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São Clemente

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Por Luiz Felippe Reis

Após quase um mês de polêmicas, parecia que o arranca-rabo envolvendo a prefeitura do Rio de Janeiro e as escolas de samba já tinha acabado. Que nada! Após cortar metade da subvenção – de R$ 2 milhões passou para R$ 1 milhão -, a nova investida do prefeito Crivella, segundo alguns dirigentes do samba, é alterar cláusulas do contrato com a Liesa para aumentar a arrecadação do município em cima das agremiações.

De acordo com o presidente da União da Ilha, Ney Filardi, a estratégia da Riotur, empresa de turismo da prefeitura, é faturar em cima das sobras dos ingressos de arquibancadas, frisas, cadeiras e camarotes, e ainda nas publicidades internas e externas do Sambódromo. O dirigente da tricolor está uma fera com tal possibilidade. Para ele, Crivella quer “acabar com o Carnaval”.

– Isto quer dizer o seguinte: a prefeitura ficaria com mais dinheiro do que daria pras escolas, o que é um absurdo. E mais uma vez não cumpre o que promete. Esse prefeito está de brincadeira – reclamou Ney no Facebook oficial da União da Ilha.

Prefeitura do Rio, de Marcelo Crivella, ainda não pagou as duas primeiras parcelas da subvenção pras escolas de samba, e a Riotur redigiu um novo contrato de parceria com a Liesa para ‘faturar’ em cima de ingressos e publicidades do Carnaval – Foto: Divulgação

“Eu tô pegando empréstimo com juros altíssimos”, reclama dirigente

Ao Sambarazzo, o presidente esbravejou ainda mais e disse que a alegação de “problemas burocráticos” usada pelo prefeito para justificar o não pagamento das primeiras parcelas da subvenção é uma “mentira”.

– Numa dessas reuniões, ele nos disse que só mudaria valores e as datas no contrato. Ele disse que não pagou por problemas burocráticos, mentira dele. Não pagou, e mudou o contrato. Eu tô pegando empréstimo em banco, com juros altíssimos. Ele quer acabar com o Carnaval – concluiu.

Durante a semana, em entrevista ao Sambarazzo, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, também já havia apontado esse desvio no acordo firmado entre Crivella e as escolas de samba nas reuniões realizadas na sede da prefeitura em junho:

– Mais uma vez ele faltou com a verdade. A mim, sinceramente, não me pegou muito de surpresa. Ele não gosta de Carnaval. Na reunião que tivemos, ele disse que no mês de julho iria pagar as parcelas, não pagou ainda. Ele disse na reunião que não iria mudar o contrato, mas mudou.

Presidentes da União da Ilha e Unidos da Tijuca falaram ao Sambarazzo sobre mais um capítulo do arranca-rabo entre prefeitura e escolas de samba – Fotos: Irapuã Jeferson e Divulgação

ENTENDA O CASO

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Até agora, dia 31 de agosto, nenhuma das duas primeiras partes foram quitadas.

Presidente da República, Michel Temer garantiu a ‘compensação’ da verba cortada pela prefeitura do Rio – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Ainda não há previsão de quando a grana vai chegar, mas a esperança continua.

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Por Redação

Nesta quinta-feira, 31, aconteceu uma tragédia no barracão da São Clemente, na Cidade do Samba, no Centro do Rio. Um escultor-assistente morreu enquanto trabalhava no local. Igor Sergio, de 21 anos, era funcionário terceirizado e trabalhava com a equipe do escultor-chefe Flavinho.

Igor morreu no barracão da São Clemente na fim da tarde desta quinta-feira, 31 – Foto: Reprodução

Segundo a assessoria de imprensa da escola, ele morreu no quarto andar do barracão – onde são preparadas esculturas e fantasias. Pelas informações preliminares, o jovem levou um choque ao operar uma máquina que serve para modelar esculturas.

O presidente da escola, Renato Almeida Gomes, foi informado por funcionários que Igor tinha um problema cardíaco e já havia passado por um mal súbito há algumas semanas.

O local foi periciado e o caso ainda está sendo apurado.

– Fui na delegacia e pedi a perícia. Foi algo estranho, ele morreu no quarto andar. Hoje era dia de pagamento, tava uma festa, e aí acontece isso… É muito triste. Tive que mandar todo mundo embora do barracão hoje. Enfim, no que a gente puder, a gente vai ajudar a família dele com certeza – declarou Renatinho.

Em respeito à tragédia, a São Clemente declarou luto oficial de três dias e adiou a semifinal de samba-enredo do próximo sábado, 2, para o dia 5, terça-feira.

*Foto de capa: Marco Antônio Cavalcanti/Riotur

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Por Redação

Não é de hoje que a irmandade entre as escolas de samba é uma vocação dos dirigentes do Carnaval. Por uma questão de gratidão, por exemplo, o presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, está na torcida para que a Grande Rio finalmente vença o Grupo Especial. Tal feito seria encarado por ele como um ‘sonho’ realizado.

O mandachuva da São Clemente explica que é uma questão de merecimento pelos esforços do presidente de honra da tricolor, Jayder Soares.

– O Jayder é um louco apaixonado pelo Carnaval, é tarado pela Grande Rio. Se disserem pra ele que tem um cavalo que é a sensação do momento, ele corre lá e paga, porque a Grande Rio merece o melhor. Acho que, de todos, ele é o mais apaixonado pelo Carnaval. Por isso, merece ser campeão. Meu sonho é ver a Grande Rio campeã. Jayder foi o cara que mais trouxe marcas de peso para o Carnaval, como Ambev, Vale do Rio Doce, Nestlé… Trouxe e fez grandes carnavais. É uma escola nova, mas que não deve nada a ninguém. Os artistas, que muita gente reclama, dão um estrelato bom. Os reis devem ser sempre os sambistas, mas os artistas são um show à parte, todo mundo quer ver. Quem disse que não, tá mentindo – revela Renatinho, que mantém a São Clemente há sete anos na elite. A escola dele, assim como a Grande Rio, nunca venceu no Especial.

Presidente da São Clemente elogia mandachuva da Grande Rio, Jayder Soares: ‘Ele é o mais apaixonado por Carnaval, merece ser campeão’ – Fotos originais: Vicente Rodrigues e Rafael Arantes

Além do merecimento levantado pelo dirigente, há também nessa torcida uma pegada de gratidão por tudo que a Grande Rio já fez pela São Clemente anos atrás. Ao lembrar do passado, Renatinho fala também de Anísio, da Beija-Flor.

– No início da estrutura da São clemente, de 1998 pra cá, ele (Jayder) e o Anísio (Abraão David, presidente de honra da Beija-Flor) ajudaram a gente. Primeiro carro motorizado foi o Anísio que deu. Eu pegava todas as estruturas dele. Aí, ele me apresentou ao Jayder, e comecei a pegar tudo dele também, que sempre foi generoso e estendeu a mão pra me ajudar. Acho que um dos caras mais sonhadores e investidores do Carnaval é o ‘Seu’ Jayder. Se a Grande Rio ganhasse, ele ia ficar feliz igual criança com bala na boca. Todos os dirigentes sabem o investidor que ele é. Hoje a São Clemente já não precisa mais de tanta ajuda. Adquiri o respeito dos dirigentes, são pessoas bacanas, conversam bastante comigo. Anísio foi o que mais me ajudou depois que o meu pai morreu (Ivo da Rocha Gomes, fundador da São Clemente) – conta.

Fora as ações pelo Carnaval e pela São Clemente, o dirigente da escola de Botafogo lembra de uma ajuda pessoal que o presidente de honra da Grande Rio deu a ele e à família.

– Uma coisa que não esqueço nunca foi do Natal de 2002. A gente (a família de Renatinho) tava quebrado. Seu Jayder foi lá e me deu um presente, deixou uma merreca pra fazer o Natal lá de casa, disse que era pra podermos fazer o Natal que sempre fizemos. A gente colocava umas 40 pessoas lá em casa, era um evento muito bonito, tradicional já. Seu Jayder descobriu que a gente estava triste e me procurou pra ajudar. Foi lá em casa, em Botafogo, levar a ajuda. Ficamos todos sem graça – recorda.

Boato sobre morte de Anísio no Carnaval 2015 deixou Renatinho abalado: ‘Desfilei mal’ – Fotos: Irapuã Jeferson e Felipe Araújo

Há alguns anos, um boato de mau gosto tomou conta da Sapucaí durante os desfiles do Grupo Especial: Anísio Abraão David teria morrido em casa. A mentira se espalhou e atingiu Renatinho, que mal conseguiu desfilar, abalado pela notícia que corria.

– Desfilei mal. Me pegaram. Todo mundo me pedindo ‘calma, meu irmão’. Nem desfilei com camisa. Quase desfilei mijado, troquei de roupa. Boato na Avenida toda. A São clemente ia entrar, sacanagem. É um cara que a gente ama – se declara o dirigente.

A Grande Rio já foi vice-campeã do Carnaval três vezes – 2005, 2006 e 2010 – e já venceu o Grupo de Acesso em 1992. A melhor posição da São Clemente no Especial foi um 6° lugar em 1990. A escola, no entanto, é tetracampeã da principal divisão de acesso – ganhou em 1966, 2003, 2007 e 2010.

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Por Redação

Fim da linha para o período mais misterioso do Carnaval: o da escolha dos enredos. Todas as 13 escolas do Grupo Especial já sabem – e todo mundo também – sobre o que vão falar no próximo desfile.

O resgate de temas críticos se destaca. Pelo menos cinco enredos abriram as portas a reflexões de toda sorte, seja de caráter social ou cultural. Racismo (Tuiuti), xenofobia (Portela), preconceito contra mulheres (Salgueiro), desigualdade social (Beija-Flor) e até um debate mais profundo sobre os destinos da festa na Sapucaí, com a Mangueira. Outras narrativas históricas e culturais também compõem uma safra de enredos digna de aplausos.

DOMINGO

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

 

 

Jorge Silveira estreia no Especial e leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

 

 

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

 

 

Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

 

Atual campeão, Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi.

 

SEGUNDA

O multifacetado Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.

 

 

 

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

 

 

Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância.

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e mais um a lançar críticas sociais abrangentes.

 

O Carnaval do Grupo Especial começa em pouco mais de seis meses, a partir do dia 11 de fevereiro.

 

Foto de capa: Cezar Loureiro/Riotur

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Por Redação

Crise nacional e corte de verba da prefeitura praticamente em 50%. Os fatos que se conjugaram contra o Carnaval poderiam formar um cenário caótico. Mas parece que o jogo virou, não é mesmo? Com R$ 13 milhões a menos de subvenção municipal, já que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar quase metade dos incentivos, o Governo Federal e até o estadual voltaram à cena carnavalesca.

Carnaval 2018 terá incentivos das três esferas de poder: R$ 13 milhões do Governo Federal; R$ 13 milhões do município; e R$ 12 milhões em isenções para patrocinadores do Carnaval pelo estado – Foto: Fernando Grilli/Riotur e logos/Divulgação

Crivella e Liesa fizeram três reuniões, mas não houve lábia que demovesse o prefeito de tirar R$ 1 milhão de cada escola de samba, exatamente a metade do que as agremiações receberam em 2017. Diante da tesourada, os dirigentes viram uma luz no fim do túnel quando o jornalista carioca Sérgio Sá Leitão foi anunciado como novo ministro da Cultura e, logo de cara, mostrou empenho na operação Carnaval.

Dirigentes das escolas e prefeito marcaram encontros, e a vontade do político em reduzir verbas prevaleceu – Foto: Divulgação

Os interesses do ministro, do deputado federal Pedro Paulo e do próprio presidente da República fizeram Michel Temer abrir o cofre e agitar mais R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada – em verbas para os desfiles das escolas do Especial. O repasse ficou definido na última terça-feira, 25, numa série de reuniões em Brasília, a capital federal.

Enquanto isso, no mesmo dia, no Rio de Janeiro, o presidente da Riotur Marcelo Alves se reuniu com o secretário estadual de Cultura, André Lazaroni, e garantiu R$ 12 milhões em renúncia fiscal de ICMS às empresas que virarem parceiras do Carnaval 2018. A empresa de turismo municipal lançou um chamamento público e espera o dia 15 de agosto para conhecer as marcas interessadas.

Peregrinação em Brasília foi positiva para as escolas, que trouxeram para o Rio de Janeiro R$ 13 milhões em investimentos ao Carnaval 2018. Na foto: Fernando Horta (presidente da Unidos da Tijuca), Chiquinho da Mangueira (presidente da Mangueira), Regina Celi (presidente do Salgueiro), Pedro Paulo (deputado federal), Jorge Castanheira (presidente da Liesa), Selminha Sorriso (porta-bandeira da Beija-Flor), Michel Temer (presidente da República), Tia Surica (Portela), Milton Cunha (Comentarista de Carnaval), Luís Carlos Magalhães (presidente da Portela), Almir Reis (vice-presidente da Beija-Flor), Rodrigo Pacheco (vice-presidente da Mocidade), Eliseu Padilha (ministro-chefe da Casa Civil) e Milton Perácio (presidente da Grande Rio) – Foto: Divulgação

Há três anos, até o Carnaval 2014, o Governo Federal, através da Petrobras, investia R$ 1 milhão em cada escola de samba do Grupo Especial. O Governo Estadual também entrava na jogada e financiava mais R$ 500 mil por agremiação. Com o início da crise, o governador Luiz Fernando Pezão decidiu não dar prosseguimento ao aporte. A queda vertiginosa no mercado da Petrobras fez a empresa petrolífera brasileira sair fora do financiamento também. Com as retrações de verba, o prefeito Eduardo Paes tomou a decisão de dobrar o investimento no samba e ampliou a subvenção para R$ 2 milhões por agremiação.

GOVERNO MUNICIPAL

Marcelo Crivella resolveu cortar 46% da subvenção. De R$ 24 milhões caiu para R$ 13 milhões. Após negociações, a Riotur garantiu, através de um edital de convocação, que vai tentar mais R$ 6,5 milhões – R$ 500 mil pra cada – com a iniciativa privada.

GOVERNO FEDERAL

O presidente Michel Temer garantiu R$ 13 milhões às escolas de samba – R$ 1 milhão pra cada. A grana deve advir de uma fusão de esforços dos ministérios da Cultura e do Turismo, comandados por Sérgio Sá Leitão e Marx Beltrão, respectivamente.

GOVERNO ESTADUAL

Em crise profunda, o estado não entra no negócio com verbas diretas. O secretário de cultura do Rio de Janeiro, André Lazaroni, garantiu à Riotur um benefício importante às empresas que decidirem patrocinar o Carnaval: R$ 12 milhões em isenções de ICMS, que é o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.

O Carnaval 2018 será no primeiro decanato de fevereiro, começando no dia 9. Os desfiles do Grupo Especial começam no dia 11. Império Serrano, São Clemente, Vila Isabel, Tuiuti, Grande Rio, Mangueira, Mocidade, Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha, Salgueiro, Imperatriz e Beija-Flor lutam pelo título da elite da festa mais popular do Brasil.

 

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Por Redação

A sorte foi lançada. As 13 escolas do Grupo Especial conheceram na noite deste sábado, 15, a posição exata em que vão desfilar no Carnaval 2018. Mas Mocidade e Tuiuti foram além do sorteio, que rolou durante a quarta edição da Carnavália Sambacon, no Centro do Rio, e resolveram, em comum acordo, trocar as posições sorteadas nas bolinhas.

O apresentador da Liesa, Jorge Perlingeiro, com o vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco, e o presidente da Tuiuti, Renato “Thor. Entre eles, ainda, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta – Foto: Irapuã Jeferson

A verde e branco perdeu a disputa entre os pares com a Portela e ficou no Domingo, enquanto a Tuiuti nem testou a sorte, já que estava previamente posicionada como a última escola do primeiro dia, mas livre para alterar, caso quisesse. E assim foi. Mocidade passou ao derradeiro posto, enquanto a representante de São Cristóvão ficou na quarta posição da noite de abertura do Grupo Especial.

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco queria a Mocidade com a concentração em frente ao prédio dos correios, e o presidente da Tuiuti, Renato “Thor”, tava de olho num horário um pouco mais cedo.

– Pra gente é melhor, a gente já tem uma estrutura montada pra desfilar nos Correios, teríamos que montar uma estrutura nova no Balança. E a questão de horário também, pra Tuiuti era melhor, ele (Thor) queria desfilar mais cedo, chegamos a um denominador comum. Não houve resistência dele. A gente já deixou ajustado desde antes – revelou Rodrigo Pacheco.

Com a última posição de domingo já garantida, “Thor” era possivelmente o dirigente menos ansioso entre todos da noite de sábado. Ao fim das contas, bom pra ambas as partes.

– Tô numa posição confortável. O que for bom pra gente, a gente troca. Mas vamos fazer um belíssimo Carnaval para que a Tuiuti seja vista como uma escola do Grupo Especial. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu ano passado… acidentes acontecem. Eu não trabalhei um ano inteiro para aquilo acontecer. Mas repito hoje aqui. A Tuiuti é uma escola do Especial e quem esperar vai ver – disse “Thor” pouco antes do sorteio.

As duas escolas de samba já têm enredo. Enquanto a Mocidade vai exaltar a Índia, país da Ásia Meridional, com “Namastê: a Estrela que habita em mim, saúda a que existe em você”, de Alexandre Louzada, a Tuiuti lança um tema capaz de fazer refletir: ‘Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?”, de Jack Vasconcelos.

O Carnaval 2018 está marcado para a segunda semana de fevereiro, a partir do dia 9 (Sexta-feira).

 

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A Beija-Flor de Nilópolis conta com um time que reúne algumas das figuras mais famosas do Carnaval, como Neguinho da Beija-Flor e Selminha Sorriso. Mas o nome da escola a roubar a cena na noite deste sábado, 15, foi o de um cara pouco conhecido do público: Almir José Reis.

Atuando nos bastidores da azul e branco – ele é diretor financeiro da agremiação -, coube ao dirigente a missão de tirar do globo de sorteio as bolinhas que definiriam a ordem da Beija nos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial e a data de apresentação. A sorte sorriu tanto para Almir, que ele acabou sendo a estrela do evento, que rolou durante a quarta edição da Carnavália Sambacon, no Centro do Rio.

Almir conseguiu a façanha de sortear, nas duas oportunidades que teve, as bolas mais altas possíveis (10, e posteriormente 6), que colocaram a Beija-Flor de Nilópolis onde ela queria: encerrando o Carnaval 2018, sendo a sexta e última escola a desfilar no Sambódromo carioca.

– Nem dormi direito. Quando soube que seria eu a sortear, há duas semanas, já não consegui mais dormir direito, é muita responsabilidade. Fiquei nervoso na hora de tirar a bolinha, qualquer um ficaria – revelou ao Sambarazzo.

Foto: Sambarazzo
Sobre a dose elevada de sorte testemunhada pelos convidados e que impressionou os demais dirigentes, ele diz não ter sido exatamente uma surpresa: ele se intitula um sujeito sortudo.

Chiquinho da Mangueira, à direita, tirou a bola 9 e, como a maioria dos presentes, já achou que o “jogo” estava ganho. Mas a sorte de Almir falou mais alto, e ele tirou a bola 10, podendo escolher o dia da Beija-Flor entrar na Avenida: Segunda-Feira de Carnaval | Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

– Acho que isso foi resultado de amor mesmo ao Carnaval. A gente faz com tanto carinho, que acontece. Mas já me considero uma pessoa de sorte. Comprei uma rifa que nem queria uma vez, por insistência de uma senhora em Nilópolis, e não é que ganhei uma cesta básica? – lembrou.

Foto: Eduardo Hollanda

Quem curtiu a mão santa de Almir foi Neguinho da Beija-Flor, que, gaiato toda vida, pediu ao amigo as seis dezenas da Mega Sena.

– Me dá o número, porque sorte assim eu nunca vi – comentou, às gargalhadas.

Patrono da azul e branco, Anísio Abraão David foi outro a celebrar o desempenho de Almir.

– Ele já ligou, gritou no telefone. Foi muita sorte mesmo. Juro que não rolou mandinga – brincou Almir, que nunca havia representado a Beija-Flor no sorteio.

Confira a ordem completa!

Foto: Sambarazzo

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“Independentemente da posição de desfile, vamos fazer o nosso melhor”. Esse é o discurso de 10 entre 10 dirigentes ao falar sobre uma eventual má sorte no sorteio da ordem dos desfiles. Mas a real é que quase todo mundo prefere a Segunda-Feira de Carnaval. E neste sábado, 15, a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, realiza mais uma definição na sorte da ordem das apresentações da festa que se aproxima.

A preferência pelo segundo dia reservado aos desfiles do Grupo Especial carioca passa longe de uma mera superstição. As estatísticas mostram que a Segunda-Feira gera incontestáveis melhores colocações, no geral.

Vejamos! Na Era Sambódromo foram 37 campeãs. Trinta delas (81%) saíram da Segunda, apenas sete (19%) de Domingo, em mais de 30 anos de Avenida. Só aí já dá para justificar a predileção tão aguerrida pela última noite de festa.

Na atual década (2011-2020) não tivemos campeãs no Domingo. A última foi a Unidos da Tijuca, em 2010. Antes, a Vila Isabel, em 2006, foi a exceção da regra. Nos anos 1990, Mocidade (1996) e Imperatriz (1994) quebraram a corrente. Na década anterior, Mangueira (1987), Mocidade (1985) e Portela (1984) conseguiram levar o caneco, mesmo no Domingão.

E tem ainda o fator rebaixamento. De 1984 até aqui, foram 54 rebaixadas; 41 (75%) desfilaram no Domingo de Carnaval, outras 13 (ou 25%) passaram na Segunda. E o número poderia ser ainda mais expressivo. Em todos os anos que não houve rebaixamento (1988, 1993, 1994, 2011 e 2017) a última colocada desfilou no dia de abertura dos desfiles.

Entre as seis primeiras, com Desfile das Campeãs ou sem, a vantagem, é claro, também é da Segunda-Feira sobre o Domingo.  Dos 204 carnavais merecedores de uma vaga entre as seis melhores, 118 (58%) deles vieram do segundo dia de apresentações. Outros 86 (42%) tinham participado do Domingo.

Para o sorteio desta noite, que vai acontecer a partir das 20h, durante a quarta edição da maior feira de negócios do Carnaval, a Carnavália, os pares ficaram definidos da seguinte maneira. Mocidade e Portela; Grande Rio e Salgueiro; Beija-Flor e Mangueira; Imperatriz e Vila Isabel; São Clemente e União da Ilha. As duplas não desfilam no mesmo dia e portanto disputam a primazia de desfilar na Segunda-feira.

Foto de Capa: Site Sasp

 

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Depois de anunciar o corte em 50% da subvenção às escolas de samba do Rio de Janeiro, o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, vem se encontrando semanalmente com os dirigentes das agremiações e órgãos envolvidos diretamente na festa (Liesa e Riotur) para ouvir as propostas das 13 integrantes do Grupo Especial e tentar, de forma conjunta, encontrar soluções para a manutenção do espetáculo. Nesta segunda-feira, 10, houve um novo encontro, no qual ficou mantida a redução de R$ 1 milhão para cada, e o comprometimento da Riotur de buscar com empresas privadas mais R$ 500 mil pra cada uma.

Crentes de que a situação se reverta e Crivella decida manter a verba destinada às escolas no Carnaval 2017, que foi de R$ 2 milhões, os dirigentes estão acordando mais cedo para conversar com o prefeito: é que as reuniões estão sendo marcadas sempre na parte da manhã, geralmente o mais cedo possível.

– Se ele desse o dinheiro, podia marcar às 3h da manhã – brinca Nei Filardi, presidente da União da Ilha, após participar do encontro desta segunda.

Fala que eu te escuto! Semana que vem, Crivella vai ouvir mais uma vez o lado das escolas

Sem perder as esperanças, o dirigente da tricolor da Ilha do Governador acredita que o prefeito mude de ideia e por isso os líderes de cada escola estão mantendo a agenda com o prefeito:

– Segunda que vem, estaremos lá pra ver o que acontece. Na reunião de hoje, o prefeito endossou as palavras do Marcelo (Alves, presidente da Riotur), que se comprometeu a buscar R$ 500 mil com a iniciativa privada. Vamos aguardar.

Como Crivella já disse em entrevistas que não pretende voltar atrás da decisão de cortar a grana das escolas, a Liesa vê com cautela as negociações com o prefeito e já pensa em medidas drásticas para economizar e garantir os desfiles de 2018, por isso suspendeu a próxima temporada de ensaios técnicos na Sapucaí.

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Por Redação

Após nova reunião com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta segunda-feira, 10, as escolas de samba seguem com menos dinheiro pra fazer o Carnaval 2018. A prefeitura manteve o corte em 50% da subvenção às agremiações, e cada uma terá da entidade a garantia de R$ 1 milhão (pagos em cinco parcelas de R$ 200 mil).

Ensaios técnicos ameaçados | Foto: Alexandre Macieira / Riotur

Com menos dinheiro, o cronograma está atrasando o início dos trabalhos das escolas, que ainda sonham com que o prefeito mude de ideia.

– O sentimento continua sendo o de perda. Perdemos o convênio com a Petrobras, que nos dava R$ 1 milhão. Perdemos o convênio com o Governo do Estado. Os ingressos dos desfiles não sofrem reajuste. O reajuste da TV (Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles) é ínfimo. E a prefeitura ainda corta, até então, 50%? Então, o sentimento continua sendo de prejuízo. E a mão de obra e a matéria-prima pra fazer tudo só aumentam. Mas vamos aguardar pra ver a questão dos ensaios técnicos. Mas, desse jeito, não dá pra fazer. Por enquanto, o Castanheira diz que os ensaios estão suspensos – disse Nei Filardi, presidente da União da Ilha, em conversa com o Sambarazzo.

O encontro dos dirigentes com Crivella também serviu para o presidente da Riotur, Marcelo Alves, se comprometer a conseguir R$ 500 mil pra cada uma das 13 escolas do Grupo Especial do Rio através da iniciativa privada.

– O prefeito endossou as palavras do Marcelo (Alves). Então, vamos aguardar pra ver o que conseguimos – completou Filardi.

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Após o término da reunião entre os presidentes das escolas de samba do Rio com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta quarta-feira, 28, rolou uma outra reunião. É que os dirigentes, ávidos por uma solução pra conseguir colocar o carnaval na rua com R$ 1 milhão a menos, já começaram a discutir o que irão propor ao prefeito no novo encontro agendado com Crivella, na próxima segunda-feira, 3.

Marcelo Crivella ouviu as reivindicações das escolas, que são contra o corte de 50% da verba destinada a cada uma. Presidente da Riotur, Marcelo Alves (à esquerda de Crivella) também participou do papo, e prometeu tentar solução com a iniciativa privada I Foto: Divulgação

– O prefeito vai entrar num consenso com as escolas, sim. Ele conversou direito com a gente, e uma coisa é certa: vai ter desfile. Ele falou dos problemas dele, escutou os nossos… Ele disse que temos que botar na rua o bloco ‘Unidos Venceremos’. O Crivella sinalizou com algumas alternativas, e vai nos apresentar na segunda-feira, data da nova reunião – contou ao Sambarazzo Milton Perácio, presidente da Grande Rio.

Após se reunirem com o prefeito, dirigentes das escolas do Grupo Especial do Rio debateram o encontro com Crivella I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Apesar de Crivella ter tranquilizado as escolas no papo a portas fechadas desta quarta, as agremiações ainda estão tensas em relação ao espetáculo de 2018. Uma das ideias das escolas é que caia a obrigatoriedade da Liga Independente das Escolas de Samba de pagar o ISS (imposto sobre serviço), que causa uma baixa à Liesa de R$ 6 milhões. A medida seria uma forma da Liesa economizar e repassar a verba às escolas de samba. Outras soluções serão discutidas na semana que vem.

– Foi um encontro cordial em que o prefeito e sua equipe se mostraram abertos. Eles falaram que cada um dos presidentes também pode falar sobre o drama que cada um de nós está passando, no Brasil inteiro. Combinamos na próxima segunda-feira uma nova reunião. Ele (Crivella) está avaliando junto com a Riotur qual modelo poderia ser sugerido para que o carnaval não deixasse de ter o mesmo impacto positivo para a cidade do Rio de Janeiro, o mesmo brilho e a mesma qualidade – contou à imprensa o presidente da liga, Jorge Castanheira.

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco gostou da primeira reunião, mas foi cauteloso ao avaliar o diálogo entre as escolas e o prefeito do Rio.

– Vamos aguardar os próximos acontecimentos. Mas gostei dele ter ouvido nosso lado – disse o dirigente.

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Terminou por volta das 10h da manhã desta quarta-feira, 28, a reunião entre representantes das 13 escolas do Grupo Especial do Rio e Marcelo Crivella. O prefeito do Rio recebeu os dirigentes em seu gabinete na Prefeitura do Rio e manteve a posição de que os cofres públicos não estão fartos. No entanto, Crivella, que anunciou mês passado o corte de 50% da subvenção concedida às agremiações, tranquilizou os presidentes das escolas e prometeu um novo encontro, na semana que vem, para dar fim à polêmica e apresentar uma solução para o espetáculo.

– O prefeito vai entrar num consenso com as escolas, sim. Ele conversou direito com a gente, e uma coisa é certa: vai ter desfile. Ele falou dos problemas dele, escutou os nossos… Ele disse que temos que botar na rua o bloco ‘Unidos Venceremos’. O Crivella sinalizou com algumas alternativas, e vai nos apresentar na segunda-feira, data da nova reunião – contou ao Sambarazzo Milton Perácio, presidente da Grande Rio.

Uma das propostas das escolas de samba ao prefeito foi a perda da obrigatoriedade da Liga Independente das Escolas de Samba de pagar o ISS (imposto sobre serviço), que custa à Liesa algo em torno de R$ 6 milhões.

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Acontece desde as 8h11 desta quarta-feira, 28, uma reunião a portas fechadas no prédio da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, entre Marcelo Crivella e representantes das escolas de samba do Rio. Pressionado pelas agremiações e por vereadores, o prefeito topou se encontrar com os dirigentes e dialogar sobre o polêmico corte de 50% da subvenção concedida a cada escola.

Bem cedo! Crivella aceitou dialogar com os dirigentes das escolas de samba do Rio, mas pediu que o encontro, a portas fechadas, acontecesse nas primeiras horas desta quarta-feira, 28 I Foto: Divulgação

– Ele disse que até poderia atender os presidentes, mas só se fosse de manhã cedo – contou a funcionária de uma escola do Grupo Especial carioca.

A indústria hoteleira, que seria diretamente afetada com a não realização dos desfiles na Sapucaí – a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, havia suspendido a festa de 2018 até encontrar soluções financeiras pra bancar o espetáculo -, também está fazendo pressão com a prefeitura.

Segundo fontes, dirigentes se articularam com a Câmara de Vereadores do Rio para fazer uma pressão maior, o que teria tido um peso para que Crivella aceitasse conversar com as escolas, que pedem socorro após ter R$ 1 milhão a menos pra botar o carnaval na rua.

– Cada escola procurou pelo menos seis vereadores pra pedir, e os vereadores se impuseram com Crivella – revela outra fonte ao Sambarazzo.

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Por Redação

Principalmente durante o segundo turno das eleições, diversos sambistas – não só dirigentes – decidiram apoiar o então candidato Marcelo Crivella. A ideia era combater o adversário dele, Marcelo Freixo, visto com certo temor no meio pelas propostas mais reformadoras do atual modelo de gestão da festa, como a criação de uma Secretaria especial de Carnaval e consequentemente o enfraquecimento da Liesa, e até uma relativização das subvenções.

Crivella foi eleito e seis meses depois da vitória decidiu cortar pela metade a verba subvencionada pela prefeitura às escolas de samba. Presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, foi um dos mais fortes ‘cabos eleitorais’ do político no meio do samba, chegando a pedir votos aos torcedores. Agora, após a decisão do chefe do executivo, o dirigente pede desculpas.

– Como presidente votei no Crivella e aprendi que sempre devo confiar em palavra de homem. Se errei, peço desculpa aos clementianos que também pedi os votos.

Foto: Marcelo O´Reilly

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Carnaval de 2018 suspenso

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Por Redação

Faltando uma semana para dar início aos seus projetos de percussão e samba no pé, a São Clemente resolveu inovar e criar uma nova forma de interação social. É que a escola da Zona Sul deu início ao projeto “São Clemente Dá O Xeque-Mate”. A iniciativa tem como objetivo atender cerca de 700 crianças por ano com o objetivo de ensinar e levar os alunos a disputa de competições federadas de xadrez por todo o estado do Rio de Janeiro.

–  A São Clemente tem uma relação muito grande com o esporte. Olhamos para este projeto como uma nova forma de interação social e até de desenvolvimento da cidadania e da ética através do esporte e lazer. Temos um olhar muito direcionado também para esse lado social e acreditamos muito na importância de projetos como este. Damos total apoio e atenção a este tipo de iniciativa – explicou Roberto Gomes, vice-presidente da escola de Botafogo.

O projeto será desenvolvido justamente pela região de fundação da escola. A cada final de semana, a São Clemente estará presente em um bairro da Zona Sul para realizar as atividades do projeto, sempre sob supervisão do professor Israel, profissional na modalidade e mestre em Ciência do Desporto.

O xadrez, no entanto, não é a primeira atividade que faz a São Clemente se relacionar com o esporte. A escola de samba tem o futebol de praia como uma de suas principais ações, tendo sido campeã estadual em 2016 na categoria aspirante e vice entre as equipes amadoras.

O projeto São Clemente Dá O Xeque-Mate” acontece aos sábados, das 10h30 às 23h30. Cada turma possui 15 vagas disponíveis para crianças entre 8 e 13 anos. Os interessados devem procurar informações através do telefone (21) 970069888 (Israel).

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Por Redação

A tarde desta quarta-feira, 26, foi de trabalho pra turma da São Clemente. É que o presidente Renatinho, o vice Roberto Gomes e o carnavalesco Jorge Silveira se encontraram no Largo do Machado para colocar em dia os assuntos sobre as etapas iniciais de preparação do desfile para o ano que vem, mostrando que a escola já busca entrar em sintonia com o novo artista que vai assinar o desfile do ano que vem.

Jorge fará sua estreia no Grupo Especial e foi o responsável pela São Clemente ser a primeira escola da elite a divulgar o enredo para o Carnaval 2018. “Academicamente Popular” é o título do tema, que vai contar na Sapucaí a história dos 200 anos da Escola de Belas Artes. 

Em 2017, a São Clemente foi a nona colocada, com o enredo “Onisuáquimalipanse”, da carnavalesca Rosa Magalhães, que para a próxima temporada dá expediente na atual campeã da festa, a Portela.

 

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Por Redação

O samba da São Clemente em 2017 já dizia: “hoje o rei sou eu”. Leozinho, intérprete da escola, levou a letra a sério. O rapaz resolveu tirar uns dias de férias do Carnaval e dar um passeio pelas bandas de Recife, Pernambuco. O destino? O paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha.

Se as praias de água cristalina já enchem os olhos de qualquer um, o cantor tem mais um motivo para sorrir: a companhia da namorada Tati Nazário. A morena, dançarina da funkeira Ludmilla, deu um pouco mais de brilho à viagem de Leozinho. 

De contrato renovado para 2018, o cantor vai para o terceiro ano como voz oficial da São Clemente.

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Por Rafael Arantes

Valorizar a prata da casa sempre foi um dos principais objetivos da São Clemente no Carnaval. Agora, além de aproveitar ao máximo os profissionais formados na própria escola, a agremiação resolveu apostar todas as fichas numa equipe jovem. O talento da nova geração ganhou vez com a diretoria e é o trunfo para o desfile do ano que vem. E não precisa pensar muito para notar a decisão, basta olhar, de cara, a equipe para o próximo Carnaval.

Nova geração! Amanda Poblete e Jorge Silveira se juntam à rainha Raphaela Gomes no time de jovens da São Clemente | Foto: Rafael Arantes

O carnavalesco Jorge Silveira precisou de apenas um ano na Série A para chamar a atenção do presidente Renato Almeida Gomes e receber o convite de estrear no Grupo Especial do Carnaval do Rio. Após o vice-campeonato do grupo da Lierj com a Viradouro, o artista tem a missão de substituir a renomada Rosa Magalhães na escola da Zona Sul.

– É um desafio enorme, mas eu me sinto encorajado e tenho da parte da São Clemente todo o apoio necessário para o desenvolvimento do nosso projeto. Sou admirador profundo do trabalho da Rosa, mas em nenhum momento existe o sentimento de substituição. É um novo caminho, uma nova linguagem e a São Clemente tem essa consciência junto comigo. Vamos trilhar juntos nesse novo casamento. É sim desafiador mas, ao mesmo tempo, é a escola ideal para um desafio como este. Vamos trabalhar muito para levar a São Clemente ao mais alto possível – analisou o carnavalesco.

Ao lado de Fabricio Pires, que vai para o sexto ano como mestre-sala da São Clemente, será Amanda Poblete que defenderá o pavilhão da escola. Aos 20 anos, ela terá a segunda oportunidade consecutiva no Grupo Especial e não foge à responsabilidade do novo desafio entre as porta-bandeiras da elite do Carnaval carioca.

– É sempre um desafio chegar em uma nova casa, mas só de ter a confiança de todos aqui na escola logo num primeiro momento já ajuda demais. A escola nos acolheu muito bem. Na primeira vez que conversei com o presidente Renatinho ele já me deixou super a vontade e depositou muita confiança no trabalho que está começando aqui com o Fabricio, que está super aberto para dar uma cara para a nossa parceria. Ser jovem, muitas vezes assusta algumas escolas, mas aqui é bem diferente. Ser a porta-bandeira mais nova do Grupo Especial me dá ainda mais estímulo pra trabalhar e pra mostrar o valor dessa nossa nova geração – disse a porta-bandeira.

São Clemente aposta na nova geração e nos já experientes Fabricio e Caliquinho rumo a 2018 | Foto: Rafael Arantes

Além dos dois reforços da nova geração, a São Clemente já vem apostando na garotada de outros carnavais. O intérprete Leozinho Nunes também é um dos mais jovens entre os cantores do Grupo Especial e vai para o terceiro ano como voz oficial da escola. Além dele, a rainha Raphaela Gomes segue no posto da caçula entre as beldades que reinam à frente das baterias. No comando da Fiel Bateria, mestre Caliquinho também fez sua estreia ainda garoto e vai para o oitavo ano no posto.

O cantor Leozinho tem 29 anos e vai para o terceiro ano seguido na São Clemente

Em 2018, a São Clemente levará para Sapucaí o enredo “Academicamente Popular”, que vai contar os 200 anos da Escola de Belas Artes.

 

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Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber – e descobriu – quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 24, encerramos a série de apuração dessa meia década chegando à definição de quais escolas têm se destacado na soma de todos os quesitos.

Salgueiro é a escola mais regular dos últimos cinco anos – Foto: Tata Barreto/Riotur

Samba-EnredoComissão de FrenteAlegorias e Adereços, BateriaMestre-Sala e Porta-BandeiraHarmoniaEvolução, Fantasias e Enredo, os nove quesitos avaliados pelo juri da Liesa foram verificados nesse levantamento estatístico. O ranking lida, portanto, com a frieza dos números, de acordo com a visão dos 36 julgadores anuais dos desfiles.

Regularidade é a palavra de ordem do Salgueiro, líder na pontuação geral, embora tenha vencido só dois rankings (Enredo e Comissão de Frente). A pior performance é em Samba-Enredo, que dá o 4° lugar à Academia. Fora isso, passando por todos itens, a escola quando não ganha, tá em 2° ou 3°. A vantagem de 2,9 pontos em relação à Portela mostra que a vermelho e branco tem sido a mais equilibrada na competição nos últimos cinco anos.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Saindo do quarto lugar para o vice, a Portela há quatro anos passou de coadjuvante para protagonista. Com Falcon, novo comandante, a azul e branco arrancou para a disputa dos campeonatos. Mas foi na continuação dessa redenção, com o presidente Luís Carlos Magalhães, que a águia ficou com o título. É impressionante a melhora nas notas, principalmente nos quesitos plásticos. Méritos aí também para Alexandre Louzada e Paulo Barros, dois carnavalescos que fizeram a diferença em Madureira.

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Com vitórias em Alegorias e Adereços, Harmonia e Evolução, a Beija-Flor de Nilópolis é a que mais vence quesitos, mas não é líder no ranking geral. Os desempenhos em Fantasias e Enredo pesam na disputa com o Salgueiro, líder na pontuação, e com a Portela. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira são mais dois quesitos que elevam a nilopolitana ao status do top3 do Ranking Geral.

 

 

Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Unidos da Tijuca ganha em Bateria e Fantasias. Até 2016, vencia também em Enredo, Comissão de Frente e Alegorias. Mas a tragédia do desfile, quando a parte superior da segunda alegoria despencou em frente ao Setor 1, prejudicou todo o carnaval tijucano, comprometendo vários quesitos. A escola caiu de 1° no Ranking Geral para o quarto lugar.

 

 

Foto: Fat Press/Liesa

 

 

 

Os quesitos plásticos, além do enredo, e o samba-enredo são os que mais se destacam positivamente na Imperatriz. A escola ainda precisa melhorar as análises de Harmonia, Evolução e Comissão de Frente para chegar mais longe e voltar a brigar diretamente pelo caneco. Nos últimos cinco anos, foram quatro participações no Sábado das Campeãs.

 

 

Foto: Cezar Loureiro/Riotur

 

 

O quesito mais tradicional dos desfiles reservou a vitória a uma das bandeiras mais pesadas do Carnaval. A Mangueira vence Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Squel e Matheus Olivério fizeram a diferença nesta temporada. Mas outros nomes como Raphael Rodrigues e Marcella Alves também ajudaram na pontuação contada de 2013 a 2017. Enredo, graças ao novo talento Leandro Vieira, e Samba-Enredo dão força para a verde e rosa, que, seguindo esse ritmo, tem tudo para brigar mais uma vez pelo título em 2018.

 

Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

 

 

 

Pra ir além e ganhar o título inédito, a Grande Rio tem esbarrado em dificuldades no Samba-Enredo. No “Petróleo” e “Maricá”, em 2013 e 2014 respectivamente, os jurados desceram a caneta. Fantasias e Enredo precisam também de crescimento. Evolução e Comissão de Frente são os melhores quesitos nas cinco temporadas mais recentes.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Mesmo com as constantes trocas, os casais de mestre-sala e porta-bandeira têm dado as melhores notas à Vila Isabel nesse recorte de 2013 a 2017 do ranking. Samba-Enredo e Bateria vem na sequência com notas razoáveis na média. A escola precisa melhorar sobretudo em Comissão de Frente. O insucesso do desfile deste ano jogou a Vila de 6° para 8° no Ranking Geral. A tricampeã tratou de mexer em 90% do time para a próxima temporada.

 

Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

Na União da Ilha, o bom desfile de 2017 deu um novo gás, mas há no que evoluir. Comissão de Frente e Samba-Enredo estão na lanterninha da escola. Enredo, Fantasias, Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira, muito pela performance deste ano, ganharam pontos e apontam uma escala ascendente nas avaliações.

 

 

 

Foto: Fernando Maia/Riotur

 

 

10ª

 

O título pra Mocidade veio logo no primeiro grande ano da verde e branco depois de um longo tempo. Ainda não deu pra ganhar posições no ranking, mas do ano passado pra este, a escola ganhou mais de cinco pontos e encostou na Ilha. A recuperação foi geral, e o campeonato, mesmo conquistado em abril, após decisão em plenária, pode dar a confiança que a turma de Padre Miguel tanto precisava pra arrancar na tabela dos quesitos.

 

Foto: Irapuã Jeferson

11ª

Em direção ao oitavo campeonato seguido na elite, a São Clemente não tem motivos para reclamar, mas tem o que apurar de olho no objetivo de se aproximar a cada ano das poderosas. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira se destacam no todo com boas pontuações. Os ritmistas de mestre Caliquinho superam tradicionais baterias: Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade. Samba-Enredo e Comissão de Frente ainda são os quesitos de notas mais carentes.

 

 

Foto: J. Ricardo/Sambarazzo

 

CONFIRA:

 

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Por Redação

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Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis. Nas Fantasias deu Unidos da Tijuca. E neste domingo, 23, encerramos a segunda temporada da série de apuração com Enredo, que molda os caminhos de cada escola e roteiriza a apresentação na Avenida.

Foto: Tata Barreto/Riotur

A regularidade dos últimos anos bota o Salgueiro no topo do ranking. As criações de Renato Lage garantiram leituras quase perfeitas dos temas apresentados pela escola. Para os jurados, “Fama” (2013) e “Culinária mineira” (2015) ficaram devendo em relação aos outros três temas: “Gaia” (2014), “Malandro” (2016) e “Divina Comédia” (2017), o trio garantiu 40 pontos. Renato Lage se despediu, e Alex de Souza, novo carnavalesco, assume com a missão de manter a execução na excelência costumeira dos salgueirenses.

 

1° Salgueiro – Fotos: Cezar Loureiro/Riotur e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

O eterno camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira, Zico, manteve a tradição do número na Imperatriz: dez, nota dez. O melhor enredo da escola, segundo o júri da Liga, nos últimos cinco anos. Os temas do Pará (2013) e o afro Axé Nkenda (2015) deram ótimos motivos para as renovações seguidas do carnavalesco Cahê Rodrigues e serviram também para colocar a verde e branco na vice-liderança do Ranking. Nas últimas duas temporadas com “Zezé Di Camargo e Luciano” (2016) e “Xingu” (2017), a escola perdeu seis décimos no item, mas conseguiu, ainda assim, ganhar uma posição no ranking, ultrapassando a Tijuca, que caiu de 1° pra 5° após o desastre deste ano.

 

2ª Imperatriz – Fotos: Tata Barreto/Riotur e Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Já são duas notas 40 em dois anos nos carnavais da Mangueira assinados por Leandro Vieira. O novo valor da festa tem sido sinônimo de aprovação. Em Fantasias e Alegorias a verde e rosa ganhou posições, e em enredo, claro, não é diferente. “Maria Bethânia” (2016) e “Só com a ajuda do santo” (2017) não deixaram um décimo sequer pelo caminho. Antes dos dois enredos, a escola estava há cinco anos sem nota máxima no quesito. Em 2015 e 2014, ainda sem Vieira, as narrativas sobre mulheres e festas brasileiras, respectivamente, deram à verde e rosa uma coletânea de 9,9 e afastaram a Estação Primeira da ponta do Ranking.

 

3ª Mangueira – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Sofie Mentens/Riotur)

 

 

Enredo é mais um quesito que a Portela apresenta um gráfico totalmente ascendente. Se em 2013, sequer um 9,9 a azul e branco conseguiu, agora raridade é nota diferente de 10. Nas últimas 12 avaliações, dadas em três anos, 10 foram máximas. Os enredos que gabaritaram foram: “450 anos do Rio” (2015), ainda com Alexandre Louzada, e “os rios” (2017) com Paulo Barros. O pior ano foi 2013, quando Madureira, bairro natal da águia, era enredo e perdeu oito décimos dos quatro jurados daquela temporada.

4ª Portela – Fotos: Irapuã Jeferson e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Pra Tijuca, Enredo foi mais um quesito a ser avariado pelo acidente no desfile deste ano. Com a segunda alegoria empacada no Setor 1, enquanto os bombeiros prestavam socorro às vítimas do desabamento de parte do carro, as alas passavam à frente e embaralhavam a leitura da narrativa sobre a música americana. Ao todo, 11 décimos ficaram pelo caminho, derrubando a escola do Borel de 1° para 5° no Ranking de Enredo em um ano. Os melhores temas, na visão dos jurados, são os dois de Paulo Barros: “Alemanha” (2013) e “Ayrton Senna/Velocidade” (2014)

5ª Unidos da Tijuca – Fotos: Fat Press/Liesa e Michele Iassanori/Sambarazzo

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

ENREDO