Tags Artigos com tags "Inocentes"

Inocentes

Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

Por Luiz Felippe Reis

Solo adubado pelos enredos, irrigado nas sinopses e finalmente nesta sexta-feira, 20, a tão esperada colheita de sambas-enredo para o Carnaval 2018 chegou ao fim. Após emocionantes, polêmicas e acirradas finais dos concursos das obras concorrentes em dezenas de quadras espalhadas pelos quatro cantos do Rio de Janeiro, todas as escolas do Grupo Especial e da Série A já sabem as trilhas sonoras oficiais que serão tocadas na Sapucaí em fevereiro do ano que vem.

Vamos conhecê-las!

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

Compositores: Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão

Intérpretes: Tinga, Marquinhos Art’Samba, Diego Nicolau e Zé Paulo

 

 

 

 

Atual campeão, o carnavalesco Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi e de tanta riqueza cultural e religiosa.

Compositores: Altay Veloso, Paulo César Feital, Zé Glória, J. Giovanni, Denilson do Rozário, Carlinhos da Chácara, Alex Saraiça e M. Meiners

Intérpretes: Zé Paulo e Igor Vianna

 

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância. A vermelho e branco busca o campeonato que não vem há nove anos.

Compositores: Xande de Pilares, Demá Chagas, Dudu Botelho, Renato Galante, Jassa, Leonardo Gallo, Betinho de Pilares, Vanderley Sena, Ralfe Ribeiro e W Corrêa

Intérpretes: Xande de Pilares, Leozinho Nunes e Luizinho Andanças

 

 

 

 

 

O carnavalesco Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.

Intérpretes: Tinga

 

 

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

Compositores: Edispuma, Licinho JR., JL Escafura, Marcelinho Santos, Gylnei Bueno e Hélio Oliveira

Intérpretes: Ito Melodia e Leozinho Nunes

 

 

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e disposto a lançar críticas sociais abrangentes, partindo da inspiração da história bicentenária de “Frankenstein”.

Compositores: Di Menor BF, Kiraizinho, Diego Oliveira, Bakaninha Beija Flor, JJ Santos, Julio Assis e Diogo Rosa.

Intérpretes: Tinga, Nino do Milênio e Bakaninha

 

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.O título não vai pra Ramos, bairro de origem da verde e branco, desde 2001.

Compositores: Júlio Alves, Jorge Arthur, Maninho do Ponto, Marcio Pessi, Piu das Casinhas

Intérpretes: Tinga

 

 

 

O carnavalesco Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

Compositores: Ginho, Marcelão da Ilha, Flavinho Queiroga, Júnior, Thiago Caldas, John Bahiense, André de Souza e Prof. Hugo

Intérpretes: Tinga e Tuninho Jr.

 

 

 

Jorge Silveira, carnavalesco estreante no Grupo Especial, leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

Compositores: Ricardo Góes, Flavinho Segal, Naldo, Serginho Machado, Fabiano Paiva, Gustavo Clarão e Igor Marinho

Intérprete: Bruno Ribas

 

 

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

Compositores: Júlio Alves, Pinguim, JP, Marcelo Valência e Deco Augusto

Intérprete: Tinga, Marquinho Art’samba, Pepê Niterói e Rodrigo Gauz

 

 

 

 Ator, diretor, escritor, autor, dramaturgo e tudo mais Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.
Compositores: Mart’nália, Fadico, Totonho, Marcelinho Moreira e Dudu
Intérprete: Wander Pires

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

Compositores:Cláudio Russo, Moacyr Luz, Jurandir, Zezé e Aníbal.

Intérprete: Nino do Milênio

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. “O Império do samba na rota da China”. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

Compositores: Tico do Gato, Chupeta, Henrique Hoffman, Lucas Donato, Arlindinho, Andinho Samara, Victor Rangel, Jefferson Oliveira, Ronaldo Nunes e André do Posto 7.

Intérprete: Tinga

 

 

SÉRIE A

Eis a safra:

COMPOSITORES: Zé Glória, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves, Matheus Gaúcho e Lucas Macedo.

 

COMPOSITORES: Alexandre Naval, Filipe Medrado, Luiz Sapatinho, Pelé, Thiago Sousa, Marcio de Deus e Diego Tavares.

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Xande de Pilares, W. Corrêa, Ribeirinho, Alan Santos, Toninho do Trayler, Carlinhos do Mercadinho, Cabeça do Ajax e Jefinho Rodrigues.

 

COMPOSITORES: Bira, Oscar Bessa, Duda S.G., Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares e Rafael Raçudo.

 

COMPOSITORES: Marcio André, Anderson Benson, Amaury Cardoso, Ronaldo Nunes, Flavinho Segal, Marquinhos do Armazém e JR Vidigal

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Marcio André, Elson ramires, Paulo Lopita 77 e Núia

 

COMPOSITORES: Gabriel Martins, Bello, Wagner Big, Junior Fionda, Marcio André Filho, Jairo e Gigi da Estiva

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Diego Nicolau e Moacyr Luz

 

COMPOSITORES: Claudio Russo e André Diniz

 

COMPOSITORES: Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Orlando Ambrósio, Macaco Branco, Mário da Vila Progresso, Pacote, Xandinho Nocera, Fabio Borges, Ivan Câmara e Bertolo

 

COMPOSITORES: Preguinho, Tatiane Abrantes e Claudio Mattos

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Telmo Augusto, Fernandão, Girão, Marco Moreno, Marcelão e Thiago Meiners

 

COMPOSITORES: Diego Nicolau, Dudu Senna, Richard Valença , Renan Diniz, Orlando Ambrósio, Rafael Tinguinha, Rafael Prates, André Kaballa, Marcio de Deus, Washington Motta e Ivan Câmara

O Carnaval 2018 começa em pouco mais de três meses. A festa começa no dia 9/2, na Sexta-feira de Carnaval, com os desfiles da Série A, que tem continuidade no Sábado de festa. Domingo e Segunda rolam os desfiles do Grupo Especial.

 

Por Redação

“Papo de sambista é samba” é uma frase tão comum quanto certeira. Então, vamos curtir os sambas oficiais das 13 escolas da Série A do Carnaval carioca.

Foram cerca de três meses do anúncio da primeira trilha sonora – Inocentes de Belford Roxo em 9 de junho – à última do grupo a ter um samba pra chamar de seu – a Unidos de Bangu já na madrugada desta segunda-feira, 4 de setembro.

Eis a safra:

COMPOSITORES: Zé Glória, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves, Matheus Gaúcho e Lucas Macedo.

 

COMPOSITORES: Alexandre Naval, Filipe Medrado, Luiz Sapatinho, Pelé, Thiago Sousa, Marcio de Deus e Diego Tavares.

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Xande de Pilares, W. Corrêa, Ribeirinho, Alan Santos, Toninho do Trayler, Carlinhos do Mercadinho, Cabeça do Ajax e Jefinho Rodrigues.

 

COMPOSITORES: Bira, Oscar Bessa, Duda S.G., Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares e Rafael Raçudo.

 

COMPOSITORES: Marcio André, Anderson Benson, Amaury Cardoso, Ronaldo Nunes, Flavinho Segal, Marquinhos do Armazém e JR Vidigal

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Marcio André, Elson ramires, Paulo Lopita 77 e Núia

 

COMPOSITORES: Gabriel Martins, Bello, Wagner Big, Junior Fionda, Marcio André Filho, Jairo e Gigi da Estiva

 

COMPOSITORES: Claudio Russo, Diego Nicolau e Moacyr Luz

 

COMPOSITORES: Claudio Russo e André Diniz

 

COMPOSITORES: Felipe Filósofo, Ademir Ribeiro, Sérgio Joca, Orlando Ambrósio, Macaco Branco, Mário da Vila Progresso, Pacote, Xandinho Nocera, Fabio Borges, Ivan Câmara e Bertolo

 

COMPOSITORES: Preguinho, Tatiane Abrantes e Claudio Mattos

 

COMPOSITORES: Samir Trindade, Telmo Augusto, Fernandão, Girão, Marco Moreno, Marcelão e Thiago Meiners

 

COMPOSITORES: Diego Nicolau, Dudu Senna, Richard Valença , Renan Diniz, Orlando Ambrósio, Rafael Tinguinha, Rafael Prates, André Kaballa, Marcio de Deus, Washington Motta e Ivan Câmara

*Foto de Capa: Gabriel Monteiro/Riotur

 

Por Redação

Prefeito do Rio, Marcelo Crivella promete convocar as entidades dos grupos de acesso para conversar, assim como fez com a Liesa e as escolas do Especial. Diferentemente das agremiações da elite – já garantidas com seus R$ 2 milhões de subvenção, parte da prefeitura e outro montante do Governo Federal -, as escolas da Série A ainda sofrem com um grau angustiante de incertezas.

É caso da Inocentes de Belford Roxo, que, mesmo com o planejamento afetado pela indefinição de verbas, já iniciou os protótipos das fantasias desenhadas pelo carnavalesco Wagner Gonçalves.

– A gente não tem uma definição orçamentária. Decidimos dar continuidade aos protótipos, tá em andamento. Temos um grupo pra reproduzir. Resolvemos conter mais nos carros. Objetivamos as fantasias em detrimentos dos carros neste momento. A gente vai investir em algo mais original, esse ano é mais pé no chão – comentou Wagner, no segundo ano seguido na “Caçulinha da Baixada” e sexta temporada na carreira pela tricolor.

‘Resolvemos conter mais nos carros. Objetivamos as fantasias em detrimentos dos carros neste momento’, disse Wagner – Foto: Irapuã Jeferson

 

Wagner Gonçalves terá um enredo sobre a histórica cidade de Magé: “Mojú, Magé, Mojubá. Sinfonias e Batuques”, que vai pincelar registros históricos do lugar, como a passagem do Padre José de Anchieta, a Revolta da Armada, a construção da primeira ferrovia do Brasil, o quilombo Maria Conga, além de outras curiosidades.

A Inocentes será a sexta e penúltima a desfilar no Sábado de Carnaval pela Série A.

 

Por Redação

Há quem tente um patrocínio, há quem aposte na criação autoral do carnavalesco, só o que não há é mais tempo para mudar o curso do Carnaval de 2018. Na Série A, todas as 13 escolas postulantes a uma vaguinha no Grupo Especial de 2019 já tem enredo definido para os desfiles do ano que vem.

E a variedade de caminhos chama a atenção. Três escolas apostam no tema ‘afro’, desbravando a lógica mais comum dos desfiles; duas outras falam da Amazônia brasileira, cada uma a seu modo. Tem quem aposte nos diversos rituais culturas afora, nas divas da comunicação pelo rádio, ou temas mais abstratos. O certo é que terá pra todos os gostos na Sexta-feira e no Sábado de Carnaval.

 

SEXTA-FEIRA

 

A Bangu foi buscar no Especial o carnavalesco Cid Carvalho para descortinar “A travessia da Calunga grande. E a nobreza negra do Brasil”, que mostra o lado de realeza dos negros advindos dos reinos milenares da África. A ideia é mostrar que o povo brasileiro é descendente de reis e rainhas do continente negro.

 

 

Jorge Caribé, ao lado de Sandro Gomes, volta pra Série A utilizando o expediente que mais gosta: falar da cultura afro. “Olubajé, um banquete para o rei”, disserta sobre o orixá Obaluaie, terminando com uma das mais importantes cerimônias do Candomblé Yorubá: Olubajé, o banquete oferecido ao mestre.

 

 

Destaque do Carnaval do Espírito Santo, Petterson Alves tem a missão de manter a Sossego na Sapucaí e preparou “Ritualis”, que vai desbravar os rituais de variadas culturas pelo mundo. “Ritualis ” é o símbolo dos poetas, da harmonia cósmica e da inspiração musical, fonte das mais primorosas melodias.

 

 

O experiente Jaime Cesário foi buscar na comunicação o enredo “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as divas da canção”, que vai exaltar figuras históricas da música popular brasileira, como Dalva de Oliveira, as irmãs Batista, Dóris Monteiro, Julie Joy e tantas outras da era de ouro do rádio brasileiro.

 

 

A dupla Alexandre Rangel e Raphael Torres se inspirou no talento inconfundível do compositor carioca Heitor Villa-Lobos e na obra “A Floresta do Amazonas” para criar o enredo “De flechas e de Lobos”, popularizando a diversidade de sons e o rico folclore da Amazônia brasileira.

 

 

Pela primeira vez assinando sozinho um desfile, Tarcísio Zanon pra fazer o “No pregão da folia sou comerciante da alegria e com a Estácio boto banca na Avenida” se inspira nos escambos de toda sorte nos primórdios do Brasil até os mercados populares do passado e do presente.

 

 

 

Sábado

Marco Antonio vai para o terceiro desfile seguido na Alegria e a estratégia agora é reverenciar o povo Malês: “Bravos Malês. A saga de Luiza Mahin”, uma história de coragem e valentia da negritude que almejou um Brasil livre da escravidão e das desigualdades sociais.

 

 

O referencial Max Lopes volta à ativa com “No voo mágico da esperança – quem acredita, sempre alcança”, que tem uma pegada lúdica e mostra como a fé em dias melhores faz a diferença. Amuletos, Religiosidade e contos de fadas, todos eivados de esperança vão teleguiar o desfile da escola mais distante da Sapucaí.

 

 

Dono da melhor plástica nos últimos quatro carnavais do Acesso, Edson Pereira tem novo desafio na Viradouro e preparou “Vira a cabeça, pira o coração. Loucos gênios da criação”, capaz de trazer ao convívio da Avenida gênios como Albert Einstein e Leonardo da Vinci e matar as saudades do eterno Joãozinho Trinta.

 

 

Atual campeão da Série A, Marcus Ferreira chega na Rocinha e traz “Madeira matriz”, que apresenta a história da Xilogravura – a arte de fazer gravuras em relevo sobre madeira – com foco na arte do espetacular brasileiro J. Borges.

 

 

Os parceiros Leonardo Bora e Gabriel Haddad desenvolvem pela primeira vez um carnaval na Série A. “O rei que bordou o mundo”, é inspirado na arte do artista plástico sergipano Bispo do Rosário, referência da arte contemporânea do Brasil.

 

 

Wagner Gonçalves terá um enredo sobre a cidade de Magé: “Mojú, Magé, Mojubá. Sinfonias e Batuques”, que vai pincelar registros históricos do lugar, como a passagem do Padre José de Anchieta, a Revolta da Armada, a construção da primeira ferrovia do Brasil, o quilombo Maria Conga, além de outras curiosidades.

 

 

João Vítor Araújo mergulha no universo amazônico e mostra a versão das populações indígenas, ribeirinhas e caboclas para as maravilhas da Amazônia brasileira. “O Eldorado submerso: delírio tupi-parintintin” parte de uma passagem de “Órfãos do Eldorado”, livro escrito por Milton Hatoum que virou filme.

 

A Série A começa na Sexta-feira de Carnaval, dia 9 de fevereiro.

 

 

 

Por Redação

De olho numa vaga no Grupo Especial, a Inocentes de Belford acertou a contratação do coreógrafo Patrick Carvalho, que, na elite, trabalha na Tuiuti e já foi da Vila Isabel e União da Ilha. O dançarino despontou comandando comissões de frente justamente na tricolor da Cidade do Amor.

Além dos trabalhos expressivos no Carnaval, Patrick é integrante do quadro “Dança dos Famosos”, do Domingão do Faustão, da TV Globo, e é gestor da Cia Dom de Dança, do Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Pelo visto, a identidade com a Inocentes e a amizade com o presidente da escola, Reginaldo Gomes, fizeram toda a diferença para o acerto.

– Não consegui recusar o convite do presidente Reginaldo Gomes, através meu amigo, carnavalesco Wagner Gonçalves, com quem tenho uma sintonia muito forte, na criação de nossas coreografias e o resultado são trabalhos que além de nos satisfazer como artistas, agradam ao público e a imprensa. E também voltar a trabalhar para o presidente Reginaldo, a pessoa que me deu a grande chance da minha vida, que ajudou a alavancar minha carreira e sempre me deu condições dignas de trabalho é algo que não tem preço. Inocentes foi a primeira escola que dei o grito de campeão em 2012 (título do Grupo de Acesso). Quando algumas escolas me ligaram esse ano, fiquei feliz com o reconhecimento, mas o convite do Reginaldo tem um carinho especial. Espero novamente nesse retorno gritar novamente: É campeã! – disse entusiasmado Patrick, que até 2017 defendeu a Porto da Pedra na Série A.

Patrick iniciou sua carreira como coreógrafo de comissão de frente na Alegria da Zona Sul, depois passou pela Inocentes de Belford Roxo, se consagrando na avenida. Em ambas foi campeão e conseguiu o acesso. Trabalhou dois anos também na Beija-Flor, como coreógrafo geral e nos últimos comandou a comissão de frente da União da Ilha do Governador, Porto da Pedra e Unidos de Vila Isabel.

Reginaldo Gomes acredita que Patrick foi uma das melhores apostas que já fez no comando da Inocentes.

– Patrick para mim é como filho, a sua simplicidade, talento, disciplina e comprometimento com a arte me faz acreditar que vale a pena investir em novos talentos e sem dúvida ele foi uma das melhores apostas que fiz até hoje. Quando ele começa a participar do concurso do programa do Faustão, nos dias de apresentação dele, ninguém me tira de casa, acho que sou o torcedor número um. Tê-lo novamente na nossa escola, significa mais um grande espetáculo da comissão de frente. Só tenho a agradecê-lo por aceitar meu convite – declarou Reginaldo.

A reapresentação de Patrick na quadra será no próximo domingo, 9, na festa de aniversário da tricolor. A Inocentes de Belford Roxo será a terceira a desfilar no Sábado de Carnaval, pela Série A, com o enredo “Mojú, Magé, Majubá – sinfonias e batuques”, desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Gonçalves.

Por Luiz Felippe Reis

Inocentes de Belford Roxo, Alegria da Zona Sul, Acadêmicos do Sossego e Acadêmicos de Santa Cruz receberam notificação extrajudicial online informando que elas têm prazo de 30 dias para desocuparem os barracões situados na Zona Portuária do Rio.

Os barracões ficam na área pertencente à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), que teria vendido os terrenos a uma empresa privada, como informa o presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes.

A nova dona do espaço deve requerer ainda todos os outros terrenos, desalojando demais escolas de samba, algumas delas que desfilam na Intendente Magalhães
 .
– Vamos continuar brigando pela justiça. Nós temos um processo de manutenção de posse a ser julgado. Nós estamos aqui desde 1998. Eu não tenho conhecimento sobre as outras escolas, falo aqui pela Inocentes e pela Santa Cruz, que está no mesmo terreno aqui. Não recebemos notificação da Cdurp, recebemos de uma empresa, que teria comprado o terreno. Uma notificação extrajudicial, feita pela empresa mesmo, para deixarmos o terreno em 30 dias, mas nós temos o processo de manutenção de posse e queremos que seja julgado – afirma o dirigente, que recebeu a notificação no dia 5 deste mês.
.[
Reginaldo Gomes não vai desistir do barracão da Inocentes: ‘Vamos continuar brigando pela justiça’ – Foto: Reprodução
Reginaldo argumenta ainda que a venda do espaço mereceria até uma inspeção do Ministério Público para checar se há alguma irregularidade no processo. Ele garante que a Inocentes vai continuar lutando pelo o que entende ser o mais justo nessa situação.
.
– Aconteceu uma venda e nós não fomos avisados de nada. O código civil diz que a prioridade em caso de venda seria nossa, mas nem fomos avisados. E até é uma história para o Ministério Público averiguar. A Prefeitura desapropriou aqui, doou a área para uma empresa mista, afetaram a área, e aí a companhia vende para o privado?… Vamos continuar brigando pela justiça – reafirma.
.
A Lierj, que administra os desfiles da Série A, vai batalhar em parceria com as escolas possivelmente afetadas. Procurada pela reportagem, a liga informa que vai tentar uma solução junto aos órgãos da Prefeitura do Rio.
.
Cidade do Samba 2 é promessa antiga
.

A Cidade do Samba 2, um espaço temático para a confecção das alegorias das agremiações da Série A, similar à já existente Cidade do Samba, que fica no bairro da Gamboa, Centro do Rio, e serve de sede para as integrantes do Grupo Especial, é sonhada há alguns anos pela Lierj, a liga das escolas da Série A, sem sucesso.

Em 2012, o prefeito Eduardo Paes anunciou que o conjunto de barracões seria na antiga fábrica do Sabão Português, às margens da Avenida Brasil, em São Cristóvão, na Zona Norte, deixando dirigentes e torcedores animados. Para infelicidade geral da nação, o negócio não vingou, e os donos do lugar decidiram não negociar o espaço com a prefeitura.

Pouco depois, Paes teria sugerido o terreno da Escola Veterinária do Exército, na Quinta da Boa Vista, também em São Cristóvão, o que não foi viabilizado e nem se chegou a um consenso por se tratar de um lugar muito distante da Sapucaí. Em 2014, a prefeitura anunciou que estudava três espaços públicos que poderiam sediar a casa dos barracões da Série A, mas a fagulha de esperança terminou em decepção e sem continuidade.

Aos poucos, e com o passar do mandato do antigo prefeito, a ideia foi perdendo fôlego, e, em janeiro de 2016, Eduardo Paes deu entrevistas relatando que a missão de construir a Cidade do Samba 2 seria um papo para o próximo chefe do executivo municipal. Crivella assumiu e tem ressaltado a crise dos cofres da prefeitura, o que, de uma certa maneira, acaba inviabilizando a curto prazo a construção de uma sede do tamanho desejado.

Por Redação 

“Mojú, Magé, Mojubá – Sinfonias e batuques”. É assim que a Inocentes de Belford Roxo vai pisar na Marquês de Sapucaí em 2018. O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Gonçalves irá mostrar a história da cidade de Magé, que fica na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro.

Wagner ainda está na fase de pesquisa do tema, mas garante estar muito motivado para criar um desfile grandioso.
– O enredo tem que ser bem feito, bem produzido e bem executado para que exista entendimento do público, jurados e críticas. Teremos um grande e belo carnaval em 2018, e de fato iremos buscar esse campeonato – afirma o carnavalesco.

O artista já sabe que não deixará de fora importantes registros históricos do município, como a passagem do Padre José de Anchieta por lá. Há diversos relatos sobre isso, tanto que, em Magé, há um poço bento dedicado a Anchieta. Os moradores acreditam que foi ali que o beato benzeu a água da cidade para salvar a população de uma epidemia causada pela água salobra.

Outro episódio é a Revolta da Armada, no século 19, que se desenvolveu em parte na cidade. A história do quilombo de Maria Conga, o único reconhecido como quilombo em toda a Baixada, também será retratado no desfile.

– A história de Magé tem muita ligação com a história do Brasil. A cidade fez parte do caminho do ouro para as Minas Gerais. Foi lá também que surgiu a primeira estação ferroviária do Brasil. Vamos contar tudo isso como se fossem pinturas de Heitor dos Prazeres (pintor e sambista que se casou com uma mageense e morou lá) – descreveu Wagner.

Wagner Gonçalves vai assinar o sexto desfile na Inocentes – Foto: Michele Iassanori

Homenagens

O filho mais ilustre de Magé, o jogador de futebol Garrincha (1933-1983), e a escola de samba local, a Flor de Magé, que foi fundada em 1900, estarão representados no último setor.

A apresentação oficial do enredo para a comunidade será em julho, durante a feijoada da agremiação.

Por Rafael Arantes

O Carnaval 2018 já está a todo vapor pelas bandas de Belford Roxo. É que a Inocentes acertou a permanência do carnavalesco Wagner Gonçalves para o próximo ano. Será o sexto desfile do artista na escola da Cidade do amor. A primeira passagem foi em 2007, ainda no Grupo B. A segunda trajetória foi mais vitoriosa: entre 2012 e 2014, Wagner conquistou o Acesso A e participou pela primeira vez na história da agremiação do Grupo Especial em 2013.

Depois da nona posição no desfile da Série A deste ano, o artista já estuda duas opções de enredo para levar para a Sapucaí no próximo Carnaval.

– A gente conversou e acertamos algumas coisas já pensando no ano que vem. É um novo desafio, a escola está em um processo de crescimento, assim como eu também estou avançando com a minha carreira. Já identificamos algumas coisas para melhorar e conseguir uma evolução ainda maior em 2018 – disse Wagner.

“A gente só aceita perder ele, se for para o Especial”, diz presidente

Para o presidente da “Caçulinha da Baixada”, Reginaldo Gomes a renovação com o carnavalesco é um reforço.

– O Wagner é um profissional muito competente e amigo. A gente só aceita perder ele, se for para o Grupo Especial – afirmou.

Mesmo tendo ficado do meio pra baixo na tabela de classificação da Série A, Wagner não se abate com as notas na hora de planejar o desfile do Carnaval 2018. Com um saldo positivo do projeto desenvolvido neste ano, o artista tira um balanço satisfatório na hora de começar a traçar os planos de mais um projeto.

– Eu gostei muito do trabalho em geral. Foi um ano de superação, onde tínhamos uma proposta muito arrojada e a escola, mesmo com um orçamento limitado, comprou a ideia, acreditou no projeto e bancou essa temporada. Eu até esperava uma colocação melhor, mas estou mais focado no resultado do trabalho em si. Faço o meu trabalho e espero que ele saia como a gente planejou – comentou.

Carnavalesco parabeniza adversários

Satisfeito com o trabalho desenvolvido com um enredo sobre os vilões, Wagner também exaltou a competência dos adversários na Avenida. Para ele, os desfiles das escolas de samba da Série A mostrou um nível superior ao esperado diante da crise financeira que também afetou o Carnaval.

– Apesar de ter sido um Carnaval de crise, foi muito bacana. Foi um ano muito rico artisticamente, que merece ser exaltado muito por este lado. Uma temporada louvável de todos os profissionais. Digo, sem dúvida, que meus colegas carnavalescos estão de parabéns – finalizou.

Escola também renova com diretor de carnaval

Outro que acertou permanência na escola de Belford Roxo é o diretor de carnaval Saulo Tinoco. O sambista recebeu aprovação do presidente Reginaldo Gomes ao trabalho realizado e conta com aval da diretoria para seguir no comando em 2018.

– O diferencial de Saulo é que ele abraça com garra nossa meta de fazer um espetáculo digno para nosso público. Consegue com paciência agregar e estimular todos os setores. E esse ano em especial foi bem proveitoso, pois conseguimos driblar a crise com criatividade e inteligencia – disse o presidente. 

Por Rafael Arantes

O Carnaval 2018 marca o primeiro de Nino do Milênio como intérprete oficial no Grupo Especial, pela Tuiuti, mas não dá pra chamar o cara de inexperiente. Há alguns anos, ele integra a equipe de canto de Neguinho, na Beija-Flor de Nilópolis. A trajetória ao lado do veterano é uma das grandes lições em que se espelha para a estreia na elite.

– Com certeza eu levo um grande aprendizado de todos esses anos cantando com ele. Ter cantado com o Neguinho é tudo. Ele é uma escola para qualquer intérprete. Só de estar cantando ao lado dele você já aprende de verdade. Cantar com ele esses anos todos valeu muito à pena. Sou um grande fã e admirador do trabalho dele e da grande pessoa e artista que ele é – disse Nino.

Nino cantou ao lado de Neguinho na Beija-Flor

Às vésperas da apresentação oficial na nova escola, que acontecerá na festa de aniversário da agremiação, nesta quarta-feira, 5, Nino não vê a hora de começar os trabalhos rumo à estreia no Grupo Especial. A oportunidade na Tuiuti, no entanto, nunca tinha passado pela cabeça do cantor de 27 anos.

– Foi um convite inesperado. Eu estava vendo tudo acontecer e realmente não esperava que meu telefone tocasse. Mas já que chegou, agora é a hora de mostrar o trabalho e defender essa grande escola. Mas a expectativa é a mesma. Sempre quero dar o meu melhor e fazer um grande trabalho. Sei da responsabilidade que é cantar no Grupo Especial e estou muito feliz e grato pela confiança que o presidente Renato Thor depositou em mim. Me sinto e sei que já estou preparado para mostrar meu trabalho no Grupo Especial. Venho trabalhando todos esses anos na Série A e me preparando para o dia que chegasse essa oportunidade – comentou.

Intérprete agora defenderá a Tuiuti | Foto: Eduardo Hollanda

Mesmo empolgado com a nova casa, o cantor não esquece os últimos quatro anos pela Inocentes de Belford Roxo.

– Guardo carinho, amizade e muito aprendizado. A Inocentes foi a escola que deu a oportunidade de mostrar meu trabalho. Talvez eu não estivesse aqui se não fosse ela. Tenho um grande carinho mesmo pelo presidente Reginaldo, que foi o pai de tudo isso – finalizou.

Por Redação

A decisão da Lierj – a liga que comanda a Série A – de mudar a regra do jogo e promover o acesso da vice-campeã do Grupo B, a Cabuçu, gerou tanta polêmica nas redes sociais que a entidade resolveu voltar atrás na decisão tomada na plenária da última quinta-feira, 9, e suspendeu a alteração.

A entidade garante que não chegou a tomar a decisão definitivamente, embora fontes de algumas escolas garantem que houve a deliberação favorável ao acesso da Unidos do Cabuçu para completar o número ideal de 14 agremiações no grupo que desfila na Sexta-feira e no Sábado de Carnaval.

Através de nota, a liga descartou a mudança e garantiu que vale o escrito. Portanto, só a Unidos de Bangu, campeã do B em 2017, segue para a Série A em 2018. A Curicica, que reclamou horrores da decisão, vai disputar mesmo a divisão da Intendente Magalhães, como previa o regulamento.

Foto: Irapuã Jeferson

Confira a nota:

“Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIERJ) esclarece que, ao contrário do que foi divulgado pelo G.R.E.S. União do Parque Curicica, não houve qualquer decisão pela ascensão de mais uma escola de samba oriunda da Série B para o Carnaval 2018.

A Lierj ressalta que realizou uma reunião na sede da entidade na última quinta-feira (9) com o objetivo de tratar assuntos internos e administrativos relativos ao Carnaval de 2018 e que, por isso, foram convocadas somente as agremiações que estão aptas para a participação no ano supracitado.

Embora o tema não estivesse na pauta, um representante de uma agremiação sugeriu ao plenário que, em função de não ter acontecido rebaixamento no Grupo Especial, fosse alçada à Série A a segunda colocada da Série B para que ficasse uma quantidade par. A diretoria da Lierj, no entanto, frisou que, para o tema ser levado adiante, eram necessários mais debates com as escolas filiadas, além de um levantamento interno que pudesse viabilizar ou não o fato. Após estudos, entretanto, foram descartadas quaisquer hipóteses do Carnaval de 2018 da Série A contar com 14 agremiações.

Sendo assim, conforme previsto em regulamento (disponível no site oficial) e, como não houve rebaixamento no Grupo Especial, a Série A será formada no próximo ano por 13 agremiações.

A Lierj ressalta que mantém o compromisso de transparência em todos os atos administrativos, característica que ajudou a transformar os antigos grupos de acesso A e B em sucessos de público, de organização e de crítica, através da consolidada Série A.”

Disputam, portanto, a Série A 2018:

Unidos do Viradouro, Estácio de Sá, Unidos de Padre Miguel, Unidos do Porto da Pedra, Acadêmicos da Rocinha, Império da Tijuca, Acadêmicos do Cubango, Inocentes de Belford Roxo, Renascer de Jacarepaguá, Acadêmicos do Sossego, Acadêmicos de Santa Cruz, Alegria da Zona Sul e Unidos de Bangu.

Por Luiz Felippe Reis

A escola é do Parque São Vicente, bairro humilde da cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, mas as aspirações vão além. Talvez inspirada pelo enredo deste ano que fala sobre os vilões, a Inocentes não quer fazer figuração na trama da Série A versão 2017. A parada é ser protagonista.

Dono dos maiores e mais lembrados carnavais da “Caçulinha da Baixada” – a agremiação tem 23 anos de fundação – o carnavalesco Wagner Gonçalves, que esteve com a Inocentes no título do Acesso em 2012 e na participação no Especial no ano seguinte, apostou alto e logo que chegou pra trabalhar no barracão tratou de projetar uma ampliação nas alegorias para o desfile, que rola neste sábado, 25.

Tamanho é documento! Carnavalesco da Inocentes, Wagner Gonçalves não quis saber de carro pequeno e aumentou todas as alegorias do barracão da tricolor: ‘Ano passado estava bonito, mas acanhado’ – Fotos: Sambarazzo

Ao todo, o artista ganhou aproximadamente dois metros por alegoria, dando uma sensação de gigantismo um pouco maior no carnaval da tricolor.

– A gente sentou com a diretoria e conversou sobre o carnaval do ano anterior. Eu achei que faltou impacto visual. Estava bonito, mas acanhado. Eu gosto de fazer grandioso, e isso deu certo na Inocentes. Criei uma estratégia com a equipe: todos os carros têm encaixes. Peguei a estrutura que já tinha e reforcei. A ideia é ser competitivo, é trazer de volta aquela Inocentes que brigava por cima – explicou.

A ideia do artista é chamar atenção do público e dos jurados e conquistar as notas máximas do júri e o coração da galera – Fotos: Sambarazzo

A saudade do Grupo Especial é grande nas terras de Belford Roxo, e olha que são apenas quatro anos longe da elite. Pela Série A, a Inocentes será a terceira a desfilar no Sábado de Carnaval com o enredo: ‘Vilões – o verso do inverso”.

Por Luiz Felippe Reis e Rafael Arantes

Que a crise financeira afeta todo o Brasil e especialmente o Rio de Janeiro não é surpresa. E, claro, que logo surgem as soluções mais criativas para uma possível solução para o pagamento de servidores e quitação de outros débitos, como um possível cancelamento do Carnaval como alternativa para os problemas.

E o presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, resolveu desabafar antes do início do ensaio técnico da tricolor neste sábado, 11.

Falou e disse! Presidente da Inocentes, Reginaldo Gomes saiu em defesa do Carnaval: ‘O Carnaval não atrapalha nada’

– O Carnaval gera recursos pra cidade e pro estado do Rio. O Carnaval é fundamental, é cultura. Acabar com o Carnaval não resolve nada. É a maior festa popular do mundo, minha gente. Carnaval não atrapalha ninguém, não é pelo Carnaval que se deixa de pagar o salário de ninguém – discursou.

O dirigente informou ainda que não contou com nenhuma ajuda da prefeitura de Belford Roxo para fazer o desfile da única escola local no Carnaval do Rio:

– Foi o Carnaval mais difícil de se fazer. O município de Belford Roxo não está colocando um real no nosso desfile, porque está com dificuldade, tá feia a coisa lá. Mas no dia 25 vamos levar a Inocentes de volta para o Grupo Especial – projetou.

Mesmo com a complicação, o dirigente confia em uma apresentação de luxo para levar a escola de volta ao Grupo Especial. A Inocentes será a terceira a desfilar no Sábado de Carnaval, pela Série A. O enredo é “O verso do inverso”, do carnavalesco Wagner Gonçalves.

Colaborou: Eduardo Senra

Por Fábio Klotz

A história de amor entre Letícia Guimarães e a Inocentes de Belford Roxo, escola da Série A, ganhou um capítulo especial. Ela desfila pela escola há dez anos. Em 2017, vai realizar o sonho de ser rainha de bateria. A expectativa é alta, como a musa contou no ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, neste sábado, dia 11.

– Quem me conhece sabe o quanto esperei para ser a rainha, o quanto batalhei para receber este presente. Estou muito orgulhosa da minha escola. Vamos brigar pelo título – declarou a rainha.

Letícia nasceu na Baixada Fluminense. A paixão pela Inocentes completa dez carnavais.

– Já desfilei de composição, de apoio, de musa, de rainha da escola e agora finalmente sou a rainha de bateria – recorda.

Com mais uma coroa de rainha – ela já foi rainha do Carnaval do Rio -, Letícia analisa a responsabilidade que já teve e a emoção que tem no novo posto.

– A rainha do Carnaval tem a responsabilidade de representar para o mundo inteiro o nosso Carnaval, então acho que a responsabilidade é um pouco maior. Mas ser rainha da minha bateria, da minha comunidade é algo maravilhoso. Não tem como descrever o que estou sentindo agora – declarou.

Mesmo com tanta experiência no Carnaval, não vai ter jeito: o friozinho na barriga é inevitável.

– É uma história de amor que tenho com essa escola. Estou esperando qualquer reação, choro, tremer, perna bamba. É uma emoção indescritível – encerrou Letícia.

Por Rafaella Javoski

É ensaio, mas é coisa séria! Tanto que a porta-bandeira da Inocentes de Belford Roxo, Jaçanã, caprichou na roupa para pisar na Marquês de Sapucaí neste sábado, 11, no treino da escola de samba. O mestre-sala Peixinho não ficou pra trás e foi buscar a figura de Guy Fawkes, um conspirador da Inglaterra do Século XVI, que ganhou popularidade no Brasil através da série “V de Vingança”. Em terras brasileira, foi inspiração ainda para um grupo de hackers: “Anonymous”.

– Adoro me fantasiar, e já tinha vontade de ser a Mulher-Gato- brinca ela, que investiu mil reais no look que, segundo ela, não tem nada a ver com a fantasia que usará no desfile.

– Serei uma vilã muito poderosa – adiantou sem dar tantas dicas.

Apesar de estar no segundo ano na Inocentes, Jaçanã já tem uma parceria de seis anos com Peixinho. Antes, os dois faziam par no Império da Tijuca.

– Com certeza os anos juntos fazem com que a gente fique mais entrosado e o desempenho evolui – diz ela, que tem ensaiado todos os dias da semana.

O encontro desses vilões com a Sapucaí acontece novamente em duas semanas, no Sábado de Carnaval, quando a Inocentes faz o desfile oficial pela Série A. O enredo é “Vilões – o verso do inverso”, do carnavalesco Wagner Gonçalves.

 

Por Rafaella Javoski

Ela deixou há quase uma década o ofício de caminhoneiro e também o nome de batismo, Bruno Rogério Souza, para assumir uma nova identidade. Marcela Porto, a Mulher Abacaxi, ainda está se acostumando com a Marquês de Sapucaí. Na primeira vez na Avenida, neste sábado, 11, no ensaio técnico da Inocentes de Belford Roxo, ela brincou sobre a estreia:

– Estou perdida. E muito nervosa – admite.

 

A funkeira, de 33 anos, é apresentada como a musa trans da Inocentes de Belford Roxo, e afirma que defende o posto com orgulho.

 

– É importante dar esse espaço para que diminua o preconceito – defende.

Num enredo que fala sobre os vilões, Mulher Abacaxi escolheu a fantasia de Malévola para o ensaio técnico deste sábado,11, e deixou a ousadia para o desfile oficial.

– Gosto de ser sexy sem ser vulgar – afirma ela, que investiu R$ 8,5 mil.

Ainda se recuperando de plásticas no rosto, ela conta que pagou R$ 50 mil.

– Fiz nariz, puxei os olhos pra cima e mandíbula para aparecer bem no carnaval.

Hoje funkeira, ela lembra que trabalhou durante 12 anos como caminhoneiro antes de se transformar.

– Aos 27, decidi colocar silicone e tomar hormônio. E estou muito feliz – encerra.

 

Por Redação

O que não falta na Inocentes de Belford Roxo é mulher bonita. De famosas a anônimas, a tricolor montou um batalhão de beldades. Uma delas é Marcelli Pires, que vai estrear como musa da “Caçulinha da Baixada” e o figurino será à base das pinturas com pouquíssima roupa. No ensaio técnico deste sábado, 11, a gata já caprichou nas cores para passar pela Avenida.

– Hoje eu estou estreando e já com uma pintura,  do mesmo jeito que será no desfile. Estou com uma pintura de chamas e sou o fogo em pessoa hoje – disse.

O problema é que durante a apresentação dela na Passarela, o tapa-sexo, embora estivesse protegendo a região, acabou marcando as partes íntimas da modelo.

A estreia na Sapucaí será no Sábado de Carnaval, quando a Inocentes entrar na Avenida pela Série A.

 

Por Rafael Arantes

Antes do ensaio técnico não dá dizer se o cantor foi bem ou não, mas no caso do intérprete da Inocentes de Belford Roxo, Nino do Milênio, já dá pra afirmar, pelo menos, que o cara está integrado com o tema da escola, que fala sobre os vilões. É que ele resolveu se vestir de charada, vilão dos filmes do Batman, no ensaio técnico da “Caçulinha da Baixada” neste sábado, 11.

A dica veio do carnavalesco da escola – e amigo do intérprete -, Wagner Gonçalves.

– O Wagner é muito meu amigo e falou que quanto mais entrasse na onda do enredo melhor. Então, escolhi o Charada, que sempre gostei na infância – disse.

Fantasiado no ensaio técnico, o cantor ainda não sabe se repetirá a dose no desfile oficial. Mas já tem suas ideias.

– De Charada não venho, mas estou decidindo o que farei. Não devo vir de vilão, mas estou pensando em uma ideia muito bacana e só esperando o ok do carnavalesco – finalizou.

A Inocentes de Belford Roxo desfile daqui a exatas duas semanas, no Sábado de Carnaval, pela Série A. A tricolor busca uma vaga no Grupo Especial, por onde não passa desde 2013.

Por Luiz Felippe Reis

As mudanças mais sensíveis para o Carnaval 2017 foram no Grupo Especial, mas foi a Série A que teve de se adaptar a algumas alterações na logística dos desfiles. Por conta da redução do tempo limite de apresentação na elite, a antiga terceira cabine de julgadores, próxima ao Setor 8, foi extinta, dando lugar a dois módulos situados um ao lado do outro, no Setor 6 da pista, diminuindo o número de paradas das escolas. Antes eram quatro, agora são três.

Mas e a Série A, que não mudou os limites de tempo e não precisa reduzir apresentações de quesitos, faz como? A Lierj, liga que controla os desfiles do Grupo de Acesso, decidiu criar a “Parada Técnica” para não mexer na estrutura dos carnavais das 14 agremiações participantes da divisão.

A Liesa criou um elo entre duas cabines de julgadores para dinamizar desfiles do Especial – Foto: Irapuã Jeferson

A sacada é manter do jeito que tem sido. Além da performance em frente à cabine dupla, que, igual no Especial, é feita para dois jurados de cada quesito ao mesmo tempo, as comissões de frente e casais terão que se apresentar para a antiga terceira cabine de jurados, a mesma desativada pela Liesa no Setor 8, e que, por isso, não terá julgadores.

A atuação dos quesitos será feita para um grupo de convidados da Lierj que estará na frisa imediatamente abaixo da antiga posição de jurados. A apresentação deverá, obrigatoriamente, respeitar as coreografias e o tempo de performances executadas para os jurados na primeira, na dupla e na última cabine. Com isso, as quatro paradas são mantidas.

O diretor de carnaval da liga da Série A, Thiago Monteiro, explica melhor as intenções dessa dinâmica.

– O Fluxo nós mantivemos, né? Mas tornou-se uma mudança em função do que aconteceu no Grupo Especial, porque lá são três paradas. A Liesa colocou uma parada a menos pra dar mais fluidez ao desfile, o que eu concordo. Mas a Lierj não mudou o tempo. Essa balança não ia fechar pelo tempo. Se nós tirássemos essa parada como a Liesa fez, a escola passaria em 11 minutos na frente de um determinado setor. Ou pior, a escola iria parar no final pra cumprir o tempo mínimo – explica o diretor.

Embora não tenha jurados, a tal “Parada Técnica” em frente à cabine desativada pode custar até o título. É que se a escola resolver não se apresentar integralmente aos convidados da Lierj, que estarão por lá alocados, a agremiação perde décimos na apuração da Quarta-feira de Cinzas.

– As escolas estão se adaptando à parada técnica, uma referência nova, porque a apresentação é pra baixo, na linha da frisa. São convidados da Lierj, não tem jurado. Mas se a escola não se apresentar com a mesma coreografia e o mesmo tempo ali (na antiga cabine de jurados no Setor 8), perde um décimo, podendo perder dois décimos, caso os dois quesitos (Comissão de Frente e Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira) não se apresentem – alertou Thiago.

Os desfiles da Série A rolam daqui a exatas duas semanas. Na Sexta-feira de Carnaval cruzam o Sambódromo Sossego, Alegria da Zona Sul, Viradouro, Império da Tijuca, Curicica, Estácio de Sá e Santa Cruz. No Sábado, chega a vez para Rocinha, Cubango, Inocentes, Império Serrano, Unidos de Padre Miguel, Renascer e Porto da Pedra.

Alô, meu presidente! Escolas com cantores que abusem nos cacos serão punidas