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Unidos da Tijuca

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Por Redação

Contratados pela Unidos da Tijuca para o Carnaval 2019, Laíla e Fran Sérgio também darão expediente na folia paulistana. Os dois foram apresentados neste sábado, 14, como novos integrantes da Águia de Ouro, durante uma feijoada. Eles farão parte de uma comissão que ainda será formada pelos carnavalescos Sérgio Caputo Gall, que já estava na agremiação, e Beth Trindade. Laíla será responsável pela direção de carnaval, já Fran atuará como carnavalesco.

Laíla e Fran Sérgio também fazem parte do time da Águia de Ouro – Foto: Reprodução Instagram

Este será o segundo ano seguido de Fran Sérgio assinando um desfile no Anhembi. Neste ano, ele foi carnavalesco da Vila Maria, que terminou em 9º lugar. Para Laíla, será um retorno. O diretor já atuou na Unidos do Peruche no início dos anos 90.

A Águia de Ouro venceu o Grupo de Acesso do carnaval paulistano em 2018 com enredo “Mercadores de sonhos”. Com isso, garantiu sua volta ao Grupo Especial no ano que vem.

Fran postou em suas redes sociais a novidade – Foto: Reprodução Instagram

Laíla e Fran já estão acostumados a trabalhar juntos, tanto que marcaram época pela Beija-Flor de Nilópolis. Laíla saiu da azul e branco nesta temporada, após o título de 2018, num desfecho de casamento de mais de 40 anos, entre idas e vindas. Ao todo, o decano diretor participou de 13 dos 14 títulos da nilopolitana. O carnavalesco Fran Sérgio é outro com décadas de serviços prestados à maior campeã do Século XXI. Pela Beija, Fran ganhou oito vezes (1998, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011 e 2015). Os dois agora encorpam também o time que já tinha Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, da Unidos da Tijuca.

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Uma troca de elogios nada carinhosos entre Wantuir, intérprete da Unidos da Tijuca, e Gilsinho, da Portela, dominou as redes sociais dos sambistas. Tudo começou quando o cantor da azul e amarelo do Borel postou um banner de um evento em que irá participar neste sábado, 7, convidando “alguns” intérpretes do carnaval. Um comentário na referida postagem pedia que Wantuir mandasse um abraço para Gilsinho. No mesmo instante, o artista respondeu:

“Não consigo olhar para este vulto sombrio sem alma”, escreveu Wantuir.

Wantuir criticou Gilsinho em comentário no Facebook – Foto: Arquivo

A confusão chegou até Gilsinho, que não deixou por menos e fez uma postagem com ironias e ofensas:

“Vulto sombrio sem alma… De longe é fácil… Queria ver falar de perto… Seria a decolagem de vários dentes…”, criticou o cantor da Portela.

Rivais desde 2016

A rixa entre os dois intérpretes não é de hoje. Wantuir e Gilsinho chegaram a dividir o carro de som da Portela no Carnaval de 2016. Entretanto, no dia do desfile da agremiação de Madureira, Wantuir, nitidamente irritado, reclamou que o som de seu microfone estava mais baixo. O clima nada harmonioso terminou dias depois, quando Wantuir foi demitido da escola.

Gilsinho, por sua vez, também atacou Wantuir – Foto: Arquivo

“Nunca pedi privilégios, pedi igualdade. Já fiz dez anos de coro do Dominguinhos do Estácio, mas há 20 sou puxador na Avenida. Tenho uma história”, declarou Wantuir, na época.

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Foi nesta quarta-feira, 28, que a Unidos da Tijuca apresentou oficialmente o time pro Carnaval 2019. Ao todo, a escola mostrou três novidades: o diretor Laíla, o carnavalesco Fran Sérgio – esses dois fortalecem a comissão de carnaval -, e o coreógrafo Jardel Augusto Lemos, que em 2018 defendeu a Porto da Pedra na Série A e tem a primeira oportunidade no Grupo Especial.

As caras novas! O carnavalesco Fran Sérgio, o diretor de carnaval Laíla e o coreógrafo de comissão de frente Jardel Augusto Lemos vão estrear pela Unidos da Tijuca em 2019 – Foto: Divulgação

Presidente da escola do Borel, Fernando Horta falou sobre a chegada da nova estrela da companhia, o experiente diretor de carnaval e campeoníssimo pela Beija-Flor de Nilópolis, Laíla.

– O Laíla é um profissional muito competente e chega com todo o seu norral para somar e abrilhantar ainda mais o quadro de profissionais da agremiação – disse o presidente Fernando Horta.

Time fechado! Parte do elenco tijucano rumo ao Carnaval do ano que vem; a escola vai buscar o quinto título na história – Foto: Divulgação

Enquanto Laíla e Fran Sérgio encorpam a comissão de carnaval, que já tem Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, o coreógrafo Jardel Augusto Lemos substitui Renato Vieira, que não rendeu boas notas com a comissão de frente no enredo sobre Miguel Falabella. As notas foram: 9,8, 10, 9,9, 9,7.

A Unidos da Tijuca ficou em 7° lugar no Grupo Especial de 2018.

 

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É só terminar o Carnaval, e todas as escolas de samba querem saber: “Onde foi que eu errei?”. Com as justificativas dos jurados, divulgadas duas semanas e meia após a Quarta-feira de Cinzas, a planta é dada, e então as diretorias começam a se mexer pra modificar ou pelo menos apurar o desenvolvimento de cada quesito afetado no desfile que passou.

Para os donos das notas 40, os elogios e louros da perfeição até a próxima festa. Para os mal-aventurados na temporada, a corneta soa em tom de crítica, muitas vezes feroz e injusta.

De olho nas avaliações dos jurados da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é quem rege o Grupo Especial, o Sambarazzo quis saber quem está melhor em cada um dos quesito nos últimos cinco anos, de 2014 a 2018. E nesta quarta-feira, 28, começamos a terceira edição da série de apuração com a alma das agremiações, o Samba-Enredo, que ano após ano embasa o espetáculo visual e emoldura a história apresentada na Passarela.

Mangueira tem o melhor rendimento no Samba-Enredo nos últimos cinco anos – Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Pela primeira vez desde que levantamos os dados, a Portela não é a primeira colocada. O samba de 2018 deixou de seguir a tendência de gabaritar, enquanto a Mangueira persistiu implacável com uma sequência de 17 notas dez e tomou a ponta. De uma só vez, a verde e rosa se livrou das notas ruins de 2013, teve 40 pontos nesta temporada e contou com o deslize da águia pra virar a líder em Samba-Enredo, recuperando uma diferença que era de 0,8 (oito décimos).

Ciganerey e Péricles defenderam o samba da Mangueira na Sapucaí – Fotos: Irapuã Jeferson e Dhavid Normando/Riotur

Uma das fortalezas no caminho portelense, o Samba-Enredo da escola não gabaritou pela primeira vez em seis anos. As leves despontuações tiraram da águia a liderança no ranking, mas não a certeza de que o quesito segue como ponto alto da azul e branco na briga pelos campeonatos.

Firme no terceiro lugar vem o Salgueiro, que, apesar de ter perdido décimos importantes – até decisivos – no quesito nos últimos anos, tem boas notas no geral e observa a liderança de Mangueira e Portela não tão distante. O novo levantamento deu à Academia um saldo de positivo de 0,6 (seis décimos), graças a exclusão do ano de 2013 – o pior recente – e as duas notas dez de 2018.

Quarta colocada no ranking, a Imperatriz tem uma boa arrancada no item nos últimos quatro anos. “Axé Nkenda” (enredo de 2015), Zezé Di Camargo e Luciano (enredo de 2016), Xingu (2017) e Museu Nacional (2018) fizeram bem ao contexto sonoro da verde e branco.

Pela primeira vez entre as cinco primeiras aparece a Mocidade Independente de Padre Miguel. Já são sete notas dez seguidas, rendimento inferior só a da Mangueira nas duas temporadas mais atuais. Os sambões de 2017 e 2018 fizeram a verde e branco ultrapassar concorrentes como a Vila Isabel, a Beija-Flor e a Unidos da Tijuca. Eis a escola que mais cresceu no quesito de um ano pra cá. Também, pudera, levou até Estandarte de Ouro – prêmio do Jornal O Globo – no Carnaval que passou.

Vila Isabel, Beija-Flor, Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e São Clemente, que completam o G-11 das escolas que se mantêm no Especial há pelo menos cinco anos, fecham o ranking.

Tuiuti, Império Serrano e Viradouro não são inspecionadas no ranking, porque não estiveram em todas as edições do Grupo Especial nas últimas cinco temporadas.

 

Levantamento do ano passado, considerando os carnavais de 2013 a 2017:

Série Ranking! Samba-Enredo: as melhores e piores nos últimos 5 anos

Levantamento do ano retrasado, considerando os carnavais de 2012 a 2016:

Série Ranking! As melhores e piores em Samba-Enredo nos últimos 5 anos

 

 

 

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De uma só vez, a Unidos da Tijuca fechou com dois reforços de peso pra comissão de carnaval: o diretor Laíla e o carnavalesco Fran Sérgio, que, juntos, têm oito títulos pela Beija-Flor. As contratações ficaram acertadas definitivamente nesta terça-feira, 26. O anúncio oficial será na tarde desta quarta-feira, 27.

A dupla marcou época pela escola de Nilópolis. Laíla saiu da azul e branco nesta temporada, após o título de 2018, num desfecho de casamento de mais de 40 anos, entre idas e vindas. Ao todo, o decano diretor participou de 13 dos 14 títulos da nilopolitana. E no único ano vitorioso que não participou foi quando estava justamente na Unidos da Tijuca, em 1980.

Após 23 anos – 1995 até 2018 -, Laíla trocou a Beija-Flor pela Unidos da Tijuca – Foto: Irapuã Jeferson

O carnavalesco Fran Sérgio é outro com décadas de serviços prestados à maior campeã do Século XXI. Pela Beija, Fran ganhou oito vezes (1998, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011 e 2015). Ele agora encorpa o time que já tinha Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo. Em 2018, ele trabalhou no Carnaval de São Paulo, pela Vila Maria.

Com oito troféus de campeão do Grupo Especial na carreira, Fran Sérgio vai integrar comissão de carnaval ao lado de Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo – Foto: Arquivo pessoal

A Unidos da Tijuca vem de um 7° lugar na elite da festa. Em 2019, a escola tenta o quinto título da história. Antes, a agremiação do Borel triunfou em 1936, 2010, 2012 e 2014.

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Em fevereiro, o mundo do Carnaval se surpreendeu com o fim do casamento de Laíla com a Beija-Flor de Nilópolis, que já durava, entre idas e vindas, mais de 40 anos. A novidade aguçou o interesse de muita gente no possível reforço de gala e na noite da última terça-feira, 20, o site Carnavalesco publicou nas redes sociais que o experiente diretor de carnaval fechou com a Unidos da Tijuca.

Oficialmente, pelo menos por enquanto, a escola de samba não confirma a contratação. O presidente Fernando Horta é quem se pronuncia.

– Não tem nada certo. Converso com todo mundo, então chance sempre há. Mas não tem nada concretizado ainda – disse o dirigente.

Oficialmente, presidente da Tijuca não confirma acerto com Laíla – Fotos: Sambarazzo

Outra possibilidade levantada foi de o carnavalesco Fran Sérgio – que em 2018 trabalhou na Vila Maria, de São Paulo – integrar a comissão de carnaval, formada no momento por Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo. Horta confirma o papo com o artista, mas também nega o acordo. Sobre a equipe que comanda os trabalhos artísticos da Unidos da Tijuca, o presidente garante que fará alterações.

– O Fran Sérgio a gente já conversa há dois anos. Quando ele saiu da Beija-Flor, pediram por ele. Mas também não está nada certo. A comissão não tá renovada. Talvez eu faça uma modificação na comissão, pequenas mudanças, mas vou manter o formato de comissão – informou.

Fran Sérgio foi carnavalesco da Beija-Flor e trabalhou com Laíla por mais de 20 anos – Foto: Divulgação

Em 2018, a Unidos da Tijuca ficou com o 7° lugar no Grupo Especial, com um enredo em homenagem ao ator Miguel Falabella.

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Em meio às tensões e ansiedades que só a construção de um carnaval pode causar, a carnavalesca da Unidos da Tijuca, Annik Salmon, recebeu um presentão: ela descobriu, em dezembro de 2017, que está grávida da primeira filha, que é fruto da união com o químico Marcus Tenório. A gestação tem quatro meses e a expectativa é que pequena Liz chegue ao mundo no mês de agosto.

A ultrassonografia apontou que vem por aí uma menina – Foto: Reprodução/Facebook

A artista, claro, tá feliz da vida com a primogênita. Orgulho total também pros pais da carnavalesca tijucana, Seu Lúcio Bernardo e Dona Lúcia Maria, que ganham a primeira netinha.

– Tô radiante, é a minha primeira filha. E pra minha família vai ser o primeiro neto, tenho irmãos, mas ninguém teve filho ainda, tá todo mundo feliz. Eu vinha tentando há muito tempo e veio num período ótimo, no tempo certo, porque quando o Carnaval estiver mais perto, ela já vai estar com uns quatro ou cinco meses – conta Annik, de 36 anos, que é casada com Marcus há três primaveras.

O casal se conheceu ainda criança – aos oito anos -, eram amigos de infância. O tempo passou, e o destino reservou pros dois a formação de uma bela família. Além da pequena Liz, que vem por aí, Marcus já é pai de Beatriz, 19, e Felipe, 6.

Marcus e Annik se preparam para o nascimento de Liz, primeira filha do casal – Foto: Reprodução/Facebook

– Morávamos na mesma rua e estudamos na mesma sala do colégio Newton Braga (no bairro da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio). Um amor de criança que só foi reviver agora – se derreteu Annik.

A integração da comissão artística da Unidos da Tijuca, também formada por Hélcio Paim e Marcus Paulo, ficou reforçada até nesse acontecimento mais íntimo de Annik. Os parceiros da carnavalesca no dia a dia de barracão foram os primeiros a ficar sabendo da boa nova.

– Eles vibraram muito, porque já sabiam da minha luta, do quanto eu queria ter um filho. E aí, nos trabalhos de barracão, eu comecei a me sentir mal, enjoada… e contei pra eles assim que fiquei sabendo.

 

 

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Cantor dos mais festejados do Carnaval carioca, Tinga vai cantar em 2019 em outra praça. É que o intérprete deixou na tarde desta segunda-feira, 19, a Unidos da Tijuca. O dono do bordão “Solta o bicho” foi revelado pela Unidos de Vila Isabel e estreou em 2003, ainda no grupo de acesso, pela azul e branco. Ele atuava pela escola do Borel desde 2014.

Foram cinco temporadas de Tinga pela Unidos da Tijuca – Foto: Irapuã Jeferson

Muito valorizado nas disputas de samba-enredo – em 2018 ele chegou a ganhar sete concursos só no Especial -, Tinga é tetracampeão do Carnaval, vitórias conquistadas pela Vila (2004 – acesso -, 2006 e 2013) e Tijuca (2014).

 

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A Unidos da Tijuca abriu a festa nesta Segunda-feira de Carnaval, homenageando um dos artistas mais respeitados do Brasil, Miguel Falabella. O ator recebeu amigos e o carinho mais afetuoso do público do Sambódromo. Ao final do carnaval, o protagonista caiu no choro e mostrou gratidão pela reverência tijucana

– Chorei muito, to muito emocionado. Me homenageando, estão sendo homenageados os comediantes populares e a todos que levam humor. Recebi tanto amor, tanta alegria, minha alma está em festa.

Foto: Michele Iassanori

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O Carnaval da Unidos da Tijuca de 2017 vai ficar pra sempre marcado como o capítulo mais triste da trajetória da escola. A parte de cima da segunda alegoria da agremiação despencou, ferindo oito componentes do carro. Nada como um ano após o outro. Com um desfile sem falhas, a escola, de modo geral, tava radiante.

Mas em especial o carnavalesco Hélcio Paim, que foi apontado como um possível responsável na época do acidente. Ele e a Tijuca foram inocentados por perícia, mas lidar com a pressão não foi fácil. Ao fim do carnaval de 2018, Hélcio não segurou as lágrimas e desabafou:

– Sem palavras, foi a volta por cima. A alegria do nosso componente, é a nossa alegria – disse o artista.

Foto: Irapuã Jeferson

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Em três passagens pela presidência, Fernando Horta tem quase 30 anos de comando na Unidos da Tijuca. Mas, pelo jeito, essa longa história começa a chegar nas páginas finais. É que o dirigente abriu o coração e disse ao Sambarazzo que planeja a transição de poder da escola de samba.

– Sem uma boa gestão, a gente não teria chegado onde chegamos. Mas eu sinto que meu ciclo tá acabando, tô cansado, são muitos anos. Vamos dar oportunidade a outras pessoas. Quero ficar um pouco quieto, desgasta muito. Cada ano você tem que matar um leão ou dois, é complicado.

Foto: Irapuã Jeferson

Sobre o desfile em homenagem a Miguel Falabella, Horta tá bem otimista:

– É um Carnaval forte do jeito que a Tijuca vem colocando há muitos anos. Temos uma equipe muito boa.

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Pra dar a volta por cima, a Unidos da Tijuca vai tentar surpreender e voltar a disputa do campeonato em 2018. Homenageando o ator Miguel Falabella, a escola do Borel será a primeira a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval.

Confira as imagens do barracão e o bate-papo com os carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo:

Na visita ao barracão, encontramos o mestre Casagrande, líder dos ritmistas da “Pura Cadência” e trocamos uma ideia com ele.

 

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“Como será o amanhã?”. A pergunta, versada no samba da União da Ilha de 1978, é a que mais passa na cabeça do povo, ainda mais no começo do ano, período de fazer planos e buscar realizar novos e antigos sonhos. No caso do Sambarazzo, é claro que a curiosidade gira em torno do Carnaval. Já que perguntar não ofende, convocamos um time de videntes pra responder o que interessa: Quem vai se dar melhor na Quarta-Feira de Cinzas e deixar a Apoteose consagrada campeã da festa de 2018?

E, como dizem que as cartas não mentem jamais, vejamos o que futuro reserva a cada uma das 13 escolas do Especial no Carnaval que já bate à porta.

Esmeralda de Gaya apontou o futuro pelo baralho cigano, mesma origem da clarividência de Sibyla Rudana, que confirmou as previsões no Baralho da Maria Padilha, entidade cultuada na umbanda e no candomblé, técnica igualmente utilizada pela cartomante Rosana Castela. Representante do xamanismo, o cigano Roberto El Marttini fecha a seleção de místicos convidada pelo Sambarazzo.

 Previsões por escola:

Esmeralda de Gaya – Vem cheia de orgulho e segurança. Fará um belo desfile, estará entre as primeiras, mas não ganha.

Roberto El Marttini – Há uma mulher que sabe usar a flexibilidade. Os problemas parecem maiores do que são, será um carnaval de boas recordações. Tem relações honestas de trabalho, empresa com filosofia e cultura pautada dentro dos padrões e valores éticos, é um bom jogo profissional. Não será um ano de campeonato, mas é um ano favorável pra Portela. Tem beleza, empolgação, vejo um bom desfile, deve estar entre as quatro ou cinco primeiras, mas sem vitória.

Rosana Castela – Por uma questão de teimosia, estão teimando por alguma coisa que sabem que não vai ser favorável, e isso será feito e eles serão traídos. Essa traição pode ser evitada se fizerem uma parceria ou uma negociação com alguém pra reverter o quadro da escola. Tem gente que não tá se entendendo bem. O jogo não aponta ela como vitoriosa.

Sibyla Rudana –  Fica entre as seis primeiras colocadas. No centro do jogo tem um apoio muito grande e uma verdadeira fortuna na síntese da Portela. A torre (que saiu no jogo da cigana pra Portela) fala de coisas que são esclarecidas. Quando a torre desaba, a luz entra. Algo está sendo feito de uma forma, que precisa ser feito de outra. Mas vai estar entre as seis primeiras. É um caminho de redenção. Consegue desatar um nó financeiro. E tem uma pessoa amiga, muita amiga, ligada à escola, que não vai ficar na escola.

Esmeralda de Gaya – Um desfile rico, vibrante, surpreendente e marcante. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mocidade está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – A Mocidade tem a carta do pavão. Temos que levar em consideração que 2018 é regido por Saturno, que requer perfeccionismo. Vai ter beleza, luxo, glamour… Vejo sorte nos negócios, tudo revertido em luz e paz espiritual, a justiça divina falará por seu intermédio. Um jogo muito bom, de campeã.

Rosana Castela – Vai encontrar algumas dificuldades, mas vai superar, diante de algumas mudanças que já estão acontecendo. Viram que algo iria desfavorecer e tomaram atitudes internas, modificaram e começaram a seguir um bom caminho. Está com caminhos abertos. A Mocidade é uma das favoritas.

Sibyla Rudana –  Não vejo a Mocidade sendo prejudicada nem fazendo um desfile ruim. Tudo que se pode dizer em termos de fluxo de influências tá favorecido. Mas ainda há coisas internas pra serem resolvidas, organizadas. Volta sábado com certeza.

Esmeralda de Gaya – Mais uma vez o Salgueiro virá com um belo desfile no sentido de alegorias. Desfile lindo aos olhos, mas sem a emoção que o enredo pede. O Salgueiro arrasta um período de pertubações astrais, em virtude de débitos espirituais que precisam ser sanados. Fica entre as seis melhores.

Roberto El Marttini – Salgueiro conta com a sorte. Há grande chance, no entanto, de ser manipulado por alguém de fora, o que pode causar dor e sofrimento. Poderá ser impedido de colher os frutos do trabalho, o que vai causar um aborrecimento por não perceber no resultado o esforço despendido. Volta no Sábado.

Rosana Castela – Uma das favoritas. Vai sofrer uma traição, que pode ser em nível de julgamento. Pode entrar na Avenida com tudo pra ser “a escola” e sofrer com notas indevidas, de ninguém saber explicar as notas. Mas o jogo mostra sorte. O Salgueiro vai ter um bom caminho. Se for prejudicado, será por essas traições no momento de julgamento.

Sibyla Rudana – Tem caminhos abertos pra conseguir uma excelente colocação. Mas é obrigada a se submeter a uma circunstância interna, que coloca a escola em sacrifício, uma solicitação superior, uma imposição negativa pra ela. É uma escola que vai fazer sucesso. Volta no Sábado.

Esmeralda de Gaya –  Vai fazer um desfile surpreendente, com muito amor, garra e alegria. Vem agarrando a chance da vitória, com a essência da Mangueira do passado, apostando no amor de seus integrantes para fazer a escola brilhar. Vai ser um desfile marcado pela emoção e segurança, e com muita vontade de vencer. No momento, as cartas me mostram as três maiores possibilidades de campeonato, e a Mangueira está entre essas maiores possibilidades.

Roberto El Marttini – Passa uma névoa de instabilidade na escola, falta mais harmonia interna, deve haver ou houve rupturas por mal-entendidos, e o desfecho da Mangueira neste ano traz alto risco de estresse. Não vejo boa sorte.

Rosana Castela – Jogo indica boa sorte, bom caminho, bom trabalho. Grandes possibilidades de ser a campeã. Jogo muito bom mesmo. Melhores “caídas” (cartas no jogo) foi a da Mangueira.

Sibyla Rudana – Muitas forças espirituais participando do enredo. Conflitos, adversidades, falta de resolução de problemas que estão diante do nariz, a escola precisa se unir mais. O que vejo é um cabo de força. Uns querem uma coisa, outros querem outras coisas. Corre risco de ficar numa posição indesejável. Provavelmente, não volta no Sábado das Campeãs.

Esmeralda de Gaya –  Apesar das expectativas em torno dessa escola, fará um desfile para cumprir seus requisitos, mas sem grandes marcas de expressão. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini – A vibração é boa, a Grande Rio conta com sorte, luxo, beleza e tem grandes acertos. Não pode modificar o passado, mas pode atuar no presente preparando um futuro melhor. Há quem tente impedir o progresso, mas no final vencerá. Ela e a Mocidade vão apresentar muita riqueza, acima das outras, mas Saturno rege e exige perfeccionismo. Vai estar bem colocada, mas não leva.

Rosana Castela – Há um problema de poder na escola. Alguém está de alguma forma minando caminhos que pudessem favorecer a escola. Não é alguém agindo pra desfavorecer a escola, mas pra desmerecer o trabalho que está sendo feito por alguém, pra tirar o brilho de alguém.

Sibyla Rudana – Cinco de paus na carta do ambiente significa que tem que lutar muito pra conseguir que os olhos se voltem pra você. Mas é uma escola que tem sorte e muito dinheiro investido. Rei de Ouros, com favorecimento de recursos. Muita visibilidade. O corte diria que consegue o que quer, não como quer. Tem portas abertas, chama atenção e faz sucesso.

Esmeralda de Gaya – Muitos imprevistos e pertubações no decorrer dos trabalhos da Beija Flor. Mas a escola traz consigo o poder de transformar as adversidades em força, e seus componentes conseguem transmitir isso na Avenida. Fará um desfile arrebatador, que emocionará e contagiará aos espectadores. É uma das três mais fortes candidatas ao título no jogo.

Roberto El Marttini 2 – Neste ano, Saturno rege, e ele pede um perfeccionismo, muita destreza, e borboleta e águia são os animais de poder que representam essa perfeição. A Beija-Flor tem a borboleta. Vai fazer um carnaval muito diferente dos outros, bem melhor que nos carnavais anteriores, vai surpreender. Tem no desfecho do jogo harmonia, felicidade familiar, poder criativo usado para o bem.

Rosana Castela – Vai surpreender. Tem um conjunto harmônico, as coisas estão coesas. Isso vai surpreender as pessoas. Pode ser que sofra algum abalo na hora do desfile. Mas é uma candidata. Não por ser a Beija-Flor, mas pelo nível de organização, pelo que está sendo feito lá dentro. Podemos dizer que é candidata ao campeonato.

Sibyla Rudana – Tem O Mago, o Fazedor, o que faz e acontece. Hoje, a vibe da Beija-Flor é de campeã. Muita energia trabalhando. Muito difícil perder. Hoje, pelo jogo, a favorita é a Beija-Flor. Tem muito apoio espiritual.

Esmeralda de Gaya – É um desfile para cumprir requisitos, mas sem grandes marcas. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Roberto El Marttini 2 – Vive um inferno astral. Precisa de uma harmonia de inter-relacionamento e, mais do que o quesito, precisa expandir o núcleo de amizades. Existe uma influência energética negativa, que pode mais uma vez tirar essa escola do Desfile das Campeãs. Acho difícil voltar.

Rosana Castela – Existe uma falta de concordância dentro da Imperatriz. Por algum motivo, pessoas se metem em assuntos que não devem se meter. Uma parceria foi quebrada e quebrou o equilíbrio emocional da escola.

Sibyla Rudana – Jogo fala de uma desistência. Tem alguém saindo fora. Ou tem alguém que não tá muito localizado no assunto. Carta fala de morte. Não é necessariamente morte, não. É alguém que sai fora. Mas a síntese do jogo é a Torre, que simboliza “não sei o que faço, não sei o que quero”. Mas há a imagem de uma criança pedindo colo. Tem uma crise interna. Vai me surpreender se no meio desse caos a Imperatriz voltar no Sábado.

Esmeralda de Gaya – É um desfile sem grandes marcas. Não cai.

Roberto El Marttini – Não fará este ano um carnaval pra ser campeã, mas se mantém no Grupo Especial. Tá precisando de força, tá vivendo dificuldades grandes. Não é um caminho fácil pra ela. É importante não ficar se lamentando, e se reerguer.

Rosana Castela – Caminhos abertos. Vem abençoada pela espiritualidade. Está com caminho de sorte. Tá redonda a escola. Há perigo de uma traição externa. Um julgamento pode não ser o correto. A Ilha vem bem.

Sibyla Rudana – Enguiços muito grandes no meio do caminho. Tem empenho, compromisso de chegar lá, mas tem que ter muito cuidado com fogo. Muito fogo pro meu gosto. Muito cuidado com a manutenção das coisas. Aconselho que busque apoio nas energias que acreditam, pra que possam melhorar essa tendência. Ainda mostra que a escola tem sorte, mas tem coisa a consertar e está precisando de ajuda.  Diria que não cai.

Roberto El Marttini – Dá pra ver que é uma escola movida à paixão. Não pode pensar em desistir, pois está alcançando êxito aos poucos, tem sorte, vejo reconhecimento. Não creio que fique entre as seis, mas não cai.

Rosana Castela – Vai ter algumas alegrias nesse carnaval. Vai chegar mais longe do que espera. Na verdade, não imaginam onde vão chegar. Vai ser prejudicada, vai ter alguns embaraços e dificuldades. Vai causar prejuízo ético. Não cai.

Sibyla Rudana – Época de virada. Mudança favorável. Tem no centro do jogo uma aliança boa. O brilho de uma pessoa, que colhe os frutos de um grande sucesso. A São Clemente não vai ficar mal, não. Embora o 7 de Paus diga que tem uma posição acirrada, dependendo de décimos pra chegar numa posição melhor.

Roberto El Marttini – O ano de 2018 Saturno está na regência. Já falei da exigência pelo perfeccionismo neste ano, e isso favorece a Vila Isabel e a Beija-Flor. A Vila tem a carta da águia, a grande visionária. Vai despertar paixões no desfile, mas é importante controlar as emoções.

Rosana Castela – Caminho próspero. De vitórias. De boa sorte. Trabalho bem sério. Trabalhando no passinho dela. Pode plenamente ter vitória. Tudo tá muito positivo. Muito favorável. Não tá passando por problema financeiro, ou de direção. Tá trabalhando em silêncio, mas trabalhando bem.

Sibyla Rudana – Se não ganhar, tá entre as seis. Favorecimento muito grande. Tem o sol no centro do jogo. Mas tem alguma coisa relacionada a atropelo de última hora. Não é acidente. Mas atrapalha. Pinta com força muito grande. Muito interessante o jogo dela. Volta entre as seis com certeza.

Roberto El Marttini – Vai se recuperar. Tem inimigos ocultos querendo criar situações pra desestabilizar. Se tiver autoconfiança fortalecida, vencerá isso. Briga pelo Sábado das Campeãs.

Rosana Castela – Tem bons caminhos. A escola vai sofrer algum tipo de injustiça. É uma escola que apesar de ter um bom caminho de condições de chegar lá, não está entre as que podem voltar. Mas poderia estar muito melhor. Alguém precisa rever os conceitos. Às vezes, dar um passo atrás é uma questão de inteligência.

Sibyla Rudana – É uma volta dela aos grandes espetáculos. Centro do jogo tem uma parceria boa, que chama a atenção das pessoas positivamente. Corta essa sociedade o Dois de Ouros, que sugere ralar mais um pouco. Que volte a ter mais criatividade. Fala sobre um desequilíbrio financeiro, falta de grana. No caminho, porém, tem a carta do carro, falando que a pessoa tem que dominar situações e harmonizar, mas tem no jogo uma vitória. O desfile vai ter destaque.

Roberto El Marttini – Tem um samba de forte vibração. Saturno exige, além de perfeccionismo, muita criatividade, e a Tuiuti terá boa criatividade. O jogo diz que só não terá êxito se não quiser, fala pra não ter medo de recomeçar do zero e terá proteção pra isso.

Rosana Castela – Vem passando por algumas dificuldades. Tendência a não sobreviver a este Carnaval no Grupo Especial.

Sibyla Rudana – Risco de ter problema. Não é legal quando tem no centro do jogo uma carta de finalização, que é a morte. Vai estar bonita. Mostra um enguiço, um problema. Tem dois cortes no jogo da Tuiuti, não gostaria que tivesse. Mostra no desfecho do jogo uma certa melancolia, tristeza, incapacidade de resolução de problemas, dificuldades.

Roberto El Marttini – Tem empolgação, esperança, mas entra com fatores negativos. Pode não cair, mas é difícil. Dá pra ver que é uma escola que tem muito amor envolvido ali dentro. O jogo fala de persistir no sonho e que a ferida, por mais dolorosa que seja, se cura. E o desfecho diz que justiça não se discute, luta-se por ela.

Rosana Castela – Tem tudo pra ter boas vitórias. Vai acontecer uma traição ou já está acontecendo um racha. Por questões de opinião, de forma de conduzir as coisas. Alguém está querendo arrumar a casa, mas há quem não queira mexer, o que leva a um racha. É como se a escola se dividisse em dois segmentos. Momento de crise no Império. Pode até não cair, mas não será fácil.

Sibyla Rudana – Centro do jogo é o sol. Chama atenção. Recomeça uma jornada de ascensão. Espero que não caia, porque tem um grande desafio interno pra resolver. Não é externo. Um peso, uma perturbação… Mas o Império vai à luta, e consegue chamar atenção.

Nota importante: A cartomante Esmeralda de Gaya não detalhou os desfiles e o resultado das escolas que, no jogo dela, ficarão de fora do Sábado das Campeãs. Por isso, algumas agremiações estão sem as considerações da vidente.

*Baralho Cigano e Quiromancia (leitura de mão) => Esmeralda de Gaya: (22) 97403-4807

*Oráculo Xamã e Baralho Cigano => Roberto El Marttini: (21) 2722-1863 / (21) 98728-6186

*Búzios e Baralho da Padilha => Rosana Castela: (21) 97044-6839 / (21) 4141-8797

*Baralho Cigano, Baralho da Padilha e Pêndulo => Sibyla Rudana: (21) 97530-7799 / (21) 3624-7555

Por Luiz Felippe Reis

Na noite desta quarta-feira, 3, já sem o calor dos ensaios técnicos tradicionais do mês de janeiro, a Sapucaí recebeu uma chuva de verão anunciando tempo aberto para as 13 baterias do Grupo Especial. O Sambódromo serviu de palco para ritmistas e outros segmentos acertarem os últimos detalhes para o “Encontro do Samba”, evento realizado pela prefeitura do Rio no próximo sábado, 6, na orla de Copacabana, maior cartão-postal da Cidade Maravilhosa.

Casais de mestre-sala e porta-bandeira também participaram do treino na Avenida – Foto: Irapuã Jeferson

Cerca de 70 ritmistas, passistas e primeiros e segundos casais de cada escola estiveram na Avenida, todos eles sem plateia – que pena -, mas mantendo a batida, o samba no pé e o bailado em dia. Mesmo não cumprindo a função técnica dos ensaios da Sapucaí, o “Encontro do Samba” tá ganhando ares de um substituto à altura pros mais saudosos dos treinos gratuitos. Os mestres de bateria, por exemplo, tão se amarrando na ideia.

– Vai parecer um ensaio técnico, a ideia foi legal – disse Nilo Sérgio, líder da “Tabajara do Samba”, a bateria portelense.

Essa história de lembrar um pouco dos ensaios técnicos, que por 15 anos e até 2017 movimentaram o verão carioca, também cativa os mestres Chuvisco, da Vila, Rodney, da Beija-Flor, e Rodrigo Explosão da Mangueira:

– A gente vai fazer um dia de alegria em Copacabana. Lá vai ser um evento pro povo, como era o ensaio técnico. Vamos com tudo, vai ser uma grande festa – disseram.

Baterias ensaiaram para o “Encontro do Samba”, super evento marcado para o próximo sábado, dia 6 – Fotos: Irapuã Jeferson

Na mesma vibe, tá o mestre da Unidos da Tijuca, Casagrande, que pretende trabalhar um pouco mais em cima do andamento da bateria pro dia do evento. É que na orla os ritmistas vão acompanhar sambas gravados num ritmo bem mais cadenciado que o normal.

– Iniciativa muito boa. Você juntar 840 ritmistas tocando sambas antológicos, a ideia é fora de série. É um momento difícil pra todas as escolas. Os ritmistas hoje em dia não estão acostumados a tocar nesse andamento. Tem muita coisa pra acertar ainda – adiantou o comandante da “Pura Cadência”.

Mestre Dudu, campeão pela Mocidade em 2017, aproveita a valorização aos ritmistas que o evento vai gerar pra puxar sardinha pra classe que forma o coração das escolas de samba.

– É histórico. Esse evento é pra mostrar a força da bateria. Ninguém quer brigar, mas tem que ver a gente com bons olhos. Os ritmistas, a gente costuma dizer, são os primeiros a chegar na quadra e os últimos a sair – disse.

Escolas de samba voltaram ao palco do samba nesta quarta-feira, 3 – Fotos: Irapuã Jeferson

Vítor Art, parceiro de Explosão na bateria mangueirense, e Ricardinho, da Tuiuti, valorizam o projeto do “Encontro do Samba” mais pela pegada da união dos ritmistas e das baterias

– Teve uma reunião antes, a galera tá mais junta, a gente trocou ideias, é bacana isso de ter novas ideias juntos. Vai ser uma diversão, e o Carnaval é isso – opinou Vítor.

– Favorece a união das baterias – completou o líder da “Super Som”.

A partir das 19h, no próximo sábado, 6, o “Encontro do Samba” vai reunir a maior bateria já vista no mundo, com mais de 1.000 ritmistas das 13 escolas de samba do Grupo Especial. Uma parte vai sair do Leme (Avenida Princesa Isabel) e outra da altura da rua Figueiredo Magalhães, para um encontro marcado no meio da orla de Copa. Ao final do desfile pela Avenida Atlântica, os sambistas se juntarão à Orquestra Petrobras Sinfônica para um show no palco montado em frente ao Copacabana Palace. Vão participar ainda do evento cantores ligados ao ritmo, como Martinho da Vila, Alcione, Diogo Nogueira e o novo fenômeno da música pop, a cantora Iza.

A divisão será feita por dois grupos para que todas as 13 baterias se encontrem no meio da orla, no mesmo palco onde foi realizado o Réveillon carioca. Império Serrano, Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, União da Ilha, Grande Rio, Mangueira e Mocidade formam um grupo; e o outro vem com os ritmistas, passistas e casais de Unidos da Tijuca, São Clemente, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Salgueiro e Portela

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Por Redação

Musicais que fizeram sucesso no Brasil sob a direção de Miguel Falabella terão destaque no desfile da Unidos da Tijuca, que homenageia o artista no Carnaval 2018.

Peça adaptada do francês Jean Poiret, “A Gaiola das Loucas”, estrelada em versão brasileira por Falabella e Diogo Vilela, ganhou uma ala do trio de carnavalescos da escola, formado por Hélcio Paim, Marcus Paulo Oliveira e Annik Salmon.

Proibido para menores! Ala da Tijuca inspirada no musical “A Gaiola das Loucas”, estrelado por Diogo Vilela e Falabella, seleciona homens e mulheres acima de 18 anos I Foto: Divulgação/A Gaiola das Loucas

Quem quiser tentar a sorte de ser escalado para o “elenco” da ala basta ser maior de 18 e saber sambar de salto alto, já que a coreografia será uma combinação de samba com stiletto dance.

Homens e mulheres podem se candidatar às vagas. As inscrições acontecem sempre às quartas-feiras, às 19h30, na quadra da Unidos da Tijuca, que fica na Av. Francisco Bicalho, 47, na Leopoldina, no Rio.

“Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem” é o título do enredo da agremiação, que já confirmou alguns famosos no desfile, como as atrizes Arlete Salles e Marisa Orth, amigas e colegas de trabalho de Falabella.

Por Redação

Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

O departamento do Governo Federal, do presidente da República Michel Temer, alegou que exigências não foram cumpridas pela Liesa. Em nota, o MinC esclareceu a reviravolta:

– Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet – destacou o texto, que ainda responsabiliza a Liesa pela impossibilidade do repasse: ‘A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba’.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira reagiu às alegações do Ministério da Cultura e lamentou a negativa do governo brasileiro.

– A nossa preocupação é muito grande com relação a isso. Nós fizemos tudo o que foi pedido, e aí vem essa informação contrariando tudo o que tinha sido combinado lá atrás. Não sei se tem esperança ainda, não posso dizer – lamentou.

Decisão do Ministério da Cultura tirou R$ 8 milhões do Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Houve atrasos e até agora, meados de dezembro, apenas a metade do valor foi quitado.

Cúpula de dirigentes do Carnaval foi a Brasília e saiu de lá com promessa de apoio financeiro do Governo Federal, que não aceitou o projeto elaborado pelas escolas de samba – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Sem previsão de quando a grana iria chegar, sobrava como alento a promessa de R$ 8 milhões através da Caixa Econômica, o que se perdeu nesta semana.

Por Redação

O ator, diretor, dramaturgo e agora enredo de escola de samba Miguel Falabella vai transformar o desfile da Unidos da Tijuca num grande palco a céu aberto para fazer brilhar grandes nomes do teatro e da TV brasileira. Neste sábado, 9, por exemplo, a atriz Marisa Orth – amiga de Miguel – esteve no barracão da escola do Pavão na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, e foi recebida pela rainha de bateria Juliana Alves, que publicou o registro com a famosa.

– Esse ano estamos homenageando o grande Miguel Falabella. E a queridíssima Marisa Orth não poderia faltar. Muito bom recebê-la pro Carnaval. Vai ser lindo – escreveu.

Juliana Alves e Marisa Orth com o presidente da Tijuca, Fernando Horta – Foto: Reprodução/Instagram

Marisa Orth e Falabella já dividiram a cena por algumas vezes. No anos 1990, os dois formavam o impagável casal Caco Antibes e Magda, no sitcom “Sai de Baixo”, na TV Globo. Já de 2007 a 2009, os dois estiveram juntos no seriado “Toma lá da cá”, também na emissora carioca, e ambas atrações escritas por Miguel. No teatro, a dupla encenou “O que o mordomo viu”, comédia do inglês Joe Orton, com adaptação e direção do enredo da Unidos da Tijuca.

A representante do Morro do Borel será a primeira a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Um coração urbano: Miguel, arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, desenvolvido pelos carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo.

Por Luiz Felippe Reis

A “pura cadência” da bateria da Unidos da Tijuca deve-se, e muito, a mestre Casagrande, o cara que comanda os ritmistas da escola de samba na Avenida e quase que invariavelmente atrai todas as notas máximas. O líder, já histórico, dos ritmistas agora anuncia a aposentadoria já para as próximas temporadas, contrariando a máxima de que tudo que é bom dura pouco – Casão tem mais de 10 anos como mestre.

– Tô me preparando pra parar. Pode ser ano que vem, ou mais um ano. Tô bastante cansado, e a gente tem que dar oportunidade pra quem tá chegando. Tem muita gente boa. Já tenho uma pessoa pra entrar no meu lugar. Não dá pra abrir quem é, mas já tem uma pessoa.  Eu quero parar bem. Não quero ser parado, que aí é ruim – disse Casagrande, aos 54 anos.

Casagrande planeja pendurar o apito: ‘Eu quero parar bem. Não quero ser parado’ – Foto: Gabriel Santos/Riotur

A manutenção de mestre Casagrande, desde 2008 como comandante da “Pura Cadência”, deu a segurança necessária para a Unidos da Tijuca se direcionar às melhores notas no quesito Bateria.

Desde 2011, se aproveitando do descarte regulamentar da Liesa, que invalida a menor nota, os ritmistas tijucanos não perderam décimos. Os anos de 2014, 2015 e 2017 foram as três temporadas marcadas por notas 40. Nos 10 desfiles à frente da bateria, “Casão” teve 32 notas 10 em 42 possíveis. Ele tem um aproveitamento de 76,2% de avaliações máximas no período.

Além do cansaço físico, Casagrande tem outros motivos para pendurar o apito: família, negócios e até a renovação entre os mestres são motivações do contratado da Tijuca.

– Vinte anos que eu não passo um carnaval com a família direito, e eu tenho meus negócios. A gente tem que pensar na frente. Não tá dando pra conciliar. Tem que abrir o caminho pra outra rapaziada chegar – resumiu.

Por Redação

Quatro dias depois de perder Alex Neoral, a Unidos da Tijuca já tem novo coreógrafo para comandar a comissão de frente em 2018. A escola de Fernando Horta fechou nesta terça-feira, 28, a contratação de Renato Vieira, que esteve na Portela até janeiro de 2017. O artista fará a estreia na escola do Borel.

– Estou com ansiedade saindo pela boca. Com vontade de trabalhar. Vou fazer uma comissão dentro do que o enredo pede – afirma Renato, que chegou a ser da Portela até pouco antes do carnaval campeão portelense, mas uma incompatibilidade artística com o carnavalesco Paulo Barros acabou por encerrar o vínculo dele com a azul e branco.

Renato Vieira é da Tijuca – Foto: Cidade das Artes

O coreógrafo é amigo de Miguel Falabella, enredo da azul e amarelo, e já trabalhou com ele na criação do musical “South American Way”.

– Satisfação muito grande em estar dentro desse desfile sobre a vida do Miguel Falabella – diz.

Renato Vieira teve trajetória marcante pela Grande Rio, onde ficou por 10 anos. Depois, passou por Mocidade Independente de Padre Miguel e São Clemente até a breve passagem de sete meses pela Portela.

A Unidos da Tijuca será a primeira a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, desenvolvido pelos carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo.

Por Redação

A menos de três meses para o Carnaval, a Unidos da Tijuca decidiu dispensar o coreógrafo de comissão de frente Alex Neoral. A decisão foi em comum acordo, devido a outros compromissos profissionais assumidos pelo artista.

Além da Unidos da Tijuca, Alex Neoral já comandou as comissões de frente de Vila Isabel e Imperatriz – Foto: Michele Iassanori

Neoral ficou três anos e colecionou bons desempenhos na escola de Fernando Horta. De 2015 a 2017, o coreógrafo conseguiu oito notas 10, em 12 possíveis (66% de aproveitamento) e só perdeu décimos no julgamento oficial no Carnaval de 2017.

A escola não anunciou um substituto.

A Unidos da Tijuca será a primeira a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Um coração urbano: Miguel, arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, desenvolvido pelos carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo.

“Um conto marcado no tempo – O olhar Suíço de Clóvis Bornay” foi a primeira participação de Neoral na Unidos da Tijuca em 2015. Foram quatro notas 10:

Foto: Gabriel Santos/Riotur

“Semeando sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado” foi o segundo carnaval de Neoral na Tijuca em 2016. Foram três notas 10 e um 9,9:

Foto: Fernando Maia/Riotur

“Música na alma, inspiração de uma nação” foi a terceira e última temporada de Neoral na Tijuca em 2017. Foram três 9,9 e um 10:

Foto: Michele Iassanori