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Tuiuti 2018

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Por Redação

Sensação do Carnaval 2018, a Tuiuti segue montando o time que vai tentar manter a escola no topo. O carro de som, por exemplo, já tem definição. Há algumas semanas, a azul e amarelo garantiu a renovação do intérprete Celsinho Mody, bicampeão do Carnaval de São Paulo com a Tatuapé, e dispensou Nino do Milênio. Agora anuncia mais um ano de vínculo com a cantora Grazzi Brasil, única mulher entre cantores oficiais do Carnaval da Sapucaí.

Mesmo com o mercado de olho nos artistas, a escola de São Cristóvão só perdeu o coreógrafo Patrick Carvalho, que foi pra Vila Isabel, e o diretor de carnaval Thiago Monteiro, agora da Grande Rio. Outro componente da comissão de carnaval, Leandro Azevedo decidiu sair. Pra liderar a comissão de frente, a Tuiuti não acenou publicamente com nenhum nome, mas na direção de carnaval a responsa ficou pra Rodrigo Soares.

Em 2018, o carro de som chamou atenção pelo bom desempenho e – principalmente – pelo samba-enredo, um verdadeiro épico que marcou os desfiles do Carnaval que passou.

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Grande sensação do Carnaval 2018, a Paraíso do Tuiuti tá fazendo de tudo pra segurar o time que fez história no desfile que passou. E, pelo menos, dois nomes ela já conseguiu: A escola anunciou na tarde desta segunda-feira, 26, a renovação do carnavalesco Jack Vasconcelos e do intérprete Celsinho Mody.

Enquanto o primeiro foi o cérebro por trás da mensageira passada pela Tuiuti na Avenida, com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão”, que usou e abusou do expediente do protesto e ganhou repercussão mundial; o segundo ajudou a projetar o tão elogiado samba-enredo na pista.

Uma semana antes, a azul e amarelo perdeu – pra Vila Isabel – o coreógrafo Patrick Carvalho, dono da comissão de frente mais premiada e emocionante do Grupo Especial.

Vice-campeã, a Tuiuti deixou de ganhar o campeonato por um décimo.

 

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Arrasadora no Carnaval 2018, a vice-campeã Paraíso do Tuiuti ganhou os holofotes jamais antes atingidos por conta de uma série de críticas atuais do enredo “Meu Deus, meu Deus! Está extinta a escravidão?”. Alvo favorito do carnavalesco Jack Vasconcelos foi o governo do presidente da república Michel Temer, que foi representado no desfile por um destaque chamado de ‘Vampiro neoliberalista’.

No Desfile das Campeãs, no entanto, o personagem apareceu desfalcado da faixa presidencial. Especialistas em teorias da conspiração logo imaginaram uma possível censura do governo federal, informação desmentida pelo presidente da Tuiuti, Renato Marins, o “Thor”.

– Eu jamais me omitiria. Acontece que o protesto tomou uma proporção muito grande. E muita gente pegou carona na escola. Houve oportunismo. A gente quis fazer uma crítica, mas sem tomar partido de ninguém. Eu só queria fazer um carnaval e respeitar o povo e nossa cultura – disse o dirigente, em entrevista a O Globo.

“Vampiro neoliberalista” foi uma das imagens do Carnaval 2018 – Foto: Twilton Júnior/Estadão

“Thor” foi além e disse não ter envolvimento político de nenhuma natureza:

– Nunca me envolvi em política. E não votei no Lula ou na Dilma. E, quer saber? Não votei em ninguém nesses anos aí. Estava viajando.

Em 2019, a Tuiuti vai para o terceiro ano seguido no Grupo Especial.

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O Carnaval da Paraíso do Tuiuti foi histórico. E essa história foi escrita em dois atos. O primeiro no Domingo de festa, quando a escola arrebatou o público e conquistou os jurados com um desfile crítico, recheado de imagens fortes e cheio de mensagens atuais. O segundo foi na Quarta-feira de Cinzas, ao garantir um vice-campeonato tão surpreendente quanto justo.

O presidente da Tuiuti, Renato Marins, o “Thor”, sabe bem que o ano de 2018 é o maior de todos os tempos da escola de São Cristóvão.

– Vão falar desse desfile da Tuiuti daqui a 20 anos – resumiu.

Feliz da vida ficou o presidente Renato Marins, o “Thor”, com o vice-campeonato – Foto: Irapuã Jeferson

“Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, do carnavalesco Jack Vasconcelos, fez a Tuiuti chegar ao paraíso, apenas um décimo atrás da campeã Beija-Flor de Nilópolis.

 

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O Carnaval da Paraíso do Tuiuti foi histórico. E essa história foi escrita em dois atos. O primeiro no Domingo de festa, quando a escola arrebatou o público e conquistou os jurados com um desfile crítico, recheado de imagens fortes e cheio de mensagens atuais. O segundo foi na Quarta-feira de Cinzas, ao garantir um vice-campeonato tão surpreendente quanto justo.

A surpresa, claro, pegou de jeito até nos próprios componentes. É que muitos deles se desfizeram das suas fantasias, o que vai deixar a escola bem mais esvaziada em suas alas neste Sábado das Campeãs. Quem explica melhor é o diretor de carnaval Thiago Monteiro:

– A escola não esperava esse resultado, então a maior parte da bateria vai sair de camisa. O componente da Tuiuti não tá habituado a voltar, aí os componentes jogaram quase tudo fora. Vai ser engraçado, a escola vai passar meio capenga. Só temos 30 baianas fantasiadas hoje. Mas vai ter camisa ‘dos amigos’ à beça. Vai ser uma quizomba – prometeu Monteiro, sorrindo à toa com o resultado da agremiação.

“Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?” foi o enredo consagrador assinado pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

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“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

Por Redação

Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

O departamento do Governo Federal, do presidente da República Michel Temer, alegou que exigências não foram cumpridas pela Liesa. Em nota, o MinC esclareceu a reviravolta:

– Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet – destacou o texto, que ainda responsabiliza a Liesa pela impossibilidade do repasse: ‘A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba’.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira reagiu às alegações do Ministério da Cultura e lamentou a negativa do governo brasileiro.

– A nossa preocupação é muito grande com relação a isso. Nós fizemos tudo o que foi pedido, e aí vem essa informação contrariando tudo o que tinha sido combinado lá atrás. Não sei se tem esperança ainda, não posso dizer – lamentou.

Decisão do Ministério da Cultura tirou R$ 8 milhões do Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Houve atrasos e até agora, meados de dezembro, apenas a metade do valor foi quitado.

Cúpula de dirigentes do Carnaval foi a Brasília e saiu de lá com promessa de apoio financeiro do Governo Federal, que não aceitou o projeto elaborado pelas escolas de samba – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Sem previsão de quando a grana iria chegar, sobrava como alento a promessa de R$ 8 milhões através da Caixa Econômica, o que se perdeu nesta semana.

Por Redação

A agonia das 13 escolas do Grupo Especial tá perto de acabar. É que fiscais do Ministério do Trabalho decidiram liberar cinco barracões na manhã e tarde desta quarta-feira, 22, em vistoria feita na Cidade do Samba. Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mocidade e Mangueira já podem funcionar normalmente e botar os operários pra trabalhar até o desfile de 2018. A projeção é que até o final desta semana, os outros espaços também sejam desinterditados completamente.

Cidade do Samba deve ser liberada completamente até o final da semana – Foto: Edmar Moreira/Riotur

Além de pequenos detalhes, a principal preocupação dos fiscais do órgão federal era com relação as deficiências na parte elétrica dos barracões, o que foi sanado pelas agremiações. Em agosto deste ano, um funcionário morreu eletrocutado no barracão da São Clemente enquanto trabalhava, o que chamou a atenção do Ministério do Trabalho na questão da segurança dos trabalhadores.

Foi no dia 19 do mês passado que os locais foram interditados. Trinta e quatro dias depois de muita apreensão e mobilização das escolas para atender minimamente as exigências do ministério, os impedimentos começam a se desfazer. Regina Celi, presidente do Salgueiro, primeira a ter as instalações totalmente liberadas nesta quarta-feira, 22, festejou a desinterdição e deixou claro que o momento é de correr atrás.

– Não medimos esforços para atender a todas as exigências. Temos pouco tempo e daremos nosso melhor – disse.

Salgueiro publicou nas redes sociais o termo de suspensão de interdição do barracão – Foto: Reprodução

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães também comemorou a liberação dos espaços que estavam paralisados e indicou a nova preocupação das escolas de samba a partir de agora: saber o quanto cada uma terá para desenvolver os carnavais do ano que vem.

– As escolas foram liberadas, agora é apertar o botão. A Portela já estava liberada. O desenho tá todo feito… alegorias, fantasias. A partir de agora, o mais importante é saber quando e quanto vamos ganhar. Falta o caderno de encargos, que pode pintar alguma coisa, o governo federal também. Agora, tá muito em cima, cara! Então, você tem que administrar sem saber o quanto e como vai ganhar – comentou o dirigente.

Última a ser inspecionada nesta quarta-feira, 22, a Mangueira também conseguiu ser aprovada pelo Ministério do Trabalho e sair dessa. O carnavalesco Leandro Vieira não comemorou, mas fez questão de informar e tranquilizar os torcedores da verde e rosa.

– Informo que o Barracão da Mangueira foi supervisionado, atendeu as exigências solicitadas pelo Ministério do trabalho, e está liberado para seguir na execução de seu projeto de Carnaval. Seguimos dando continuidade ao nosso organograma de trabalho – escreveu na página oficial dele no Facebook.

A Beija-Flor também vai finalmente prosseguir os trabalhos pra 2018. Cid Carvalho, carnavalesco, tá ligado que a hora é de acelerar o passo.

– Simbora trabalhar, simbora tirar o atraso – exclamou o artista. Também integrante da comissão de carnaval da azul e branco, Laíla havia demonstrado preocupação ainda no mês passado: ‘Nunca vi a Beija-Flor no ferro em outubro’.

A Vila Isabel também respirou aliviada com a suspensão das interdições. Paulo Barros concordou com as intervenções do órgão, mas lamentou o período das inspeções, a menos de 120 dias dos desfiles.

– Eles demoraram a visitar os barracões. Tem que profissionalizar mesmo. Mas querer fazer isso a três meses do Carnaval? – questionou o artista.

Daqui a em diante, as escolas de samba, ainda sem a verba repassada integralmente pela prefeitura, têm 80 dias pra finalizar os barracões até os desfiles do Grupo Especial a partir de 11 de fevereiro.

Por Luiz Felippe Reis

Foram 169 sambas-enredo concorrentes lutando pra virar hino nas escolas do Grupo Especial, mas apenas 13 ganharam tal honra, depois de muita disputa, rivalidade, emoção intensa e grana investida. Com tudo escolhido – após mais de três meses de eliminatórias -, o passo seguinte foi ajustar pra deixar impecáveis as trilhas sonoras no CD oficial de 2018.

Por sete dias, os segmentos das agremiações da elite tomaram a Cidade do Samba e gravaram o batuque das baterias, as vozes dos cantores e, como já é tradicional, o coro de fundo das comunidades. Algumas escolas convocaram a participação da sua galera pelo Facebook, outras, além disso, prepararam ônibus pra carregar essa multidão aos estúdios montados especialmente no complexo de barracões. O resultado disso foi algo infelizmente incomum: Cidade do Samba movimentada.

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla é o produtor do CD das escolas de samba do Grupo Especial e acaba sendo um conselheiro técnico nas gravações das coirmãs – Foto: Eduardo Hollanda

Iniciadas no dia 17 de outubro, com Tuiuti e Grande Rio, as sessões de gravação terminaram nesta segunda-feira, 24, com a Beija-Flor de Nilópolis. O processo, que é bem desgastante, chega a durar três ou quatro horas por escola, mas ninguém sai de lá até que esteja perfeito. O comando técnico é de Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor, mas que, na gravação do CD, veste a camisa de todas.

– Tenho uma honra muito grande por ter recebido essa oportunidade lá atrás. As escolas estão muito fechadas com relação a esse trabalho, os diretores estão atendendo cada vez mais. Sou um cara muito pé no chão, mas sei o quanto eu contribuí. Não sou de ficar humilhando, nem me achando melhor que ninguém. Trabalho sempre com o “nós” – comentou Laíla, que há 50 anos participa da produção do disco.

Vamos lembrar as apresentações na Cidade do Samba das treze escolas do Grupo Especial. Por ordem, Tuiuti, Grande Rio, São Clemente, União da Ilha, Império Serrano, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Mocidade e Beija-Flor.

 

Dia 17

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 18

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 19

Vídeo: Srzd

Foto: Vinícius Albudane

 

Fotos: Marcelo Moura/Mangueira

 

 

Dia 20

Fotos da Vila: Eduardo Hollanda

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 21

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Dia 22

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

 

Fotos: Eduardo Hollanda

 

 

Dia 23

Fotos: Maria Zilda e Henrique Matos

Por Redação

Pra esquecer de vez o acidente no último carnaval, quando uma alegoria atropelou uma dezena de pessoas no Setor 1 durante o desfile de 2017, a Paraíso do Tuiuti contratou um profissional de segurança do trabalho para atuar nos bastidores da construção do Carnaval de 2018. Tudo para minimizar os riscos de um novo contratempo.

Além da prevenção de acidentes no barracão da escola, Ricardo Conceição, de 38 anos, fará palestras de direção defensiva nos condutores dos carros alegóricos da agremiação.

– Antes de entrar no desfile, todos os motoristas também farão exames alcoólicos. Ou seja, é um trabalho que procura cuidar da prevenção e da segurança no ambiente de trabalho dos operários da folia, mas que também vai se estender até o desfile oficial – explica Ricardo, que atua como técnico de segurança do trabalho há 12 anos.

Novo funcionário da Tuiuti, Ricardo Conceição trabalha como técnico de segurança do trabalho há mais de uma década – Foto: Divulgação

Foi o próprio profissional que procurou a escola de São Cristóvão para prestar os serviços. Ricardo já tinha pensado em trabalhar com Carnaval logo após o grande incêndio que ocorreu na Cidade do Samba em 2011 – destruindo os carnavais de Portela, União da Ilha e Grande Rio, que acabaram não participando do julgamento naquela temporada. Como foi fazer um curso no exterior, o técnico desistiu naquele primeiro momento.

Ricardo conta que voltou ao Brasil logo depois dos desfiles deste ano e tomou ciência do que tinha ocorrido na Sapucaí, que viu de perto dois acidentes com alegorias, uma com a própria Tuiuti e outro com a Unidos da Tijuca.

– Acho que o Tuiuti dá um passo importante na questão de segurança do trabalho e pessoal na Avenida. Já iniciei o trabalho no barracão e só vamos parar no Carnaval – afirma Ricardo.

Diretor de carnaval da escola, Leandro Azevedo acredita que a atuação do técnico em segurança no trabalho poderá ainda trazer melhores notas em quesitos como Harmonia e Evolução. Ricardo, por exemplo, já sugeriu mudanças nos calçados usados pelos componentes, buscando maior leveza e comodidade.

– Se o calçado é mais leve, nosso componente consegue desfilar melhor. Acho que tecnicamente também seremos felizes com essa novidade. O Ricardo irá dar diversas palestras para nossos componentes falando da importância de se hidratar bem no dia do desfile, e não ingerir bebida alcoólica – projeta Leandro.

Na reta final do desfile, o último carro da Paraíso do Tuiuti perdeu o controle na entrada da Sapucaí, no Domingo de Carnaval, e acabou atropelando cerca de 15 pessoas em frente ao Setor 1 do Sambódromo. Após meses de internação, a radialista Liza Carioca – uma das vítimas – morreu por falência múltipla dos órgãos. No acidente, ela teve uma fratura exposta na perna e fraturou a bacia.

A Paraíso do Tuiuti será a quarta escola a desfilar no Domingo de Carnaval, pelo Grupo Especial, com enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, do carnavalesco Jack Vasconcelos.

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Por Redação

Fim da linha para o período mais misterioso do Carnaval: o da escolha dos enredos. Todas as 13 escolas do Grupo Especial já sabem – e todo mundo também – sobre o que vão falar no próximo desfile.

O resgate de temas críticos se destaca. Pelo menos cinco enredos abriram as portas a reflexões de toda sorte, seja de caráter social ou cultural. Racismo (Tuiuti), xenofobia (Portela), preconceito contra mulheres (Salgueiro), desigualdade social (Beija-Flor) e até um debate mais profundo sobre os destinos da festa na Sapucaí, com a Mangueira. Outras narrativas históricas e culturais também compõem uma safra de enredos digna de aplausos.

DOMINGO

Na estreia pelo Império Serrano, o carnavalesco Fábio Ricardo aposta na cultura milenar da China para manter a verde e branco nove vezes campeã da festa na elite. A ideia é mostrar, além da riqueza histórica dos chineses, que a escola da Serrinha e o país asiático têm mais coisas em comum do que se possa imaginar.

 

 

Jorge Silveira estreia no Especial e leva pra Avenida “Academicamente popular”, sobre os 200 anos da escola de belas artes do Rio de Janeiro, a mais importante da América latina. A sacada do artista é levar as artes plásticas ao público, com uma linguagem popular, alegre, mas cheia de conteúdo histórico que o tema exige.

 

Atual campeão pela Portela, Paulo Barros foi para a Vila Isabel e vai transportar todo mundo na Sapucaí pra tempos que ainda virão. “Corra que o futuro vem aí” promete esbanjar tecnologia e impactar com muitas imagens de leitura direta e objetiva. Pra onde vamos? Como será o amanhã? Perguntas que a Vila se propõe a responder em ritmo de samba em 2018.

 

 

Na Tuiuti, Jack Vasconcelos propõe reflexão com “Meu Deus, Meu Deus. Está extinta a escravidão?”. Após 130 da Lei Áurea, os negros ainda vivem sob as amarras do racismo e da falta de igualdade das oportunidades -uma “bondade cruel”, como definiu o carnavalesco na sinopse. Uma leitura histórica, imersa numa crítica atualíssima.

 

 

O renomado casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage e a Grande Rio brindam com alegria a Sapucaí no Domingo de Carnaval. “Vai para o trono ou não vai?” homenageia José Abelardo Barbosa, o gigante Chacrinha, um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira e figura emblemática da cultura nacional.

 

 

Leandro Vieira meteu o dedo na ferida. “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” critica os destinos escolhidos pelo Carnaval e desbrava os porquês do evidente distanciamento popular das escolas. Reflexão imediata a partir do corte de verba da prefeitura de Marcelo Crivella, que não será poupado no desfile.

 

Atual campeão, Alexandre Louzada aposta na mesma fórmula vitoriosa de 2017. Pra quem uniu Brasil e Marrocos num desfile vencedor, “Namastê… A estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” forma um elo do nosso país com a exuberante Índia do gigantesco Mahatma Ghandi.

 

SEGUNDA

O multifacetado Miguel Falabella é o dono dos holofotes da Tijuca em 2018. Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo lançam “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, que mostra vida e obra do artista, um dos grandes escritores nacionais de entretenimento do país.

 

 

 

Em sua volta à Portela, a professora Rosa Magalhães dá mais uma aula com “De repente de lá pra cá e dirrepente daqui pra lá”. Uma crítica atual que aborda intolerância e xenofobia dentro de uma história encantadora de judeus fugidos da Europa, com destino ao Nordeste do Brasil, que contribuíram na formação de Nova York.

 

 

Severo Luzardo põe a mesa, a Sapucaí come com os olhos e a União da Ilha experimenta um enredo sobre culinária: “Brasil bom de boca”. A ideia é mostrar os hábitos alimentares do brasileiro, passando pela influência estrangeira em nossos pratos. Da mesa de jantar ao galpão do boteco, tem pra todos os gostos.

 

 

 

Sob o comando artístico de Alex de Souza, o Salgueiro se reencontra com um tema afro. “Senhoras do ventre do mundo” exalta históricas mulheres negras, que, apesar de seus feitos, tinham de lidar com o preconceito em suas épocas. Embora não seja focado na crítica, o enredo deixa uma mensagem contra a intolerância.

 

 

 

Pela Imperatriz, Cahê Rodrigues faz “Uma noite real no Museu Nacional”, contando a história de 200 anos do espaço cultural, artístico e científico do Rio de Janeiro. O palácio serviu de casa para a família real, o que deve devolver à Imperatriz a cara suntuosa da década de 1990, quando a escola levou quatro campeonatos.

 

“Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” é o enredo que vai fazer a Beija-Flor não se esconder da reflexão ante o dramático cenário de desigualdades, injustiças e amarguras sociais que emolduram a história brasileira. Um tema atual e mais um a lançar críticas sociais abrangentes.

 

O Carnaval do Grupo Especial começa em pouco mais de seis meses, a partir do dia 11 de fevereiro.

 

Foto de capa: Cezar Loureiro/Riotur

Por Redação

Desde que o prefeito Marcelo Crivella resolveu cortar pela metade a subvenção – passando de R$ 2 milhões a R$ 1 milhão -, há praticamente um mês, as discussões no Carnaval gravitam sobre um mesmo tema: a grana. Os desfiles chegaram até a ficar suspensos, agora são os ensaios técnicos que estão em xeque. Mas pra quem quer fazer bonito em 2018, não há escolha, os trabalhos precisam continuar. É o caso da Tuiuti, que inicia protótipos das fantasias desenhadas pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

O presidente da escola, Renato “Thor” sabe que o trabalho deste ano tende a ser mais difícil que o normal, mas quer mostrar que a Tuiuti pode mostrar força nos desfiles de daqui a sete meses.

– A Paraíso do Tuiuti já começou os seus protótipos, e vamos firmes nessa jornada. É um trabalho firme, incansável, mostrando pra todo mundo que somos uma escola de 64 anos e temos história também – comentou Thor.

Comandante da Tuiuti, “Thor” já projeta Carnaval 2018, mesmo no meio da crise – Foto: Irapuã Jeferson

Samba encomendado não foi por contenção financeira, garante “Thor”

A Tuiuti foi a única escola do Grupo Especial a não realizar as eliminatórias de samba, e até por isso foi a primeira a apresentar a obra aos torcedores e ao público. Mas não pra economizar, garante o presidente. A medida foi muito mais um gesto de afeto do dirigente aos compositores da ala. Ele vê como forma de consideração poder dar a essas pessoas que já o acompanham por 17 anos, o prazer de compor a trilha sonora que a escola levará pra avenida o ano que vem.

O samba foi composto por Cláudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Aníbal e Jurandir. Os três últimos estão com “Thor” na Tuiuti há 17 anos e se juntaram à dupla Claudio Russo e Moacyr Luz para a criação da obra oficial de 2018.

Em plenária realizada há dois meses pela Liesa – a liga que comanda o Grupo Especial do Rio de Janeiro – ficou definido, como de costume, que a escola campeã da Série A – o Império Serrano – abre os desfiles de Domingo de Carnaval. A Paraíso do Tuiuti que foi a última colocada em 2017, mas que não foi rebaixada pela alteração do regulamento em virtude dos acidentes no Sambódromo, vai encerrar o dia de abertura do Grupo Especial. A Unidos da Tijuca, 11ª colocada, abre o Carnaval da Segunda-feira.

O sorteio da ordem de desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval carioca de 2018 acontece no próximo sábado, 15, durante a quarta edição da Carnavalia Sambacon, a feira de negócios do Carnaval, no Centro de Convenções Sulamérica, na Cidade Nova.

Lembrando que, após o sorteio, as escolas têm alguns minutos para fazer trocas entre si dentro do dia estabelecido de desfile, caso entrem num acordo.

“Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?”, de Jack Vasconcelos, é o enredo da Tuiuti.

Colaborou: Irapuã Jeferson

 

 

Por Redação

Nesta segunda-feira, 6, a Tuiuti deu os primeiros passos para a formação do time que vai defender a escola em 2018 no Grupo Especial. E a medida inicial foi dispensar o coreógrafo de comissão de frente Jaime Arôxa e o diretor de harmonia Luís Carlos Amâncio.

Em nota, a diretoria agradeceu os serviços prestados pela dupla.

“O Paraíso do Tuiuti informa que o coreógrafo da comissão de frente Jaime Arôxa e o diretor de harmonia Luis Carlos Amâncio não integram mais a equipe de carnaval da escola. Enquanto vestiram a camisa da agremiação, ambos nos honraram com profissionalismo e dedicação. A comunidade da azul e amarela de São Cristóvão deseja muito êxito profissional e ainda mais sucesso na trajetória.”

Na apuração, o quesito Harmonia foi o mais dramático da escola. Nove décimos foram deixados pelo caminho. Comissão de Frente também não ficou muito atrás. Jaime e seus bailarinos acabaram sendo penalizados em 0,7 ponto.

A Tuiuti ficou com a 12ª e última posição no Grupo Especial e segue na elite para 2018. A escola vai abrir os desfiles da Segunda-feira de Carnaval no ano que vem.