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Imperatriz Leopoldinense

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Por Redação

Com a saída de Claudia Motta para o Império Serrano, a Imperatriz Leopoldinense resolveu apostar num nome novo para comandar a comissão de frente de 2019. A responsabilidade agora fica com o coreógrafo Fábio Batista, já conhecido entre os gresilenses. Ele comandou por sete anos seguidos algumas alas e componentes de carros da verde e branco. A primeira vez foi em 2012.

Fábio Batista já coreografou integrantes de alas e carros na Imperatriz – Foto: Arquivo pessoal

Apesar de estar no Carnaval há quase 30 anos, Fabinho, como é conhecido no samba, fará estreia em comissões de frente no Grupo Especial. Na Série A, ele assinou o quesito em escolas como Paraíso do Tuiuti (2008; 2011-2013) e Renascer de Jacarepaguá (2014).

– Deixei meu currículo na Imperatriz e fui chamado pra uma conversa com o Wagner (Araújo, diretor de carnaval). Ele me chamou com uma proposta grande dentro da escola. Vou fazer a comissão de frente e ser responsável pela coreografia dos carros. Tive receio de aceitar esse trabalho, mas o Wagner me convenceu – conta Fábio, que também é diretor da Escola Carioca de Danças Negras e coreógrafo da Cia. Clanm.

Fábio é diretor da Escola Carioca de Danças Negras – Foto: Reprodução Facebook

Nos últimos dois carnavais, Fabinho ganhou notoriedade na Mangueira ao coreografar alas de comunidade e levar, por dois anos consecutivos, o “Estandarte de Ouro”, prêmio ofertado pelo Jornal O Globo, de melhor ala. Os trabalhos premiados foram a ala “Lavagem do Senhor do Bonfim” e o “Bloco de sujo ou vem como pode no meio da multidão”.

– O Leandro (Vieira, carnavalesco) é um anjo na minha vida. Foi um desafio trabalhar alas coreografadas na Mangueira sem quebrar a tradição da escola – diz.

O carinho parece ser recíproco, já que o carnavalesco da verde e rosa fez um texto agradecendo a parceria com Fábio Batista, a quem chamou de “braço coreográfico.” Leandro desejou sucesso na carreira do profissional e disse ser fã do trabalho de Fabinho.

Leandro Vieira fez post elogiando o trabalho de Fábio Batista – Foto: Reprodução Facebook

Comissão de frente caseira

Para 2019, o coreógrafo planeja apostar em dançarinos da comunidade da Imperatriz. Fábio vai fazer uma seleção aberta para escolher os integrantes da comissão de frente.

– É uma tendência da escola, é algo que a Imperatriz quer fazer. Vou selecionar um perfil e fazer a seleção dentro da comunidade. Tem muita gente dentro da escola que é ligada em dança, de uma forma geral. Vou fazer a seleção, seguir um critério de movimentos, e escolher – adianta.

Diretor de carnaval da agremiação, Wagner Araújo está confiante no sucesso do trabalho de Fábio Batista.

– Já conhecemos o trabalho dele, é um cara compromissado, tem projetos sociais, é envolvido com teatro, dança. Estamos apostando na qualidade dele – projeta Wagner.

No ano que vem, a escola de Ramos irá desfilar com enredo “Me dá um dinheiro aí”, dos carnavalescos Mário Monteiro e Kaká Monteiro. 

*Foto de capa: Reprodução/Facebook

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Aos poucos o Carnaval 2019 vai se desenhando com a divulgação dos enredos das escolas de samba. Na última sexta-feira, 25, a Mocidade Independente de Padre Miguel revelou que irá mostrar como o tempo está presente na vida do homem. Assim como ela, outras seis agremiações do Grupo Especial já lançaram o tema do ano que vem.

Listamos abaixo:

Mocidade – “Eu sou o tempo. Tempo é vida”, de Alexandre Louzada
Imperatriz Leopoldinense – “Me dá um dinheiro aí”, de Mário Monteiro e Kaká Monteiro
Paraíso do Tuiuti – “O salvador da pátria”, de Jack Vasconcelos
Viradouro – “Viraviradouro”, de Paulo Barros
Império Serrano – “O que é, o que é?”, de Paulo Menezes
Vila Isabel – “Em nome do Pai, do Filho e dos Santos, a Vila canta a Cidade de Pedro”, de Edson Pereira
Portela – “Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma Sabiá”, de Rosa Magalhães

Ainda faltam outras sete divulgarem (Mangueira, Unidos da Tijuca, Beija-Flor, São Clemente, Salgueiro, Grande Rio e União da Ilha).

Série A

Entre as agremiações do grupo de acesso, oito das 13 escolas já anunciaram o enredo de 2019. Na próxima terça-feira, 5, os dirigentes dessas escolas conhecerão o dia e a posição em que desfilarão. A Lierj (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) promove, na Cidade do Samba, o sorteio da ordem dos desfiles do grupo.

O primeiro dia de apresentações no Sambódromo contará com sete escolas na sexta-feira de Carnaval, 1º de março. A abertura será realizada pela atual campeã da Série B, a Unidos da Ponte, e com a Acadêmicos do Sossego, 13ª colocada na Série A em 2018, fechando inicialmente a data. Já no sábado, dia 2, quem abre é a Unidos de Bangu, que terminou o ano na 12ª posição, seguida por mais cinco coirmãs, que serão conhecidas através de sorteio.

Veja abaixo os enredos já divulgados da Série A:

Unidos da Ponte – “Oferendas”, de Rodrigo Marques e Guilherme Diniz
Acadêmicos do Sossego – “Não se meta com a minha fé. Acredito em quem quiser”, de Leandro Valente
Unidos de Bangu – “Do Ventre da Terra, raízes para o mundo”, de Edson Pereira e Alex de Oliveira
Rocinha – “Bananas para o preconceito”, de Júnior Pernambucano
Cubango – “Igbá Cubango – a alma das coisas e a arte dos milagres”, de Gabriel Haddad e Leonardo Bora
Porto da Pedra – “Antonio Pitanga, um negro em movimento”, de Jaime Cezário
Alegria da Zona Sul – “Saravá, Umbanda”, de Marcos Antonio Falleiros
Inocentes de Belford Roxo – “Com a boca na botija”, de Marcus Ferreira

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal-aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018. E nesta quarta-feira, 28, começamos a terceira edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Mangueira tem o melhor rendimento no Samba-Enredo nos últimos cinco anos – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Pela primeira vez desde que levantamos os dados, a Portela não é a primeira colocada. O samba de 2018 deixou de seguir a tendência de gabaritar, enquanto a Mangueira persistiu implacável com uma sequência de 17 notas dez e tomou a ponta. De uma só vez, a verde e rosa se livrou das notas ruins de 2013, teve 40 pontos nesta temporada e contou com o deslize da águia pra virar a líder em Samba-Enredo, recuperando uma diferença que era de 0,8 (oito décimos).

Ciganerey e Péricles defenderam o samba da Mangueira na Sapucaí – Fotos: Irapuã Jeferson e Dhavid Normando/Riotur

Uma das fortalezas no caminho portelense, o Samba-Enredo da escola não gabaritou pela primeira vez em seis anos. As leves despontuações tiraram da águia a liderança no ranking, mas não a certeza de que o quesito segue como ponto alto da azul e branco na briga pelos campeonatos.

Firme no terceiro lugar vem o Salgueiro, que, apesar de ter perdido décimos importantes – até decisivos – no quesito nos últimos anos, tem boas notas no geral e observa a liderança de Mangueira e Portela não tão distante. O novo levantamento deu à Academia um saldo de positivo de 0,6 (seis décimos), graças a exclusão do ano de 2013 – o pior recente – e as duas notas dez de 2018.

Quarta colocada no ranking, a Imperatriz tem uma boa arrancada no item nos últimos quatro anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016), Xingu (2017) e Museu Nacional (2018) fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco.

Pela primeira vez entre as cinco primeiras aparece a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já são sete notas dez seguidas, rendimento inferior só a da Mangueira nas duas temporadas mais atuais. Os sambões de 2017 e 2018 fizeram a verde e branco ultrapassar concorrentes como a Vila Isabel, a Beija-Flor e a Unidos da Tijuca. Eis a escola que mais cresceu no quesito de um ano pra cá. Também, pudera, levou até Estandarte de Ouro – prêmio do Jornal O Globo – no Carnaval que passou.

Vila Isabel, Beija-Flor, Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Tuiuti, Império Serrano e Viradouro não são inspecionadas no ranking, porque não estiveram em todas as edições do Grupo Especial nas últimas cinco temporadas.

 

Levantamento do ano passado, considerando os carnavais de 2013 a 2017:

Série Ranking! Samba-Enredo: as melhores e piores nos últimos 5 anos

Levantamento do ano retrasado, considerando os carnavais de 2012 a 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

 

 

 

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A Imperatriz Leopoldinense usou a noite de sexta-feira, 23, pra ser uma espécie de marco zero rumo ao Carnaval 2019. É que a escola escolheu os carnavalescos pra nova temporada: Mário Monteiro e Kaká Monteiro. E, de quebra, definiu o enredo que vai embalar o desfile do ano que vem: ‘Me dá um dinheiro aí’ é o título.

A narrativa vai contar a história do dinheiro, vai tratar da relação do homem com a grana e promete deixar uma mensagem crítica, bem-humorada e pra lá de atual sobre a ambição, levando pra Sapucaí até uma cutucada na política brasileira

– A gente vai mostrar desde o nascimento do dinheiro e como o homem se relaciona com o dinheiro, a ambição do ser humano. O dinheiro é o que move muitas relações, e às vezes é mal utilizado, mal aplicado. Tem crítica, tem humor. Vou fazer bem em cima da cenografia, que é a minha expertise. Eu mesmo vou desenvolver o enredo todo, já penso nas alegorias e fantasias, prefiro – explicou Mário Monteiro, que volta à Imperatriz depois de cinco anos.

Em 2013, com um enredo falando sobre o estado do Pará, o artista fez parceria com Cahê Rodrigues. A escola ficou em 4° lugar, melhor posição da Imperatriz nos últimos 16 anos. De volta ao Carnaval, o cenógrafo festeja a nova chance na festa e celebra o atual momento do espetáculo, em que as escolas, diante das retrações financeiras recentes, parecem priorizar a criatividade e atualidade nas propostas de enredo:

– Tô emocionado, tava a fim de fazer carnaval de novo mesmo. Já recebi convites do Luizinho (presidente da Imperatriz, Luiz Pacheco Drumond) e agora resolvi aceitar. O Carnaval cresceu muito, mas temos uma crise mundial. As empresas do mundo todo adotam algumas restrições. Na TV, a gente tem priorizado mais a criatividade mesmo, e no Carnaval é assim. Isso obrigou os carnavalescos a ficarem mais criativos. Quando tem muito dinheiro, acaba esbanjando e ficar over. As escolas estão focando nas propostas, isso é uma boa oportunidade, por isso esse nosso enredo. Eu confio nisso.

Cenógrafo da TV Globo, Mário Monteiro vai montar uma boa equipe de base pra ter tranquilidade na conciliação dos trabalhos na emissora carioca e na escola de samba.

– Eu organizo o trabalho de uma forma que não dependa da minha presença diária. Quando eu não estiver, a Kaká vai. Vou sempre fiscalizar – finalizou o artista.

A Imperatriz foi a primeira escola de samba do Grupo Especial a definir enredo para o Carnaval 2019.

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A Imperatriz Leopoldinense já tem novos responsáveis por criar o carnaval da escola no ano que vem. A verde e branco fechou com os cenógrafos da TV Globo Mário Monteiro e Kaká Monteiro, que têm larga experiência na festa. Os dois foram campeões do Carnaval de 1992 pela Estácio de Sá e passaram ainda por Salgueiro, Unidos da Tijuca, Portela e Viradouro.

Mário Monteiro e Kaká Monteiro são os novos carnavalescos da Imperatriz Leopoldinense – Foto: Divulgação

O último trabalho da dupla foi justamente em 2013, pela Imperatriz, em parceria com o carnavalesco Cahê Rodrigues, que agora eles substituem.

Em 2018, a Imperatriz ficou em 8° lugar no Grupo Especial.

 

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A pouco menos de um ano para o Carnaval 2019, a Imperatriz Leopoldinense já começa a se movimentar pro ano que vem. Com as saídas do carnavalesco Cahê Rodrigues e da coreógrafa Claudia Motta, outro passo agora foi manter peças-chave importantes pra escola. Nota 40 em 2018, o casal Rafaela Theodoro e Thiaguinho Mendonça fica por mais uma temporada. Mestre Lolo, que ainda não perdeu décimos no Especial, também segue. Diretor de harmonia, Júnior Escafura é outro já garantido na verde e branco.

Rafaela Theodoro, Thiaguinho Mendonça, mestre Lolo e Júnior Escafura estão renovados com a Imperatriz pra 2019 – Fotos: Michele Iassanori, Irapuã Jeferson e Reprodução/Internet

Pro time da temporada que virá, fica faltando um carnavalesco e um novo líder para a comissão de frente. A Imperatriz ficou com a 8ª posição no Grupo Especial de 2018, a 0,5 (cinco décimos) do 6° lugar – que foi da Mocidade -, última colocação a dar direito a desfilar no Sábado das Campeãs.

 

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Ninguém nega que a função do jurado é esta mesmo: descontar décimos. Mas deu uma certa dó de ver o lendário casal de mestre-sala e porta-bandeira, Chiquinho e Maria Helena, ser despontuado pelo jurado João Wlamir, responsável pelas notas de comissão de frente no último módulo da pista. A dupla surgiu pra delírio do público do quesito de abertura da Imperatriz Leopoldinense.

Pro avaliador, Chiquinho e Maria Helena demonstraram ‘insegurança’ na apresentação.

Maria Helena e Chiquinho integraram a comissão de frente da Imperatriz – Foto: Michele Iassanori

Com uma apresentação sem tripé, truques ou maiores efeitos tecnológicos, a comissão de frente da Imperatriz representou a “nobreza dos pássaros em cortejo para o rei e a rainha” no enredo sobre o bicentenário do Museu Nacional.

A apresentação que lembrou as áureas comissões de frente da própria Imperatriz Leopoldinense dos anos 1990, nos trabalhos memoráveis de Fábio de Mello. A ideia foi do presidente Luiz Pacheco Drumond, que sugeriu a homenagem marcante ao lendário casal Maria Helena e Chiquinho, que apareceram como grande destaque da exibição aos jurados.

As notas da comissão, comandada por Claudia Motta, que deixou a Imperatriz, foram: 10, 10, 9,8 e 9,8.

Oitava colocada no Grupo Especial deste ano, a Imperatriz pode não ter muito a festejar pelo Carnaval que passou, mas merece comemorar a história laureada de glórias e conquistas, já que nesta terça-feira, 6, a “Rainha de Ramos” completa 59 anos.

 

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Seis carnavais. Esse foi o tempo que durou a parceria entre o carnavalesco Cahê Rodrigues e a Imperatriz Leopoldinense. Na tarde desta segunda-feira, 19, ficou definida a separação em reunião no barracão da escola de samba.

De 2013 a 2018 – seis desfiles -, a Imperatriz de Cahê desfilou quatro vezes seguidas no Sábado das Campeãs. O melhor resultado foi em 2013, quando a verde e branco ficou em 4° lugar, a mais positiva colocação da agremiação nos últimos 13 anos. Nesta temporada, com o enredo “Uma noite real no museu nacional”, sobrou o 8° lugar para a ‘Rainha de Ramos”

Fechou o ciclo! Após seis carnavais, Cahê Rodrigues não é mais carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense – Foto: Yuri Graneiro

Confira a carta de despedida do artista:

“Ao

G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense,

“O meu sonho de ser feliz, vem de lá sou Imperatriz…”

…E como fui feliz!

Cantamos o Pará e seus encantos, viajamos pelo reino encantado do “Galinho de Ouro”, exaltamos Mandela e sua luta com Axé-Nkenda, derrubamos o preconceito ao exaltar vida e obra de Zezé de Camargo e Luciano, tocamos na ferida ao defender a luta dos povos do Xingu e comemoramos o Bicentenário do Museu Nacional.

Quantas histórias…quantas recordações…

Guardarei cada momento em meu coração.

Hoje, só quero agradecer a essa comunidade guerreira, por ter me acolhido durante esses seis anos.

Agradecer aos segmentos da escola, aos artistas e profissionais comprometidos e leais do barracão, e em especial ao presidente Luiz Pacheco Drumond e a toda sua família, por terem me concedido a honra de conduzir o projeto artístico dessa grande instituição batizada de Imperatriz.

Como a vida é feita de ciclos, vamos a mais um: hoje, me despeço dessa querida escola, com o sentimento de dever cumprido.

Toda a minha gratidão por ter tido o privilégio de fazer parte da “Rainha de Ramos”.

Obrigado,

Imperatriz Leopoldinense”.

Cahê Rodrigues

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Por Redação
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Impedida pela primeira vez de mostrar um barracão da Cidade do Samba, a TV Globo ficou sem imagens das alegorias e fantasias da Imperatriz Leopoldinense nesta terça-feira, 30, durante o “ao vivo” do jornal local RJTV. A escola de samba preferiu deixar as surpresas do desfile intactas.
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Produtora de diversas teses, baseadas muitas vezes no mero chute, a rede social logo concluiu que o barracão da escola estaria atrasado, sem tanta coisa pra mostrar. Carnavalesco da Imperatriz, Cahê Rodrigues nega o tal rumor e mostra compreensão pela decisão da diretoria de esconder o jogo a 10 dias do Carnaval.
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-O barracão tá lindo, tá pronto. Já tínhamos até escolhido o carro que seria mostrado na Globo, já estava tudo certo. Mas o presidente decidiu hoje que não deveria mostrar nada antes do desfile. Claro que gostaria de ter mostrado, porque o barracão não tá atrasado, tá tudo lindo, e só falta finalizar uma alegoria. Mas entendo a posição da escola de querer fazer surpresa. Faz parte do misterioso universo do carnaval – explicou Cahê, que vai para o sexto desfile seguido na Imperatriz Leopoldinense.
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Carnavalesco da Imperatriz, Cahê Rodrigues garante bom andamento do barracão: ‘Não tá atrasado, tá lindo, só falta finalizar uma alegoria’ – Foto: Yuri Graneiro

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A Imperatriz será a quinta a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Uma noite real no Museu Nacional”.

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Por Redação

Dona dos direitos de transmissão do Carnaval e das principais patrocinadoras da festa, a TV Globo foi impedida na tarde desta terça-feira, 30, de filmar o barracão da Imperatriz Leopoldinense. A diretoria decidiu exibir apenas os segmentos, que se apresentam no pátio da Cidade do Samba. A motivação não foi revelada.

Três vezes por semana, durante todo o mês de janeiro, o RJTV, jornal local da emissora, exibe num link ao vivo direto da Cidade do Samba um papo com o carnavalesco, normalmente em cima de uma alegoria, e um show do lado de fora do galpão com os segmentos da escola. Pela primeira vez, a Globo ficou sem imagens das alegorias e fantasias.

Durante a gravação, a apresentadora Mariana Gross com a coreógrafa Claudia Mota, da Imperatriz – Foto: Arquivo pessoal

A Imperatriz Leopoldinense será a quinta escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Uma noite real no Museu Nacional”, desenvolvido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues.

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“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

Por Redação

Há exatos 30 dias, o Ministério do Trabalho interditava alguns barracões da Cidade de Samba e notificava outros, exigindo melhorias estruturais nos espaços. Desde então, a agonia é generalizada entre artistas, dirigentes e sambistas de toda parte. Carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Cahê Rodrigues usou as redes sociais nesta sexta-feira, 17, para esbravejar contra a situação de inércia imposta pelo órgão federal.

O enredo de Cahê e da Imperatriz homenageia o bicentenário do Museu Nacional. A escola será a quinta a desfilar na Segunda-feira de Carnaval. A temporada de 2018 marca o sexto desfile seguido do artista na verde e branco.

*Foto de Capa Michele Iassanori

 

Por -

Por Marcelo Barros

Não rola um Carnaval sem a clássica discussão em relação ao cobiçado posto de rainha de bateria das maiores escolas de samba: celebridade ou representante da comunidade?

Os argumentos são fartos e, prós e contras computados, cada um faz sua escolha como acha que deve. Fato é que nem uma famosa obrigatoriamente pode ser considerada desgarrada da história de uma agremiação, tampouco uma até então anônima vai se valer desta condição pra entregar a garra e o charme necessários a uma função que, se não vale nota, é sempre “quesito” aguardado pelo público, via de regra a razão de ser de qualquer espetáculo artístico.

Ibope alto! A apresentadora Sabrina Sato, da Vila Isabel, é a rainha de bateria com o maior número de fãs no Instagram I Foto: Fernando Maia/Riotur

Um termômetro interessante é o frisson que essas beldades despertam nas pessoas no mundo do samba e no mundo virtual. O quanto de gente pode uma rainha alavancar para um desfile, um evento, uma atividade organizada pela entidade carnavalesca? Isso, com o indispensável auxílio da internet, é possível ser medido em números.

O Instagram, por exemplo, evidencia bem o assunto. Não tem como ser ignorada a influência nem o engajamento que pode acarretar um bom post divulgador no meio digital. Dito isso, o ranqueamento das mais seguidas rainhas de bateria do Grupo Especial vira uma curiosidade boa de matar. A medir pelo índice de plateia virtual, quem pode ser mais útil, angariar mais torcedores, desfilantes, consumidores de produtos, compradores de ingressos de shows para as escolas de samba?

Eis as 13 beldades da divisão principal e seus milhões de seguidores!

1 – Sabrina Sato (@sabrinasato) – Unidos de Vila Isabel. Fãs: 11.500.000

2 – Juliana Paes (@julianapaes) – Grande Rio. Fãs: 11.400.000

3 – Gracyanne Barbosa (@graoficial) – União da Ilha. Fãs: 5.600.000

Campeãs de audiência! Sabrina (Vila Isabel), Juliana (Grande Rio) e Gracyanne (União da Ilha) fazem o maior sucesso na rede I Imagens: Reprodução/Instagram

4 – Viviane Araújo(@araujovivianne) – Salgueiro. Fãs: 4.800.000

5 – Juliana Alves (@julianaalvesiam) – Unidos da Tijuca. Fãs: 1.300.000

6 – Evelyn Bastos (@evelynbastosoficial) – Mangueira. Fãs: 122.000

7 – Flávia Lyra (@lyraflavia) – Imperatriz Leopoldinense. Fãs: 103.000

8 – Raíssa de Oliveira (@raissadeoliveirarainha), – Beija-Flor. Fãs: 54.700

9 – Camila Silva (@iamcanilasilva) – Mocidade Independente. Fãs: 47.400

10 – Milena Nogueira (@milenanogueira) – Império Serrano. Fãs: 26.900

11 – Bianca Monteiro (@biancamonteirooficial) – Portela. Fãs: 14.300

12 – Raphaela Gomes (@raphaelagomes) – São Clemente. Fãs: 2.734

13 – Carol Marins (@pretadz) – Paraíso do Tuiuti. Fãs: 2.302

Presidente recusou oferta de R$ 300 mil pra manter filha rainha

Em setembro deste ano, a atriz Nathália Rodrigues usou as redes sociais pra fazer um desabafo contemporâneo. Ela revelou ter perdido um papel por ter poucos fãs virtuais.

Pelo menos no samba esse está longe de ser critério para eleger uma dona de coroa.

Se o ibope de Carol Marins na internet não é padrão Globo, na Tuiuti a moça é praticamente a dona da p***a toda! Pai dela e presidente da escola, Renato Thor já recusou uma oferta de R$ 300 mil pra manter a herdeira no posto, mostrando que preciosa ali é a ligação dela com a comunidade.

Carol Marins pode ainda não ser campeã de curtidas, mas faz o maior sucesso em casa I Foto: Reprodução/Instagram

– Não tem dinheiro no mundo que pague a felicidade da minha filha em estar à frente dos ritmistas da ‘Supersom’ (como é conhecida a bateria da Tuiuti). Recebi muitas propostas, sim, até de R$ 300 mil, mas recusei todas – revelou Thor ao Sambarazzo.

Seguidores e curtidas à parte, a verdade é uma só: independentemente da origem da rainha, quem acompanha as postagens delas percebe um ponto em comum, que é o amor pelo Carnaval. É essa a batida, além das baterias, que as move e torna o brilho de cada uma ainda mais intenso. Vale seguir todas elas no Instagram e curtir em forma de coração cada foto, história, pensamento… Só não vale “stalkear”!

*Montagem de capa: Fotos Ag. News/Divulgação/Reprodução Internet

Por Kaio Sagaz

A Imperatriz já está com saudade, mas a última segunda-feira, 16, foi dia de despedida da atriz Cris Vianna do posto de rainha de bateria. No lugar dela, já coroada, entra a tenente do Corpo de Bombeiros, Flávia Lyra. Na final, as duas falaram no palco sobre as emoções distintas: Cris sobre a saída, e Flávia com um novo frescor na dianteira da “Swing da Leopoldina”, de mestre Lolo.

– Me tornei uma mulher muito maior depois que passei aqui pela imperatriz. Serei imperatriz para sempre – disse Cris, que ficou por seis anos embelezando a frente dos ritmistas da escola.

Cris Vianna passou a coroa para Flávia Lyra – Foto: Kaio Sagaz

Fotos abaixo: Henrique Matos e Maria Zilda.

Chegando no pedaço, a militar Flávia Lyra prestou continência à diretoria da Imperatriz:

– Agradeço a todos da escola e, especialmente, à família Drumond pelo respeito que me recebeu.

Por Kaio Sagaz

Um êxtase. Foi dessa maneira que terminou a noite de escolha do samba-enredo da Imperatriz para o carnaval 2018 na madrugada da última terça-feira, 17. E o acirramento das trilhas concorrentes não era uma tendência, tanto que era clara a preferência da maioria na quadra leopoldinense pela vitória da parceria de Jorge Arthur, Marinho do Ponto, Júlio Alves, Marcio Pesse e Piu das Casinhas. Foi o que aconteceu. Ao final de tudo, a quase unanimidade ficou evidente nas considerações de todos os principais envolvidos.

Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.

Depois do Salgueiro enfrentar problemas de energia na final de samba, cinco dias atrás, na última segunda-feira, 16, foi a Imperatriz ficar sem luz na quadra, ameaçando a festa em Ramos, Zona Norte do Rio.

Como o show não pode parar na noite da grande decisão pela trilha sonora do desfile da verde e branco pra 2018, a bateria de mestre Lolo seguiu tocando, mesmo no escuro. A quadra, lotada, sofreu a primeira queda de energia por volta das 22h, e ficou contando apenas com as luzes dos celulares do público. Aproximadamente 1 hora depois houve o restabelecimento da energia nas dependências da escola, mas uma nova queda ocorreu.  Depois de mais alguns minutos de apagão, a decisão continuou, e o samba do time liderado por Jorge Arthur levou a melhor.

A festa seguiu e assim que saiu o anúncio, o carnavalesco Cahê Rodrigues soltou o grito e cantou até não conseguir mais.

– Estou sem voz. Esse samba é completo, lindo e descreve todo o carnaval da escola. Estou muito feliz – contou o artista, que assina o enredo “Uma noite real no museu nacional”, sonhando com o primeiro título na carreira. É o sexto seguido dele na Imperatriz.

Diretor de Harmonia, Júnior Scafura sabe que, antes da escolha da diretoria, o samba caiu nas graças da torcida da Imperatriz.

– Foi o samba que a escola queria. Olha a empolgação da comunidade. Todo mundo cantando – observou.

Diretor de carnaval, Wagner Araújo seguiu a mesma linha de Scafura ao analisar a escolha.

– Acho que escolhemos o samba que todos queriam. É o que mais representa o nosso enredo – afirmou.

Sem pestanejar, Luiz Pacheco Drumond foi claro quando opinou sobre o hino da escola para o próximo ano.

– Fiquei satisfeito com a escolha. Era o samba da minha preferência – concluiu o presidente da Imperatriz Leopoldinense.

A verde e branco será a quinta a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial.

Imagens da final de samba-enredo da Imperatriz – Fotos: Henrique Matos e Maria Zilda

 

 

Por Redação

O Carnaval 2018 vai ficar sem a maior festa popular que ele proporciona: os ensaios técnicos. É que a Liesa, através do presidente Jorge Castanheira, confirmou nesta quarta-feira, 4, que os treinos da Marquês de Sapucaí, que rolam sempre nos meses de janeiro e fevereiro, semanas antes dos desfiles oficiais, estão fora do calendário do próximo ano.

A falta de verba suficiente para a realização dos ensaios foi a argumentação usada pelo dirigente da liga, em entrevista ao Jornal Extra, para pôr um fim definitivo no mais emblemático evento de aproximação da festa com o povão. Há 15 anos os ensaios técnicos faziam parte das atividades de lazer dos cariocas, com entrada franca, o que garantia lotação máxima do Sambódromo nos dias dos treinos das escolas mais populares.

– O ensaio técnico está sendo cancelado porque a Liesa não tem recursos. Não tem como a gente fazer. Sem verba, só com patrocínio. Por enquanto, não tem. A Liesa vem bancando sozinha esses ensaios. Isso aí, pra gente, é um custo de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões. Esse ano, infelizmente não vamos conseguir fazer – disse Castanheira ao jornal carioca.

Presidente da Liesa, Castanheira anuncia fim dos ensaios técnicos: ‘Não temos como fazer’ – Foto: Irapuã Jeferson

A afirmativa da Liesa confirma uma tendência, que vinha sendo cogitada desde os cortes de verba da prefeitura do Rio de Janeiro em 50% – caiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão por escola. Em julho, após uma reunião, entre as várias que foram feitas, envolvendo dirigentes do Carnaval e o prefeito Marcelo Crivella, Castanheira já havia indicado um futuro incerto dos ensaios técnicos. Ainda no sétimo mês do ano, o Governo Federal fez uma espécie de reposição da subvenção retirada pelo município, o que, no entanto, não pode, segundo a liga, garantir a realização dos treinos no Sambódromo.

Escolas ainda esperam repasse de verba

Crivella prometeu quitar os três meses em débito com as escolas no último dia 25 de setembro, o que ainda não aconteceu. Mas a promessa da Riotur, empresa de turismo da prefeitura, é que a verba vai cair na conta das agremiações nos próximos dias. A subvenção deve ser repassada integralmente até o mês de novembro, de acordo com as negociações firmadas entre escolas e Crivella.

*Foto de capa: Alexandre Macieira/Riotur

Por Redação

A menos de cinco meses para o Carnaval, o caldo entornou na Tom Maior, escola de samba do Grupo Especial de São Paulo. É que na última semana, a diretoria decidiu demitir o carnavalesco Claudio Cavalcante, conhecido como Cebola. Até aí, nada muito incomum. Só que o artista resolveu se pronunciar sobre o caso, alegando que foi impedido de entrar no barracão e que não havia sido notificado da dispensa.

Na tarde desta quarta-feira, 27, a Tom Maior soltou uma nota e deu a versão da escola sobre a polêmica com o carnavalesco. No texto, a agremiação disse que a saída de Cebola foi consensual, partindo, inclusive, de uma iniciativa dele próprio. A representante do Sumaré, na Zona Oeste de SP, prometeu esclarecer tudo na justiça, caso entenda como necessário.

Em 2018, a Tom Maior fará uma homenagem especial à Imperatriz Leopoldinense, escola de samba do Rio de Janeiro. O enredo é “O Brasil de duas Imperatrizes: De Viena para o novo mundo, Carolina Josefa Leopoldina; De Ramos, Imperatriz Leopoldinense”.

Em dois anos pela escola, Cebola foi vice-campeão do Grupo de Acesso em 2016 e conseguiu a manutenção no Grupo Especial em 2017.

Cebola chegou na Tom Maior em 2015 e ajudou a botar a escola no Grupo Especial – Foto: Reprodução

Fui desligado sem saber o motivo, mas estou de cabeça erguida, da mesma forma como entrei na Tom Maior. Estou esperando a escola me notificar oficialmente sobre essa demissão – disse Cebola, em entrevista ao site SRZD.

Confira a nota completa:

“O GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA TOM MAIOR informa que, desde o dia 21 de setembro de 2017, o Sr. Claudio Cavalcante da Silva desligou-se da Agremiação, não mais figurando como seu carnavalesco.

O fim da relação contratual, muito embora proposto inicialmente pelo artista, deu-se de forma consensual, tendo ocorrido por divergências técnicas na condução do projeto para o Carnaval 2018.

A agremiação reconhece o esforço do artista na execução do trabalho nos dois anos anteriores e deseja-lhe sucesso nos enredos que vier a desenvolver no futuro, em outras agremiações.

Importante ainda esclarecer que, por possuir e fazer valer fielmente sua política interna de conformidade à legislação (política de compliance) e seu código de ética, que preconizam o absoluto sigilo nos procedimentos administrativos internos da entidade, a agremiação está impedida de divulgar detalhes sobre diálogos ocorridos entre seus dirigentes, associados e fornecedores de bens e serviços. E assim o faz pelo respeito que tem a todos os profissionais que fazem parte de sua equipe, bem como para a proteção dos direitos de personalidade dos próprios envolvidos.

No entanto, a TOM MAIOR repudia com veemência declarações dadas recentemente à imprensa pelo Sr. Claudio Cavalcante da Silva, narrando fatos inverídicos em relação ao término da relação contratual. Tais fatos poderão ser oportunamente esclarecidos em juízo, caso a questão seja levada ao conhecimento do Poder Judiciário.

Finalmente, a Agremiação esclarece à sua comunidade que, em breve, fará o anúncio de seu novo Carnavalesco, encarregado de conduzir o projeto do Carnaval 2018.

Grêmio Recreativo Escola de Samba Tom Maior”

Por Redação

Após meses de reuniões, acusações e justificativas, a prefeitura do Rio de Janeiro e as escolas de samba vão começar a se acertar. É que o prefeito Marcelo Crivella prometeu neste sábado, 16, quitar as parcelas atrasadas da subvenção municipal às agremiações do Grupo Especial. Os repasses dos meses de julho, agosto e setembro serão pagos no próximo dia 25, de acordo com o Jornal O Globo.

Nas reuniões entre Crivella e os dirigentes do samba, ficou definido que a prefeitura pagaria R$ 1 milhão por escola em cinco parcelas – de julho a novembro. Alegando complicações burocráticas, a prefeitura deve três meses – ou R$ 675 mil por agremiação. Com o acerto daqui a menos de 10 dias, ficará faltando apenas o investimento parcelado de outubro e novembro, no valor de R$ 325 mil.

Prefeitura do Rio deve começar a pagar as parcelas da subvenção no próximo dia 25, uma segunda-feira – Fotos: Divulgação e Reprodução/Internet

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella decidiu cortar 50% da subvenção direcionada às escolas de samba – de R$ 2 milhões por agremiação passou a ser R$ 1 milhão. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que suspendeu os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial. Pouco depois, a liga revogou a decisão. Incitando reações de toda sorte, a redução da verba continua sendo alvo de debates e gerou até manifestações de rua.

 

Por Redação

Crise nacional e corte de verba da prefeitura praticamente em 50%. Os fatos que se conjugaram contra o Carnaval poderiam formar um cenário caótico. Mas parece que o jogo virou, não é mesmo? Com R$ 13 milhões a menos de subvenção municipal, já que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar quase metade dos incentivos, o Governo Federal resolveu investir na festa e anunciou a liberação de R$ 8 milhões, através da Caixa Econômica Federal, via Lei Rouanet, que permite abater do valor do imposto de renda parte dos investimentos em cultura.

Após o sinal verde do ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, o presidente da República Michel Temer garantiu – em reunião com os dirigentes do Carnaval em Brasília – compensar a perda de verba na esfera do município. Os detalhes da divisão da verba entre as escolas serão anunciados no próximo dia 24. Se o repasse for dividido em partes iguais, cada agremiação do Especial fica com cerca de R$ 615 mil.

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Até agora, dia 16 de setembro, nenhuma das duas primeiras partes foram quitadas.

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Ainda não há previsão de quando a grana vai chegar, mas o anúncio dos R$ 8 milhões pela Caixa já deu alento.

*Foto de capa: Tatá Barreto/Riotur

 

Por Redação

Sempre luxuoso, o comentarista, apresentador, repórter e showman Milton Cunha não é só carisma e irreverência. O sambista é muito dedicado quando o assunto é estudar o Carnaval. É que ele acabou de concluir o pós-doutorado na Escola de Belas Artes da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, com a tese "Transversais do tempo na História da Arte: Albert Eckhout (1640) e Rosa Magalhães (1998/1999) Carnaval da Imperatriz Leopoldinense – Brasil mostra a sua cara em… Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae".

O trabalho consiste em aprofundar de modo histórico a leitura dos desenhos da carnavalesca Rosa Magalhães, de 1999, pela Imperatriz, associando à obra do artista plástico holandês Albert Eckhout, que viveu no Século XVII. O trabalho de pesquisa durou um ano e dois meses, e Milton caiu dentro de sete livros do desenhista, pintor, botânico e artista plástico europeu. As pinturas de pássaros, vegetais e animais aquáticos de Eckhout e como isso foi utilizado por Rosa naquele Carnaval (1999), que marcou o primeiro título da verde e branco dentro do tricampeonato – o primeiro tri na Era Sambódromo, foram objeto de estudo de Milton Cunha.

No projeto acadêmico, ele preparou 40 pranchas, usando os originais de Eckhout e os desenhos dos figurinos e protótipos de Rosa. O sambista agora quer levar esse material de ampla pesquisa para apreciação popular. A ideia é fazer uma exposição em museus da cidade do Rio de Janeiro.

Em novembro, Milton vai ministrar seminários sobre o trabalho em quatro aulas, sempre às segundas-feiras, na Escola de Belas Artes, na Ilha do Governador, das 13h às 16h.