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Salgueiro 2018

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Por Redação

Símbolo dos mais importantes do Salgueiro atual, mestre Marcão vai pra mais uma temporada no comando da “Furiosa”, o 15º ano seguido. A renovação de contrato foi confirmada na tarde desta quarta-feira, 28, pelo Instagram.

Um ano mais! Marcão continua firme e forte no comando da ‘Furiosa’, colecionando notas 10 – Foto: Michele Iassanori

Muito mais que ‘Furiosa’, a bateria da ‘Academia’ é poderosa quando o assunto é agitar a Sapucaí e conquistar os jurados. Nos últimos cinco anos, os comandados de Marcão simplesmente não perderam nenhum décimo, considerando os descartes regulamentares do julgamento da Liesa. Desde 2005 no comando dos percussionistas da vermelho e branco, o mestre ostenta 38 notas dez no currículo, com um aproveitamento de 65% de avaliações máximas.

Em 2018, pra ‘variar’, o Salgueiro gabaritou em “Bateria”, com três notas 10 e um 9,9, que foi descartado.

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Compreendendo apenas as últimas cinco temporada, a Liesa – liga que comanda o Grupo Especial – acompanha de perto o rendimento das escolas da elite da festa e todos os anos atualiza o ranking da instituição. Pelo segundo ano seguido, o Salgueiro é quem ponteia a classificação oficial do Carnaval.

Logo depois da festa em 2017, ficou consagrado um novo líder: o Salgueiro, que, além do mérito de mais uma vez estar entre as primeiras, contou com o tropeço da Tijuca, que ficou em 11° lugar naquele ano, para tomar a ponta da tabela. Em 2018, mesmo não vencendo o campeonato – ficou em 3° -, a vermelho e branco manteve a dianteira.

Salgueiro ficou em 3° lugar no Carnaval 2018, mas manteve liderança no ranking da Liesa – Fotos: Gabriel Nascimento/Riotur, Raphael David/Riotur, Michele Iassanori/Sambarazzo e Irapuã Jeferson/Sambarazzo

De acordo com as regras do ranking oficial, só valem as colocações referentes aos últimos cinco anos, ou seja, a partir desta temporada, tão valendo os carnavais de 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018. A liga distribui da seguinte maneira as pontuações: a campeã faz 20 pontos; a vice fica com 15; a terceira, 12; a quarta, 10; a quinta, oito; a sexta, seis; a sétima, quatro; a oitava, três; a nona, dois; e a décima garante um ponto.

Com os resultados do Carnaval 2013 sendo substituídos pelos de 2018, o Salgueiro era muito favorito pra manter a liderança, o que de fato aconteceu. Com o 3° lugar deste ano, a “Academia” só perderia a dianteira, caso a Unidos da Tijuca ou a Portela vencessem.

A campeã Beija-Flor ganhou cinco pontos e ultrapassou a Unidos da Tijuca, chegando ao 3° lugar do levantamento. A Portela foi outra a passar a escola do Borel, e agora é vice-líder. Paraíso do Tuiuti, vice em 2018, e Mocidade, 6° colocada, foram as que mais se deram bem de um ano pro outro; ganharam duas posições. A primeira foi de 12° pra 10°, e a verde e branco pulou de 8° pra 6°.

A Vila Isabel que já tinha despencado de 5° para 9° no ano passado, caiu ainda mais nesta temporada, e ocupa a 11° colocação.

Confira o ranking completo, ainda não divulgado oficialmente pela Liesa:

 

 

 

 

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Faltava um quesito, e o Salgueiro liderava a apuração da Quarta-feira de Cinzas e quebrava um jejum de nove anos sem campeonatos. E foi exatamente nas derradeiras notas, no item “Samba-Enredo”, que a vermelho e branco viu o sonho ser desmanchado. Um dos compositores da obra analisada pelo júri – com duas notas 10 e dois 9,9 -, Xande de Pilares lamentou a perda do título justamente no quesito.

Compositor do samba-enredo do Salgueiro, Xande de Pilares lamentou o décimo perdido no quesito pela vermelho e branco – Foto: Michele Iassanori

– Não vou criticar o critério do jurado. Pra gente que é compositor, é chato. Perder um décimo no samba, mas o que mais me chateou foi perder dois décimos em “Enredo”. Mas o sentimento é de dever cumprido. O samba do Salgueiro, pra mim, é um ótimo, mas o jurado não achou – avaliou.

Se liga aí na entrevista completa:

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Treze anos à frente da “Furiosa”, a bateria do Salgueiro, Marcão acha normal que na abertura dos envelopes na Quarta-Feira de Cinzas haja farta distribuição de notas 10 para o quesito. Para o músico, a excelência do segmento nas escolas é o que propicia a avaliação tão positiva por parte dos jurados da Liga Independente das Escolas de Samba.

– Acho que é o trabalho bem feito mesmo. Os mestres de bateria estão se aprofundando cada vez mais naquilo que os jurados pretendem e esperam. Assim, fica mais fácil ter uma equalização dentro da bateria e várias estão se destacando. Cada um tá se adequando como deve ser – explica.

Na avaliação do júri, a bateria salgueirense perdeu apenas um décimo no placar geral. Com o descarte do 9.9, ficaram valendo as três notas mais altas. No caso, todas 10:

– Assisti várias vezes ao vídeo da bateria se apresentando na frente da terceira cabine de jurado, que foi onde perdemos um décimo, e não consegui identificar o erro. Vamos aguardar as justificativas pra ver o que houve. De qualquer forma, o que vale pra escola são os 30 pontos, que conseguimos. Tirar 40 é só pro ego do ritmista mesmo. E em caso de necessidade de desempate.

Elogios a Casagrande, mestre da Tijuca

A única bateria a receber dos julgadores a nota máxima – os 40 pontos – foi a da Unidos da Tijuca.

– Quero aproveitar pra parabenizar o Casagrande, pelo belíssimo trabalho, pelo belíssimo desfile – elogiou.

Em recente entrevista ao Sambarazzo, Casagrande revelou que já pensa em aposentar as “baquetas” e falou em sucessor. Já o comandante da bateria do Salgueiro, não pensa em parar nem tão cedo.

– Depois do Ciça (Mestre da União da Ilha), acho que sou eu o mais velho. Mas nem cogito parar. Quero trabalhar, pego da minha rapaziada umas coisas novas, umas bossas novas, e vou fazendo um trabalho bom com eles. Aposentadoria, pra mim, nem tão cedo, não tá na hora – finaliza Marcão, aos 53 anos.

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Era clara a satisfação dos salgueirenses com final do desfile nesta Segunda-feira de Carnaval. Com a plástica refinada do carnavalesco Alex de Souza, a vermelho e branco. Já na dispersão, o artista estava esfuziante, algo inusitado pra ele, quase sempre tímido.

Alex botou pra fora todas as sensações com o sucesso salgueirense.

– Se os carros entrassem, tudo certinho, a gente marcava um gol. E a gente fez um gol. Dizem que eu sou deprimido, mas eu tô muito feliz, viva o Salgueiro.

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“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

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Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

O departamento do Governo Federal, do presidente da República Michel Temer, alegou que exigências não foram cumpridas pela Liesa. Em nota, o MinC esclareceu a reviravolta:

– Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet – destacou o texto, que ainda responsabiliza a Liesa pela impossibilidade do repasse: ‘A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba’.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira reagiu às alegações do Ministério da Cultura e lamentou a negativa do governo brasileiro.

– A nossa preocupação é muito grande com relação a isso. Nós fizemos tudo o que foi pedido, e aí vem essa informação contrariando tudo o que tinha sido combinado lá atrás. Não sei se tem esperança ainda, não posso dizer – lamentou.

Decisão do Ministério da Cultura tirou R$ 8 milhões do Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Houve atrasos e até agora, meados de dezembro, apenas a metade do valor foi quitado.

Cúpula de dirigentes do Carnaval foi a Brasília e saiu de lá com promessa de apoio financeiro do Governo Federal, que não aceitou o projeto elaborado pelas escolas de samba – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Sem previsão de quando a grana iria chegar, sobrava como alento a promessa de R$ 8 milhões através da Caixa Econômica, o que se perdeu nesta semana.

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A agonia das 13 escolas do Grupo Especial tá perto de acabar. É que fiscais do Ministério do Trabalho decidiram liberar cinco barracões na manhã e tarde desta quarta-feira, 22, em vistoria feita na Cidade do Samba. Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mocidade e Mangueira já podem funcionar normalmente e botar os operários pra trabalhar até o desfile de 2018. A projeção é que até o final desta semana, os outros espaços também sejam desinterditados completamente.

Cidade do Samba deve ser liberada completamente até o final da semana – Foto: Edmar Moreira/Riotur

Além de pequenos detalhes, a principal preocupação dos fiscais do órgão federal era com relação as deficiências na parte elétrica dos barracões, o que foi sanado pelas agremiações. Em agosto deste ano, um funcionário morreu eletrocutado no barracão da São Clemente enquanto trabalhava, o que chamou a atenção do Ministério do Trabalho na questão da segurança dos trabalhadores.

Foi no dia 19 do mês passado que os locais foram interditados. Trinta e quatro dias depois de muita apreensão e mobilização das escolas para atender minimamente as exigências do ministério, os impedimentos começam a se desfazer. Regina Celi, presidente do Salgueiro, primeira a ter as instalações totalmente liberadas nesta quarta-feira, 22, festejou a desinterdição e deixou claro que o momento é de correr atrás.

– Não medimos esforços para atender a todas as exigências. Temos pouco tempo e daremos nosso melhor – disse.

Salgueiro publicou nas redes sociais o termo de suspensão de interdição do barracão – Foto: Reprodução

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães também comemorou a liberação dos espaços que estavam paralisados e indicou a nova preocupação das escolas de samba a partir de agora: saber o quanto cada uma terá para desenvolver os carnavais do ano que vem.

– As escolas foram liberadas, agora é apertar o botão. A Portela já estava liberada. O desenho tá todo feito… alegorias, fantasias. A partir de agora, o mais importante é saber quando e quanto vamos ganhar. Falta o caderno de encargos, que pode pintar alguma coisa, o governo federal também. Agora, tá muito em cima, cara! Então, você tem que administrar sem saber o quanto e como vai ganhar – comentou o dirigente.

Última a ser inspecionada nesta quarta-feira, 22, a Mangueira também conseguiu ser aprovada pelo Ministério do Trabalho e sair dessa. O carnavalesco Leandro Vieira não comemorou, mas fez questão de informar e tranquilizar os torcedores da verde e rosa.

– Informo que o Barracão da Mangueira foi supervisionado, atendeu as exigências solicitadas pelo Ministério do trabalho, e está liberado para seguir na execução de seu projeto de Carnaval. Seguimos dando continuidade ao nosso organograma de trabalho – escreveu na página oficial dele no Facebook.

A Beija-Flor também vai finalmente prosseguir os trabalhos pra 2018. Cid Carvalho, carnavalesco, tá ligado que a hora é de acelerar o passo.

– Simbora trabalhar, simbora tirar o atraso – exclamou o artista. Também integrante da comissão de carnaval da azul e branco, Laíla havia demonstrado preocupação ainda no mês passado: ‘Nunca vi a Beija-Flor no ferro em outubro’.

A Vila Isabel também respirou aliviada com a suspensão das interdições. Paulo Barros concordou com as intervenções do órgão, mas lamentou o período das inspeções, a menos de 120 dias dos desfiles.

– Eles demoraram a visitar os barracões. Tem que profissionalizar mesmo. Mas querer fazer isso a três meses do Carnaval? – questionou o artista.

Daqui a em diante, as escolas de samba, ainda sem a verba repassada integralmente pela prefeitura, têm 80 dias pra finalizar os barracões até os desfiles do Grupo Especial a partir de 11 de fevereiro.

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Despejada da quadra situada na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, a São Clemente se viu sem uma sede pra ensaiar até o Carnaval que se aproxima. Mas, se depender da solidariedade da presidente do Salgueiro, Regina Celi, esse problemão acaba aqui. É que a dirigente tratou de oferecer a quadra da Academia para a coirmã treinar.

Através do Instagram, a comandante salgueirense elogiou o amigo e presidente da São Clemente, Renatinho, e cedeu as instalações da agremiação no Andaraí, Zona Norte do Rio, assegurando os ensaios técnicos da escola de Botafogo.

– Meu querido amigo @renatinhosaoclemente, um exemplo de cidadão e sambista. A sua luta é de todos nós que amamos a maior festa popular do planeta. A você, sempre tão parceiro, e a toda nação clementiana, o meu sincero carinho e respeito. A quadra do Acadêmicos do Salgueiro está aberta a vocês. Será um prazer sediar seus ensaios. A vida segue, e o samba não pode parar. Conte conosco – publicou Regina.

O presidente da São Clemente ganha, portanto, mais uma opção para ensaios. A escola já acertou três treinos técnicos de rua no Aterro do Flamengo e ainda há a possibilidade da preto e amarelo se apresentar também na sede do Cordão da Bola Preta.

*Foto de Capa: Irapuã Jeferson

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Por Luiz Felippe Reis

Porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves é uma das maiores estrelas da Avenida nas últimas décadas. Com perfil pessoal tímido, a carismática dançarina até tenta se manter longe dos holofotes, mas ganhar mais e mais fãs, e de diferentes gerações, virou rotina, diante de tanto talento reconhecido por todos que curtem a dança de um casal.

Se a fama no Carnaval não é propriamente uma prioridade pra Marcella, os fãs são. Tentando se manter longe dos ‘flashs’, mas bem pertinho dos admiradores, ela guarda cada recordação. Nas redes sociais, são mais de 20 mil seguidores, e vários fãs-clubes espalhados pelo Brasil.

Dia desses, em outubro mais precisamente, ela participou de um evento em São Paulo e recebeu no camarote da Mocidade Alegre um casal de idosos fã da moça e uma estudante de jornalismo, convidados por Marcella para desfrutar na área VIP cada detalhe do “24h horas de samba”.

– Por mais que o Carnaval tenha se comercializado e a porta-bandeira seja uma função remunerada, ninguém faz pelo dinheiro, faz porque gosta. Não tem como passar por tudo que se passa, e não gostar. O meu amor pela escola, pela dança, fez muita gente olhar com muito carinho pra mim. Mas eu sou tímida, dançando eu incorporo um personagem. Fico envergonhada com esse carinho todo que eu recebo. Mas eu tenho que retribuir, porque você vê que é um sentimento verdadeiro deles. Eu agradeço muito a Deus – comentou a parceira do mestre-sala Sidclei, no Salgueiro.

Queridinha dos fãs, Marcella Alves agradece a Deus pelo carinho verdadeiro que ganha dos admiradores – Foto: Marcelo Cortes

Sobre o encontro com os fãs, ela se derreteu pra falar.

– A Menina veio de longe, falou comigo por direct (recurso de mensagens instantâneas do Instagram). Queria estar comigo, me abraçar, me tocar. Ela sabia que eu era flamenguista, e me deu uma caneca do Flamengo. Quando eu coloquei ela pra dentro, ela disse que tinha que me trazer um presente, e num outro camarote têm dois casais de Itatiba, dois idosos, vieram de ônibus pra conhecer a gente – conta.

Juliana presentou a flamenguista Marcella Alves com uma caneca rubro negra – Fotos: Irapuã Jeferson

Uma das diversas fãs de Marcella, a estudante Juliana Yamamoto tava radiante no encontro. Dá pra dizer que ela fala por todos os seguidores da porta-bandeira ao explicar tamanha adoração pela dançarina.

– A história dela no Carnaval me fascina. Sou muito fã – disse.

Foto de capa: Gabriel Monteiro/Riotur

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Por Marcelo Barros

Coroada na última quinta, 2, como Rainha do ‘Cabaret do Milton’, no Baródromo, a atriz Viviane Araújo falou ao Sambarazzo, especialmente feliz por estar num ambiente de samba, onde garante se sentir em casa, plena. Completando onze anos de Salgueiro, a majestade da “Furiosa” reconhece que sempre se identificou com todas as escolas que defendeu, mas admite que carrega um amor diferente pela “Academia” no peito e pretende fazer história, ficando por lá até se aposentar – o que está longe, tomara.

– Acho que teve sempre muita identidade entre mim e o Salgueiro. Já passei por várias escolas, sempre fui muito bem tratada, querida mesmo, mas o amor, o comprometimento, aquele pertencimento veio com o Salgueiro. Sinto muito que isso é recíproco. Uma parceria como essa não se vê a toda hora – vibra Viviane, que desfilou por várias escolas – Mocidade, Vila Isabel, Mangueira e Unidos da Tijuca – até encontrar a alma gêmea vermelha e branca.

‘O amor, o comprometimento, aquele pertencimento veio com o Salgueiro’, se declara Viviane Araújo, que desde o Carnaval 2018 é a dona da dianteira dos ritmistas da “Furiosa” – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Celebridade do carnaval

Mesmo com a eterna discussão sobre rainhas de bateria e suas origens, Viviane não é afetada pela briga boba. Personalidade do Carnaval, é reconhecida por todos como uma figura importante do samba, mesmo sendo atriz de novelas da TV Globo, o que, pra muita gente, é uma mistura inviável. E diz ter orgulho imenso de tudo isso.

– Sempre fui uma celebridade do Carnaval, onde as pessoas me conheceram de fato. Depois veio a minha carreira como atriz e o reconhecimento na profissão. É muito legal isso, você vir do samba e chegar onde cheguei. Sinto muito orgulho disso. Sou celebridade, sou do povo, sou do samba – orgulha-se.

Dona da p… toda! Querida entre os salgueirenses, Vivi é exemplo para outras rainhas de bateria do Carnaval: ‘É muito legal isso, você vir do samba e chegar onde cheguei’ – Fotos: Michele Iassanori

“Pensando bem, cantar um samba na avenida seria o máximo”, diz Vivi

A cada desfile, uma novidade, um elo maior de identificação com o povo do samba. Desde a personagem Rosinha, da Escolhinha do Professor Raimundo, muita coisa mudou em sua vida. A popularidade só cresceu, a ponto de vencer um reality show – A Fazenda 5, em 2012 -, com o voto popular. Esta empatia dá pra “rainha das rainhas” bastante segurança, suficiente pra exercer qualquer outra função na Avenida, caso fosse necessário. Tá mesmo para o que der e vier.

Ela pode tudo! Viviane se imagina cantando no carro de som na Avenida: ‘Seria o máximo pra mim, uma honra desfilar ao lado dos nossos grandes intérpretes’ – Foto: Fat Press/Liesa

Questionada sobre o que a atrairia fora do posto que ocupa, pensou apenas uma vez para cravar: cantar o samba, integrar o carro de som – hoje comandado por Leonardo Bessa, Hudson Luiz e Tuninho Jr. – seria um barato, uma curtição e outro desafio na carreira dessa artista de tantas superações.

– O samba é um amor que nunca deixarei de ter, nasceu comigo, transcende tudo, faz parte de mim. Sinto que poderia ajudar em qualquer setor de uma escola de samba, pelo meu amor, pela minha vontade. Sou muito feliz com a minha contribuição e não pensei muito no que daria pra fazer. Pensando bem nisso, cantar um samba na avenida seria o máximo pra mim, uma honra desfilar ao lado dos nossos grandes intérpretes – finaliza.

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Por João Paulo Saconi

A vitória na disputa de sambas do Salgueiro conquistada por Xande de Pilares ao lado de seus parceiros ainda não foi suficiente para o cantor. Reconhecendo as qualidades da própria obra, o compositor e intérprete salgueirense destacou que a conquista do tricampeonato da disputa salgueirense – no dia 14 de outubro – só ficaria melhor com um detalhe: uma a vitória da Academia do Samba na Quarta-feira de cinzas, que não vem desde 2009.

— Sou um cara que respeita muito o trabalho dos outros compositores. Eu desfilaria mesmo se não ganhasse (a disputa), inclusive. Continuo à espera de um título, como salgueirense. Poucas vezes vi o Salgueiro ser campeão, foram duas vezes só (“Explode Coração”, em 1993 e “Tambor”, em 2009) e eu tô desde 2013, a primeira vez que fui convidado pelo carro de som pela minha presidente, esperando ser campeão. Você poder compor um samba e ver a escola ganhar com o seu samba é emocionante. Queria poder escrever meu nome na história da escola. — explicou o artista, que é intérprete da escola nove vezes campeã da festa, ao lado de Leonardo Bessa, Hudson Luiz e Tuninho Jr.

“Continuo a espera de um título”, disse Xande de Pilares | Foto: Irapuã Jeferson

Hino de 2018 não é o favorito 

Vitorioso nas disputas de samba de 2014, 2015 e 2018, Xande destacou que a primeira conquista ainda é a mais importante.

— “Gaia”, pra mim, sempre vai ser o melhor samba da minha vida. Em homenagem aos meus parceiros, que me deram a oportunidade de poder compor essa obra. Eu queria poder ganhar um samba. Ganhei um samba Estandarte de Ouro, Tamborim de Ouro, a bateria foi Estandarte e a gente quase ganhou o campeonato. Ainda é o samba da minha vida — finaliza.

Em 2018, o Salgueiro será a quarta escola a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Senhoras do ventre do mundo”, desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza.

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Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

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Por Redação

Numa final cheia de surpresas – foi realizada no gramado da Vila Olímpica salgueirense, área externa da quadra – o Salgueiro escolheu a trilha sonora para representar o enredo “Senhoras do Ventre do mundo”, do carnavalesco Alex de Souza, que exalta as mulheres negras que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas.

Deu o time de Xande de Pilares, Demá Chagas, Dudu Botelho, Renato Galante, Jassa, Leonardo Gallo, Betinho de Pilares, Vanderley Sena, Ralfe Ribeiro e W Corrêa.

O Salgueiro preparou uma festança para a final de samba na madrugada desta quinta-feira, 12, mas um problema sério de falta de energia na quadra, que fica no Andaraí, no Rio de Janeiro, obrigou a escola a pensar num plano B para o evento acontecer.

Após quase duas horas de apagão – a concessionária Light foi acionada para tentar restabelecer a luz na quadra -, a direção da vermelho e branco decidiu realizar o evento na área externa da quadra, onde funciona a Vila Olímpica salgueirense. A energia elétrica voltou à quadra por volta das 4h15.

A escola contratou um carro de som para que as parcerias finalistas pudessem apresentar seus sambas candidatos a hino do Carnaval 2018 do Salgueiro.

O ingresso para a final custou R$ 50. Preocupada com os transtornos causados aos sambistas que foram à quadra, a presidente salgueirense, Regina Celi, anunciou que no próximo ensaio de quadra do Salgueiro, sábado, 14, a entrada será gratuita.

– Sábado que vem, a quadra é 0800. Vai abrir pro público – garantiu.

Confira o samba vencedor:

 

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Por Redação

A parceria vencedora na final de samba-enredo do Salgueiro desta quinta-feira, 12, tinha tudo para ser a protagonista do feriado na quadra salgueirense, mas quem acabou roubando a cena foi o dono do carro de som, Ricardo, da Rick Sound. É que ele foi chamado às pressas para garantir a continuidade do evento, que sofreu com um apagão que seguiu por quase toda madrugada na quadra da vermelho e branco, no Andaraí, Zona Norte do Rio.

Com a presença do equipamento sonoro de Ricardo, a festa pode continuar. Responsável por “socorrer” o Salgueiro, ele estava dormindo quando recebeu o telefonema urgente para acudir a escola de samba.

– Eu e minha esposa estávamos dormindo quando ligaram pra mim perguntando se eu podia mandar um caminhão. No início, nem entendi direito. Socorrer uma escola de samba não tem preço. Aprendi com meu pai que o militar tem que estar sempre preparado pra guerra. Qualquer hora é hora – disse Ricardo.

Colaborou: Irapuã Jeferson

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Por Luiz Felippe Reis

O último fim de semana marcou um evento que anualmente mobiliza sambistas paulistanos e cariocas. As “24 horas de samba”, da Mocidade Alegre, une os dois principais carnavais do Brasil num mesmo palco durante um dia inteiro de festa e muito samba no pé.

O acontecimento deste ano reuniu Vai-Vai, Tom Maior e Águia de Ouro, além, é claro, da Mocidade Alegre, representando São Paulo, enquanto Mocidade Independente, Grande Rio e Salgueiro deram a marca da Cidade Maravilhosa na Terra da Garoa. O grupo Art Popular foi outra atração celebrada pelo bairro do Limão, na Zona Norte paulistana. Das 22h de Sábado, 30, até o mesmo horário do domingo, 1°, muitas atrações agitaram esse “viradão” do gênero mais brasileiro. Durante as 24 horas, a quadra ficou cheia, repleta de paulistas, cariocas e brasileiros de toda parte.

Sambistas do Rio já têm vaga certa para as “24 horas de samba” no calendário. Várias figuras conhecidas das escolas fluminenses estavam por lá, mesmo que não fossem se apresentar no palco da Mocidade Alegre.

Presidente da agremiação anfitriã, Solange Cruz sabe o esforço que se emprega para realização desse encontro tão tradicional quanto especial para o Carnaval brasileiro.

– É uma loucura a organização. É muita coisa pra resolver. É muita gente envolvida, mas todos comprometidos. O pessoal vem de tudo quanto é lugar, tem excursões. Algumas coisas fogem do nosso controle, mas o pessoal ama. É muito importante pra nós, ainda mais nos nossos 50 anos. Eu herdei esse evento dos fundadores da escola, meu pai, meus tios. A Mocidade sempre vai fazer o intercâmbio Rio e São Paulo. Não tenho como fugir, é muito esperado. A gente sempre mescla. E as escolas do Rio mostram um grande respeito e nós agradecemos muito que elas venham, e venham com o time principal – comentou Solange, há 14 anos à frente da “Morada do Samba”.

Primeira escola do Rio de Janeiro a se apresentar na Mocidade Alegre ainda na madrugada de domingo, a xará Mocidade Independente de Padre Miguel foi com um time completinho. O vice-presidente Rodrigo Pacheco, que esteve pela primeira vez no evento, fez questão de acompanhar a equipe da verde e branco e elogiou as “24 horas de samba”.

– É um evento fantástico. É muito importante pra bandeira do samba. É um evento que engrandece o Carnaval como um todo. Que tenhamos cada vez mais eventos assim, não só em São Paulo, mas no Rio de Janeiro também. A ideia de fazer no Rio existe, mas esse formato de evento em São Paulo já está bem estruturado. Tenho um pouco de receio se no Rio de Janeiro daria o movimento necessário, se as pessoas acompanhariam até o fim – disse Pacheco.

“O Rio de Janeiro precisa se espelhar muito na evolução de São Paulo”, disse Rodrigo Pacheco

Para o dirigente, o tradicional samba carioca precisa aprender em alguns setores com São Paulo. Entender a evolução do carnaval paulistano, pra ele, pode fazer os cariocas crescerem mais em departamentos ainda carentes na Cidade Maravilhosa.

– O Carnaval de São Paulo cresce a cada dia, e o Rio de Janeiro precisa dar um start em algumas coisas, é um assunto que estamos debatemos, as escolas estão conscientes. O Rio de Janeiro precisa se espelhar muito na evolução de São Paulo. O que pode evoluir no Rio é alavancar a assessoria de imprensa e marketing, precisamos de um impulso maior em relação à mídia e a esse retorno de marketing pra gente evoluir. Considero que a Mocidade (Independente de Padre Miguel) precisa de uma reestruturação, qualquer escola precisa se estruturar em relação a isso, o Carnaval como um todo – pontuou o vice-presidente independente.

Vídeos das apresentações das escolas cariocas:

Mais fotos por Irapuã Jeferson

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Por Redação

Depois de anunciar a contratação do carnavalesco Alex de Souza, a presidente do Salgueiro, Regina Celi, usou o perfil no Instagram para confirmar a renovação com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei e Marcella Ales, e com os coreógrafos Helio e Beth Bejani.

– Digo ao povo que eles ficam! Não seria diferente… Nosso casal 40 permanece caminhando lado a lado com a família salgueirense – publicou a presidente.

Foto: Alex Nunes

Sidclei e Marcella garantiram os 40 pontos no quesito mestre-sala e porta-bandeira, sendo os destaques da vermelho e branco no Carnaval deste ano. Já os coreógrafos da comissão de frente arrancaram 39,9 dos julgadores e vão para o 11º ano consecutivo na escola do Andaraí.

Expectativa agora é pelo carro de som

Com as renovações, a expectativa agora é pela confirmação no carro de som da agremiação. Leonardo Bessa e Serginho do Porto não devem continuar dividindo o microfone oficial do Salgueiro para o próximo Carnaval. A escola vai apresentar toda a nova equipe durante a feijoada do próximo domingo, 12, na quadra de ensaios.

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Por Redação – Atualizado às 16h30 (25/3)

Mal acabou o Carnaval, e as escolas, decepcionadas ou eufóricas pelo resultado, já começam a se movimentar nos bastidores para a montagem da melhor equipe rumo aos desfiles de 2018.

E logo nos primeiros dias pós-Quarta-feira de Cinzas, já teve agremiação mudando ou mantendo a base de olho no campeonato que virá. E o Sambarazzo não quer perder nenhum detalhe do vai-e-vem do mercado e lista, desde já, as principais mudanças nos times que vão defender os pavilhões mais tradicionais da festa. Semanalmente, vamos atualizar as movimentações da dança das cadeiras.

Portela

Campeã do Carnaval, a Portela ainda vive os dias mais felizes de sua história recente, graças ao título conquistado depois de 33 anos. Destaques da temporada que passou, os artistas portelenses estão valorizados no mercado. Paulo Barros já saiu. Rosa chegou.

 

 

 

 

Mocidade

Se a Portela ainda festeja, a Mocidade, vice-campeã neste ano, não perdeu tempo e tratou de renovar com as principais estrelas de 2017. Vamos conferir no mapa abaixo:

 

 

 

Salgueiro

Novo líder do ranking da Liesa, o Salgueiro não quer perder o embalo das boas posições dos últimos anos e mais uma vez promete montar uma equipe capaz de levar a Academia ao 10° título no Carnaval. Os carnavalescos Renato e Márcia Lage saíram. Alex de Souza, ex-Vila, assumiu o posto. Diferentemente dos outros anos, a presidente Regina Celi não renovou com a equipe toda antes mesmo dos desfiles.

 

 

 

 

 

 

Mangueira

Campeã em 2016, a Mangueira deve partir para uma nova manutenção da base, que deu certo, garantindo a verde e rosa mais uma vez no Sábado das Campeãs com o 4° lugar deste ano. A única renovação já anunciada é a do carnavalesco Leandro Vieira, que tá cheio de moral pelas bandas do Palácio do Samba.

 

Grande Rio

A tricolor de Caxias esperava bem mais que o 5° lugar em 2017. Sobrou de consolo o retorno ao Desfile das Campeãs. Se a decepção por não ter conquistado o título inédito, nem mesmo com o peso da homenageada Ivete Sangalo, deixará como consequência uma mudança drástica na equipe, só o futuro vai dizer. Mestre de bateria, Thiago Diogo recebeu propostas, mas deve ficar. Renato Lage chega como o maior reforço da tricolor para 2018.

 

Beija-Flor

Conhecida como a “Deusa da Passarela”, a representante de Nilópolis amargou o 6° lugar na classificação. Mesmo com revés de ficar longe da disputa pelo título, a tendência natural é que figuras emblemáticas como Neguinho; Selminha, Claudinho e Laíla sigam para mais temporadas na escola de samba. O coreógrafo Marcelo Misailidis já disse ao Sambarazzo que não tem pretensões de sair da azul e branco e deve aumentar a lista de renovados. A começar pelo carnavalesco Fran Sérgio, a comissão de carnaval foi desfeita.

 

 

Imperatriz

O resultado não agradou. O 7° lugar tirou a Imperatriz do Sábado das Campeãs depois de quatro anos seguidos. O desempenho abaixo das expectativas não fez a bomba cair no colo do carnavalesco como normalmente acontece. Cahê Rodrigues já renovou. Quem serão os próximos?

 

União da Ilha

Pra lá de satisfeita com o carnaval apresentado em 2017, a União da Ilha tem uma tendência a renovar com boa parte do grupo que botou a escola bem longe do fantasma do rebaixamento e a aproximou de uma vaga no Sábado das Campeãs. Figuras como Ito Melodia, Ciça, Severo Luzardo e o casal Phelipe Lemos e Dandara Ventapane estão em alta no mercado. Mestre de bateria, Ciça recebeu propostas, mas deu prioridade à Ilha.

 

 

 

São Clemente

A pretensão era ficar entre as seis primeiras colocadas, mas a São Clemente saiu da Quarta-feira de Cinzas novamente com o 9° lugar. O presidente da escola, Renatinho, chegou a dizer que foi o melhor desfile da história da preto e amarelo. Isso deve credenciar boa parte da equipe a permanecer. Renovações já foram adiantadas, mas a agremiação perdeu peças importantes e já repôs.

 

 

Vila Isabel

A Vila é até aqui a escola que mais se mexeu para buscar reforços. O diretor de carnaval Ricardo Fernandes volta à ativa pela azul e branco no Carnaval 2018. O carnavalesco Alex de Souza não fica por mais um ano na escola do bairro de Noel, no lugar dele o renomado Paulo Barros foi a escolha. A azul e branco foi buscar no Acesso o premiado mestre Chuvisco. Novos integrantes para a comissão de carnaval também chegaram.

 

 

 

 

 

Unidos da Tijuca

O desastre que acabou se transformando o desfile da Unidos da Tijuca pode mexer nas estruturas da equipe para o Carnaval 2018? A escola ainda tenta digerir o baque do 11° lugar de 2017 e já bota as mangas de fora para superar o problema no ano que vem.

 

 

 

 

 

Tuiuti

Com o cancelamento do rebaixamento, a Tuiuti permanece no Grupo Especial e começa a sonhar na consolidação entre as maiores escolas do Rio de Janeiro. Depois do que aconteceu no desfile deste ano, o jeito é esfriar a cabeça e iniciar o planejamento de 2018 com sabedoria.

 

 

 

Império Serrano

De volta ao pelotão de elite do Carnaval carioca, o império Serrano vai ter que acertar em todos os passos daqui em diante para permanecer. Ano que vem, caem duas. Qual será a estratégia imperiana para a manutenção? Vai segurar o time campeão na Série A ou vai apostar alto em nomes com experiência no Grupo Especial?

 

Na Série A

A Unidos de Padre Miguel perdeu para a Viradouro um dos responsáveis diretos pelos rendimentos recentes elogiados pelo público, pela crítica e pelos jurados, o carnavalesco Edson Pereira. Fora da Viradouro, Jorge Silveira, outro que se saiu muito bem na temporada que passou, está no mercado e pode ser uma boa opção.

A Rocinha, que surpreendeu com o 6° lugar deste ano, fica sem o carnavalesco João Vítor Araújo, que entra na vaga deixada por Edson Pereira na Unidos.

A Estácio perdeu o coreógrafo Márcio Moura para a Viradouro e o mestre de bateria Chuvisco, que desembarcou na Vila Isabel.

Mesmo com o 13° lugar em 2016, a Alegria da Zona Sul decidiu renovar com três artistas. O cantor Igor Vianna, o casal Bárbara Falcão e Wanderson Orelha e o mestre de bateria Claudinho permanecem por mais uma temporada.

No Império da Tijuca, o carnavalesco Júnior Pernambucano e o cantor Rogerinho saíram.