Pátria amada, Brasil! Ivo Meirelles lança Hino Nacional em versão batucada

Por Redação

Longe do Carnaval do Rio e morando em São Paulo, o sambista Ivo Meirelles retoma a parceria com o grupo Funk’n Lata, que foi sucesso nos anos 1990, e já exibe pelas redes sociais o novo trabalho, intitulado #21. Na última sexta-feira, 25, o grupo lançou uma versão em ritmo de batuque do Hino Nacional, no intuito de virar hit em ano de Copa do Mundo. A gravação tem três instrumentistas de sopro, baixo, guitarra e 10 instrumentos de percussão.

Ouça a música neste link.

– Eu fiz essa primeira versão do hino em meio ao impeachment do Collor (Fernando, presidente do Brasil de 1990 a 1992). Levei isso pra bateria da Mangueira, na abertura dos ensaios. É uma conotação ufanista, uma versão mais tocada, pra que as pessoas possam exercer o canto, pensar nas palavras que o hino diz – afirma Ivo.

Ivo com integrantes do grupo Funk’n Lata – Foto: Divulgação

O novo CD tem 14 faixas e conta com participações de Gilberto Gil, Samuel Rosa, Seu Jorge, Elba Ramalho, Molejo, entre outros. Até o momento, já foram lançadas quatro músicas do disco, que estão sendo divulgadas mês a mês, separadamente.

No próximo dia 7 de junho, Ivo e o grupo fazem um show no Z Carniceria, um dos bares mais requisitados de São Paulo, para sentir a repercussão da parceria.

– O público mudou demais. As TVs estão mais segmentadas. Então vou sentir a primeira reação das pessoas nesse show que iremos fazer no dia 7 – diz o sambista.

O Funk’n Lata é uma banda que nasceu de dentro da bateria da Mangueira. O grupo é composto por surdos, tamborins, repiniques, caixas de guerra, cuíca, guitarra, baixo, trombone, trompete e saxofone. Eles fizeram muito sucesso nos anos 90, quando se apresentaram em mais de 20 países.

‘Não consigo trabalhar em outra escola’

De 2009 até 2013, Ivo foi presidente da Mangueira. Afastado do Carnaval carioca, ele comentou que já recebeu convites de agremiações cariocas e paulistas, mas que não consegue trabalhar em outra escola:

– Não consigo trabalhar em outra escola. O que eu fazia na Mangueira era paixão. Pura paixão. Fecho os olhos hoje e só vejo verde e rosa. Não sei se começaria um trabalho em São Paulo. Nunca digo nunca, mas minha carreira voltou a ter um alento e não dá pra respirar outra coisa no momento. O futuro a Deus pertence.

*Foto de capa: Divulgação