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São Clemente

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Por Redação

Na matemática, insistem que a ordem dos fatores não altera o produto. Mas quando o assunto é desfile de escola de samba, não há quem defenda a teoria. Todas têm sua preferência. E um dos eventos mais aguardados da temporada pré-carnavalesca é justamente o sorteio que define a sequência de apresentação das agremiações no Sambódromo. A ordem do Carnaval 2019 será conhecida na noite desta terça-feira, 17, quando a Liga Independente das Escolas de Samba promove o sorteio que encerra o assunto.

O evento, restrito a convidados e imprensa, vai acontecer na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio. Este ano, em virtude do não rebaixamento de Grande Rio e Império Serrano, quatro escolas não participarão do sorteio e já têm definidas a posição de desfile.

Numa plenária na sede da liga, no início do mês, foi acertado que as duas últimas colocadas de 2018, justamente Império Serrano e Grande Rio, e a campeã da Série A, Unidos do Viradouro, ficariam com as três primeiras posições de Domingo de Carnaval. O Império abre o desfile, seguido de Viradouro e Grande Rio. Já na segunda noite reservada à elite da festa, a São Clemente dará início aos trabalhos.

A Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, sedia hoje o sorteio da ordem de desfiles das escolas de samba para o Carnaval 2019 | Fotos: Reprodução/Internet e Leonardo Queiroz

Novidade

Além da prévia definição anunciada, neste ano não haverá o tradicional sistema de pares entre as escolas. As bolas sorteadas definirão os dias de desfile das agremiações. Ou seja, quem tirar números de 1 a 4 desfila obrigatoriamente no domingo. As bolas de 5 a 10 determinam as desfilantes de segunda. Um outro sorteio, na sequência, vai definir as posições dentro de cada dia.

Os desfiles do Grupo Especial estão marcados para os dias 3 e 4 de março de 2019.

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Por Redação

Cheia de críticas para distribuir Sapucaí afora, a São Clemente vai reeditar em 2019 o tema que rendeu à escola sua melhor colocação no Grupo Especial: o 6º lugar, em 1990. O enredo intitulado “E o samba sambou…” ganhará nova roupagem pelas mãos do carnavalesco Jorge Silveira, autor da sinopse lançada pela agremiação neste domingo, 10.

A amarelo e preto da Zona Sul promete ironizar as viradas de mesa nos resultados do Carnaval, a transmissão televisiva do espetáculo, as rainhas de bateria que pagam para desfilar, os sambas de escritório, entre outras polêmicas. Nem o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, já satirizado pela Mangueira, deve escapar da mira clementiana no ano que vem.

O presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, contou que a ideia da reedição nasceu antes mesmo do desfile deste ano, num bate-papo entre ele, o irmão Roberto Almeida Gomes (vice-presidente da São Clemente) e o carnavalesco. Mesmo com a alfinetada a Crivella, a proposta é fugir dos “temas políticos” que permearam os desfiles da Beija-Flor e da Paraíso do Tuiuti, as duas primeiras colocadas em 2018.

— O brasileiro já está muito magoado com a política. Queremos algo alegre, que valorize o Carnaval e o sambista. Nenhum político é merecedor de nada. Já estamos nas mãos deles, não temos que dar mais cartaz.  Nosso enredo tem tom de deboche, como pede a festa. É um verdadeiro resgate do estilo São Clemente, do que construímos em nossa história — afirmou Renatinho, que já colocou a escola para bater panelas contra a corrupção num enredo sobre palhaços, desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães.

Irreverência a perder de vista! Enredo da São Clemente para 2019 (logo oficial acima) não deixa pedra sobre pedra no mundo do Carnaval. Escolha foi do presidente Renatinho (foto), do irmão Roberto Almeida Gomes e do carnavalesco Jorge Silveira  | Foto: Rafael Arantes/Divulgação

Resultados do Carnaval na berlinda

Uma das críticas mais expressivas feitas pelo enredo da São Clemente remete às viradas de mesa nos resultados do concurso promovido pela Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa. Nos últimos dois anos, a instituição resolveu não rebaixar escolas para a Série A do Carnaval carioca. Em 2017, acidentes envolvendo alegorias da Unidos da Tijuca e da Paraíso do Tuiuti foram o motivo e a Mocidade foi a única agremiação a votar contra o não-rebaixamento. Um ano depois,  alegando o mesmo motivo após ser rebaixada por problemas com uma alegoria, a Grande Rio liderou um movimento para que ela e o Império Serrano ficassem no Especial.

A permanência, decidida em plenária da Liga, contou com o apoio de 12 das 14 escolas votantes, inclusive da São Clemente e de ofícios assinados pelo prefeito Crivella e pelo governador Luiz Fernando Pezão. O presidente de honra da Grande Rio, Helinho de Oliveira, disse em entrevista ao vivo ao Sambarazzo que “Quem tem amigo não morre pagão!”, em referência à ajuda prestada pelos votos das coirmãs. A frase do dirigente repercutiu amplamente nas redes sociais e acabou citada na sinopse da São Clemente.

“No jogo do amor e do samba não tem regras: ou se tem, depende. Cartas na mesa, mesa virada. E o amor ao samba? Ah, camarada… Tudo tem seu preço e seu apreço. Quem tem padrinho não morre pagão! O brado retumbante de 90 ecoou com tanta força que se fez profecia: E o Samba Sambou…”, diz o trecho de abertura do texto.

Pivô do rebaixamento, alegoria quebrou na concentração e atrapalhou desfile da Grande Rio. Após o resultado, o carro virou protagonista no debate para confirmar ou não o rebaixamento de duas escolas | Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Sem perdão a Crivella

Por não ter cumprido, em duas ocasiões diferentes, o ritual de entrega das chaves da cidade ao Rei Momo e à corte carnavalesca, o prefeito Marcelo Crivella também foi mencionado pela São Clemente na nova sinopse de “E o samba sambou…”. Ainda que o nome da autoridade não tenha sido incluído no texto, não é difícil identificar a referência ao episódio bastante conhecido do povo carioca e chamado de “pecado mortal” pela escola.

“Já começa errado quando a autoridade não reconhece que no carnaval quem manda é Momo! Não entregar a chave a Sua Majestade é um pecado mortal pros súditos da folia”, diz outro trecho da sinopse.

Após não ter aparecido no evento em 2017, o prefeito Marcelo Crivella até participou da solenidade este ano. Mas foi das mãos de Marcelo Alves, presidente da empresa pública de turismo (Riotur), que o Rei Momo recebeu as chaves da cidade | Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Não poupou ninguém! Excesso de credenciais, festa nos camarotes, gringos e famosos não escaparam

A lista é longa. Excesso de credenciais ao Sambódromo e à pista de desfile cedidas a “aspones”; ritmos sertanejo e eletrônico ecoando dos camarotes; gringos aos montes ocupando as arquibancadas; famosos que roubam o foco dos sambistas; e a transmissão da TV Globo, chamada na sinopse de “toda poderosa”, que fez com que as escolas precisassem diminuir o número de alegorias e o tempo de desfile desde o ano passado.  Nada disso escapou do radar da São Clemente, que tenta dar conta de quase todas as controvérsias que envolvem os desfiles na atualidade, assim como fez em 1990. Na época, a escola criticou a perda das tradições por causa da dança das cadeiras entre profissionais do samba e do ego de carnavalescos, destaques e dirigentes.

A TV,  que já foi protagonista do enredo  de 2013 da São Clemente sobre as novelas, será ironizada por conta da transmissão dos desfiles das escolas de samba feita pela TV Globo desde a década de 1970 | Foto: Tata Barreto/Riotur

No ano que vem, ao criticar até os sambas-enredo de escritório (em geral, obras assinadas pelos mesmos compositores que concorrem em concursos de diferentes agremiações ao mesmo tempo), a São Clemente desfilará com a mesma trilha sonora de 28 anos atrás, composta por Helinho 107, Mais Velho, Nino e Chocolate.

Confira abaixo o samba que a São Clemente levou para a Sapucaí em 1990!

Leia também a íntegra da sinopse da São Clemente para 2019:

E o Samba Sambou.

No jogo do amor e do samba não tem regras: ou se tem, depende. Cartas na mesa, mesa virada. E o amor ao samba? Ah, camarada… Tudo tem seu preço e seu apreço. Quem tem padrinho não morre pagão! O brado retumbante de 90 ecoou com tanta força que se fez profecia: E o Samba Sambou…

Da mesma forma que disse em 90, não sou dono da verdade. Também cometi meus pecados. A mesa virada tem lá minha digital. Assumida. Mas peixe pequeno frita mais rápido que peixe graúdo. Tá dado meu recado. Porém, jocoso que sou, faço piada de mim mesmo. Aliás, tenho isso correndo nas veias: meu DNA foi construído apontando o dedo em riste e sambando na cara da sociedade. Meu histórico me credencia. Basta olhar meu manancial.

Esse de 90 tem um molho especial. Nunca antes na história dessa república se fez tão necessário reviver esse discurso. O planeta samba virou de ponta cabeça, inverteu a ordem, subverteu a lógica. Infelizmente, tudo que foi dito, de fato aconteceu (quiçá piorou!). E não tem jeito, tá na minha raiz primeira. No meio desse turbilhão, eu não podia faltar ao enfrentamento. Já que o recado não foi ouvido da outra vez, vamos novamente ser “fieis” à nossa conduta e largar o chumbo grosso!

Luz, câmera, negociação: tá no ar mais um espetáculo na tela. É fantástico! O sambista dá lugar a vedete da internet, que usa o GRES para ser manchete. Uma aparelhagem tecnológica digna de cinema ganha mais importância que o gingado generoso da mulata. Não tem jeito: virou Hollywood isso aqui. Mil artistas de verdade, que riscam o chão com sua herança, tem menos espaço na lente da câmera que atriz/apresentadora/promoter. Que sacanagem…

Já começa errado quando a autoridade não reconhece que no carnaval quem manda é Momo! Não entregar a chave a Sua Majestade é um pecado mortal pros súditos da folia. Na pista, ganha o interesse: nossos símbolos culturais são substituídos pelo estrangeirismo barato. E como tem gringo no samba! Camarada, você não imagina o poder de uma credencial: é tanto aspone na avenida que parece que tem duas escolas desfilando ao mesmo tempo. No ritmo do samba moderno, uma correria contra o relógio; um verdadeiro “coopersamba”! E o povão…? É, esse ficou de fora da jogada. Nem lugar na arquibancada ele tem mais pra ficar. A grana entope os camarotes de sertanejo, música eletrônica e de todo tipo de som, menos o próprio dono da festa: o samba. Que mico minha gente… Olha o que o dinheiro faz!

E por falar na grana, hoje a rainha paga pra sambar. Um verdadeiro dote de privilégios. Cadê as meninas da comunidade riscando o asfalto? Tudo tem seu preço e seu apreço camarada… elas fazem tudo para aparecer na tela da TV, no meio desse povo! E a mídia “toda poderosa” controla tudo a seu bel prazer. Até mesmo a opinião pode ser comprada! Como não? Até o samba é dirigido com sabor comercial. Tem que ser registrado, carimbado, protocolado no escritório: uma verdadeira exportadora de “bois-com-abóbora”.

E o samba vai se vendendo às vaidades, sendo usado como plataforma pra fulano, beltrano e quem mais quiser seus 15 minutos de fama. Que covardia… Carnavalescos e destaques vaidosos transformam a Sapucaí num verdadeiro ringue aos seus insaciáveis egos. E o samba vai perdendo a tradição…

Mas eu sempre avisei. Eu sempre falei. E você sabe disso: o boi voou e denunciou a roubalheira, a galhofa, a bandalheira. Era profecia de uma chacota nacional. Eu, pequenino, quase rodei esse ano, triste feito um cão sem dono. Mas como “quem casa quer casa”, tô apaixonado pelo lugar que conquistei. “Não adianta jogar água malandragem”, “eu mato a saúva antes dela me matar”.

Temos que cuidar do samba. Segurar essa mesa no lugar. Caso contrário, nem povão na arquibancada vamos ter mais pra nos aguardar, afinal “Quem avisa amigo é”.

Temos que segurar firme essa onda. Pelo amor que temos ao samba, vamos preservar esse “antigo reduto de bambas”, para que as gerações futuras possam ainda curtir o verdadeiro samba.”

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Por Redação

A São Clemente começou a soltar dicas do seu enredo para 2019 nas redes sociais. A agremiação da Zona Sul vem postando fotos com os dizeres “Olha a crítica” junto com imagens de desfiles antigos. Há reportagens sobre o desfile de 1990 da escola, cujo tema era “E o samba sambou”, e o de 1987, “ Capitães do asfalto”.

Escola postou montagem nas redes sociais – Foto: Reprodução Instagram

O carnavalesco Jorge Silveira confirmou que a preto e amarelo fará um enredo crítico, mas não deu detalhes de como será o desenvolvimento.

– Nenhum carnavalesco é maior que o pavilhão que ele defende. A escola de samba tem alma, essência. Acredito que a função principal de qualquer artista é saber ler a alma da instituição que ele representa. Tenho total liberdade por parte da diretoria da São Clemente pra escolher o caminho narrativo. Em comum acordo, temos certeza de que é hora da escola recuperar a sua marca principal no cenário do Carnaval carioca: a crítica. O trabalho de 2019 tem a missão de resgatar essa essência. O DNA da escola vai falar mais alto – revelou o carnavalesco, que irá para o segundo ano na agremiação.

No histórico da temática crítica, a São Clemente passou pela Marquês de Sapucaí com enredos sobre pobreza, violência e corrupção, entre outros. Dos mais marcantes, “E o samba sambou” (1990), “Made in Brazil, yes nós temos banana” (1989), “Capitães do Asfalto” (1987) e “Boi voador sobre o Recife – Cordel da galhofa nacional” (2004).

O anúncio oficial da ideia pra 2019 será no dia 10 de junho, às 19h. A São Clemente vai divulgar um vídeo explicando o tema.

*Foto de capa: Rafael Arantes / Divulgação

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A São Clemente apresentou neste domingo, 13, durante uma feijoada, seus reforços para o Carnaval 2019.  O cantor Bruno Ribas, o coreógrafo Junior Scapin e a porta-bandeira Giovanna Justo foram as sensações da tarde. Ao lado do intérprete Leozinho Nunes, Ribas defendeu pela primeira vez o microfone principal da agremiação da Zona Sul.

– É uma tarde mais que especial pra São Clemente. Sei da importância que tem esse domingo das mães e, mesmo assim, ver a quadra cheia, com esses grandes amigos prestigiando nossa nova equipe, é muito bacana. Sabemos a força da nossa equipe, mas reforços são sempre bem-vindos. Espero, de coração, que todos se sintam totalmente em casa pra trabalhar aqui – disse o presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho.

Bruno Ribas cantará ao lado de Leozinho Nunes – Foto: Rafael Arantes / Divulgação
Conheça a equipe da São Clemente para o Carnaval 2019:
Presidente: Renato Almeida Gomes
Vice-presidente: Roberto Gomes
Carnavalesco: Jorge Silveira
Diretor Artístico: Tiago Martins
Coreógrafo: Junior Scapin
Intérpretes: Leozinho Nunes e Bruno Ribas
Mestre de Bateria: Caliquinho
Rainha de Bateria: Raphaela Gomes
Diretores de Passistas: Rafael Jhonson e Juliana Moraes
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Fabricio e Giovanna
2º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Tchetchelo e Bárbara
*foto da capa: Rafael Arantes / Divulgação

 

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Depois de perder 0,6 décimos em comissão de frente no último desfile, a São Clemente resolveu apostar em Júnior Scapin para comandar o quesito em 2019. O coreógrafo já está trabalhando junto com o carnavalesco Jorge Silveira para buscar a tão sonhada nota máxima. Para isso, Scapin enalteceu o tempo que terá de quase um ano para poder elaborar a coreografia oficial.

Scapin está animado com o projeto da São Clemente para 2019 – Foto: Rafael Arantes / Divulgação

– É muito bom quando uma escola importante valoriza o profissional desde a abordagem até a concretização de uma proposta. O Renatinho é um presidente muito acessível e presente na vida dos seus funcionários. Sempre achei a São Clemente uma escola estruturada e de família. Estou lisonjeado em fazer parte desse time. Acredito que tudo que começa certo tende a chegar ao sucesso, ainda mais com o empenho da diretoria em realizar um projeto vitorioso para a comissão. É o início de uma grande parceria, tenho certeza disso – completou Scapin, que defendeu o Império Serrano no último Carnaval.

A mudança na estratégia partiu diretamente do presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, que aposta todas as fichas no talento do novo coreógrafo para ter na comissão de frente uma abertura impactante na Sapucaí.

– Em 2018 tivemos uma situação atípica, acabamos deixando os trabalhos da comissão para um período muito apertado. Desta vez a ideia foi totalmente o contrário. Acertamos a vinda do Scapin, que é um dos grandes nomes da nova geração dos coreógrafos, e daremos a ele o ano inteiro para trabalhar com tranquilidade. Uma comissão imponente é o primeiro passo para um desfile de peso – disse o presidente.

A São Clemente apresentará oficialmente sua nova equipe na feijoada de Dia das Mães, que será realizada no dia 13 de maio, a partir das 13h.

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Ainda falta quase um ano para os desfiles das escolas de samba de 2019, mas já tem casal de mestre-sala e porta-bandeira ensaiando para conseguir o tão sonhado 40 pontos. O novo casal da São Clemente, Fabricio Pires e Giovanna Justo, iniciou na noite da última terça-feira, 3, as aulas para a próxima temporada. Este será o retorno de Giovanna ao Carnaval, após uma temporada afastada. Por isso, ela disse não está poupando esforços para fazer bonito em seu reencontro com a Sapucaí.

Giovanna formará par inédito com Fabricio na São Clemente – Foto: Rafael Arantes / Divulgação

– Falar que estou feliz chega a ser redundante, mas esse é um momento muito especial pra mim. Desde o momento do convite do presidente Renatinho, o primeiro contato com o Fabricio foi para acertarmos que não perderíamos tempo para trabalhar. Resolvemos começar cedo sim, mas pra fazer um trabalho muito coeso, pra ficar na história da São Clemente e das nossas carreiras – disse a porta-bandeira.

Para receber a nova parceira, Fabricio não deixou de lado a elegância e a determinação que já se transformou em característica principal do mestre-sala. O sexto ano consecutivo junto ao pavilhão principal da escola da Zona Sul é uma das grandes apostas do sambista.

Fabricio e Giovanna terão onze meses para ensaiar – Foto: Rafael Arantes / Divulgação

– Tenho uma relação muito bacana com a São Clemente. Com a Giovanna, não será diferente. A gente tem um carinho, um apoio muito grande aqui. Teremos onze meses de ensaio, onze meses para construir uma relação muito importante – completou Fabricio.

O início dos ensaios da dupla ocorreu no Centro Cultural da São Clemente, na Zona Sul do Rio. A programação do casal é realizar a preparação em mais quatro etapas, entre quadra, treinos na praia, Sambódromo e um local inédito na logística da agremiação.

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A São Clemente vai contar com mais um integrante em seu carro de som para o desfile do ano que vem. Bruno Ribas acertou sua chegada à escola da Zona Sul, onde irá fazer uma participação especial ao lado do intérprete Leozinho Nunes. A ida para a agremiação de Botafogo marca o retorno de Ribas ao Carnaval do Rio após dois anos na escola paulista Tom Maior, onde permanece no posto de intérprete oficial em 2019.

Bruno Ribas é da São Clemente – Foto: Rafael Arantes/Divulgação

– Só tenho a comemorar esse acerto com a São Clemente. O presidente Renato (Almeida Gomes) é um grande amigo e está preparando um projeto muito importante para a escola. É um ano de mostrar ainda mais a força dessa agremiação tão tradicional. Voltar à Sapucaí num momento como esse é motivo de muita alegria pra mim – conta Bruno Ribas.

A contratação do profissional faz parte de uma série de apostas da diretoria da São Clemente visando um desfile mais competitivo. Além do intérprete, o coreógrafo Junior Scapin e a porta-bandeira Giovanna Justo foram as aquisições recém-anunciadas. Em breve, a escola ainda vai divulgar o novo departamento de carnaval, que coordenará os setores de harmonia e evolução. A nova equipe será apresentada oficialmente durante a primeira feijoada na temporada, marcada para o dia 13 de maio.

Após iniciar a carreira no carro de som da Estácio de Sá, Bruno Ribas foi a revelação do Carnaval 2004 pela então Inocentes da Baixada – hoje Inocentes de Belford Roxo -, atraindo rapidamente a atenção das escolas do Grupo Especial. Em 2005, ele estreou na elite pela Portela, passou por Grande Rio, Mocidade, Unidos da Tijuca – onde foi bicampeão (2010 e 2012) -, e voltou pra Mocidade em 2014, sendo dispensado em 2016. Fora do Rio de Janeiro, ele passou pelos carnavais de Uruguaiana, São Paulo, Guaratinguetá, Porto Alegre e Espírito Santo.

Outra escola de samba do Carnaval do Rio de Janeiro, o Império Serrano, chegou a procurar o experiente cantor, mas a negociação não prosperou. O intérprete já havia selado o destino dele por aqui na Cidade Maravilhosa. Melhor pra São Clemente, que ganha um importante reforço na equipe do próximo desfile.

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É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal-aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018. E nesta quarta-feira, 28, começamos a terceira edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Mangueira tem o melhor rendimento no Samba-Enredo nos últimos cinco anos – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Pela primeira vez desde que levantamos os dados, a Portela não é a primeira colocada. O samba de 2018 deixou de seguir a tendência de gabaritar, enquanto a Mangueira persistiu implacável com uma sequência de 17 notas dez e tomou a ponta. De uma só vez, a verde e rosa se livrou das notas ruins de 2013, teve 40 pontos nesta temporada e contou com o deslize da águia pra virar a líder em Samba-Enredo, recuperando uma diferença que era de 0,8 (oito décimos).

Ciganerey e Péricles defenderam o samba da Mangueira na Sapucaí – Fotos: Irapuã Jeferson e Dhavid Normando/Riotur

Uma das fortalezas no caminho portelense, o Samba-Enredo da escola não gabaritou pela primeira vez em seis anos. As leves despontuações tiraram da águia a liderança no ranking, mas não a certeza de que o quesito segue como ponto alto da azul e branco na briga pelos campeonatos.

Firme no terceiro lugar vem o Salgueiro, que, apesar de ter perdido décimos importantes – até decisivos – no quesito nos últimos anos, tem boas notas no geral e observa a liderança de Mangueira e Portela não tão distante. O novo levantamento deu à Academia um saldo de positivo de 0,6 (seis décimos), graças a exclusão do ano de 2013 – o pior recente – e as duas notas dez de 2018.

Quarta colocada no ranking, a Imperatriz tem uma boa arrancada no item nos últimos quatro anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016), Xingu (2017) e Museu Nacional (2018) fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco.

Pela primeira vez entre as cinco primeiras aparece a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já são sete notas dez seguidas, rendimento inferior só a da Mangueira nas duas temporadas mais atuais. Os sambões de 2017 e 2018 fizeram a verde e branco ultrapassar concorrentes como a Vila Isabel, a Beija-Flor e a Unidos da Tijuca. Eis a escola que mais cresceu no quesito de um ano pra cá. Também, pudera, levou até Estandarte de Ouro – prêmio do Jornal O Globo – no Carnaval que passou.

Vila Isabel, Beija-Flor, Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Tuiuti, Império Serrano e Viradouro não são inspecionadas no ranking, porque não estiveram em todas as edições do Grupo Especial nas últimas cinco temporadas.

 

Levantamento do ano passado, considerando os carnavais de 2013 a 2017:

Série Ranking! Samba-Enredo: as melhores e piores nos últimos 5 anos

Levantamento do ano retrasado, considerando os carnavais de 2012 a 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

 

 

 

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A São Clemente está pronta para novos voos no Carnaval 2019. A escola da Zona Sul acertou a chegada de Junior Scapin para ser o novo líder da comissão de frente e da experiente porta-bandeira Giovanna Justo para compor a equipe rumo ao próximo desfile.

O coreógrafo Júnior Scapin e a porta-bandeira Giovanna Justo são da São Clemente pra 2019 – Foto: Divulgação

As contratações foram acertadas na tarde desta quarta-feira, 28, um dia após oficializar o desligamento da porta-bandeira Amanda Poblete e a realocação do coreógrafo Kiko Guarabyra, agora no comando dos setores coreográficos das alegorias. Junior Scapin chega na escola da Zona Sul depois de assinar as comissões de frente do Império da Tijuca, na Série A, e do Império Serrano, no Grupo Especial, em 2018. Além dos trabalhos no Carnaval, o artista é coreógrafo da TV Globo desde 2010.

– Já observamos o trabalho do Junior há algum tempo e, desta vez, tivemos a felicidade de acertar esse casamento. É um artista talentosíssimo, um dos grandes nomes dessa nova geração de coreógrafos, e que provou isso em diversos trabalhos que já apresentou na Sapucaí. Estamos muito felizes – disse o presidente da escola, Renatinho.

Para o posto de primeira porta-bandeira, a experiente Giovanna Justo é o nome da vez. A dançarina chega para fazer par com Fabrício Pires, na escola desde o Carnaval 2013. A veterana volta às atividades após um ano dedicada à vida pessoal e é uma das grandes apostas da representante da Zona Sul.

– O talento da Giovanna é indiscutível. É um dos maiores nomes quando falamos em porta-bandeira no nosso Carnaval. A experiência dela vai somar muito ao lado do Fabrício, que é uma das nossas referências dentro da escola. Ele vai para sétimo ano conosco e, agora, ao lado de uma companheira que tem essa vasta trajetória assim como ele. É uma aposta por um estilo realmente mais clássico da dança – completou o dirigente.

Parte do time da São Clemente pra 2019: o coreógrafo Júnior Scapin, o diretor artístico Tiago Martins, a porta-bandeira Giovanna Justo, o mestre-sala Fabrício Pires e o mestre Caliquinho – Foto: Divulgação

Além de Fabricio e Giovanna ao lado do pavilhão principal, a São Clemente optou por Tchechelo e Bárbara Falcão para formarem o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira.

O carnavalesco Jorge Silveira, o diretor artístico Tiago Martins e o mestre de bateria Caliquinho tiveram seus contratos renovados para 2019. A São Clemente anunciará em breve um novo Departamento de Carnaval, que ficará responsável pelos setores de harmonia e evolução da escola. O intérprete Leozinho Nunes também permanece na agremiação.

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Livre do rebaixamento por apenas um décimo, a São Clemente deixou o Carnaval 2018 decepcionada. Na tarde desta terça-feira, 27, a escola decidiu pelas primeiras mudanças pra que 2019 seja bem diferente: a porta-bandeira Amanda Poblete não integra mais o time que veste preto e amarelo. O coreógrafo de comissão de frente Kiko Guarabyra não comanda mais o quesito de abertura dos desfiles, ele foi realocado para liderar as coreografias das alegorias.

Porta-bandeira Amanda Poblete deixa a São Clemente – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur
Estreante, Kiko Guarabyra não comanda mais a comissão de frente da São Clemente – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Aos 20 anos, Amanda é a dançarina mais jovem do Grupo Especial. Após carreira meteórica na Série A pela Renascer, Amanda teve a primeira grande chance na Vila Isabel em 2017, mas acabou dispensada. Nesta temporada ela formou par com o mestre-sala Fabrício Pires. Kiko estreou liderando uma comissão de frente em 2018, e ele ousou com a proposta de usar um telão como uma tela de pintura em plena Avenida.

Em frente à segunda cabine de jurados, o telão, grande efeito da comissão de Kiko, apagou e tirou um pouco do brilho da apresentação – Foto: Michele Iassanori

9,8; 9,9; 9,9 e 9,7 foram as notas do casal da São Clemente, a mais baixa avaliação do Grupo Especial no quesito. Na comissão de Kiko, a escola levou três 9,8 e um 9,7, também a menor nota – ao lado do Império Serrano – dentre todas as agremiações da elite.

Também foram dispensados o segundo mestre-sala Anderson e a segunda porta-bandeira Érica.

A escola também anunciou mudanças no departamento de harmonia. Na página oficial, a São Clemente informou que terá um departamento de carnaval que vai unificar os trabalhos junto aos segmentos.

 

 

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Segunda a desfilar neste Domingo de Carnaval, a São Clemente contou histórias sobre os 200 anos da Escola de Belas artes, enredo assinado pelo carnavalesco Jorge Silveira. Quem ficou orgulhoso mesmo foi o presidente da escola, Renato Almeida Gomes, o Renatinho.

Pro dirigente, foi o maior desfile da história da escola de samba:

-Maior desfile de nossa vida – comentou Renato, que em entrevista à TV Globo foi além e chegou a dizer que foi o carnaval mais caro que a escola já produziu.

Desfile da São Clemente deixou presidente empolgado – Foto: Irapuã Jeferson

“Academicamente Popular”, título do enredo, deixa claro a tentativa do carnavalesco em popularizar um tema erudito, que versa sobre artes plásticas e a EBA, celeiro de carnavalescos e origem do próprio Jorge Silveira.

Confira outras fotos:

 

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“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

Por Luiz Felippe Reis

Na noite desta quarta-feira, 3, já sem o calor dos ensaios técnicos tradicionais do mês de janeiro, a Sapucaí recebeu uma chuva de verão anunciando tempo aberto para as 13 baterias do Grupo Especial. O Sambódromo serviu de palco para ritmistas e outros segmentos acertarem os últimos detalhes para o “Encontro do Samba”, evento realizado pela prefeitura do Rio no próximo sábado, 6, na orla de Copacabana, maior cartão-postal da Cidade Maravilhosa.

Casais de mestre-sala e porta-bandeira também participaram do treino na Avenida – Foto: Irapuã Jeferson

Cerca de 70 ritmistas, passistas e primeiros e segundos casais de cada escola estiveram na Avenida, todos eles sem plateia – que pena -, mas mantendo a batida, o samba no pé e o bailado em dia. Mesmo não cumprindo a função técnica dos ensaios da Sapucaí, o “Encontro do Samba” tá ganhando ares de um substituto à altura pros mais saudosos dos treinos gratuitos. Os mestres de bateria, por exemplo, tão se amarrando na ideia.

– Vai parecer um ensaio técnico, a ideia foi legal – disse Nilo Sérgio, líder da “Tabajara do Samba”, a bateria portelense.

Essa história de lembrar um pouco dos ensaios técnicos, que por 15 anos e até 2017 movimentaram o verão carioca, também cativa os mestres Chuvisco, da Vila, Rodney, da Beija-Flor, e Rodrigo Explosão da Mangueira:

– A gente vai fazer um dia de alegria em Copacabana. Lá vai ser um evento pro povo, como era o ensaio técnico. Vamos com tudo, vai ser uma grande festa – disseram.

Baterias ensaiaram para o “Encontro do Samba”, super evento marcado para o próximo sábado, dia 6 – Fotos: Irapuã Jeferson

Na mesma vibe, tá o mestre da Unidos da Tijuca, Casagrande, que pretende trabalhar um pouco mais em cima do andamento da bateria pro dia do evento. É que na orla os ritmistas vão acompanhar sambas gravados num ritmo bem mais cadenciado que o normal.

– Iniciativa muito boa. Você juntar 840 ritmistas tocando sambas antológicos, a ideia é fora de série. É um momento difícil pra todas as escolas. Os ritmistas hoje em dia não estão acostumados a tocar nesse andamento. Tem muita coisa pra acertar ainda – adiantou o comandante da “Pura Cadência”.

Mestre Dudu, campeão pela Mocidade em 2017, aproveita a valorização aos ritmistas que o evento vai gerar pra puxar sardinha pra classe que forma o coração das escolas de samba.

– É histórico. Esse evento é pra mostrar a força da bateria. Ninguém quer brigar, mas tem que ver a gente com bons olhos. Os ritmistas, a gente costuma dizer, são os primeiros a chegar na quadra e os últimos a sair – disse.

Escolas de samba voltaram ao palco do samba nesta quarta-feira, 3 – Fotos: Irapuã Jeferson

Vítor Art, parceiro de Explosão na bateria mangueirense, e Ricardinho, da Tuiuti, valorizam o projeto do “Encontro do Samba” mais pela pegada da união dos ritmistas e das baterias

– Teve uma reunião antes, a galera tá mais junta, a gente trocou ideias, é bacana isso de ter novas ideias juntos. Vai ser uma diversão, e o Carnaval é isso – opinou Vítor.

– Favorece a união das baterias – completou o líder da “Super Som”.

A partir das 19h, no próximo sábado, 6, o “Encontro do Samba” vai reunir a maior bateria já vista no mundo, com mais de 1.000 ritmistas das 13 escolas de samba do Grupo Especial. Uma parte vai sair do Leme (Avenida Princesa Isabel) e outra da altura da rua Figueiredo Magalhães, para um encontro marcado no meio da orla de Copa. Ao final do desfile pela Avenida Atlântica, os sambistas se juntarão à Orquestra Petrobras Sinfônica para um show no palco montado em frente ao Copacabana Palace. Vão participar ainda do evento cantores ligados ao ritmo, como Martinho da Vila, Alcione, Diogo Nogueira e o novo fenômeno da música pop, a cantora Iza.

A divisão será feita por dois grupos para que todas as 13 baterias se encontrem no meio da orla, no mesmo palco onde foi realizado o Réveillon carioca. Império Serrano, Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, União da Ilha, Grande Rio, Mangueira e Mocidade formam um grupo; e o outro vem com os ritmistas, passistas e casais de Unidos da Tijuca, São Clemente, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Salgueiro e Portela

Por Redação

Em outubro, a Liesa decidiu de uma vez por todas cancelar os ensaios técnicos, alegando falta de grana para viabilizar o espetáculo gratuito ao público. A São Clemente foi atrás de novas alternativas para chamar o povão pra perto da escola de samba, como deve ser, e já agendou um ensaio técnico no Aterro do Flamengo, que vai receber a agremiação e os segmentos no próximo dia 21 de janeiro, um domingo.

A ideia do presidente da escola, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, é utilizar o complexo de lazer exatamente no primeiro dia da semana, quando as pistas de tráfego ficam fechadas para o trânsito e liberadas para o lazer no parque, onde muita gente aproveita o dia.

– É pra suprir a saída da Sapucaí, apurar as coisas e fazer os ensaios. Vou usar 700 metros (a mesma extensão da pista de desfiles oficial do Carnaval) – contou Renatinho ainda em outubro, quando começou a mobilizar a proposta junto à Superintendência Regional da Prefeitura na Zona Sul, comandada por Marcelo Maywald.

São Clemente vai ensaiar no Aterro do Flamengo – Foto original: Alexandre Macieira/Riotur

Antes disso, no dia 19, uma sexta-feira, a turma que veste preto e amarelo vai treinar na Sapucaí, já simulando o desfile do dia 11 de fevereiro. A São Clemente será a segunda a desfilar, no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Academicamente popular”, do carnavalesco Jorge Silveira.

 

Por Redação

Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

O departamento do Governo Federal, do presidente da República Michel Temer, alegou que exigências não foram cumpridas pela Liesa. Em nota, o MinC esclareceu a reviravolta:

– Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet – destacou o texto, que ainda responsabiliza a Liesa pela impossibilidade do repasse: ‘A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba’.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira reagiu às alegações do Ministério da Cultura e lamentou a negativa do governo brasileiro.

– A nossa preocupação é muito grande com relação a isso. Nós fizemos tudo o que foi pedido, e aí vem essa informação contrariando tudo o que tinha sido combinado lá atrás. Não sei se tem esperança ainda, não posso dizer – lamentou.

Decisão do Ministério da Cultura tirou R$ 8 milhões do Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Houve atrasos e até agora, meados de dezembro, apenas a metade do valor foi quitado.

Cúpula de dirigentes do Carnaval foi a Brasília e saiu de lá com promessa de apoio financeiro do Governo Federal, que não aceitou o projeto elaborado pelas escolas de samba – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Sem previsão de quando a grana iria chegar, sobrava como alento a promessa de R$ 8 milhões através da Caixa Econômica, o que se perdeu nesta semana.

Por Luiz Felippe Reis

A angústia foi grande, mas acabou. A São Clemente voltou pra casa na noite desta terça-feira, 12, e preparou uma festa pra receber representantes de várias agremiações do Rio de Janeiro, além é claro de treinar o time pro Carnaval que se avizinha. A quadra – até poucos dias tirada das mãos da escola pela justiça – viveu horas de muita emoção, simbolizada no presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, que chegou a chorar no palco ao botar pra fora as sensações pela reconquista de território.

Dia de festa! São Clemente comemora reconquista da quadra – Fotos: Rafael Arantes

Em menos de 30 dias, a São Clemente passou de desabrigada para ocupante legítima da quadra. Ajuda das escolas de samba, movimentações políticas em Brasília e boa influência com a bancada fluminense na Câmara dos deputados fez toda a diferença pra fazer passar esse sufoco. A contrapartida pra tamanha vitória, é pensar no futuro.

– O ano de 2017 é muito diferente pra São Clemente. Tivemos nossa perda familiar (morte de Ricardo Almeida Gomes, irmão do presidente) e todos esses problemas do Carnaval, perdi a quadra… Quando o oficial de justiça me ligou dizendo que perdi a quadra, parecia pra mim o último suspiro. O mundo do samba, os amigos, os políticos nos ajudaram. Temos uma quadra oficial toda documentada. Eu perdi a quadra na justiça oficialmente. Aí, os deputados federais do Rio pediram que a São Clemente fizesse a ocupação oficial desse espaço como centro cultural, e é isso que a São Clemente vai fazer, é definitivo. Vai acontecer muita coisa bacana aqui agora. É a São Clemente pro futuro, pras crianças – projetou Renatinho, que é presidente há 15 anos.

A conquista rompeu as fronteiras da São Clemente e virou um triunfo do Carnaval. Tanto é que o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, fez questão de comparecer ao evento e felicitar a turma que veste preto e amarelo. Outras escolas levaram casais, dirigentes e artistas para prestigiar a coirmã da Zona Sul.

– É a recompensa do trabalho de toda a São Clemente e um reconhecimento da importância do samba. Esse foi um espaço de luta, de conquista da escola, de muitos anos e construído pela escola, aqui não tinha nada. Parabenizo a São Clemente – concluiu Castanheira.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira marcou presença na casa da São Clemente: ‘Foi um espaço de luta construído pela escola’ – Foto: Rafael Arantes

Comentarista da TV Globo, Milton Cunha – carnavalesco e personalidade emblemática do Carnaval – resumiu bem a comoção das escolas com o drama passado pela São Clemente:

– Mexeu com uma, mexeu com todas.

Fotos: Rafael Arantes

Após mais de uma década – exatos 14 anos – se arrastando nos tribunais, o processo teve um veredicto: a Justiça Federal do Rio, em decisão do juiz Carlos Guilherme Francovich Lugunes, da 22ª Vara Federal do Rio, decidiu que a São Clemente teria que deixar o local situado na Avenida Presidente Vargas, no Centro. O despejo era decorrência de uma ação de reintegração de posse do terreno à União.

Quase um mês depois, o feliz desfecho favorecendo a São Clemente, que com os próprios esforços construiu – a partir de 2003 – a quadra num terreno anteriormente abandonado.

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Por Redação

A São Clemente está de volta pra casa! Neste domingo, 10, a escola de samba ganhou o direito à posse do terreno, onde fica a quadra, na Avenida Presidente Vargas. O anúncio da conquista foi feito pelo presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, na Feijoada oficial da representante de Botafogo.

A Justiça Federal do Rio de Janeiro decidiu no dia 15 de novembro que a São Clemente teria que deixar o espaço, no Centro do Rio. O despejo foi decorrência de uma ação de reintegração de posse do terreno à União.

Mas o jogo virou, e a São Clemente volta à ativa na quadra já na próxima segunda-feira, 11, graças ao apoio de uma série de deputados federais do Rio de Janeiro.

A São Clemente conquistou o direito de voltar à quadra da Presidente Vargas – Foto: Irapuã Jeferson

Em setembro do ano passado, a única representante da Zona Sul no Especial já havia passado pelo mesmo trauma e teve que deixar a quadra. Até a final de samba-enredo da escola foi realizada fora do local, na Cidade do Samba. Um mês depois, em outubro, outra deliberação judicial garantiu direito à agremiação de continuar na quadra por 180 dias.

Por Redação

Isso que a gente pode chamar de planejamento. Antes mesmo do Carnaval de 2018, a São Clemente já deu os primeiros passos para a temporada 2019. É que a escola renovou pra daqui a duas temporadas com o carnavalesco Jorge Silveira. A novidade foi anunciada neste sábado, 25.

Jorge Silveira é da São Clemente por duas temporadas – Foto: Arte O Clementiano

Jorge foi contratado pela escola de Botafogo, logo depois de Rosa Magalhães sair rumo à Portela. O presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, agiu rápido, naquela oportunidade, e pegou Silveira, que vinha de um vice-campeonato pela Viradouro na Série A.

Na agremiação de Niterói, Jorge teve grandes avaliações no júri da Lierj, que comanda a Série A. Nos quesitos de responsabilidade dele – Alegorias e Adereços, Fantasias e Enredo -, ele conseguiu todas as notas 10 possíveis nos carros e nos figurinos; no enredo, Jorge recebeu uma nota 10, duas 9,9 e um 9,8.

Antes dos preparativos pra 2019, no entanto, a São Clemente vai tentar ficar entre as seis primeiras colocadas em 2018, quando a escola e Jorge Silveira homenageiam os 200 anos da Escola de Belas Artes.

Por Redação

Dá pra definir o ano de 2017 como um dos piores – se não for o pior – da história do Carnaval. Acidentes trágicos na Avenida, crise, cortes significativos na subvenção do Especial e da Série A, interdição nos barracões… e pra completar a Justiça Federal do Rio de Janeiro decidiu que a São Clemente tem que deixar a quadra situada na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. O despejo é decorrência de uma ação de reintegração de posse do terreno para a União.

Na noite da última terça-feira, 14, funcionários da São Clemente encheram caminhões com pertences da escola de samba que estavam na sede. O local foi lacrado pela justiça na tarde desta quarta-feira, 15.

– Preciso acatar as leis. Vamos fazer tudo que é possível para ter a quadra de volta em breve. Cada tijolo colocado foi dos clementianos. Cada momento vivido nessa quadra foi de alegria, esperança e carinho – falou o presidente Renato Almeida Gomes, o Renatinho, nas redes sociais.

Decisão judicial despejou São Clemente de quadra na Presidente Vargas – Foto: Irapuã Jeferson

A decisão do juiz Carlos Guilherme Francovich Lugunes, da 22ª Vara Federal do Rio, do processo que se arrastava na justiça há 14 anos, não deixou outra alternativa à São Clemente, que deixou o local.

Em setembro do ano passado, a única representante da Zona Sul no Especial já havia passado pelo mesmo trauma e teve que deixar a quadra. Até a final de samba-enredo da escola foi realizada fora do local, na Cidade do Samba. Um mês depois, em outubro, outra deliberação judicial garantiu direito à agremiação de continuar na quadra por 180 dias. O processo se arrastou até a derradeira decisão tomada agora em novembro de 2018.

Por Luiz Felippe Reis

Sabe aquele jogador de futebol que parece predestinado a fazer os gols decisivos que garantem o campeonato? No Carnaval, esse “matador” é o Tinga. Ô cantor pra gostar de decidir nas finais de samba-enredo. Só nos concursos do Grupo Especial deste ano, ele ganhou em sete escolas – Portela, Mangueira, Beija-Flor, Imperatriz, União da Ilha, Vila Isabel e Império Serrano.

Tem Tinga pra todas! Cantor da Tijuca participou de oito finais de samba e venceu sete – Fotos: Felipe Araújo

E se o aproveitamento já parece dos melhores, imagine considerando as variáveis que impediram o cantor tijucano de participar de outras finais. A Tuiuti não fez disputa e optou por encomendar um samba-enredo, a São Clemente não permitiu que cantores do Especial participassem da competição, na Mocidade o intérprete não foi convocado por qualquer parceria e na Tijuca ele não participa do concurso por ser da casa. O resultado é: de nove disputas, Tinga venceu em sete, próximo a 80% de vitórias. No Salgueiro, uma das duas em que perdeu, chegou na final e ficou pertinho de outro triunfo.

Cheio de moral com as parcerias de todas as áreas do Rio, Tinga faz a linha da modéstia nada à parte e prefere dar mais mérito ao talento dos compositores.

– Eles depositam total confiança em mim. Às vezes, tô com uma parceria num lugar, na outra escola já tô contra aquela parceria… A gente brinca muito com isso. Eu fico feliz em fazer. E isso já vem de longa data, as parcerias não trocam muito, e eu trabalho com os melhores compositores do Rio, então fica um pouco mais fácil pra mim. São os melhores sambas. Nem sempre a gente ganha, mas sempre a gente tá final – disse o cantor que ‘Solta o bicho’.

Tinga já tá ligado no valor que tem pras parcerias.

– Agora vou cobrar caro. Mentira, tô brincando – encerrou, com o costumeiro bom humor.

Destaque no Carnaval da Unidos da Tijuca em 2017, Tinga vai para o quinto desfile consecutivo na escola do Pavão. O cantor é tricampeão da festa: venceu duas vezes na Vila Isabel (2006 e 2013) e uma na Tijuca (2014)