Emerson Dias é o novo intérprete do Salgueiro: ‘Feliz e triste ao mesmo tempo’

Por Redação

Taí a surpresa! Cria do Salgueiro, onde começou defendendo samba em 1991 e estreou no ano seguinte integrando o carro de som na função de apoio, Emerson Dias está de volta à vermelho e branco. O intérprete se despediu da tricolor na tarde desta quinta-feira, 22, e, ao comunicar a decisão ao presidente de honra Helinho de Oliveira, chorou muito.

Desde 2013 como a principal voz da Acadêmicos do Grande Rio, o intérprete não acompanhará a escola na Série A, onde a tricolor de Caxias desfilará em 2019, após ter sido rebaixada no último Carnaval.

Este ano, Emerson Dias se fantasiou de Ney Matogrosso pra cantar o samba em homenagem a Chacrinha pela Grande Rio I Foto: Michele Iassanori/Sambarazzo

Para Emerson, aceitar o convite para o Salgueiro foi uma decisão difícil:

– Estou feliz e triste ao mesmo tempo. Comecei no Salgueiro, mas foi a Grande Rio que me deu uma oportunidade pela qual serei eternamente grato. Numa comparação esdrúxula, o presidente da Tijuca (Fernando Horta) apostou no Paulo Barros quando quase ninguém sabia quem ele era. E a diretoria da Grande Rio acreditou em mim a todo instante, quanto também poucos conheciam minha voz. Por isso, saio da escola com dor no peito, mas com a satisfação de ter feito um trabalho que me rendeu convites de outras gigantes, como é o Salgueiro. Vou dar o meu melhor na ‘Academia do Samba’, mas meu coração sempre vai torcer pelo melhor pra Acadêmicos do Grande Rio. Muito obrigado Jayder Soares, Leandro Soares, Helinho de Oliveira e Perácio. Foi uma honra poder crescer no mundo do samba por causa de vocês.

O cantor, que recebeu na Grande Rio a primeira grande oportunidade da carreira e ganhou pela escola o cobiçado troféu “Estandarte de Ouro” (concedido pelo jornal O Globo) de “Melhor Puxador” de 2014, pela primeira vez vai tomar conta do microfone principal do Salgueiro, que nesta quinta-feira, 22, dispensou o trio Leonardo Bessa, Hudson Luiz e Tuninho Junior.