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São Clemente

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Por Redação

Após nova reunião com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta segunda-feira, 10, as escolas de samba seguem com menos dinheiro pra fazer o Carnaval 2018. A prefeitura manteve o corte em 50% da subvenção às agremiações, e cada uma terá da entidade a garantia de R$ 1 milhão (pagos em cinco parcelas de R$ 200 mil).

Ensaios técnicos ameaçados | Foto: Alexandre Macieira / Riotur

Com menos dinheiro, o cronograma está atrasando o início dos trabalhos das escolas, que ainda sonham com que o prefeito mude de ideia.

– O sentimento continua sendo o de perda. Perdemos o convênio com a Petrobras, que nos dava R$ 1 milhão. Perdemos o convênio com o Governo do Estado. Os ingressos dos desfiles não sofrem reajuste. O reajuste da TV (Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles) é ínfimo. E a prefeitura ainda corta, até então, 50%? Então, o sentimento continua sendo de prejuízo. E a mão de obra e a matéria-prima pra fazer tudo só aumentam. Mas vamos aguardar pra ver a questão dos ensaios técnicos. Mas, desse jeito, não dá pra fazer. Por enquanto, o Castanheira diz que os ensaios estão suspensos – disse Nei Filardi, presidente da União da Ilha, em conversa com o Sambarazzo.

O encontro dos dirigentes com Crivella também serviu para o presidente da Riotur, Marcelo Alves, se comprometer a conseguir R$ 500 mil pra cada uma das 13 escolas do Grupo Especial do Rio através da iniciativa privada.

– O prefeito endossou as palavras do Marcelo (Alves). Então, vamos aguardar pra ver o que conseguimos – completou Filardi.

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Por Redação

Após o término da reunião entre os presidentes das escolas de samba do Rio com o prefeito Marcelo Crivella na manhã desta quarta-feira, 28, rolou uma outra reunião. É que os dirigentes, ávidos por uma solução pra conseguir colocar o carnaval na rua com R$ 1 milhão a menos, já começaram a discutir o que irão propor ao prefeito no novo encontro agendado com Crivella, na próxima segunda-feira, 3.

Marcelo Crivella ouviu as reivindicações das escolas, que são contra o corte de 50% da verba destinada a cada uma. Presidente da Riotur, Marcelo Alves (à esquerda de Crivella) também participou do papo, e prometeu tentar solução com a iniciativa privada I Foto: Divulgação

– O prefeito vai entrar num consenso com as escolas, sim. Ele conversou direito com a gente, e uma coisa é certa: vai ter desfile. Ele falou dos problemas dele, escutou os nossos… Ele disse que temos que botar na rua o bloco ‘Unidos Venceremos’. O Crivella sinalizou com algumas alternativas, e vai nos apresentar na segunda-feira, data da nova reunião – contou ao Sambarazzo Milton Perácio, presidente da Grande Rio.

Após se reunirem com o prefeito, dirigentes das escolas do Grupo Especial do Rio debateram o encontro com Crivella I Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

Apesar de Crivella ter tranquilizado as escolas no papo a portas fechadas desta quarta, as agremiações ainda estão tensas em relação ao espetáculo de 2018. Uma das ideias das escolas é que caia a obrigatoriedade da Liga Independente das Escolas de Samba de pagar o ISS (imposto sobre serviço), que causa uma baixa à Liesa de R$ 6 milhões. A medida seria uma forma da Liesa economizar e repassar a verba às escolas de samba. Outras soluções serão discutidas na semana que vem.

– Foi um encontro cordial em que o prefeito e sua equipe se mostraram abertos. Eles falaram que cada um dos presidentes também pode falar sobre o drama que cada um de nós está passando, no Brasil inteiro. Combinamos na próxima segunda-feira uma nova reunião. Ele (Crivella) está avaliando junto com a Riotur qual modelo poderia ser sugerido para que o carnaval não deixasse de ter o mesmo impacto positivo para a cidade do Rio de Janeiro, o mesmo brilho e a mesma qualidade – contou à imprensa o presidente da liga, Jorge Castanheira.

Vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco gostou da primeira reunião, mas foi cauteloso ao avaliar o diálogo entre as escolas e o prefeito do Rio.

– Vamos aguardar os próximos acontecimentos. Mas gostei dele ter ouvido nosso lado – disse o dirigente.

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Por Redação

Terminou por volta das 10h da manhã desta quarta-feira, 28, a reunião entre representantes das 13 escolas do Grupo Especial do Rio e Marcelo Crivella. O prefeito do Rio recebeu os dirigentes em seu gabinete na Prefeitura do Rio e manteve a posição de que os cofres públicos não estão fartos. No entanto, Crivella, que anunciou mês passado o corte de 50% da subvenção concedida às agremiações, tranquilizou os presidentes das escolas e prometeu um novo encontro, na semana que vem, para dar fim à polêmica e apresentar uma solução para o espetáculo.

– O prefeito vai entrar num consenso com as escolas, sim. Ele conversou direito com a gente, e uma coisa é certa: vai ter desfile. Ele falou dos problemas dele, escutou os nossos… Ele disse que temos que botar na rua o bloco ‘Unidos Venceremos’. O Crivella sinalizou com algumas alternativas, e vai nos apresentar na segunda-feira, data da nova reunião – contou ao Sambarazzo Milton Perácio, presidente da Grande Rio.

Uma das propostas das escolas de samba ao prefeito foi a perda da obrigatoriedade da Liga Independente das Escolas de Samba de pagar o ISS (imposto sobre serviço), que custa à Liesa algo em torno de R$ 6 milhões.

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Por Redação

Acontece desde as 8h11 desta quarta-feira, 28, uma reunião a portas fechadas no prédio da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, entre Marcelo Crivella e representantes das escolas de samba do Rio. Pressionado pelas agremiações e por vereadores, o prefeito topou se encontrar com os dirigentes e dialogar sobre o polêmico corte de 50% da subvenção concedida a cada escola.

Bem cedo! Crivella aceitou dialogar com os dirigentes das escolas de samba do Rio, mas pediu que o encontro, a portas fechadas, acontecesse nas primeiras horas desta quarta-feira, 28 I Foto: Divulgação

– Ele disse que até poderia atender os presidentes, mas só se fosse de manhã cedo – contou a funcionária de uma escola do Grupo Especial carioca.

A indústria hoteleira, que seria diretamente afetada com a não realização dos desfiles na Sapucaí – a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, havia suspendido a festa de 2018 até encontrar soluções financeiras pra bancar o espetáculo -, também está fazendo pressão com a prefeitura.

Segundo fontes, dirigentes se articularam com a Câmara de Vereadores do Rio para fazer uma pressão maior, o que teria tido um peso para que Crivella aceitasse conversar com as escolas, que pedem socorro após ter R$ 1 milhão a menos pra botar o carnaval na rua.

– Cada escola procurou pelo menos seis vereadores pra pedir, e os vereadores se impuseram com Crivella – revela outra fonte ao Sambarazzo.

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Por Redação

Principalmente durante o segundo turno das eleições, diversos sambistas – não só dirigentes – decidiram apoiar o então candidato Marcelo Crivella. A ideia era combater o adversário dele, Marcelo Freixo, visto com certo temor no meio pelas propostas mais reformadoras do atual modelo de gestão da festa, como a criação de uma Secretaria especial de Carnaval e consequentemente o enfraquecimento da Liesa, e até uma relativização das subvenções.

Crivella foi eleito e seis meses depois da vitória decidiu cortar pela metade a verba subvencionada pela prefeitura às escolas de samba. Presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, o Renatinho, foi um dos mais fortes ‘cabos eleitorais’ do político no meio do samba, chegando a pedir votos aos torcedores. Agora, após a decisão do chefe do executivo, o dirigente pede desculpas.

– Como presidente votei no Crivella e aprendi que sempre devo confiar em palavra de homem. Se errei, peço desculpa aos clementianos que também pedi os votos.

Foto: Marcelo O´Reilly

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Carnaval de 2018 suspenso

Por Redação

Faltando uma semana para dar início aos seus projetos de percussão e samba no pé, a São Clemente resolveu inovar e criar uma nova forma de interação social. É que a escola da Zona Sul deu início ao projeto “São Clemente Dá O Xeque-Mate”. A iniciativa tem como objetivo atender cerca de 700 crianças por ano com o objetivo de ensinar e levar os alunos a disputa de competições federadas de xadrez por todo o estado do Rio de Janeiro.

–  A São Clemente tem uma relação muito grande com o esporte. Olhamos para este projeto como uma nova forma de interação social e até de desenvolvimento da cidadania e da ética através do esporte e lazer. Temos um olhar muito direcionado também para esse lado social e acreditamos muito na importância de projetos como este. Damos total apoio e atenção a este tipo de iniciativa – explicou Roberto Gomes, vice-presidente da escola de Botafogo.

O projeto será desenvolvido justamente pela região de fundação da escola. A cada final de semana, a São Clemente estará presente em um bairro da Zona Sul para realizar as atividades do projeto, sempre sob supervisão do professor Israel, profissional na modalidade e mestre em Ciência do Desporto.

O xadrez, no entanto, não é a primeira atividade que faz a São Clemente se relacionar com o esporte. A escola de samba tem o futebol de praia como uma de suas principais ações, tendo sido campeã estadual em 2016 na categoria aspirante e vice entre as equipes amadoras.

O projeto São Clemente Dá O Xeque-Mate” acontece aos sábados, das 10h30 às 23h30. Cada turma possui 15 vagas disponíveis para crianças entre 8 e 13 anos. Os interessados devem procurar informações através do telefone (21) 970069888 (Israel).

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Por Redação

A tarde desta quarta-feira, 26, foi de trabalho pra turma da São Clemente. É que o presidente Renatinho, o vice Roberto Gomes e o carnavalesco Jorge Silveira se encontraram no Largo do Machado para colocar em dia os assuntos sobre as etapas iniciais de preparação do desfile para o ano que vem, mostrando que a escola já busca entrar em sintonia com o novo artista que vai assinar o desfile do ano que vem.

Jorge fará sua estreia no Grupo Especial e foi o responsável pela São Clemente ser a primeira escola da elite a divulgar o enredo para o Carnaval 2018. “Academicamente Popular” é o título do tema, que vai contar na Sapucaí a história dos 200 anos da Escola de Belas Artes. 

Em 2017, a São Clemente foi a nona colocada, com o enredo “Onisuáquimalipanse”, da carnavalesca Rosa Magalhães, que para a próxima temporada dá expediente na atual campeã da festa, a Portela.

 

Por Redação

O samba da São Clemente em 2017 já dizia: “hoje o rei sou eu”. Leozinho, intérprete da escola, levou a letra a sério. O rapaz resolveu tirar uns dias de férias do Carnaval e dar um passeio pelas bandas de Recife, Pernambuco. O destino? O paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha.

Se as praias de água cristalina já enchem os olhos de qualquer um, o cantor tem mais um motivo para sorrir: a companhia da namorada Tati Nazário. A morena, dançarina da funkeira Ludmilla, deu um pouco mais de brilho à viagem de Leozinho. 

De contrato renovado para 2018, o cantor vai para o terceiro ano como voz oficial da São Clemente.

Por Rafael Arantes

Valorizar a prata da casa sempre foi um dos principais objetivos da São Clemente no Carnaval. Agora, além de aproveitar ao máximo os profissionais formados na própria escola, a agremiação resolveu apostar todas as fichas numa equipe jovem. O talento da nova geração ganhou vez com a diretoria e é o trunfo para o desfile do ano que vem. E não precisa pensar muito para notar a decisão, basta olhar, de cara, a equipe para o próximo Carnaval.

Nova geração! Amanda Poblete e Jorge Silveira se juntam à rainha Raphaela Gomes no time de jovens da São Clemente | Foto: Rafael Arantes

O carnavalesco Jorge Silveira precisou de apenas um ano na Série A para chamar a atenção do presidente Renato Almeida Gomes e receber o convite de estrear no Grupo Especial do Carnaval do Rio. Após o vice-campeonato do grupo da Lierj com a Viradouro, o artista tem a missão de substituir a renomada Rosa Magalhães na escola da Zona Sul.

– É um desafio enorme, mas eu me sinto encorajado e tenho da parte da São Clemente todo o apoio necessário para o desenvolvimento do nosso projeto. Sou admirador profundo do trabalho da Rosa, mas em nenhum momento existe o sentimento de substituição. É um novo caminho, uma nova linguagem e a São Clemente tem essa consciência junto comigo. Vamos trilhar juntos nesse novo casamento. É sim desafiador mas, ao mesmo tempo, é a escola ideal para um desafio como este. Vamos trabalhar muito para levar a São Clemente ao mais alto possível – analisou o carnavalesco.

Ao lado de Fabricio Pires, que vai para o sexto ano como mestre-sala da São Clemente, será Amanda Poblete que defenderá o pavilhão da escola. Aos 20 anos, ela terá a segunda oportunidade consecutiva no Grupo Especial e não foge à responsabilidade do novo desafio entre as porta-bandeiras da elite do Carnaval carioca.

– É sempre um desafio chegar em uma nova casa, mas só de ter a confiança de todos aqui na escola logo num primeiro momento já ajuda demais. A escola nos acolheu muito bem. Na primeira vez que conversei com o presidente Renatinho ele já me deixou super a vontade e depositou muita confiança no trabalho que está começando aqui com o Fabricio, que está super aberto para dar uma cara para a nossa parceria. Ser jovem, muitas vezes assusta algumas escolas, mas aqui é bem diferente. Ser a porta-bandeira mais nova do Grupo Especial me dá ainda mais estímulo pra trabalhar e pra mostrar o valor dessa nossa nova geração – disse a porta-bandeira.

São Clemente aposta na nova geração e nos já experientes Fabricio e Caliquinho rumo a 2018 | Foto: Rafael Arantes

Além dos dois reforços da nova geração, a São Clemente já vem apostando na garotada de outros carnavais. O intérprete Leozinho Nunes também é um dos mais jovens entre os cantores do Grupo Especial e vai para o terceiro ano como voz oficial da escola. Além dele, a rainha Raphaela Gomes segue no posto da caçula entre as beldades que reinam à frente das baterias. No comando da Fiel Bateria, mestre Caliquinho também fez sua estreia ainda garoto e vai para o oitavo ano no posto.

O cantor Leozinho tem 29 anos e vai para o terceiro ano seguido na São Clemente

Em 2018, a São Clemente levará para Sapucaí o enredo “Academicamente Popular”, que vai contar os 200 anos da Escola de Belas Artes.

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber – e descobriu – quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 24, encerramos a série de apuração dessa meia década chegando à definição de quais escolas têm se destacado na soma de todos os quesitos.

Salgueiro é a escola mais regular dos últimos cinco anos – Foto: Tata Barreto/Riotur

Samba-EnredoComissão de FrenteAlegorias e Adereços, BateriaMestre-Sala e Porta-BandeiraHarmoniaEvolução, Fantasias e Enredo, os nove quesitos avaliados pelo juri da Liesa foram verificados nesse levantamento estatístico. O ranking lida, portanto, com a frieza dos números, de acordo com a visão dos 36 julgadores anuais dos desfiles.

Regularidade é a palavra de ordem do Salgueiro, líder na pontuação geral, embora tenha vencido só dois rankings (Enredo e Comissão de Frente). A pior performance é em Samba-Enredo, que dá o 4° lugar à Academia. Fora isso, passando por todos itens, a escola quando não ganha, tá em 2° ou 3°. A vantagem de 2,9 pontos em relação à Portela mostra que a vermelho e branco tem sido a mais equilibrada na competição nos últimos cinco anos.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Saindo do quarto lugar para o vice, a Portela há quatro anos passou de coadjuvante para protagonista. Com Falcon, novo comandante, a azul e branco arrancou para a disputa dos campeonatos. Mas foi na continuação dessa redenção, com o presidente Luís Carlos Magalhães, que a águia ficou com o título. É impressionante a melhora nas notas, principalmente nos quesitos plásticos. Méritos aí também para Alexandre Louzada e Paulo Barros, dois carnavalescos que fizeram a diferença em Madureira.

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Com vitórias em Alegorias e Adereços, Harmonia e Evolução, a Beija-Flor de Nilópolis é a que mais vence quesitos, mas não é líder no ranking geral. Os desempenhos em Fantasias e Enredo pesam na disputa com o Salgueiro, líder na pontuação, e com a Portela. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira são mais dois quesitos que elevam a nilopolitana ao status do top3 do Ranking Geral.

 

 

Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Unidos da Tijuca ganha em Bateria e Fantasias. Até 2016, vencia também em Enredo, Comissão de Frente e Alegorias. Mas a tragédia do desfile, quando a parte superior da segunda alegoria despencou em frente ao Setor 1, prejudicou todo o carnaval tijucano, comprometendo vários quesitos. A escola caiu de 1° no Ranking Geral para o quarto lugar.

 

 

Foto: Fat Press/Liesa

 

 

 

Os quesitos plásticos, além do enredo, e o samba-enredo são os que mais se destacam positivamente na Imperatriz. A escola ainda precisa melhorar as análises de Harmonia, Evolução e Comissão de Frente para chegar mais longe e voltar a brigar diretamente pelo caneco. Nos últimos cinco anos, foram quatro participações no Sábado das Campeãs.

 

 

Foto: Cezar Loureiro/Riotur

 

 

O quesito mais tradicional dos desfiles reservou a vitória a uma das bandeiras mais pesadas do Carnaval. A Mangueira vence Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Squel e Matheus Olivério fizeram a diferença nesta temporada. Mas outros nomes como Raphael Rodrigues e Marcella Alves também ajudaram na pontuação contada de 2013 a 2017. Enredo, graças ao novo talento Leandro Vieira, e Samba-Enredo dão força para a verde e rosa, que, seguindo esse ritmo, tem tudo para brigar mais uma vez pelo título em 2018.

 

Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

 

 

 

Pra ir além e ganhar o título inédito, a Grande Rio tem esbarrado em dificuldades no Samba-Enredo. No “Petróleo” e “Maricá”, em 2013 e 2014 respectivamente, os jurados desceram a caneta. Fantasias e Enredo precisam também de crescimento. Evolução e Comissão de Frente são os melhores quesitos nas cinco temporadas mais recentes.

 

 

Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Mesmo com as constantes trocas, os casais de mestre-sala e porta-bandeira têm dado as melhores notas à Vila Isabel nesse recorte de 2013 a 2017 do ranking. Samba-Enredo e Bateria vem na sequência com notas razoáveis na média. A escola precisa melhorar sobretudo em Comissão de Frente. O insucesso do desfile deste ano jogou a Vila de 6° para 8° no Ranking Geral. A tricampeã tratou de mexer em 90% do time para a próxima temporada.

 

Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

Na União da Ilha, o bom desfile de 2017 deu um novo gás, mas há no que evoluir. Comissão de Frente e Samba-Enredo estão na lanterninha da escola. Enredo, Fantasias, Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira, muito pela performance deste ano, ganharam pontos e apontam uma escala ascendente nas avaliações.

 

 

 

Foto: Fernando Maia/Riotur

 

 

10ª

 

O título pra Mocidade veio logo no primeiro grande ano da verde e branco depois de um longo tempo. Ainda não deu pra ganhar posições no ranking, mas do ano passado pra este, a escola ganhou mais de cinco pontos e encostou na Ilha. A recuperação foi geral, e o campeonato, mesmo conquistado em abril, após decisão em plenária, pode dar a confiança que a turma de Padre Miguel tanto precisava pra arrancar na tabela dos quesitos.

 

Foto: Irapuã Jeferson

11ª

Em direção ao oitavo campeonato seguido na elite, a São Clemente não tem motivos para reclamar, mas tem o que apurar de olho no objetivo de se aproximar a cada ano das poderosas. Bateria e Mestre-Sala e Porta-Bandeira se destacam no todo com boas pontuações. Os ritmistas de mestre Caliquinho superam tradicionais baterias: Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade. Samba-Enredo e Comissão de Frente ainda são os quesitos de notas mais carentes.

 

 

Foto: J. Ricardo/Sambarazzo

 

CONFIRA:

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis. Nas Fantasias deu Unidos da Tijuca. E neste domingo, 23, encerramos a segunda temporada da série de apuração com Enredo, que molda os caminhos de cada escola e roteiriza a apresentação na Avenida.

Foto: Tata Barreto/Riotur

A regularidade dos últimos anos bota o Salgueiro no topo do ranking. As criações de Renato Lage garantiram leituras quase perfeitas dos temas apresentados pela escola. Para os jurados, “Fama” (2013) e “Culinária mineira” (2015) ficaram devendo em relação aos outros três temas: “Gaia” (2014), “Malandro” (2016) e “Divina Comédia” (2017), o trio garantiu 40 pontos. Renato Lage se despediu, e Alex de Souza, novo carnavalesco, assume com a missão de manter a execução na excelência costumeira dos salgueirenses.

 

1° Salgueiro – Fotos: Cezar Loureiro/Riotur e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

O eterno camisa 10 do Flamengo e da seleção brasileira, Zico, manteve a tradição do número na Imperatriz: dez, nota dez. O melhor enredo da escola, segundo o júri da Liga, nos últimos cinco anos. Os temas do Pará (2013) e o afro Axé Nkenda (2015) deram ótimos motivos para as renovações seguidas do carnavalesco Cahê Rodrigues e serviram também para colocar a verde e branco na vice-liderança do Ranking. Nas últimas duas temporadas com “Zezé Di Camargo e Luciano” (2016) e “Xingu” (2017), a escola perdeu seis décimos no item, mas conseguiu, ainda assim, ganhar uma posição no ranking, ultrapassando a Tijuca, que caiu de 1° pra 5° após o desastre deste ano.

 

2ª Imperatriz – Fotos: Tata Barreto/Riotur e Irapuã Jeferson/Sambarazzo

 

 

Já são duas notas 40 em dois anos nos carnavais da Mangueira assinados por Leandro Vieira. O novo valor da festa tem sido sinônimo de aprovação. Em Fantasias e Alegorias a verde e rosa ganhou posições, e em enredo, claro, não é diferente. “Maria Bethânia” (2016) e “Só com a ajuda do santo” (2017) não deixaram um décimo sequer pelo caminho. Antes dos dois enredos, a escola estava há cinco anos sem nota máxima no quesito. Em 2015 e 2014, ainda sem Vieira, as narrativas sobre mulheres e festas brasileiras, respectivamente, deram à verde e rosa uma coletânea de 9,9 e afastaram a Estação Primeira da ponta do Ranking.

 

3ª Mangueira – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Sofie Mentens/Riotur)

 

 

Enredo é mais um quesito que a Portela apresenta um gráfico totalmente ascendente. Se em 2013, sequer um 9,9 a azul e branco conseguiu, agora raridade é nota diferente de 10. Nas últimas 12 avaliações, dadas em três anos, 10 foram máximas. Os enredos que gabaritaram foram: “450 anos do Rio” (2015), ainda com Alexandre Louzada, e “os rios” (2017) com Paulo Barros. O pior ano foi 2013, quando Madureira, bairro natal da águia, era enredo e perdeu oito décimos dos quatro jurados daquela temporada.

4ª Portela – Fotos: Irapuã Jeferson e Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

Pra Tijuca, Enredo foi mais um quesito a ser avariado pelo acidente no desfile deste ano. Com a segunda alegoria empacada no Setor 1, enquanto os bombeiros prestavam socorro às vítimas do desabamento de parte do carro, as alas passavam à frente e embaralhavam a leitura da narrativa sobre a música americana. Ao todo, 11 décimos ficaram pelo caminho, derrubando a escola do Borel de 1° para 5° no Ranking de Enredo em um ano. Os melhores temas, na visão dos jurados, são os dois de Paulo Barros: “Alemanha” (2013) e “Ayrton Senna/Velocidade” (2014)

5ª Unidos da Tijuca – Fotos: Fat Press/Liesa e Michele Iassanori/Sambarazzo

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

ENREDO

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. Evolução vai pela mesma linha e é dominada pela escola de Nilópolis E nesta quinta-feira, 20, seguimos a segunda edição da série de apuração pra ver como fica Fantasias, essas criações dos carnavalescos que dão cores, formas e significados aos desfiles.

Marcus Paulo, Annik Salmon, Hélcio Pain e Mauro Quintaes formaram a comissão de carnaval da Tijuca por três temporadas. Para o próximo ano, Quintaes saiu, mas deixou de legado, junto dos companheiros, ótimas notas para os figurinos tijucanos – Foto: Felipe Araújo

Unidos da Tijuca, Salgueiro, Portela e Imperatriz dominam o quesito Fantasias. Entre a líder e a quarta são apenas dois décimos. Foi no detalhe que a história se resolveu.

Se em boa parte dos rankings a Tijuca perdeu duas ou três posições pelo desfile acidentado que teve em 2017, Fantasias não sofreu impacto, e a escola do Borel ficou na liderança. É verdade que foi ali no detalhe, um décimo à frente do Salgueiro e dois adiante de Portela e Imperatriz, mas o que vale é que não dá pra negar a qualidade plástica da escola nos últimos cinco anos. De Paulo Barros à comissão de carnaval, as notas são das melhores, com destaque para 2016 com 40 pontos.

1ª Unidos da Tijuca – Fotos: Gabriel Monteiro/Riotur (2) e Michele Iassanori (1 e 3)

 

 

Os 15 anos de Renato Lage deram ao Salgueiro a certeza de desfile bonito – quase sempre até deslumbrante. Não é de se surpreender, portanto, que a vermelho e branco é uma das ponteiras. Um 9,9, que acabou descartado pela Liesa, tirou a liderança deste ranking. Nenhum mal. A escola segue nas cabeças e agora, sob o comando artístico do carnavalesco Alex de Souza, espera manter o nível pra continuar na briga pelos campeonatos.

 

2° Salgueiro – Fotos: Irapuã Jeferson, Michele Iassanori e Tata Barreto/Riotur

 

 

Mesmo em 3°, a Portela tem muito o que comemorar, principalmente ao perceber o passado recente, no qual uma nota 10 que fosse em Fantasias já era pra agradecer aos céus. Desde 2014, a Águia iniciou uma recuperação impressionante – que passou pela mudança de administração – nas avaliações de seus figurinos e saltou pro topo. Nesse recorte de cinco anos, a azul e branco de Madureira é a única a conseguir notas 40 em três anos consecutivos (2015, com Alexandre Louzada, 2016 e 2017, com Paulo Barros). Se uma nota 40 se repetir em 2018, é certo que a escola toma a ponta do ranking.

3ª Portela – Fotos: Tata Barreto/Riotur (1) e Irapuã Jeferson (2 e 3)

 

 

Recuperação também foi uma tônica para a Imperatriz no quesito. Em 2012, a verde e branco estava na rabeira do Ranking, mas mostrou a mesma força portelense para reagir. A diferença é que a escola ainda tem deixado alguns escassos décimos pelo caminho. A chegada do carnavalesco Cahê Rodrigues em 2013 deu um up na plástica da primeira tricampeã do Sambódromo e faz a verde e branco brigar na ponta da tabela.

 

 

4ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson (1 e 3) e Fat Press/Liesa (2)

 

 

Lá embaixo na classificação até pouquíssimo tempo, a Mangueira tem que agradecer ao carnavalesco Leandro Vieira pela arrancada neste quesito. A verde e rosa ficou uma década sem conseguir três notas 10 para os seus figurinos. A última vez tinha sido em 2006, com Max Lopes. Vieira não só quebrou a escrita negativa na estreia dele em 2016 como repetiu a dose em 2017. O bom índice recente, bota a Estação Primeira fechando o Top5 em Fantasias, tirando a Beija-Flor.

 

5ª Mangueira – Foto: Gabriel Monteiro, Ronaldo Nina e Raphael David/Riotur

Beija-Flor, Grande Rio, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

 

Fantasias

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. A Harmonia já nem é um quesito, é uma característica da Beija-Flor. E nesta quarta-feira, 19, seguimos a segunda edição da série de apuração pra conferir Evolução, quesito que analisa o andamento organizado e espontâneo dos milhares de componentes na Avenida.

O cara! Diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla ainda mantém a ponta quando assunto é Harmonia e Evolução – Foto: Michele Iassanori

A “Deusa da Passarela” mostra soberania em mais um quesito da série: Evolução. Os incansáveis ensaios de quadra e de rua comandados por Laíla dão à Beija-Flor um ótimo escore entre os jurados e o apelido de “rolo compressor” para seus fãs. De 2013 pra cá, seguindo o regulamento de julgamento da Liesa, a azul e branco só perdeu ponto em 2014, e olha que foi um mísero décimo. Considerando todas as 20 notas aferidas, a escola que é “de fato nilopolitana” deixou 0,5 para trás, e venceu as competentes evoluções do Salgueiro e da Grande Rio.

1ª Beija-Flor – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Outra escola já conhecida pelos desfiles pra lá de esfuziantes na Avenida é o Salgueiro. Sem dar motivos para muitos descontos no quesito, a vermelho e branco é potência quando o assunto é cantar e evoluir com leveza e organização. Não à toa, é a vice-líder no Ranking de Evolução. Já há alguns anos, antes mesmo da escolha do samba oficial do Carnaval seguinte, a escola realiza ensaios técnicos com as obras finalistas e dá uma palinha pelas ruas do Andaraí, bairro da Zona Norte carioca, do que é a Academia na Sapucaí. São 10 notas 10 seguidas nos últimos três anos.

2° Salgueiro – Foto: Fernando Grilli/Riotur

 

 

Se a Grande Rio já tem sido certeira em Evolução, com Ivete Sangalo no desfile ganhou mais emoção ainda e o desfile 2017 foi mais um quase perfeito no quesito para a tricolor. Não é só a turma de Nilópolis que tira onda nos quesitos de chão representando a Baixada Fluminense. A escola de Caxias sempre tira dez. Nas três temporadas mais recentes, por exemplo, não perdeu décimos no julgamento oficial.

 

 

3ª Grande Rio – Foto: Fat Press/Liesa

 

 

Das mais tradicionais escolas do Brasil, a Portela é certeira quando o assunto é samba no pé. A nota 40 em Evolução neste ano – aliás já são duas em dois anos – não somente evidenciou a aprovação fria das canetadas do júri, como também o frenesi instantâneo do público da Sapucaí naquela Segunda-feira de Carnaval a ser memorada por algum tempo pelos portelenses. O título voltou pra Madureira, e a azul e branco não está longe das ponteiras no ranking.

4ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

Além das invenções e magias dos carnavais comandados por Paulo Barros, não dá pra negar que a Unidos da Tijuca despontou entre as favoritas aos títulos também pelo chão no passado recente. O ano de 2017, ponto totalmente fora da curva na trajetória, prejudicou a escola tijucana no ranking. Em um ano, caiu da vice-liderança para o 5°.

 

 

5ª Unidos da Tijuca – Foto: Fat Press/Liesa

Imperatriz, Mangueira, União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

EVOLUÇÃO

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina. Mestre-Sala e Porta-Bandeira mostra a eficiência da Mangueira. E nesta terça-feira, 18, continuamos a segunda edição da série de apuração pra conferir as harmonias das escolas, responsáveis pelo canto pleno e entrosamento musical entre carro de som e componentes.

A serenidade no olhar de quem só tira 10 – Foto: Irapuã Jeferson

A intensidade nos ensaios da Beija-Flor, bota a comunidade de Nilópolis no topo pela segunda vez em dois anos do Ranking de Harmonia. Quando se vai depender só do “chão” da turma da azul e branco é certeza de resultado soberano. Com a autoestima lá em cima, os nilopolitanos invadem a Sapucaí e mostram por que merecem os méritos e as atenções especiais do diretor de carnaval Laíla, que desde sempre entende o trabalho humano interno como primordial para a preservação da “Deusa” nas cabeças.

Já são duas notas 40 seguidas e 10 avaliações máximas consecutivas em três anos.

 

1ª Beija-Flor – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

Com a nova administração sob a liderança de Marcos Falcon – hoje continuada por Luís Carlos Magalhães -, a Portela deu uma guinada sensível em todos os quesitos, e Harmonia foi um deles. A galera da Águia sempre desfilou bem no chão, mas agora já são 11 notas dez seguidas, um rendimento que ajudou a botar a Portela entre as favoritas nos últimos dois anos. O título de 2017 passa também pela força do canto e o entrosamento do carro de som com os componentes.

 

 

2ª Portela – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

 

O jurado Jardel Maia viu um “desequilíbrio e falta de entrosamento entre canto e bateria”, mas ficou sozinho nessa e foi o único a descontar um décimo do Salgueiro nos últimos quatro carnavais. No julgamento oficial da Liesa, a vermelho e branco vem perfeita no quesito desde 2014. É certo dizer que se rolar uma nota 40 em 2018, a turma salgueirense vai tomar ponta no ranking. O quesito na escola é comandado por uma comissão: Jô Calça Larga, Siro e Tia Alda, com Alexandre Couto na direção de carnaval.

 

3° Salgueiro – Foto: Tata Barreto/Riotur

 

 

 

Ponto forte na arrancada da Tijuca, Harmonia ficou devendo nesta temporada. O acidente com a segunda alegoria, que teve parte danificada após um desmoronamento, ainda na armação, deixou esse quesito comprometido e tirou a fluência habitual do canto da escola do Borel. Excluindo 2017, o rendimento harmônico é positivo e, mesmo com os problemas deste ano, prevaleceu o bom retrospecto.

 

4ª Unidos da Tijuca – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

 

 

 

 

Os anos de 2016 e 2017 deram um up na verde e rosa não só no campeonato – a escola vem de um título e um 4° lugar – mas na Harmonia, que veio no pacote desse bom momento, capaz de fazer a Mangueira se aproximar mais um pouco das ponteiras no ranking. A segunda maior campeã da festa deixou pra trás os décimos perdidos e se reencontrou com as notas máximas.

 

 

5ª Mangueira – Foto: Irapuã Jeferson

 

Imperatriz, Grande Rio, Vila Isabel, Mocidade, São Clemente e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

HARMONIA

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. Depois a Bateria, quesito que a Unidos da Tijuca domina.  E nesta segunda-feira, 17, continuamos a segunda edição da série de apuração inspecionando as melhores e piores em Mestre-Sala e Porta-Bandeira, item responsável por apresentar as tradicionais bandeiras do Carnaval carioca para o mundo.

Pela primeira vez juntos, Matheus Olivério e Squel fizeram bonito defendendo o manto verde e rosa; nota 40 pra eles, e Mangueira na liderança no ranking dos casais – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

E já que o assunto é pavilhão nada mais emblemático que a líder do ranking no quesito seja a Mangueira, que tem uma bandeira pesada – daquelas de vergar varal -, das mais conhecidas do mundo quando o tema é Carnaval. Em 2013, Raphael Rodrigues e Marcella Alves trilharam o início dessa liderança com quatro notas 10. Squel, logo que chegou em 2014, quando dançou com Raphael pela primeira vez, não conseguiu uma nota 10 sequer. Mas nos anos seguintes… só 40 e vários prêmios para a dupla.

O ano de 2017 deu um novo parceiro à Squel – Matheus Olivério -, mas nada de novidade nas avaliações do júri. Só 10. A verde e rosa já tem 12 notas 10 seguidas em MSPB.

1ª Mangueira – Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Vinte e três anos de Beija-Flor, e a dupla Selminha Sorriso e Claudinho pode e deve, com todos os méritos, se orgulhar de toda a trajetória deles. No detalhe, eles perderam a ponta pelo dois 9,9 desta temporada. Nenhum mal para o casal, que é uma instituição do Carnaval do Rio de Janeiro.

 

 

2ª Beija-Flor – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

Em franca evolução no quesito, o Salgueiro saiu de 6° para o terceiro lugar em um ano. Resultado do trabalho eficiente de Sidclei Santos e Marcella Alves nos últimos dois anos. São nove notas dez seguidas com a dupla em três temporada. Desde de 2014 juntos, o casal é uma das principais armas salgueirenses na luta pelo campeonato.

 

 

3° Salgueiro – Foto: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Raphael David/Riotur

Pra fechar com chave de ouro, o casal Danielle Nascimento e Alex Marcelino se desfez, mas deixou de legado finalmente uma nota 40. Das escolas mais tradicionais em casais de mestre-sala e porta-bandeira, a Portela ostenta como troféu o histórico de incríveis bailarinas que ergueram durante anos o pavilhão da azul e branco, é o caso de Dodô e Vilma Nascimento. Não à toa, a tradição se mantém, e a águia ocupa a 4ª posição no ranking.

4ª Portela – Fotos: Michele Iassanori/Sambarazzo e Fernando Grilli/Riotur

 

O que um casal que encaixa não faz, hein? Foi o caso de Rafaela Theodoro e Thiaguinho Mendonça, que estreou em 2017 no Especial. Três notas dez no ano e a impressão de que finalmente a Imperatriz pode dar sequência numa dupla para defender o quesito, após algumas mudanças. A alternância de mestres-salas da verde e branco deve acabar por aqui. Do ano passado para este, a rainha de Ramos saiu de 8° para o 5° lugar no ranking.

5ª Imperatriz – Fotos: Irapuã Jeferson/Sambarazzo e Fat Press/Liesa

Vila Isabel, Grande Rio, Unidos da Tijuca, São Clemente, Mocidade e União da Ilha, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o Ranking.

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense, na sequência veio Alegorias e Adereços, onde a Beija-Flor é soberana. E nesta quinta-feira, 13, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Bateria, que ano após ano dão o tom no desfile e funcionam como o coração de uma escola na Avenida.

Tijuca segue líder no ranking de Bateria – Foto: Paulo Portilho/Riotur

A manutenção de mestre Casagrande, desde 2008 como comandante da “Pura Cadência”, deu a segurança necessária para a Unidos da Tijuca se direcionar às melhores notas nos últimos cinco anos no quesito Bateria. Ele é o cara.

Desde 2011, se aproveitando do descarte regulamentar da Liesa, que invalida a menor nota, os ritmistas de “Casão” não perderam décimos. No nosso ranking, que contabiliza todas as avaliações, a liderança não foi ameaçada, mesmo com o 0,2 ponto extraviado. 2014, 2015 e 2017 foram as três temporadas marcadas por notas 40.

1ª Tijuca – Foto: Gabriel Santos/Riotur

Rodney e Plínio, os mestres da Beija-Flor, têm, além dos ritmistas na mão, resultados expressivos para apresentar em Nilópolis. A dupla só perdeu um décimo nas Quartas-feiras de Cinzas dos últimos cinco anos, de acordo com o julgamento da Liesa, que considerada o descarte da menor nota. São 15 notas 10 em 20 possíveis. A bateria cresceu em pontos do ano passado para este, mas continuou com o vice no ranking. 0,4 ponto separa a azul e branco da Pura Cadência.

É, parece que a receita é manter o time. Beija-Flor e Salgueiro, 2ª e 3ª no ranking, são mais duas escolas que apostam na longevidade de mesmos mestres. Na “Academia”, Marcão é o cara desde 2008. Sem perder décimos há quatro anos no julgamento oficial da Liesa, a “Furiosa” é uma das referência quando o quesito é Bateria.

2ª Beija-Flor – Foto: Divulgação
3° Salgueiro – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Mestre Nilo Sérgio é outro de longa trajetória numa mesma escola. Na Portela, ele se mantém à frente dos ritmistas da “Tabajara do Samba” desde 2006. O entrosamento do exército com o comandante bota à azul e branco no pelotão de elite das baterias nas últimas cinco temporadas. Os anos de 2013 e 2016 vinham como os melhores, mas 2017 deu a sonhada nota 40, o que ajudou, e muito, na consagração do campeonato portelense.

4ª Portela – Foto: Michele Iassanori

Se os mestres experientes dão conta do recado, a nova geração tem resgatado notas em escolas com problemas nos quesito em anos anteriores. Rodrigo Explosão e Vítor Art, na Mangueira, e Lolo, da Imperatriz, mostram esse retrato, através de ótimos rendimentos em 2016 e 2017. Enquanto a dupla mangueirense conseguiu seis notas dez em oito possíveis, tirando a verde e rosa do 6° e levando para o 5° lugar, o comandante da “Swing da Leopoldina” conseguiu incríveis 80 pontos em dois anos, tirando a verde e branco do 9° e jogando para o sexto posto.

5ª Mangueira – Foto: Ricardo Pires
6° lugar – Imperatriz, de mestre Lolo – Foto: Felipe Araújo

São Clemente, Vila Isabel, Grande Rio, União da Ilha e Mocidade, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

 

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense, o segundo foi Comissão de Frente, que tem a força salgueirense. E nesta quarta-feira, 12, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Alegorias e Adereços, essas criações dos carnavalescos que dão colorido e um charme todo especial aos desfiles.

Foto: Michele Iassanori
Já são oito notas dez seguidas e três anos sem perder décimos no julgamento oficial da Liesa. Não dá pra negar que os carros alegóricos da Beija-Flor são sempre um show um parte. Desde as notas baixas no ano do Boni (enredo da escola em 2014), a azul e branco aprendeu a lição e tem tido sempre um dos melhores conjuntos estéticos da Avenida. Com a suntuosidade de sempre, a representante de Nilópolis apostou no barroco em 2016 e no colorido indígena neste ano. Dois estilos diferentes, e igualmente matadores. Fiel ao estigma de ser luxuosa, a “Deusa da Passarela” honra o rótulo e é a ponteira do Ranking.

1ª Beija-Flor – Fotos: Fernando Grilli/Riotur (1 e 3) e Paulo Portilho/Riotur
Tijuca, Salgueiro e Imperatriz aparecem empatas na segunda posição com 198,6 pontos nos últimos cinco anos. A diferença se dá nos números de notas dez: 13, 8, 7, seguindo a ordem acima.

A Tijuca perdeu a liderança do ano passado para este exatamente pelo rendimento ruim em 2017, ocasionando por um acidente terrível, quando parte da segunda alegoria desabou em plena Avenida. A escola do Borel não era penalizada em Alegorias no julgamento oficial da Liesa há cinco anos. Desta vez, não teve jeito. Custou a liderança no ranking.

Os desfiles “Fama” (2013), “Gaia” (2014), e “o malandro” (2016) ainda impedem a vermelho e branco de tomar a liderança neste levantamento das alegorias e adereços. O ano de despedida do carnavalesco Renato Lage contribuiu com uma inapelável nota 40, uma perfeição que combina com a regularidade salgueirense dos últimos anos. O Salgueiro pulou de quarto para terceiro em relação a 2016. É esperar pra ver se a nova linha, sob o comando artístico de Alex de Souza, dará resultados tão expressivos como os das temporadas recentes.

Mesmo ainda fora da disputa pelos títulos, a Imperatriz tem tentado se aproximar das líderes, e os quesitos plásticos costumam dar notas competitivas à verde e branco, talvez por isso a escola não abre mão do carnavalesco Cahê Rodrigues, que segue para o sexto desfile assinado por ele na agremiação em 2018. Neste ano, as avaliações não foram das melhores, mas ainda bem superiores da época que o artista não estava, o que garante a representante de Ramos com um bom desempenho no ranking.

2ª Unidos da Tijuca – Fotos: Michele Iassanori (1 e 2) e Irapuã Jeferson

3° Salgueiro – Fotos: Michele Iassanori

4° Imperatriz – Fotos: Michele Iassanori (1 e 2) e J. Ricardo

 

“Maricá” (2014) e “Ivete” (2017) se destacam na Grande Rio quando o assunto é quesito plástico. Em alegorias esses desfiles ganharam a aprovação do júri. O carnaval do “Petróleo” (2013) e o “Baralho” ficaram devendo visualmente, na opinião dos jurados, e tornam a missão da tricolor ainda inviável de brigar de igual para igual com as melhores do ranking. Renato Lage assumiu a vaga de Fábio Ricardo para 2018. Será que a estratégia dará certo?

 

5ª Grande Rio – Fotos: Irapuã Jeferson
Portela, Mocidade, Vila Isabel, União da Ilha, Mangueira e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

Alegorias e Adereços

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. O primeiro item foi Samba-Enredo, que conta com a supremacia portelense. E nesta terça-feira, 11, continuamos a segunda edição da série de apuração checando as melhores e piores em Comissão de Frente, o quesito mais espetacular e surpreendente da Avenida.

Foto: Irapuã Jeferson

 

A já conhecida regularidade do Salgueiro é também uma tônica quando o assunto é comissão de frente. Há 10 anos sob o comando de Hélio Bejani, a vermelho e branco está desde 2014 gabaritando o quesito no julgamento oficial da Liesa, o que considera os descartes. As três notas dez deste ano foram suficientes para tomar a ponta do ranking, desbancando a Tijuca do topo.

 

1° Salgueiro – Fotos: Gabriel Monteiro/Riotur (1) e Michele Iassanori (2 e 3)

 

O ano de 2017 foi mesmo pra esquecer. Mesmo a sempre competente comissão de frente da Tijuca não teve grande rendimento para o júri técnico neste ano. Foram três notas 9,9, e o quesito volta a tirar décimos da escola do Borel depois de oito anos. Com Priscilla e Rodrigo – de 2010 a 2014 – e Alex Neoral – em 2015 e 2016 – a azul e amarelo passava ilesa. Mas a história mudou em 2017, e a Tijuca caiu da liderança.

 

Três anos de Priscilla Mota e Rodrigo Negri no comando, e a comissão de frente da Grande Rio deu um salto nas avaliações. Foi com a dupla que a tricolor chegou ao nível mais alto entre as escolas no quesito de abertura dos desfiles. Com pirotecnia ou com a pirotécnica presença de Ivete Sangalo, os bailarinos da agremiação de Caxias são certeza de nota boa nos últimos anos.

 

 

Fotos: Michele Iassanori (1,2 e 3) e Fat Press Liesa

 

A Beija-Flor demorou anos pra se encontrar, mas achou um porto seguro com Marcelo Misailidis. Já são três anos sem penalizações não descartadas no quesito, o que era bem comum há tempos atrás. Mas em 2014, ano de estreia dele, os jurados não aprovaram a integração da comissão com o casal de mestre-sala e porta-bandeira, e as notas não foram legais. A capacidade do coreógrafo foi comprovada nos anos seguintes. Em 2016, nota 40 pra enterrar os traumas de antigamente.

 

Em 2017, a Imperatriz não conseguiu nota dez, mas renovou com a coreógrafa Claudia Mota. Nos últimos anos, a verde e branco tem mudado bastante no quesito, e sem resultado. Passaram pela escola: Alex Neoral (2013), Deborah Colker (2014 e 2016) e Fábio de Mello (2015). A manutenção da artista talvez resolva o problema a longo prazo e dê mais regularidade nas avaliações. É esperar pra ver. Mesmo sem um grande resultado na temporada, a escola de Ramos segue entre as cinco melhores no ranking.

 

Fotos: Michele Iassanori (1,2 e 4) e Tatá Barreto/Riotur

Portela, Mangueira, Mocidade, União da Ilha, Vila Isabel e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

 

COMISSÃO DE FRENTE

 

Por Redação

É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2013 a 2017. E nesta segunda-feira, 10, começamos a segunda edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Foto: Irapuã Jeferson

Sem dar chance às adversárias de 2013 pra cá, a Portela deixou só um décimo pra trás na caneta dos jurados. Das vinte notas dadas, 19 foram 10. Neste ano, a azul e branco voltou a tomar um 9,9 no quesito, o que não rolava há seis anos. Perdeu um décimo – que na contagem oficial foi até descartado -, mas não a liderança. No placar geral, 0,8 de frente sobre a segunda colocada. É ou não é a Majestade do Samba?

O samba da Portela de 2017 é uma composição de Samir Trindade, Elson Ramires, Neizinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, Girão e J. Sales.

Sob a voz de Gilsinho, o samba da Portela, mais uma vez, foi um dos destaques da azul e branco na Sapucaí – Foto: Michele Iassanori

Se aproveitando de um deslize do Salgueiro no quesito em 2017, a Mangueira tomou a vice-liderança em Samba-Enredo. Foram quatro notas 10 nesta temporada com uma das obras mais festejadas do ano. A verde e rosa é a escola que mantém a maior série de avaliações máximas seguidas. Já são 13. Terceira colocada no ranking, a Imperatriz vem numa boa arrancada no item nos últimos três anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016) e agora o Xingu fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco; na escola do Palácio do Samba as mulheres de Mangueira, Maria Bethânia e a pegada religiosa deram bons frutos.

Em relação ao ano passado, Imperatriz e Mangueira deixaram o Salgueiro para trás. A escola de Ramos, de quebra, anda passou a Vila Isabel, saindo de quinto para terceiro.

O samba da Mangueira de 2017 é uma composição de Lequinho, Júnior Fionda, Flavinho Horta, Gabriel Martins e Igor Leal

O samba da Imperatriz de 2017 é uma composição de Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna

Ciganerey em mais um desfile inesquecível da verde e rosa, guiado por um dos melhores sambas da safra – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur
Estreante no Especial, Arthur Franco conduziu o samba-enredo da verde e branco neste ano – Foto: Irapuã Jeferson

Segundo os jurados, o Salgueiro teve um desfile quase perfeito. A curva descendente nessa regularidade foi exatamente no samba, que vinha sendo um dos pontos fortes da Academia, como em 2014, 2015 e 2016. Cinco décimos a menos nesta temporada, e a vermelho e branco caiu de vice-líder para o quarto posto. “Fama” (enredo de 2013) ainda pesa negativamente na contagem dos pontos.

Com três desfiles frustrantes nos últimos quatro anos, a Vila Isabel tem normalmente no samba-enredo o trunfo para conseguir notas 10.  Mesmo com posições decepcionantes em 2014 (10°), 2015 (11°) e 2017 (10°), a escola sempre arruma uma avaliação máxima no quesito. Só Vila e Portela tiveram pelo menos uma nota dez em todos os anos de 2013 pra cá em Samba-Enredo.

O samba do Salgueiro de 2017 é uma composição de Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino

O samba da Vila Isabel de 2017 é uma composição de Artur das Ferragens, Gustavinho Oliveira, Danilo Garcia, Braguinha e Rafael Zimmerman

Salgueiro tem um bom retrospecto de sambas nos últimos anos – Foto: Reprodução/Internet
Igor Sorriso mais uma vez defendeu as cores e o samba-enredo da Vila Isabel em 2017 – Foto: Irapuã Jeferson

Beija-Flor, Tijuca, Mocidade, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

SAMBA-ENREDO

O ranking do Sambarazzo compreende todas as notas aferidas pelos jurados nos últimos cinco anos, não considerando os descartes regulamentares da Liesa – Fonte: Site oficial da Liesa

 

Confira a Série Ranking de Samba-Enredo em 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

Por Rafael Arantes

Mal deu tempo de esquecer o último Carnaval e Fabricio Pires e Amanda Poblete já começaram a pensar em 2018. A dupla forma o novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da São Clemente e começou nesta semana a preparar a estreia da nova parceria.

Fabricio e Amanda começaram os trabalhos para estreia juntos na São Clemente | Foto: Rafael Arantes

Ainda faltam dez meses para o desfile do próximo Carnaval, mas o casal não quer perder tempo para deixar a parceria afiada.

– Todo tempo é precioso pra gente. Começar agora tem toda uma importância pra mim e pro Fabricio. A gente sabe do desafio que é formar essa nova parceria e estamos muito confiantes de fazer um grande trabalho – disse Amanda.

Dupla começou os ensaios faltando dez meses para o Carnaval | Foto: Rafael Arantes

Fabricio reforça o discurso e garante que a nova parceria tem despertado uma grande expectativa. A sintonia com a nova companheira é uma da grandes apostas do mestre-sala.

– A gente está começando essa parceria, esse relacionamento, e é muito importante estarmos focados nisso. Temos conversado muito e visto que nossos pensamentos estão muito bem direcionados. Tenho certeza que é uma parceria que vai colher muitos frutos – completou Fabricio.

Em 2017, a São Clemente ficou com o 9° lugar do Grupo Especial.