Por Redação

A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a Lierj, que organiza os desfiles da Série A, protocolou na Riotur todos os documentos necessários para a cessão de um terreno na Avenida Brasil, no bairro do Caju, com o objetivo de abrigar ali, em caráter de urgência, as agremiações que estão sem barracão. Em um primeiro momento, construiriam o Carnaval 2019 no espaço somente Alegria da Zona Sul, Inocentes de Belford Roxo, Acadêmicos de Santa Cruz e Sossego.

No entanto, o presidente da entidade, Renato Thor, salienta que nada impede que outras escolas venham a ocupar o terreno, que fica ao lado do antigo Sabão Português e que tem, segundo o dirigente, condições físicas de comportar as demais agremiações do grupo.

Terreno na Avenida Brasil aguarda para ser usado como a Cidade do Samba 2 | Foto: Reprodução Google Maps

— A Lierj está acompanhando o drama de todas nossas filiadas com muita preocupação. Cumprimos todas as exigências formais da Prefeitura do Rio e estamos aguardando uma resposta pra que possamos deixar nesse terreno as escolas. Estamos confiantes que isso será resolvido em breve — diz Thor.

Através de nota, a Riotur confirmou que recebeu todos os documentos da Lierj e “protocolou a solicitação de usar o terreno na Avenida Brasil junto à Casa Civil”. O texto da empresa de turismo do Rio de Janeiro ainda afirma que ali deverá ser construída a Cidade do Samba 2, destinada para a construção dos desfiles de todas as escolas da Série A, e que espera que a “resolução seja o mais breve possível”.

Expectativa! Presidente da Lierj, Renato Thor, torce para a liberação do terreno | Foto: Arquivo

Assim que for liberado, o espaço deverá passar por algumas obras antes de poder ser utilizado para fins carnavalescos, como a melhoria do piso e a construção de um muro e de dois portões.

—  A Cidade do Samba 2 é um sonho que temos há seis anos. Cada vez mais estamos perto de torná-lo realidade — espera Renato Thor.

Incêndios atingem barracões da Série A

A precariedade dos barracões do Acesso tem causado uma série de prejuízos para as agremiações. Na semana passada, o local de construção das alegorias da Porto da Pedra, por exemplo, pegou fogo, destruindo parte dos carros da vermelho e branco. Com a ajuda das coirmãs, a escola de São Gonçalo vem conseguindo recuperar o patrimônio.

O fogo, aliás, já atingiu em cheio outras escolas do grupo. A Renascer de Jacarepaguá sofreu com incêndios pelo menos duas vezes durante a preparação para o desfile de 2018. Já o antigo barracão usado pelo Império da Tijuca pegou fogo no último mês de maio.

Além disso, logo após o Carnaval deste ano o Porto Maravilha retomou um terreno onde ficava o barracão dividido entre Alegria da Zona Sul, Sossego, Cabuçu e de escolas mirins. A área onde fica atualmente a Inocentes e a Santa Cruz também deverá ser devolvida. Em tais locais, a possibilidade mais forte é que sejam construídos empreendimentos imobiliários.

*Foto de capa: Reprodução/Google Maps

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