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Unidos da Tijuca 2018

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Por Redação

Foi nesta quarta-feira, 28, que a Unidos da Tijuca apresentou oficialmente o time pro Carnaval 2019. Ao todo, a escola mostrou três novidades: o diretor Laíla, o carnavalesco Fran Sérgio – esses dois fortalecem a comissão de carnaval -, e o coreógrafo Jardel Augusto Lemos, que em 2018 defendeu a Porto da Pedra na Série A e tem a primeira oportunidade no Grupo Especial.

As caras novas! O carnavalesco Fran Sérgio, o diretor de carnaval Laíla e o coreógrafo de comissão de frente Jardel Augusto Lemos vão estrear pela Unidos da Tijuca em 2019 – Foto: Divulgação

Presidente da escola do Borel, Fernando Horta falou sobre a chegada da nova estrela da companhia, o experiente diretor de carnaval e campeoníssimo pela Beija-Flor de Nilópolis, Laíla.

– O Laíla é um profissional muito competente e chega com todo o seu norral para somar e abrilhantar ainda mais o quadro de profissionais da agremiação – disse o presidente Fernando Horta.

Time fechado! Parte do elenco tijucano rumo ao Carnaval do ano que vem; a escola vai buscar o quinto título na história – Foto: Divulgação

Enquanto Laíla e Fran Sérgio encorpam a comissão de carnaval, que já tem Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, o coreógrafo Jardel Augusto Lemos substitui Renato Vieira, que não rendeu boas notas com a comissão de frente no enredo sobre Miguel Falabella. As notas foram: 9,8, 10, 9,9, 9,7.

A Unidos da Tijuca ficou em 7° lugar no Grupo Especial de 2018.

 

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Em meio às tensões e ansiedades que só a construção de um carnaval pode causar, a carnavalesca da Unidos da Tijuca, Annik Salmon, recebeu um presentão: ela descobriu, em dezembro de 2017, que está grávida da primeira filha, que é fruto da união com o químico Marcus Tenório. A gestação tem quatro meses e a expectativa é que pequena Liz chegue ao mundo no mês de agosto.

A ultrassonografia apontou que vem por aí uma menina – Foto: Reprodução/Facebook

A artista, claro, tá feliz da vida com a primogênita. Orgulho total também pros pais da carnavalesca tijucana, Seu Lúcio Bernardo e Dona Lúcia Maria, que ganham a primeira netinha.

– Tô radiante, é a minha primeira filha. E pra minha família vai ser o primeiro neto, tenho irmãos, mas ninguém teve filho ainda, tá todo mundo feliz. Eu vinha tentando há muito tempo e veio num período ótimo, no tempo certo, porque quando o Carnaval estiver mais perto, ela já vai estar com uns quatro ou cinco meses – conta Annik, de 36 anos, que é casada com Marcus há três primaveras.

O casal se conheceu ainda criança – aos oito anos -, eram amigos de infância. O tempo passou, e o destino reservou pros dois a formação de uma bela família. Além da pequena Liz, que vem por aí, Marcus já é pai de Beatriz, 19, e Felipe, 6.

Marcus e Annik se preparam para o nascimento de Liz, primeira filha do casal – Foto: Reprodução/Facebook

– Morávamos na mesma rua e estudamos na mesma sala do colégio Newton Braga (no bairro da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio). Um amor de criança que só foi reviver agora – se derreteu Annik.

A integração da comissão artística da Unidos da Tijuca, também formada por Hélcio Paim e Marcus Paulo, ficou reforçada até nesse acontecimento mais íntimo de Annik. Os parceiros da carnavalesca no dia a dia de barracão foram os primeiros a ficar sabendo da boa nova.

– Eles vibraram muito, porque já sabiam da minha luta, do quanto eu queria ter um filho. E aí, nos trabalhos de barracão, eu comecei a me sentir mal, enjoada… e contei pra eles assim que fiquei sabendo.

 

 

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A Unidos da Tijuca abriu a festa nesta Segunda-feira de Carnaval, homenageando um dos artistas mais respeitados do Brasil, Miguel Falabella. O ator recebeu amigos e o carinho mais afetuoso do público do Sambódromo. Ao final do carnaval, o protagonista caiu no choro e mostrou gratidão pela reverência tijucana

– Chorei muito, to muito emocionado. Me homenageando, estão sendo homenageados os comediantes populares e a todos que levam humor. Recebi tanto amor, tanta alegria, minha alma está em festa.

Foto: Michele Iassanori

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O Carnaval da Unidos da Tijuca de 2017 vai ficar pra sempre marcado como o capítulo mais triste da trajetória da escola. A parte de cima da segunda alegoria da agremiação despencou, ferindo oito componentes do carro. Nada como um ano após o outro. Com um desfile sem falhas, a escola, de modo geral, tava radiante.

Mas em especial o carnavalesco Hélcio Paim, que foi apontado como um possível responsável na época do acidente. Ele e a Tijuca foram inocentados por perícia, mas lidar com a pressão não foi fácil. Ao fim do carnaval de 2018, Hélcio não segurou as lágrimas e desabafou:

– Sem palavras, foi a volta por cima. A alegria do nosso componente, é a nossa alegria – disse o artista.

Foto: Irapuã Jeferson

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Musicais que fizeram sucesso no Brasil sob a direção de Miguel Falabella terão destaque no desfile da Unidos da Tijuca, que homenageia o artista no Carnaval 2018.

Peça adaptada do francês Jean Poiret, “A Gaiola das Loucas”, estrelada em versão brasileira por Falabella e Diogo Vilela, ganhou uma ala do trio de carnavalescos da escola, formado por Hélcio Paim, Marcus Paulo Oliveira e Annik Salmon.

Proibido para menores! Ala da Tijuca inspirada no musical “A Gaiola das Loucas”, estrelado por Diogo Vilela e Falabella, seleciona homens e mulheres acima de 18 anos I Foto: Divulgação/A Gaiola das Loucas

Quem quiser tentar a sorte de ser escalado para o “elenco” da ala basta ser maior de 18 e saber sambar de salto alto, já que a coreografia será uma combinação de samba com stiletto dance.

Homens e mulheres podem se candidatar às vagas. As inscrições acontecem sempre às quartas-feiras, às 19h30, na quadra da Unidos da Tijuca, que fica na Av. Francisco Bicalho, 47, na Leopoldina, no Rio.

“Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem” é o título do enredo da agremiação, que já confirmou alguns famosos no desfile, como as atrizes Arlete Salles e Marisa Orth, amigas e colegas de trabalho de Falabella.

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Esperança de grande desafogo, diante do corte de verbas públicas – em 50% – ao Carnaval imposto pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella, o Ministério da Cultura decidiu cancelar o repasse no valor de R$ 8 milhões – R$ 1 milhão pela Lei Rouanet e R$ 7 milhões através da Caixa – às escolas de samba do Grupo Especial, jogando um balde de água fria nas pretensões mais animadas de dirigentes e torcedores.

O departamento do Governo Federal, do presidente da República Michel Temer, alegou que exigências não foram cumpridas pela Liesa. Em nota, o MinC esclareceu a reviravolta:

– Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet – destacou o texto, que ainda responsabiliza a Liesa pela impossibilidade do repasse: ‘A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba’.

Presidente da Liesa, Jorge Castanheira reagiu às alegações do Ministério da Cultura e lamentou a negativa do governo brasileiro.

– A nossa preocupação é muito grande com relação a isso. Nós fizemos tudo o que foi pedido, e aí vem essa informação contrariando tudo o que tinha sido combinado lá atrás. Não sei se tem esperança ainda, não posso dizer – lamentou.

Decisão do Ministério da Cultura tirou R$ 8 milhões do Carnaval – Foto: Irapuã Jeferson

Entenda a história:

Em junho deste ano, o prefeito Marcelo Crivella anunciou um corte de 50% da subvenção direcionada às escolas de samba. A decisão gerou desdobramentos: a primeira delas foi executada pela Liesa, que chegou a suspender os desfiles da Sapucaí do Grupo Especial.

Com a fogueira acesa, sambistas chegaram a sair às ruas para se manifestar contra a redução de verba. A partir daí, o prefeito recebeu os dirigentes e não arredou o pé, mantendo o valor de R$ 1 milhão para cada escola do Especial. Poucos dias depois, os presidentes das agremiações finalizaram as negociações e ficou estabelecido que o contrato dos anos anteriores seria mantido, só com a alteração, evidentemente, das datas e dos valores.

Outro acordo era de que o pagamento da subvenção seria feito em cinco parcelas. Quatro delas de R$ 225 mil e uma última de R$ 100 mil, com o primeiro pagamento previsto para o mês de julho. Houve atrasos e até agora, meados de dezembro, apenas a metade do valor foi quitado.

Cúpula de dirigentes do Carnaval foi a Brasília e saiu de lá com promessa de apoio financeiro do Governo Federal, que não aceitou o projeto elaborado pelas escolas de samba – Foto: Divulgação

Uma luz no fim do túnel surgiu com o apoio do Governo Federal, encabeçado pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, que encampou a luta das escolas e prometeu repôr a verba perdida. Os dirigentes foram a Brasília e voltaram pra casa com a promessa dos R$ 13 milhões – R$ 1 milhão pra cada. Sem previsão de quando a grana iria chegar, sobrava como alento a promessa de R$ 8 milhões através da Caixa Econômica, o que se perdeu nesta semana.

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O ator, diretor, dramaturgo e agora enredo de escola de samba Miguel Falabella vai transformar o desfile da Unidos da Tijuca num grande palco a céu aberto para fazer brilhar grandes nomes do teatro e da TV brasileira. Neste sábado, 9, por exemplo, a atriz Marisa Orth – amiga de Miguel – esteve no barracão da escola do Pavão na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, e foi recebida pela rainha de bateria Juliana Alves, que publicou o registro com a famosa.

– Esse ano estamos homenageando o grande Miguel Falabella. E a queridíssima Marisa Orth não poderia faltar. Muito bom recebê-la pro Carnaval. Vai ser lindo – escreveu.

Juliana Alves e Marisa Orth com o presidente da Tijuca, Fernando Horta – Foto: Reprodução/Instagram

Marisa Orth e Falabella já dividiram a cena por algumas vezes. No anos 1990, os dois formavam o impagável casal Caco Antibes e Magda, no sitcom “Sai de Baixo”, na TV Globo. Já de 2007 a 2009, os dois estiveram juntos no seriado “Toma lá da cá”, também na emissora carioca, e ambas atrações escritas por Miguel. No teatro, a dupla encenou “O que o mordomo viu”, comédia do inglês Joe Orton, com adaptação e direção do enredo da Unidos da Tijuca.

A representante do Morro do Borel será a primeira a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Um coração urbano: Miguel, arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, desenvolvido pelos carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo.

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Quatro dias depois de perder Alex Neoral, a Unidos da Tijuca já tem novo coreógrafo para comandar a comissão de frente em 2018. A escola de Fernando Horta fechou nesta terça-feira, 28, a contratação de Renato Vieira, que esteve na Portela até janeiro de 2017. O artista fará a estreia na escola do Borel.

– Estou com ansiedade saindo pela boca. Com vontade de trabalhar. Vou fazer uma comissão dentro do que o enredo pede – afirma Renato, que chegou a ser da Portela até pouco antes do carnaval campeão portelense, mas uma incompatibilidade artística com o carnavalesco Paulo Barros acabou por encerrar o vínculo dele com a azul e branco.

Renato Vieira é da Tijuca – Foto: Cidade das Artes

O coreógrafo é amigo de Miguel Falabella, enredo da azul e amarelo, e já trabalhou com ele na criação do musical “South American Way”.

– Satisfação muito grande em estar dentro desse desfile sobre a vida do Miguel Falabella – diz.

Renato Vieira teve trajetória marcante pela Grande Rio, onde ficou por 10 anos. Depois, passou por Mocidade Independente de Padre Miguel e São Clemente até a breve passagem de sete meses pela Portela.

A Unidos da Tijuca será a primeira a desfilar, na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, desenvolvido pelos carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo.

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A agonia das 13 escolas do Grupo Especial tá perto de acabar. É que fiscais do Ministério do Trabalho decidiram liberar cinco barracões na manhã e tarde desta quarta-feira, 22, em vistoria feita na Cidade do Samba. Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Mocidade e Mangueira já podem funcionar normalmente e botar os operários pra trabalhar até o desfile de 2018. A projeção é que até o final desta semana, os outros espaços também sejam desinterditados completamente.

Cidade do Samba deve ser liberada completamente até o final da semana – Foto: Edmar Moreira/Riotur

Além de pequenos detalhes, a principal preocupação dos fiscais do órgão federal era com relação as deficiências na parte elétrica dos barracões, o que foi sanado pelas agremiações. Em agosto deste ano, um funcionário morreu eletrocutado no barracão da São Clemente enquanto trabalhava, o que chamou a atenção do Ministério do Trabalho na questão da segurança dos trabalhadores.

Foi no dia 19 do mês passado que os locais foram interditados. Trinta e quatro dias depois de muita apreensão e mobilização das escolas para atender minimamente as exigências do ministério, os impedimentos começam a se desfazer. Regina Celi, presidente do Salgueiro, primeira a ter as instalações totalmente liberadas nesta quarta-feira, 22, festejou a desinterdição e deixou claro que o momento é de correr atrás.

– Não medimos esforços para atender a todas as exigências. Temos pouco tempo e daremos nosso melhor – disse.

Salgueiro publicou nas redes sociais o termo de suspensão de interdição do barracão – Foto: Reprodução

Presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães também comemorou a liberação dos espaços que estavam paralisados e indicou a nova preocupação das escolas de samba a partir de agora: saber o quanto cada uma terá para desenvolver os carnavais do ano que vem.

– As escolas foram liberadas, agora é apertar o botão. A Portela já estava liberada. O desenho tá todo feito… alegorias, fantasias. A partir de agora, o mais importante é saber quando e quanto vamos ganhar. Falta o caderno de encargos, que pode pintar alguma coisa, o governo federal também. Agora, tá muito em cima, cara! Então, você tem que administrar sem saber o quanto e como vai ganhar – comentou o dirigente.

Última a ser inspecionada nesta quarta-feira, 22, a Mangueira também conseguiu ser aprovada pelo Ministério do Trabalho e sair dessa. O carnavalesco Leandro Vieira não comemorou, mas fez questão de informar e tranquilizar os torcedores da verde e rosa.

– Informo que o Barracão da Mangueira foi supervisionado, atendeu as exigências solicitadas pelo Ministério do trabalho, e está liberado para seguir na execução de seu projeto de Carnaval. Seguimos dando continuidade ao nosso organograma de trabalho – escreveu na página oficial dele no Facebook.

A Beija-Flor também vai finalmente prosseguir os trabalhos pra 2018. Cid Carvalho, carnavalesco, tá ligado que a hora é de acelerar o passo.

– Simbora trabalhar, simbora tirar o atraso – exclamou o artista. Também integrante da comissão de carnaval da azul e branco, Laíla havia demonstrado preocupação ainda no mês passado: ‘Nunca vi a Beija-Flor no ferro em outubro’.

A Vila Isabel também respirou aliviada com a suspensão das interdições. Paulo Barros concordou com as intervenções do órgão, mas lamentou o período das inspeções, a menos de 120 dias dos desfiles.

– Eles demoraram a visitar os barracões. Tem que profissionalizar mesmo. Mas querer fazer isso a três meses do Carnaval? – questionou o artista.

Daqui a em diante, as escolas de samba, ainda sem a verba repassada integralmente pela prefeitura, têm 80 dias pra finalizar os barracões até os desfiles do Grupo Especial a partir de 11 de fevereiro.

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Por Luiz Felippe Reis

Subvenção cortada no meio, barracões interditados, uma longa crise brasileira… O Carnaval não vive propriamente momentos de glória, mas aos otimistas cada gesto de valorização, por mais singelo que seja, levanta uma chama necessária de esperança por dias melhores. Um caso desses rolou na noite desta quinta-feira, 9, na quadra da Unidos da Tijuca, no Centro do Rio. É que os carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo receberam uma homenagem da Alerj, a casa legislativa do estado do Rio.

Hélcio recebeu a medalha Tiradentes, honraria destinada a pessoas que prestaram relevantes serviços à causa pública do estado fluminense. Annik e Marcus ganharam uma moção de aplausos, que segue a mesma linha da comenda.

Hélcio (ao centro) ganhou a Medalha Tiradentes; Annik e Marcus receberam uma moção de aplausos da Alerj, a casa legislativa do estado do Rio, por uma iniciativa do deputado estadual Gilberto Palmares (PT) – Foto: Irapuã Jeferson

A Iniciativa foi do deputado estadual Gilberto Palmares (PT), que atendeu um pedido dos carnavalescos para que a cerimônia fosse realizada na quadra da Unidos da Tijuca, e não na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, como normalmente é. Um dos artistas valorizados, Marcus Paulo aproveitou o gancho político para alfinetar o prefeito carioca, Marcelo Crivella.

– A gente tá vivendo um momento muito difícil politicamente no Rio de Janeiro. Ele (Crivella) está com a caneta na mão, e ainda tem três anos pela frente pra nos perturbar. Mas é bom saber que ainda tem quem cuide da gente. E essa moção que o deputado Gilberto Palmares nos proporcionou é pra todos do mundo do samba se sentirem agraciados. É importante, levanta a nossa autoestima. Como é um prêmio para o Carnaval, nós pedimos que a cerimônia fosse aqui, junto da comunidade. Nos aproxima do nosso público – disse.

Marcus Paulo deu uma cutucada no prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella: ‘Ele está com a caneta na mão, e ainda tem três anos pela frente pra nos perturbar’ – Foto: Irapuã Jeferson

Emocionada durante a cerimônia, Annik Salmon ficou tocada exatamente por perceber que há, dentro da política, quem olhe com bons olhos para a festa mais popular do Brasil.

– Eu não esperava, me emocionei muito. Isso mostra que o nosso trabalho dá resultado, a gente tá conseguindo tocar certas pessoas, mesmo na política. E é bom saber que há muita gente que gosta do Carnaval, do samba. Não só gosta, ama, vive de disso. E a gente depende disso, é a nossa vida. Hoje, foi muito bom. Tô muito grata – comentou a carnavalesca, que levou pra quadra os pais, Dona Lúcia e Seu Lúcio, o irmão Alan e a cunhada Gabriela.

‘Me emocionei muito, não esperava’, falou Annik, que levou os pais para conferir a cerimônia – Foto: Irapuã Jeferson

Agora comendador do Rio de Janeiro, Hélcio Paim festejou a cerimônia realizada na quadra tijucana. Ele ganhou a medalha nove meses após um acidente grave no desfile da Unidos da Tijuca, quando a parte de cima da segunda alegoria da escola despencou em frente ao Setor 1, ferindo oito componentes do carro, no dia 28 de fevereiro.

– Foi no melhor do mundo, aqui na Tijuca. Foi um carinho, um afago. As pessoas reconhecerem nosso trabalho, com dignidade, com honestidade, respeitando as pessoas. Nós nunca pensamos em machucar ninguém e temos a consciência tranquila que não machucamos ninguém por nossa culpa – lembrou o carnavalesco, que teve o apoio na noite de celebração do companheiro Cristiano, de dois filhos e da neta Sabrina.

Carnavalesco Hélcio Paim ganhou a principal comenda do estado e lembrou do acidente da Unidos da Tijuca no Carnaval 2017, quando o artista sofreu com algumas insinuações de que seria o responsável pela queda de uma parte da alegoria tijucana – Foto: Irapuã Jeferson

Meses após a realização da perícia da Polícia Civil e do início do processo criminal na justiça, ficou comprovado: a Unidos da Tijuca não teve responsabilidade direta no acidente. A culpa, de acordo com o laudo pericial, foi de uma empresa de equipamentos hidráulicos que cuidou da engrenagem de sustentação do carro alegórico. Hélcio – especialista nas ferragens dos carros alegóricos – chegou a ser apontado, na época do desabamento do carro alegórico, como um possível responsável pelo acidente.

– A perícia foi feita, e na hora eu já sabia que a culpa não era minha, mas não podia falar nada. Tive que entubar tudo isso calado – respondeu sobre a questão em agosto ao Sambarazzo.

Logo após a cerimônia, a Unidos da Tijuca realizou ensaio de quadra e contou com boa adesão da comunidade que vibrou com o samba sobre Miguel Falabella, enredo da escola em 2018.

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Por Luiz Felippe Reis

Não é incomum ver na Avenida um mar de artistas e personalidades usando a tal “camisa de diretoria”, passando por dentro, por fora e por onde quiser na escola de samba em plena Sapucaí. Mas na Unidos da Tijuca essa história não vai se repetir, e olha que o enredo é em homenagem a um dos mais importantes atores brasileiros, o carioca Miguel Falabella.

É bem verdade que muita gente famosa vai dar as caras no desfile da escola do pavão em 2018. Mas num acordo entre o homenageado e os carnavalescos (Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo) ficou acertado que todos os amigos do ‘arcanjo Miguel’ vão participar do carnaval caracterizados, dentro dos personagens que marcaram a trajetória de Falabella.

– Ele é do povão. Eu creio que vai fazer um sucesso na Avenida. Os amigos dele, a gente tem um trato, ninguém vai vir de camisa. Ele mesmo disse que a gente estava correto. A gente valoriza o desfile e o público – informou Hélcio.

E Annik Completou:

– Todos vão vir de personagens, de fantasia, nos carros…

Há dois meses, Miguel Falabella foi à leitura da sinopse do enredo em homenagem a ele na quadra da Unidos da Tijuca. Na foto, ele faz companhia aos carnavalescos Annik Salmon, Marcus Paulo e Hélcio Paim, na ordem – Foto: Irapuã Jeferson

Quem ficar ligado no desfile da Unidos da Tijuca, além de acompanhar e lembrar de boa parte das obras do artista, vai se transportado para a infância do pequeno Miguel, que, quando pequeno, se imaginava um príncipe, comandando os seres marinhos da Ilha do Governador, bairro da Zona Norte do Rio, onde nasceu.

– No início, a gente foca na infância, porque é onde as grandes inspirações dele surgiram. Ele ganhou o livro do “Pequeno Príncipe”, então ele se imaginava como um pequeno príncipe preso na Ilha do Governador com os seres marinhos, porque ele via o avô pescar, e ali já começou a piração do artista. Tem essa pegada também. E vamos tentar ao máximo falar das obras dele – resumiu Annik.

Hélcio destacou o espírito liberal de Miguel Falabella ao deixar a comissão de carnaval livre para criar em cima da história dele.

– O cara é um gênio, ele tem uma visão artística muito boa. Deu várias ideias. Ele tá dando liberdade pra gente. Ele vai aparecer bastante – finalizou Paim.

 

 

 

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Por Luiz Felippe Reis

O Carnaval da Unidos da Tijuca de 2017 vai ficar pra sempre marcado como o capítulo mais triste da trajetória da escola. A parte de cima da segunda alegoria da agremiação despencou, ferindo oito componentes do carro, no dia 28 de fevereiro. Os bombeiros agiram com rapidez e as vítimas foram logo socorridas e levadas para o hospital. Meses após a realização da perícia da Polícia Civil e do início do processo criminal na justiça, ficou comprovado: a Unidos da Tijuca não teve responsabilidade direta no acidente.

A culpa, de acordo com o laudo pericial, foi de uma empresa de equipamentos hidráulicos que cuidou da engrenagem de sustentação do carro alegórico. Presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta já acionou a companhia responsabilizada na justiça.

– Primeiro a gente se preocupou em dar assistência aos acidentados. A Tijuca não tira a responsabilidade dela fora. Ocorreu um processo criminal, onde a responsável pelo acidente foi a Berg Engenharia (Berg Indústria Mecânica). A Tijuca alugou uns hidráulicos deles, e até o manuseio era deles, de uma equipe da empresa. A Tijuca tomou suas providências, acionando na esfera cível essa empresa. Ficamos abatidos, não só pelo resultado, mas pelo ser humano, e as pessoas que ficaram prejudicadas. Causou danos morais e psicológicos a mim, à escola e aos componentes. Tenho certeza de que os componentes compreenderam e vão continuar desfilando na Tijuca – explica Horta ao Sambarazzo.

Acidente na Unidos da Tijuca deixou oito pessoas feridas – Foto: Irapuã Jeferson

Logo após o acidente, a Unidos da Tijuca teve que responder a quatro processos na esfera cível. Curioso é que os dois feridos com mais gravidade no acidente não processaram a escola de samba. Numa das ações na justiça, uma mulher alegou que a queda do carro machucou um dos dedos da mão e se disse muito abalada pela contusão. No entanto, ela foi flagrada no desfile da Mangueira, que se apresentou pouco depois da Tijuca. A foliã, claro, perdeu a causa.

Como medida para evitar novos acidentes desse porte, Horta descartou usar os serviços da empresa apontada como culpada pela tragédia.

– Não tenha a menor dúvida. Nunca mais vi esse cidadão (o funcionário da empresa que controlava a engrenagem da alegoria). Lamento que ele tenha dado azar desta vez. Talvez, ele tenha muito serviço acumulado. Foi uma falha de não travar o hidráulico, ele tombou e causou todo esse transtorno, esse prejuízo – completa.

‘Causou danos morais e psicológicos a mim, à escola e aos componentes’, desabafa Horta sobre processo movido contra empresa responsável por acidente – Foto: Rafael Arantes
“Tive que entubar tudo isso calado. Foi uma injustiça”

Um dos carnavalescos da Tijuca, Hélcio Paim – especialista nas ferragens dos carros alegóricos – chegou a ser apontado, na época do desabamento do carro alegórico, como um possível responsável pelo acidente. Ele acredita que se tivesse o controle da engrenagem nada teria acontecido.

– Andaram falando umas besteiras. E foi gente do carnaval, que está sujeita a acontecer a mesma coisa. Mas as pessoas se julgam deuses. Se eu soubesse que esse cidadão não tinha pessoal pra operar isso, eu teria colocado minha equipe e tenho certeza que esse acidente não teria acontecido. A cobrança foi muito grande, foi um momento muito difícil da minha carreira. Deixei passar. A perícia foi feita, e na hora eu já sabia que a culpa não era minha, mas não podia falar nada. Tive que entubar tudo isso calado. Foi uma injustiça muito grande – relata Hélcio.

Hélcio Paim (à direita) forma comissão de carnaval com Annik Salmon e Marcus Paulo – Foto: Felipe Araújo
Acidente causou morte de radialista

Em virtude do acidente, a Unidos da Tijuca perdeu pontos em todos os quesitos e amargou o 11° lugar, ficando de fora do Desfile das Campeãs depois de sete anos seguidos participando do Sábado que envolve as seis melhores da festa.

Não foi só a Unidos da Tijuca que teve problemas com alegorias. O último carro da Paraíso do Tuiuti perdeu o controle na entrada da Sapucaí, no Domingo de Carnaval, e acabou atropelando cerca de 15 pessoas em frente ao Setor 1 do Sambódromo. Após meses de internação, a radialista Liza Carioca – uma das vítimas – morreu por falência múltipla dos órgãos. No acidente, ela teve uma fratura exposta na perna e fraturou a bacia.

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Por Redação

Na tarde desta terça-feira, 18, o trio de carnavalescos da Tijuca visitou os estúdios da TV Globo, o complexo do Projac, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ao lado de Miguel Falabella, ator, autor, diretor, apresentador e agora enredo da tetracampeã para o Carnaval de 2018.

Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo aproveitaram a visitinha para se entrosar ainda mais com o homenageado, que na emissora carioca tem um quadro diário no Vídeo Show. Os três conversaram com Miguel no camarim do artista nos bastidores da TV.

– Acho que o Brasil tá começando a aprender que o aplauso em vida é muito melhor do que em morte. É a maior homenagem que conheço nesse país, então é uma profunda emoção – disse Falabella ao Sambarazzo, durante evento da leitura da sinopse, revelando que “O beijo da mulher aranha” e “A partilha” – peça escrita e dirigida por ele – são obras que não podem faltar no roteiro tijucano.

Fotos: Reprodução/Facebook

A Unidos da Tijuca será a primeira a desfilar na Segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Um Coração Urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”.

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Um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, Miguel Falabella deve ser o fio condutor do enredo da Unidos da Tijuca de 2018. O artista, que já foi carnavalesco do Império da Tijuca e da Acadêmicos da Rocinha, é o nome mais cotado para protagonizar o desfile da escola, que pretende explorar através do tema grandes destaques do teatro nacional.

– O Miguel Falabella é uma possibilidade. Seria muito agradável fazer um enredo desses, mas o Horta (Fernando, presidente da Unidos da Tijuca) vai bater o martelo amanhã (sábado) e anunciar ao vivo no ‘Domingão do Faustão’ – adiantou ao Sambarazzo o carnavalesco Hélcio Paim.

A boa ligação de Falabella com a Tijuca é antiga. Ele já participou, como componente, de alguns carnavais da agremiação.

– Ele é super criativo, o cara é um gênio. Se for ele, vai faltar até espaço – completa Paim.

Pra saber detalhes do enredo da Unidos da Tijuca, a dica, então, é ficar ligado no “Domingão do Faustão”, que começa depois do futebol, na Rede Globo.