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Por Redação

Se há um assunto bombando nas redes sociais, é provável que Evelyn Bastos, a rainha de bateria da Mangueira, tenha uma opinião sobre ele. Conhecida por ser natural do morro onde surgiu a Estação Primeira, na Zona Norte do Rio, a jovem de 27 anos não cansa de mostrar que é gente como a gente e não economiza quando a tarefa é fazer textão no Facebook ou no Instagram para defender aquilo que acredita.

Na internet, ela já se declarou preta, favelada e cotista numa discussão, defendeu a verde e rosa de uma acusação de racismo e manifestou preferência durante a eleição para a presidência da escola, por exemplo. Tanta disposição para continuar opinando e debatendo com seus mais de 150 mil seguidores vem, segundo a sambista, das raízes no Buraco Quente, localidade do Morro da Mangueira, e da vivência no Carnaval.

— Sempre gostei muito de falar e acho que é necessário que as pessoas façam isso. O consenso pode surgir da diversidade e estamos precisando dele para criar o respeito. Ser rainha me traz visibilidade diante das meninas que sonham com isso nas periferias. Uso esse espaço pra poder me posicionar enquanto artista da maior festa popular do Brasil, não só nas questões carnavalescas, mas nas políticas e sociais também. O Carnaval é o momento em que o mundo todo olha pra gente — justifica Evelyn, que é filha de uma ex-rainha de bateria da verde e rosa e irmã da ocupante do posto na agremiação mirim Mangueira do Amanhã.

Fala sério! Evelyn Bastos, rainha de Mangueira, utiliza as redes sociais para expressar opiniões sobre diversos assuntos | Foto: Marcelo Piu/Ensaio sensual do Sambarazzo

Caso Marielle Franco gerou discussão com outra rainha

Entre os episódios em que mais fez barulho na web com as próprias convicções, a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) em março deste ano foi a mais marcante delas, conforme conta Evelyn. Por causa de uma divergência de opiniões, ela chegou a entrar num debate com a rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, a tenente do Corpo de Bombeiros Flávia Lyra.

Diante da repercussão do assassinato da parlamentar, a majestade da verde e branco fez uma publicação indignada pedindo apoio às causas dos agentes de segurança que morrem diariamente em território carioca. O post polêmico atraiu comentários de diversos seguidores, inclusive da estrela mangueirense.

— Acho que cada um tem que reforçar suas lutas e bandeiras sem diminuir as do outro. Se cada um que luta por uma causa leva isso para a rua quando algo ruim acontece, as coisas funcionam. Quando as pessoas veem uma bandeira sendo erguida e tentam manchá-la, acaba faltando o respeito. Eu e a Flávia nos respeitamos, embora claramente tenhamos posicionamentos diferentes. A tolerância tem que prevalecer — reforça a musa da bateria “Tem que respeitar meu tamborim”.

Colegas de Avenida, Evelyn Bastos (da Mangueira) e Flávia Lyra (da Imperatriz) debateram a repercussão da morte da vereadora Marielle Franco através do Instagram | Fotos: Dhavid Normando e Paulo Portilho/Riotur

Para Evelyn, a batalha de pontos de vista acerca da vida e da morte de Marielle, que será homenageada no Carnaval de 2019, foi um divisor de águas na postura dela enquanto internauta.

— Ficar em cima do muro só para fazer as pessoas gostarem de mim não é bom. Prefiro que as pessoas me respeitem mesmo sem concordar com a minha opinião. O caso Marielle dividiu a população em achismos. Existem fatos que não são reais e que as pessoas levam pras redes sociais. Falta muita empatia. Falei e ouvi muito sobre isso. Foi o momento em que resolvi que todos nós precisamos nos posicionar — explica a educadora física, fazendo referência às notícias falsas que sugeriram que a legisladora tivesse sido casada com um traficante ou defendido criminosos durante o mandato.

Sem fugir da raia

Para testar se Evelyn é tão sem papas na língua quanto parece, o Sambarazzo propôs cinco temas polêmicos e controversos para que ela dissesse aos leitores exatamente aquilo que postaria em suas redes sociais a respeito deles. A rainha da Mangueira topou o desafio e não se furtou de comentar os assuntos, que vão da postura do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, à política de imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Confira abaixo as respostas de Evelyn para polêmicas da atualidade:

1) RACISMO NAS REDES. Durante a Copa do Mundo da Rússia, o youtuber Júlior Cocielo foi acusado de ter feito um comentário racista em sua conta no Twitter. Ele escreveu que o jogador francês Kylian Mbappé conseguiria “fazer uns arrastão top na praia” (sic). Em retaliação, marcas que patrocinavam Cocielo retiraram seus apoios financeiros ao projeto virtual do jovem.

Evelyn Bastos: “É o famoso preconceito que as pessoas ainda chamam de mimimi. Hoje em dia, a pessoa faz um comentário muito maldoso sem nem perceber, porque o preconceito mora dentro dela. Nenhum preconceituoso vai dizer que é preconceituoso. Pelo menos, eu nunca vi”.

Figura famosa no Youtube, Júlio Cocielo fez um tweet dizendo que o atleta Kylian Mbappé, da Seleção da França, poderia fazer um arrastão na praia | Imagens: Reprodução/Twitter

2) MACHISMO NA COPA. Nos primeiros dias de disputa do mundial de futebol, turistas brasileiros compartilharam um vídeo na web ao lado de uma mulher russa no qual a ensinavam a falar palavras em português que faziam alusão à genitália feminina, o que revoltou milhares de internautas. A gravação viralizou e os protagonistas foram identificados pela imprensa.

Evelyn Bastos: “É vergonhoso pra gente (o Brasil) e vergonhoso pra classe masculina. Se eu fosse homem, teria bastante vergonha naquela situação. Pelo menos, vi que muitos brasileiros repudiaram, resolveram falar e se expor. Eles tiveram uma lição moral”.

Em vídeo que bombou na web, brasileiros ensinaram russa a falar “buceta rosa”, em referência à genitália feminina | Imagem: Reprodução/Facebook

3) “TOLERÂNCIA ZERO” DE TRUMP. No fim de junho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a cumprir uma das principais promessas da campanha que o elegeu em 2016. Sob ordem do governante, as autoridades da imigração separaram mais de 2 mil crianças e jovens de pais que atravessaram ilegalmente a fronteira entre o país norte-americano e o México. Após reação das organizações ligadas aos direitos humanos repudiando o fato, o chefe do executivo voltou atrás em relação à medida.

Evelyn Bastos: “Falta bastante empatia. A gente precisa pensar o que sentiríamos se coisas assim acontecessem com a gente. Mesmo que existam leis e regras num país, a empatia deve falar mais alto. É neste ponto que alguns políticos se destacam dos outros”.

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, chocou o mundo ao separar crianças dos pais na fronteira do país com o México | Foto: Reprodução/Twitter @realDonaldTrump

4) CAFÉ DA COMUNHÃO. Uma reunião do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, com dezenas de pastores evangélicos no Palácio da Cidade em Botafogo, na Zona Sul, deu o que falar. Uma reportagem do Jornal O Globo revelou que o mandatário do município teria sugerido que os líderes religiosos buscassem a ajuda de secretários e assessores da prefeitura para pedir benefícios a fiéis. O episódio ganhou até uma paródia em ritmo de samba, feita por um compositor que já se inscreveu no concurso anual da Mangueira.

Evelyn Bastos: “Eu não simpatizo com o prefeito. Respeito a religião evangélica e os adeptos, apesar de achar que um monte deles não respeita as outras religiões. Acho que ele (Crivella) fala muito e deixa a desejar. Tivemos uma enchente no Rio em que muita gente ficou com a casa no chão e o prefeito não estava nem no Brasil. Ele coloca a religião muito acima de tudo”.

No Carnaval deste ano, a Mangueira criticou Crivella explicitamente na Avenida por ter reduzido a verba destinada às agremiações do Grupo Especial do Rio | Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

5) ABORTO. A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou em junho a legalização do aborto no país. O projeto passará também pelo Senado do país. A votação mobilizou milhares de mulheres nas ruas argentinas e fez com que as brasileiras voltassem a falar sobre o assunto, que será debatido em audiências públicas no Supremo Tribunal Federal nos dias 3 e 6 de agosto.

Evelyn Bastos: “Cada um tem a sua religião. Se a minha não vê o aborto com bons olhos, eu devo respeitar. A mulher tem que ter a opção de fazer o aborto. Porque as que têm dinheiro vão abortar em segurança com um médico. As que não têm, vão tomar remédios ou fazer abortos com qualquer pessoa. É aí que mora o problema. A mulher rica pode, a pobre não. Sou a favor da legalização, as pessoas têm que ter esse poder de decisão”.

Mulheres argentinas foram às ruas para pedir pela legalização do aborto | Foto: Reprodução/Twitter

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Por Luiz Felippe Reis

Campeã depois de 33 anos e dona de uma fanática torcida espalhada pelo mundo, a Portela tem buscado – e tem todos os atributos pra conseguir – a necessária autossuficiência financeira. A escola quer ‘cair’ no mercado e atrair parceiros, através da valorização da pesada marca, uma das mais fortes do Carnaval. Entre os pilares dessa busca, ainda incipiente no universo da festa, o marketing se impõe.

A Portela investe no setor e tem tentado melhorar as relações comerciais. Em 2015, a diretoria portelense implementou o programa de sócio-torcedor “Águia no Coração”, voltado para a imensa legião de torcedores. O método de geração de receitas é um sucesso no futebol, e a águia foi buscar empresas experientes na área visando também ser bem-sucedida. Há dois meses, a azul e branco fechou um contrato com a Saravah Branding, Comunicação e Design, que terá a responsa de cuidar da marca da agremiação e traçar novas estratégias, num plano inédito em terras carnavalescas. Com mais de 316 mil pessoas conectadas, a página oficial da azul e branco no Facebook também é um retrato da atenção especial dada à valorização da marca. Parcerias, intercâmbios, palestras… ajudam a fortalecer o trabalho nessa direção.

A águia quer voar mais alto: ‘A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí’ – Foto: Michele Iassanori
A marca do programa de sócio-torcedor portelense – Foto: Divulgação

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães sabe que é fundamental pras escolas diminuir as dependências das canetas municipais, nem sempre tão generosas.

– Fiz essa aposta: no título e na marca. O título eu acreditava pelo trabalho que estava sendo feito, e a marca é gigantesca. A ideia é jogar a Portela além dos muros da Clara Nunes, da Sapucaí, e os resultados só vêm a médio prazo. Não é questão de ser pessimista, mas nunca mais seremos os mesmos. Tem que ter recursos públicos, mas as escolas precisam ter recursos alternativos. Queremos ‘cair’ no mercado – comentou o dirigente, que foi palestrante na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior congresso de cientistas e inovadores brasileiros, há cinco meses.

‘Tem que chegar mais gente, tem espaço’, comentou o presidente portelense, Luís Carlos Magalhães – Foto: Irapuã Jeferson

Comentarista de Carnaval antes de assumir a presidência – após a trágica morte de Marcos Falcon -, Magalhães acredita que a chegada de novos perfis de dirigentes podem contribuir com o samba.

– Tem que chegar mais gente, tem espaço. Dá pra administrar sem ser patrono. Eu tô animado por tudo, mas, olha, cansa pra caramba, e tem a cobrança em casa também – concluiu, aos risos.

De olho no bicampeonato que não rola desde os anos 1960, a Portela será a segunda a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “De repente de lá pra cá e “dirrepente” daqui pra lá”, assinado pela professora Rosa Magalhães.

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Por Leonardo Lupi

Foi com um vídeo em sua página oficial no Facebook que Igor Sorriso, cantor oficial da Vila Isabel, anunciou aos amigos e fãs a chegada de mais um membro para família. O intérprete, dono dos dentes mais felizes do Carnaval, que já é pai do pequeno Inácio, de um aninho, está sorrindo mais do que de costume e escolheu a rede social para dar a notícia em grande estilo (veja o vídeo abaixo).

Poupando a voz por conta da preparação intensa para o desfile da Vila Isabel – faltam 18 dias -, o cantor usou plaquinhas para anunciar a boa nova na gravação em que também aparece a mulher, Erica Moutinho, o primeiro filho do casal e até o cachorro da família, Juca.

Enquanto espera a cegonha trazer mais um pimpolho para alegrar a casa, Igor não abre mão de curtir o filhote, Inácio, com quem busca ser um papai super coruja e atencioso.

– É só felicidade. Cuido, brinco, dou banho… Faço de tudo um pouco. Sempre quis ser pai e agora faço de tudo para ser o melhor possível. Inácio foi um presentão e agora chegou mais um. A família está crescendo, não tem jeito… Acho que vai ser bacana para eles também. Vão crescer juntos, pegar uma fase semelhante, aproveitar as mesmas coisas. E, pra mim, é incrível toda aquela sensação da primeira vez voltando agora – se derreteu o intérprete, que estreia neste ano pela Vila Isabel, após seis carnavais seguidos na São Clemente.

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Paizão! O intérprete da Vila Isabel é todo orgulhoso do filhote, Inácio, que completou um aninho de vida neste mês de janeiro. Igor e a mulher, Erica, agora aguardam a chegada de um novo integrante na família – Fotos: Reprodução/Facebook

Pra lá de realizado com a experiência paterna e ansioso para o nascimento do próximo herdeiro, Igor não descarta aumentar ainda mais a prole no futuro.

– Estou pensando… De repente… Gostei disso de ser pai. Acho que levo jeito! – exclamou.

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“Obrigado, meu Deus”! Prestes a viver seu primeiro Carnaval como cantor da Vila Isabel, Igor é só alegria com a notícia da gravidez da mulher – Foto: Reprodução/Facebook

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Por Leonardo Lupi 

Faltando pouco mais de duas semanas para o Carnaval, os protagonistas da maior festa popular do Brasil têm virado a noite para colocar os trabalhos em dia e apresentar um belo espetáculo na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Na Cidade do Samba (Zona Portuária do Rio), onde as ideias dos carnavalescos ganham vida, os comandantes dos barracões das principais escolas de samba da festa costumam dar uma pausa na rotina puxada de preparativos para encontrar os colegas de profissão e, na medida do possível, colocar o papo em dia.

Carnavalescos dão uma pausa em seus barracões para jogar conversa fora na praça da Cidade do Samba – Foto: Arquivo pessoal

Provando que rivalidade é uma palavra que não entra no vocabulário da grande parte dos artistas da folia, o carnavalesco Mauro Quintaes, membro da comissão da Unidos da Tijuca,  fez um registro de uma dessas reuniões informais. Na última, que rolou na madrugada de sexta pra sábado, ele se divertiu em ótima companhia: dividiam a mesa e o espaço na selfie do celular Renato Lage, do Salgueiro, Leandro Vieira, da Mangueira,  Roberto Szanieck, responsável pelo desfile da Nenê de Vila Matilde, em São Paulo. Também aparece na foto o escultor Glinston, da São Clemente, que já trabalhou para Renato Lage em outras ocasiões.

O encontro de talentos de diferentes gerações motivou o registro do encontro que, para Mauro, deveria se repetir mais vezes. Rolou de tudo no amistoso papo. Entre os assuntos debatidos, a carreira de cada artista e os rumos da festa.

–  Rolou um flash back, foi ótimo. Discutimos o futuro do Carnaval… Conversamos sobre as trajetórias de cada um. Falamos do talento do Leandro (Vieira, carnavalesco da Mangueira e único novato da foto) – disse o artista, que, graças ao barracão adiantado na Unidos da Tijuca, não só tem dado uma pausa para conversas na Cidade do Samba como também tem tido tempo para aproveitar o verão carioca, curtindo até um passeio de lancha ao lado dos outros membros da comissão tijucana.