ainda não se manifestou sobre o assunto. Entretanto, advogados da “Chapa 1”, de Regina Celi, deverão recorrer da decisão judicial.

“Defiro a liminar vindicada (tutela de urgência) para determinar (por ora) o sobrestamento do certame, notadamente a realização do ato citado para o dia 06/05/2018, que objetiva a eleição para a presidência, vice-presidente e dez membros transitórios do Conselho Deliberativo e cinco membros transitórios suplentes do Conselho Deliberativo, isto é, na data respectiva não se poderá levar a feito qualquer ato (administrativo) objetivando a realização do pleito nos termos do estatuto respectivo”, escreveu o juiz Sergio Wajzenberg.

Na ação, André também argumenta que vários sócios beneméritos estão impedidos de ser eleitos para o Conselho Deliberativo, por já integrarem o conselho como membros natos, além de denunciar a existência de uma lista de associados que já teriam morrido ou que constam no cadastro de eleitores com nome em duplicidade.

Quem é quem?

À frente da “Chapa 1”, que tem como jargão “A chama que não se apaga”, Regina Celi está no cargo desde 2009, quando assumiu a escola e foi campeã com o enredo “Tambor”. Desde então, ela comanda a vermelho e branco. Um dos argumentos usados por ela na tentativa de reeleição é o fato de ter tornado o Salgueiro competitivo. A escola é hoje a líder do ranking da Liesa, mesmo sem vencer desde 2009.

Já a “Chapa 2”, que usa os dizeres “Salgueiro minha paixão, minha raiz”, é liderado por André Vaz, que foi presidente de ala na escola. O candidato tem como proposta resgatar grandes nomes que compõem a história da agremiação. No lançamento da campanha, ele recebeu apoio da família de Mestre Louro, um dos mais importantes personagens da galeria salgueirense. André também tem no pleito o apoio de Quinho, ex-intérprete do Salgueiro, que se desligou da escola para tentar tirar Regina Celi do cargo de presidente na eleição de três anos atrás.

*Às 19 horas desta quinta-feira, 3, o Salgueiro enviou uma nota confirmando que a presidente Regina Celi irá entrar com um recurso para manter a candidatura e a eleição do dia 6.

*foto da capa: Montagem

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Por Rafael Arantes

Um dos presidentes mais lembrados da história da Unidos de Vila Isabel, Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, deixou de herança para o filho mais novo, Luiz Guimarães, de 18 anos, o amor pela escola do bairro de Noel Rosa. E a paixão pela azul e branco é tamanha que o menino está seriamente inclinado a ser o futuro presidente da escola que o pai comandou entre os anos 1983 e 1987.

Herdeiro de luxo! Aos 18 anos, filho de Capitão Guimarães sonha em ser presidente da Vila | Foto: Irapuã Jeferson
Herdeiro de luxo! Aos 18 anos, filho de Capitão Guimarães sonha em ser presidente da Vila | Foto: Irapuã Jeferson

Momentos antes do ensaio técnico da Unidos de Vila Isabel na Marquês de Sapucaí na noite do último domingo, 13, Luiz conversou com o Sambarazzo, e abriu o jogo sobre seus planos na festa, deixando evidente o desejo de seguir os passos do pai e se tornar, um dia, presidente da tricampeã do Carnaval.

– Tenho esse desejo de prolongar esse reinado. Ele (o pai, Capitão Guimarães) me incentiva, fala que tudo tem sua hora… Tô novo ainda, mas o dia vai chegar, e o dia que eu assumir quero poder dar belos espetáculos pro povo e pra comunidade – anunciou Luiz Guimarães, que confirma ter sido influenciado desde pequeno pelo pai a se tornar um torcedor apaixonado da Vila Isabel.

Herdeiro de Guimarães gostaria de presidir a Liesa

E o garoto já demonstra que sua possível entrada na cena carnavalesca tem tudo para ser marcada pela ousadia. É que, mesmo sabendo que os planos presidenciáveis ainda não têm data para sair da cabeça ou do papel, já vislumbra cargos maiores: a presidência da Vila não é o único sonho de consumo de Luiz, que projeta estar no topo do comando do Carnaval do Rio como presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, atualmente dirigida por Jorge Castanheira, reeleito este ano.

– Na Liesa, talvez. Depois da Vila, pra dar continuidade ao que ele (Capitão Guimarães) fez – revelou o jovem estudante.

Além de presidente da Vila Isabel por quatro anos, Aílton Guimarães Jorge ajudou a fundar a Liesa, instituição que rege o Grupo Especial do Carnaval Carioca. Por 12 anos, comandou a entidade em mandatos divididos em duas épocas: de 1987 a 1993; e posteriormente de 2001 a 2007. Com um currículo tão recheado, é mais do que natural que o filho do Capitão beba da fonte de experiência.

– Tem muita coisa boa, muita história boa, muito aprendizado. Pretendo absorver um pouco disso e prolongar isso por um tempo – comentou, sucinto, Luiz Guimarães.

Sucessor? Luciano já revelou que não pretende se candidatar novamente ao cargo de presidente | Foto: Irapuã Jeferson
Sucessor? Luciano já revelou que não pretende se candidatar novamente ao cargo de presidente | Foto: Irapuã Jeferson

Com o samba-enredo da Vila Isabel na ponta de língua, Luiz Guimarães acompanhou o casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola até o Setor 5, onde beijou a bandeira da azul e branco e retornou para os braços da bateria, acompanhando o ritmo marcante da “Swingueira de Noel”, comandada por mestre Walan Amaral, até o final da apresentação da agremiação na Marquês de Sapucaí.

Em conversa com o Sambarazzo, durante a final de samba-enredo da Vila, em outubro, o presidente da escola, Luciano Ferreira, admitiu que não tem interesse em buscar a reeleição em 2017, quando a azul e branco realiza eleições presidenciais. Será que já chegou a hora? É esperar pra ver.

*Colaborou Luiz Felippe Reis

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A noite era de Jorge Castanheira, que estava sendo reeleito presidente da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, nesta quinta-feira, 28, no Rio. No entanto, dois representantes de escolas de samba roubaram a cena durante a eleição: Jayder Soares, presidente de honra da Grande Rio, e Nelsinho David, ex-presidente da Beija-Flor.

Jayder Soares_Nelsinho David
Sem saia-justa! Jayder Soares, da Grande Rio, e Nelsinho David, da Beija-Flor, encararam com bom humor o momento “par de jarros” – Foto: Irapuã Jeferson

Usando camisas iguais, da grife “Burberry”, a dupla foi alvo de piadas no evento. Zoados pelos colegas do samba, Jayder e Nelsinho levaram na boa os minutos de gozação.

– Todos os nossos amigos começaram a brincar com a gente por causa da coincidência. Ficaram falando que compramos na promoção – disse Nelsinho, às gargalhadas.

O dirigente da Beija-Flor se revelou fã da marca e disse que tem vários modelos de diferentes cores, comprados nos Estados Unidos. Mas, por obra do destino, resolveu ir com uma igual a de Jayder.

– Quando eu cheguei, o Jayder ainda não estava lá. Quando ele apareceu, foi um olhando pra cara do outro e achando graça daquilo. Tenho outras cores dessa camisa, mas fui justamente com a mesma que o Jayder escolheu – completou Nelsinho.

Nelsinho, aliás, achou tanta graça da coincidência que postou em seu perfil no Instagram a foto dos dois vestidos iguais. Em pouco tempo no ar, a imagem já levou mais de 100 curtidas e dezenas de comentários de gente encarnando na dupla.

Além de “par de jarros”, Jayder Soares deixou a votação na Liesa com outro título: agora, o dirigente da Grande Rio é também benemérito da Liga das Escolas de Samba. Castanheira ficará à frente da instituição pelos próximos três anos.