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prefeito Crivella

Por Redação

O Carnaval 2018 vai ficar sem a maior festa popular que ele proporciona: os ensaios técnicos. É que a Liesa, através do presidente Jorge Castanheira, confirmou nesta quarta-feira, 4, que os treinos da Marquês de Sapucaí, que rolam sempre nos meses de janeiro e fevereiro, semanas antes dos desfiles oficiais, estão fora do calendário do próximo ano.

A falta de verba suficiente para a realização dos ensaios foi a argumentação usada pelo dirigente da liga, em entrevista ao Jornal Extra, para pôr um fim definitivo no mais emblemático evento de aproximação da festa com o povão. Há 15 anos os ensaios técnicos faziam parte das atividades de lazer dos cariocas, com entrada franca, o que garantia lotação máxima do Sambódromo nos dias dos treinos das escolas mais populares.

– O ensaio técnico está sendo cancelado porque a Liesa não tem recursos. Não tem como a gente fazer. Sem verba, só com patrocínio. Por enquanto, não tem. A Liesa vem bancando sozinha esses ensaios. Isso aí, pra gente, é um custo de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões. Esse ano, infelizmente não vamos conseguir fazer – disse Castanheira ao jornal carioca.

Presidente da Liesa, Castanheira anuncia fim dos ensaios técnicos: ‘Não temos como fazer’ – Foto: Irapuã Jeferson

A afirmativa da Liesa confirma uma tendência, que vinha sendo cogitada desde os cortes de verba da prefeitura do Rio de Janeiro em 50% – caiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão por escola. Em julho, após uma reunião, entre as várias que foram feitas, envolvendo dirigentes do Carnaval e o prefeito Marcelo Crivella, Castanheira já havia indicado um futuro incerto dos ensaios técnicos. Ainda no sétimo mês do ano, o Governo Federal fez uma espécie de reposição da subvenção retirada pelo município, o que, no entanto, não pode, segundo a liga, garantir a realização dos treinos no Sambódromo.

Escolas ainda esperam repasse de verba

Crivella prometeu quitar os três meses em débito com as escolas no último dia 25 de setembro, o que ainda não aconteceu. Mas a promessa da Riotur, empresa de turismo da prefeitura, é que a verba vai cair na conta das agremiações nos próximos dias. A subvenção deve ser repassada integralmente até o mês de novembro, de acordo com as negociações firmadas entre escolas e Crivella.

*Foto de capa: Alexandre Macieira/Riotur

Por Redação

Após meses de reuniões, acusações e justificativas, a prefeitura do Rio de Janeiro e as escolas de samba vão começar a se acertar. É que o prefeito Marcelo Crivella prometeu neste sábado, 16, quitar as parcelas atrasadas da subvenção municipal às agremiações do Grupo Especial. Os repasses dos meses de julho, agosto e setembro serão pagos no próximo dia 25, de acordo com o Jornal O Globo.

Nas reuniões entre Crivella e os dirigentes do samba, ficou definido que a prefeitura pagaria R$ 1 milhão por escola em cinco parcelas – de julho a novembro. Alegando complicações burocráticas, a prefeitura deve três meses – ou R$ 675 mil por agremiação. Com o acerto daqui a menos de 10 dias, ficará faltando apenas o investimento parcelado de outubro e novembro, no valor de R$ 325 mil.

Prefeitura do Rio deve começar a pagar as parcelas da subvenção no próximo dia 25, uma segunda-feira – Fotos: Divulgação e Reprodução/Internet

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella decidiu cortar 50% da subvenção direcionada às escolas de samba – de R$ 2 milhões por agremiação passou a ser R$ 1 milhão. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que suspendeu os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial. Pouco depois, a liga revogou a decisão. Incitando reações de toda sorte, a redução da verba continua sendo alvo de debates e gerou até manifestações de rua.

 

Por Redação

Crise nacional e corte de verba da prefeitura praticamente em 50%. Os fatos que se conjugaram contra o Carnaval poderiam formar um cenário caótico. Mas parece que o jogo virou, não é mesmo? Com R$ 13 milhões a menos de subvenção municipal, já que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar quase metade dos incentivos, o Governo Federal resolveu investir na festa e anunciou a liberação de R$ 8 milhões, através da Caixa Econômica Federal, via Lei Rouanet, que permite abater do valor do imposto de renda parte dos investimentos em cultura.

Após o sinal verde do ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, o presidente da República Michel Temer garantiu – em reunião com os dirigentes do Carnaval em Brasília – compensar a perda de verba na esfera do município. Os detalhes da divisão da verba entre as escolas serão anunciados no próximo dia 24. Se o repasse for dividido em partes iguais, cada agremiação do Especial fica com cerca de R$ 615 mil.

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Até agora, dia 16 de setembro, nenhuma das duas primeiras partes foram quitadas.

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Ainda não há previsão de quando a grana vai chegar, mas o anúncio dos R$ 8 milhões pela Caixa já deu alento.

*Foto de capa: Tatá Barreto/Riotur

 

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Por Luiz Felippe Reis

Após quase um mês de polêmicas, parecia que o arranca-rabo envolvendo a prefeitura do Rio de Janeiro e as escolas de samba já tinha acabado. Que nada! Após cortar metade da subvenção – de R$ 2 milhões passou para R$ 1 milhão -, a nova investida do prefeito Crivella, segundo alguns dirigentes do samba, é alterar cláusulas do contrato com a Liesa para aumentar a arrecadação do município em cima das agremiações.

De acordo com o presidente da União da Ilha, Ney Filardi, a estratégia da Riotur, empresa de turismo da prefeitura, é faturar em cima das sobras dos ingressos de arquibancadas, frisas, cadeiras e camarotes, e ainda nas publicidades internas e externas do Sambódromo. O dirigente da tricolor está uma fera com tal possibilidade. Para ele, Crivella quer “acabar com o Carnaval”.

– Isto quer dizer o seguinte: a prefeitura ficaria com mais dinheiro do que daria pras escolas, o que é um absurdo. E mais uma vez não cumpre o que promete. Esse prefeito está de brincadeira – reclamou Ney no Facebook oficial da União da Ilha.

Prefeitura do Rio, de Marcelo Crivella, ainda não pagou as duas primeiras parcelas da subvenção pras escolas de samba, e a Riotur redigiu um novo contrato de parceria com a Liesa para ‘faturar’ em cima de ingressos e publicidades do Carnaval – Foto: Divulgação

“Eu tô pegando empréstimo com juros altíssimos”, reclama dirigente

Ao Sambarazzo, o presidente esbravejou ainda mais e disse que a alegação de “problemas burocráticos” usada pelo prefeito para justificar o não pagamento das primeiras parcelas da subvenção é uma “mentira”.

– Numa dessas reuniões, ele nos disse que só mudaria valores e as datas no contrato. Ele disse que não pagou por problemas burocráticos, mentira dele. Não pagou, e mudou o contrato. Eu tô pegando empréstimo em banco, com juros altíssimos. Ele quer acabar com o Carnaval – concluiu.

Durante a semana, em entrevista ao Sambarazzo, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, também já havia apontado esse desvio no acordo firmado entre Crivella e as escolas de samba nas reuniões realizadas na sede da prefeitura em junho:

– Mais uma vez ele faltou com a verdade. A mim, sinceramente, não me pegou muito de surpresa. Ele não gosta de Carnaval. Na reunião que tivemos, ele disse que no mês de julho iria pagar as parcelas, não pagou ainda. Ele disse na reunião que não iria mudar o contrato, mas mudou.

Presidentes da União da Ilha e Unidos da Tijuca falaram ao Sambarazzo sobre mais um capítulo do arranca-rabo entre prefeitura e escolas de samba – Fotos: Irapuã Jeferson e Divulgação

ENTENDA O CASO

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Até agora, dia 31 de agosto, nenhuma das duas primeiras partes foram quitadas.

Presidente da República, Michel Temer garantiu a ‘compensação’ da verba cortada pela prefeitura do Rio – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Ainda não há previsão de quando a grana vai chegar, mas a esperança continua.

Por Redação

Crise nacional e corte de verba da prefeitura praticamente em 50%. Os fatos que se conjugaram contra o Carnaval poderiam formar um cenário caótico. Mas parece que o jogo virou, não é mesmo? Com R$ 13 milhões a menos de subvenção municipal, já que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar quase metade dos incentivos, o Governo Federal e até o estadual voltaram à cena carnavalesca.

Carnaval 2018 terá incentivos das três esferas de poder: R$ 13 milhões do Governo Federal; R$ 13 milhões do município; e R$ 12 milhões em isenções para patrocinadores do Carnaval pelo estado – Foto: Fernando Grilli/Riotur e logos/Divulgação

Crivella e Liesa fizeram três reuniões, mas não houve lábia que demovesse o prefeito de tirar R$ 1 milhão de cada escola de samba, exatamente a metade do que as agremiações receberam em 2017. Diante da tesourada, os dirigentes viram uma luz no fim do túnel quando o jornalista carioca Sérgio Sá Leitão foi anunciado como novo ministro da Cultura e, logo de cara, mostrou empenho na operação Carnaval.

Dirigentes das escolas e prefeito marcaram encontros, e a vontade do político em reduzir verbas prevaleceu – Foto: Divulgação

Os interesses do ministro, do deputado federal Pedro Paulo e do próprio presidente da República fizeram Michel Temer abrir o cofre e agitar mais R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada – em verbas para os desfiles das escolas do Especial. O repasse ficou definido na última terça-feira, 25, numa série de reuniões em Brasília, a capital federal.

Enquanto isso, no mesmo dia, no Rio de Janeiro, o presidente da Riotur Marcelo Alves se reuniu com o secretário estadual de Cultura, André Lazaroni, e garantiu R$ 12 milhões em renúncia fiscal de ICMS às empresas que virarem parceiras do Carnaval 2018. A empresa de turismo municipal lançou um chamamento público e espera o dia 15 de agosto para conhecer as marcas interessadas.

Peregrinação em Brasília foi positiva para as escolas, que trouxeram para o Rio de Janeiro R$ 13 milhões em investimentos ao Carnaval 2018. Na foto: Fernando Horta (presidente da Unidos da Tijuca), Chiquinho da Mangueira (presidente da Mangueira), Regina Celi (presidente do Salgueiro), Pedro Paulo (deputado federal), Jorge Castanheira (presidente da Liesa), Selminha Sorriso (porta-bandeira da Beija-Flor), Michel Temer (presidente da República), Tia Surica (Portela), Milton Cunha (Comentarista de Carnaval), Luís Carlos Magalhães (presidente da Portela), Almir Reis (vice-presidente da Beija-Flor), Rodrigo Pacheco (vice-presidente da Mocidade), Eliseu Padilha (ministro-chefe da Casa Civil) e Milton Perácio (presidente da Grande Rio) – Foto: Divulgação

Há três anos, até o Carnaval 2014, o Governo Federal, através da Petrobras, investia R$ 1 milhão em cada escola de samba do Grupo Especial. O Governo Estadual também entrava na jogada e financiava mais R$ 500 mil por agremiação. Com o início da crise, o governador Luiz Fernando Pezão decidiu não dar prosseguimento ao aporte. A queda vertiginosa no mercado da Petrobras fez a empresa petrolífera brasileira sair fora do financiamento também. Com as retrações de verba, o prefeito Eduardo Paes tomou a decisão de dobrar o investimento no samba e ampliou a subvenção para R$ 2 milhões por agremiação.

GOVERNO MUNICIPAL

Marcelo Crivella resolveu cortar 46% da subvenção. De R$ 24 milhões caiu para R$ 13 milhões. Após negociações, a Riotur garantiu, através de um edital de convocação, que vai tentar mais R$ 6,5 milhões – R$ 500 mil pra cada – com a iniciativa privada.

GOVERNO FEDERAL

O presidente Michel Temer garantiu R$ 13 milhões às escolas de samba – R$ 1 milhão pra cada. A grana deve advir de uma fusão de esforços dos ministérios da Cultura e do Turismo, comandados por Sérgio Sá Leitão e Marx Beltrão, respectivamente.

GOVERNO ESTADUAL

Em crise profunda, o estado não entra no negócio com verbas diretas. O secretário de cultura do Rio de Janeiro, André Lazaroni, garantiu à Riotur um benefício importante às empresas que decidirem patrocinar o Carnaval: R$ 12 milhões em isenções de ICMS, que é o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.

O Carnaval 2018 será no primeiro decanato de fevereiro, começando no dia 9. Os desfiles do Grupo Especial começam no dia 11. Império Serrano, São Clemente, Vila Isabel, Tuiuti, Grande Rio, Mangueira, Mocidade, Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha, Salgueiro, Imperatriz e Beija-Flor lutam pelo título da elite da festa mais popular do Brasil.

 

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Por Redação

Depois de anunciar o corte em 50% da subvenção às escolas de samba do Rio de Janeiro, o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, vem se encontrando semanalmente com os dirigentes das agremiações e órgãos envolvidos diretamente na festa (Liesa e Riotur) para ouvir as propostas das 13 integrantes do Grupo Especial e tentar, de forma conjunta, encontrar soluções para a manutenção do espetáculo. Nesta segunda-feira, 10, houve um novo encontro, no qual ficou mantida a redução de R$ 1 milhão para cada, e o comprometimento da Riotur de buscar com empresas privadas mais R$ 500 mil pra cada uma.

Crentes de que a situação se reverta e Crivella decida manter a verba destinada às escolas no Carnaval 2017, que foi de R$ 2 milhões, os dirigentes estão acordando mais cedo para conversar com o prefeito: é que as reuniões estão sendo marcadas sempre na parte da manhã, geralmente o mais cedo possível.

– Se ele desse o dinheiro, podia marcar às 3h da manhã – brinca Nei Filardi, presidente da União da Ilha, após participar do encontro desta segunda.

Fala que eu te escuto! Semana que vem, Crivella vai ouvir mais uma vez o lado das escolas

Sem perder as esperanças, o dirigente da tricolor da Ilha do Governador acredita que o prefeito mude de ideia e por isso os líderes de cada escola estão mantendo a agenda com o prefeito:

– Segunda que vem, estaremos lá pra ver o que acontece. Na reunião de hoje, o prefeito endossou as palavras do Marcelo (Alves, presidente da Riotur), que se comprometeu a buscar R$ 500 mil com a iniciativa privada. Vamos aguardar.

Como Crivella já disse em entrevistas que não pretende voltar atrás da decisão de cortar a grana das escolas, a Liesa vê com cautela as negociações com o prefeito e já pensa em medidas drásticas para economizar e garantir os desfiles de 2018, por isso suspendeu a próxima temporada de ensaios técnicos na Sapucaí.

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Por Redação

Após nova reunião com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta segunda-feira, 10, as escolas de samba seguem com menos dinheiro pra fazer o Carnaval 2018. A prefeitura manteve o corte em 50% da subvenção às agremiações, e cada uma terá da entidade a garantia de R$ 1 milhão (pagos em cinco parcelas de R$ 200 mil).

Ensaios técnicos ameaçados | Foto: Alexandre Macieira / Riotur

Com menos dinheiro, o cronograma está atrasando o início dos trabalhos das escolas, que ainda sonham com que o prefeito mude de ideia.

– O sentimento continua sendo o de perda. Perdemos o convênio com a Petrobras, que nos dava R$ 1 milhão. Perdemos o convênio com o Governo do Estado. Os ingressos dos desfiles não sofrem reajuste. O reajuste da TV (Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles) é ínfimo. E a prefeitura ainda corta, até então, 50%? Então, o sentimento continua sendo de prejuízo. E a mão de obra e a matéria-prima pra fazer tudo só aumentam. Mas vamos aguardar pra ver a questão dos ensaios técnicos. Mas, desse jeito, não dá pra fazer. Por enquanto, o Castanheira diz que os ensaios estão suspensos – disse Nei Filardi, presidente da União da Ilha, em conversa com o Sambarazzo.

O encontro dos dirigentes com Crivella também serviu para o presidente da Riotur, Marcelo Alves, se comprometer a conseguir R$ 500 mil pra cada uma das 13 escolas do Grupo Especial do Rio através da iniciativa privada.

– O prefeito endossou as palavras do Marcelo (Alves). Então, vamos aguardar pra ver o que conseguimos – completou Filardi.

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A decisão do prefeito Marcelo Crivella de reduzir de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão a subvenção pra cada escola de samba parece irrevogável. A Liesa, a liga que gere os desfiles do Grupo Especial, ainda tenta um valor um pouco acima, na casa de R$ 1,5 milhão, mas o próprio político já anuncia o formato dos repasses, mantendo a verba desejada por ele. A prefeitura vai financiar o espetáculo de agosto a dezembro, em cinco parcelas de R$ 200 mil, de acordo com o Jornal O Globo.

A proposta, de uma certa maneira, é para amenizar o impacto do corte inesperado sobre as agremiações do Grupo Especial.

Segundo round! Prefeito Marcelo Crivella e dirigentes das escolas vão se reencontrar na próxima segunda-feira, 3 – Foto: Divulgação/Prefeitura

Na reunião realizada na prefeitura, no Centro do Rio, na última quarta-feira, 28, as escolas teriam proposto uma isenção fiscal, do Imposto Sobre Serviço (ISS), o que não agradou Crivella, que sempre enfatiza nos discursos a necessidade de ampliar a arrecadação da cidade.

No entanto, muita coisa ainda pode mudar. A mesa de negociação está aberta e na próxima segunda-feira, 3, teremos um novo capítulo, num reencontro entre o prefeito e os dirigentes do samba.

 

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Por Redação

Após o término da reunião entre os presidentes das escolas de samba do Rio com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta quarta-feira, 28, rolou uma outra reunião. É que os dirigentes, ávidos por uma solução pra conseguir colocar o carnaval na rua com R$ 1 milhão a menos, já começaram a discutir o que irão propor ao prefeito no novo encontro agendado com Crivella, na próxima segunda-feira, 3.

Marcelo Crivella ouviu as reivindicações das escolas, que são contra o corte de 50% da verba destinada a cada uma. Presidente da Riotur, Marcelo Alves (à esquerda de Crivella) também participou do papo, e prometeu tentar solução com a iniciativa privada I Foto: Divulgação

– O prefeito vai entrar num consenso com as escolas, sim. Ele conversou direito com a gente, e uma coisa é certa: vai ter desfile. Ele falou dos problemas dele, escutou os nossos… Ele disse que temos que botar na rua o bloco ‘Unidos Venceremos’. O Crivella sinalizou com algumas alternativas, e vai nos apresentar na segunda-feira, data da nova reunião – contou ao Sambarazzo Milton Perácio, presidente da Grande Rio.

Após se reunirem com o prefeito, dirigentes das escolas do Grupo Especial do Rio debateram o encontro com Crivella I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Apesar de Crivella ter tranquilizado as escolas no papo a portas fechadas desta quarta, as agremiações ainda estão tensas em relação ao espetáculo de 2018. Uma das ideias das escolas é que caia a obrigatoriedade da Liga Independente das Escolas de Samba de pagar o ISS (imposto sobre serviço), que causa uma baixa à Liesa de R$ 6 milhões. A medida seria uma forma da Liesa economizar e repassar a verba às escolas de samba. Outras soluções serão discutidas na semana que vem.

– Foi um encontro cordial em que o prefeito e sua equipe se mostraram abertos. Eles falaram que cada um dos presidentes também pode falar sobre o drama que cada um de nós está passando, no Brasil inteiro. Combinamos na próxima segunda-feira uma nova reunião. Ele (Crivella) está avaliando junto com a Riotur qual modelo poderia ser sugerido para que o carnaval não deixasse de ter o mesmo impacto positivo para a cidade do Rio de Janeiro, o mesmo brilho e a mesma qualidade – contou à imprensa o presidente da liga, Jorge Castanheira.

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco gostou da primeira reunião, mas foi cauteloso ao avaliar o diálogo entre as escolas e o prefeito do Rio.

– Vamos aguardar os próximos acontecimentos. Mas gostei dele ter ouvido nosso lado – disse o dirigente.

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Por Redação

Terminou por volta das 10h da manhã desta quarta-feira, 28, a reunião entre representantes das 13 escolas do Grupo Especial do Rio e Marcelo Crivella. O prefeito do Rio recebeu os dirigentes em seu gabinete na Prefeitura do Rio e manteve a posição de que os cofres públicos não estão fartos. No entanto, Crivella, que anunciou mês passado o corte de 50% da subvenção concedida às agremiações, tranquilizou os presidentes das escolas e prometeu um novo encontro, na semana que vem, para dar fim à polêmica e apresentar uma solução para o espetáculo.

– O prefeito vai entrar num consenso com as escolas, sim. Ele conversou direito com a gente, e uma coisa é certa: vai ter desfile. Ele falou dos problemas dele, escutou os nossos… Ele disse que temos que botar na rua o bloco ‘Unidos Venceremos’. O Crivella sinalizou com algumas alternativas, e vai nos apresentar na segunda-feira, data da nova reunião – contou ao Sambarazzo Milton Perácio, presidente da Grande Rio.

Uma das propostas das escolas de samba ao prefeito foi a perda da obrigatoriedade da Liga Independente das Escolas de Samba de pagar o ISS (imposto sobre serviço), que custa à Liesa algo em torno de R$ 6 milhões.

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Por Redação

Acontece desde as 8h11 desta quarta-feira, 28, uma reunião a portas fechadas no prédio da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, entre Marcelo Crivella e representantes das escolas de samba do Rio. Pressionado pelas agremiações e por vereadores, o prefeito topou se encontrar com os dirigentes e dialogar sobre o polêmico corte de 50% da subvenção concedida a cada escola.

Bem cedo! Crivella aceitou dialogar com os dirigentes das escolas de samba do Rio, mas pediu que o encontro, a portas fechadas, acontecesse nas primeiras horas desta quarta-feira, 28 I Foto: Divulgação

– Ele disse que até poderia atender os presidentes, mas só se fosse de manhã cedo – contou a funcionária de uma escola do Grupo Especial carioca.

A indústria hoteleira, que seria diretamente afetada com a não realização dos desfiles na Sapucaí – a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, havia suspendido a festa de 2018 até encontrar soluções financeiras pra bancar o espetáculo -, também está fazendo pressão com a prefeitura.

Segundo fontes, dirigentes se articularam com a Câmara de Vereadores do Rio para fazer uma pressão maior, o que teria tido um peso para que Crivella aceitasse conversar com as escolas, que pedem socorro após ter R$ 1 milhão a menos pra botar o carnaval na rua.

– Cada escola procurou pelo menos seis vereadores pra pedir, e os vereadores se impuseram com Crivella – revela outra fonte ao Sambarazzo.

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Por Redação

Em tom de comemoração pelo corte de verbas pela metade às escolas de samba, alguns sites ligados a denominações evangélicas noticiaram a decisão do prefeito Marcelo Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Os veículos Portal do Trono, Gospel Geral e Gospel Prime lembraram de uma intervenção da cantora Ana Paula Valadão há 10 anos.

Durante um show realizado no Sambódromo, em 2007, a artista gospel gravou o álbum “Príncipe da Paz” e durante uma das músicas lembrou que estava no palco dos desfiles das escolas de samba e projetou um pretenso futuro sobre o Carnaval.

– Esse lugar de onde sai para todas as nações da terra os decretos do inferno. Onde é publicada a imoralidade, a vergonha, a idolatria, a corrupção. A vergonha da nossa nação, senhor, é exposta diante dos povos. Neste lugar, senhor, nós nos unimos para declarar que o Carnaval irá falir, se enfraquecer até morrer, e o Sambódromo será transformado num altar de adoração ao único Deus vivo e verdadeiro. Essa cidade será conhecida por suas festas, sim, mas serão festas santas, festas de restauração, festas de famílias, de um povo livre.

O canal no Youtube do ‘Gospel Geral’ fala em ‘fim do Carnaval’ no que, para os sites, seria uma profecia de Ana Paula Valadão.

Por Redação

Principalmente durante o segundo turno das eleições, diversos sambistas – não só dirigentes – decidiram apoiar o então candidato Marcelo Crivella. A ideia era combater o adversário dele, Marcelo Freixo, visto com certo temor no meio pelas propostas mais reformadoras do atual modelo de gestão da festa, como a criação de uma Secretaria especial de Carnaval e consequentemente o enfraquecimento da Liesa, e até uma relativização das subvenções.

Crivella foi eleito e seis meses depois da vitória decidiu cortar pela metade a verba subvencionada pela prefeitura às escolas de samba. Presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, foi um dos mais fortes ‘cabos eleitorais’ do político no meio do samba, chegando a pedir votos aos torcedores. Agora, após a decisão do chefe do executivo, o dirigente pede desculpas.

– Como presidente votei no Crivella e aprendi que sempre devo confiar em palavra de homem. Se errei, peço desculpa aos clementianos que também pedi os votos.

Foto: Marcelo O´Reilly

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Carnaval de 2018 suspenso

Por Redação

O prefeito Marcelo Crivella decidiu que vai cortar 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão tem gerado desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que suspendeu os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial. Incitando reações de toda sorte, a redução da verba continua sendo alvo de debates.

No campo político, dois adversários de Crivella no primeiro turno das eleições municipais de 2016, Carlos Osorio, deputado estadual do PSDB, e Pedro Paulo, deputado federal do PMDB, resolveram opinar sobre a questão em suas páginas pessoais no Facebook.

Enquanto o tucano gravou um vídeo para discordar da decisão do governo, Pedro Paulo foi ainda mais longe e entrou com uma ação pública contra a prefeitura e as recentes propagandas institucionais veiculadas em televisão aberta. Ele pede que os cofres públicos sejam ressarcidos em R$ 10 milhões pelos informes. Pra comunicar aos seguidores que entrou na justiça, o político botou lenha na discussão sobre o dinheiro do Carnaval.

Mais sutil, Carlos Osorio publicou nesta segunda-feira, 19, um vídeo. Nele, o deputado estadual reforça a argumentação de que o Carnaval gera divisas para a cidade e para o Brasil:

– A prefeitura está descumprindo uma promessa que fez durante a campanha. Eu, durante a campanha, fui o maior defensor das creches conveniadas, elas são muito importantes. Mas não são os R$ 12 milhões que vão tirar das escolas de samba que vão resolver os problemas das creches. A própria prefeitura diz que o evento gera em movimentação na cidade em R$ 1 bilhão. Vamos tirar um R$ 12 milhões pra colocar o risco um evento que gera R$ 1 bilhão? Não faz sentido. O Carnaval é uma indústria do Rio de Janeiro e é parte da nossa identidade cultural, ele precisa ser protegido. Soluções de longo prazo para o financiamento podem ser buscadas, não de uma hora pra outra – disse Osorio, que apoiou Marcelo Crivella no segundo turno no duelo contra Marcelo Freixo (PSOL)

Pedro Paulo e Carlos Osorio foram derrotados no primeiro turno das eleições municipais. O primeiro era o candidato da situação, apoiado pelo então prefeito Eduardo Paes, e acabou tendo menos votos que o projetado. Ele ficou em terceiro lugar com 488 mil votos – ou 16,12%. Osorio ficou em sexto com 261 mil votos – ou 8,62%.

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Por Redação

A decisão do prefeito Marcelo Crivella de cortar pela metade a subvenção municipal às escolas de samba tá deixando muito sambista apreensivo com relação aos destinos da festa. A Liesa decidiu suspender os desfiles, alegando a inviabilidade das apresentações na Avenida com a verba mais acanhada. Carnavalescos do Especial botaram em xeque a visão administrativa do político sob a argumentação de que o Carnaval gera quantias bilionárias em movimentação na economia, impostos e geração de empregos diretos e indiretos pra cidade. Agora foi a vez de Renato Lage, da Grande Rio, se posicionar sobre a polêmica.

‘Assustado’, como ele mesmo se definiu pela situação, Lage acredita que a subvenção poderia até ser maior para criação de carnavais ainda mais elaborados, embora aceite que a crise – que já dura mais de três anos – de fato impõe novas dificuldades.

– A gente fica apreensivo. Mas, enfim, não apoiaram ele? Isso que acontece assusta, imagina cada escola parar. Eu sou produto do meio. Temos outras fontes de recursos. Se tirar toda verba fica ruim, e essa coisa (a decisão de Crivella) resvala na nossa função, que é trabalhar pra fazer o espetáculo. Você imagina um Carnaval sem fantasia, sem alegoria? E a produção disso tudo não é barata, é cara. Pra fazer bonito, tem que ter recurso. Eu acho que deveria ter mais recursos do já tinha, não menos. É uma festa que todo mundo aguarda em termos turísticos. É claro que existe uma crise, que o Brasil atravessa, então normalmente tem que haver consciência pra fazer Carnaval. É difícil me aprofundar, porque desconheço os contratos. Mas a gente fica assustado – declarou Renato.

Renato Lage: ‘Pra fazer bonito, tem que ter recurso’ – Foto: Irapuã Jeferson/Fernando Grilli/Riotur

A decisão de Crivella gerou desdobramentos. Após o anúncio do provável corte de 50%, a Liesa declarou que o Carnaval 2018 ficou inviável e suspendeu os desfiles, até que haja um encontro com o mandatário da Cidade Maravilhosa. Um grupo de torcedores, da página Sambistas da Depressão, convocou um protesto a ser realizado neste sábado, a partir das 15h, em frente ao prédio da prefeitura no Centro do Rio.

Riotur e Secretária de Cultura reafirmam Crivella e apontam crise como vilã pela redução na verba

“A Riotur esclarece que o remanejamento de uma parte da verba destinada às escolas de samba do Grupo Especial não significa que o município deixará de apoiar os desfiles promovidos pelas agremiações. A medida foi tomada em virtude das limitações orçamentárias que já foram amplamente divulgadas pela imprensa desde o início do ano. A revisão de custos e a redução de gastos também foram adotadas em todos os órgãos e contratos da estrutura direta e indireta da administração municipal.

Diante da crise, deve-se priorizar o que é essencial e nesse momento aplicar recursos na educação e na alimentação das crianças nas creches é primordial.

A prefeitura e a Riotur reconhecem a importância da maior festa popular do mundo, que faz da cidade do Rio de Janeiro um dos principais destinos turísticos no período, gerando emprego e renda para a população. Por esse motivo, o Carnaval carioca continuará recebendo o incentivo e recursos do poder público municipal. O repasse da prefeitura para as escolas de samba para o Carnaval 2018 vai chegar a R$ 13 milhões de reais.

A Riotur já estuda o desenvolvimento de mecanismos para que sejam captados investimentos da iniciativa privada. O lançamento de um caderno de encargos, como já é feito para o desfile de blocos que fazem parte da programação do Carnaval de rua, está sendo avaliado.

É importante ressaltar que o repasse de recursos às escolas de samba não é único investimento da prefeitura para o desenvolvimento e realização do Carnaval. O município tem um gasto anual enorme com a manutenção da estrutura do Sambódromo. Em 2017, só para arcar com os custos da iluminação da Passarela do Samba nos dias de desfile, o município desembolsou R$ 655 mil. Além disso, efetivos dos mais diversos órgãos são mobilizados para garantir o sucesso da operação do evento.

Finalizando, não existe motivo para polêmica. O Carnaval do Rio está garantido. E vai continuar sendo o maior espetáculo do planeta.”

Nilcemar Nogueira, que é neta da lendária Dona Zica da Mangueira, é uma agente cultural de larga trajetória no samba. Ela criou o Centro Cultural Cartola, foi dirigente do Museu da Imagem e do Som e lutou para que o gênero samba fosse considerado patrimônio da humanidade, título concedido pela Unesco em 2007. Sobre a polêmica, ela defendeu a argumentação de Crivella sobre as dificuldades das finanças da prefeitura e propôs, a partir da redução de verbas, uma reinvenção para o Carnaval.

Por Redação

A secretária de cultura da cidade do Rio de Janeiro, Nilcemar Nogueira, emitiu uma opinião sobre a decisão do prefeito Marcelo Crivella de cortar 50% da subvenção municipal às escolas de samba do Grupo Especial.

Nilcemar, que é neta da lendária Dona Zica da Mangueira, é uma agente cultural de larga trajetória no samba. Ela criou o Centro Cultural Cartola, foi dirigente do Museu da Imagem e do Som e lutou para que o gênero samba fosse considerado patrimônio da humanidade, título concedido pela Unesco em 2007. Sobre a polêmica, ela defendeu a argumentação de Crivella sobre as dificuldades das finanças da prefeitura e propôs, a partir da redução de verbas, uma reinvenção para o Carnaval.

Nilcemar Nogueira é secretária de cultura da gestão Crivella – Foto: Reprodução/Facebook

Alegorias menores, comissões de frente mais tímidas e valorização do sambista são pautas que entraram na lista de adequações possíveis das escolas na visão da secretária. Leia o texto escrito por ela nas redes sociais.

“O Carnaval carioca é uma expressão do povo desta cidade. Além das nossas escolas de samba – e aqui destaco não só as do Grupo Especial mas todas, prestando enorme reverência à fibra e à arte das que se apresentam na Intendente Magalhães -, temos os blocos e as bandas que ocupam com sua alegria as ruas do Rio, numa tradição que só cresce ano a ano, e manifestações lindas como os bate-bolas, entre tantas outras.
A crise econômica no país atinge todos os setores. Ninguém está à margem dela. Nem o carnaval, nem as escolas de samba. Isso nos preocupa a todos. E todos que amamos a festa, e eu a amo, estamos neste momento responsáveis por pensar soluções, envolvendo adequações de custos, revisões de processos e gastos, repensando o que foi o desfile e o que ele pode ser sem perder suas características. E quando falo em características, falo do sentido cultural, nas pessoas, no ser humano: as passistas, as baianas, o ritmista, a costureira, o aderecista em primeiro lugar. Onde esta crise econômica já impacta a vida dessas pessoas. Não tenho uma resposta agora. Ouço proposições. Talvez uma alegoria a menor por escola, como já ouvi sugerido? Talvez um ano sem tripés nas comissões de frente, que poderiam levá-las de volta a uma exibição coreográfica mais tradicional? Sã reflexões, pontos de partida. Não digo “é isso” ou “é aquilo”. Eu penso cultura. Eu penso gente. Mas também penso gestão. É irreal não enxergar a crise enorme do país. Não enxergar que é preciso se adaptar à redução de recursos disponíveis, rever o que era feito e como era feito. O grande mestre Fernando Pamplona, um farol do carnaval carioca, dizia: “Tem que se tirar da cabeça aquilo que não se tem no bolso”. Ninguém está com dinheiro sobrando no bolso. Nem os cofres municipais. E ninguém, tenho certeza, ninguém no poder público municipal quer ver o carnaval do Rio sem o desfile das escolas do Grupo Especial. É preciso sentar e estudar toda a situação diante das restrições. Apontar possibilidades de reinvenção do desfile, buscar fontes diferenciadas e privadas de recursos (ainda que sem a garantia de que nessa crise vai ser possível obtê-los), olhar abertamente as planilhas de custos atuais das apresentações, construir sinergia e otimizar gastos. A Riotur é o órgão responsável pelo espetáculo. Sei que ela está aberta e empenhada. Ela administra o espetáculo e a estrutura turística da cidade. É momento de dar as mãos e juntar as cabeças na busca de soluções para um cenário econômico adverso real. Sou e sempre fui coerente com minhas causas – e uma delas é o samba como forma de expressão. Como Secretaria de Cultura, zelo pelos corpos que seguram nossas tradições.”

Na noite da última quarta-feira, 14, a Liesa decidiu suspender o Carnaval 2018 até que o prefeito da cidade decida mudar de ideia e reverter a ideia de cortar pela metade às subvenções municipais aos desfiles.

 

Por Redação

A informação divulgada no último sábado, 10, pelo presidente da União da Ilha de que a subvenção da Prefeitura às escolas de samba do Carnaval do Grupo Especial cairia 50% e voltaria a marca de R$ 1 milhão pra cada agremiação, surgiu de forma oficial nesta segunda-feira, 12, em entrevista do próprio prefeito Marcelo Crivella ao Jornal O Globo.

O dono do poder executivo da Cidade Maravilhosa argumentou a provável retração do valor repassado na crise que afeta o país, evidentemente, na possibilidade de aumentar o investimento em creches da cidade e usou também um discurso costumeiramente utilizado por alguns cronistas de carnaval que criticam exatamente as proporções que festa ganhou, enfatizando o valor do ‘samba no pé’.

– Eu propus à Liesa um corte de 50%. A beleza do carnaval carioca está mais no samba no pé mostrado pelos componentes. Juntas, as pessoas formam uma grande geografia humana. Carnaval é muito mais que carros alegóricos. Estamos com restrições orçamentárias. Quero usar esse recursos para a partir de agosto, quero pagar uma diária de R$ 20 para atender 3 mil crianças. Hoje, essas creches recebem R$ 10.. É pouco até mesmo para comprar um iogurte. É uma questão de refletir. Se vamos usar esses recursos para uma festa de três dias (Carnaval) ou ao longo de 365 dias ao ano – alegou o prefeito.

Ao O Globo, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, discordou da possível decisão do prefeito e se apegou na movimentação da economia da cidade no período de Carnaval.

– O espetáculo chegou a um alto nível de qualidade. Isso seri um retrocesso. Aumentar verbas para creche de fato é importante, Mas é tratar da questão do Carnaval do Rio de uma maneira muito simplista. O carnaval movimenta R$ 3 bilhões para a cidade, conforme a própria Riotur já divulgou. É toda uma economia que gira entorno. Movimenta hotéis, restaurantes entre outras atividades econômicas que geram impostos para a própria prefeitura – argumentou Castanheira

Os cortes atingiriam também as subvenções dos grupos de acesso, mas em menor proporção.

Por Redação

Em 2007, o Brasil recebeu a notícia que seria sede da Copa do Mundo de futebol sete anos mais tarde. A partir dali, diversos estádios brasileiros ganharam modernização, se adequaram ao tal ‘Padrão FIFA” e viraram referência no território nacional nos quesitos conforto, modernidade e Infraestrutura. Esse fenômeno de transformação em direção ao futuro – que se impõe no presente – está chegando ao Carnaval.

É que o presidente da Riotur, Marcelo Alves, que é empresário do ramo de marketing, promete liderar uma campanha para modernizar o palco principal do samba carioca. Entre as sacadas do dirigente da empresa municipal de turismo estão: novas luzes, desta vez de led e com detalhamentos mais artísticos; telões ao longo dos setores da Avenida; cadeiras numeradas e reformas nas arquibancadas. Mais rigor nos credenciamentos é outra bandeira do homem forte da Riotur e principal elo entre o Carnaval e o prefeito Marcelo Crivella.

Presidente da Riotur, Marcelo Alves quer nova Sapucaí, uma arena moderna e totalmente reestruturada – Foto: Irapuã Jeferson
“Temos que ter uma arena tecnológica e moderna”

Parte dessas mudanças seriam pra já, logo no Carnaval 2018. A ideia é contar com a iniciativa privada para os investimentos milionários. Em entrevista ao Portal da Band à coluna “Setor 1”, Alves criticou a atual estrutura e discorreu sobre as mudanças.

– Se temos o maior espetáculo da Terra, temos que ter uma arena condizente, tecnológica, moderna para receber esse espetáculo. Hoje a Sapucaí está muito aquém do mínimo das arenas do mundo. A iluminação é analógica, não se pode tratá-la em um projeto de luz para nenhum espetáculo, porque é fixa e fria. Então tem que ser com lâmpadas de led, além da economia que vamos ter. A nossa ideia é retirar alguns refletores que hoje estão dentro do Sambódromo e reaproveitar do lado de fora, para aumentar a sensação de segurança. A gente está olhando para o produto Carnaval como um todo. O que podemos buscar no mercado, de parceiros comerciais, de marcas, para investimentos em todo o projeto: no Terreirão do Samba, Intendente Magalhães, nos blocos e na Sapucaí. Sem parcerias comerciais, entendendo que esse é o principal produto turístico do Rio de Janeiro, e um produto que gera uma urgência absurda de relacionamento de marcas com o público, a gente não vai conseguir investimento para fazer grandes melhorias. Se temos esse título de “maior festa do mundo”, é claro que precisamos melhorar muito, em tudo – analisou.

Uma semana antes do Carnaval 2017, Marcelo Alves e Crivella estiveram no Sambódromo para conferir os últimos detalhes antes do desfile e para entregar um cheque simbólico à Liesa – Foto: Site da Prefeitura
“A luz é muito ruim para a transmissão”

Há poucas semanas, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-diretor da TV Globo e atual conselheiro de cultura da administração Crivella falou da necessidade de um “Sambódromo HD”, apelidando a atual Avenida de “Sarcófago do Samba” ao se referir às luzes da pista de desfiles. Marcelo Alves reforça essa precariedade da Sapucaí.

– Isso é necessário. Nos grandes espetáculos do mundo, cada artista, cada show tem a sua luz, preparadas por lighting designers, com projetos de iluminação. E evidentemente, tudo combinado com a televisão, que tem suas questões técnicas. A luz que tem hoje é muito ruim para a transmissão – concluiu.

Foto: Irapuã Jeferson
“Queremos telões em cima de cada setor”

Outra medida pra modernizar é a inclusão de telões ao longo dos setores da pista. A ideia vai ajudar o público presente no Sambódromo a entender ainda melhor os desfiles que passam na Sapucaí, além de possibilitar imagens em detalhes que não dá pra ver do alto das arquibancadas.

– Eles serão ferramentas para proporcionar ao público o espetáculo em detalhe. Qualquer arena do mundo conta com telões. Só o Maracanã tem quatro. O Sambódromo não tem nenhum. O que queremos são telões em cima de cada setor. De forma que você, sentado em local, olhando para frente, veja o telão. Para passar, antes do espetáculo, o que você vai ver: o enredo, o que está sendo mostrado, como foi criado, contado pelo carnavalesco. Durante o desfile, os telões devem mostrar o detalhe: o passista e o ritmista, por exemplo. E nos intervalos, passar o Rio de Janeiro, vender a cidade para quem está ali. Temos ali 80 mil espectadores, a maioria deles turistas – explicou.

“Se queremos ter uma arena com padrão mundial, não justifica não termos lugar marcado”

A mais difíceis das transformações está nas reformas para a instalação de cadeiras nos concretos das arquibancadas e finalmente numerar os acentos.

– Uma ideia antiga nossa, ainda está em estudo. Mas por questões de projeto (original), ainda não é viável instalar cadeiras. Porque o degrau é muito estreito. Então precisaria de uma reforma significativa, com um alongamento de degrau, para que a gente pudesse instalar uma cadeira e ainda sobrasse espaço para as pessoas circularem na frente. Hoje não dá. E com isso se perderiam muitos assentos (a capacidade do Sambódromo é de 80 mil lugares). Isso vai ser discutido na reunião. Mas se queremos ter uma arena com padrão mundial, não justifica não termos lugar marcado. Em qualquer lugar do mundo, quando você compra o ingresso, você sabe em que lugar vai sentar. Na Copa do Mundo todo mundo adotou, na Olimpíada todos respeitaram. Nos grandes eventos, todo mundo adota. O turista compra o assento, mas não sabe em que lugar vai sentar. Tem que chegar cedo. Se for ao banheiro, pode perder o lugar. A ideia é dar conforto para quem está nos visitando e comprando o espetáculo – disse.

Ao lado de Jorge Perlingeiro, locutor oficial do Carnaval, Alves no dia da apuração da Quarta-feira de Cinzas – Foto: Alexandre Macieira/Riotur
Riotur quer diminuir credenciais e número de pessoas na pista: ‘No palco não entra ninguém além dos artistas’

Marcelo Alves vai sugerir à Liesa – a liga que controla o Grupo Especial do Rio – uma redução sensível ao número de credenciais para reduzir consideravelmente a quantidade de pessoas na pista de desfiles:

– O que quero propor ao Jorge Castanheira (presidente da Liesa) é diminuir o número de pessoas na pista. É uma missão nossa. Nós já reduzimos muito esse ano. Eu quero reduzir isso muito, porque entendo que ali não é pista, é palco. E no palco não entra ninguém além dos artistas, que são as pessoas das escolas. Totalmente. Eu quero dividir isso com o Castanheira, para que a gente tenha ainda mais rigor na questão dos credenciamentos e permanência de pessoas no palco. E no palco não entra ninguém além de técnicos e artistas.

Foto: Raphael David/Riotur

Outro projeto que segue no embalo das mudanças estruturais do Sambódromo é a criação de um museu, que teria o nome de “Rio Carnaval Experience”:

– O projeto do museu está pronto. Estamos na fase de comercialização, atraindo marcas que tenham relacionamento com o Carnaval ou com o mercado de turismo, como cartões de crédito, que tenham interesse em estar conosco nessa empreitada. Se chama Rio Carnaval Experience, uma experiência no mundo do Carnaval. Será embaixo do Setor 11.

Foto de Capa: Alexandre Macieira/Riotur

 

Por Redação

Pelo visto, Já dá pra adiantar que o prefeito Marcelo Crivella não deve mesmo acompanhar os desfiles das escolas de samba no Sambódromo carioca. É que foi publicado na última quinta-feira, 16, no Diário Oficial do município, um edital para leilão dos camarotes 1, 2, 3, 4 e 5 do Setor 9A, de posse da prefeitura. O lance inicial parte de R$ 600 mil.

O felizardo que levar a melhor no leilão pode tomar posse do camarote já nesta sexta-feira e entregar o espaço no dia 15 de março, duas semanas depois da Quarta-feira de Cinzas. O leilão será realizado no centro administrativo da prefeitura, na Cidade Nova, Centro do Rio.

Prefeito da Cidade Maravilhosa, Marcelo Crivella vai leiloar os camarotes da prefeitura

Especula-se que o prefeito deve viajar durante o Carnaval. Não há confirmação para onde irá o chefe do executivo. A tendência é que ele sequer compareça à festa da cerimônia da entrega das chaves da cidade para a Corte do Carnaval, realizada na próximo dia 24.

Subvenções foram repassadas às escolas de samba normalmente

Dos R$ 2 milhões destinados a cada uma das escolas, aproximadamente 1,6 milhão foi repassado antes da transição de governo, cerca de 80% do valor total. O restante, R$ 400 mil por agremiação, foi efetuado já na administração do prefeito Marcelo Crivella nas primeiras semanas de janeiro. A subvenção tinha previsão orçamentária para 2017 desde o ano anterior e está no planejamento que reúne todas as ações das principais secretarias para os meses iniciais, de acordo com o Plano Verão 2017 – indicado pela gestão de Eduardo Paes e aceito por Crivella.

– O samba é uma cultura da cidade do Rio de Janeiro que será preservada no meu governo. O meu governo vai acabar, mas o samba não vai acabar. O samba é uma manifestação popular das mais bonitas da nossa cidade. E terá do prefeito todo o prestígio, não só eu mas toda minha família vamos aplaudir essa manifestação para a garantia dos recursos para o carnaval e vamos ter no governo Crivella talvez o Carnaval mais bonito desta cidade — defendeu o prefeito, durante cerimônia de posse da secretária de cultura, Nilcemar Nogueira, em janeiro.

Por Renan Rodrigues e João Paulo Saconi

O novo prefeito do Rio não terá vida fácil para conquistar os amantes do Carnaval. Parte do público que acompanhou a primeira noite de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí neste domingo, 15, vaiou a única menção ao nome de Marcelo Crivella. A reação ocorreu quando o presidente do Paraíso do Tuiuti, Renato Thor, agradeceu o apoio do poder público para a realização dos desfiles.

— Gostaria de agradecer a todo poder público,  em nome do nosso prefeito Crivella — afirmou Thor antes de a Tuiuti se apresentar, citando também a Liga Independente das Escolas de Samba e a comunidade da agremiação de São Cristóvão, na Zona Norte da cidade, arrancando aplausos da plateia:

— Queria agradecer à Liesa, em nome do presidente Jorge Castanheira, e agora, neste momento, queria agradecer à comunidade do morro do Tuiuti, porque se não fosse por vocês não teríamos alcançado nossos objetivos.

Presidente Renato Thor, da Paraíso do Tuiuti, mencionou o prefeito Crivella no discurso que fez na Sapucaí | Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Esta não é a primeira vez que Crivella é vaiado ao ser citado no mundo do samba. No ano passando, durante a escolha de samba do Acadêmicos do Salgueiro, o público reagiu de forma semelhante. Na ocasião, o atual prefeito ainda participava da corrida eleitoral.

Citado pelo presidente da Paraíso do Tuiuti no ensaio técnico da Marquês da Sapucaí, Marcelo Crivella foi vaiado pelo público | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Crivella não compareceu ao ensaio

O prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) não marcou presença na Passarela do Samba neste domingo.

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, minimizou a ausência:

– O Paes (Eduardo, ex-prefeito) só costumava vir no ensaio da Portela. Não sei (se ele estará presente em algum ensaio).

Assista ao vídeo em que o público da Sapucaí vaia Crivella!

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