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Por Leonardo Lupi

Um vídeo que é uma fofura pura anda fazendo o maior sucesso na internet. É que a filha da porta-bandeira Roberta Freitas, da Acadêmicos de Santa Cruz, escola da Série A do Carnaval Carioca, resolveu seguir os passos da mãe e foi nota 10 no quesito improviso. Na falta de uma bandeira pra chamar de sua, a pequena Amandah, de 4 aninhos, arrasou ao transformar um cabo de vassoura em instrumento de trabalho. No desfile de mentirinha, ela mandou ver na dança, ao ser conduzida pelo primo “mestre-sala”, Guilherme, outro fofo.

Enquanto ajudava a mangueirense Amandah a executar seus rodopios, Guilherme, que tem a mesma idade da herdeira de Roberta, soltava a voz cantando – com algumas alterações na letra -, trechos do samba de 2015 da Portela, sua escola de coração.

O bailado do casal de sambistas mirim é uma graça, mas bom mesmo é o final da gravação, que mostra o momento em que a pequena pede ao parceiro de dança que beije a “bandeira”. Obediente e a fim de representar fielmente a forma de cortejar dos mestres-salas, ele tascou o beijo solicitado no cabo da vassoura.

Confira o vídeo!

Roberta Freitas morre de orgulho da filhota

– A Amandah sempre foi muito tímida. Mas, desde a minha apresentação na Santa Cruz, ela vem com esse assunto de ser porta-bandeira. Mas a gente aqui em casa sempre achou que era brincadeira  – contou Roberta, surpresa com os dotes da filha.

Apaixonada pelo ofício da mãe, Amandah tem uma frustração: não poder entrar na Avenida no desfile oficial pra assistir a mãe cruzar a Passarela do Samba fazendo o que mais gosta.

– Nos ensaios técnicos, ela sempre tá comigo. No dia do desfile, não tem como. Ela já pediu. Deu uma dorzinha no coração dizer que não, tadinha – confessa Roberta, que tem como mestre-sala na Santa Cruz o dançarino Mosquito.

Aprendiz de porta-bandeira! A pequena Amandah adora assistir a mãe nos ensaios técnicos - Foto: Reprodução/ Facebook
Aprendiz de porta-bandeira! A pequena Amandah adora ver as apresentações da mãe nos ensaios técnicos | Foto: Reprodução/Facebook

Para seguir os passos da mãe, menina será matriculada em escolinha

Para ajudar a realizar o sonho da pequena torcedora da Mangueira, Roberta pretende matricular a filha na Escola de Manoel Dionísio (responsável por formar casais de mestre-sala e porta-bandeira), onde atua como professora.

– Eu dou aula na escola, e, sempre que ela vai comigo, pede pra pegar uma bandeira. Teve uma vez que eu estava dando aula e ela se afastou um pouco da minha turma e ficou rodando sozinha. Vou esperar ela ter idade pra matricular ela lá – afirmou Roberta. É que o curso só permite alunos com mais de 8 anos.

A mãe de Amandah é responsável por defender o pavilhão da Acadêmicos de Santa Cruz com seu parceiro de dança, Mosquito - Foto: Felipe Araújo
Atualmente, a mãe de Amandah é responsável por defender o pavilhão da Acadêmicos de Santa Cruz com seu parceiro de dança, o mestre-sala Mosquito – Foto: Felipe Araújo

Quem quiser aprender o ofício dos casais de mestre-sala e porta-bandeira pode começar a dar os primeiros passos na Escola de Manoel Dionísio. Informações: [email protected] As aulas acontecem no palco da festa, a Marquês de Sapucaí. Mas lá os aprendizes não precisam levar cabo de vassoura, já que o curso oferece aos estudantes bandeiras oficiais.

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Por Redação

Foi enterrado no início da tarde deste domingo, 13, no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, região central do Rio, o corpo da porta-bandeira Karoline Oliveira, que morreu neste sábado, 12, aos 19 anos, vítima de dengue. Ela estava internada há uma semana, com sintomas da doença provocada pelo mosquito “Aedes aegypti”, mas teria recebido alta e continuado o tratamento em casa. No entanto, o quadro de saúde piorou e a versão mais forte da doença acabou levando a dançarina a óbito. Ela morreu de dengue hemorrágica.

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Karoline planejava voltar a dançar como porta-bandeira do Carnaval carioca, mas planos da dançarina foram interrompidos na madrugada deste sábado, 12. Ela morreu de dengue hemorrágica – Foto: Reprodução/Facebook

Sambistas que tiveram alguma relação com Karoline, que dançou pela escola mirim Infantes do Lins, ficaram chocados com a notícia, entre eles a consagrada porta-bandeira Lucinha Nobre, que chegou a dar aulas à jovem aprendiz num projeto social da Portela:

– Karol foi minha aluna na Portela. Quando a conheci, ela tinha 14 anos, era uma princesinha. Sempre foi uma menina super bem cuidada pela família, que nem andava sozinha na rua. Fico muito triste e muito chocada por acontecer uma coisa tão triste com uma menina tão do bem. Ela desfilou comigo no meu cortejo pela Inocentes (de Belfrod Roxo) também. Todas as minhas alunas sempre se tornam “filhas”, por quem tenho o maior carinho, e com ela não era diferente. É muito triste, é difícil até mesmo de falar.

Lucinha Nobre ainda aproveitou a conversa com o Sambarazzo para alertar a população sobre a gravidade do assunto “dengue”.

– Além da tristeza pela fatalidade fica também uma revolta por essa questão da saúde e da política quanto à doença. Se tivéssemos uma preocupação maior com isso de água parada, com os cuidados necessários, e nossos hospitais funcionando melhor, as coisas poderiam ser diferentes para muita gente – lamentou.

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Karoline (a segunda da direita para a esquerda) foi aluna da Escola de Mestre-Sala e Porta-Bandeira de Manoel Dionísio – Foto: Reprodução/Facebook

Mestre-sala da Renascer de Jacarepaguá está desolado

– Anda, aparece… Você me disse recentemente que voltaria a dançar, eu prometi te ajudar… Vai, aparece eu quero cumprir minha promessa… Não posso acreditar ser verdade. Papai do céu, cuide da nossa Karolzinha – escreveu o dançarino Thiaguinho Mendonça, da Renascer de Jacarepaguá, escola da Série A do Carnaval carioca, em sua página no Facebook.

No enterro da jovem Karoline, algumas escolas mandaram representantes, como a São Clemente e a Acadêmicos do Cubango.

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O mestre-sala da Renascer, Thiago Mendonça, postou uma homenagem à Karoline em seu Facebook – Foto: Reprodução/Instagram