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Por Kaio Sagaz

Motivo de maior aflição entre os sambistas, a ausência dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí tem tudo pra ficar no passado, pelo menos essa é a promessa do presidente da Riotur, Marcelo Alves, que visitou a Cidade do Samba na última sexta-feira, 2, e esteve no Sambódromo, nos treinos oficiais de Portela e Mocidade, no último domingo, 4.

Para a empresa de turismo do município, a temporada de ensaios técnicos é fundamental para o novo plano turístico do Rio conhecido como “Rio de Janeiro a Janeiro”.

– Digo que os ensaios técnicos vão voltar para o Carnaval de 2019. A não realização nesse ano foi uma grande perda para os cariocas e para as escolas, já que usam esses dias para se prepararem para os desfiles. Garanto que estamos nos dedicando para fazer uma festa ainda maior em 2019. Vai ter ensaio técnico ano que vem. Temos que ter ensaios técnicos, mas sei que tem custos. Já estou trabalhando comercialmente em cima disso – revela.

Ensaios técnicos estarão de volta no próximo Carnaval, garante o presidente da Riotur, Marcelo Alves – Foto: Irapuã Jeferson

Em julho, após uma das últimas reuniões com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, confirmou uma possibilidade que já se evidenciava nos bastidores: a de não haver ensaios técnicos. Nada de novo e animador surgiu, e os treinos da Avenida tiveram um triste fim decretado.

– Não tenho como fazer ensaio técnico. Obviamente, a prefeitura não pode arcar com tudo. São 15 anos fazendo ininterruptamente, com a liga custeando tudo isso, infelizmente não temos orçamento – disse Castanheira no meio de 2017.

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Por Luiz Felippe Reis

Por 15 anos os ensaios técnicos da Sapucaí foram muito mais do que simples treinamentos no campo de jogo. A atração juntava turistas, comunidades e povão num só espaço e fazia uma baita divulgação do Carnaval que se aproximava. O maior elo entre as escolas e os apaixonados por samba se perdeu, mas, pelo menos, Mocidade e Portela vão tirar um pouco dessa amargura no dia 4 de fevereiro, quando as duas vão ensaiar na Avenida no tradicional teste de som e luz do Sambódromo.

Pro mestre de bateria Nilo Sérgio, da Portela, esse privilégio das duas campeãs de 2017 é uma vantagem competitiva, pelo menos pras baterias.

–  É injusto não ter pra todas. Faz falta pras baterias com certeza. A escola vê o canto dentro da quadra, a dança… a comissão e o casal vêm aqui na Sapucaí ensaiar outros dias, mas a bateria tem que ser no campo de jogo, sentindo o clima. E sobre o som da Avenida é bom saber como vai se comportar, com o ritmo do cantor, e não vai ter isso, as baterias perderam essa chance – disse Nilo Sérgio, que há 13 anos comanda a “Tabajara do Samba”.

Mestre Nilo Sérgio vê vantagem pra Portela e Mocidade, que vão realizar ensaio técnico com a Sapucaí lotada no dia 4 de fevereiro – Foto: Michele Iassanori

Em julho, após uma das últimas reuniões com o prefeito do Rio, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, confirmou uma possibilidade que já se evidenciava nos bastidores: a de não haver ensaios técnicos. Nada de novo e animador surgiu, e os treinos da Avenida tiveram um triste fim decretado.

– Não tenho como fazer ensaio técnico. Obviamente, a prefeitura não pode arcar com tudo. São 15 anos fazendo ininterruptamente, com a liga custeando tudo isso, infelizmente não temos orçamento – disse Castanheira no meio de 2017.

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Por Redação

Neste domingo, 7, chuvoso no Rio de Janeiro, sambistas ainda inconformados com o cancelamento dos ensaios técnico foram à Sapucaí pra protestar. O palco principal do samba serviu, de forma muito legítima, como espaço de contestação. É que o Carnaval de 2018 vai ficar sem a maior festa popular – de fato – que ele proporciona: os ensaios técnicos. Os venerados treinos na Avenida, capazes de aproximar o povão das escolas de samba no Sambódromo, estão definitivamente de fora do calendário desta temporada.

Cerca de 100 sambistas encararam o mau tempo e levantaram a bandeira do samba e dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí. “O ensaio é nosso” era o recado estampado numa faixa exposta pela turma que foi na Avenida e “ensaiou” na marra.

Fotos: Jocenir Lopes

A manifestação rolou um dia após o “Encontro do Samba”, evento realizado pela prefeitura, que levou 400 mil pessoas à orla de Copacabana. Para muitos torcedores das escolas, a verba para realização do último sábado, 6, poderia ter dado lugar aos tradicionais ensaios técnicos.

Cerca de 400 mil pessoas acompanharam o “Encontro do Samba” – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Em julho, após uma das últimas reuniões com o prefeito do Rio, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, Confirmou uma possibilidade que já se evidenciava nos bastidores: a de não haver ensaios técnicos. Nada de novo e animador surgiu, e os treinos da Avenida tiveram um triste fim decretado.

– Não tenho como fazer ensaio técnico. Obviamente, a prefeitura não pode arcar com tudo. São 15 anos fazendo ininterruptamente, com a liga custeando tudo isso, infelizmente não temos orçamento – disse Castanheira no meio de 2017.

 

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Por Redação

Quem já teve a honra de conversar com Laíla sabe: o papo sempre rende. O “problema” é que quando a prosa é com um jornalista fica difícil até escolher a frase mais impactante pra virar aspa central da matéria. É que o diretor de carnaval da Beija-Flor (quase 50 anos de serviços bem prestados ao samba nas costas) sabe das coisas, e, pra alegria de quem vos escreve, também gosta de falar.

Sem fugir de pergunta alguma num ano atípico para a festa – o Carnaval 2017 foi marcado por trágicos acidentes na Sapucaí, drásticos cortes de verba pelas mãos de um prefeito evangélico e interdição dos barracões a três meses do desfile -, o mandachuva da Beija-Flor soltou o verbo na entrevista ao Sambarazzo.

“Estão querendo regredir pra 1950, quando crioulo não podia cantar samba”

Para o líder da comissão carnavalesca da azul e branco de Nilópolis, o Carnaval do Rio de Janeiro vive um período de retrocesso e censura, que remete à época em que ser sambista era coisa de marginal.

– Acho que estão querendo regredir. Estão querendo trazer o espetáculo de volta pra 1950, quando o samba era proibido, quando crioulo não podia cantar samba, quando as escolas eram perseguidas diretamente – sintetiza.

Apesar do protesto, e convicto de que há clara tentativa de esvaziar a festa, Laíla contemporiza na hora de supor os motivos que teriam levado o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) a cortar metade da grana que as agremiações vinham recebendo.

– Não quero acreditar que o prefeito seria louco de querer prejudicar o Carnaval por causa da intolerância religiosa. A gente se pegar por uma guerra religiosa… não pode ser isso. Sou espírita declarado, mas não posso acreditar que ele esteja misturando as coisas. Ele deve estar buscando dentro da cabeça dele segurar o estado, fazer a cidade voltar a ter as rendas habituais. Acho que fez mais pela administração mesmo – pondera.

Barracões interditados: “O Ministério do Trabalho não tá errado”

A respeito das interdições dos 13 barracões da Cidade do Samba, Laíla também não passa a mão na cabeça das escolas. Mas considerou inoportuno o momento para tais fiscalizações, que obrigaram as chamadas “fábricas dos sonhos” a ficar de portas fechadas a três meses do evento na Sapucaí – a liberação aconteceu esta semana.

– O Ministério do Trabalho não tá errado, só acho que essa fiscalização foi tardia e aconteceu na hora errada, faltando pouco tempo pro desfile. Mas tenho certeza de que havia necessidade disso. Estávamos habituados a trabalhar no ‘bota pra lá, bota pra cá’. Não tinha segurança. Mas que local de trabalho não deve ser seguro? Todos devem ser – frisa.

As vistorias nos barracões atrasaram – e muito – o Carnaval 2018.

– Tá tudo bastante atrasado. Hoje, estamos só com 30% da escola pronta. Mas, quando chegar na semana do Carnaval, vamos terminar tudo, como sempre – garante Laíla, adiantando que ano que vem a Beija-Flor vai desfilar com 3300 pessoas, cinco carros alegóricos e um tripé.

“Custou a acontecer”, diz Laíla sobre acidentes do Carnaval 2017

Concluídas as fiscalizações, e agora tocando o carnaval em ambiente considerado mais seguro pelos órgãos competentes, Laíla fica à vontade para falar dos chocantes acidentes da Sapucaí este ano, que tiveram contornos dramáticos e triste fim: a radialista Liza Carioca, atropelada por uma desgovernada alegoria da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, morreu após meses de internação:

– Custou a acontecer. Não deveria ter tragédia, mas, da maneira como era tocado, custou a acontecer. Infelizmente, acidentes acontecem, mas a prevenção é sempre bem-vinda. Agora, acidente sempre teve, sempre teve carro que bateu, destaque que caiu, até na Beija-Flor… Mas nada nessa proporção.

Fim de uma era? Laíla e o cancelamento dos ensaios técnicos

Outra notícia que deu um balde de água fria nos amantes do samba foi o fim dos ensaios técnicos no Sambódromo, que deixam o calendário oficial da cidade após 15 anos de treinos de graça, com arquibancadas lotadas.

– Sugeri à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) um ensaio técnico coletivo, em reunião com a presença de diretores de todas as escolas. Sugeri de, na lavagem da Sapucaí, cada escola levar componentes e fazer um grande desfile com todas, cantando sambas como um pout-pourri, emendando um no outro. Teve um ato lá da Igreja Evangélica, por que o samba não poderia se manifestar assim? Mas depende da liga. A ideia foi dada, e seria um ato lindíssimo – acredita.

Apesar de lamentar o cancelamento dos treinos técnicos no palco principal da festa, Laíla acha que as escolas pouco vão sentir, na prática, a falta do ensaio na Avenida, que pra ele tinha pouca valia no aspecto técnico:

– O ensaio é muito bom pro povo que não tem condições de assistir no dia do desfile oficial. Mas você faz um ensaio técnico hoje, e no desfile é completamente diferente. Dá até pra consertar, corrigir alguma coisa que poderia dar errado no dia do desfile, mas vale muito mais como festa. Proveito mesmo você só tira no dia. Já aconteceu da Beija-Flor fazer um ensaio ótimo e no dia do desfile estar uma escola morna. Mas é pena acabar, já tinha virado hobby pro sambista.

“Faria de novo”, garante Laíla sobre botar 100% dos componentes fantasiados de índio

Os jurados não curtiram e avaliaram mal o quesito “Fantasias” da Beija-Flor no último carnaval – foram sete décimos perdidos, sem considerar o descarte da nota mais baixa (9,7 – 9,9 – 9,9 – 9,8). Laíla acreditou que daria certo a ideia de vestir a escola inteira de índio dentro do enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”, inspirado no clássico de José de Alencar. Mas arrependimento é uma palavra que não compõe o dicionário do diretor.

– Faria de novo. Considero a ideia magnífica pra diminuir um pouco do modelo antigo, e fazer uma nova linguagem. Mas não soubemos fazer uma execução excelente. Foi um problema artístico, e nisso me incluo. A responsabilidade é minha – assume.

“Se o Paulo Barros fizer amanhã, vão dizer que ele é gênio”

Seguidor da doutrina espírita e muito atento às energias que movem o mundo, Laíla afirma que a torcida contra ajudou a fazer a ideia dos índios não dar certo.

– Foram 12 escolas de samba, e as 11 não queriam que desse certo. Porque iria revolucionar. Aí, toma-lhe porrada. Hoje, é tudo igual nos desfiles. É muito comum encher tudo de pluma e enganar trouxa. Mas aí o componente balança a cabeça e tá todo mundo emocionado. Na verdade, o desfile de escola de samba perdeu padrão artístico. Todo mundo tem direito de gostar ou não gostar dos índios, mas teve pessoas de conhecimento carnavalesco que elogiaram. Se o Paulo (Barros) fizer amanhã, vão dizer que ele é um gênio. Mas é aquilo, estou sempre tentando o diferente. Pode não dar certo, mas tô tentando – avalia.

“Não sou brigão. Defendo aquilo que faço”

Embora faça o mea-culpa em relação às fantasias pouco variadas, Laíla aproveita pra reclamar da alternância de créditos na alegria e na tristeza.

– Funciona assim: deu certo, as 'garotas' aparecem. Deu errado, o velho segura. Não me arrependo de nada na minha carreira. Sou brigão? Não sou brigão. Defendo aquilo que faço. Estou há 23 anos aqui, e se ficar mais 23 a porrada vai ser pior. Toda carreira tem altos e baixos. Mas tenho pontuado muito nesse tempo todo. Acho que tive muitos acertos – opina.

Para 2018, Laíla vai dividir a glória ou a derrota com uma comissão composta por Cid Carvalho (de volta à escola após mais de uma década longe), Victor Santos, Bianca Behrends, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco, além do luxuoso auxílio do coreógrafo Marcelo Misailidis, idealizador do enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", e Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David e que, aos 20 anos, cada vez ganha mais espaço na escola.

– Temos um pensamento coletivo. Hoje, temos poder de criação, de ideias na parte alegórica, com o Marcelo, com as novas ideias novas e modernas do Gabriel, e com o conhecimento e habilidade de cada um da equipe. Cada um tem uma função. Eu sou o da porrada e ao mesmo tempo o de passar a mão na cabeça – diz.

Crise? Que crise? “A Beija-Flor não vai parar de gastar. Não nos falta nada”

Ficar em sexto lugar na última temporada fará a Beija-Flor surgir na Passarela do Samba em 2018 mais moderna, apesar da crise financeira que assola o país.

– Depois do carnaval deste ano, decidimos que alegoricamente a gente deveria mudar. Dentro desses caminhos novos, tem que diminuir as despesas, fazer alguns ajustes. Se antes tinha 100 esculturas, passa a ter 10. Mas é muito simples: estamos em crise, mas qual é a escola que vai deixar de fazer carnaval pra ganhar? Não nos falta nada. Mas não se joga dinheiro fora como antes. A estrutura mudou – explica.

Aos 74 anos, Laíla diz que ganha bem com o carnaval: “Tô rico de experiência”

Falando em dinheiro, Laíla não revela quanto ganha, mas diz ser o suficiente para um profissional de seu gabarito. E, aos 74 anos, diz que ainda há muitos sonhos a realizar:

– Rico? Tô rico de felicidade, de experiência. Gosto de receber o que recebo, tô satisfeito. Tinha outras formas de ganhar mais, saía muito pra fazer trabalhos em escolas fora do Rio. Mas hoje a idade pesa um pouquinho.

“Jamais pensei que seria referência”

Luiz Fernando do Carmo virou Laíla e entrou pra história da festa popular mais famosa do planeta ao trilhar uma bem-sucedida trajetória. Embora não buscasse isso, é ciente de que virou referência quando o assunto é direção de carnaval. No entanto, não aponta um sucessor.

– Acho válido uma escola ter diretor de carnaval a partir do momento que esse profissional tenha conhecimento. Esse cargo surgiu pra banir a direção de harmonia. Eu, aqui na Beija-Flor, assumi direção de carnaval e harmonia pra não ter ninguém me mandando que saiba menos que eu. Jamais pensei que seria referência. Mas não indico ninguém. Ninguém me indicou pra nada – lembra Laíla, que já emprestou seu talento a outras bandeiras, como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Grande Rio.

Apesar do vasto currículo e de uma vida dedicada ao samba – em 2018, Laíla completa 50 anos como diretor de carnaval -, ele não fala em aposentadoria.

– Ninguém se realiza antes da morte. Ainda tenho muita coisa pra fazer. Na vida pessoal, não quero mais nada. Na vida profissional, estou sempre buscando – conclui.

Por Luiz Felippe Reis

Campeãs em 2017, Mocidade e Portela ficaram exclusivamente com a missão de diminuir a sensação de desgosto popular pela ausência dos ensaios técnicos na Avenida, cancelados pela Liesa, que alega insuficiência financeira para custear a festa que antecede os desfiles. Pra amenizar a falta, o diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla, teve uma ideia pra marcar posição no palco criado para atender o Carnaval carioca.

Ele sugere uma espécie de ensaio técnico coletivo, com todas as agremiações juntas, de uma vez só, na Avenida durante a lavagem espiritual do Sambódromo, antes, portanto, dos ensaios técnicos de Mocidade e Portela. A possibilidade abraçaria todo o contingente do Carnaval que se despusesse a participar. O veterano sambista fala em tom de convocação.

– Faço um apelo que fizéssemos exatamente no dia da lavagem na Sapucaí. Que se reunisse todo contingente do Carnaval, do samba e das escolas de samba e fizéssemos um grande desfile. Um ensaio só, todo mundo junto. Se desse 10 mil pessoas… paciência – sugeriu Laíla, que também indicou a possibilidade de reduzir duas alegorias do desfile para baratear o Carnaval 2018.

Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Mocidade e Portela, como as duas vencedoras do último Carnaval, estão escaladas para a realização dos treinos no Sambódromo no dia do Teste de Som e Luz da Avenida, marcado para fevereiro de 2018. A Liesa, que organiza o Grupo Especial, não vê barreiras numa possível aplicação da ideia de Laíla.

Caso o tal ensaio técnico coletivo aconteça, o presidente da liga, Jorge Castanheira, não acredita que se trataria de um ato de protesto contra a prefeitura do Rio de Janeiro, que cortou pela metade a subvenção às escolas de samba.

– O Laíla nos passou essa ideia e nós falamos pra ele que havia a lavagem do Sambódromo. Caso as escolas de samba queiram participar nesse momento não há problema nenhum, damos apoio. Não veria de modo algum como um ato de protesto, não podemos fechar os olhos para a crise e as condições financeiras dos estados e municípios. Acho que seria um ato de fé e de força das escolas – declarou Castanheira.

O Carnaval 2018 começa em três meses e meio, a partir do dia 9 de fevereiro.

Por Redação

Sem os ensaios técnicos da Marquês de Sapucaí, definitivamente cancelados pela Liesa, as escolas de samba começaram a se mobilizar por novos palcos-sedes para os desfiles preparatórios ao Carnaval. Depois da São Clemente planejar um conjunto de ensaios para o Aterro do Flamengo, a Mangueira já tá de olho num treino em plena Avenida Atlântica, em Copacabana, na orla carioca, também na Zona Sul do Rio. A Mocidade vai usar a Rua Coronel Tamarindo, uma das principais vias de Bangu, na Zona Oeste, para abrigar os ensaios.

– Vamos ensaiar na Rua Visconde de Niterói e faremos de tudo para realizar um ensaio técnico num fim de tarde de domingo na Avenida Atlântica. Será um carnaval antecipado, como a Mangueira gosta, no meio do povo. Ainda não sabemos a data — disse Chiquinho da Mangueira, presidente da escola, em entrevista ao Jornal Extra.

Mangueira 40°C! Verde e rosa quer ensaio técnico na Avenida Atlântica, em Copacabana – Foto: Irapuã Jeferson

A Mocidade adota uma estratégia mais caseira e vai usar um lugar mais próximo da comunidade, bem pertinho de Padre Miguel, no bairro de Bangu.

— O ideal é que fosse na Sapucaí, que é campo de jogo, mas se não é possível, acredito que cada escola tem que ocupar o seu espaço, na sua área. Vamos fazer na (Rua) Coronel Tamarindo, porque é uma forma de apurar a técnica e um atrativo para a comunidade. Vamos começar os ensaios na primeira segunda-feira de novembro — comentou Rodrigo Pacheco, vice-presidente da Mocidade, a O Globo.

Jogando em casa! Mocidade quer ensaio técnico especial em Bangu, pertinho do bairro de Padre Miguel, origem da escola – Foto: Irapuã Jeferson

Por Luiz Felippe Reis

“Quem não tem cão, caça com gato” já diz um velho e sábio dito popular. Com a decisão do cancelamento dos ensaios técnicos na Sapucaí, a São Clemente resolveu apostar no Aterro do Flamengo para realizar treinos dignos de Sambódromo na Zona Sul do Rio.

A ideia do presidente da escola, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, é utilizar o complexo de lazer aos domingos, entre dezembro e janeiro, quando as pistas de tráfego ficam fechadas para o trânsito e liberadas para o lazer no parque, onde muita gente aproveita o dia. Para que o projeto se realize falta apenas a aprovação da Superintendência Regional da Prefeitura na Zona Sul, comandada por Marcelo Maywald.

– É pra suprir a saída da Sapucaí, apurar as coisas e fazer os ensaios. Vou usar 700 metros (a mesma extensão da pista de desfiles oficial do Carnaval). Quero fazer dois ensaios em dezembro lá e uns dois ou três em janeiro. E quero fazer um grande fechamento na (Rua) Arnaldo Quintela (em Botafogo) – conta Renatinho, que pretende botar todos os componentes uniformizados, a exemplo do que acontecia nos ensaios técnicos da Sapucaí.

São Clemente, do presidente Renatinho (foto), quer ensaiar no Aterro do Flamengo – Foto: Irapuã Jeferson

Sobre o fim dos treinos no Sambódromo, Renatinho lamentou:

– Deu uma apagada no Carnaval, né? Eram 70, 80 mil pessoas num dia, não tenho ideia de quantas pessoas vão perder isso. Muitos não tem como comprar ingresso, ficava lotado. É triste isso. As quadras mesmo já não são mais como antigamente. O crescimento dos blocos é um pouco isso também, é a liberdade, a pessoa vai lá ser feliz, faz o que quer. Olha, como eu queria ser prefeito. O Carioca só quer alegria, só quer ser feliz.

Por Redação

O dia foi de boas novas no quesito finanças para as 13 escolas de samba do Grupo Especial. Em reunião em Brasília com o presidente da República Michel Temer, a comitiva de dirigentes conseguiu R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada agremiação – e voltou ao patamar anterior ao corte de verba do prefeito Marcelo Crivella, que reduziu pela metade o aporte municipal.

Mas nem a novidade positiva foi capaz de viabilizar os tradicionais ensaios técnicos da Sapucaí, que seguem suspensos. O tema chegou a ser levantado durante a reunião com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, na tarde desta terça-feira, 25. Convidado Especial na comitiva de dirigentes do samba que foi à capital federal, Milton Cunha informou que ainda não há uma certeza sobre a viabilidade dos treinos na Avenida.

Uma comitiva de dirigentes do samba foi a Brasília e se reuniu com o presidente da República Michel Temer, pela manhã, e à tarde com o ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão – Foto: Divulgação

A Liesa, Liga Independente das Escolas de Samba, estima que os ensaios técnicos custem cerca de R$ 4 milhões.

Foto de Capa: GRES PORTELA

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Por Rafael Arantes

O enredo que contará um pouco sobre a infância e os personagens mais marcantes do sonho de todo menino foi aderido pela comunidade da Viradouro. No ensaio técnico deste sábado, 11, o dono da ideia do tema, o carnavalesco Jorge Silveira, foi o primeiro a dar o exemplo e passou pela Sapucaí fantasiado. O personagem escolhido foi Mario Bros, o encanador mais querido dos games.

– Foi um personagem de um jogo que sempre gostei quando era moleque. Vi que a comunidade queria mais um herói e aí já garanto ele pra mim – disse.


Feliz com a recepção da escola com o enredo para este Carnaval, o artista ainda colocou o assistente Ricardo Hessez fantasiado como manda o figurino: ao lado do Mario, o amigo Luygi.

– A Viradouro se permitiu fazer esse enredo que foge um pouco do seu estilo e pra mim é muito bom ter essa recepção. Nos dá um incentivo a mais pra trabalhar – finalizou.


Por Rafael Arantes

De todos os personagens que a Viradouro levou para a Sapucaí neste sábado, 11, um chamou a atenção em especial. Milton Cunha cruzou a Passarela como a rainha má do clássico “Branca de Neve e os Sete Anões”. Na fábula reinventada pela escola de Niterói, os papeis foram invertidos, e os anões era homenzarrões e a anã de verdade era a Branca de Neve, interpretada pela ótima Viviane de Assis.

– Quando a Vivi me contou da ideia eu subi na mesa do bar e falei que não ia perder essa chance. Ela disse que tinha uns anões lindos e eu não abri mão de ser a rainha – contou Milton.

Na Sapucaí, bastou a primeira aparição de Milton para o público ir ao delírio do primeiro ao último Setor do Sambódromo.

 

A escola levará para a Avenida o enredo “…E todo menino é um rei”, desenvolvido por Jorge Silveira. O desfile acontece na Sexta-feira de Carnaval.

Por Rafael Arantes

Para a estreia na Sapucaí, o coreógrafo Anderson Rodrigues caprichou na comissão de frente da Viradouro no ensaio técnico deste sábado, 11. Isso porque os integrantes passaram pela Avenida fazendo jus aos personagens históricos dos desenhos animados mais famosos. Branca de neve, Princesas, Aladin, Capitão gancho e muitos outros animaram o público na Sapucaí.

– A ideia era justamente que cada integrante já se sentisse no clima do enredo. Temos os personagens mais famosos e queridos, assim como também não esquecemos dos vilões – disse o coreógrafo.

Mesmo com um longo currículo no Carnaval de São Paulo, Anderson é estreante na Sapucaí e não esconde o frio na barriga.

– Toda estreia é igual. Não tem jeito. A gente fica nervoso, ansioso, mas quando passarmos no desfile tudo vai embora e damos o melhor da gente – concluiu.

Por Rafaella Javoski

Do carro de som para o abre-alas, o cantor Dominguinhos do Estácio viveu uma emoção diferente no ensaio técnico da Viradouro neste sábado, 11. Homenageado pela escola, ele foi ovacionado por componentes na concentração e nas arquibancadas.

Sentado num trono instalado em cima de um tripé na dianteira da agremiação de Niterói, Dominguinhos ficou honrado pela posição de destaque que ganhou durante o treino no Sambódromo.

– Receber esse convite foi bom demais. Nunca imaginei tamanha honra – afirmou.

A homenagem àquele que já foi a voz da escola marca os 20 anos do título da Viradouro, em 1997, com o enredo “Trevas! Luz! A explosão do universo”.

– Foi a melhor coisa que vivi na Avenida, trabalhar com Joãosinho Trinta foi muito especial – lembrou.

Se os 20 anos de título ele conta orgulhoso, a idade ele prefere não revelar

– Tem que dizer mesmo? Chuta aí”, brinca.

O segredo do vozeirão, porém, ele conta orgulhoso:

– Nunca fumei, nunca usei drogas e nunca coloquei um copo de cerveja na boca. Com isso, nunca precisei de nenhuma preparação – destacou com segurança.

A Unidos do Viradouro será a terceira a desfilar na Sexta-feira de Carnaval, pela Série A, com o enredo “… E todo menino é um rei”, do carnavalesco Jorge Silveira.

Por Rafael Arantes

O clima na Viradouro foi de muita alegria. Na bateria de mestre Maurão, que estreia na escola de Niterói em 2017, as mulheres do tamborim e do chocalho capricharam no visual e se fantasiaram de Mulher-Maravilha no ensaio deste sábado, 11.

– É Carnaval! Vamos brincar e nos divertir – disse uma das ritmistas.

No vestido personalizado, a rainha Raíssa Machado foi homenageada e teve a assinatura como um autógrafo. Enquanto as meninas entraram na onda da Mulher-Maravilha, os rapazes dos mesmos instrumentos usaram blusas em homenagens a outros famosos heróis dos quadrinhos.

O Carnaval deste ano marca a estreia de Maurão no comando da Furacão Vermelho e Branco.

 

Por Rafael Arantes

Considerada um dos melhores sambas da Série A, a obra da Renascer de Jacarepaguá não passou pela tradicional eliminatória de samba-enredo. É que a trilha sonora é sempre encomendada nas terras do Largo do Tanque, na Zona Oeste, a compositores de nome, como Moacyr Luz, que até pensa em parar com o Carnaval, mas o amor pela arte não deixa.

– Faço samba porque amo. Todo ano falo que vou parar mas não consigo. A liberdade e a confiança do presidente comigo e meus parceiros são incríveis. Nos deixa muito feliz – disse.

Além de levar um pouco do samba de raiz para suas obras na escola de Jacarepaguá, Moacyr tem deixado a marca do Carnaval transparecer também em seus projetos fora da folia.

– Estou deixando minha roda de samba mais popular e isso me faz unir muito do Carnaval nela. É uma linguagem apaixonante – finalizou.

Por Irapuã Jeferson e Michele Iassanori

O Salgueiro encerrou mais uma noite de ensaios técnicos para o Carnaval. A vermelho e branco foi a última a passar pela Avenida na noite deste domingo, 5, e teve a presença da rainha de bateria Viviane Araújo como um dos grandes destaques. A escola será a quinta a desfilar no Domingo de Carnaval e levará para a Avenida o enredo “A Divina Comédia do Carnaval”, desenvolvido por Renato Lage.

 


 

Por Irapuã Jeferson e Michele Iassanori

A Unidos de Vila Isabel foi a segunda escola a realizar seu ensaio técnico na noite deste domingo, 5. A azul e branco contou com a presença da rainha Sabrina Sato para abrilhantar ainda mais a apresentação na Sapucaí. A escola será a quarta a desfilar no Domingo de Carnaval e levará para a Avenida o enredo “O Som da Cor”, desenvolvido por Alex de Souza.




 

Por Rafael Arantes

O Carnaval deste ano terá um gostinho especial para o mestre-sala da Porto da Pedra. É que o paulista Marlon Lamar fará sua estreia no Carnaval do Rio ao lado de uma porta-bandeira dona de um currículo respeitável – cheio de histórias, prêmio e títulos -, a veterana Lucinha Nobre.

Explicar o sentimento de passar pela primeira vez na Sapucaí defendendo o pavilhão principal de uma escola carioca e ao lado de uma das mais renomadas dançarinas da Avenida é a missão difícil para o mestre-sala.

– É um momento muito especial pra mim. Não dá pra explicar, ainda mais por estar na companhia de uma pessoa incrível como a Lucinha. É um Carnaval pra ficar marcado pra sempre na minha vida – disse.

A Porto da Pedra levará para a Sapucaí um desfile em homenagem às marchinhas do Carnaval. O enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Jaime Cezario.

Por Rafael Arantes

No ano em que retorna à ativa no Carnaval, após ficar um ano de fora, mestre Pablo não perdeu a irreverência e passou pela Sapucaí no ensaio técnico da Porto da Pedra neste domingo, 5, fantasiado de pierrot, personagem símbolo das festas carnavalescas. A brincadeira, no entanto, não chega nem perto da surpresa que o diretor está preparando para o desfile oficial.

– Eu gosto muito, entro no clima. Hoje é uma espécie de pierrot apaixonado, mas no desfile vem uma coisa surpreendente. Algo que ninguém imagina. Vão ver um Pablo muito louco na Avenida – contou.

Mesmo empolgado com o figurino, o mestre garantiu que a maior preocupação é o ritmo que será apresentado pela bateria “Ritmo Feroz”.

– Estou muito feliz pela recepção que tive. A escola me abraçou e estamos fazendo um trabalho muito bacana – garantiu Pablo.

A Porto da Pedra será a última a desfilar no Sábado de Carnaval, pela Série A, com o enredo “Ô abre-alas, que as marchinhas vão passar! Porto da Pedra é quem vai ganhar… seu coração!”, do carnavalesco Jaime Cezário.

Por Rafael Arantes

Quase uma semana depois de receber o furacão Ivete Sangalo no ensaio técnico da Grande Rio, a Marquês de Sapucaí contou com a visita de outro grande nome da música brasileira neste sábado, 4: Beth Carvalho.

Enredo da Alegria da Zona Sul, escola da Série A, a cantora carioca fez como a baiana e abrilhantou o treino técnico da agremiação que a homenageia.

A “Madrinha do Samba”, como é carinhosamente chamada, revelou ao Sambarazzo que nem mesmo as dores que vem sentindo na coluna, a impediu de estar presente numa data tão especial e, claro, se emocionar.

– Se já estou aqui, não custa nada dar uma palinha. É um esforço grande pelas dores que estou sentindo, mas eu fiz questão de estar aqui. A maior homenagem que poderia receber era ser enredo de uma escola de samba. Isso me orgulha muito – disse.

Beth sonha em fazer um museu que reúna toda a obra da artista

A cantora, que levou o público do Setor 1 à loucura ainda revelou que mesmo com as diversas conquistas acumuladas ao longo da carreira, ainda pretende tocar um projeto em especial no mundo do samba.

– Eu ainda quero e vou fazer o meu museu. O Centro de Memórias Beth Carvalho será totalmente destinado aos sambistas. Salas para exposições da história de sambistas como Nelson Sargento, salas para oficinas… Um projeto para o samba de verdade – adiantou a cantora.

Beth ainda relembrou outras homenagens que ja recebeu no Carnaval e fez questão de exaltar cada oportunidade, bem como a atual:

– Esta é a quarta vez que sou enredo e é algo que me enche de emoção. Ser do samba é isso.