Tags Artigos com tags "samba da Beija-Flor"

samba da Beija-Flor

Por -

Por Redação

Quem já teve a honra de conversar com Laíla sabe: o papo sempre rende. O “problema” é que quando a prosa é com um jornalista fica difícil até escolher a frase mais impactante pra virar aspa central da matéria. É que o diretor de carnaval da Beija-Flor (quase 50 anos de serviços bem prestados ao samba nas costas) sabe das coisas, e, pra alegria de quem vos escreve, também gosta de falar.

Sem fugir de pergunta alguma num ano atípico para a festa – o Carnaval 2017 foi marcado por trágicos acidentes na Sapucaí, drásticos cortes de verba pelas mãos de um prefeito evangélico e interdição dos barracões a três meses do desfile -, o mandachuva da Beija-Flor soltou o verbo na entrevista ao Sambarazzo.

“Estão querendo regredir pra 1950, quando crioulo não podia cantar samba”

Para o líder da comissão carnavalesca da azul e branco de Nilópolis, o Carnaval do Rio de Janeiro vive um período de retrocesso e censura, que remete à época em que ser sambista era coisa de marginal.

– Acho que estão querendo regredir. Estão querendo trazer o espetáculo de volta pra 1950, quando o samba era proibido, quando crioulo não podia cantar samba, quando as escolas eram perseguidas diretamente – sintetiza.

Apesar do protesto, e convicto de que há clara tentativa de esvaziar a festa, Laíla contemporiza na hora de supor os motivos que teriam levado o prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB) a cortar metade da grana que as agremiações vinham recebendo.

– Não quero acreditar que o prefeito seria louco de querer prejudicar o Carnaval por causa da intolerância religiosa. A gente se pegar por uma guerra religiosa… não pode ser isso. Sou espírita declarado, mas não posso acreditar que ele esteja misturando as coisas. Ele deve estar buscando dentro da cabeça dele segurar o estado, fazer a cidade voltar a ter as rendas habituais. Acho que fez mais pela administração mesmo – pondera.

Barracões interditados: “O Ministério do Trabalho não tá errado”

A respeito das interdições dos 13 barracões da Cidade do Samba, Laíla também não passa a mão na cabeça das escolas. Mas considerou inoportuno o momento para tais fiscalizações, que obrigaram as chamadas “fábricas dos sonhos” a ficar de portas fechadas a três meses do evento na Sapucaí – a liberação aconteceu esta semana.

– O Ministério do Trabalho não tá errado, só acho que essa fiscalização foi tardia e aconteceu na hora errada, faltando pouco tempo pro desfile. Mas tenho certeza de que havia necessidade disso. Estávamos habituados a trabalhar no ‘bota pra lá, bota pra cá’. Não tinha segurança. Mas que local de trabalho não deve ser seguro? Todos devem ser – frisa.

As vistorias nos barracões atrasaram – e muito – o Carnaval 2018.

– Tá tudo bastante atrasado. Hoje, estamos só com 30% da escola pronta. Mas, quando chegar na semana do Carnaval, vamos terminar tudo, como sempre – garante Laíla, adiantando que ano que vem a Beija-Flor vai desfilar com 3300 pessoas, cinco carros alegóricos e um tripé.

“Custou a acontecer”, diz Laíla sobre acidentes do Carnaval 2017

Concluídas as fiscalizações, e agora tocando o carnaval em ambiente considerado mais seguro pelos órgãos competentes, Laíla fica à vontade para falar dos chocantes acidentes da Sapucaí este ano, que tiveram contornos dramáticos e triste fim: a radialista Liza Carioca, atropelada por uma desgovernada alegoria da Paraíso do Tuiuti, no Domingo de Carnaval, morreu após meses de internação:

– Custou a acontecer. Não deveria ter tragédia, mas, da maneira como era tocado, custou a acontecer. Infelizmente, acidentes acontecem, mas a prevenção é sempre bem-vinda. Agora, acidente sempre teve, sempre teve carro que bateu, destaque que caiu, até na Beija-Flor… Mas nada nessa proporção.

Fim de uma era? Laíla e o cancelamento dos ensaios técnicos

Outra notícia que deu um balde de água fria nos amantes do samba foi o fim dos ensaios técnicos no Sambódromo, que deixam o calendário oficial da cidade após 15 anos de treinos de graça, com arquibancadas lotadas.

– Sugeri à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) um ensaio técnico coletivo, em reunião com a presença de diretores de todas as escolas. Sugeri de, na lavagem da Sapucaí, cada escola levar componentes e fazer um grande desfile com todas, cantando sambas como um pout-pourri, emendando um no outro. Teve um ato lá da Igreja Evangélica, por que o samba não poderia se manifestar assim? Mas depende da liga. A ideia foi dada, e seria um ato lindíssimo – acredita.

Apesar de lamentar o cancelamento dos treinos técnicos no palco principal da festa, Laíla acha que as escolas pouco vão sentir, na prática, a falta do ensaio na Avenida, que pra ele tinha pouca valia no aspecto técnico:

– O ensaio é muito bom pro povo que não tem condições de assistir no dia do desfile oficial. Mas você faz um ensaio técnico hoje, e no desfile é completamente diferente. Dá até pra consertar, corrigir alguma coisa que poderia dar errado no dia do desfile, mas vale muito mais como festa. Proveito mesmo você só tira no dia. Já aconteceu da Beija-Flor fazer um ensaio ótimo e no dia do desfile estar uma escola morna. Mas é pena acabar, já tinha virado hobby pro sambista.

“Faria de novo”, garante Laíla sobre botar 100% dos componentes fantasiados de índio

Os jurados não curtiram e avaliaram mal o quesito “Fantasias” da Beija-Flor no último carnaval – foram sete décimos perdidos, sem considerar o descarte da nota mais baixa (9,7 – 9,9 – 9,9 – 9,8). Laíla acreditou que daria certo a ideia de vestir a escola inteira de índio dentro do enredo “A virgem dos lábios de mel – Iracema”, inspirado no clássico de José de Alencar. Mas arrependimento é uma palavra que não compõe o dicionário do diretor.

– Faria de novo. Considero a ideia magnífica pra diminuir um pouco do modelo antigo, e fazer uma nova linguagem. Mas não soubemos fazer uma execução excelente. Foi um problema artístico, e nisso me incluo. A responsabilidade é minha – assume.

“Se o Paulo Barros fizer amanhã, vão dizer que ele é gênio”

Seguidor da doutrina espírita e muito atento às energias que movem o mundo, Laíla afirma que a torcida contra ajudou a fazer a ideia dos índios não dar certo.

– Foram 12 escolas de samba, e as 11 não queriam que desse certo. Porque iria revolucionar. Aí, toma-lhe porrada. Hoje, é tudo igual nos desfiles. É muito comum encher tudo de pluma e enganar trouxa. Mas aí o componente balança a cabeça e tá todo mundo emocionado. Na verdade, o desfile de escola de samba perdeu padrão artístico. Todo mundo tem direito de gostar ou não gostar dos índios, mas teve pessoas de conhecimento carnavalesco que elogiaram. Se o Paulo (Barros) fizer amanhã, vão dizer que ele é um gênio. Mas é aquilo, estou sempre tentando o diferente. Pode não dar certo, mas tô tentando – avalia.

“Não sou brigão. Defendo aquilo que faço”

Embora faça o mea-culpa em relação às fantasias pouco variadas, Laíla aproveita pra reclamar da alternância de créditos na alegria e na tristeza.

– Funciona assim: deu certo, as 'garotas' aparecem. Deu errado, o velho segura. Não me arrependo de nada na minha carreira. Sou brigão? Não sou brigão. Defendo aquilo que faço. Estou há 23 anos aqui, e se ficar mais 23 a porrada vai ser pior. Toda carreira tem altos e baixos. Mas tenho pontuado muito nesse tempo todo. Acho que tive muitos acertos – opina.

Para 2018, Laíla vai dividir a glória ou a derrota com uma comissão composta por Cid Carvalho (de volta à escola após mais de uma década longe), Victor Santos, Bianca Behrends, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco, além do luxuoso auxílio do coreógrafo Marcelo Misailidis, idealizador do enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", e Gabriel David, herdeiro do patrono Anísio Abraão David e que, aos 20 anos, cada vez ganha mais espaço na escola.

– Temos um pensamento coletivo. Hoje, temos poder de criação, de ideias na parte alegórica, com o Marcelo, com as novas ideias novas e modernas do Gabriel, e com o conhecimento e habilidade de cada um da equipe. Cada um tem uma função. Eu sou o da porrada e ao mesmo tempo o de passar a mão na cabeça – diz.

Crise? Que crise? “A Beija-Flor não vai parar de gastar. Não nos falta nada”

Ficar em sexto lugar na última temporada fará a Beija-Flor surgir na Passarela do Samba em 2018 mais moderna, apesar da crise financeira que assola o país.

– Depois do carnaval deste ano, decidimos que alegoricamente a gente deveria mudar. Dentro desses caminhos novos, tem que diminuir as despesas, fazer alguns ajustes. Se antes tinha 100 esculturas, passa a ter 10. Mas é muito simples: estamos em crise, mas qual é a escola que vai deixar de fazer carnaval pra ganhar? Não nos falta nada. Mas não se joga dinheiro fora como antes. A estrutura mudou – explica.

Aos 74 anos, Laíla diz que ganha bem com o carnaval: “Tô rico de experiência”

Falando em dinheiro, Laíla não revela quanto ganha, mas diz ser o suficiente para um profissional de seu gabarito. E, aos 74 anos, diz que ainda há muitos sonhos a realizar:

– Rico? Tô rico de felicidade, de experiência. Gosto de receber o que recebo, tô satisfeito. Tinha outras formas de ganhar mais, saía muito pra fazer trabalhos em escolas fora do Rio. Mas hoje a idade pesa um pouquinho.

“Jamais pensei que seria referência”

Luiz Fernando do Carmo virou Laíla e entrou pra história da festa popular mais famosa do planeta ao trilhar uma bem-sucedida trajetória. Embora não buscasse isso, é ciente de que virou referência quando o assunto é direção de carnaval. No entanto, não aponta um sucessor.

– Acho válido uma escola ter diretor de carnaval a partir do momento que esse profissional tenha conhecimento. Esse cargo surgiu pra banir a direção de harmonia. Eu, aqui na Beija-Flor, assumi direção de carnaval e harmonia pra não ter ninguém me mandando que saiba menos que eu. Jamais pensei que seria referência. Mas não indico ninguém. Ninguém me indicou pra nada – lembra Laíla, que já emprestou seu talento a outras bandeiras, como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Grande Rio.

Apesar do vasto currículo e de uma vida dedicada ao samba – em 2018, Laíla completa 50 anos como diretor de carnaval -, ele não fala em aposentadoria.

– Ninguém se realiza antes da morte. Ainda tenho muita coisa pra fazer. Na vida pessoal, não quero mais nada. Na vida profissional, estou sempre buscando – conclui.

Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber – e descobriu – quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 24, encerramos a série de apuração dessa meia década chegando à definição de quais escolas têm se destacado na soma de todos os quesitos.

Salgueiro é a escola mais regular dos últimos cinco anos – Foto: Tata Barreto/Riotur

Samba-EnredoComissão de FrenteAlegorias e Adereços, BateriaMestre-Sala e Porta-BandeiraHarmoniaEvolução, Fantasias e Enredo, os nove quesitos avaliados pelo juri da Liesa foram verificados nesse levantamento estatístico. O ranking lida, portanto, com a frieza dos números, de acordo com a visão dos 36 julgadores anuais dos desfiles.

Regularidade é a palavra de ordem do Salgueiro, líder na pontuação geral, embora tenha vencido só dois rankings (Enredo e Comissão de Frente). A pior performance é em Samba-Enredo, que dá o 4° lugar à Academia. Fora isso, passando por todos itens, a escola quando não ganha, tá em 2° ou 3°. A vantagem de 2,9 pontos em relação à Portela mostra que a vermelho e branco tem sido a mais equilibrada na competição nos últimos cinco anos.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Saindo do quarto lugar para o vice, a Portela há quatro anos passou de coadjuvante para protagonista. Com Falcon, novo comandante, a azul e branco arrancou para a disputa dos campeonatos. Mas foi na continuação dessa redenção, com o presidente Luís Carlos Magalhães, que a águia ficou com o título. É impressionante a melhora nas notas, principalmente nos quesitos plásticos. Méritos aí também para Alexandre Louzada e Paulo Barros, dois carnavalescos que fizeram a diferença em Madureira.

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Com vitórias em Alegorias e Adereços, Harmonia e Evolução, a Beija-Flor de Nilópolis é a que mais vence quesitos, mas não é líder no ranking geral. Os desempenhos em Fantasias e Enredo pesam na disputa com o Salgueiro, líder na pontuação, e com a Portela. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira são mais dois quesitos que elevam a nilopolitana ao status do top3 do Ranking Geral.

 

 

Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Unidos da Tijuca ganha em Bateria e Fantasias. Até 2016, vencia também em Enredo, Comissão de Frente e Alegorias. Mas a tragédia do desfile, quando a parte superior da segunda alegoria despencou em frente ao Setor 1, prejudicou todo o carnaval tijucano, comprometendo vários quesitos. A escola caiu de 1° no Ranking Geral para o quarto lugar.

 

 

Foto: Fat Press/Liesa

 

 

 

Os quesitos plásticos, além do enredo, e o samba-enredo são os que mais se destacam positivamente na Imperatriz. A escola ainda precisa melhorar as análises de Harmonia, Evolução e Comissão de Frente para chegar mais longe e voltar a brigar diretamente pelo caneco. Nos últimos cinco anos, foram quatro participações no Sábado das Campeãs.

 

 

Foto: Cezar Loureiro/Riotur

 

 

O quesito mais tradicional dos desfiles reservou a vitória a uma das bandeiras mais pesadas do Carnaval. A Mangueira vence Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Squel e Matheus Olivério fizeram a diferença nesta temporada. Mas outros nomes como Raphael Rodrigues e Marcella Alves também ajudaram na pontuação contada de 2013 a 2017. Enredo, graças ao novo talento Leandro Vieira, e Samba-Enredo dão força para a verde e rosa, que, seguindo esse ritmo, tem tudo para brigar mais uma vez pelo título em 2018.

 

Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

 

 

 

Pra ir além e ganhar o título inédito, a Grande Rio tem esbarrado em dificuldades no Samba-Enredo. No “Petróleo” e “Maricá”, em 2013 e 2014 respectivamente, os jurados desceram a caneta. Fantasias e Enredo precisam também de crescimento. Evolução e Comissão de Frente são os melhores quesitos nas cinco temporadas mais recentes.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Mesmo com as constantes trocas, os casais de mestre-sala e porta-bandeira têm dado as melhores notas à Vila Isabel nesse recorte de 2013 a 2017 do ranking. Samba-Enredo e Bateria vem na sequência com notas razoáveis na média. A escola precisa melhorar sobretudo em Comissão de Frente. O insucesso do desfile deste ano jogou a Vila de 6° para 8° no Ranking Geral. A tricampeã tratou de mexer em 90% do time para a próxima temporada.

 

Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

Na União da Ilha, o bom desfile de 2017 deu um novo gás, mas há no que evoluir. Comissão de Frente e Samba-Enredo estão na lanterninha da escola. Enredo, Fantasias, Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira, muito pela performance deste ano, ganharam pontos e apontam uma escala ascendente nas avaliações.

 

 

 

Foto: Fernando Maia/Riotur

 

 

10ª

 

O título pra Mocidade veio logo no primeiro grande ano da verde e branco depois de um longo tempo. Ainda não deu pra ganhar posições no ranking, mas do ano passado pra este, a escola ganhou mais de cinco pontos e encostou na Ilha. A recuperação foi geral, e o campeonato, mesmo conquistado em abril, após decisão em plenária, pode dar a confiança que a turma de Padre Miguel tanto precisava pra arrancar na tabela dos quesitos.

 

Foto: Irapuã Jeferson

11ª

Em direção ao oitavo campeonato seguido na elite, a São Clemente não tem motivos para reclamar, mas tem o que apurar de olho no objetivo de se aproximar a cada ano das poderosas. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira se destacam no todo com boas pontuações. Os ritmistas de mestre Caliquinho superam tradicionais baterias: Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade. Samba-Enredo e Comissão de Frente ainda são os quesitos de notas mais carentes.

 

 

Foto: J. Ricardo/Sambarazzo

 

CONFIRA:

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis. Nas Fantasias deu Unidos da Tijuca. E neste domingo, 23, encerramos a segunda temporada da série de apuração com Enredo, que molda os caminhos de cada escola e roteiriza a apresentação na Avenida.

Foto: Tata Barreto/Riotur

A regularidade dos últimos anos bota o Salgueiro no topo do ranking. As criações de Renato Lage garantiram leituras quase perfeitas dos temas apresentados pela escola. Para os jurados, “Fama” (2013) e “Culinária mineira” (2015) ficaram devendo em relação aos outros três temas: “Gaia” (2014), “Malandro” (2016) e “Divina Comédia” (2017), o trio garantiu 40 pontos. Renato Lage se despediu, e Alex de Souza, novo carnavalesco, assume com a missão de manter a execução na excelência costumeira dos salgueirenses.

 

1° Salgueiro – Fotos: Cezar Loureiro/Riotur e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

O eterno camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira, Zico, manteve a tradição do número na Imperatriz: dez, nota dez. O melhor enredo da escola, segundo o júri da Liga, nos últimos cinco anos. Os temas do Pará (2013) e o afro Axé Nkenda (2015) deram ótimos motivos para as renovações seguidas do carnavalesco Cahê Rodrigues e serviram também para colocar a verde e branco na vice-liderança do Ranking. Nas últimas duas temporadas com “Zezé Di Camargo e Luciano” (2016) e “Xingu” (2017), a escola perdeu seis décimos no item, mas conseguiu, ainda assim, ganhar uma posição no ranking, ultrapassando a Tijuca, que caiu de 1° pra 5° após o desastre deste ano.

 

2ª Imperatriz – Fotos: Tata Barreto/Riotur e Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Já são duas notas 40 em dois anos nos carnavais da Mangueira assinados por Leandro Vieira. O novo valor da festa tem sido sinônimo de aprovação. Em Fantasias e Alegorias a verde e rosa ganhou posições, e em enredo, claro, não é diferente. “Maria Bethânia” (2016) e “Só com a ajuda do santo” (2017) não deixaram um décimo sequer pelo caminho. Antes dos dois enredos, a escola estava há cinco anos sem nota máxima no quesito. Em 2015 e 2014, ainda sem Vieira, as narrativas sobre mulheres e festas brasileiras, respectivamente, deram à verde e rosa uma coletânea de 9,9 e afastaram a Estação Primeira da ponta do Ranking.

 

3ª Mangueira – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Sofie Mentens/Riotur)

 

 

Enredo é mais um quesito que a Portela apresenta um gráfico totalmente ascendente. Se em 2013, sequer um 9,9 a azul e branco conseguiu, agora raridade é nota diferente de 10. Nas últimas 12 avaliações, dadas em três anos, 10 foram máximas. Os enredos que gabaritaram foram: “450 anos do Rio” (2015), ainda com Alexandre Louzada, e “os rios” (2017) com Paulo Barros. O pior ano foi 2013, quando Madureira, bairro natal da águia, era enredo e perdeu oito décimos dos quatro jurados daquela temporada.

4ª Portela – Fotos: Irapuã Jeferson e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Pra Tijuca, Enredo foi mais um quesito a ser avariado pelo acidente no desfile deste ano. Com a segunda alegoria empacada no Setor 1, enquanto os bombeiros prestavam socorro às vítimas do desabamento de parte do carro, as alas passavam à frente e embaralhavam a leitura da narrativa sobre a música americana. Ao todo, 11 décimos ficaram pelo caminho, derrubando a escola do Borel de 1° para 5° no Ranking de Enredo em um ano. Os melhores temas, na visão dos jurados, são os dois de Paulo Barros: “Alemanha” (2013) e “Ayrton Senna/Velocidade” (2014)

5ª Unidos da Tijuca – Fotos: Fat Press/Liesa e Michele Iassanori/Sambarazzo

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

ENREDO

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis E nesta quinta-feira, 20, seguimos a segunda edição da série de apuração pra ver como fica Fantasias, essas criações dos carnavalescos que dão cores, formas e significados aos desfiles.

Marcus Paulo, Annik Salmon, Hélcio Pain e Mauro Quintaes formaram a comissão de carnaval da Tijuca por três temporadas. Para o próximo ano, Quintaes saiu, mas deixou de legado, junto dos companheiros, ótimas notas para os figurinos tijucanos – Foto: Felipe Araújo

Unidos da Tijuca, Salgueiro, Portela e Imperatriz dominam o quesito Fantasias. Entre a líder e a quarta são apenas dois décimos. Foi no detalhe que a história se resolveu.

Se em boa parte dos rankings a Tijuca perdeu duas ou três posições pelo desfile acidentado que teve em 2017, Fantasias não sofreu impacto, e a escola do Borel ficou na liderança. É verdade que foi ali no detalhe, um décimo à frente do Salgueiro e dois adiante de Portela e Imperatriz, mas o que vale é que não dá pra negar a qualidade plástica da escola nos últimos cinco anos. De Paulo Barros à comissão de carnaval, as notas são das melhores, com destaque para 2016 com 40 pontos.

1ª Unidos da Tijuca – Fotos: Gabriel Monteiro/Riotur (2) e Michele Iassanori (1 e 3)

 

 

Os 15 anos de Renato Lage deram ao Salgueiro a certeza de desfile bonito – quase sempre até deslumbrante. Não é de se surpreender, portanto, que a vermelho e branco é uma das ponteiras. Um 9,9, que acabou descartado pela Liesa, tirou a liderança deste ranking. Nenhum mal. A escola segue nas cabeças e agora, sob o comando artístico do carnavalesco Alex de Souza, espera manter o nível pra continuar na briga pelos campeonatos.

 

2° Salgueiro – Fotos: Irapuã Jeferson, Michele Iassanori e Tata Barreto/Riotur

 

 

Mesmo em 3°, a Portela tem muito o que comemorar, principalmente ao perceber o passado recente, no qual uma nota 10 que fosse em Fantasias já era pra agradecer aos céus. Desde 2014, a Águia iniciou uma recuperação impressionante – que passou pela mudança de administração – nas avaliações de seus figurinos e saltou pro topo. Nesse recorte de cinco anos, a azul e branco de Madureira é a única a conseguir notas 40 em três anos consecutivos (2015, com Alexandre Louzada, 2016 e 2017, com Paulo Barros). Se uma nota 40 se repetir em 2018, é certo que a escola toma a ponta do ranking.

3ª Portela – Fotos: Tata Barreto/Riotur (1) e Irapuã Jeferson (2 e 3)

 

 

Recuperação também foi uma tônica para a Imperatriz no quesito. Em 2012, a verde e branco estava na rabeira do Ranking, mas mostrou a mesma força portelense para reagir. A diferença é que a escola ainda tem deixado alguns escassos décimos pelo caminho. A chegada do carnavalesco Cahê Rodrigues em 2013 deu um up na plástica da primeira tricampeã do Sambódromo e faz a verde e branco brigar na ponta da tabela.

 

 

4ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson (1 e 3) e Fat Press/Liesa (2)

 

 

Lá embaixo na classificação até pouquíssimo tempo, a Mangueira tem que agradecer ao carnavalesco Leandro Vieira pela arrancada neste quesito. A verde e rosa ficou uma década sem conseguir três notas 10 para os seus figurinos. A última vez tinha sido em 2006, com Max Lopes. Vieira não só quebrou a escrita negativa na estreia dele em 2016 como repetiu a dose em 2017. O bom índice recente, bota a Estação Primeira fechando o Top5 em Fantasias, tirando a Beija-Flor.

 

5ª Mangueira – Foto: Gabriel Monteiro, Ronaldo Nina e Raphael David/Riotur

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

 

Fantasias

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. E nesta quarta-feira, 19, seguimos a segunda edição da série de apuração pra conferir Evolução, quesito que analisa o andamento organizado e espontâneo dos milhares de componentes na Avenida.

O cara! Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla ainda mantém a ponta quando assunto é Harmonia e Evolução – Foto: Michele Iassanori

A “Deusa da Passarela” mostra soberania em mais um quesito da série: Evolução. Os incansáveis ensaios de quadra e de rua comandados por Laíla dão à Beija-Flor um ótimo escore entre os jurados e o apelido de “rolo compressor” para seus fãs. De 2013 pra cá, seguindo o regulamento de julgamento da Liesa, a azul e branco só perdeu ponto em 2014, e olha que foi um mísero décimo. Considerando todas as 20 notas aferidas, a escola que é “de fato nilopolitana” deixou 0,5 para trás, e venceu as competentes evoluções do Salgueiro e da Grande Rio.

1ª Beija-Flor – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Outra escola já conhecida pelos desfiles pra lá de esfuziantes na Avenida é o Salgueiro. Sem dar motivos para muitos descontos no quesito, a vermelho e branco é potência quando o assunto é cantar e evoluir com leveza e organização. Não à toa, é a vice-líder no Ranking de Evolução. Já há alguns anos, antes mesmo da escolha do samba oficial do Carnaval seguinte, a escola realiza ensaios técnicos com as obras finalistas e dá uma palinha pelas ruas do Andaraí, bairro da Zona Norte carioca, do que é a Academia na Sapucaí. São 10 notas 10 seguidas nos últimos três anos.

2° Salgueiro – Foto: Fernando Grilli/Riotur

 

 

Se a Grande Rio já tem sido certeira em Evolução, com Ivete Sangalo no desfile ganhou mais emoção ainda e o desfile 2017 foi mais um quase perfeito no quesito para a tricolor. Não é só a turma de Nilópolis que tira onda nos quesitos de chão representando a Baixada Fluminense. A escola de Caxias sempre tira dez. Nas três temporadas mais recentes, por exemplo, não perdeu décimos no julgamento oficial.

 

 

3ª Grande Rio – Foto: Fat Press/Liesa

 

 

Das mais tradicionais escolas do Brasil, a Portela é certeira quando o assunto é samba no pé. A nota 40 em Evolução neste ano – aliás já são duas em dois anos – não somente evidenciou a aprovação fria das canetadas do júri, como também o frenesi instantâneo do público da Sapucaí naquela Segunda-feira de Carnaval a ser memorada por algum tempo pelos portelenses. O título voltou pra Madureira, e a azul e branco não está longe das ponteiras no ranking.

4ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Além das invenções e magias dos carnavais comandados por Paulo Barros, não dá pra negar que a Unidos da Tijuca despontou entre as favoritas aos títulos também pelo chão no passado recente. O ano de 2017, ponto totalmente fora da curva na trajetória, prejudicou a escola tijucana no ranking. Em um ano, caiu da vice-liderança para o 5°.

 

 

5ª Unidos da Tijuca – Foto: Fat Press/Liesa

Imperatriz, Mangueira, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

EVOLUÇÃO

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. E nesta terça-feira, 18, continuamos a segunda edição da série de apuração pra conferir as harmonias das escolas, responsáveis pelo canto pleno e entrosamento musical entre carro de som e componentes.

A serenidade no olhar de quem só tira 10 – Foto: Irapuã Jeferson

A intensidade nos ensaios da Beija-Flor, bota a comunidade de Nilópolis no topo pela segunda vez em dois anos do Ranking de Harmonia. Quando se vai depender só do “chão” da turma da azul e branco é certeza de resultado soberano. Com a autoestima lá em cima, os nilopolitanos invadem a Sapucaí e mostram por que merecem os méritos e as atenções especiais do diretor de carnaval Laíla, que desde sempre entende o trabalho humano interno como primordial para a preservação da “Deusa” nas cabeças.

Já são duas notas 40 seguidas e 10 avaliações máximas consecutivas em três anos.

 

1ª Beija-Flor – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Com a nova administração sob a liderança de Marcos Falcon – hoje continuada por Luís Carlos Magalhães -, a Portela deu uma guinada sensível em todos os quesitos, e Harmonia foi um deles. A galera da Águia sempre desfilou bem no chão, mas agora já são 11 notas dez seguidas, um rendimento que ajudou a botar a Portela entre as favoritas nos últimos dois anos. O título de 2017 passa também pela força do canto e o entrosamento do carro de som com os componentes.

 

 

2ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

O jurado Jardel Maia viu um “desequilíbrio e falta de entrosamento entre canto e bateria”, mas ficou sozinho nessa e foi o único a descontar um décimo do Salgueiro nos últimos quatro carnavais. No julgamento oficial da Liesa, a vermelho e branco vem perfeita no quesito desde 2014. É certo dizer que se rolar uma nota 40 em 2018, a turma salgueirense vai tomar ponta no ranking. O quesito na escola é comandado por uma comissão: Jô Calça Larga, Siro e Tia Alda, com Alexandre Couto na direção de carnaval.

 

3° Salgueiro – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

Ponto forte na arrancada da Tijuca, Harmonia ficou devendo nesta temporada. O acidente com a segunda alegoria, que teve parte danificada após um desmoronamento, ainda na armação, deixou esse quesito comprometido e tirou a fluência habitual do canto da escola do Borel. Excluindo 2017, o rendimento harmônico é positivo e, mesmo com os problemas deste ano, prevaleceu o bom retrospecto.

 

4ª Unidos da Tijuca – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

 

Os anos de 2016 e 2017 deram um up na verde e rosa não só no campeonato – a escola vem de um título e um 4° lugar – mas na Harmonia, que veio no pacote desse bom momento, capaz de fazer a Mangueira se aproximar mais um pouco das ponteiras no ranking. A segunda maior campeã da festa deixou pra trás os décimos perdidos e se reencontrou com as notas máximas.

 

 

5ª Mangueira – Foto: Irapuã Jeferson

 

Imperatriz, Grande Rio, Vila Isabel, Mocidade, São Clemente e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

HARMONIA

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina.  E nesta segunda-feira, 17, continuamos a segunda edição da série de apuração inspecionando as melhores e piores em Mestre-Sala e Porta-Bandeira, item responsável por apresentar as tradicionais bandeiras do Carnaval carioca para o mundo.

Pela primeira vez juntos, Matheus Olivério e Squel fizeram bonito defendendo o manto verde e rosa; nota 40 pra eles, e Mangueira na liderança no ranking dos casais – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

E já que o assunto é pavilhão nada mais emblemático que a líder do ranking no quesito seja a Mangueira, que tem uma bandeira pesada – daquelas de vergar varal -, das mais conhecidas do mundo quando o tema é Carnaval. Em 2013, Raphael Rodrigues e Marcella Alves trilharam o início dessa liderança com quatro notas 10. Squel, logo que chegou em 2014, quando dançou com Raphael pela primeira vez, não conseguiu uma nota 10 sequer. Mas nos anos seguintes… só 40 e vários prêmios para a dupla.

O ano de 2017 deu um novo parceiro à Squel – Matheus Olivério -, mas nada de novidade nas avaliações do júri. Só 10. A verde e rosa já tem 12 notas 10 seguidas em MSPB.

1ª Mangueira – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Vinte e três anos de Beija-Flor, e a dupla Selminha Sorriso e Claudinho pode e deve, com todos os méritos, se orgulhar de toda a trajetória deles. No detalhe, eles perderam a ponta pelo dois 9,9 desta temporada. Nenhum mal para o casal, que é uma instituição do Carnaval do Rio de Janeiro.

 

 

2ª Beija-Flor – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

Em franca evolução no quesito, o Salgueiro saiu de 6° para o terceiro lugar em um ano. Resultado do trabalho eficiente de Sidclei Santos e Marcella Alves nos últimos dois anos. São nove notas dez seguidas com a dupla em três temporada. Desde de 2014 juntos, o casal é uma das principais armas salgueirenses na luta pelo campeonato.

 

 

3° Salgueiro – Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Raphael David/Riotur

Pra fechar com chave de ouro, o casal Danielle Nascimento e Alex Marcelino se desfez, mas deixou de legado finalmente uma nota 40. Das escolas mais tradicionais em casais de mestre-sala e porta-bandeira, a Portela ostenta como troféu o histórico de incríveis bailarinas que ergueram durante anos o pavilhão da azul e branco, é o caso de Dodô e Vilma Nascimento. Não à toa, a tradição se mantém, e a águia ocupa a 4ª posição no ranking.

4ª Portela – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

 

O que um casal que encaixa não faz, hein? Foi o caso de Rafaela Theodoro e Thiaguinho Mendonça, que estreou em 2017 no Especial. Três notas dez no ano e a impressão de que finalmente a Imperatriz pode dar sequência numa dupla para defender o quesito, após algumas mudanças. A alternância de mestres-salas da verde e branco deve acabar por aqui. Do ano passado para este, a rainha de Ramos saiu de 8° para o 5° lugar no ranking.

5ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Fat Press/Liesa

Vila Isabel, Grande Rio, Unidos da Tijuca, São Clemente, Mocidade e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. E nesta quinta-feira, 13, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Bateria, que ano após ano dão o tom no desfile e funcionam como o coração de uma escola na Avenida.

Tijuca segue líder no ranking de Bateria – Foto: Paulo Portilho/Riotur

A manutenção de mestre Casagrande, desde 2008 como comandante da “Pura Cadência”, deu a segurança necessária para a Unidos da Tijuca se direcionar às melhores notas nos últimos cinco anos no quesito Bateria. Ele é o cara.

Desde 2011, se aproveitando do descarte regulamentar da Liesa, que invalida a menor nota, os ritmistas de “Casão” não perderam décimos. No nosso ranking, que contabiliza todas as avaliações, a liderança não foi ameaçada, mesmo com o 0,2 ponto extraviado. 2014, 2015 e 2017 foram as três temporadas marcadas por notas 40.

1ª Tijuca – Foto: Gabriel Santos/Riotur

Rodney e Plínio, os mestres da Beija-Flor, têm, além dos ritmistas na mão, resultados expressivos para apresentar em Nilópolis. A dupla só perdeu um décimo nas Quartas-feiras de Cinzas dos últimos cinco anos, de acordo com o julgamento da Liesa, que considerada o descarte da menor nota. São 15 notas 10 em 20 possíveis. A bateria cresceu em pontos do ano passado para este, mas continuou com o vice no ranking. 0,4 ponto separa a azul e branco da Pura Cadência.

É, parece que a receita é manter o time. Beija-Flor e Salgueiro, 2ª e 3ª no ranking, são mais duas escolas que apostam na longevidade de mesmos mestres. Na “Academia”, Marcão é o cara desde 2008. Sem perder décimos há quatro anos no julgamento oficial da Liesa, a “Furiosa” é uma das referência quando o quesito é Bateria.

2ª Beija-Flor – Foto: Divulgação
3° Salgueiro – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Mestre Nilo Sérgio é outro de longa trajetória numa mesma escola. Na Portela, ele se mantém à frente dos ritmistas da “Tabajara do Samba” desde 2006. O entrosamento do exército com o comandante bota à azul e branco no pelotão de elite das baterias nas últimas cinco temporadas. Os anos de 2013 e 2016 vinham como os melhores, mas 2017 deu a sonhada nota 40, o que ajudou, e muito, na consagração do campeonato portelense.

4ª Portela – Foto: Michele Iassanori

Se os mestres experientes dão conta do recado, a nova geração tem resgatado notas em escolas com problemas nos quesito em anos anteriores. Rodrigo Explosão e Vítor Art, na Mangueira, e Lolo, da Imperatriz, mostram esse retrato, através de ótimos rendimentos em 2016 e 2017. Enquanto a dupla mangueirense conseguiu seis notas dez em oito possíveis, tirando a verde e rosa do 6° e levando para o 5° lugar, o comandante da “Swing da Leopoldina” conseguiu incríveis 80 pontos em dois anos, tirando a verde e branco do 9° e jogando para o sexto posto.

5ª Mangueira – Foto: Ricardo Pires
6° lugar – Imperatriz, de mestre Lolo – Foto: Felipe Araújo

São Clemente, Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

 

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense. E nesta quarta-feira, 12, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Alegorias e Adereços, essas criações dos carnavalescos que dão colorido e um charme todo especial aos desfiles.

Foto: Michele Iassanori
Já são oito notas dez seguidas e três anos sem perder décimos no julgamento oficial da Liesa. Não dá pra negar que os carros alegóricos da Beija-Flor são sempre um show um parte. Desde as notas baixas no ano do Boni (enredo da escola em 2014), a azul e branco aprendeu a lição e tem tido sempre um dos melhores conjuntos estéticos da Avenida. Com a suntuosidade de sempre, a representante de Nilópolis apostou no barroco em 2016 e no colorido indígena neste ano. Dois estilos diferentes, e igualmente matadores. Fiel ao estigma de ser luxuosa, a “Deusa da Passarela” honra o rótulo e é a ponteira do Ranking.

1ª Beija-Flor – Fotos: Fernando Grilli/Riotur (1 e 3) e Paulo Portilho/Riotur
Tijuca, Salgueiro e Imperatriz aparecem empatas na segunda posição com 198,6 pontos nos últimos cinco anos. A diferença se dá nos números de notas dez: 13, 8, 7, seguindo a ordem acima.

A Tijuca perdeu a liderança do ano passado para este exatamente pelo rendimento ruim em 2017, ocasionando por um acidente terrível, quando parte da segunda alegoria desabou em plena Avenida. A escola do Borel não era penalizada em Alegorias no julgamento oficial da Liesa há cinco anos. Desta vez, não teve jeito. Custou a liderança no ranking.

Os desfiles “Fama” (2013), “Gaia” (2014), e “o malandro” (2016) ainda impedem a vermelho e branco de tomar a liderança neste levantamento das alegorias e adereços. O ano de despedida do carnavalesco Renato Lage contribuiu com uma inapelável nota 40, uma perfeição que combina com a regularidade salgueirense dos últimos anos. O Salgueiro pulou de quarto para terceiro em relação a 2016. É esperar pra ver se a nova linha, sob o comando artístico de Alex de Souza, dará resultados tão expressivos como os das temporadas recentes.

Mesmo ainda fora da disputa pelos títulos, a Imperatriz tem tentado se aproximar das líderes, e os quesitos plásticos costumam dar notas competitivas à verde e branco, talvez por isso a escola não abre mão do carnavalesco Cahê Rodrigues, que segue para o sexto desfile assinado por ele na agremiação em 2018. Neste ano, as avaliações não foram das melhores, mas ainda bem superiores da época que o artista não estava, o que garante a representante de Ramos com um bom desempenho no ranking.

2ª Unidos da Tijuca – Fotos: Michele Iassanori (1 e 2) e Irapuã Jeferson

3° Salgueiro – Fotos: Michele Iassanori

4° Imperatriz – Fotos: Michele Iassanori (1 e 2) e J. Ricardo

 

“Maricá” (2014) e “Ivete” (2017) se destacam na Grande Rio quando o assunto é quesito plástico. Em alegorias esses desfiles ganharam a aprovação do júri. O carnaval do “Petróleo” (2013) e o “Baralho” ficaram devendo visualmente, na opinião dos jurados, e tornam a missão da tricolor ainda inviável de brigar de igual para igual com as melhores do ranking. Renato Lage assumiu a vaga de Fábio Ricardo para 2018. Será que a estratégia dará certo?

 

5ª Grande Rio – Fotos: Irapuã Jeferson
Portela, Mocidade, Vila Isabel, União da Ilha, Mangueira e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

Alegorias e Adereços

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense. E nesta terça-feira, 11, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Comissão de Frente, o quesito mais espetacular e surpreendente da Avenida.

Foto: Irapuã Jeferson

 

A já conhecida regularidade do Salgueiro é também uma tônica quando o assunto é comissão de frente. Há 10 anos sob o comando de Hélio Bejani, a vermelho e branco está desde 2014 gabaritando o quesito no julgamento oficial da Liesa, o que considera os descartes. As três notas dez deste ano foram suficientes para tomar a ponta do ranking, desbancando a Tijuca do topo.

 

1° Salgueiro – Fotos: Gabriel Monteiro/Riotur (1) e Michele Iassanori (2 e 3)

 

O ano de 2017 foi mesmo pra esquecer. Mesmo a sempre competente comissão de frente da Tijuca não teve grande rendimento para o júri técnico neste ano. Foram três notas 9,9, e o quesito volta a tirar décimos da escola do Borel depois de oito anos. Com Priscilla e Rodrigo – de 2010 a 2014 – e Alex Neoral – em 2015 e 2016 – a azul e amarelo passava ilesa. Mas a história mudou em 2017, e a Tijuca caiu da liderança.

 

Três anos de Priscilla Mota e Rodrigo Negri no comando, e a comissão de frente da Grande Rio deu um salto nas avaliações. Foi com a dupla que a tricolor chegou ao nível mais alto entre as escolas no quesito de abertura dos desfiles. Com pirotecnia ou com a pirotécnica presença de Ivete Sangalo, os bailarinos da agremiação de Caxias são certeza de nota boa nos últimos anos.

 

 

Fotos: Michele Iassanori (1,2 e 3) e Fat Press Liesa

 

A Beija-Flor demorou anos pra se encontrar, mas achou um porto seguro com Marcelo Misailidis. Já são três anos sem penalizações não descartadas no quesito, o que era bem comum há tempos atrás. Mas em 2014, ano de estreia dele, os jurados não aprovaram a integração da comissão com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, e as notas não foram legais. A capacidade do coreógrafo foi comprovada nos anos seguintes. Em 2016, nota 40 pra enterrar os traumas de antigamente.

 

Em 2017, a Imperatriz não conseguiu nota dez, mas renovou com a coreógrafa Claudia Mota. Nos últimos anos, a verde e branco tem mudado bastante no quesito, e sem resultado. Passaram pela escola: Alex Neoral (2013), Deborah Colker (2014 e 2016) e Fábio de Mello (2015). A manutenção da artista talvez resolva o problema a longo prazo e dê mais regularidade nas avaliações. É esperar pra ver. Mesmo sem um grande resultado na temporada, a escola de Ramos segue entre as cinco melhores no ranking.

 

Fotos: Michele Iassanori (1,2 e 4) e Tatá Barreto/Riotur

Portela, Mangueira, Mocidade, União da Ilha, Vila Isabel e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

COMISSÃO DE FRENTE

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 10, começamos a segunda edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Foto: Irapuã Jeferson

Sem dar chance às adversárias de 2013 pra cá, a Portela deixou só um décimo pra trás na caneta dos jurados. Das vinte notas dadas, 19 foram 10. Neste ano, a azul e branco voltou a tomar um 9,9 no quesito, o que não rolava há seis anos. Perdeu um décimo – que na contagem oficial foi até descartado -, mas não a liderança. No placar geral, 0,8 de frente sobre a segunda colocada. É ou não é a Majestade do Samba?

O samba da Portela de 2017 é uma composição de Samir Trindade, Elson Ramires, Neizinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, Girão e J. Sales.

Sob a voz de Gilsinho, o samba da Portela, mais uma vez, foi um dos destaques da azul e branco na Sapucaí – Foto: Michele Iassanori

Se aproveitando de um deslize do Salgueiro no quesito em 2017, a Mangueira tomou a vice-liderança em Samba-Enredo. Foram quatro notas 10 nesta temporada com uma das obras mais festejadas do ano. A verde e rosa é a escola que mantém a maior série de avaliações máximas seguidas. Já são 13. Terceira colocada no ranking, a Imperatriz vem numa boa arrancada no item nos últimos três anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016) e agora o Xingu fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco; na escola do Palácio do Samba as mulheres de Mangueira, Maria Bethânia e a pegada religiosa deram bons frutos.

Em relação ao ano passado, Imperatriz e Mangueira deixaram o Salgueiro para trás. A escola de Ramos, de quebra, anda passou a Vila Isabel, saindo de quinto para terceiro.

O samba da Mangueira de 2017 é uma composição de Lequinho, Júnior Fionda, Flavinho Horta, Gabriel Martins e Igor Leal

O samba da Imperatriz de 2017 é uma composição de Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna

Ciganerey em mais um desfile inesquecível da verde e rosa, guiado por um dos melhores sambas da safra – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur
Estreante no Especial, Arthur Franco conduziu o samba-enredo da verde e branco neste ano – Foto: Irapuã Jeferson

Segundo os jurados, o Salgueiro teve um desfile quase perfeito. A curva descendente nessa regularidade foi exatamente no samba, que vinha sendo um dos pontos fortes da Academia, como em 2014, 2015 e 2016. Cinco décimos a menos nesta temporada, e a vermelho e branco caiu de vice-líder para o quarto posto. “Fama” (enredo de 2013) ainda pesa negativamente na contagem dos pontos.

Com três desfiles frustrantes nos últimos quatro anos, a Vila Isabel tem normalmente no samba-enredo o trunfo para conseguir notas 10.  Mesmo com posições decepcionantes em 2014 (10°), 2015 (11°) e 2017 (10°), a escola sempre arruma uma avaliação máxima no quesito. Só Vila e Portela tiveram pelo menos uma nota dez em todos os anos de 2013 pra cá em Samba-Enredo.

O samba do Salgueiro de 2017 é uma composição de Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino

O samba da Vila Isabel de 2017 é uma composição de Artur das Ferragens, Gustavinho Oliveira, Danilo Garcia, Braguinha e Rafael Zimmerman

Salgueiro tem um bom retrospecto de sambas nos últimos anos – Foto: Reprodução/Internet
Igor Sorriso mais uma vez defendeu as cores e o samba-enredo da Vila Isabel em 2017 – Foto: Irapuã Jeferson

Beija-Flor, Tijuca, Mocidade, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

SAMBA-ENREDO

O ranking do Sambarazzo compreende todas as notas aferidas pelos jurados nos últimos cinco anos, não considerando os descartes regulamentares da Liesa – Fonte: Site oficial da Liesa

 

Confira a Série Ranking de Samba-Enredo em 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

Por João Paulo Saconi

A expectativa que ronda as escolhas dos sambas-enredo das agremiações do Grupo Especial e da Série A teve início nesta sexta, 26, com a Acadêmicos do Sossego e se estenderá até o dia 20 de outubro, quando a Beija-Flor encerra a temporada de eventos.

Entre as duas datas, as escolas da Marquês de Sapucaí prometem agitar suas quadras em quase todos os finais de semana que se aproximam. Compositores e torcedores podem se preparar para viver mais uma vez os momentos de apreensão que antecedem a escolha dos hinos das escolas para o próximo Carnaval.

A Grande Rio será a primeira escola do Grupo Especial a escolher seu samba. A final ocorre no próximo sábado, 3, com a presença de Ivete Sangalo, a grande homenageada, na quadra da escola | Foto: Diego Mendes/Divulgação

Para que os leitores possam se organizar e acompanhar os detalhes de cada uma das finais de samba para 2017, o Sambarazzo disponibiliza abaixo um calendário com as datas em que as 26 escolas escolherão o samba-enredo que levarão para a Avenida no ano que vem. Confira!

Por Redação

Terminado o Carnaval, e todas as escolas de samba, menos a grande campeã, querem saber: “Onde foi que eu errei?”.

Com as justificativas dos jurados, divulgadas normalmente de quatro a cinco semanas após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

portela-sambaenredo-capa
Foto: Michele Iassanori

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mau aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos. E nesta segunda-feira, 4, começamos a série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Sem dar chance às adversárias de 2012 pra cá, a Portela simplesmente não deixou um décimo pra trás na caneta de algum jurado. Todas as 20 notas dadas à azul e branco foram máximas. No placar geral, 1,2 ponto de frente sobre a segunda colocada. É ou não é a Majestade do Samba?

gilsinho

Wantuir Oliveira
Na Avenida, Gilsinho e Wantuir fizeram uma parceria capaz de elevar o samba-enredo de 2016 da Portela como um dos melhores do ano – Fotos: Michele Iassanori

Os enredos “Fama” e “Cuiabá – um paraíso no centro da América”, ambos em 2013, não fizeram tão bem ao Salgueiro e à Mangueira no quesito. Foi naquela temporada que as duas escolas da Zona Norte carioca não tiveram uma nota dez sequer. Mas, de três anos pra cá, a dupla se deu bem. A verde e rosa, por exemplo, nos últimos dois carnavais não sabe o que é uma avaliação menor que 10.

serginho do porto

 

ciganerey-capa-desfile
Os carros de som do Salgueiro e da Mangueira interpretaram dois sambões nota 40 neste ano – Fotos: Irapuã Jeferson e Rogério Domingues

Vila Isabel e Imperatriz receberam as boas energias africanas para ganhar notas 40. Em 2012, a azul e branco do bairro de Noel Rosa exaltou Angola e tirou onda com a mistura de Semba e Samba. E a verde e branco de Ramos, em 2015, aproveitou-se da liberdade, abriu as asas e voou para a avaliação máxima do júri.

Igor Sorriso frevo

Marquinhos intérprete oficial Imperatriz Carnaval 2016_Foto Michele Iassanori
Vila Isabel e Imperatriz contaram com ótimas notas no quesito Samba-Enredo em 2016, sob as vozes de Igor Sorriso e Marquinhos Art´Samba, respectivamente – Fotos: Rafael Arantes e Michele Iassanori

Beija-Flor, Tijuca, Mocidade, União da Ilha, Grande Rio e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Confira:

sambaenredo imagem

sambaenredo tabela
O ranking do Sambarazzo considerou todas as notas aferidas pelos jurados nos últimos cinco anos, declinando, portanto, dos descartes – Fonte: Site oficial da Liesa

Por -

Por Luiz Felippe Reis

“Ih, isso não vai prestar!”. “Vai dar ruim!”. “Quero ver até quando vai durar!”. Esses são os típicos comentários que ganham força quando dois cantores oficiais de peso acabam forçados a dividir o microfone principal do carro de som de uma escola de samba. Mas Wander Pires e Wantuir frustraram os palpiteiros mais pessimistas e têm hoje, na Portela, uma das mais sólidas parcerias do Carnaval.

Wantuir e Wander
Amigo é coisa pra se guardar… em cima do palco! União de Wander Pires e Wantuir foi parar até na Beija-Flor – Foto: Divulgação/ Rodrigo Mesquita

A história de cumplicidade dos intérpretes ganhou mais um capítulo na última sexta-feira, 9, quando a Beija-Flor escolheu o samba que servirá de trilha sonora para o enredo “Mineirinho genial! Nova Lima – cidade natal. Marquês de Sapucaí– o poeta imortal”. As vozes que deram vida ao samba da parceria de Marcelo Guimarães – campeã na disputa -, foram da dupla dinâmica da Portela, batizada pelos próprios cantores de “Wan-Wan”.

Quem chegou primeiro na equipe de Marcelo Guimarães, Sidney de Pilares, Manolo, Jorginho Moreira, Kirraizinho e Diogo Rosa foi Wander Pires, que se encarregou de convocar o amigo Wantuir para ajudá-lo na competição de samba-enredo da atual vencedora do Carnaval.

– O convidei pra cantar comigo na Beija-Flor porque ele é um cantor incrível, dos melhores do Carnaval, sem dúvidas. Falei com os compositores, e eles toparam na hora. Wantuir é uma pessoa maravilhosa, um amigo de um caráter muito acima da média. Ele me recebeu muito bem na Portela, e temos uma ótima relação hoje. É fantástico dividir essa parceria com ele, espero que dure por alguns anos – deseja Wander, que tem passagens por oito escolas do Carnaval do Rio, em 21 anos de Sapucaí.

wantuir e wander pires 3
“Cumplicidade e sinceridade”. Com essas palavras, Wander Pires enaltece o amigo Wantuir – Foto: Felipe Araújo

Entrosadíssimos, os dois parecem que não jogam para a galera nessa história. A ótima relação deles fica cristalina nas palavras de Wantuir, que, ao final de 2014, quando Wander Pires estava sem escola, o aceitou de braços abertos na representante de Madureira no Grupo Especial.

– O Wander não tem muitos amigos no Carnaval. E eu sou um dos amigos dele. Eu tinha que recebê-lo bem na Portela. Não seria eu a negar a ele o direito de continuar trabalhando no Carnaval, até porque, além de ser um amigo, é um trabalhador, um guerreiro, um pai de família e grande intérprete. E essa ótima relação que temos ajuda no trabalho final – frisa Wantuir, que se prepara para o terceiro desfile seguido defendendo o azul e branco portelense.

Wantuir e Wander 2
“Sou um dos poucos amigos que o Wander tem no Carnaval”, diz Wantuir – Foto: PH

A dupla “Wan-Wan” será ativada novamente na final de samba-enredo da Portela, que será realizada na próxima sexta-feira, 16, na quadra da maior campeã do Carnaval, localizada na Rua Clara Nunes, 81, no bairro de Madureira, Zona Norte carioca.