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Mangueira 2018

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Por Redação

A Estação Primeira de Mangueira anunciou na noite desta sexta-feira, 23, que o intérprete Ciganerey não faz mais parte do carro de som da escola de samba.

Ciganerey não é mais cantor da Mangueira – Foto: Irapuã Jeferson

Ele estava no comando das trilhas sonoras mangueirenses desde setembro de 2015, quando o então cantor oficial Luizito sofreu um infarto e morreu. Logo na estreia como único puxador verde e rosa, Ciganerey foi campeão do Carnaval 2016. Seguiu em 2017 e 2018, nesse último ano com a companhia de Péricles.

– Não tenho palavras para agradecer ao Ciganerey por tudo. Logo após a perda do Luizito, não pensei duas vezes e passei pra ele a grande responsabilidade de ser a voz oficial da Mangueira. Não me arrependo, Ciganerey sempre buscou dar o seu melhor pelo nosso pavilhão e vida aos nossos hinos na Sapucaí – disse o presidente Chiquinho da Mangueira.

A diretoria da Mangueira informa que em breve vai anunciar uma nova composição do carro de som da segunda maior campeã da festa. Ainda nesta sexta-feira, 23, a escola também divulgou a saída do maestro Jorge Cardoso à frente da direção musical da agremiação.

 

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Por Redação

Sem o carnavalesco Leandro Vieira, a Mangueira derrapava pelas posições intermediárias do Grupo Especial. O artista chegou, ganhou campeonato na estreia e há dois anos garante a escola na briga pelas primeiras colocações. Houve quem especulasse uma possível saída, após mais uma temporada de sucesso, mas, se é para alegria do povo e felicidade geral da nação verde e rosa, ele disse que fica pra 2019.

– Tudo o que um carnavalesco iniciando sua trajetória precisa é de liberdade para a criação. Na Mangueira encontrei espaço para implantar minhas ideias, encontrei a possibilidade de iniciar o desenvolvimento de uma “assinatura” própria, o que pra mim é muito caro. Acerto e erro na Mangueira sem ser apontado ou diminuído. Isso me força a melhorar. Me força a aprender. Outra coisa fundamental é o atual presidente. Imagina o tanto que eu devo ao cara que apostou no “garoto” de 2016 num momento em que a Escola como um todo diminuía a contratação de um desconhecido? Imagina o tanto que eu devo a um cara que foi parceiro e que apesar da carreira política não forçou em momento algum meus trabalhos estarem sujeito ao politicamente correto? Cheguei em Mangueira sem grandes pretensões. Continuo sem tê-las. A não ser a pretensão de seguir como seu carnavalesco até que o mandato do atual presidente chegue ao fim – disse Vieira.

Ele é da Mangueira, meu senhor! Leandro Vieira vai pra mais um ano na verde e rosa, 5ª colocada em 2018 – Foto: Diego Mendes

Em três anos de Mangueira, Leandro Vieira tem resultados muito expressivos nos quesitos de responsabilidade dele: “Enredo”, “Alegorias e Adereços” e “Fantasias”. O carnavalesco tem 31 notas dez em 36 possíveis, um aproveitamento de 86% de avaliações máximas. Considerando os descartes regulamentares do julgamento da Liesa, Vieira perdeu o primeiro décimo da carreira no Grupo Especial deste ano, nos carros alegóricos.

Em 2018, o artista levou pra Sapucaí o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, que criticou os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbravou os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não foi poupado no desfile.

Prefeito do Rio, Marcelo Crivella virou judas no desfile da Mangueira de Leandro Vieira – Foto: Michele Iassanori

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Por Redação

Carnavalesco campeão em 2016 e um dos artistas mais populares do Carnaval atual, Leandro Vieira, da Mangueira, meteu o dedo na ferida ao criar o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, que critica os destinos escolhidos pela festa e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba às agremiações da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

O Sambarazzo conversou com o mangueirense, direto da Cidade do Samba, na última sexta-feira, 2, enquanto rolavam soltos os ensaios de casais, comissões de frente e diversas alas no complexo de barracões que vira um verdadeiro centro de treinamento a poucos dias da festa

Confira o papo rápido:

Por Redação

“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

Por Redação

Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

O departamento do Governo Federal, do presidente da República Michel Temer, alegou que exigências não foram cumpridas pela Liesa. Em nota, o MinC esclareceu a reviravolta:

– Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet – destacou o texto, que ainda responsabiliza a Liesa pela impossibilidade do repasse: ‘A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba’.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira reagiu às alegações do Ministério da Cultura e lamentou a negativa do governo brasileiro.

– A nossa preocupação é muito grande com relação a isso. Nós fizemos tudo o que foi pedido, e aí vem essa informação contrariando tudo o que tinha sido combinado lá atrás. Não sei se tem esperança ainda, não posso dizer – lamentou.

Decisão do Ministério da Cultura tirou R$ 8 milhões do Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Houve atrasos e até agora, meados de dezembro, apenas a metade do valor foi quitado.

Cúpula de dirigentes do Carnaval foi a Brasília e saiu de lá com promessa de apoio financeiro do Governo Federal, que não aceitou o projeto elaborado pelas escolas de samba – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Sem previsão de quando a grana iria chegar, sobrava como alento a promessa de R$ 8 milhões através da Caixa Econômica, o que se perdeu nesta semana.

Por Redação

A agonia das 13 escolas do Grupo Especial tá perto de acabar. É que fiscais do Ministério do Trabalho decidiram liberar cinco barracões na manhã e tarde desta quarta-feira, 22, em vistoria feita na Cidade do Samba. Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mocidade e Mangueira já podem funcionar normalmente e botar os operários pra trabalhar até o desfile de 2018. A projeção é que até o final desta semana, os outros espaços também sejam desinterditados completamente.

Cidade do Samba deve ser liberada completamente até o final da semana – Foto: Edmar Moreira/Riotur

Além de pequenos detalhes, a principal preocupação dos fiscais do órgão federal era com relação as deficiências na parte elétrica dos barracões, o que foi sanado pelas agremiações. Em agosto deste ano, um funcionário morreu eletrocutado no barracão da São Clemente enquanto trabalhava, o que chamou a atenção do Ministério do Trabalho na questão da segurança dos trabalhadores.

Foi no dia 19 do mês passado que os locais foram interditados. Trinta e quatro dias depois de muita apreensão e mobilização das escolas para atender minimamente as exigências do ministério, os impedimentos começam a se desfazer. Regina Celi, presidente do Salgueiro, primeira a ter as instalações totalmente liberadas nesta quarta-feira, 22, festejou a desinterdição e deixou claro que o momento é de correr atrás.

– Não medimos esforços para atender a todas as exigências. Temos pouco tempo e daremos nosso melhor – disse.

Salgueiro publicou nas redes sociais o termo de suspensão de interdição do barracão – Foto: Reprodução

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães também comemorou a liberação dos espaços que estavam paralisados e indicou a nova preocupação das escolas de samba a partir de agora: saber o quanto cada uma terá para desenvolver os carnavais do ano que vem.

– As escolas foram liberadas, agora é apertar o botão. A Portela já estava liberada. O desenho tá todo feito… alegorias, fantasias. A partir de agora, o mais importante é saber quando e quanto vamos ganhar. Falta o caderno de encargos, que pode pintar alguma coisa, o governo federal também. Agora, tá muito em cima, cara! Então, você tem que administrar sem saber o quanto e como vai ganhar – comentou o dirigente.

Última a ser inspecionada nesta quarta-feira, 22, a Mangueira também conseguiu ser aprovada pelo Ministério do Trabalho e sair dessa. O carnavalesco Leandro Vieira não comemorou, mas fez questão de informar e tranquilizar os torcedores da verde e rosa.

– Informo que o Barracão da Mangueira foi supervisionado, atendeu as exigências solicitadas pelo Ministério do trabalho, e está liberado para seguir na execução de seu projeto de Carnaval. Seguimos dando continuidade ao nosso organograma de trabalho – escreveu na página oficial dele no Facebook.

A Beija-Flor também vai finalmente prosseguir os trabalhos pra 2018. Cid Carvalho, carnavalesco, tá ligado que a hora é de acelerar o passo.

– Simbora trabalhar, simbora tirar o atraso – exclamou o artista. Também integrante da comissão de carnaval da azul e branco, Laíla havia demonstrado preocupação ainda no mês passado: ‘Nunca vi a Beija-Flor no ferro em outubro’.

A Vila Isabel também respirou aliviada com a suspensão das interdições. Paulo Barros concordou com as intervenções do órgão, mas lamentou o período das inspeções, a menos de 120 dias dos desfiles.

– Eles demoraram a visitar os barracões. Tem que profissionalizar mesmo. Mas querer fazer isso a três meses do Carnaval? – questionou o artista.

Daqui a em diante, as escolas de samba, ainda sem a verba repassada integralmente pela prefeitura, têm 80 dias pra finalizar os barracões até os desfiles do Grupo Especial a partir de 11 de fevereiro.

Por Redação

A votação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que decidiu pela soltura dos deputados Jorge Picciane, Paulo Mello e Edson Albertassi, do PMDB, mexeu tanto com o povo que a história ganhou capítulos até no Carnaval. Presidente da Estação Primeira, Chiquinho da Mangueira, que é colega dos parlamentares na Alerj, votou favoravelmente à revogação das prisões em sessão na casa na última sexta-feira, 17. A partir daí, com a repercussão popular negativa da posição do político, muitos comentários nas redes sociais menosprezaram o enredo da verde e rosa, que tem pra 2018 um tema altamente politizado, focado em fazer reflexões sobre os destinos da festa e com cutucadas no prefeito da cidade, Marcelo Crivella (PRB).

Carnavalesco da escola, Leandro respondeu na noite desta segunda-feira, 20. Pela página pessoal dele no Facebook, o artista fez questão de separar as posições do deputado Chiquinho da Mangueira com a conduta mangueirense para o próximo Carnaval e tratou de destacar que a criação do enredo é única a exclusivamente dele.

 

– Gostaria de entender qual a relação que as pessoas fazem entre o enredo da Mangueira e a posição política de seu presidente. O deputado é um. O presidente é outro. Vejo uma galera tentando “forçar uma barra” na tentativa frustrada de “esvaziar” o enredo da Mangueira usando argumentos baratos e fazendo associações sem sentido. A estes, sugiro a leitura da sinopse. O enredo da Mangueira, que é de autoria ÚNICA E EXCLUSIVA desse que escreve, reflete o pensamento do artista que o concebe, e é uma posição muito clara, direcionada e assumida, pública e amplamente, pelo rapaz aqui. Em função da mobilização, do engajamento, e do apoio que o enredo tem tido junto ao público e a crítica, acredito que o que proponho é extremamente alinhado com os anseios populares da cultura da cidade e com as bandeiras plurais que me propus erguer. Talvez, daí, surja o incomodo de alguns e a ânsia de tentar diminuir um enredo corajoso, e culturalmente pertinente, tentando relacionar o enredo da Mangueira à posição política de seu presidente. Pra encerrar, sobre o presidente da Mangueira, poderia escrever aqui sobre sua capacidade administrativa à frente da agremiação, sobre a seriedade de sua gestão na verde e rosa, e sobre a liberdade de expressão incondicional que ele me concede dentro da instituição que ele preside. Sobre o “deputado” , não acompanho sua atuação, uma vez que voto – e sempre votei – nos candidatos afinados com a ideologia da esquerda. Nas urnas cariocas, a “direita” nunca me representou. Voltando ao GRES Mangueira, afirmo que seu carnaval vai bem, segue o organograma, até aqui dispensa “plano B” e no dia do desfile oficial a escola estará pronta e bela. #emfevereiroTEMCARNAVAL #soavenanave #simbora

Sobre o voto que gerou revolta, Chiquinho explicou:

– Votei pelo amplo direito de defesa e pelo devido processo legal. Não havia outra alternativa a qualquer deputado sério e que não estivesse a fim de jogar pra arquibancada. Existe, sim, a presunção de inocência de qualquer pessoa. No caso dos três parlamentares, apenas o flagrante os levaria para a cadeia, e é claro que não ocorreu – respondeu ao Sambarazzo.

A Mangueira – campeã em 2016 – será a sexta a desfilar no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”.

*Foto de Capa: Wikipédia

Por Luiz Felippe Reis

Pela capacidade de criticar e propor novas reflexões, o Carnaval de 2018 da Mangueira é dos mais esperados dos últimos anos. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, do carnavalesco Leandro Vieira, promete não fugir dos temas mais polêmicos e quer “erguer a bandeira do samba”, como indica o samba-enredo recém-eleito.

Nesta quarta-feira, 11, a verde e rosa divulgou alguns figurinos do desfile que virá. Ironizando a “cura gay” – tratamento de reversão da condição sexual, apoiado por um grupo psicólogos – e debochando dos pretensos bons costumes, defendidos por moralistas de toda sorte, as fantasias dão o tom exato da acidez do tema.

Além das tiradas bem atuais, a escola propõe uma aliança entre Portela e Mangueira, dois dos mais emblemáticos pavilhões, para defender a dignidade do samba, “com dinheiro ou sem dinheiro”.

– São as duas escolas mais tradicionais. Elas representam muito da dignidade da história do samba. De onde viemos e o que lutamos pra chegar até aqui. Ter ali Mangueira e Portela juntas é como um abraço que a Mangueira dá na Portela e que a Portela dá na Mangueira no sentido de dizer que estão unidas nessa causa e que essa dignidade é preservada. Essa realeza ancestral das duas escolas é preservada, seja lá qual for a condição financeira. Nós vamos continuar sendo reis e rainhas, apesar do que vestimos, com luxo ou sem luxo. É olhar pras duas com a dignidade que elas representam pro Carnaval – explicou Vieira.

Foto: Divulgação

A inspiração pelo cabo de vassoura no figurino surgiu da música “Camisa Listrada”, interpretada por Carmen Miranda. Nos versão da canção tá lá:

“Abriu meu guarda-roupa,
Arrancou a combinação,
Até do cabo de vassoura,
Ele fez um estandarte, para o seu Cordão.”

– A ideia é que as escolas tem que desfilar como podem, manter o gosto pelo luxo, pelo brilho em se vestir de rei, mas brincar o carnaval como podem. A ideia de ter a bandeira na vassoura é que tem a música “Camisa listrada”, e essa música narra um folião se preparando para brincar o carnaval – encerrou.

Mangueira cancela mudança na letra do samba

A Estação Primeira decidiu cancelar a alteração mais polêmica feita no samba-enredo para o Carnaval 2018. O verso “Sou universal”, criado pela diretoria, caiu. Entre elogios e críticas, a mudança acabou não se concretizando.

Com isso, o refrão manteve a letra original do samba de Lequinho, Igor Leal, Júnior Fionda e parceria:

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Confira outras fantasias da Mangueira:

 

Por Luiz Felippe Reis

Ácida na crítica, a Mangueira versão 2018 não vai deixar passar em branco a decisão do prefeito Marcelo Crivella de cortar metade da subvenção direcionada às escolas de samba – caiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão. E pra quem imaginava que a verde e rosa destilaria meras indiretas ao político – bispo licenciado da Igreja Universal -, é bom se preparar porque a escola está decidida a usar e abusar da ironia para questionar as atitudes recentes do governante em relação à festa, através de “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, de Leandro Vieira.

Nesta segunda-feira, 9, a Estação Primeira tomou a decisão de mudar um trecho da letra do samba recém-eleito, dos compositores Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal. O refrão principal, que resume bem o espírito do enredo, ganhou o acréscimo do verso “Sou universal”.

Anteriormente, o refrão principal, como de costume nas obras, repetia fielmente os versos nas duas passadas. Agora, o refrão se dividiu e, na repetição dos versos, “sou Universal” substitui ‘Não me leve a mal’.

 

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Eu sou Mangueira meu senhor, sou Universal
Pecado é não brincar o Carnaval!

 

Carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira gostou da mudança na letra, proposta pela diretoria da verde e rosa, e aproveitou pra explicar que se trata de um deboche à Igreja de onde Crivella é bispo licenciado. A intenção é bem clara: dar nome e sobrenome ao pivô de toda confusão envolvendo os acontecimentos recentes.

– Eu achei ótimo que tenha partido da direção. Mostra que a direção não está conivente a nenhum tipo de bom-mocismo. A ideia é dar nome e sobrenome para quem o recado é dado, dizer diretamente do que se trata. É um deboche. Um samba crítico que tem a pegada do enredo, e a mudança quer enfatizar isso, quer dizer que a gente tá falando para um bispo licenciado da Igreja Universal que parece que não deixou o púlpito para administrar a cidade, que é uma cidade plural. A mudança é pra dizer que quem é universal é a Mangueira, quem é universal é o samba, universal é a liberdade de expressão. Universal é cultura popular de uma cidade. Universal é o espírito livre das ruas. O recado é claro: UNIVERSAL é a Mangueira e o que ela representa para a cultura desse país. O samba da Mangueira é um recado que declara que universal é o que cada um carrega enquanto a sua verdade. Se ele vai gostar, eu não sei. Mas se fosse pra ele gostar, a Mangueira faria o enredo sobre Sansão e Dalila. A mudança só deixa o samba mais ajustado com o discurso da Mangueira de 2018 – disse Leandro.

Carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira curtiu a mudança na letra do samba: ‘É um deboche. A mudança só deixa o samba mais ajustado com o discurso da Mangueira’ – Foto: Maria Zilda e Henrique Matos

“Eu sou a Universal” é um slogan da denominação religiosa de Bispo Macedo, tio de Crivella, exposta em comerciais normalmente veiculados na Record TV – que é comandada pelo líder religioso – e em emissoras de rádio.

Confira a letra completa do samba

Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do Samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira

Outrora marginalizado já usei cetim barato
Pra desfilar na Mangueira

A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não… Não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar…
Que a rua é nossa, mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a Estação Primeira

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Eu sou Mangueira meu senhor, sou Universal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Compositores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.
Intérpretes: Ciganerey e Péricles

Por -

Por João Paulo Saconi

Fumaça verde e rosa na quadra da Mangueira durante a madrugada do último domingo, 8. A verde e rosa anunciou a composição de Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal como campeã do concurso de sambas, que contou com outras duas obras concorrendo na etapa final. O hino escolhido sintetiza o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” que o carnavalesco Leandro Vieira prepara para o ano que vem.

Presidente fez discurso acalorado

O anúncio do samba campeão foi feito pelo presidente Chiquinho da Mangueira pouco antes das 4h da manhã. O dirigente cumpriu a promessa de terminar o evento antes de amanhecer o dia, como é tradicional nas agremiações. Quebrando outro protocolo, aliás, deixou qualquer frase feita de lado e fez um discurso bastante incisivo sobre o tratamento dado por autoridades ao chamado “maior espetáculo da Terra”.

– A Mangueira vai fazer um enredo corajoso, crítico, mas com toda razão. Eles não podem desrespeitar o Carnaval e a Mangueira não pode permitir que isso aconteça. Vai ser através da Mangueira que nós vamos virar esse jogo. Eles não podem fazer o que estão fazendo. Nós vamos pra Avenida com toda a força, com toda a raça, com tudo o que a Mangueira tem — avisou Chiquinho, numa possível referência ao corte de verbas promovido pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, de Marcelo Crivella, no primeiro semestre desse ano.

“Eu sou Mangueira, meu senhor. Não me leve a mal. Pecado é não brincar o Carnaval”: os versos escolhidos pela verde e rosa foram abraçados pela quadra lotada na madrugada deste domingo, 8 | Foto: Sambarazzo

 

Segundo compositor, letra não faz referência direta a Marcelo Crivella

Campeão pela 10ª vez na disputa do Palácio do Samba, o compositor Lequinho contou ao Sambarazzo que o refrão do samba que compôs ao lado dos parceiros não foi pensado para ser uma referência direta ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, responsável pela gestão de recursos públicos direcionados ao Carnaval e centro da polêmica relacionada aos cortes orçamentários.

Na época do auge da discórdia entre prefeitura e escolas de samba, a Mangueira largou mão de várias diretas e indiretas ao prefeito, através do Facebook oficial da verde e rosa.

Lequinho, campeão pela 10ª vez na Mangueira diante da quadra lotada, explicou a motivação da obra  | Fotos: Sambarazzo

Ainda que essa seja uma interpretação possível, o poeta explicou que essa não foi a intenção dos compositores quando criaram os versos “Eu sou Mangueira, meu senhor, não me leve a mal. Pecado é não brincar o Carnaval”.

— Estamos nos referindo a todos aqueles que, de alguma forma, não ajudam a nossa cultura a melhorar e a transformar a nossa festa em algo cada vez maior. Já que dizemos que é a maior festa do planeta, acho que precisamos de mais incentivo, de mais pessoas ajudando. Então, todos aqueles se opõem a isso, podem ser esse “senhor” que está sendo citado no samba — disse.

Conheça o samba vencedor:

Autores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.
Intérprete: Tinga.
Participação Especial: Moacyr Luz.
Imagens e edição: Rafael Arantes, Ewerton Pereira, Luizinho Pontes e Rodrigo Cherém.

Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do Samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira
Outrora marginalizado já usei papel barato
Pra desfilar na Mangueira
A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não… Não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar…
Que a rua é nossa mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso Respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a Estação Primeira

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Por Redação

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile. Pra resumir toda a complexa crítica, a verde e rosa decidiu por uma obra-prima. Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal venceram a final mangueirense na madrugada do último domingo, 8.

Autores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.
Intérprete: Tinga.
Participação Especial: Moacyr Luz.
Imagens e edição: Rafael Arantes, Ewerton Pereira, Luizinho Pontes e Rodrigo Cherém.

Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do Samba
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba
Pergunte aos seus ancestrais
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira
Outrora marginalizado já usei papel barato
Pra desfilar na Mangueira
A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não… Não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar…
Que a rua é nossa mas é por direito
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso Respeito
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a Estação Primeira

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

 

 

A Verde e rosa será a sexta a desfilar no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial.

Confira imagens: Fotos – Maria Zilda e Henrique Matos.

Por Redação

Sem os ensaios técnicos da Marquês de Sapucaí, definitivamente cancelados pela Liesa, as escolas de samba começaram a se mobilizar por novos palcos-sedes para os desfiles preparatórios ao Carnaval. Depois da São Clemente planejar um conjunto de ensaios para o Aterro do Flamengo, a Mangueira já tá de olho num treino em plena Avenida Atlântica, em Copacabana, na orla carioca, também na Zona Sul do Rio. A Mocidade vai usar a Rua Coronel Tamarindo, uma das principais vias de Bangu, na Zona Oeste, para abrigar os ensaios.

– Vamos ensaiar na Rua Visconde de Niterói e faremos de tudo para realizar um ensaio técnico num fim de tarde de domingo na Avenida Atlântica. Será um carnaval antecipado, como a Mangueira gosta, no meio do povo. Ainda não sabemos a data — disse Chiquinho da Mangueira, presidente da escola, em entrevista ao Jornal Extra.

Mangueira 40°C! Verde e rosa quer ensaio técnico na Avenida Atlântica, em Copacabana – Foto: Irapuã Jeferson

A Mocidade adota uma estratégia mais caseira e vai usar um lugar mais próximo da comunidade, bem pertinho de Padre Miguel, no bairro de Bangu.

— O ideal é que fosse na Sapucaí, que é campo de jogo, mas se não é possível, acredito que cada escola tem que ocupar o seu espaço, na sua área. Vamos fazer na (Rua) Coronel Tamarindo, porque é uma forma de apurar a técnica e um atrativo para a comunidade. Vamos começar os ensaios na primeira segunda-feira de novembro — comentou Rodrigo Pacheco, vice-presidente da Mocidade, a O Globo.

Jogando em casa! Mocidade quer ensaio técnico especial em Bangu, pertinho do bairro de Padre Miguel, origem da escola – Foto: Irapuã Jeferson

Por Redação

Quase deu pra chegar na final, mas o samba assinado por Daniel Pereira e Índio da Costa, assessor e secretário da prefeitura do Rio de Marcelo Crivella, não resistiu à forte concorrência e ficou pelo caminho na última eliminatória antes da final do concurso, marcada para o próximo sábado, 7.

A obra bateu outros 14 sambas ao longo das eliminatórias, mas acabou morrendo na praia, caindo da disputa a um passo da decisão. Daniel e Índio chamaram atenção em agosto, ao inscreverem a trilha sonora no concurso mangueirense. O primeiro por ser assessor de imprensa de Marcelo Crivella (PRB), prefeito do Rio e personagem-pivô do enredo mangueirense, que é uma declarada crítica ao corte de 50% que a prefeitura fez na subvenção às escolas de samba do Grupo Especial. O outro por ser político – foi candidato a prefeito como adversário de Crivella em 2016 no primeiro turno – e secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação da prefeitura do Rio. Crivella, por sua vez, não estranhou nada. Até parou pra escutar o samba, e achou graça.

Relembre o samba eliminado, que, além do assessor de Crivella e Índio da Costa, é assinado também por Cesinha Maluco, Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos, Rubens Gordinho e Helton Dias.

Daniel, que compôs o jingle da campanha do atual prefeito nas eleições do ano passado, tem uma larga trajetória criando sambas por aí. Há 10 anos, o jornalista participa de disputas principalmente em blocos, inclusive é o atual campeão do Concurso Nacional de Marchinhas (promovido pelo ‘Fantástico’, da Rede Globo).

Índio estreou no ofício, mas é assumidamente mangueirense e costuma ir à quadra da verde e rosa.

No próximo sábado, 7, a Mangueira vai pra final de samba com três boas possibilidades. As parcerias lideradas por Lequinho, Tantinho da Mangueira e Rodrigo Pinho disputam a honra de virar hino oficial.

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” é o enredo do carnavalesco Leandro Vieira.

Acompanhe os sambas:

N°05 Tantinho Da Mangueira, Paulinho Bandolim, Ronaldo Barcellos, Alípio Carmo, Lacy D’ Mangueira, Guto Garcia e Guilherme Sá.

N°11 Rodrigo Pinho, Poeta, Pixulé, Bruno B1, Tia Marlene, Bruno De Souza e Pedro Terra.

N°15 Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.

Por Redação

Atrás da verde e rosa, a medir pelas parcerias inscritas no concurso de samba-enredo da Mangueira, de fato só não vai quem já morreu. É que entre os compositores que decidiram entrar na disputa da Estação Primeira para 2018, dois nomes chamam atenção: Daniel Pereira e Índio da Costa.

O primeiro por ser assessor de imprensa de Marcelo Crivella (PRB), prefeito do Rio e personagem-pivô do enredo mangueirense, que é uma declarada crítica ao corte de 50% que a prefeitura fez na subvenção às escolas de samba do Grupo Especial. O outro por ser político e secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação da prefeitura do Rio. Crivella, por sua vez, não estranhou nada. Até parou pra escutar o samba, e achou graça.

– Ele ouviu o refrão. E riu – confessa ao Sambarazzo o assessor sambista, que aliás compôs os jingles da campanha de Crivella.

Daniel Pereira e Índio da Costa estão juntos na disputa de samba da Mangueira I Fotos: Reprodução/Facebook/Instagram

Mas não foi de paraquedas que a dupla, estreante no ofício de compor samba-enredo, foi parar na quadra da Mangueira, que por sua vez é presidida por um político, o deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PMN). Índio da Costa (PSD) é torcedor apaixonado pela escola (já até se aventurou num ensaio com a turma da bateria), enquanto Daniel acumula troféus de melhor compositor – ele é autor de mais de 30 marchinhas de consagrados blocos do carnaval carioca.

– Comecei a fazer samba em 2007, o primeiro samba que coloquei foi no Imprensa Que Eu Gamo, e ganhei quatro anos seguidos. Ganhei Simpatia É Quase Amor, Barbas, Meu Bem Volto Já, Voltar Pra Quê? oito vezes o Bloco das Piranhas… Fui cinco vezes finalista do Concurso Nacional de Marchinhas (promovido pelo ‘Fantástico’, da Rede Globo), sou o atual campeão. Já ganhei mais de 30 sambas de bloco, decidi parar há uns três anos. Mas esse ano eu resolvi fazer negócio em escola de samba. Escolhi a Mangueira justamente por ser uma das escolas maiores, sempre gostei muito da Mangueira, é uma das mais difíceis de ganhar samba. A gente gosta de disputa. Mas a ideia é brincar, na verdade, fazer com a mesma alegria do carnaval de rua, e acho que esse enredo tem tudo a ver, né? Porque lembra muito o carnaval de rua – destaca.

Mangueirense, o secretário Índio da Costa já foi algumas vezes na quadra da verde e rosa, onde já se juntou aos ritmistas da bateria da escola | Foto: Reprodução/Instagram

O samba une

Para Daniel Pereira, unir numa mesma parceria nomes como Índio da Costa e de figuras ligadas ao morro da Mangueira sintetizam a essência do Carnaval, com sua diversidade e democracia.

– Esse é o discurso do prefeito, na verdade. Num momento de crise, é preciso ter criatividade pra fazer carnaval. E o que a gente tá tentando mostrar aí nesse samba é justamente isso, tem que brincar de qualquer jeito, vem como pode, o importante é fazer carnaval. Você tem, por exemplo, o Índio, que é um um dos maiores arquitetos do país, junto com Cesinha Maluco, que é cria lá do Morro de Mangueira, mora no morro… Então, quem é que pode derrubar essas barreiras? Só o samba. O samba seja, talvez, e o Carnaval…os principais elementos pra derrubar barreiras. Quando a gente fala em derrubar barreiras do poder, é isso que a gente tá querendo falar, pra ter uma Sapucaí mais democrática, pra que todo mundo possa ter acesso, que os preços não sejam tão exorbitantes, não seja uma coisa pra gringo ver e pra passar na televisão – acrescenta.

Sambista, o assessor do prefeito é compositor veterano. Ele já venceu mais de 30 disputas em blocos de carnaval de rua | Foto: Reprodução/Facebook

Carnavalesco da Mangueira diz que tema é resposta direta ao prefeito

Quando divulgou o enredo mangueirense, em julho deste ano, o carnavalesco Leandro Vieira usou discurso semelhante ao do assessor do prefeito. No entanto, fez questão de frisar que o tema “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” era uma resposta direta a Crivella.

– O pior é a tentativa de demonizar as escolas de samba. Quando o prefeito coloca de um lado as escolas e do outro as crianças, é um discurso que me incomoda muito. Mas isso gerou uma discussão positiva pra mim que trabalho com arte. Do porquê as escolas se distanciaram das suas origens. O enredo é uma tentativa de tentar retomar as escolas a essas origens. É uma resposta bem direta ao prefeito e aponta para a construção de um Carnaval de caráter festivo, cultural, não só das escolas, mas das manifestações carnavalescas. Não é só brincar com o prefeito, é também uma crítica de como escolas se distanciaram tanto das pessoas – disse na época do anúncio oficial do enredo.

Os autores do samba com Wander Pires, cantor convidado para defender o samba da parceria | Foto: Divulgação

Assinam o samba com Índio da Costa, Daniel Pereira e Cesinha Maluco os compositores Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos, Rubens Gordinho e Helton Dias. A parceria convidou Wander Pires, intérprete da Mocidade, para gravar e defender a obra na disputa (veja o vídeo abaixo).

Confira a letra do samba!

É festa! Vai ter brincadeira
Desperta, Zé Pereira…
Sou rei de bolso furado, nos braços da estação primeira
Só mais um na multidão
Um eterno folião, um arengueiro
Eu faço o mundo cantar
Levando a vida a sorrir
Soltando um grito de amor que sai do coração…
MANGUEIRA!!! Derruba as grades do poder… vc me veste de alegria … e do farrapo faço fantasia

Bate-bola endiabrado
Não é bobo, não, senhor
Sem juízo e sem pecado
É o louco sonhador

Sou eu o dono da rua
Meu palco é a mesa de bar
Dos tempos da antiga avenida
Sou cultura popular
Vem pierrot e colombina
O cacique solta o bafo… de confete e serpentina
O Bola Preta num cortejo surreal
Vem como pode, importante é carnaval
O clarim deu o sinal
Hoje a lei é ser feliz
E vamos revelar
Quem manda é o povo. E não há quem possa
A Sapucaí é nossa

Descendo o morro eu vou
De verde e rosa pra sambar
Com dinheiro ou sem dinheiro em vou brincar

Por Redação

Maior revelação do Carnaval dos últimos três anos, o carnavalesco Leandro Vieira, da Mangueira, virou um dos artistas com as criações mais esperadas da festa. A inspiração para tal talento ele tem de onde tirar: Renato Lage, da Grande Rio, e Rosa Magalhães, da Portela, que juntos já ganharam 10 vezes o desfile das escolas de samba e marcaram época principalmente durante a década de 1990.

Leandro Vieira e seus dois inspiradores: Rosa Magalhães e Renato Lage – Foto: Irapuã Jeferson

Quase num duelo entre criador e criatura, Leandro e Renato nutrem uma rivalidade sadia, baseada na admiração, no respeito e na motivação para superar o outro. Em 2016, primeiro ano de Vieira no Especial, a vitória foi do mais jovem, título da Mangueira e 4° lugar para o Salgueiro de Lage. Em 2017, deu Renato. Salgueiro ficou em 3° e a verde e rosa em 4°.

– Eu tinha falado que não ia tirar na minha frente, e não tirou. Eu falo de brincadeira, porque eu torço por ele. Um menino que tem valor e está no caminho certo. Ele sabe aproveitar as oportunidades, até com esse enredo. Ele já ganhou uma vez. Ele me dá ânimo – admitiu Renato Lage, que fará sua estreia na Grande Rio ano que vem.

Dois dos principais carnavalescos do Carnaval, Leandro Vieira (Mangueira) e Renato Lage (Grande Rio) são amigos, mas mantêm, com muito bom humor, uma rivalidade sadia – Foto: Sambarazzo

“Perder pro Renato é mesma coisa que estar ganhando”, diz Leandro Vieira.

A brincadeira/rivalidade entre os amigos ganha nova força em 2018. Grande Rio e Mangueira desfilam coladinhas no Domingo de Carnaval; a tricolor é a 5ª e a escola do Palácio do Samba é 6ª. Leandro quer o segundo campeonato, mas em caso de perder pra Lage, o cara não vai ficar tão abalado.

– Perdi pra ele naquele buraco. Mas eu torço pelo Renato pra caramba, é um cara que me apoia em tudo, é um mestre. Perder pro Renato é mesma coisa que estar ganhando. Ganha o mesmo Carnaval. No próximo ano, eu venho coladinho nele – tirou sarro Leandro, no terceiro ano consecutivo na Estação Primeira.

Logo depois de Leandro no Domingo de Carnaval, Lage ganha ainda mais motivação com o trabalho na Grande Rio.

“A Mangueira do Leandro vem atrás da gente, e isso dá ainda mais vontade de fazer chover”

– Há uma admiração, uma reverência, mas cada artista tem a sua visão, sua maneira de pegar. Ele é carnavalesco, acho que sou artista e menos carnavalesco. Eu falo sempre pra ele, cuidado que eu sou um senhor de idade. Mas, assim, domingo tá legal. A Mangueira do Leandro vem atrás da gente, e isso dá ainda mais vontade de fazer chover – disse.

Já que o assunto são desfiles, quem vai estar na Sapucaí, já nas altas horas da madrugada, vai acompanhar estilos opostos de desfiles nessa sequência Grande Rio-Mangueira. Lage se veste de irreverência para saudar Chacrinha; Vieira vai largar mão da crítica, fazendo repensar o modelo de carnaval atual.

“O enredo da Renato e o da Rosa são os melhores”

O carnavalesco da verde e rosa sabe bem que uma figura do peso como um Chacrinha nas mãos e mente do mestre Renato é um ‘perigo’:

– Chacrinha na mão do Renato é um perigo. Chacrinha é um personagem da cultura brasileira super emblemático. Além da trajetória na TV, tem toda a questão da ligação dele com a música popular brasileira, com a Tropicália. A ligação do Chacrinha com Carnaval… ele é um personagem altamente carnavalesco, e o Renato sabe fazer isso muito bem. Pra mim, o enredo do Chacrinha, junto com o da Rosa (Portela, “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”) são os dois melhores. Gosto de ler as sinopses de todos os enredos, admito que têm umas que eu leio pulando. Mas é sempre bom saber do que as escolas vão falar.

A Grande Rio brinda com alegria a Sapucaí: “Vai para o trono ou não vai?” homenageia Abelardo Barbosa, o Chacrinha, um dos maiores comunicadores da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional – Foto: Divulgação

“O samba sempre teve essa pegada crítica, e hoje não pode mais fazer isso, houve uma certa censura.”

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, de Leandro Vieira, propõe uma critica aos destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile. Renato Lage curtiu a sacada.

– Leandro foi oportuno. Buscou até um samba lá de trás pro título. O samba sempre teve essa pegada crítica, e hoje não pode mais fazer isso, houve uma certa censura. Tem que ser politicamente correto e tal. E a Mangueira é ótima pra fazer isso, é uma escola do povo. O Brasil tá precisando disso – comentou.

No Domingo de Carnaval, na sessão coruja, a Grande Rio apresenta “Vai para o trono ou não vai?”, e a Mangueira, logo na sequência, vai criticar os moldes dos desfiles modernos e propor um resgate à identidade e raiz da festa.

Por -

Por Redação

Fim da linha para o período mais misterioso do Carnaval: o da escolha dos enredos. Todas as 13 escolas do Grupo Especial já sabem – e todo mundo também – sobre o que vão falar no próximo desfile.

O resgate de temas críticos se destaca. Pelo menos cinco enredos abriram as portas a reflexões de toda sorte, seja de caráter social ou cultural. Racismo (Tuiuti), xenofobia (Portela), preconceito contra mulheres (Salgueiro), desigualdade social (Beija-Flor) e até um debate mais profundo sobre os destinos da festa na Sapucaí, com a Mangueira. Outras narrativas históricas e culturais também compõem uma safra de enredos digna de aplausos.

DOMINGO

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

 

 

Jorge Silveira estreia no Especial e leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

 

 

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

 

 

Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

 

Atual campeão, Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi.

 

SEGUNDA

O multifacetado Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.

 

 

 

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

 

 

Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância.

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e mais um a lançar críticas sociais abrangentes.

 

O Carnaval do Grupo Especial começa em pouco mais de seis meses, a partir do dia 11 de fevereiro.

 

Foto de capa: Cezar Loureiro/Riotur

Por -

Por Redação

Para tornar mais plural o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” e aumentar ainda mais a conexão do torcedor  mangueirense com a Estação Primeira, o carnavalesco Leandro Vieira resolveu deixar nas mãos dos foliões a escolha da logomarca que vai ilustrar o tema.

Democrata! Leandro Vieira preferiu deixar para cada um usar a logomarca de preferência I Foto: Sambarazzo

O artista criou quatro opções diferentes de arte para estampar camisas e todo o material gráfico referente ao carnaval de 2018 da verde e rosa, e o folião pode ficar à vontade para usar a marca que preferir. Nenhuma delas será oficial, como normalmente acontece nas escolas de samba. Qualquer uma das imagens será aceita para se referir ao enredo da Mangueira.

– Eu gosto mesmo é do fato de ser mais de uma. Porque inverte a lógica do ‘oficial’. Se cada um escolhe uma, tudo passa a ser a escolha pelo oficial. É o oficial de cada um – explica Leandro ao Sambarazzo.

Entre as imagens criadas pelo carnavalesco, as figuras clássicas do carnaval, como o bate-bola.

– A ideia central do visual da logo é cobrir a pluralidade das manifestações espontâneas das ruas. Dar contorno visual às muitas maneiras de brincar o carnaval. Pode ser ao som de tambores, fantasiado de bate-bola, travestido, ou só com a pele e o sorriso negro. O carnaval da Mangueira do ano que vem não pode ter uma única logomarca. Ele é um carnaval de muitos, e para muitos. Cada qual que escolha a ‘marca’ que quer divulgar como oficial. Minha proposta é que o oficial seja cada vez mais tênue – acrescentou.

Confira as opções de logomarcas!

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Por Redação

Nas últimas duas temporadas, a Mangueira fez uma verdadeira farra na Sapucaí, levando o povão pra dentro da pista nas despedidas dos carnavais de 2016 e 2017.  Para 2018, no entanto, a supercampeã não vai fazer valer a máxima de que ‘atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu’, já que logo depois da Estação Primeira – 6ª de Domingo – vem a Mocidade, que encerra a primeira noite Carnaval.

O carnavalesco Leandro Vieira lamentou não ter de novo o famoso arrastão mangueirense.

– Gostei. Não dá pra fazer arrastão, porque depois vem a Mocidade, mas eu gostei, sim – resumiu logo após o sorteio realizado no último sábado, 15.

Penúltima posição no Domingo impede ‘blocão’ verde e rosa, formado em 2016 e 2017, na sequência do desfile – Foto: Diego Mendes/Reprodução TV Globo

O presidente Chiquinho da Mangueira admitiu que tentou a troca com a Tuiuti, que tinha a última posição no início do sorteio. Mas o mandachuva da escola de São Cristóvão, Renato “Thor”, já tinha acertado com a Mocidade uma troca:

– A gente sonha uma coisa e realiza outra. Não tem diferença desfilar no Domingo ou na segunda. Queríamos ser a última, mas a Tuiuti trocou com a Mocidade.

“Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” é o enredo da Mangueira, assinado por Leandro Vieira, para o Carnaval 2018, numa crítica aos próprios destinos traçados dentro da festa e que dá uma cutucada no prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.

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A Mangueira conseguiu aprovar, através da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, a possibilidade de captar expressivos R$ 7.269.810,00 (Sete milhões, duzentos e sessenta e nove mil e oitocentos e dez reais) para financiar o desfile em homenagem ao artista plástico Hélio Oiticica. No entanto, a escola não conseguiu encontrar empresas interessadas em investir no tema.

O carnavalesco Leandro Vieira lamentou ter que desistir do enredo sobre Hélio Oiticica, mas tá otimista por fazer mais um tema autoral pela verde e rosa I Foto: Sambarazzo

Por isso, o carnavalesco Leandro Vieira, campeão com a verde e rosa com enredo autoral (Maria Bethânia) em 2016, revelou ao Sambarazzo que precisou mudar os planos e apostar, mais uma vez, em uma história sem patrocínio. O que, a medir pelos últimos carnavais mangueirenses, pode ser um excelente negócio para a Estação Primeira.

– Vou fazer algo mais ligado ao meu perfil crítico e satírico. Até porque quero fazer algo que ‘quebre’ os padrões da própria Mangueira. A escola estava apta a captar os R$ 7 milhões, mas infelizmente não apareceu nenhuma empresa interessada até o momento em que a decisão não podia mais ser adiada. A Mangueira está com a situação fiscal em dia, mas há uma diferença entre estar apto a captar e, de fato, conseguir captar. Aí, preferi fazer algo mais atual – explica Leandro, que vai ter que adiar os planos de homenagear Oiticica, um dos mais importantes artistas brasileiros da segunda metade do Século XX.

Na tarde desta quinta-feira, 6, o público vai conhecer o enredo da Mangueira para 2018. O anúncio será feito ao vivo pelo Jornal Extra, que vai fazer uma entrevista por vídeo com o carnavalesco.

*Foto de capa: Diego Mendes

 

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Aproveitando o recesso pós-carnavalesco, Leandro Vieira, que assinou os dois últimos desfiles da Mangueira, decidiu se aventurar na criação e comercialização de camisas temáticas.  A ideia, segundo o artista, surgiu a partir do interesse das pessoas em comprar o modelo igual ao que ele  vestiu no desfile deste ano da Estação Primeira. A estampa foi criada por leandro para os 3 mil saquinhos de Cosme e Damião que serviram de adorno para as saias das baianas da escola, que apresentou o enredo “Só com a ajuda do santo”.

– Quando eu pensei a fantasia das baianas, decidi desenvolver uma estampa com uma pegada mais contemporânea, a partir dos saquinhos antigos (de papel) de Cosme e Damião. Como eu não gosto de desfilar com roupa social, porque antes de a escola entrar na Avenida eu tenho que ficar vendo as coisas na concentração e acabo sujando a roupa, decidi criar a camisa inspirada no enredo. Depois do desfile, começaram e chegar pedidos na minha página do Facebook, no meu e-mail e até pela página da Mangueira. Muita gente querendo saber onde poderia encontrar a camisa pra comprar. Aí, surgiu a ideia de vender – conta.

Leandro no desfile entre as baianas: camiseta fez sucesso! – Foto: Diego Mendes

Mas a camisa com a estampa dos santos gêmeos não é a única criação do carnavalesco, que está estreando no comércio online:

– Como a empresa que produziu as camisas me disse que só poderia entregar meu pedido agora, em abril, aproveitei que é o mês em que se comemora o dia de São Jorge, e criei uma peça com a estampa dele também.

 

Leandro Vieira revela ainda os próximos passos em sua linha de produção.

– Quando começar a fazer pesquisa para o próximo enredo, vou escolher  imagens para estampar outras camisas – adianta o mais novo empreendedor carioca.

O carnavalesco ganhador do título do ano passado e que ajudou a Mangueira a retornar no Desfile das Campeãs como quarta colocada, deu início às vendas nesta segunda-feira, 10, quando começou a oferecer os produtos através da página @leandrovieirarj. Em poucas horas de publicação, recebeu mais de 100 pedidos, a grande maioria com a estampa de São Cosme e São Damião. Cada camisa custa R$ 69.