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Porto da Pedra

Por Redação

A Porto da Pedra coroa neste sábado, 5, a nova rainha de bateria da escola da Série A. Dany Storino, de 31 anos, vai ganhar, além da faixa e do carinho da comunidade, uma grande festa na quadra durante a Feijoada da Família Tigre, em São Gonçalo.

Dany tem a história de vida quase toda ligada à Porto da Pedra. O presidente Fábio Montibelo fez questão de alçar ao posto de realeza máxima da vermelho e branco a moça tão ligada aos costumes da escola de samba. Feliz da vida, ela, no entanto, sabe das responsabilidades de reinar à frente dos ritmistas da “Ritmo Feroz”, comandada por mestre Pablo.

– O convite veio de surpresa, eu nunca imaginaria que em 2018 eu estaria reinando à frente da Ritmo Feroz. O presidente Fabio Montibelo, dando mais uma vez oportunidade a quem é realmente da escola, me convidou para esse posto, e eu agradeço muito por acreditar na minha capacidade de representar o coração da escola. É uma responsabilidade imensa porque, além de estar representando um quesito muito importante, eu também me sinto responsável por representar toda a comunidade gonçalense diante do público e dos jurados – disse Dany, que tem mais de uma década na escola da Região Metropolitana do Rio.

Nova rainha do Porto da Pedra, Dany Storini tem muito tempo de escola e agora finalmente chega ao posto tão almejado por várias mulheres do samba – Foto: Célio Carvalho

Não é a primeira vez que o presidente Montibelo aposta na prata da casa. No ano passado, o dirigente botou como rainha Tia Nicilda, figura respeitada e muito querida pelas bandas do Tigre, tirando da função a modelo Solange Gomes.

Pra coroar a valorização de quem é de casa, agora é Dany Storino que ganha um reinado pra chamar de seu. A moça tem o samba na veia e nos pés e carrega a vocação dos ancestrais.

– Sempre frequentei o mundo do Carnaval, pois parte da minha família era desse meio, minha mãe, minhas tias desfilavam em blocos e escola de samba então não tinha como eu crescer sem gostar desse meio. Quando fiz 19 anos, um amigo da família que desfilava lá me levou para fazer um teste na ala e cá estou até hoje e só saio da minha escola amada quando morrer – decretou a nova rainha de bateria, que era diretora da ala de passistas da Porto da Pedra. Em 2017, ela ganhou dois prêmios de melhor ala da Série A.

“Só saio da minha escola quando morrer”, decretou Dany Storino – Foto: Samba na Laje

Emocionada pela chance de representar a bateria da escola de coração, Dany perseverou para ganhar o reconhecimento dentro da vermelho e branco.

– Quem tem seus sonhos, nunca desista deles porque podem demorar a acontecer, mas se você acreditar e tiver fé, um dia acontece – ensina a gata.

Ela não desistiu dos sonhos e chegou lá: Dany Storino, nova rainha de bateria da Porto da Pedra – Foto: Arquivo pessoal

O Evento, marcado para às 14h deste sábado, 5, terá também a apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira para 2018, Rodrigo França e Cintya Santos, e o anúncio dos seis sambas concorrentes a virar trilha sonora oficial do Tigre no próximo ano.

– É o nosso pontapé inicial – resumiu o carnavalesco Jaime Cezário.

Há seis anos fora do Grupo Especial, a Unidos do Porto da Pedra quer voltar pra elite e será a quarta a desfilar na Sexta-feira de Carnaval, pela Série A versão 2018, com o enredo “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as divas da canção”.

 

 

 

Por Redação

Há quem tente um patrocínio, há quem aposte na criação autoral do carnavalesco, só o que não há é mais tempo para mudar o curso do Carnaval de 2018. Na Série A, todas as 13 escolas postulantes a uma vaguinha no Grupo Especial de 2019 já tem enredo definido para os desfiles do ano que vem.

E a variedade de caminhos chama a atenção. Três escolas apostam no tema ‘afro’, desbravando a lógica mais comum dos desfiles; duas outras falam da Amazônia brasileira, cada uma a seu modo. Tem quem aposte nos diversos rituais culturas afora, nas divas da comunicação pelo rádio, ou temas mais abstratos. O certo é que terá pra todos os gostos na Sexta-feira e no Sábado de Carnaval.

 

SEXTA-FEIRA

 

A Bangu foi buscar no Especial o carnavalesco Cid Carvalho para descortinar “A travessia da Calunga grande. E a nobreza negra do Brasil”, que mostra o lado de realeza dos negros advindos dos reinos milenares da África. A ideia é mostrar que o povo brasileiro é descendente de reis e rainhas do continente negro.

 

 

Jorge Caribé, ao lado de Sandro Gomes, volta pra Série A utilizando o expediente que mais gosta: falar da cultura afro. “Olubajé, um banquete para o rei”, disserta sobre o orixá Obaluaie, terminando com uma das mais importantes cerimônias do Candomblé Yorubá: Olubajé, o banquete oferecido ao mestre.

 

 

Destaque do Carnaval do Espírito Santo, Petterson Alves tem a missão de manter a Sossego na Sapucaí e preparou “Ritualis”, que vai desbravar os rituais de variadas culturas pelo mundo. “Ritualis ” é o símbolo dos poetas, da harmonia cósmica e da inspiração musical, fonte das mais primorosas melodias.

 

 

O experiente Jaime Cesário foi buscar na comunicação o enredo “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as divas da canção”, que vai exaltar figuras históricas da música popular brasileira, como Dalva de Oliveira, as irmãs Batista, Dóris Monteiro, Julie Joy e tantas outras da era de ouro do rádio brasileiro.

 

 

A dupla Alexandre Rangel e Raphael Torres se inspirou no talento inconfundível do compositor carioca Heitor Villa-Lobos e na obra “A Floresta do Amazonas” para criar o enredo “De flechas e de Lobos”, popularizando a diversidade de sons e o rico folclore da Amazônia brasileira.

 

 

Pela primeira vez assinando sozinho um desfile, Tarcísio Zanon pra fazer o “No pregão da folia sou comerciante da alegria e com a Estácio boto banca na Avenida” se inspira nos escambos de toda sorte nos primórdios do Brasil até os mercados populares do passado e do presente.

 

 

 

Sábado

Marco Antonio vai para o terceiro desfile seguido na Alegria e a estratégia agora é reverenciar o povo Malês: “Bravos Malês. A saga de Luiza Mahin”, uma história de coragem e valentia da negritude que almejou um Brasil livre da escravidão e das desigualdades sociais.

 

 

O referencial Max Lopes volta à ativa com “No voo mágico da esperança – quem acredita, sempre alcança”, que tem uma pegada lúdica e mostra como a fé em dias melhores faz a diferença. Amuletos, Religiosidade e contos de fadas, todos eivados de esperança vão teleguiar o desfile da escola mais distante da Sapucaí.

 

 

Dono da melhor plástica nos últimos quatro carnavais do Acesso, Edson Pereira tem novo desafio na Viradouro e preparou “Vira a cabeça, pira o coração. Loucos gênios da criação”, capaz de trazer ao convívio da Avenida gênios como Albert Einstein e Leonardo da Vinci e matar as saudades do eterno Joãozinho Trinta.

 

 

Atual campeão da Série A, Marcus Ferreira chega na Rocinha e traz “Madeira matriz”, que apresenta a história da Xilogravura – a arte de fazer gravuras em relevo sobre madeira – com foco na arte do espetacular brasileiro J. Borges.

 

 

Os parceiros Leonardo Bora e Gabriel Haddad desenvolvem pela primeira vez um carnaval na Série A. “O rei que bordou o mundo”, é inspirado na arte do artista plástico sergipano Bispo do Rosário, referência da arte contemporânea do Brasil.

 

 

Wagner Gonçalves terá um enredo sobre a cidade de Magé: “Mojú, Magé, Mojubá. Sinfonias e Batuques”, que vai pincelar registros históricos do lugar, como a passagem do Padre José de Anchieta, a Revolta da Armada, a construção da primeira ferrovia do Brasil, o quilombo Maria Conga, além de outras curiosidades.

 

 

João Vítor Araújo mergulha no universo amazônico e mostra a versão das populações indígenas, ribeirinhas e caboclas para as maravilhas da Amazônia brasileira. “O Eldorado submerso: delírio tupi-parintintin” parte de uma passagem de “Órfãos do Eldorado”, livro escrito por Milton Hatoum que virou filme.

 

A Série A começa na Sexta-feira de Carnaval, dia 9 de fevereiro.

 

 

 

Por -

Por Redação

A Porto da Pedra é mais uma escola da Série A a definir enredo para o Carnaval 2018. “Rainhas do Rádio – Nas Ondas da Emoção, O Tigre Coroa as Divas da Canção!”, do carnavalesco Jaime Cezário, vai resgatar um período de ouro do rádio brasileiro entre as décadas de 1930 e 1950, num cenário de um Rio de Janeiro glamouroso.

Nessa época rolava o concurso das rainhas do rádio e as cantoras de sucesso da época, como Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Doris Monteiro e muitas outras, que serão homenageadas.

A Porto da Pedra será a quarta a desfilar na Sexta-feira de Carnaval, pela Série A.

Por Redação

Daniele Ferreira, a Dani Passista, de 31 anos, é a nova rainha de bateria da Unidos do Porto da Pedra. O anúncio oficial aconteceu na última semana.

– Não poderia ter emoção maior que estar a frente dessa bateria maravilhosa que acompanho desde que entrei na Porto da Pedra. Se antes já me emocionava ao ouvi-la tocar, enquanto passista, enquanto musa e enquanto diretora, agora como rainha tenho certeza que sentirei uma emoção sem tamanho. Estou muito feliz porque sei q muitos torceram e torcem por mim e cada palavra que chega, me deixa mais feliz. Vou fazer meu papel como sempre fiz, representar como sempre representei, pois a escola merece isso, a minha ala de passistas merece isso e toda a comunidade merece isso, pois associado aos meus esforços, tenho a força, o carinho e a torcida de todos – disse Dani.

Integrante da comunidade, Dani passista é a nova rainha de bateria da Porto da Pedra – Foto: Divulgação

Filha de sambista, ela acompanhava a sua mãe, Dona Terezinha, desde pequena, na quadra da Porto da Pedra e em blocos de Niterói e São Gonçalo. Mas o seu grande amor sempre foi o tigre de São Gonçalo. Aos 19 anos, teve a oportunidade de participar da ala de passistas da vermelho e branco. Ficou 7 anos como passista e 3 anos, como musa da escola.

– Quero dizer a todos que tem um sonho, que não desistam e lutem sempre porque um dia ele se realiza. Não posso deixar de mencionar algumas pessoas que muito me ajudaram em tudo que são: Lucas Nogueira, Luka Santos, Júnior, Amaury, Aloísio, Diego, Luiz e outros harmonias. Ao presidente Fabio Montibello e Fabricio pela oportunidade e em especial minha mãe Terezinha, meu marido Carlos Storino, minha filha Fernanda Souza e toda a minha família – finaliza a nova rainha da bateria “Ritmo Feroz”.

No ano passado, o presidente da Porto da Pedra, Fábio Montibelo, já havia promovido ao posto de rainha da escola a baiana de 72 anos, Tia Nicilda, já valorizando a turma que sua pelo Tigre. Agora, ele aposta na ‘prata da casa’, e acredita que a promoção de Dani significa a valorização da comunidade gonçalense.

– A promoção de Dani ao posto de rainha de bateria é para valorizar quem realmente veste a camisa da Porto da Pedra. Ela tem um vínculo muito grande com a escola, e é muito querida entre todos. E nesse momento de valorização do componente, da comunidade, e de nossas raízes, nada melhor do que dar esse presente a toda a família Porto da Pedra – disse o presidente.

Em 2018, a Porto da Pedra será a quarta escola a desfilar na Sexta feira de Carnaval pela Série A.

Por Redação

Kamila Reis, de 28 anos, foi a primeira mulher escolhida pelo comentarista de carnaval Milton Cunha para estampar algumas páginas do livro que ele está começando a produzir: uma investigação estética sobre o mito da mulata, a partir da ex-Globeleza Valeria Valenssa, protagonista das vinhetas de carnaval da TV Globo por 15 anos.

O showman Milton Cunha escolheu Kamila Reis para estampar páginas do livro sobre o mito da mulata – foto: Adriana Coletti

Kamila, modelo e dançarina nascida em São Gonçalo e que mora em Dubai há sete anos, deixou o Brasil aos 18, quando casou com um comandante que hoje trabalha na Emirates Airlines. A primeira morada do casal foi em Taiwan, República da China, onde viveu por alguns meses. Mas foi na maior cidade dos Emirados Árabes que a carreira da beldade decolou. Lá, ela faz shows de dança do ventre e samba, e ensina às locais o gingado que a transformou em uma das profissionais mais requisitadas para apresentações em eventos. No currículo da moça, além de performances para sheiks e monarcas, ela tem destaque ainda em trabalhos como modelo fotográfico – ela é formada pelo SENAC -, estrelando diversas campanhas.

Mas não foi a carreira de Kamila no exterior que despertou o interesse de Milton Cunha a ponto de incluí-la na publicação, como ele explica:

– Ela foi a primeira a ser clicada para o livro. Fizemos as fotos em Dubai, Marrocos e em Lausanne (Suiça), onde ela foi Rainha Internacional do Carnaval, no início deste mês. Conheci Kamila às vésperas do Carnaval carioca deste ano, porque ela nunca tinha desfilado aqui, e fiquei impressionado com a longelineidade dela. Kamila tem uma postura altiva e está sempre com o encaixe da bailarina no quadril, o que me chamou a atenção, além da leveza do andar e do gestual das mãos. Ela tem uma pegada de bailarina popular que me interessa muito – afirma o artista, que escolherá outras quatro mulatas para ilustrarem o próximo livro.

A modelo foi surpreendida por ser uma das escolhidas pelo ex-carnavalesco para o projeto.

– Fiquei muito surpresa e feliz, claro. Acho a proposta do livro muito interessante, principalmente porque a Valeria Valenssa marcou uma época, como referência na dança do samba e de beleza. É muita honra estar no projeto dele, que acabou virando meu amigo e da minha família. Foi, inclusive, a convite dele que estreei no Carnaval da Suiça e foi muito legal, nos divertimos muito – revela Kamila Reis, que estreou na folia carioca como rainha de bateria do Arranco do Engenho de Dentro, pelo Grupo C, que desfila na Estrada Intendente Magalhães, no Campinho. Ela também esteve na Marquês de Sapucaí, como musa da Porto da Pedra, na Série A.

Por Redação

Depois de dispensar o intérprete Anderson Paz, a Porto da Pedra correu contra o tempo e acertou a contratação de uma “nova” voz oficial. A escola de São Gonçalo acaba de anunciar o retorno de Luizinho Andanças para o posto de intérprete oficial no Carnaval 2018.

Luizinho Andanças está de volta à Porto da Pedra | Foto: Divulgação

Após seis anos longe da vermelho e branco, o cantor festejou o convite do “Tigre”. O acerto também marca o retorno do cantor às atividades no Carnaval carioca.

– Estou muito feliz de ter retornado a minha casa. Estou muito feliz por isso, muito mesmo – vibrou Luizinho.

Além dele, a Porto da Pedra anunciou recentemente a efetivação do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira no posto principal da agremiação. Rodrigo França e Cynthia Santos substituem Lucinha Nobre e Marlon Lamar (que estão na Portela) na condução do primeiro pavilhão da escola.

Por Redação

Dançarino, coreógrafo e professor, Jardel Lemos vai ter que se desdobrar para assumir mais um compromisso no Carnaval 2018. Ele terá a responsabilidade de comandar a comissão de frente da Unidos do Porto da Pedra e, além do desafio, o rapaz, que já passou por Cubango e Acadêmicos do Sossego, terá uma motivação a mais na Série A carioca.

– Estar na Porto da Pedra é um sonho que se torna realidade. Sou morador de São Gonçalo e faço parte dessa comunidade. Sempre quis representar as cores do “Tigre” na Sapucaí – contou.

Jardel assume a comissão de frente do “Tigre” em 2018 – Foto: Divulgação

Apesar da experiência e versatilidade, Jardel, que também é professor do curso de Especialização em Figurino de Carnaval, da Universidade Veiga de Almeida, e de dança na escola Fórum Cultural, em Niterói, garante estar diante de seu maior desafio na carreira até o momento:

– Gostaria de agradecer à presidência e direção da escola pelo carinho com que fui recebido e por confiarem no profissionalismo da minha equipe. Nunca tive tanta vontade de mostrar meu trabalho e trazer as notas máximas.

Anderson Paz não é mais intérprete da Porto da Pedra

Por Rafael Arantes

Foram quatro anos de casamento até que a Porto da Pedra optasse por dispensar o intérprete Anderson Paz. Quinta colocada na Série A no Carnaval deste ano, a escola de São Gonçalo não terá mais o experiente cantor como voz oficial em 2018. Em conversa com o Sambarazzo, Anderson revelou que a não renovação foi uma opção da diretoria para reduzir os custos para o ano que vem.

– Fiquei até surpreso, mas o presidente optou por não renovar o contrato. Ele diz que a escola está com problemas financeiros e que não tem condições de pagar. Não sei se já fechou com alguém mais em conta ou algo do tipo, mas saio de cabeça erguida e muito grato por tudo. Cumpriram com todas as responsabilidades comigo. Tudo certinho – disse Anderson.

Anderson Paz não é mais intérprete da Porto da Pedra

Nota máxima no quesito harmonia neste ano, a escola teve o carro de som liderado por Anderson como um dos melhores quesitos no mapa de julgadores. O resultado positivo deixa o intérprete com a sensação de dever cumprido.

– Tenho certeza que fizemos um grande trabalho. Foram quatro anos, onde já estava muito familiarizado e feliz na escola. Sempre tive o apoio da comunidade e da própria diretoria e sei que fizemos um trabalho de muita qualidade, um dos melhores da Avenida neste ano. Desejo muito sucesso para a Porto sempre – acrescentou.

Além da Porto, Anderson já teve passagens por São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Rocinha e Estácio de Sá.

Por Redação

A decisão da Lierj – a liga que comanda a Série A – de mudar a regra do jogo e promover o acesso da vice-campeã do Grupo B, a Cabuçu, gerou tanta polêmica nas redes sociais que a entidade resolveu voltar atrás na decisão tomada na plenária da última quinta-feira, 9, e suspendeu a alteração.

A entidade garante que não chegou a tomar a decisão definitivamente, embora fontes de algumas escolas garantem que houve a deliberação favorável ao acesso da Unidos do Cabuçu para completar o número ideal de 14 agremiações no grupo que desfila na Sexta-feira e no Sábado de Carnaval.

Através de nota, a liga descartou a mudança e garantiu que vale o escrito. Portanto, só a Unidos de Bangu, campeã do B em 2017, segue para a Série A em 2018. A Curicica, que reclamou horrores da decisão, vai disputar mesmo a divisão da Intendente Magalhães, como previa o regulamento.

Foto: Irapuã Jeferson

Confira a nota:

“Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIERJ) esclarece que, ao contrário do que foi divulgado pelo G.R.E.S. União do Parque Curicica, não houve qualquer decisão pela ascensão de mais uma escola de samba oriunda da Série B para o Carnaval 2018.

A Lierj ressalta que realizou uma reunião na sede da entidade na última quinta-feira (9) com o objetivo de tratar assuntos internos e administrativos relativos ao Carnaval de 2018 e que, por isso, foram convocadas somente as agremiações que estão aptas para a participação no ano supracitado.

Embora o tema não estivesse na pauta, um representante de uma agremiação sugeriu ao plenário que, em função de não ter acontecido rebaixamento no Grupo Especial, fosse alçada à Série A a segunda colocada da Série B para que ficasse uma quantidade par. A diretoria da Lierj, no entanto, frisou que, para o tema ser levado adiante, eram necessários mais debates com as escolas filiadas, além de um levantamento interno que pudesse viabilizar ou não o fato. Após estudos, entretanto, foram descartadas quaisquer hipóteses do Carnaval de 2018 da Série A contar com 14 agremiações.

Sendo assim, conforme previsto em regulamento (disponível no site oficial) e, como não houve rebaixamento no Grupo Especial, a Série A será formada no próximo ano por 13 agremiações.

A Lierj ressalta que mantém o compromisso de transparência em todos os atos administrativos, característica que ajudou a transformar os antigos grupos de acesso A e B em sucessos de público, de organização e de crítica, através da consolidada Série A.”

Disputam, portanto, a Série A 2018:

Unidos do Viradouro, Estácio de Sá, Unidos de Padre Miguel, Unidos do Porto da Pedra, Acadêmicos da Rocinha, Império da Tijuca, Acadêmicos do Cubango, Inocentes de Belford Roxo, Renascer de Jacarepaguá, Acadêmicos do Sossego, Acadêmicos de Santa Cruz, Alegria da Zona Sul e Unidos de Bangu.

Por Redação

Pouca gente notou, mas ao desfilar como destaque na última alegoria da Inocentes de Belford Roxo na madrugada de domingo, 26, no Sambódromo carioca, Paulo Barros, carnavalesco da Portela, fez uma homenagem a seu colega Moisés Carvalho, que, além de diretor de barracão, integra a comissão de carnaval da azul e branco de Madureira. Sabendo que Moisés estaria assistindo ao desfile com a família e com amigos em uma frisa, Barros localizou o amigo, abriu um papel que levava no bolso da fantasia do vilão “ O Máskara”, com a frase impressa: “Moisés é o cara!”.

Paulo Barros no momento da homenagem ao amigo e parceiro de trabalho: Foto: Michele Iassanori

– A gente tinha estado junto o sábado todo no barracão, trabalhando. Perguntei se ele iria assistir aos desfiles da Série A na Avenida. Ele disse que sim e me deu a localização da frisa. Falou que era no Setor 2, logo no início. Eu, então, falei: ‘me aguarde, que vou fazer uma performance pra você, quando passar por lá’. Aí, sem ninguém do barracão saber, vi que era a chance que eu tinha de agradecer pela dedicação e comprometimento dele. Se não fosse o Moisés, a Portela não desfilaria do jeito que vai desfilar. Não teria terminado o carnaval – arrisca Barros.

Quando acabou o desfile da Inocentes, o carnavalesco da Portela foi até a frisa procurar Moises. O primeiro comentário que ouviu foi de Glaucy Moura, mulher dele:

– Ela me disse que, quando ele viu, começou a chorar.

Mas o choro de emoção não se limitou ao momento da surpresa. Horas após o desfile, quando a reportagem do Sambarazzo procurou o diretor portelense para comentar a homenagem, ele voltou a chorar ao lembrar da atitude do “chefe”.

– O Paulo é foda. Em 15 anos de Carnaval, nunca havia convivido com um profissional como o Paulo, que reconhece o valor dos profissionais que fazem parte da equipe dele. Chorei mesmo e acho que vou chorar sempre que lembrar da postura, do respeito e do carinho que ele tem comigo e com outros integrantes da equipe dele – assegura Moisés, que começou a trabalhar nos bastidores da folia em 2002, na Porto da Pedra (na época, a escola de São Gonçalo estava no Grupo Especial). Na vermelho e branco, onde ficou por 10 anos, ele começou como apoio de destaque, foi secretário, diretor de barracão, diretor de carnaval e chegou a ser vice-presidente.

O carnavalesco da Portela foi convidado por Wagner Gonçalves, da Inocentes, para interpretar “O Máskara” no desfile sobre vilões – Foto: Michele Iassanori

Galgando postos na escala de elogios

Paulo e Moisés só se conheciam de vista até fevereiro de 2015, quando o carnavalesco foi contratado pela escola, onde Moisés já havia dado expediente nos dois carnavais anteriores.

– Tínhamos alguns amigos em comum e sempre ouvia muitos elogios a ele. Quando cheguei na escola, percebi logo o quanto o Moisés poderia ser importante na produção do meu carnaval – lembra o carnavalesco, que começou no Grupo Especial em 2004 pela Unidos da Tijuca.

Moisés recorda que, desde que começou a integrar a equipe de Barros, já ganhou vários apelidos do artista:

– Em cada momento da nossa convivência profissional ele foi me dando apelidos. Já fui, ‘braço direito’, ‘braço esquerdo’, ‘alma gêmea’, e agora sou ‘o cara’.

A dupla no barracão da Portela dias antes do desfile do ano passado – Foto: Irapuã Jeferson

Mas esta não foi a primeira vez que o artista se rasga em elogios públicos ao profissionalismo Moisés. Faltando pouco para o desfile da Portela no Carnaval passado, Paulo Barros, em matéria do Sambarazzo, declarou sobre o parceiro de barracão:

– Ligo pro Moisés pra tudo, a qualquer hora. Eu ligo pra ele quando tenho alguma dúvida. Muitas vezes, quando ligo pra pedir algo ele me vem com um ‘já foi feito’. Sei que vai resolver, ou que já resolveu. Nunca conheci alguém com tantos conhecimentos técnicos.

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Por João Paulo Saconi

A porta-bandeira Lucinha Nobre tem motivos de sobra para estar com frio na barriga às vésperas deste Carnaval. É que além de voltar a defender um pavilhão após um ano de afastamento (desta vez, ela conduz o da Porto da Pedra, na Série A), a dançarina encara uma outra missão um tanto especial: interpretar Rihanna, sua diva pop favorita, em plena Marquês de Sapucaí.

Lucinha Nobre, porta-bandeira da Porto da Pedra, vai “divar” como Rihanna no desfile da Unidos da Tijuca | Fotos: Michele Iassanori e Reprodução/Página Oficial da Rihanna

Destaque na última alegoria da Unidos da Tijuca, que vai cantar a musicalidade norte-americana, Lucinha vai representar a cantora dona de hits conhecidos internacionalmente, como “Umbrella” e “Don’t stop the music“. O desfile, que já teve Beyoncé na lista de convidados VIPs, está deixando a sambista com frio na barriga. Ela foi porta-bandeira da agremiação por oito temporadas.

– Foi o Hélcio (Paim, um dos carnavalescos da escola) quem me chamou, lá atras, ainda na época da escolha do samba. Ele disse que a gente se parece. Eu amei porque sou muito fã da Rihanna, sempre fui. Gosto dela porque ela é autêntica e a acompanho desde o primeiro hit dela (‘Umbrella’) – conta Lucinha, que também é fã das canções “Diamonds” e “Promised”, e acabou perdendo um show da artista por estar doente na ocasião.

Empolgada, Lucinha até já escreveu uma mensagem em inglês para avisar Rihanna da homenagem | Foto: Reprodução/Instagram

Tem diva pop pra todo mundo!

Assim como Lucinha, outras integrantes do elenco tijucano vão desfilar fantasiadas de grandes estrelas das paradas de sucesso dos Estados Unidos. As cantoras Ludmilla e Karol K vão representar, respectivamente, Beyoncé e Jennifer Lopez. Já a musa Juju Salimeni dará vida à toda-poderosa Madonna. O mistério só permanece quanto à fantasia de Juliana Alves, rainha da bateria “Pura Cadência”. Os ritmistas, aliás, prometem provar que Elvis Presley, na verdade, não morreu.

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Por Rafael Arantes

Levar a essência do Carnaval de rua para a Sapucaí é o foco da Porto da Pedra este ano. Com o enredo em homenagem às marchinhas, a escola de São Gonçalo fará um desfile recheado das mais famosas canções que sempre embalaram os foliões apaixonados por blocos. Com direito aos marcantes personagens da festa, como Pierrot, Colombina e Arlequim, outros três nomes ganharão um destaque especial na Avenida: Lamartine Babo, João Roberto Kelly e Braguinha.

Lamartine Babo, Braguinha e João Roberto Kelly serão homenageados pela Porto da Pedra

O trio compôs obras que até hoje fazem parte dos dias de festa da cidade. Marchinhas como “O teu cabelo não nega”, “Cabeleira do Zezé” e “Balancê” são apenas alguns dos inúmeros sucessos dos artistas que serão homenageados no abre-alas e no último carro da agremiação. João Roberto Kelly, o único vivo do trio, estará presente “ao lado” dos companheiros na alegoria que encerrará o desfile.

– Eles são grandes gênios das marchinhas de Carnaval. São os compositores de algumas das mais famosas e que até hoje marcam as festas. Nada mais justo do que estarem presentes. No último carro, teremos João Roberto na parte da frente e, ao seu redor, duas esculturas representando os saudosos Larmartine e Braguinha – adianta o carnavalesco Jaime Cezário.

Jaime Cezário vai homenagear os três maiores compositores de marchinhas de Carnaval | Foto: Rafael Arantes

Mesmo com as dificuldades de colocar o Carnaval em prática, por causa da crise, o carnavalesco acredita em mais um desfile que encante o público em 2017. Depois de sair satisfeito da Sapucaí no ano passado, quando desenvolveu a homenagem ao palhaço Carequinha, Jaime aposta todas as fichas no desfile sobre as músicas mais tocadas nos bailes carnavalescos.

– Não será um desfile acadêmico, com aquela mesmice que temos visto. Digamos que vamos sair da Broadway. Vamos pra Sapucaí com um carnaval leve, animado, que empolgue e encante quem realmente gosta. Contaremos o enredo com a representatividade das marchinhas, seja com o flerte, as zoações, as críticas, e encerrando com a homenagem à nossa Cidade Maravilhosa. Estou conseguindo desenvolver as coisas como pretendia – garante.

Enredo sobre as marchinhas de Carnaval anima o carnavalesco da Porto | Foto: Rafael Arantes

Prefeitura de São Gonçalo pode tirar apoio financeiro

Depois de cancelar o Carnaval de São Gonçalo, a prefeitura da cidade pode também deixar de investir financeiramente na escola que desfila na Marquês de Sapucaí. O prefeito José Luiz Nanci (PPS) decretou o fim da festa logo nos primeiros dias de mandato e não deve dar continuidade ao auxílio financeiro à vermelho e branco, como aconteceu nos últimos anos. Jaime, no entanto, não desanima.

– A crise chegou pra todo mundo. É mais um ano fazendo de tudo para driblar esses problemas. A Prefeitura de São Gonçalo não deve mais nos ajudar com a verba, como acontecia nos últimos anos. É uma perda pra gente, mas vamos passar por cima. No Acesso, a gente aprende muito a passar por cima desses problemas, e não será diferente desta vez – conclui.

Correndo contra a crise, escola segue à todo vapor na preparação para o Carnaval | Foto: Rafael Arantes

 

‘Absurdo’! Carnavalesco sai em defesa das marchinhas ‘proibidas’

Por Luiz Felippe Reis

As mudanças mais sensíveis para o Carnaval 2017 foram no Grupo Especial, mas foi a Série A que teve de se adaptar a algumas alterações na logística dos desfiles. Por conta da redução do tempo limite de apresentação na elite, a antiga terceira cabine de julgadores, próxima ao Setor 8, foi extinta, dando lugar a dois módulos situados um ao lado do outro, no Setor 6 da pista, diminuindo o número de paradas das escolas. Antes eram quatro, agora são três.

Mas e a Série A, que não mudou os limites de tempo e não precisa reduzir apresentações de quesitos, faz como? A Lierj, liga que controla os desfiles do Grupo de Acesso, decidiu criar a “Parada Técnica” para não mexer na estrutura dos carnavais das 14 agremiações participantes da divisão.

A Liesa criou um elo entre duas cabines de julgadores para dinamizar desfiles do Especial – Foto: Irapuã Jeferson

A sacada é manter do jeito que tem sido. Além da performance em frente à cabine dupla, que, igual no Especial, é feita para dois jurados de cada quesito ao mesmo tempo, as comissões de frente e casais terão que se apresentar para a antiga terceira cabine de jurados, a mesma desativada pela Liesa no Setor 8, e que, por isso, não terá julgadores.

A atuação dos quesitos será feita para um grupo de convidados da Lierj que estará na frisa imediatamente abaixo da antiga posição de jurados. A apresentação deverá, obrigatoriamente, respeitar as coreografias e o tempo de performances executadas para os jurados na primeira, na dupla e na última cabine. Com isso, as quatro paradas são mantidas.

O diretor de carnaval da liga da Série A, Thiago Monteiro, explica melhor as intenções dessa dinâmica.

– O Fluxo nós mantivemos, né? Mas tornou-se uma mudança em função do que aconteceu no Grupo Especial, porque lá são três paradas. A Liesa colocou uma parada a menos pra dar mais fluidez ao desfile, o que eu concordo. Mas a Lierj não mudou o tempo. Essa balança não ia fechar pelo tempo. Se nós tirássemos essa parada como a Liesa fez, a escola passaria em 11 minutos na frente de um determinado setor. Ou pior, a escola iria parar no final pra cumprir o tempo mínimo – explica o diretor.

Embora não tenha jurados, a tal “Parada Técnica” em frente à cabine desativada pode custar até o título. É que se a escola resolver não se apresentar integralmente aos convidados da Lierj, que estarão por lá alocados, a agremiação perde décimos na apuração da Quarta-feira de Cinzas.

– As escolas estão se adaptando à parada técnica, uma referência nova, porque a apresentação é pra baixo, na linha da frisa. São convidados da Lierj, não tem jurado. Mas se a escola não se apresentar com a mesma coreografia e o mesmo tempo ali (na antiga cabine de jurados no Setor 8), perde um décimo, podendo perder dois décimos, caso os dois quesitos (Comissão de Frente e Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira) não se apresentem – alertou Thiago.

Os desfiles da Série A rolam daqui a exatas duas semanas. Na Sexta-feira de Carnaval cruzam o Sambódromo Sossego, Alegria da Zona Sul, Viradouro, Império da Tijuca, Curicica, Estácio de Sá e Santa Cruz. No Sábado, chega a vez para Rocinha, Cubango, Inocentes, Império Serrano, Unidos de Padre Miguel, Renascer e Porto da Pedra.

Alô, meu presidente! Escolas com cantores que abusem nos cacos serão punidas

Por Luiz Felippe Reis

“Alô, meu presidente”, “Valeu, beltrano” “Abraço fulano”… Se algum intérprete da Série A estava pensando em mandar um alô para alguém durante o desfile, é bom deixar essa ideia de lado. É que a Lierj, a liga que controla os desfiles do Grupo de Acesso, bateu o martelo e decidiu que terá punição, expressa em regulamento, pra esse tipo de conduta.

O cantor que, na hora da apresentação oficial na Sapucaí, perder a linha e deixar de cantar o samba-enredo para se concentrar nos ‘cacos’ – improvisos que os puxadores fazem entre os versos – vai ver a escola perder décimos importantes no quesito Harmonia, que foi ressignificado na Série A deste ano. Diretor de carnaval da Lierj, Thiago Monteiro deixa claro como será o novo funcionamento da análise do corpo de jurados.

Cantores que exagerarem nos “cacos” serão punidos no Carnaval da Série A versão 2017 – Foto: Tatá Barreto/Riotur

– Objetivamos em regulamento a divisão do quesito. O quesito Harmonia era julgado no global, mas não tinha nada expresso especificamente sobre carro de som. Pra chegar à nota, você tem 50% do canto da comunidade e 50% de carro de som. O caco não é pra ser tirado, faz parte do samba-enredo. O que vai ser punido é o excesso, é o falar em excesso do cantor, mandando abraços pra Deus e o mundo, atrapalhando a escola. Tudo vai estar consignado no Manual do Julgador – explica Monteiro, que está no primeiro ano na direção de carnaval da liga.

De acordo com a nova obrigatoriedade de análise do jurado, todo o carro de som deve ser inspecionado, avaliando também a afinação do intérprete oficial, a afinação dos apoios, as cordas, o entrosamento do intérprete oficial com todos os componentes da equipe, cacos em excesso, falas em excesso. O canto da comunidade segue, evidentemente, fazendo parte do julgamento.

– Tenho reparado os carros som preocupados com isso – analisa Thiago, que se refere aos ensaios técnicos das escolas da Série A na Sapucaí. Das 14 agremiações do grupo, 10 (Estácio de Sá, Império Serrano, Porto da Pedra, Cubango, Império da Tijuca, Alegria, Curicica, Santa Cruz, Rocinha e Sossego) já treinaram no campo de jogo.

Déo Pessoa (presidente da Lierj), Thiago Monteiro (diretor de carnaval da Lierj) e Renato Thor (vice-presidente da Lierj) – Foto: Divulgação

No próximo sábado, 11, Inocentes, Renascer e Viradouro também ensaiam no Sambódromo. Dia 18 de fevereiro, a Unidos de Padre Miguel completa a participação da Série A na Avenida, antes do Carnaval.

 

Por Luiz Felippe Reis

Pra fazer valer o espírito plural do Carnaval – e do Brasil – não há mais sentido separar os diferentes. Hoje, as mais mulheres assumem cargos de destaque no samba e até os evangélicos se aproximam cada vez mais da chamada “festa profana”. Um dos convertidos mais conhecidos é Anderson Paz, intérprete da Porto da Pedra, que tem passagens pelo Grupo Especial à farta.

Com a eleição à Prefeitura de Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, que durante a campanha teve o apoio aberto da maioria das escolas de samba, a expectativa é o estreitamento ainda maior entre religião e Carnaval. O dono do microfone número um do Tigre de São Gonçalo quer a presença do político nos desfiles do Sambódromo e aproveita para alertar os evangélicos sobre a importância da festa que é uma das marcas identitárias mais emblemáticas do carioca.

Evangélico, cantor da Porto da Pedra quer a presença do prefeito Marcelo Crivella nos dias de Carnaval da Marquês de Sapucaí: ‘É importante ele conhecer’

– Seria legal ele (prefeito Marcelo Crivella) estar na Sapucaí, como uma pessoa de bem, comum. É importante ele conhecer o sistema. O Carnaval carioca e brasileiro, que hoje está no mundo inteiro, deixou de ser profano há muitos anos. O Carnaval gera emprego, gera receita para o Estado, ajuda muitas pessoas desempregadas, que, na época do Carnaval, trabalham. Muita gente ganha dinheiro no samba, precisa do dinheiro. Falo isso para o povo de Deus, o profano está na cabeça das pessoas, é necessário ver com outros olhos. Não se pode generalizar. O Samba, pra mim, hoje é arte e cultura – explicou.

‘Independentemente de quem vai me julgar no samba ou não, o julgamento maior é em Cristo Jesus’, desabafa Anderson Paz

Depois que se converteu à palavra de Deus em 2013, Anderson se diz bem mais centrado e focado na parte profissional enquanto cantor de samba. Alvo de algumas ironias no passado logo que virou evangélico, ele chegou a sair do Carnaval, mas voltou atrás. O importante pra ele é ter a consciência tranquila das escolhas que fez.

– Quando eu estou na Porto da Pedra, no samba, eu canto. Quando estou na Igreja, estou adorando Jesus Cristo. É importante ter a mente aberta pra não se sentir condenado. Independentemente de quem vai me julgar no samba ou não, o julgamento maior é em Cristo Jesus. No samba, tem pessoas desviadas da Igreja, porque gostam do Carnaval, mas não aprenderam a separar. Sofreram julgamentos e saíram da Igreja – lamenta Anderson.

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Por Irapuã Jeferson e Michele Iassanori

O Salgueiro encerrou mais uma noite de ensaios técnicos para o Carnaval. A vermelho e branco foi a última a passar pela Avenida na noite deste domingo, 5, e teve a presença da rainha de bateria Viviane Araújo como um dos grandes destaques. A escola será a quinta a desfilar no Domingo de Carnaval e levará para a Avenida o enredo “A Divina Comédia do Carnaval”, desenvolvido por Renato Lage.

 


 

Por Irapuã Jeferson e Michele Iassanori

A Unidos de Vila Isabel foi a segunda escola a realizar seu ensaio técnico na noite deste domingo, 5. A azul e branco contou com a presença da rainha Sabrina Sato para abrilhantar ainda mais a apresentação na Sapucaí. A escola será a quarta a desfilar no Domingo de Carnaval e levará para a Avenida o enredo “O Som da Cor”, desenvolvido por Alex de Souza.




 

Por Rafael Arantes

O Carnaval deste ano terá um gostinho especial para o mestre-sala da Porto da Pedra. É que o paulista Marlon Lamar fará sua estreia no Carnaval do Rio ao lado de uma porta-bandeira dona de um currículo respeitável – cheio de histórias, prêmio e títulos -, a veterana Lucinha Nobre.

Explicar o sentimento de passar pela primeira vez na Sapucaí defendendo o pavilhão principal de uma escola carioca e ao lado de uma das mais renomadas dançarinas da Avenida é a missão difícil para o mestre-sala.

– É um momento muito especial pra mim. Não dá pra explicar, ainda mais por estar na companhia de uma pessoa incrível como a Lucinha. É um Carnaval pra ficar marcado pra sempre na minha vida – disse.

A Porto da Pedra levará para a Sapucaí um desfile em homenagem às marchinhas do Carnaval. O enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Jaime Cezario.

Por João Paulo Saconi

Porta-bandeira das mais veteranas na Marquês de Sapucaí, Lucinha Nobre caiu no choro após o ensaio técnico da Porto da Pedra neste domingo, 5. A dançarina está de volta ao Carnaval após uma temporada afastada da Passarela do Samba. A última vez que ela desfilou oficialmente defendendo um pavilhão foi em 2015, pela Mocidade. O retorno, ao lado do mestre-sala Marlon Lamar, fez as lágrimas da sambista rolarem soltas na dispersão.

– Eu tava esquecida dessa emoção. Tanto tempo sem dançar… Um ano parece que é pouca coisa, mas foi muito significativo. Hoje foi especial. Nunca ninguém tinha gritado tanto meu nome durante o desfile. É bom me emocionar agora, pra no dia do desfile eu chegar inteira. E eu também queria testar minha maquiagem! – brincou Lucinha, num papo com o Sambarazzo.

 

Emocionada, Lucinha Nobre caiu no choro no fim do ensaio técnico da Porto da Pedra | Fotos: Sambarazzo

Estreando em solo carioca, mestre-sala também chorou

Marlon Lamar, que passou pela experiência de dançar no Sambódromo do Rio pela primeira vez diante do público, também não conseguiu segurar a emoção. O mestre-sala, que começou a carreira em São Paulo, está feliz com a recepção da cidade e da escola:

– No Setor 1, as lágrimas já percorriam meu rosto. Não consegui controlar. A Porto da Pedra não é simplesmente uma escola, é uma família. Acho que minha estreia aqui no Rio é um presente de Deus. Estar ao lado da Lucinha é como ganhar na Mega-Sena do Carnaval. A cidade me abraçou, me sinto um carioca e, se Deus quiser, não pretendo sair tão cedo daqui.

Além da Porto da Pedra, Unidos de Vila Isabel e Acadêmicos do Salgueiro também ensaiam na Marquês de Sapucaí neste domingo.