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Unidos

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Por Redação

Responsável por fechar o Carnaval da Série A, a Unidos de Padre Miguel fez mais um desfile forte, na busca por uma vaga no Grupo Especial. “O eldorado submerso: delírio Tupi-Parintintin”, do carnavalesco João Vitor Araújo mostrou a visão dos povos nativos sobre o Rio Amazonas. Cheio de cor e com destacada solução cromática, o desfile passeou pelos encantos da Amazônia.

Unidos de Padre Miguel pisou forte no Sábado de Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Com um visual colorido e que impressionou no Sábado de Carnaval, a Unidos passou pelo eldorado submerso e que guarda a memória ancestral amazônica e viajou pra vida encantada do que ronda a Amazônia. Yara, personagem marcante do imaginário da região, ganhou destaque num carro dos seres delirantes. A emocionante e acirrada disputa entre os bois Garantido e Caprichoso, que defendem o vermelho e o azul respectivamente, no famoso festival folclórico de Parintins, no interior do Amazonas, foi o tema central do encerramento da Unidos.

A apuração da Série A rola na Quarta-feira de Cinzas. Em 2017, a vermelho e branco ficou em 4° lugar.

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Por Luiz Felippe Reis

O desfile da Unidos da Padre Miguel na Sapucaí na madrugada deste domingo, 26, ficou marcado pelo chocante acidente da porta-bandeira Jéssica Ferreira. A dançarina caiu ao torcer o joelho diante do júri da cabine dupla e acabou ficando de fora da festa – ela foi levada para o Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio.

Quem acompanhou o drama da dançarina de perto ficou bastante comovido com a fatalidade. Caso da coreógrafa do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Beth Bejani, que chorou muito (por cerca de 20 minutos ininterruptos) ao ver a triste cena da queda.

A porta-bandeira Jéssica Ferreira torceu o joelho em frente à cabine dupla de jurados e só levantou carregada da Avenida | Foto: Anderson Almeida

Chegando à Apoteose, o mestre-sala Vinicius foi carregado por outros colegas que o receberam como herói, entre eles Diogo Jesus (Mocidade), Raphael Rodrigues (Vila Isabel), Phelipe Lemos (Ilha), Thainá Teixeira (Rocinha) e o coreógrafo Bonifácio.

Todos acompanharam até o fim a apresentação dele, que seguiu dançando com a segunda porta-bandeira da vermelho e branco da Zona Oeste, Cássia Maria.

– É o mínimo que a gente pode fazer agora. Nunca vi isso, nunca vivi essa experiência como mestre-sala. O Vinícius é demais – declarou Diogo.

Diogo Jesus, mestre-sala da Mocidade, não segurou o choro
De boca aberta! O mestre-sala da União da Ilha, Phelipe Lemos, e a reação de choque ao presenciar a cena da queda

 

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Por Rafael Arantes

A fatalidade que tirou a porta-bandeira Jessica do Carmo da Sapucaí do desfile da Unidos de Padre Miguel comoveu todo o público, mas não tirou a confiança da escola pelo título da Série A. O presidente Lenilson Leal deixou o Sambódromo confiante na vitória da escola da Zona Oeste.

– Não vai ser esse acidente que vai tirar o título da gente. A Unidos veio para ser campeã do Carnaval e mostrou isso. A gente mostrou e o público vai dizer – disse.

Foto: Rafael Arantes

Jessica torceu o joelho em frente ao segundo módulo de julgadores e acabou sendo retirada de maca da pista de desfiles. Cassia Maria, segunda porta-bandeira da escola, foi levada ao encontro do primeiro mestre-sala e substituiu a companheira no restante da apresentação.

A porta-bandeira Jéssica Ferreira torceu o joelho em frente à cabine dupla de jurados e só levantou carregada da Avenida | Foto: Anderson Almeida

Presidente da Lierj diz que escola não será punida por acidente

Deo Pessoa, presidente da Lierj, garantiu que a escola não perderá pontos por obrigatoriedade em razão do acidente.

– A nível de obrigatoriedade a escola não perde nada. É permitida a troca de casal. A questão de julgamento segue sendo técnica. Não existe perda de pontos por fantasia ou pela troca – completou.

Foto: Rafael Arantes

A Unidos foi a quinta escola a desfilar neste sábado de Carnaval, 25.

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Por Luiz Felippe Reis

Catorze escolas de samba atrás de uma vaguinha no Grupo Especial. A disputa na Série A é acirrada e imprevisível, mas não é difícil de acertar que o desfile da Unidos de Padre Miguel é um dos mais esperados. Afinal de contas, são três anos batendo na trave e com carnavais elogiadíssimos, todos com a marca do carnavalesco Edson Pereira.

Pra não decepcionar, a Unidos não deu sopa pro azar e se adiantou na construção de uma apresentação que deve manter a linha grandiosa e cheia de efeitos, que agrada público e jurados. Todas as quatro alegorias preparadas por Edson no barracão, no bairro do Caju, no Centro do Rio, chamam atenção pelo tamanho avantajado e pelo dinamismo nas mecânicas de cada uma.

Benzedeira gigante e cheia de movimentos vai deslizar por trilhos, implantados na segunda alegoria da escola, saindo de um casebre até um caldeirão na parte frontal do carro, que exalta a Umbanda

– O movimento na escultura é uma forma de interagir com o público. Usei desse artifício, sempre funcionou, e em time que está ganhando não se mexe. Teve a menina sonhadora (2014) e outros também, nos anos seguintes. Todas as alegorias trabalham e, além do tamanho, elas interagem com o povo – explicou Edson, que toca o enredo “Ossain – o poder da cura”.

Pássaro sagrado e gigante no abre-alas

Uma escultura que deve ser uma das maiores do ano, até mesmo considerando as do Grupo Especial, está no barracão da Unidos. No abre-alas, um Eyê, o pássaro sagrado de Ossain, chega a atingir 14 metros de envergadura e 12 de altura. Pelas dimensões acanhadas do terreno da vermelho e branco, a imagem ainda não está montada.

Pássaro gigante vai passar perto do público das arquibancadas

Alegoria tem 2400 garrafas pet recolhidas na comunidade da Vila Vintém: ‘Nossa mensagem é de preservar a natureza’

O abre-alas, que mostra a fórmula mais singela de lidar com o poder das ervas, através da maceração, terá pilões, todos articulados, dando mais dinamismo à alegoria já prontinha no barracão. Na decoração do carro, foram usadas 2400 garrafas pet recolhidas na própria comunidade da Vila Vintém, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. O pessoal é tão engajado que o número passou do estipulado, e até deu pro carnavalesco posar para umas fotos do Sambarazzo com as que sobraram no almoxarifado.

Esculturas grandes e expressivas são marcas dos carnavais de Edson Pereira.

– Cada carnavalesco tem suas estratégias pra marcar, a minha característica é essa mesmo. A escultura é um ponto vital numa alegoria, e eu valorizo isso – afirmou.

A menina sonhadora (2014), a caveira de bode (2015) e o Dom João (2016)… algumas das esculturas da Unidos de Padre Miguel que fizeram o maior sucesso na Avenida – Fotos: Reproduções/Youtube

 

A Unidos de Padre Miguel será a quinta a desfilar no Sábado de Carnaval, pela Série A.

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Por Luiz Felippe Reis

Com pompa de uma verdadeira majestade, Ketula Mello viveu horas para nunca mais esquecer na quadra da Porto da Pedra, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. É que neste sábado, 19, a gata foi coroada rainha de bateria do Tigre e recebeu, além da coroa, o carinho e a reverência da comunidade da vermelho e branco, que participou em grande número do evento dedicado exclusivamente à beldade.

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Agora é oficial! Neste sábado, 19, Ketula foi coroada rainha de bateria da Unidos do Porto da Pedra – Foto: Irapuã Jeferson

E já que é pra saudar a nova rainha, a diretoria da Porto preparou uma festança digna da mais alta realeza da bateria “Ritmo Feroz”. Para delírio dos súditos, Ketula surgiu na quadra a bordo de um belo conversível azul, que teve como piloto mestre Pablo, para finalmente ocupar o posto à frente dos ritmistas gonçalenses. Danças e rituais afros ajudaram a climatizar a sede minutos antes da celebração.

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Levada à quadra de conversível pelo mestre Pablo, Ketula foi recebida na escola com muito axé – Fotos: Irapuã Jeferson

No palco, a majestade recebeu a coroa das mãos do carnavalesco Cahê Rodrigues, da Imperatriz Leopoldinense. Rainha de um reinado vizinho, Raíssa Machado, da Unidos do Viradouro, escola de Niterói, prestigiou a coroação, aprovando a nova realeza do pedaço. Além dela, outras gatas da festa também confraternizaram com Ketula: as musas Charlene Costa, Mylla Ribeiro e Camila Macedo, respectivamente da Beija-Flor, Tuiuti e Viradouro, além da passista-show Elaine Ribeiro e da corte do Carnaval de Niterói. E se não bastasse tanta badalação, pra fechar a noite, Reinaldo, o príncipe do pagode, entrou na festa e encerrou o dia memorável com um show exclusivo para os torcedores da Porto da Pedra.

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Rainha da escola, Tia Nicilda deu a faixa de rainha de bateria para Ketula Mello; o carnavalesco Cahê Rodrigues foi quem coroou a nova majestade; tudo sob aprovação de várias gatas do Carnaval carioca – Fotos: Irapuã Jeferson

Dona dos holofotes e das ‘selfies’ da noite, Ketula ficou em estado de graça, mas apesar de todo paparico da diretoria e d recepção carinhosa da comunidade, a rainha deixa claro que nada vai abalar um quesito importante da personalidade dela: a simplicidade.

– Fiquei muito feliz por tudo. Meu retorno é uma retribuição a tudo que eu já dei pela escola. Mas, apesar de tudo isso, não muda nada. Não vai ser uma coroa que vai me mudar, nasci no Carnaval, amo Carnaval. O que eu vou tentar é representar uma rainha de verdade, de comunidade, que a escola merece ter. Rainha de comunidade não é uma rainha marrenta – decretou a majestade, que já adiantou que a fantasia a ser utilizada na Avenida ficará a cargo do estilista Guilherme Alves, e que a roupa precisa ser uma ‘coisa faraônica’.

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Ketula reinando com o apresentador Milton Cunha e com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Marlon Lamar e Lucinha Nobre – Foto: Irapuã Jeferson

Mesmo como toda energia positiva jogada no ambiente pelos súditos, demonstrados em sorrisos, beijos e abraços de boa sorte, Ketula não fugiu do corriqueiro frio na barriga momentos antes da apresentação oficial. O jeito foi esperar até a hora de reinar à frente dos percussionistas, transformando a ansiedade em exuberância e o nervosismo em samba no pé:

– Toda apresentação é assim, não tem como não ficar nervosa. Passa aquele filme de 12 anos, sendo coroada, eleita num concurso feito para a comunidade. Não tem como. Mas depois que eu piso no palco tudo passa. Tudo o que eu faço é pra agradar a comunidade.

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Exercendo a realeza, Ketula mostrou que o samba no pé é um dos principais predicados da nova rainha da Porto da Pedra – Foto: Irapuã Jeferson

O apresentador do evento foi o sempre performático Milton Cunha, o queridinho das ocasiões especiais do samba. Ele, que já viu muita rainha sendo coroada, ficou animado por participar de um instante tão importante para a Porto da Pedra e para Ketula:

– Participo há 34 anos dessas cerimônias. Já vi as maiores rainhas serem coroadas, das famosas às sambistas de fato e de direito. A Ketula é do nosso coração, da nossa família e linda. Fiquei muito feliz com o convite.

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Queridinho dos eventos especiais de carnaval, Milton Cunha foi o mestre de cerimônia da coroação de Ketula Mello – Foto: Irapuã Jeferson

A partir de agora, o cara que mais vai conviver com a rainha na quadra, durante os ensaios pelo menos, é o mestre Pablo. Comandante da ‘Ritmo Feroz’, ele tratou de encher a gata de elogios ao constatar o talento nato de Ketula para a realeza.

– A Ketula voltou pro lugar onde nunca deveria ter saído (Ela já foi rainha da Porto da Pedra, de 2001 a 2004). Ela é linda, simpática e todo mundo ama. Ela estava super nervosa, mas quando foi pra frente da bateria, ela mostrou porque ela é rainha da bateria. Ela se sente muito à vontade ali. Parabéns pra ela – felicitou o diretor.

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É ela! Ketula ganhou mimos, carinhos e reconhecimento da comunidade no primeiro dia como rainha de bateria – Foto: Irapuã Jeferson

 

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Por Redação

Pensar nos melhores desfiles da Série A nos últimos anos é obrigatoriamente se recordar de alguma ou algumas apresentações memoráveis da Unidos de Padre Miguel, atual bi vice-campeã e que ainda acumula um 3° lugar nas três temporadas mais recentes do Grupo de Acesso.

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O Carnaval 2016 marcou o bi vice da Unidos de Padre Miguel na Série A e por mais uma vez a escola bateu na trave para chegar ao Grupo Especial – Fotos: Sambarazzo

À esta altura, não há outra ambição pelas terras de Padre Miguel, bairro da Zona Oeste do Rio, a não ser o título e a sonhada promoção ao Especial. Diretor de carnaval da vermelho e branco, Cícero Costa confirma a ansiedade dos torcedores da escola. E, ao analisar uma possível chegada da Unidos à elite, o sambista garante que a escola já está preparada, em termos de contingente, para disputar com as agremiações mais tarimbadas da festa.

– A comunidade está esperando isso, tá ansiosa. Tem três anos que ela está chegando perto, então quando chegar acho que vai estar pronta. Nós já estamos preparados em questão de contingente. Se a Unidos, hoje, precisar de 3 ou 4 mil componentes ela tem. Vocês não tem noção. Chega em dezembro, a gente tem que falar que não tem mais vaga. Aquele Ponto Chic lá, a cada ano, tem mais gente. Padre Miguel tá bem. Administrativamente a gente está se preparando para chegar lá, mas em termos de contingente não tenho dúvidas que estamos totalmente prontos.

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Diretor de carnaval da Unidos, Cícero Costa confia que, no que depender do contingente, a vermelho e branco já está pronta para os desafios do Grupo Especial – Foto: Reprodução/Facebook

“Ossain, o poder da cura”, de Edson Pereira, é o enredo da Unidos de Padre Miguel, que será a quinta a desfilar no Sábado de Carnaval.

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Por Rafael Arantes

Além de defender o pavilhão principal do Império Serrano, Feliciano e Raphaela Caboclo tiveram uma missão ainda mais especial no desfile. É que a dupla preparou trechos de sua apresentação em homenagem a dois grandes nomes quando o assunto são os mestres-salas e portas-bandeiras da história. Carlinhos Brilhante e Mariazinha, que defenderam as cores da Unidos de Vila Isabel em 1988, no título com o enredo “Kizomba – A festa da Raça” são os exaltados da vez.

Raphaela e Feliciano homenagearam casal de Kizomba no desfile do Império Serrano | Foto: Rogerio Domingues
Raphaela e Feliciano homenagearam casal de Kizomba no desfile do Império Serrano | Foto: Rogerio Domingues

– Trabalhamos o ano todo e tivemos várias palestras, inclusive com um grande mestre que é o Carlinhos Brilhante. A dança também se modernizou e não ficamos parados no tempo. Temos sim uma homenagem a Carlinhos e Mariazinha, que foi sua porta-bandeira, em nossa apresentação – explicou o mestre-sala.

Raphaela e Feliciano fizeram seu segundo desfile juntos pelo Império Serrano. O mestre-sala chegou na escola no Carnaval 2015 para substituir Alex Marcelino, agora na Portela.

 

 

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Por Leonardo Lupi

Após ver a Unidos de Padre Miguel bater na trave nos dois últimos anos, o carnavalesco da escola, Edson Pereira, não quer desperdiçar novamente a chance de colocar a mão na taça neste ano.

Recheada de elogios do público da Sapucaí em 2014 e 2015, a vermelho e branco viu o sonho do título acabar na apuração e teve que se contentar com um terceiro lugar e um vice-campeonato. Embora não concorde com os resultados, Edson disse não esquentar a cabeça com o julgamento oficial.

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Sem estresse! Mesmo acreditando que a Unidos de Padre Miguel é um tanto quanto injustiçada, o carnavalesco ameniza: ‘Isso faz parte’ – Foto: Irapuã Jeferson

– Acho que sim (sobre a escola ser injustiçada), mas isso faz parte. A gente já viu isso outras vezes. A gente tem que cada vez mais mostrar que é capaz, e o título é consequência do trabalho – afirmou Edson, que também é carnavalesco da Mocidade. Por lá, ele divide a criação artística com Alexandre Louzada.

Mesmo sonhando com a ascensão ao Grupo Especial da representante da Vila Vintém, comunidade da Zona Oeste do Rio, o artista acredita que o mais importante é ganhar o reconhecimento do povão, e não dos jurados.

– A expectativa é maior. Ano passado a gente tava com muita dificuldade, esse ano a gente tá mais estruturado. O importante é fazer um carnaval digno. Ser aclamado pelo público é muito melhor do que o título – declarou.

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Para Edson, o que vale é fazer sucesso junto ao povão: ‘O título é consequência do trabalho’ – Foto: Irapuã Jeferson

Será que neste ano o artista leva a melhor? Na Quarta-feira de Cinzas a resposta. O desfile da Unidos de Padre Miguel rola no Sábado de Carnaval, pela Série A, com o enredo “O quinto dos infernos”. A escola será a sexta e penúltima a cruzar a Passarela do Samba

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Por Luiz Felippe Reis e Leonardo Lupi

Nove vezes campeã do Carnaval e um esquadrão de torcedores apaixonados de invejar algumas escolas do Grupo Especial. Esse é o Império Serrano, que mesmo ante todo esse poderio, amarga sete anos consecutivos no Acesso. Mas pelas palavras do carnavalesco da escola, Severo Luzardo, há sonho no meio desse pesadelo.

Animado com o adiantamento das alegorias no barracão e das fantasias nos ateliês, Severo se mostra bastante otimista com a missão de transformar em profecia o trecho do samba-enredo deste ano que diz: “Imperiano volte ao seu lugar: vencedor”.

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É campeão! Pelo menos para o carnavalesco do Império Serrano é bom a comunidade começar a soltar o grito pra comemorar o campeonato – Foto: Sambarazzo

– Tá tudo encerrado no barracão. O Império Serrano está pronto, e vem pra subir. Em termos de Carnaval, o Império vai subir. O trabalho é lindo, é pra subir, é demais. A Sapucaí vai ver isso, e a escola tem chão. Tô muito feliz – pontou, com um largo sorriso, Severo, que está na segunda temporada defendendo o verde e o branco do Império Serrano.

Apesar do decreto de que o Império vai levar o caneco, quando fala de si Severo é bem mais comedido. Com boa experiência na Série A, o artista, que vem de um terceiro lugar no Acesso com a própria representante do Morro da Serrinha, acredita que não teve uma oportunidade de chegar à Cidade do Samba por ainda não estar no nível das escolas do Grupo Especial.

– Acho que ainda não tenho talento suficiente pro Grupo Especial. Nunca recebi convites. A que me convidar, não tenho problema. Acho que a gente tem que ser uma pessoa de carnaval e ter amor ao trabalho, ao projeto. Se for um projeto bacana, eu vou aceitar – finalizou Luzardo, que tem passagens por Arranco do Engenho de Dentro, Vizinha Faladeira, Império da Tijuca e Cubango.

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Sem pretensão! “Acho que ainda não tenho talento”, diz um humilde Severo sobre ausência de convites para comandar o trabalho artístico numa escola do Grupo Especial – Foto: Sambarazzo

E aí? Será que o Império Serrano volta ao Grupo Especial, como profetizou o carnavalesco? Só vai dar pra saber na Quarta-feira de Cinzas. Mas, antes disso, a verde e branco faz a prova final na Sapucaí, no desfile oficial da escola, no Sábado de Carnaval. A agremiação será a quarta a cruzar no último dia de apresentações da Série A na Avenida.

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Por João Paulo Saconi

Já conhecida pelas bandas da Sapucaí pela alcunha de “musa das pinturas”, Andréa Martins aprontou mais uma no ensaio técnico da Unidos de Padre Miguel na noite deste sábado, 23, no Sambódromo. É que como o enredo da vermelho e branco da Série A fala sobre “O quinto dos infernos”, numa crítica à corrupção, a musa resolveu desfilar pintada como uma política sexy.

A gata ainda levou nas mãos uma maleta com “dinheiro” transbordando pra fora, com adesivos dos símbolos do Partido dos Trabalhadores, o PT, da Petrobras (alvo de investigação da Operação Lava- Jato) e ainda uma charge criticando o mandato da presidente Dilma Rousseff.

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Musa da Unidos de Padre Miguel, Andréa Martins apareceu para o ensaio técnico pintada como se fosse uma política e ainda carregou consigo uma mala pra lá de polêmica | Foto: Sambarazzo

– O enredo vem dizendo que “a zorra é aqui”. Então, eu vim como uma política, trazendo a zorra atual que está o país. Eu protestaria sobre o caos que está. Sem dúvida, sairia pintada em um protesto. Eu vivo assim, trabalho assim, então, por que não estar com o corpo pintado? É o que estou fazendo hoje: aproveitando o gancho do enredo para protestar também – contou Andréa ao Sambarazzo.

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Mensalão! A mala de dinheiro que Andréa levou para a Avenida tinha até uma charge da presidente Dilma Rousseff | Foto: Sambarazzo

Ainda na temporada de ensaios técnicos rumo ao Carnaval 2016, Andréa já encarnou um dragão durante o treino da Alegria da Zona Sul. Em 2015, ela também se inspirou no enredo da Unidos de Padre Miguel e ensaiou pintada de cangaceira, já que a escola homenageava a obra do escritor Ariano Suassuna.

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Por João Paulo Saconi

Enquanto o samba da Unidos de Padre Miguel versa “Brotou na ribeira, o ouro/Mamaram nas tetas das Minas Gerais”, numa referência à exploração das riquezas minerais do Brasil, a comissão de frente da escola resolveu entrar de cabeça no enredo e vestir, em plena Avenida, a fantasia de… vaca!

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Mamãe, eu quero mamar! Componentes da comissão de frente da Unidos de Padre Miguel cruzaram a Avenida vestidos de vacas | Foto: Sambarazzo

É que o coreógrafo David Lima, já famoso por criar comissões com teor crítico, recebeu do carnavalesco da escola, Edson Pereira, a sugestão de levar os componentes para o Sambódromo com a inusitada fantasia. Além do figurino, as vacas de Padre Miguel distribuíram moedas de chocolate e ainda simularam uma chuva de dinheiro na Sapucaí, mostrando que na folia a corrupção tem um sabor menos amargo que o da vida real.

– A ideia da vaca surgiu do carnavalesco porque a gente sempre cede as nossas “tetas” para os corruptos, e os grandes. Essa ideia surgiu dentro da proposta do enredo, por conta da letra que diz “mamaram nas tetas das Minas Gerais”… Então, trouxemos as “tetas” para a Sapucaí mamar – explicou David ao Sambarazzo.

Ator de “Os Dez Mandamentos” faz parte da comissão de frente

A participação do ator William Vita, da novela “Os Dez Mandamentos”, da TV Record, também é um dos destaques da comissão. Ele representará o vaqueiro durante o treino, mas terá um outro papel especial durante o desfile oficial.

– No desfile, eu vou ser o rei. Hoje a gente inventou uma brincadeira, que é o vaqueiro, já que mamaram nas tetas das Minas Gerais. Já desfilei em muitas escolas de samba, mas agora fui muito bem recebido pela Unidos de Padre Miguel. Hoje, sou Unidos de Padre Miguel. E na segunda-feira (de Carnaval), sou Sereno de Campo Grande – revelou o ator.

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Tetas de fora! A comissão de frente da Unidos de Padre Miguel, sob o comando do coreógrafo David Lima (à esquerda), cruzará a Sapucaí com 14 componentes vestidos de vaca. O ator William Vita (à direita), da novela “Os Dez Mandamentos”, da TV Record, vai representar o vaqueiro | Foto: Sambarazzo

O enredo da Unidos de Padre Miguel para este Carnaval é “O quinto dos infernos”, do carnavalesco Edson Pereira, que também atua no Especial, pela Mocidade Independente de Padre Miguel. A agremiação será a sexta a desfilar no Sábado de Carnaval pela Série A.

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Por Rafael Arantes

O intérprete Luizinho Andanças deixou fãs e amigos bastante preocupados após sofrer um aneurisma vascular cerebral (AVC), no fim do ano passado. Ainda em recuperação, o intérprete admitiu ao Sambarazzo que o susto aconteceu após uma série de problemas pessoais, mas que está preparado para defender as cores da Unidos de Padre Miguel na Avenida com sua voz marcante.

Intérprete segue em tratamento após AVC sofrido no fim de 2015 | Foto: Sambarazzo
Intérprete segue em tratamento após AVC sofrido no fim de 2015 | Foto: Sambarazzo

– Ainda estou me recuperando, mas graças a Deus estou bem. Tenho muito o que agradecer por estar aqui bem, graças a esse milagre. Foi um susto grande, mas também porque havia perdido uma sobrinha muito querida recentemente. Isso me abalou muito – contou o puxador.

Retornando à Avenida após o susto e alguns anos de afastamento do universo carnavalesco, o intérprete descartou qualquer tipo de preparação especial. Tranquilo, Luizinho se mantém à espera do desfile oficial da Unidos de Padre Miguel, marcado para Sábado de Carnaval.

– Nunca fui muito ansioso, sempre fui pé no chão e sereno. Hoje é um dia especial, mas seguimos com a preparação tranquila pra fazer um grande desfile – finalizou.

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Por Leonardo Lupi

Imperiano de coração e de fé, Arlindo Cruz é sempre acionado para dar uma ajuda ao Império Serrano, que foi rebaixado após o Carnaval de 2009 e desde então não conseguiu retornar ao Grupo Especial do Rio.

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O artista prestigiou o ensaio técnico do Império na noite deste sábado, 23, na Marquês de Sapucaí I Foto: Sambarazzo

Satisfeito com a atuação da presidente Vera Lúcia à frente da escola, ele não cogita assumir o comando da agremiação tão cedo, apesar de sua popularidade e provável poder de persuasão na hora de conquistar investidores para a verde e branco. Muito atarefado com a carreira na música, o sambista de 57 anos acha que acabaria prejudicando a escola se resolvesse se candidatar a presidente neste momento.

– Prefiro ajudar numa coisa que acho que sei fazer bem, até pelo meu número de discos gravados, que é compor. E é torcendo, trazendo grandes artistas para a escola, como o João Bosco, que já não ia em Madureira há um tempo e foi agora, dia 14 (de janeiro). Pra ser presidente agora eu não tenho o tempo que o Império merece. Tem que estar no carnaval o ano inteiro, e eu trabalho. Pode ser, assim, quando eu tiver muito mais velho, com saúde e tal… Mas isso é pra daqui a uns 20, 30 anos – admitiu Arlindo ao Sambarazzo.

Arlindo não teme que o Império amargue nos grupos de baixo como a Tradição

O cantor e compositor não teme que o Império Serrano amargue muito mais tempo na Série A e acredita que a escola não vá enfrentar as mesmas dificuldades da Tradição, outra importante agremiação carioca, que após cair de grupo em 2005 nunca mais retornou ao Especial e, atualmente, desfila na Intendente Magalhães, pela Série B.

– Não tenho esse medo, não. Graças a Deus, a gente faz um grande carnaval. Ano passado, ficamos a quatro décimos da campeã. O Império tem um brilho mais especial, que é o próprio componente desfilando. Tem uma torcida muito grande. Acho que o Império, dentro das escolas mais antigas, é a que mais modernizou o carnaval, em termos de fantasia, bateria… O Império sempre foi bem inovador. Agora, falta pouquinho de organização nossa, a gente tem que confessar isso. Não criticando quem já foi. A própria escola, a comunidade tava longe da escola. Agora tá tudo de volta, tudo bonito – garantiu Arlindo, que participou do ensaio técnico da escola na noite deste sábado, 23, no Sambódromo do Rio, onde ficou boa parte do tempo ao lado da filha, Flora, que vai estrear neste Carnaval como porta-bandeira.

Ao lado da mulher, a ex-porta-bandeira Babi Cruz, Arlindo acompanhou a filha, Flora, que estreia como porta-bandeira do Império neste ano I Foto: Sambarazzo
Ao lado da mulher, a ex-porta-bandeira Babi Cruz, Arlindo acompanhou a filha, Flora, que estreia como porta-bandeira do Império neste ano I Foto: Sambarazzo

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Por Luiz Felippe Reis

Como um craque que decide a partida aos 48 minutos do segundo tempo, o carnavalesco da Cubango, Cid Carvalho, participou do ensaio técnico da verde e branco neste sábado, 23, na última ala, enquanto a escola de Niterói dava suas derradeiras sambadas na Avenida. Autointitulado como um cara do “povo”, o artista aproveitou pra fazer o que mais gosta, cair nos braços da galera.

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O carnavalesco da Cubango encerrou o ensaio técnico da escola na Avenida, que viu um Cid pra lá de empolgado e distribuindo abraços – Foto: Irapuã Jeferson

 

Com a simpatia de sempre, Cid distribuiu sorrisos e abraços no público das frisas e saudou a turma das arquibancadas. Com a confecção de alegorias e fantasias já terminadas, o carnavalesco esqueceu por alguns minutos a correria do barracão e caiu no samba com a Cubango.

– Eu sou sambista. Curto barracão, trabalho lá, tá tudo lá, a plástica, a estética. Mas eu sou do povo, amo povo, tenho que estar aqui e curtir isso. Acho que a gente merece um pouquinho, a turma trabalhou muito, barracão quase concluído, vamos brincar um pouquinho. – comentou Cid, que é tetracampeão do Carnaval com a Beija-Flor de Nilópolis.

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Mexendo com o público das frisas, Cid Carvalho deu um brilho a mais – e não só pela roupa – no ensaio técnico da Cubango – Foto: Irapuã Jeferson

O próximo encontro de Cid Carvalho com a Marquês de Sapucaí é daqui a 14 dias, no desfile oficial da Acadêmicos do Cubango, que cruza a Passarela do Samba no Sábado da festa mais popular do Brasil. A representante de Niterói será a sétima e última a se apresentar na última noite de apresentações da Série A

 

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Por Rafael Arantes

Presidente do Império Serrano, Vera Lúcia já está na Sapucaí aguardando o início do ensaio técnico da verde e branco de Madureira. Na concentração da escola, ela mandou uma letra que promete deixar otimistas os imperianos, que tanto torcem para o retorno da tradicional agremiação à elite do Carnaval carioca, atualmente desfilando pela Série A.

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– Estamos com tudo pronto. Se o Carnaval fosse amanhã, poderíamos desfilar normalmente. E isso se deve aos grandes amigos que temos. Consegui trazer a família imperiana de volta pra casa. O Seu Luizinho Drumond (presidente da Imperatriz Leopoldinense), por exemplo, nos ajudou muito e vai desfilar ao meu lado no Carnaval. O Império não vai só desfilar, ele vai marcar a Sapucaí- revela a dirigente, em tom de empolgação.

Com o enredo “Silas canta Serrinha”, sobre a Serrinha, região que é o berço da escola de Madureira, tendo como fio condutor um dos fundadores da agremiação e que mais compôs sambas-enredo para o Império, Silas de Oliveira, a verde e branco será a quarta escola a desfilar, no Sábado de Carnaval, 6 de fevereiro.

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Por Leonardo Lupi e Rafael Arantes

Com enredo sobre as lendas do mar, a Acadêmicos do Cubango, primeira escola a cruzar a Passarela do Samba neste sábado, 23, para realizar seu ensaio técnico, levou boa parte da escola a caráter. Do presidente ao primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira não faltou quepe na cabeça de quase ninguém.

– Nosso enredo é ‘Um banho de mar à fantasia’, e nós viemos de marinheiros, dentro desse ambiente marítimo. Mas não é nossa roupa do desfile oficial, não. É uma brincadeira. É uma fantasia bem leve – tratou de explicar a porta-bandeira Jaqueline Gomes, que faz par com o mestre-sala Diego Falcão, que também caprichou na beca.

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Elegantes! O casal de mestre-sala e porta-bandeira arrasou na beca no ensaio da Cubango I Foto: Sambarazzo

“A primeira impressão é a que fica”, sentencia Pelé, presidente da Cubango

Também paramentado de marinheiro, o presidente da verde e branco de Niterói era dos mais animados da noite de treino.

– Temos apenas um ensaio e precisamos fazer o nosso melhor. É a primeira impressão para que o público goste, volte para casa satisfeito e retorne para torcer pela gente no desfile. A primeira impressão é a que fica. Hoje, temos outras duas agremiações grandes, de muita força. (Império Serrano e Unidos de Padre Miguel também ensaiam). Focamos em fazer um grande ensaio, pra impressionar bastante todo mundo.

O presidente da escola, Pelé, também vestiu o quepe de marinheiro I Foto: Sambarazzo
O presidente da escola, Pelé, também vestiu o quepe de marinheiro I Foto: Sambarazzo

A Cubango será a última escola a desfilar na segunda e última noite de desfiles da Série A, no Sábado de Carnaval, 6 de fevereiro.

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Por Luiz Felippe Reis

Em tempos de crise financeira, vale tudo para arrumar uma graninha extra e ajudar a escola de coração a aumentar um pouco os valores nos cofres. Pensando nisso, o mestre de bateria da Acadêmicos do Cubango, primeira a realizar o treino técnico na Marquês de Sapucaí na noite deste sábado, 23, levou centenas de bonés da verde e branco de Niterói para vender a “50 contos” a peça.

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Com a ajuda de mestre Lolo, da Imperatriz, Maurão, mestre da Cubango, vendeu bonés a R$ 50 na concentração da escola de Niterói. Foi um sucesso I Foto: Sambarazzo

O acessório “fez a cabeça” de muita gente e o diretor dos ritmistas da escola da Série A mostrou que além de mandar bem no ritmo é bom de lábia. Enquanto esteve na concentração, antes do início do ensaio, Maurão vendeu bastante os dois modelos de chapéu: um claro e outro mais escuro. Lolo, mestre de bateria de outra verde e branco, a Imperatriz (Grupo Especial), deu uma mãozinha a Maurão no controle das vendas e, claro, no caixa improvisado no caminhão onde estavam guardados os instrumentos.

– Nós fizemos um boné pra galera comprar. ‘Nego’ vê o boné e fica empolgado. Mandei fazer em São Paulo – comemorou Maurão, vendedor de mão cheia.

Mestre ainda atacou de churrasqueiro na concentração

Antes de atuar como vendedor antes da noite de treino, o mestre atacou de churrasqueiro. É que, pra brindar seus percussionistas, que estão há meses realizando sucessivos ensaios, ele preparou um churrasco na concentração, regado a água e uma boa gelada.

– Comigo pode cerveja, mas com limite. A gente sabe que tem gente que tem que segurar, uns podem beber mais, outros podem beber menos… Essa parceria com os ritmistas é fundamental para o trabalho. É importante ter uma confraternização no ensaio, aqui na Sapucaí, na casa do jogo – completou o diretor.

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Antes de vender os bonés, Maurão preparou um churrasco regado para os ritmistas da Cubango I Foto: Sambarazzo

Após o ensaio da Cubango, que tem como enredo “Banho de mar à fantasia”, ensaiam Império Serrano e Unidos de Padre Miguel, também da Série A do Carnaval carioca.

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Por Redação

Uma missa fora dos padrões da igreja católica foi realizada na manhã deste sábado na Igreja São Gonçalo Garcia e São Jorge, no Centro do Rio. É que além do discurso religioso, o padre Wagner Toledo declamou na íntegra o samba da Estácio de Sá, que este ano homenageia no enredo São Jorge, santo que todo dia 23 de cada mês ganha uma cerimônia especial por lá.

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Lotou! A missa foi acompanhada por devotos de São Jorge e torcedores da Estácio de Sá, que vai homenagear o “santo guerreiro” no desfile deste ano I Foto: Irapuã Jeferson

O altar foi tomado por fiéis do chamado “santo guerreiro”, entre eles muitos integrantes da vermelho e branco do Estácio, como o presidente Leziário do Nascimento, os carnavalescos Chico Spinosa e Tarcísio Zanon, baianas e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho e Alcione.

Protegidos! Wander Pires e presidente da Estácio só deixaram a igreja após acender uma vela e pedir aquela proteção ao santo guerreiro

Após a missa, um cortejo da agremiação saiu em direção à quadra da escola, com direito à bateria de mestre Chuvisco e mais integrantes da primeira a desfilar pelo Grupo Especial carioca no Domingo de Carnaval. Wander Pires e Leziário Nascimento, no entanto, não deixaram a igreja sem antes fazer uma “fezinha”. Munidos de velas, o intérprete oficial e o cantor da Estácio gastaram alguns minutinhos agradecendo e pedindo aquela ajudinha do popular santo.

Fé! O presidente Leziário Nascimento e o cantor Wander Pires acenderam velas e fizeram pedidos a São Jorge I Foto: Irapuã Jeferson
Fé! O presidente Leziário Nascimento e o cantor Wander Pires acenderam velas e fizeram pedidos a São Jorge I Foto: Irapuã Jeferson

Tão logo definiu que o enredo seria em homenagem a São Jorge, a Estácio de Sá procurou a Arquidiocese do Rio para comunicar a ideia do projeto e evitar algum futuro inconveniente como o enfrentado pela Beija-Flor em 1989, quando a igreja vetou uma escultura do Cristo Redentor, obrigando a azul e branco a desfilar com o monumento em versão carnavalesca coberto, comprometendo a beleza da alegoria que ilustrava o enredo “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”, numa polêmica que marcou a história do Carnaval.

Veja mais fotos da cerimônia religiosa, que acabou em ritmo de samba!

Carnavalescos Tarcísio Zanon e Chico Spinosa
Os carnavalescos Tarcísio Zanon e Chico Spinosa I Foto: Irapuã Jeferson
Baianas e os casais de mestre-sala e porta-bandeira I Foto: Irapuã Jeferson
Baianas e os casais de mestre-sala e porta-bandeira I Foto: Irapuã Jeferson
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Alcione e Marcinho I Foto: Irapuã Jeferson
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Alcione e Marcinho I Foto: Irapuã Jeferson

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Por Leonardo Lupi 

Faltando pouco mais de duas semanas para o Carnaval, os protagonistas da maior festa popular do Brasil têm virado a noite para colocar os trabalhos em dia e apresentar um belo espetáculo na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Na Cidade do Samba (Zona Portuária do Rio), onde as ideias dos carnavalescos ganham vida, os comandantes dos barracões das principais escolas de samba da festa costumam dar uma pausa na rotina puxada de preparativos para encontrar os colegas de profissão e, na medida do possível, colocar o papo em dia.

Carnavalescos dão uma pausa em seus barracões para jogar conversa fora na praça da Cidade do Samba – Foto: Arquivo pessoal

Provando que rivalidade é uma palavra que não entra no vocabulário da grande parte dos artistas da folia, o carnavalesco Mauro Quintaes, membro da comissão da Unidos da Tijuca,  fez um registro de uma dessas reuniões informais. Na última, que rolou na madrugada de sexta pra sábado, ele se divertiu em ótima companhia: dividiam a mesa e o espaço na selfie do celular Renato Lage, do Salgueiro, Leandro Vieira, da Mangueira,  Roberto Szanieck, responsável pelo desfile da Nenê de Vila Matilde, em São Paulo. Também aparece na foto o escultor Glinston, da São Clemente, que já trabalhou para Renato Lage em outras ocasiões.

O encontro de talentos de diferentes gerações motivou o registro do encontro que, para Mauro, deveria se repetir mais vezes. Rolou de tudo no amistoso papo. Entre os assuntos debatidos, a carreira de cada artista e os rumos da festa.

–  Rolou um flash back, foi ótimo. Discutimos o futuro do Carnaval… Conversamos sobre as trajetórias de cada um. Falamos do talento do Leandro (Vieira, carnavalesco da Mangueira e único novato da foto) – disse o artista, que, graças ao barracão adiantado na Unidos da Tijuca, não só tem dado uma pausa para conversas na Cidade do Samba como também tem tido tempo para aproveitar o verão carioca, curtindo até um passeio de lancha ao lado dos outros membros da comissão tijucana.

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Por Redação

A Unidos de Padre Miguel terá um desfile especial para uma de suas mais apaixonadas integrantes. Karina Costa, rainha de bateria da vermelho e branco, completará uma década à frente dos ritmistas de mestre Dinho, e não vê a hora de cruzar a Passarela do Samba comemorando o feito, afinal, diante de tanta cobiça pelo posto mais desejado entre a mulherada sambista, é raro alguém permanecer por tanto tempo na função.

Karina Costa vai completar dez carnavais à frente da bateria da Unidos de Padre Miguel | Foto: Divulgação
Karina Costa vai completar 10 carnavais à frente da bateria da Unidos de Padre Miguel | Foto: Divulgação

“Sou muito vaidosa”, assume a rainha

Em contagem regressiva para o Carnaval 2016, a beldade, que cursa faculdade de Direito, já aposta na rotina pesada de treinamentos para chegar na Avenida em forma e arrasar no desfile festivo. Com dieta, tratamentos estéticos e muita malhação, a rainha quer fazer bonito na Sapucaí.

– Faço muito exercício aeróbico, muita musculação, além de tratamentos estéticos e endocrinológicos com meu médico. Sou muito vaidosa. Não ligo para chocolate, não tomo leite e o glúten eu consegui tirar da minha dieta. Gosto de uma comida mais levinha, fui acostumada desde pequena. Meu pai tinha uma fixação por comidas saudáveis e vivia de olho na glicose e colesterol – conta a rainha.

Rainha cuida do corpo para chegar em forma na folia | Foto: Divulgação
Bem cuidada! Rainha faz de tudo para manter o corpaço em forma | Foto: Divulgação

Desde os 14 anos desfilando na escola de Padre Miguel, Karina vê a relação com a agremiação como uma de suas maiores paixões. A rainha garante que já sabe de cabeça todas as batidas da bateria de mestre Dinho, e revela que não pensa em largar o posto em hipótese alguma.

– Estar à frente da bateria é parte da minha vida, minha história. Uma década desfilando. Já sei cada gesto que o mestre faz, pra cada paradinha, na minha cabeça. É como se eu também conduzisse os ritmistas. Um amor que não troco por nada e nem por ninguém – completou.